EFEITOS DO DESCONTENTAMENTO

EFEITOS DO DESCONTENTAMENTO
(11/07/2002)

Não cobiçarás casa, propriedade e gado do teu próximo, e tudo o que lhe pertence! (Décimo Mandamento)

Estes seres humanos descontentes com a própria vida, homens ou mulheres, não sabem o quanto a sua atitude interior de insatisfação lhes é prejudicial, bem como ao ambiente próximo, afetando negativamente àqueles com quem convivem. Se ao invés de ficarem disseminando insatisfação, tivessem o bom senso de se perguntarem: quem somos nós? De onde viemos? Para onde vamos? Muita coisa, certamente seria diferente, sem que houvesse tanta aspereza e inquietações, e com o saber adquirido, construiriam uma vida melhor, com harmonia. Se hoje nos deparamos com um mundo áspero e violento, os causadores são os próprios seres humanos. São também os responsáveis pelas condições que cercaram a vida de tanta amargura, em lugar da paz e da alegria como fatos naturais.

De onde vem esse sentimento que domina as pessoas para invejar tudo que o outro possui. Da insatisfação e descontentamento surge a inveja por tudo que o outro possui. Inicialmente desponta o desejo pela propriedade ou felicidade alheia, o que dá lugar a inveja de possuir o que o outro tem, ou seja a cobiça, muitas vezes disfarçada por subterfúgios para ocultar astutas tentativas de tomar posse do bem alheio ou destrui-lo, caso não seja possível a sua obtenção. A inveja passa para a ação da cobiça que em crescendo, pode chegar ao limite do ódio furioso. Se o Décimo Mandamento tivesse sido respeitado corretamente, muita coisa hoje seria diferente do que é, por certo muito melhor.

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“Os seres humanos desconhecem essa forte força propulsora de tantos males e ignoram que essa inveja domina atualmente sob múltiplos aspectos todos os seus pensamentos e todos os seus atos! Ela reside no ser humano isolado, assim como nos povos inteiros, dirige países, gera guerras bem como partidos e luta eterna, onde quer que duas pessoas tenham de conferenciar sobre algo!”(Os Dez Mandamentos Explicados por Abdruschin).

O que acontece no plano individual, também ocorre no plano geral, colocando-se os seres humanos, uns contra os outros, cada qual apontando as falhas dos outros, sem olhar para as suas, agindo por impulso sem penetrar no âmago da questão. Assim os seres humanos estão divididos quanto a religião, economia e política, posto que cada grupamento buscou colocar em primeiro lugar os próprios interesses, as próprias cobiças, ao invés de buscar as identidades em prol de uma construção harmoniosa e pacífica.

“Permitido vos é peregrinar através das Criações! E durante a peregrinação não deveis causar sofrimento a outros, que igual a vós também peregrinam através da Criação, a fim de satisfazer com isso qualquer cobiça!” (Mensagem do Graal, Vol. 3, pg. 105)

Este ensinamento de Abdruschin é fundamental para a harmonia, seja entre indivíduos ou Estados. Em complemento o autor esclarece que tudo pode ser desfrutado aqui na Criação, só que não deve ser em prejuízo do próximo, o que acontece quando os seres humanos se tornam escravos de suas cobiças que tanto podem se referir a bens materiais como também difamar a reputação do próximo ou dar lugar às próprias fraquezas.

“Fazem parte disso a desconfiança e a inveja, a irritabilidade, a grosseria e a brutalidade, numa palavra, a falta de autodomínio e de educação, que não significa outra coisa senão a indispensável consideração para com o próximo, a qual tem de existir, onde a harmonia deva permanecer. E unicamente a harmonia beneficia a Criação e a vós próprios”.

“O dar lugar às próprias fraquezas, porem, é exatamente hoje ainda muito pouco considerado, e contudo faz parte da satisfação da própria cobiça, para prejuízo ou sofrimento de vosso próximo!...É uma espessa tecedura que disso se origina, pelo que tantos têm de cair, exatamente porque isso ainda é muito pouco considerado, causando, todavia, ao próximo, inquietação, opressão, aborrecimento e freqüentemente também pesado sofrimento. Em qualquer caso porem, danos.”

Isso tudo tem provocado um progressivo aumento do sofrimento e da miséria sobre o Planeta, a ponto de os seres humanos começarem a se mexer na tentativa de encontrar lenitivo através dos caminhos propostos pelas religiões. Notoriamente também as pessoas começam a falar mais intensamente do Apocalypse e do fim do mundo.

Mas o mundo não vai acabar. O momento é de muita turbulência pelo fato de a humanidade estar atingindo o fechamento de um ciclo, tendo que arcar com as conseqüências de seu querer ao longo de milênios, e que agora pelo funcionamento automático das leis da Criação, são colhidas em seu regaço.

Mas face a desarmonia com que pautou a sua vida os efeitos são em sua grande maioria pesados e dolorosos. Como isso tudo se desenrolará é muito difícil prever, mas o fato é que as tendências apontam para um futuro ameaçador, tanto no que diz respeito ao relacionamento entre pessoas e povos, como quanto às prováveis catástrofes naturais. Será um tempo de colheita e purificação, no qual os seres humanos terão que aprender como viver ao agrado de Deus, e serem felizes. Ou perecer como conseqüência de seus próprios erros.