GARIMPEIROS DESCARADOS

Há dois mil anos os romanos eram os grandes garimpeiros de riquezas e de escravos para o Império. Séculos depois foram os europeus, na América e na África. Com a evolução vieram os americanos e os russos; enquanto isso, a miséria e despreparo iam crescendo. Religião, ideologias, invasão cultural, tudo camuflando o objetivo de extrair proveito. Agora a China entra em cena buscando matérias-primas e mercados para seu plano de expansão, mas em meio ao desarranjo global prevalece o imediatismo e a obtenção de vantagens, enquanto a humanidade vai desperdiçando o precioso tempo recebido para evoluir.

Que espécie de ser humano aceitaria escravizar o próximo para obter ganhos retirando-lhe a possibilidade de livre resolução, obrigando-o a trabalhar? Quando o homem chega a esse limite isso significa que muito de sua espécie foi perdido, então que tipo de mundo se poderia esperar? E daí caminha-se para pior enquanto esse erro não for reconhecido e combatido.

No século 21, estão se tornando evidentes os efeitos da falta de consideração e solidariedade, que se vão revelando no aumento da miséria pelo mundo. A grande festa do Natal deveria ter sido fonte de Renovação e Transformação dos humanos em seres, realmente, humanos! A tragédia da humanidade tem a ver com a ausência dessa disposição. Tudo o que se refere a Jesus Cristo e sua missão foi trivializado, deturpado e modificado.

Por toda parte falta o desenvolvimento humano; estamos chegando ao limite do embrutecimento, pois não há conscientização e bom preparo da população para que saiamos do marasmo e alcancemos a progressiva evolução humana de forma continuada. Os povos precisam da paz e solidariedade para evoluir, reconhecendo e observando as leis naturais da Criação!

Desapontada com o aperto, a população está inconformada diante do descaramento de indivíduos imbuídos de autoridade para gerir a nação. A tarefa dos eleitos é proteger e defender a cidade para que ela se torne o lar dos seres humanos que a habitam e, consequentemente, também devem zelar pela boa conservação. O mesmo deveria se aplicar aos estados e países, pois se não tiver dirigentes dispostos a agir em defesa dos interesses da população, quem o fará? Passam por cima de tudo e de todos para atingir seus objetivos, o resto se torna secundário, inclusive a estagnação e decadência de povos inteiros. Não se trata de Estado babá, mas de Estado com liberdade e responsabilidade, com garantia de propriedade, gerido por estadistas sérios que visam o bem e a melhora geral da qualidade de vida e do nível cultural sem se corromperem diante de interesses particulares.

Nada mais difícil de equacionar do que a economia neste tempo em que governantes pouco podem decidir. As decisões são tomadas pelas grandes corporações de acordo com os seus objetivos e pelos fazedores de dinheiro. A China ganhou força expressiva com sua usina faz-tudo, mas se o consumo mundial cai, essa força também fica amarrada. A economia mundial está desequilibrada.
No Brasil há fragilização da produção industrial, o estúpido endividamento e o descuido no preparo das novas gerações. O desequilíbrio na economia e a indolência daqueles que esperam tudo de bandeja levaram à estagnação. Como despertar o gigante adormecido?

A tendência do dinheiro é crescer continuamente indo além das emissões monetárias, o que acarreta inflação, isto é, depreciação da moeda e aumento de preços, e desordem financeira. Então surgiram os mecanismos para enxugar o excesso de dinheiro em circulação. Com o aumento da cobiça por riqueza e poder vieram a decadência e o açambarcamento das riquezas da natureza.

De longa data, estagnação e pobreza afetam a vida, pois os humanos em sua trajetória deixaram de buscar o conhecimento e integração com as leis da natureza para extrair todo o necessário e suficiente para o seu sustento e terem uma vida digna com finalidades nobres.

Evidentemente o bom preparo da população e definição de metas para promover a continuada melhora das condições contribuiriam para impedir a instalação da pobreza e miséria. Mas o aprimoramento da espécie não tem sido o alvo prioritário da humanidade. A produção deveria acompanhar a progressão natural, acompanhando o crescimento da população. Respeitando as leis da natureza e buscando a espiritualização os humanos alcançariam a prosperidade sem a miséria degradante.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

PROBLEMAS BRASILEIROS

Enquanto o drama do mundo é a cobiça de poder, o problema do Brasil é a falta de estadistas sinceros, leais, sábios, patriotas que busquem o melhor para o fortalecimento da população e da qualidade de vida. Os falsos estadistas continuam se digladiando para ver quem manda mais, quem fica com o pedaço mais suculento e, com isso, o futuro vai ficando ameaçado. As novas gerações precisam de bom preparo para a sua responsabilidade para não perder a esperança. Mas, afinal, como foi que o Brasil e o mundo chegaram a esse momento caótico na convivência pacífica e na economia que a tudo constrange?

