DESARRANJO PLANETÁRIO

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Enfrentamos um desarranjo global na gestão pública. Os líderes se afastam da ideia de que são responsáveis para imprimir melhora geral na qualidade humana e nas condições gerais de vida. Cresce a população, crescem as despesas, falta bom senso. O aumento populacional gera um aumento de encargos e problemas que se agravam com a falta de bom preparo para a vida e integração com a natureza, permanentemente atacada pelo imediatismo.

O grande desequilíbrio global na produção, comércio, empregos e consumo vai se agravando. A OMC, o FMI, a ONU, todos teriam de olhar para isso e encontrar meios de restabelecer o equilíbrio econômico e financeiro entre os países para que sejam evitadas as guerras comerciais pelos mercados e o progresso se faça sem os atuais desníveis que aumentam a miséria e pobreza, com igualdade de oportunidades, mas sem o paternalismo nefasto do manto do Estado.

O Brasil, um parceiro frágil, está sendo condenado exatamente em que? Em defender empregos ou empresas? O que a OMC diz de países cuja mão de obra não perde tempo no transporte porque dorme no emprego e não se preocupam com a preservação da natureza e sustentabilidade?

No embate pelo poder econômico, a situação mundial é grave. Há desequilíbrio entre produção, comércio e finanças. China e Estados Unidos compartilham os mercados, mas a China dispõe de população preparada internamente e nas universidades do mundo; acumulou capital e desenvolveu eficiente parque industrial. A influência dos EUA no comércio internacional vai se reduzindo e as consequências para o povo americano são imprevisíveis. Vai surgindo nova plataforma de comércio entre os países, alimentada pela necessidade de matérias básicas e oferta de industrializados com preços baixos.

Quanto ao Brasil, o risco é de se perpetuar como fornecedor de primários com efeitos sobre o progresso e a qualidade de vida, a menos que tenhamos estadistas lúcidos e sinceros para realizar barganhas equilibradas que possibilitem melhor educação e evolução. A China mantém considerável montante de superávit da balança comercial. Uma boa soma para investir pelo mundo. Qual será a tendência para o futuro da economia mundial? Como as contas vão fechar? China injeta dinheiro. Qual é o efeito sobre o país destinatário? Aumenta emprego, a economia cresce? Como a China recupera o valor investido? A transação traz ganhos para os dois lados?

Com primarismo, improvisação e incompetência mais de 80% dos municípios encerraram 2016 em situação fiscal difícil ou crítica. Apenas 13,8% das prefeituras foram consideradas de boa gestão. O Brasil afundou na dívida e no despreparo das novas gerações, o que torna a situação ainda mais difícil, mas isso está sendo deixado para depois. A disputa da hora é sobre quem vai ficar no comando após a eleição 2018. Estão apagando o fogo do déficit, da previdência, dos escândalos, mas precisamos de planos que promovam a recuperação geral e renascimento do país.

Muitas festas. Muita bebida, sexo, drogas, tudo adornado com a corrupção. Velhos políticos se perderam em orgias, assim como estamos perdendo as novas gerações nos embalos das madrugadas. Que futuro poderemos ter? Como o Brasil poderá promover dinamismo na economia apesar da dívida e sua projeção maligna? Quais são as alternativas que permitiriam sair do fundo do poço na produção, empregos, renda e dinheiro em circulação, enfim consumo condigno em um país de tantos recursos mal aproveitados? Mas não faltam candidatos cobiçando a presidência em 2018. Fala-se no controle do déficit e da dívida nos próximos cinco anos, no ajuste da previdência, mas não se dedicam a um plano sério de renascimento e recuperação do país. O egoísmo e a vaidade dominam o cérebro atordoando a boa vontade. Para se promoverem pseudo-estadistas não vacilam em vender tudo, mesmo que não lhes pertence.

