O TERRORISMO, O DINHEIRO E AS LEIS DA CRIAÇÃO

O TERRORISMO, O DINHEIRO E AS LEIS DA CRIAÇÃO
(10/07/2004)

Como pode o ser humano chegar ao extremo de atentar contra a própria vida para praticar atitudes que visam destruir o próximo? Essa é uma questão vital e que deveria merecer as atenções não só das autoridades governamentais, religiosas ou econômicas, mas também da população em geral, sejam brancos ou pretos, homens ou mulheres, professores ou profissionais de todas as áreas, pois aqui chegamos ao limite mais baixo onde a civilização humana poderia ter regredido.

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Estamos adentrando ao século 21 da chamada era cristã, mas se fizermos um olhar retrospectivo, observaremos que os seres humanos raramente se dedicaram sinceramente na busca de uma convivência pacifica e harmoniosa que propiciasse o verdadeiro aprimoramento humano.

Tivemos muitos séculos em que o poder político-religioso atuou desempedidamente, determinando para os seres humanos as normas de vida que deveriam ser seguidas ou seguidas. Veio depois a consolidação do poder político-econômico, mais sutil na sua forma de atuar, mas também disposto a estabelecer as normas de vida de sua conveniência. Mas a realidade tem sido um permanente conflito e lutas pelo poder, através do uso de força avassaladora, ora usando-se a motivação religiosa como justificativa, ora as sutilezas do poder econômico padronizando o comportamento das massas através da chamada liberdade do mercado.

Assim a vida humana se despojou de sua essência espiritual, tornando-se uma correria atrás de riquezas materiais. Em meio às aflições os seres humanos não dedicam o seu tempo para um aprofundamento interior, enxergando no dinheiro a válvula de escape, pois através dele se sentem poderosos na Terra para exercer domínio, fazer aquisições, desfrutar de prazeres.

A cultura do dinheiro é rasa. O consumo se torna vital para o funcionamento das engrenagens econômicas. O dinheiro circula e se concentra nas mãos dos detentores da produção de consumo massivo sem que haja uma adequada redistribuição do capital acumulado. O estoque de dinheiro virtual aumenta através dos créditos contábeis que tem a força de atuar como avalanche sobre os seus alvos, sejam mercadorias, títulos ou moedas. Os Bancos Centrais se tornam os grandes tomadores sugando os recursos que inundam o mercado, remunerando juros com a receita gerada pelos impostos pagos por toda a população. Com a deteriorização da economia e da política, a vida urbana se desestrutura. A cultura desaparece. A religião perde força. As famílias detonam. Onde isso tudo vai dar? Quem sabe? No filme “Deixados para Trás”, (Left Behind), distribuído no Brasil pela FlashStar Home Video, o personagem Nikolay, agindo autoritariamente e com muita astucia, planeja tomar conta do mundo e acabar com os preconceitos através da criação da moeda única e da religião única, numa ficção que, diante de uma sincera analise lógica, apresenta pouca consistência.

Com todas as coisas girando em torno do dinheiro as criaturas humanas vão perdendo as suas características essenciais, e a vida, o seu sentido mais elevado. Por todas as formas os seres humanos são induzidos ao conceito de que o importante na vida, é consumir enquanto estiver vivo, porque desta vida nada se leva. Assim invertem-se os fins, pois o consumo para atender as necessidades humanas é um meio. A finalidade da existência humana situa-se bem acima. Assim a bondade espiritual desaparece da vida surgindo a friesa do raciocínio.

O objetivo do anticristo e daqueles que o seguem é desviar as criaturas humanas da movimentação espiritual, do real saber do significado da vida, sujeitando-as às gravíssimas conseqüências que são trazidas pelo atuar das leis da Criação quando não levadas em consideração.

Desconhecendo o significado da vida as pessoas deixam de reconhecer as causas dos sofrimentos e da miséria humana, perdendo a esperança em um futuro melhor, deixam de dar ao seu corpo o devido valor e cuidados, chegando mesmo a menosprezá-lo e a maltratá-lo. Existem pessoas que desprezando a si mesmo se auto-agridem, situação já descrita e mostrada em filmes. Agredindo a si mesma a pessoa perde a auto-estima deixando o ódio crescer em seu interior, o qual é centuplicado por forças externas. Então, como forma de vingança extrema, o individuo fica pronto para se autoflagelar.

Com a alienação, o desconhecimento do real significado da vida, o enclausuramento do espírito, o cérebro agindo como maquina sem coração, o homem desesperado acaba aceitando a idéia de que morrer em combate é a única solução para esta vida de sofrimentos e asperezas.

Falar em religião única é algo complicado. A Bíblia, disponível em mais de mil idiomas, é há séculos o mais difundido livro no planeta, mas nem por isso os seres humanos conheceram a paz. Alguns acontecimentos fantasiosos nela narrados são difíceis de serem aceitos por irem contra as leis da natureza. Além disso temos que considerar as falhas de memória e os problemas relativos às traduções.

“Temos de considerar que Cristo veio à Terra trazendo uma mensagem de amor para salvar aqueles que quisessem seguir seus ensinamentos, não havendo ele próprio nada escrito. Os Evangelhos, portanto, foram escritos muitos anos depois por pessoas que se lembraram de fatos por elas presenciados ou a ela relatados...Náo obstante, o importante são os ensinamentos de Cristo, que de uma forma ou de outra, acabaram chegando aos nossos dias, tendo ajudado as pessoas de boa vontade a manterem acesa em seuíntimo a chama do anseio pela Verdade.” (Fernando José Marques, em Reflexões sobre temas Bíblicos, Edit. Ordem do Graal).

Tudo hoje se apresentaria de forma diferente se a Palavra de Jesus, a Vontade de Deus, tivesse sido assimilada corretamente pela humanidade há dois mil anos. Quando os seres humanos reconhecerem o seu lugar dentro do contexto das leis da Criação, as quais são perfeitas e imutáveis, atingindo de forma igual a todos os seres humanos, então não haverá espaço para que utilizem motivações religiosas para alcançarem seus objetivos de vingança, dominação e poder.

O que os seres humanos de fato necessitam para uma convivência harmoniosa e pacífica, e que promova a efetiva evolução da humanidade, é a conscientização do que representam as leis da Criação, que também são conhecidas como leis naturais, leis da natureza, ou simplesmente leis de Deus, pois nelas repousam as leis da Física, da Química, da Biologia, e todas refletem a perfeição do Criador, pois representam a Vontade de Deus na Criação!