A sociedade fragmentou-se. Faltam propósitos enobrecedores e coesão na busca da melhora. A divisão do trabalho é importante e necessária para aumentar a produtividade, mas acabou criando tarefas repetitivas que contribuem para inibir a criatividade e o aprendizado das inovações. Tarefas repetitivas deverão ser entregues aos robôs. O ser humano precisa de leitura, flexibilidade, projetos de melhora geral e de aprimoramento pessoal. A educação tem que promover tudo isso.

O amigo leal dos seres humanos é o bom livro. Através dele, cresce a imaginação e a capacidade de refletir intuitivamente, isto é, a conexão com o eu interior, aspectos que diferenciam o homem da máquina. Com o advento da eletrônica e informática, cinema, TV, internet, vídeo, divisão extrema do trabalho e redução de empregos, a monotonia foi tomando conta da vida. Vive-se o dia a dia sem entusiasmo. Para muitas pessoas, conectar-se à rede se tornou meio de fugir do vazio da vida.

A realidade brasileira é brutal, em permanente crise com pequenos intervalos de alguma melhora, com dívida elevada que se formou com desmandos, juros e perdas cambiais. O dinheiro público tem sido mal administrado com enormes desperdícios e desvios. Um país rico em recursos naturais, mas economicamente pobre com poucas oportunidades de empregos e boa educação. Fazem falta bons estadistas e melhor preparo da população.

Precisamos de produção, trabalho, consumo adequado. Na China, foi usado ópio para obter riqueza e promover a fragilização; no Brasil, nem foi possibilitado o fortalecimento da população para construir um país de vida condigna. A droga chegou logo. Precisamos de uma geração forte, bem preparada para a vida, disposta a empregar o melhor de si para alcançar um futuro melhor.

Os jovens precisam aprender a refletir e a liberar a ampla visão intuitiva. Desde cedo as crianças devem ser orientadas para a importância do aprendizado, do trabalho e da busca do significado da vida. Quem somos nós? O que é o planeta onde vivemos? Como ele possibilita a vida? Tudo segue o ritmo das leis da Criação.

Como fruto do desequilíbrio geral está ressurgindo, de forma preocupante, a questão da imigração de refugiados, principalmente porque nenhuma entidade mundial está tomando medidas disciplinadoras, enquanto países que já contam com muitos problemas internos se veem diante de invasão não prevista e sem meios para dar uma solução apropriada.
O desequilibrado sistema internacional de relações entre os povos tem se mantido da mesma forma num mundo em que os mais fracos não tinham como discordar do ganho de uns com perdas de outros, o que veio a ser reforçado pela globalização. Quando as relações entre os povos são feitas sem equilíbrio, o desarranjo é inevitável, mas às vezes isso demora a aparecer. Se o mundo quer paz, está na hora de restabelecer o equilíbrio para obter o progresso geral.

Com a eclosão das transformações econômicas, a hegemonia do dólar passa a ser pressionada. Haverá troca de moeda global ou conviverão duas delas? O que o Brasil precisa fazer diante do agravamento da guerra comercial? Se exportar menos, vai dispor de menos dólares e reduzir importações. O que dizem os governantes sobre essa situação da economia? Haja Luz e Paz sobre o Brasil para que possa progredir de fato.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

LÓGICA EVOLUCIONISTA OU RACIONALISMO?

Há vários estudos sobre as terapias econômicas empregadas para debelar a crise dos anos 1930; no entanto, pouco se vê sobre a busca das causas que provocaram o declínio. Apesar do grande sofrimento, poucos se voltaram para um olhar reflexivo sobre a vida e sua espiritualidade. O economista britânico John Maynard Keynes (1883-1946) se limitou a propor o aumento de gastos públicos, de dinheiro que os países não dispunham, sem explicar o que seria feito com o aumento da dívida no futuro.

As teorias de Keynes receberam grande divulgação, possivelmente pelos interesses em preparar uma sociedade globalizada, com comando forte formado por um grupo determinado de pessoas. Esse tipo de sociedade leva à perda da força da diversidade das individualidades, padronizando a vida.

Surge o racionalismo construtivista que usa o raciocínio subordinado ao mundo material, ao tempo e espaço, em oposição à lógica evolucionista que se revela nas leis da natureza. Com a aplicação das teorias racionalistas, dificulta-se, para bilhões de pessoas, a busca pelo significado da vida. Há o perigo de que o homem seja transformado em robô em vez de ser humano de qualidade. Temos de entender a vida, e a economia é parte dela, não a sua finalidade, pois tudo depende da forma como o ser humano a vivencia.