A visão de melhor futuro depende da qualidade dos líderes, dos estadistas, da boa educação e preparo da população. Além disso, é necessário que o mercado interno seja fortalecido e haja dinheiro circulando naturalmente, coisa sempre escassa no Brasil de juros altos e baixa escolaridade. Precisamos estabelecer alvos nobres que tenham como prioridade a melhora geral das condições de vida no planeta e aprimoramento da nossa espécie.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

COMBATE AO APAGÃO GERAL

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Durante décadas o Brasil tem mantido gestão viciada e oportunista. Esse quadro precisa ser modificado para um Estado ágil e moderno que crie boas oportunidades para a produção, comércio, empregos, consumo, boa escolarização que nos livre do apagão espiritual-mental. Um país com as contas arrebentadas, que descuidou da indústria e do preparo das novas gerações, e mesmo assim tem muitos postulantes à presidência da república. Mas o que dizem eles sobre o futuro? Nada. Promessas vãs, austeridade sem propostas claras quanto ao futuro, populismo oportunista, pouca praticidade.

O gigantismo é nocivo, tanto no Estado como no mundo empresarial. O Estado tem de ficar afastado da atividade empresarial, mas deve ser firme e justo na regulamentação para que o poder não seja açambarcado pelos mais poderosos que fazem o que bem entendem. Há vários municípios com muitas pessoas disputando a receita diminuta. Muita gente concentrada em algumas cidades. O inchaço continua gerando desequilíbrios pela falta de planejamento. É lamentável ver tanto dinheiro gasto inutilmente, tantas dívidas sem sentido, enquanto ainda falta tudo para considerar o Brasil fora do terceiro mundo.

Mais de 50% da população não dispõe de coleta de esgoto e saneamento. Quanto mais gente, mais problemas que se agravam com o despreparo geral. As cidades costeiras começam a ter problemas com a elevação do nível das águas do mar. Primarismo, improvisação e incompetência. A cidade é onde construímos o lar para morarmos. Do total de municípios brasileiros, 87% encerraram 2016 em situação fiscal difícil ou crítica. Apenas 13,8% das prefeituras foram consideradas de boa gestão.

O mau aproveitamento da riqueza para o desenvolvimento do país é em grande parte uma questão de educação e preparo para a vida, com a classe política visando vantagens pessoais e a população sendo induzida e agindo de forma acomodada sem propósitos mais nobres. Líderes populistas iludem a massa e depois acabam iludindo a si mesmos com sua megalomania, até quebrarem a cara com a dura realidade das finanças globalizadas que cobiçam riquezas; então partem para a luta atribuindo a culpa ao capitalismo, ocultando as besteiras que fizeram para burlar as leis simples de controle das contas e dispêndios inúteis.

Além da enormidade de dinheiro extraído pela corrupção, o pior foram as consequências como o entreguismo de recursos e da autonomia para cuidar dos interesses do país que possibilitaram não apenas a venda de empresas, mas a autodeterminação da população despreparada. Fomos barrados no baile da prosperidade e da melhor qualidade humana. Estamos muito longe de onde deveríamos estar. Privatizar se impõe. Vender em momento inoportuno é dar filé a preço de banana.

É preciso que o governo e os setores empresarial e financeiro voltem a se preocupar com a melhora do país, construindo e melhorando as rodovias e ferrovias. Que se dê à educação a direção certa, sem viés socialista ou religioso, mas que se empenhe em formar seres humanos de valor com suas capacitações e talentos desenvolvidos para barrar o apagão espiritual e mental que acaba com o Brasil.

Muitos fatores estão levando a esse apagão, à robotização, à perda do bom senso. O cérebro perdeu a conexão com o eu interior e se for deixado por si e pelas influências externas, acaba agindo como máquina insensível. Há no mundo a forte tendência para que as pessoas olhem apenas para o intervalo entre o nascimento e a morte, considerando isso como sendo a vida toda.

O mundo necessita de pessoas que tenham a capacidade para encontrar soluções inovadoras para problemas complexos, isto é, pessoas que tenham a capacidade intuitiva em funcionamento, pois só ela possibilita a visão em terceira dimensão através da construção de cenários que possibilitam vislumbrar soluções.

