TRANSFORMAÇÕES UNIVERSAIS

TRANSFORMAÇÕES UNIVERSAIS
(10/05/2006)

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A vós, criaturas humanas, é dado o insaciável anseio pelo reconhecimento de Deus; está incutido em vós para que não possais encontrar sossego algum nas vossas peregrinações através da Criação posterior, que vos são permitidas realizar com a finalidade de vosso desenvolvimento, a fim de que, tornando-vos conscientes, aprendais, cheios de gratidão, a usufruir as bênçãos que os Universos encerram”. (Na Luz da Verdade, Mensagem do Graal, de Abdruschin, dissertação: O Reconhecimento de Deus).

A vida é maravilhosa. Estar vivo, num corpo terreno, é uma graça imensa, pois somente na vida material o espírito pode fortalecer o anseio pelo reconhecimento de Deus, usufruindo as bênçãos da Criação, desde que não permita que os talentos espirituais sejam enterrados pelos pendores que prendem o ser humano à matéria, como se o espiritual nem existisse. O ser humano existe há mais de três milhões de anos. Houve eras douradas de paz e crescimento individual, em conformidade com as leis da Criação. Mas, não tardou para que se evidenciasse que o ser humano tanto pode criar na Terra o céu ou o inferno, mediante as suas ações beneficiadoras ou destruidoras, pois as leis reproduzem sempre a espécie gerada pelas atitudes humanas.Brindemos a vida com alegria no coração, pois o ser humano tem o poder de moldar o futuro, o seu e o do Planeta.

Nem sempre o ser humano primou por brindar a vida com todo o seu ser, tendo por isso atraído muitas tragédias, ao invés de paz e alegria como seria natural. Uma das mais terríveis ocorreu há mais de dez mil anos, na poderosa Atlântida, atingindo seus arrogantes habitantes. Após a grande tragédia nada mais restou. Uns poucos, que ouvindo a voz interior aceitaram as recomendações dos guias para irem construir um novo lar em outras regiões previamente indicadas, dirigiram-se para o norte da Europa e para a Suméria.

Os seres humanos da Atlântida haviam alcançado um elevado grau de desenvolvimento material e também tinham adquirido um saber mais amplo sobre o Criador e Suas leis naturais. Tinham adquirido o saber sobre os enteais; os gigantes lhes tinham especial afinidade, auxiliando-os em todas as enormes construções de pedra, mas sofreram enorme decepção com a mesquinhez que tiveram de presenciar.

Apesar de toda a beleza e de tantas dádivas que receberam, os atlantes se deixaram levar pela mania de grandeza, esquecendo da transitoriedade da vida no corpo terreno. Os líderes, que deveriam orientar a retirada da população, ficaram acomodados com o luxo, o conforto, a riqueza e o poder, fazendo a população acreditar que ainda havia muito tempo para a retirada, que não precisavam ficar preocupados. Não obstante, a natureza dava todos os sinais de que o fim estava próximo.

Merlim, o sábio mentor espiritual, comunicou a todos os líderes, que eles deveriam orientar a população para que iniciasse a retirada imediatamente. Distante dali, um novo lar os aguardava com muita beleza e tudo de que necessitassem para evoluir material e espiritualmente.

Os líderes não aceitaram as admoestações de Merlim, e entre si, combinaram que deveriam convencer o povo a permanecer. Convocaram uma reunião, através da qual informaram à população que a mudança era necessária, mas não para já, e que poderiam permanecer tranqüilos ainda por muitos anos. O povo, que estava bem acomodado, aceitou prontamente, pois não teria de enfrentar os aspectos desagradáveis de uma mudança radical.

Assim, o acontecimento natural das transformações geológicas do Planeta, acabou sendo para a maioria deles um severo castigo, como conseqüência de sua arrogância e falta de humildade espiritual.

A Luz, porém, em seu grande Amor, deu a todos eles novas oportunidades através de reencarnações em outros corpos terrenos, em diferentes regiões. No entanto, o ser humano se foi deixando escravizar pelos prazeres terrenos, obscurecendo a visão ampla do sentido espiritual da vida, perdendo cada oportunidade ofertada, sem aproveitar o tempo para construir beneficiando tudo a sua volta. Assim, os líderes e a população indolente, foram dando testemunho de seu falhar, onde quer que permitissem a infiltração de falsos conceitos, desvirtuando a pureza do saber sobre a Criação.