Friedrich Hayek, economista e filósofo (1899-1992), defendia a liberdade e lógica evolucionista, mas apesar disso se manteve firme na defesa das qualidades do intelecto, embora tenha nascido na Áustria, na mesma época do escritor Abdruschin, nascido na Alemanha em 1875, autor da obra Na Luz da Verdade, que define o homem como um ser de espírito que deveria harmonizar a atuação com o intelecto com que foi dotado para examinar e analisar, em vez de permitir que o intelecto agisse por si unilateralmente, sem consultar o eu interior. Aqueles que seguem de forma unilateral os ditames do intelecto usam o raciocínio para o pensar errado e inútil, espalhando coisas feias, destruindo a harmonia e a beleza.

O homem nasceu livre. A liberdade é o grande tesouro indispensável para possibilitar a busca da compreensão da espiritualidade. É preciso conhecer a verdade para ter liberdade efetiva. Qual é a causa da até aqui trágica trajetória da humanidade, que se recusou a construir com base nas leis da natureza, forjando o construtivismo intelectual sem coração, fadado a gerar o caos da civilização?

Após a depressão dos anos 1930, muitos economistas optaram por intervenção e gastos públicos como alternativa. Dessa forma, os problemas que surgiam passaram a ser resolvidos com mais gastos e mais dívidas. A economia se distanciou da meta de promover a continuada melhora nas condições gerais de vida, passando a priorizar o objetivo de acumular capital financeiro. O resultado é a gritante instabilidade geral e o aumento da miséria coletiva.

A Europa sempre tirou proveito do resto do mundo. A Inglaterra interferiu em tudo em benefício próprio. Os EUA inventaram o dólar e tomaram conta do mundo. A China quer recuperação e poder e se transforma na usina faz tudo. O Brasil está pendurado nas dívidas. A situação não comporta bravatas nem brincadeiras. Reativar a economia, preparar as novas gerações e manter a autonomia são imperativos.

Os governantes se acomodaram na situação do capitalismo de livre mercado, absorvido pelo capitalismo de estado. Há muita capacidade ociosa e desemprego pelo mundo. Cada povo tem de se voltar para si mesmo, para a melhoria interna, criando oportunidades de trabalho, recebendo a adequada compensação e aproveitando as horas de lazer de forma construtiva. O viver está piorando, pois na luta pela sobrevivência não há tempo para pesquisar, aprender e ser feliz.

Na educação infantil, as crianças devem ter contato com a natureza, suas belezas e leis lógicas. Negativismo e descontentamento povoam a mente. Desesperançados, não se cuidam, iniciam a atividade sexual precocemente, aumentando a incidência da AIDS. Vamos aprender como Israel está educando as novas gerações? Os jovens precisam de orientações elementares sobre a vida. Precisam aprender a necessidade do equilíbrio, retribuindo a tudo que recebem. Eles têm de se tornar cidadãos responsáveis, seres humanos de qualidade gratos pelo dom da vida. Clareza, simplicidade e naturalidade. Vida nova sem os penduricalhos do passado. É o que precisamos no novo ano.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O NATAL E A VIDA

Estamos em dezembro, mês de festas, e apesar disso o movimento no comércio não está aquecido. O pessoal não compra porque está sem dinheiro e sem esperança de melhorar o bolso. O economista Paul Krugman criticou as medidas de austeridade e o consequente desemprego e queda da renda, mas o grande problema do Brasil foi ter permitido que a dívida pública crescesse mais de 2 trilhões de reais em 5 anos. A casa caiu, nisso pouco se fala, assim como do real significado da festa do Natal, a vinda do Filho de Deus, portador da Luz da Verdade para libertar o espírito das trevas dos erros humanos e suas consequências destrutivas.

A Criação do ser humano obedeceu às rígidas e coerentes leis da natureza. Tudo se processa de forma lógica. Jesus explicava a vida com imagens da natureza e exigia reflexão e análise sem o que não há convicção, apenas crença cega usada como meio de dominação. Charles Darwin examinou atentamente a evolução das espécies, mas o ser humano, diferentemente das demais criaturas, é espírito dotado de livre resolução e que deve se esforçar para ser efetivamente um ser humano à imagem do Criador.

O corpo é desenvolvido e mantido pela alimentação, porém o homem é a criatura que não atenta para isso e vai engolindo porcarias sólidas ou líquidas, fuma e não se movimenta. Por que não aprende a se alimentar corretamente? Por que não aproveita áreas livres para cultivar hortaliças e árvores frutíferas? Fala-se hoje dos riscos do leite e do trigo transgênico. Se dois terços da população estarão vivendo nas cidades, o tratamento de esgoto tem de ser adequado.

A armadilha da dívida vem sendo praticada de longa data como meio de obter vantagens. O Brasil assumiu a dívida de Portugal com a Inglaterra na independência. Estadistas despreparados deixaram o país se endividar no México, Brasil e Argentina, entre outros. O credor não quer saber de nada, se o devedor não paga, arranca-lhe o couro. Chegou a vez da China que acumulou grande reserva em dólares. Que se cuidem os governantes.