Como chamar a atenção das pessoas para a busca da compreensão do significado da vida e de melhores condições gerais que possibilitem a evolução? O ser humano é dotado de cérebro para raciocinar e cerebelo para conectar com o eu interior onde estão acumuladas as vivencias e o bom senso. O homem necessita de sabedoria e alegria para vivenciar tudo na vida e evoluir como autêntico ser humano, alcançando a paz, o progresso e a felicidade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

BRASIL ARRUINADO, MAS COBIÇADO

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Presenciamos a grande crise global do Estado. Não dá mais para ficar do jeito que está, com as nações caindo nas mãos de oligarcas ou de populistas, sem que desempenhem sua função corretamente. Há também a crise econômico-financeira e do comércio global. No Brasil uma grande quantidade de estabelecimentos comerciais fecharam as portas, acabando com mais de 400 mil empregos. Trata-se de problema de grave desequilíbrio que exige um olhar sério das autoridades que controlam o comércio global.

Vivemos a época da democracia que se alimenta de doações empresariais, recaindo a escolha geralmente sobre quem recebe mais, o que gera um obscuro balcão de negócios com os bens públicos para atender interesses particulares em vez do progresso do país. Como resolver isso? No passado, o presidente norte-americano Abraham Lincoln recebeu alguma doação para se eleger?

Também no Brasil evidencia-se a crise do Estado que foi inchando e perdeu o rumo. Há muito dispêndio para poucos resultados. Mas, com a queda na atividade econômica e na arrecadação, tudo isso vai aparecendo, e mesmo assim os aproveitadores não querem largar os privilégios. Com o poder, buscam fortalecer ainda mais a sua posição. Parece que não se trata mais de confronto de ideologias, mas de luta pelo poder e riqueza travada por homens que só pensam em seus interesses particulares.

Temos um país com as contas arrebentadas, que descuidou da indústria e do preparo das novas gerações e mesmo assim é cobiçado, havendo muitos postulantes ao posto de candidato à presidência da república. Mas o que esses políticos dizem sobre o futuro? Nada. Promessas vãs de austeridade sem propostas claras quanto ao futuro, populismo oportunista buscando o poder, pouca praticidade.

O Brasil sofre há décadas com a gestão desastrada, que se iludiu com uma abundância fictícia. Prefeitos, governadores, legisladores, judiciário, todos gastando como as cigarras, acima do que arrecadam em obras duvidosas. Quem são os responsáveis pelo descalabro nas contas públicas? O mau aproveitamento da riqueza para o desenvolvimento do país é, em grande parte, uma questão de educação e preparo para a vida, com a classe política visando vantagens pessoais e a população sendo induzida e agindo de forma acomodada, sem propósitos mais nobres.

O governo tem demonstrado que é mau empresário, e tudo na mão dele acaba custando mais e gerando perdas. Privatizações são impostas, mas é lamentável quando isso acontece depois do irresponsável acúmulo de dívida que não trouxe nenhuma melhora importante para o país e sua população. Perdem-se ativos, mas a dívida permanece; quem explica essa situação? “O petróleo é nosso”, dizia o povo, mas poucos benefícios recebemos dessa riqueza, uma vez que os beneficiados são sempre os mesmos: os donos do poder. Privatizar tudo criando uma taxa permanente para as empresas não seria a alternativa?

O Estado deveria ser o criador das oportunidades para o crescimento econômico e o aumento da produtividade. Mas, com a sintonização egoística dos humanos, caímos nas várias armadilhas criadas para manter os povos no subdesenvolvimento. Faltaram estadistas sérios e competentes. Incharam e emperraram a máquina, e agora ela está estagnando. Governos ineficientes, mal-intencionados, contaminados. Em tudo prevalece a falta da verdade. Como resolver esse problema diante da crise global de finanças, poder e comércio? E além de tudo, enfrentamos o apagão mental, o imobilismo do Estado com seu modelo retrógrado contaminando as empresas.

Em tudo se percebe a crítica situação do Estado, prevalecendo os conchavos e interesses de grupos que decidem como melhor lhes aprouver. Prevalece a bandeira do dinheiro acima dos interesses da humanidade. Vale tudo: drogas, prostituição, mercenários. Enquanto isso, a educação vai declinando e descaracterizando a essência humana.