O desenvolvimento espiritual não se processa por igual, dependendo muito da sintonização individual. Os seres humanos mais desenvolvidos sempre foram carreados para as posições de comando. Contudo, deveriam agir sempre com nobreza, promovendo condições para o desenvolvimento espiritual dos mais lentos. Não estabelecendo classes umas sobre as outras, mas sim, umas ao lado das outras, sem exploração, sem abusos.

Julgando-se donos do Planeta, os dirigentes não agiram de forma natural, pois sempre subjugaram as populações em benefício próprio. Falharam na Babilônia, na Grécia, no Egito, e em Roma. Os seres humanos não se preparavam para o período das grandes transformações que deveria ocorrer ao final do tempo concedido para a evolução humana.

Jesus foi enviado para que a Luz pudesse, novamente, penetrar na Terra tão obscurecida pelos erros humanos, na tentativa de que, através dos ensinamentos recebidos, os seres humanos mudassem de sintonização, para que não perecessem sob os severos efeitos do Final dos Tempos quando teriam que prestar contas de como usaram o tempo que lhes foi concedido. Mas, a humanidade decaída não teve ouvidos para ouvir, nem olhos para ver, permitindo que os ensinamentos claros e simples sobre a trajetória espiritual da humanidade, fossem desvirtuados e inaproveitados para o fim a que se destinavam: fortalecer e salvar o espírito humano de cair nas profundezas das trevas, perdendo a sua individualidade espiritual.

Em sua restrição intelectiva, os seres humanos materialistas, presos ao raciocínio, não querem que se conheça a Luz da Verdade, para a qual eles mesmos se fecharam. Então, eles hostilizam os seres humanos que usam a intuição para o benefício da humanidade, considerando-os como inimigos, cerceando-lhes os passos, impedindo que manifestem suas idéias e propostas para um melhor futuro, provocando uma restrição cada vez maior da própria intuição.

Decorridos séculos, a atual civilização agoniza, pois não recebeu o suprimento de forças para permanecer ágil e vivificada, caminhando tudo para um enrijecimento, devido ao pesadume, e conseqüente aumento do distanciamento da Luz. A vida se tornou áspera. O conceito dominante é que nascemos para morrer, e com a morte tudo se acaba, por isso as pessoas estão afastadas do Amor, achando que devem aproveitar a vida com sofreguidão e de forma egoística, reduzindo a condição humana ao estado de máquina sem conteúdo, servindo às trevas ao invés da Luz.

E, novamente nos encontramos diante de um momento decisivo, de transformações universais, que deveria trazer apenas bênçãos para os seres humanos desenvolvidos e conscientes, mas em seu modo de agir, movidos sempre pela frieza do raciocínio afastado da intuição – a voz do espírito, as suas ações trazem sempre o germe da ruína, pois lhes falta o amor verdadeiro, prevalecendo os egoísmos e a cobiça.

Com a repetição dos mesmos erros, já havidos em Atlântida, a miséria humana só tinha de aumentar. Com a arrogância humana, a sede de poder e a falta de humildade espiritual, o Planeta como um todo está sendo arrastado para uma gravíssima situação, fazendo da vida uma odisséia de lutas e sofrimentos sem fim, até agora aparentemente inexplicáveis para os seres humanos.

O século 20 foi o mais sangrento da história humana, com incontáveis vítimas das guerras. Mas o ponto de ruptura ocorreu em setembro de 2001, desencadeando-se o processo da colheita dos frutos mais amargos, semeados durante milênios. O sonho acabou.

Para muitos seres humanos, que tinham em si o anseio pelo reconhecimento de Deus, foi dada a oportunidade para uma nova existência terrena nesta época, que alguns chamam de Fim dos Dias, e que, mais acertadamente, deveria ser designada como Fim dos Tempos, isto é, dos tempos concedidos ao espírito humano para a sua evolução, escalando os degraus da autoconsciência, que o levam de volta à sua origem.

Vivemos nos tempos em que se torna indispensável uma profunda renovação nas atitudes com a inclusão da espiritualidade. Antes que isso ocorra, será impossível a formação de um melhor futuro para a humanidade.