O grande problema nas relações entre os povos está na cobiça de poder, mas o planeta não nos pertence. Se soubessem exatamente por que nasceram na Terra e o que vieram aqui fazer, certamente outra seria a história da humanidade com menos disputas e guerras, com mais sabedoria, progresso real e alegria. Em não sabendo, acabam se digladiando com os meios que dispõem para impor seus objetivos, pouco se importando se com isso semearão miséria e sofrimento. Mas a própria humanidade, em sua falta de esforço para compreender o Natal e a vida, é a causadora das consequências que hoje a atormentam.

Como estabelecer na economia uma linguagem uniforme que promova o progresso equitativo entre os povos diante do surgimento do capitalismo de Estado como forma de organizar a produção? Uma questão preocupante: permaneceremos exportando commodities do jeito e quantidade que os compradores quiserem e nada mais, importando quase tudo, oferecendo poucas oportunidades às novas gerações? A tendência da receita com exportações é se manter estável, mas as necessidades crescem.

O que faremos com o provável déficit nas contas externas? No mundo se observa o aumento do apagão mental e perda do bom senso, agravados no Brasil devido à pouca escolaridade. O risco de aumento da precarização aumenta. Sejam ortodoxos ou desenvolvimentistas é indispensável que haja equilíbrio nas contas internas e externas. O bom funcionamento da economia requer produção diversificada, empregos, consumo e aprendizado continuado.

Fuja da indolência. Estar no modo piloto automático é agir mecanicamente, sem foco no que está fazendo, isto é, sem foco no momento presente. Isso não é bom, o cérebro tem de estar junto ao que estivermos fazendo com atenção plena que movimente a intuição; é o meio de evitar divagações que em geral caminham para o negativismo. Temos de estabelecer metas, estarmos atentos, vigilantes, conduzindo o pensamento de forma a manter a mente calma, clara, perceptiva na busca das metas definidas.

Chega de atraso. Que possamos realmente encontrar o caminho do progresso real e de aprimoramento do nível da cultura da população, até agora mantida na ignorância, no cabresto com pão e circo, drogas e pornochanchadas. Sem o bom preparo das novas gerações não teremos futuro.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

TEMAS IMPORTANTES PARA ANÁLISE E REFLEXÃO NO CANAL VIDA E APRENDIZADO NO YOUTUBE

Como a vida se tornou possível e todos os elementos que necessitamos para nossa sobrevivência é o tema que o escritor Benedicto Dutra propõe para reflexão no vídeo “O que se passa com o mundo” https://bit.ly/2Qvcwuz – presente no canal Vida e Aprendizado, no YouTube. O autor também focaliza a situação econômica brasileira ao longo dos anos e os desequilíbrios causados pela alta dos juros que geraram consequências negativas no país e no mundo. Dutra destaca ainda a importância da educação das novas gerações e alerta para o aumento da automatização que poderá implicar na redução dos empregos no futuro próximo.

Em outro vídeo – “Qual é a tarefa do ser humano”https://bit.ly/2EuXFKe, Dutra discorre sobre os principais pontos que são explicados com maiores detalhes no livro de sua autoria A Trajetória da Humanidade (disponível na Amazon Books – https://amzn.to/2QGdlQF). Na visão do autor, necessitamos de coragem e determinação para alcançarmos o desenvolvimento contínuo, sempre buscando o bem, utilizando para isso todo o nosso potencial em que se inclui a espiritualidade.

Veja esses e outros vídeos esclarecedores sobre o momento de grandes transformações que estamos vivendo. Inscreva-se no Canal Vida e Aprendizado – Projeto Escola da Vidahttps://bit.ly/2UHnueM e mande seus comentários e sugestões.

EDUCAÇÃO E PRECARIZAÇÃO

Precisamos de uma geração forte, bem preparada para a vida, disposta a empregar o melhor de si para alcançar um futuro melhor e humano. Os jovens precisam aprender a refletir e a liberar a ampla visão intuitiva e ter a consciência de que é preciso aprender sempre, pois a vida é o necessário aprendizado do espiritual e do material. As crianças têm de aprender como funciona a natureza, que tudo contém.

Se não houver um trabalho para fortalecer as novas gerações com base na Verdade das leis da natureza, o futuro será sombrio. A atividade sexual faz parte da natureza, o erro foi negar isso por séculos, até o tabu arrebentar de forma incontida e deu nessa balburdia sexual como consequência da falta de naturalidade, mas o desregramento que está ocorrendo agora entre jovens e entre adultos, também é consequência da falta de naturalidade, resultando em doenças, gravidez precoce e declínio da espécie humana em todos os sentidos.

Os municípios foram deixados em mãos incompetentes e gananciosas. Rios destruídos, tratamento de esgoto relaxado, aglomerados de moradias precárias. As crianças, em vez de aprender como funciona a natureza, foram direcionadas para outras práticas inferiores, orientação sobre sexo sem que soubessem como funciona a geração responsável. Se não houver um trabalho para fortalecer as novas gerações, sem mentiras dogmáticas, não teremos futuro.