Além de melhor preparo dos professores, há de se preparar também os genitores do presente e do futuro. Do jeito como andam as coisas, com a irresponsabilidade no ato de geração de filhos, a situação regredirá. Precisamos combater o apagão mental e moral apresentando modelos enobrecedores. As novas gerações precisam desenvolver os seus talentos para que estejam aptas e capacitadas para construir um Brasil melhor. Sem a promoção desse desenvolvimento, não poderá haver futuro de melhor qualidade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

TEMPO DAS VACAS PELE E OSSO

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

A situação vai apertando. Lidar com dinheiro e planejamento financeiro exige responsabilidade e bom senso. Aqueles que nadam no dinheiro fácil, sem um objetivo definido, logo acabam afogando a empresa na falência e o país, na crise fiscal. Sabedoria e alegria deveriam ser as motivações da população. Saber sobre várias coisas e suas causas. Alegria de cumprir tarefas e perceber os avanços que ocorrem. O Brasil vive sob o efeito da revolta e do ódio porque tudo poderia ter sido bem melhor se não houvesse tantos aproveitadores e exploradores.

Até ao ano 2000 as circunstâncias foram difíceis. O PT se aproveitou disso e de novo tem a chance de apontar culpados pela miséria reinante na vergonhosa ampliação de moradias precárias e assumir o poder. Os gestores primaram pelo Estado perdulário e ineficiente, e agarram-se aos privilégios do poder. Durante décadas vivemos a fase das vacas magras, mas parece que agora é o tempo das vacas pele e osso. Como chegamos a uma situação tão crítica? Falta de seriedade e responsabilidade.

O que se esperava do Estado e de seus governantes? O inchaço foi tomando conta com muitos dispêndios e poucos resultados, e hoje a economia não consegue andar. É preciso que os governantes retornem aos seus deveres naturais, mas por serem apaniguados e mandarins, tudo fazem para a situação ficar como está e assim se beneficiarem do conluio espúrio com empresas e interesses inidôneos. Mal-acostumados, os gestores públicos foram abrindo buracos nas contas que ficavam camuflados com o crescimento da arrecadação e nada mudava na gestão perdulária.

Financiamentos para empresas que nada produziram e deram calote. A interferência e dirigismo dos gestores do Estado na economia têm acobertado lideranças pouco empenhadas no progresso do país e sua população, causando atrasos em duas direções: na estagnação econômica e no preparo das novas gerações. Os empresários sérios também ficaram desanimados e os astutos fizeram dobradinha com o poder. Com a chegada dos populistas, soou o alarme e a desestruturação recrudesceu.

Estamos no impasse de um país imaturo que está sem rumo claro. Precisamos de lideranças políticas e empresariais que tenham o propósito de tirar o Brasil do atraso. A desfaçatez tem sido a regra, desacreditando o Estado em sua responsabilidade como, por exemplo, deixando o manuseio do lixo sem solução por décadas, perpetuando os indecorosos lixões. A ineficiência do setor público é agravada com a má fé. Que tipos de pessoas estão nas Câmaras e Assembléias Legislativas? Que tipos de estadistas estão no poder?

O drama de muitos governos, inclusive o brasileiro, é o desvio do dinheiro daquilo que poderia contribuir para a melhora, quando não utilizado para a rolagem da dívida. Gastos elevados com legislativo e judiciário em todo o país. Assim vamos ficando sem saída. Nos anos 1980 ainda havia empresariado e classe política mais consciente, o que foi sendo perdido; além disso, não houve empenho para fortalecer o desenvolvimento dos talentos da população, e uma nação sem talentos está fadada ao declínio.

Com o explosivo crescimento da dívida, ficou evidente a falta de governança sadia. Como reanimar a atividade se a renda se reduz e os custos aumentam; se os importados têm preços inferiores, falta seriedade na gestão do dinheiro público e há especulação desenfreada? Embora tudo seja ruim, pior seria seguir as pegadas da Venezuela onde o Estado se desmancha.

O planeta foi confiado aos seres humanos para se desenvolverem e evoluírem. Desviados de sua finalidade, enveredaram por caminhos obscuros, transformando a Terra num lugar perigoso. A evolução ficou travada, a miséria cresceu, sufocaram a essência espiritual. Inquietas, as pessoas vivem brigando entre si e logo estarão em guerra sem terem se esforçado para entender o sentido da vida à luz da verdade.