O que ganhamos até hoje com a globalização? O Brasil continua atrasado, endividado, com educação e indústria em retrocesso. Rico em recursos naturais, mas miserável em sua qualidade de vida. Quando se substitui renda por crédito, só pode dar tomate pisado. É o que estamos vendo hoje. Sem produção, emprego, renda, não há solução. Qual é o projeto dos globalistas?

O Brasil recebeu um irônico apelido – o país da fantasia -, pois sempre pôs de lado a realidade, estruturando as decisões em bases falsas. No século 20, em meio a embates entre oligarquias e esquerdistas, não havia um rumo claro. A partir de 1964, os militares tinham metas claras, embora a transamazônica também continha uma dose de precocidade ilusória e o desconhecimento da região, mas de alguma forma assegurou o mando. Sem capital, os investimentos foram na base de financiamento externo com juro variável que acabou chegando à taxa de 20% fazendo tudo desabar.

De lá para cá só remendos e âncora cambial, indústria e educação regredindo, o Estado incentivando consumo com crédito em vez de produção e renda. Então a classe política revelou toda a sua demagogia. Desvio de dinheiro, populismo, dólar barato, foram sugando a energia taurina. Hoje o bezerrinho está fragilizado, tendo de recomeçar outra vez, mas a época é outra; outras forças estão se digladiando. Espera-se que, cortando todo o desperdício e corrupção, o touro possa redespertar.

Na gestão pública, orçamentos estourados, apagão mental, perda no bom senso, excessiva confiança nos computadores, são o destaque e mostra seus efeitos para onde quer que se olhe. Adentramos numa fase em que o heroísmo deixou de ser valorizado. Predominam as cobiças e a bandidagem. É a época em que poder e dinheiro subiram à cabeça das pessoas, mas a felicidade foi embora mesmo com muitos dólares no bolso. O emaranhado do desarranjo global é complexo. Vivemos um momento bem especial, as esperanças do grande salto da humanidade para uma vida de paz e progresso não se realizou, ao contrário, em vários aspectos houve um declínio ético, moral, mental, espiritual. O ser humano está perdendo a capacidade de visualizar com a intuição o que está se passando no mundo.

O chamado aquecimento global mostra a reação da natureza. Estamos vivendo tempos fora do padrão de equilíbrio. A natureza mostra a sua força e se diz contrariada com a forma como tem sido tratada. Não será com governo global, que poderá padronizar tudo e acabar com a sadia diversidade de povos e culturas, que encontraremos a solução. Contra a força da natureza e suas leis somos impotentes, o que nos resta é reconhecer e respeitar suas leis e sua lógica interrompendo a prepotente forma de lidar com ela e seus recursos colocados à disposição da humanidade para que tivesse uma sobrevivência condigna, mas que, com ignorância, ganância e imediatismo provocou feiura, misérias e infelicidade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O QUE ESTÁ SE PASSANDO?

Vivemos a era da incerteza porque há falta de boa vontade. Com boa vontade tudo se resolve. Temos de definir propósitos e olhar atentamente para onde pisamos. Que mal há no nacionalismo quando entendido como a salvaguarda dos interesses e exaltação dos valores nacionais, o resguardo das próprias fronteiras contra interesses estranhos? É o sentimento de pertencer a um grupo por vínculos raciais, linguísticos e históricos que reivindica o direito de formar uma nação autônoma. Qual é o problema?

Os governantes têm de se voltar para o interior de suas fronteiras, pois é lá que está a gente que habita o país. Se deixar para que a globalização decida, essa gente não passará de meros números que vão sendo agrupados e uniformizados, permitindo que tudo o que o país representa vá desaparecendo, cedendo lugar a uma padronização que vai “emburrecendo” os cidadãos que vão perdendo a esperança e a iniciativa; seria como construir um país de robôs.

A qualidade de vida depende da boa formação das novas gerações no padrão adaptado à geografia local. De que vale um celular de última geração se não há renda para adquiri-lo? Isso é o que diferencia um povo livre de um povo escravo.

Há vários livros que abordam a flagrante tragédia do aumento da miséria no Planeta Terra. O grande perigo é que eles mostram os efeitos, mas não a causa da decadência da humanidade que quis criar leis próprias sem observar as leis da Criação. Quando os seres humanos buscarem o conhecimento dessas leis e as respeitarem, o viver tenderá ao paradisíaco, sem as ideologias de medo e ódio que encobrem cobiças.

A escola tem por obrigação primeira alfabetizar, complementar o aprendizado para falar, ler e escrever de forma lúcida. Mostrar as belezas da natureza e sua lógica. Importante o ensino da história real da humanidade e sua trajetória ao longo dos milênios. Mas foram introduzidas tantas mentiras, tantos falsos idealismos distantes da Verdade e da finalidade da vida que a escola não tem formado os legítimos seres humanos, cidadãos do bem, zeladores da ética e da moral. Essa é a escola verdadeira que requer leis que a garantam para que a humanidade tenha futuro humano.