Mas a farra acabou; evidencia-se a crise do Estado e os desequilíbrios nas finanças e no comércio global. Como o Brasil poderá se autogovernar com a preocupante projeção de aumento da dívida? O que vai resultar do acúmulo de déficits continuados? Como ativar a economia para criação de empregos e melhoria da renda sem que isso acarrete aumento do déficit comercial? Em 2018 teremos eleições; qual será o programa dos candidatos? Precisamos de governos sérios e fortes, com amor ao país, com capacidade para barrar os interesses escusos e promover o desenvolvimento efetivo.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

HUMANIDADE SEM RUMO

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

A construção da Terra seguiu uma linha cuja meta era dotar o planeta de todas as condições para acolher a vida humana com sustentabilidade. Cabia aos humanos e seus governantes compreenderem exatamente como a natureza funciona em sua automaticidade. Movidos pela cobiça de poder, os homens descuidaram disso; improvisaram, inventaram, contornaram, mas logo os efeitos surgiram e hoje o planeta apresenta terríveis sinais de deterioração ambiental, econômica e social.

Na natureza tudo foi sabiamente disposto para que houvesse paz entre os homens de boa vontade. O Criador quer alegria, paz e felicidade para os que trilham o caminho da Luz. Com as escolhas que fizeram, os seres humanos atulharam esses caminhos com todo tipo de obstáculo. Num mundo dominado pelo materialismo, onde as pessoas não sabem por que estão vivendo nem se esforçam para compreender isso, o espírito enclausurado tinha de adoecer e ficar incapacitado para captar a imperecível energia espiritual para seguir a vida e evoluir.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de drogas é responsável por cerca de meio milhão de mortes a cada ano. Mas este número só representa uma pequena parte do dano causado pelo problema mundial das drogas e é um sinal de que estamos perdendo o rumo. Sem o saber espiritual sobre a vida e aceitando o conceito de que com a morte tudo se acaba, decaímos numa forma de vida imediatista sempre tentando explorar uns aos outros e, com isso, criamos um mundo de asperezas e despido de amor.

Como conscientizar os jovens de que o estudo é para o bem deles mesmos, para que possam se preparar e buscar melhores condições de vida? Mas com famílias desestruturadas, sem terem frequentado creches capacitadas para dar bom preparo, muitos deles ficam sujeitos às influências da mídia. O governo deveria ter como prioridade conduzir os cidadãos ao aprimoramento e proporcionar qualidade de vida de forma equilibrada, educando e formando indivíduos que buscam a boa administração dos recursos da natureza e o equilíbrio financeiro. Mas além do aumento da miséria, um terço da população mundial está sujeita a condições climáticas que produzem ondas de calor mortais.

Governantes displicentes com as contas geraram déficits continuados, criando assim a ciranda do mercado financeiro, deixando de melhorar a eficiência na gestão do Estado que tende a se tornar corrupta. Eles se conformaram em cobrir esses déficits internos e externos com empréstimos. Com o avolumar da dívida, os credores passaram a exigir garantias de fluxo de caixa positivo para continuar emprestando, enquanto o país permanece sem rumo diante da impossibilidade de aumentar o PIB e a renda per capita.

A globalização priorizou interesses específicos de ganhos, descuidando do equilíbrio entre as nações. O populismo nacionalista se aproveitou do descontentamento geral para galgar o poder. Ambos descuidam da boa administração, abandonando a busca da continuada melhora das condições de vida.

No mundo altamente competitivo onde se defrontam sistemas diferentes de produção voltados para o mercado externo buscando moeda forte, faltam pessoas que se preocupem com a qualidade. Na medida em que os custos aumentam, muitos empresários vão relaxando, utilizando componentes inferiores, contratando mão de obra despreparada e sem dar treinamento. Sem conscientização e reação, o Brasil poderá regressar aos tempos de exportar banana.

O homem precisa de um novo foco para que se torne ser humano do bem com metas elevadas que busca suas origens com perseverança e confiança nas leis da Criação. Tudo depende disso para que as pessoas tenham motivação sadia para enfrentar as agruras do dia a dia, pois a geopolítica tem colocado os governantes olhando prioritariamente para a concentração do poder e riqueza em poucas mãos descuidando de suas funções.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

VIVEMOS O AUGE DAS CRISES

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Lamentavelmente, vivemos o auge das crises políticas, econômicas e ambientais. Muito em breve a humanidade se conscientizará da forma estúpida e sem sentido como tem vivido. A corrupção se expandiu como nunca em lutas de cobiça pelo poder. A incompetência da classe governante e o despreparo da população estão desorganizando a vida civilizada. Falta força da vontade para o bem.