Se recebemos as florestas, também somos responsáveis pelo seu manuseio e conservação. Temos de inibir a ignorância, saber usar, progredir e expulsar estrangeiros que só provocam destruição para assegurar os seus ganhos. O Brasil tem de estar preparado. Necessitamos de faculdades que formem cidadãos aptos a aproveitar os recursos das florestas sem agredi-las.

Necessitamos formar gerações aptas a desenvolver o seu potencial criativo. Que tenham capacitação para uma convivência pacífica e qualidades para enfrentar os grandes desafios da vida, sem transformar o planeta num deserto inóspito e desumano. Basta de governos sem cautela, que deixam a dívida capitalizar mais de um trilhão em juros e perdas em cinco anos, mas que depois levam o mercado a agir com reservas. Não há milagres, o buraco é grande, a sangria foi desatada. O que os especialistas recomendariam para redespertar a economia brasileira dopada com câmbio valorizado, juros elevados e descaso com a educação para o século 21?

Há uma nova esperança no ar, mas expectativas podem se esvaziar, pois há muita má vontade e orgulho ferido. Vamos esperar que as mamatas acabem; o fato é que o Brasil tem sido governado por incompetentes oportunistas que nunca pensaram no bem real do país e sua população. Décadas de estragos e mentiras não se consertam em um dia. A equipe de governo tem de estar afinada na conquista da melhora geral, sem personalismos.

Temos de estar atentos à forma como estamos erigindo a nossa forma de viver. Plano de Fuga, filme de Mel Gibson, com boa trama e ação, retrata que o que era ficção, hoje se tornou a realidade cruel. Até onde os humanos podem chegar com a sua decadência? A região mostrada no filme pode ser no México, no Rio de Janeiro, ou em tantas outras localidades onde o humano cedeu lugar à barbárie própria de indivíduos cujo corpo está agindo com o cérebro e as vísceras, separado da alma. Só com muita energia e coragem a ordem e segurança poderão ser restabelecidas.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O PÃO E O PROGRESSO

A época exige empenho em conhecer as coisas e as causas. Os livros têm de trazer isso de forma inteligente, criativa, narrada de forma natural, sem forçar a barra com ideologias e outros meios para impor a sua verdade. Os leitores têm de dedicar interesse, tempo, ler, examinar, aprender. Pais e professores têm de mostrar o valor dos livros e sua contribuição para adquirir a visão correta do mundo, e não aquela deformada por autores neuróticos ou por interesses de seduzir para lucrar.

Novos tempos, novos e complicados problemas, mas é preciso atenção e buscar soluções para não detonar a economia interna. Vamos acolher o postulado da lei do mais forte e aniquilar os mais fracos? No caso dos livros, temos, em confronto com as livrarias tradicionais os e-books, a venda pela internet, queda na renda e perda da cultura do livro, assim com muitos produtos. Mas, no geral, quando ocorre entrada de importados mais baratos é bom para os consumidores, porém a indústria local definha. Então, como resolver o desemprego crescente?

Quanto menos a população lê, mais atrasado é o país. Os livros sempre acabam mostrando a forma como a humanidade está vivendo, permitindo análises e reflexões que ampliam os horizontes; mas quando levados para as telas, as imagens acabam se impondo, restringindo os seres humanos.

Como ajustar o Brasil deficitário e seus gestores perdulários e descuidados diante do quadro de incertezas e fragilidades da economia brasileira e mundial? O que faria o Sr. Manuel, dono da padaria, se encontrasse o seu estabelecimento quase falido? Certamente adotaria bom senso, austeridade, redução de custos, empenho em fazer o melhor.

O mundo está virado. Irresponsabilidade, especulação financeira, capitalismo de Estado, apagão mental. Insatisfação e revolta por todos os lados. Um cheiro de guerra no ar. Para fazer o pão é indispensável a prudência do padeiro e a serenidade da população. O descuido com a população e suas crianças deu ensejo ao ingresso de extremistas no poder, mas acabaram enfiando as mãos e os pés na grana. A falha está no ser humano.

Historicamente os artesãos que deram início à produção de bens agiam não apenas com o intuito de acumular ganhos. A partir das atividades dos artesãos foram surgindo as pequenas fábricas lideradas por homens que tinham raízes na terra onde nasceram. A capacidade de produção foi aumentando, exigindo investimentos, e por fim requerendo aumento de consumo. Dos pequenos líderes iniciais que criaram as empresas de família, pouco restou; muitas das grandes corporações adquiriam esses pequenos negócios e agora estão nas mãos dos grandes Fundos que operam globalmente e buscam, como prioridade, obter lucros nas vendas e na valorização das ações, deixando a coisa rolar, e por essa razão estão inquietos com a displicência da classe política e o surgimento de disruptores no sistema eleitoral.

Parece que as experiências de Estado forte fortaleceram a ideia de Estado único planetário. Poder central, dinheiro único, padronização geral de educação, usos e costumes, nada de eleições, pois a classe política se revelou interesseira e gananciosa. Tudo é aproveitado pelos interessados para conduzir o mundo para o governo único. Ao lado disso, a natureza vilipendiada está dando o seu troco, pois suas leis jamais foram respeitadas pelos poderosos. Cobiça de poder é uma coisa; o desarranjo da natureza é outra que não pode ser menosprezado. Os governos devem se voltar para suas fronteiras, mas não podem desrespeitar as leis naturais que mantêm as condições de vida.

No mês de novembro do ano de 1889 tinha início a República do Brasil, num país rico em recursos ofertados pela natureza, mas pobre face aos maus governos que teve e a falta de bom preparo da população. Passaram-se 129 anos. Há miséria, destruição e precarização para onde quer que se olhe. Neste ano de 2018 ocorreu a eleição para presidente e governadores estaduais. Os cidadãos de bem esperam que prevaleça boa vontade para o bem e que haja nos novos governantes qualidades necessárias para reverter a situação, tornando o Brasil um país humano e próspero que possibilite a evolução condigna. Esperemos que o Brasil possa reencontrar o caminho do progresso com paz e seriedade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O FUTURO E OS EMPREGOS

Por que estamos diante de democracia desarranjada no Brasil e em outros lugares? No Brasil houve muitos abusos; o drama não está na democracia, no capitalismo, ou na igreja, mas no ser humano e no seu modo de ser que progressivamente se afastou das boas influências da alma, tendo como leme apenas o corpo e as vísceras. E o que se poderia esperar disso? Um mundo hostil e perigoso, que não sabe para onde vai, uma Babilônia onde ninguém se entende.

A sina do Brasil, desde tempos dos ciclos do ouro, açúcar, café, tem sido o menosprezo com a renda da população obreira. A riqueza não recirculava, indo, em grande parte, para o exterior. Assim, o mercado interno não evoluiu, nem a indústria, nem a educação. Hoje continuamos com dificuldades. Poucos produtos ostentam o “made in Brasil”; há desemprego, baixo consumo, escola deficiente, desânimo. Ocorreram, por séculos, e na República também, por políticas econômicas inadequadas, déficits e endividamento. Faltava vontade forte da classe política de se dedicar seriamente ao país. Que não ajude se assim o ditar a sua falta de patriotismo, mas que também não atrapalhe. Quem sabe poderemos sair da lama.

Nos descaminhos trilhados pela humanidade, coisas ruins aconteceram. Falsos líderes deixaram que faltasse comida e que a insatisfação aumentasse para dirigir o futuro. Mas o futuro não é arbitrário, sempre traz a colheita do que foi semeado no passado. A humanidade inteira entra numa fase de colheita acelerada. Quem tiver lançado boas sementes não tem o que temer, isso é decorrente das leis da natureza, tão mal estudadas por homens que se julgavam aptos a estabelecer as próprias leis para o mundo – caro engano que logo se evidenciará.

É preciso que a população e as autoridades queiram formar gerações fortes, com discernimento, aptas a conduzir a própria vida. Viver, aprender e fazer bem feito exige paciência e perseverança, atributos que os seres humanos estão deixando escapar. A escola e a família têm a responsabilidade de gerar e formar seres humanos fortes, de qualidade, que respeitem as leis da natureza. A atividade sexual faz parte da natureza, mas foi reprimida por séculos até explodir no extremo oposto da libertinagem e irresponsabilidade. É necessário eliminar a gravidez precoce de adolescentes ainda não prontas. Evidentemente as crianças terão de aprender, de forma adequada, como é a reprodução, mas também a responsabilidade de gerar filhos. Mas o que está por aí é o descalabro moral.

Mitigar a intervenção do Estado na economia é importante, assim como despertar a economia brasileira adormecida em berço importado. Estamos adentrando numa fase complexa da civilização com o propalado fim dos empregos e apagão mental pela pouca disposição de viver e aprender continuadamente. Os avanços tecnológicos e a indústria 4.0 têm de ser acompanhados por evoluções na qualidade humana. Não podemos decair aos tempos da Revolução Industrial em que as pessoas trabalhavam 14 horas por dia para ter pão.

O Brasil reduziu a produção e a educação, e aumentou a dívida. Em lojas de qualquer ramo há poucos produtos fabricados no Brasil. Isso significa que as engrenagens da produção e circulação da renda ficaram emperradas. Sem produção não se vai a lugar nenhum e tudo o mais é supérfluo. Países que prosperaram tiveram a produção de bens como base, mas como conseguiram isso: com mercado interno, câmbio, impostos, concorrência com importados, que são os fatores que requerem ajustamento coordenado.

Em 1996, o escritor norte-americano Jeremy Rifkin já anunciava que as inovações tecnológicas modificariam profundamente a civilização no século 21. E, de fato, o processo está em andamento, mas algo que ele não mencionou foi o apagão mental. Grande parte da população é pouco letrada e possui dificuldade para ler e escrever. O homem se tem afastado do seu eu interior, a garantia do bom senso, mas permitiu que seu cérebro passasse a agir sem acolher as boas influências provenientes da alma, passando a praticar atos inesperados. Rifkin deixou em aberto a grande questão da humanidade alertando que o fim dos empregos pode constituir o colapso da civilização como a conhecemos, ou assinalar os primórdios de uma grande transformação social e um renascimento do espírito humano.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

ARMAS PARA A PAZ E O PROGRESSO

Como já disse o historiador britânico Eric Hobsbawm (1917-2012), vivemos a era dos extremos e das incertezas. Mas em vez de as mazelas terem sido atacadas e combatidas, passou-se a discutir ideologias num cenário de luta pela riqueza e poder e embrutecimento da espécie humana. Despreparados, muitos pais de hoje não conseguem dar bom preparo a seus filhos. Tudo isso criou a tendência do decadente embrutecimento da humanidade.

Quais armas vamos usar no combate ao descalabro ético e moral que a humanidade está gerando? É preciso que a população e as autoridades queiram formar gerações fortes, com discernimento, aptas a conduzir a própria vida. Viver, aprender e fazer bem feito exige paciência e perseverança, atributos que os seres humanos estão deixando escapar.

Nada resiste à moleza do caráter dos indivíduos. Sem firmeza, as portas ficam abertas para a corrupção e criminalidade que vão adentrando em todos os setores. A moralidade se vai apagando, tudo passa a ser aceito e permitido. A desonestidade e o desinteresse pelo Bem geral passa a ser a norma e, com isso, o país acaba ficando condenado ao declínio e até ao desaparecimento, enquanto as drogas avançam corroendo a base.

Vidas vazias, jovens sem bom preparo para a vida, sem propósitos, acabam buscando o entorpecimento para fugir da realidade, para contornar a doença da alma, o que é aproveitado pelo tráfico de drogas ilegais e agora pelos distribuidores legalizados. Um negócio de bilhões de dólares para entorpecer a humanidade afastada do significado da vida e do saber das leis da Criação.

Como e para que educar? Os pesquisadores norte-americanos Daniel Goleman e Peter Senge estão preocupados com a forma como estamos educando as crianças. Os problemas se avolumam como em nenhuma outra época e as novas gerações têm de ser preparadas para ajudar na superação. Os jovens precisam saber o que são. Como funcionam o cérebro do raciocínio, as emoções e sentimentos, e as boas relações interpessoais. Ou seja, temos de estudar o significado da nossa vida, de nosso corpo perecível cultivando o foco interior e exterior. Temos de formar seres humanos de fato, nas atitudes e não só nas aparências. A evolução integral depende da humanização dos indivíduos e da sociedade como um todo.

No Brasil, tão generoso em produção de alimentos, há muito desperdício, desleixo com o meio ambiente e ingratidão. Mas com o agravamento da crise climática, os alimentos poderão ser cotados em ouro em futuro não muito distante, por isso os esforços na preservação têm de ser redobrados. Cada grupamento tem construído suas concepções sobre a vida segundo seus interesses; é natural que haja diversidade, mas os antagonismos têm razões ocultas e, por vezes, são irreconciliáveis. Os fortes vão puxando a brasa e a sardinha, isso tem provocado aumento de insatisfação, gerando choques que estão a se adensar podendo, no aumento da pressão, gerar danos.

Muitos advogam a governança global centralizada enterrando a diversidade dos povos. Só com o reconhecimento das imutáveis leis da Criação é que poderá surgir um diálogo sincero e proveitoso, livre da cobiça de poder. O que realmente é importante para a sociedade humana e qual alvo deve ser perseguido? O Brasil precisa de boa governança voltada para o Bem para sair da estagnação.

Há décadas o país enfrenta lamentável situação de falta de governança séria. União, estados e municípios têm de entender que é sua obrigação cuidar do dinheiro dos cidadãos para o bem geral. O juiz Sergio Moro nem bem aceitou a missão outorgada pelo presidente Jair Messias Bolsonaro e já começam as especulações e as fofocas.

Caso Moro se torne candidato à presidência no futuro, terá um bom período de aprendizado para governar o Brasil tão aviltado pela classe política que pouco se esforçou para fortalecer o nível da qualidade da população. Às vezes muitos estudiosos estrangeiros falam grandes disparates sobre o Brasil, ou porque não entenderam a origem do caos que se instalou no país, ou falam com viés ideológico que os impede de ver os fatos como eles são. Mas a população nota seriedade, justiça e a forte vontade para o Bem como armas para tirar o Brasil da lama. Que assim seja.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7