No Brasil, falta dar boa formação à população, estabelecer objetivos viáveis atinentes aos interesses do país, motivar, ir atrás com seriedade. Faltou tudo: preparo para a vida, motivação, bons exemplos da classe governante. Japão, Coréia, China acabaram conquistando uma situação melhor com a ajuda dos Estados Unidos que tinha interesses ensejando condições favoráveis. A China, com sua grande população, deu bom preparo e motivação para agir, pois lá não se permite a destruição das novas gerações com drogas e orgias, e por isso está despontando numa posição de liderança e poderá introduzir mudanças na ordem mundial do dólar, enquanto os governantes do Brasil, por ignorância e cobiça, caíram nas armadilhas cambiais e financeiras. Como vamos sair do permanente estado de crise em que o país vive?

A China absorve 25% das exportações do Brasil. Com sua elevada população, não é de se estranhar essa participação. Bom para o nosso país, embora seja essencialmente exportação de alimentos e produtos primários. Para otimizar a parceria, deveria haver alguma forma de equilíbrio para que o Brasil não ficasse estagnado nesses itens geradores de poucos empregos, incluindo outros que favoreçam o desenvolvimento tecnológico e melhor distribuição de renda.

O que fizeram os governantes em todos os níveis arrastando tudo para o lodo? Tínhamos excelentes condições, mas com a irresponsabilidade da classe política não saímos da condição de galinha em seu vôo para o progresso. O Brasil ainda não se libertou de sua vocação colonial de exportar commodities e importar produtos com valor agregado, e para isso tem deixado o dólar barato. Agora, novamente endividado e sem desenvolvimento dos talentos da população, sofre os efeitos do apagão mental, correndo o risco de regredir ao colonialismo. Incertezas e apreensões quanto ao futuro.

Um país viciado em imposto para sustentar a máquina administrativa perdulária e ineficiente. O problema atual vai além da economia. Depois de um longo processo de descaso com o futuro, desde a nova república, o país apresenta uma dura realidade: está em processo de desmanche moral, econômico e social.

Miséria e violência vêm sendo cultivadas de longa data, praticamente desde a Lei Áurea da princesa Isabel, e desde aquela época não se viu, da parte dos governantes, um plano de integração e melhoria das populações de baixa renda, e o que já era ruim acabou ficando muito pior nas grandes capitais como Rio de Janeiro. Sem educação, vivendo de forma precária, essa população vai gerando filhos sem se conscientizar de sua responsabilidade com a paternidade e a maternidade. Os humanos precisam e devem ser transformados em seres humanos de fato, pois do contrário a decadência ficará irreversível.

As novas gerações estão ficando sem rumo, caindo nas múltiplas armadilhas como a vida devassa do sexo casual sem afinidades nem responsabilidades, contribuindo para a construção deste mundo hostil. Os seres humanos têm a capacitação para buscar o saber, mas falta-lhes o querer e a ação. Cabe aos pais mudar esse cenário porque é desde cedo que as novas gerações devem ser preparadas, fortalecidas e motivadas para compreender o mundo em que vivem, agir e assumir a responsabilidade com a vida e com o futuro para construir um mundo sadio, de alegre convivência e harmonia com a natureza.

Para assegurar melhor futuro temos de combater a baixa disposição das novas gerações para o aprendizado contínuo e barrar os modelos de moral decadente. O Brasil precisa sintonizar-se na busca de melhores condições gerais de vida que possibilitem a evolução das pessoas que se dispõem a aprender e a trabalhar com eficiência. Não basta ter um iPhone. Não basta saber onde achar o conhecimento; é preciso aprender vendo fazer e fazendo. Só se aprende com as vivências. Qual o significado da vida? Por que e para que nascemos na Terra?
* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

CAMINHÕES DESGOVERNADOS

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

A vida real e a arte se confundem. Um exemplo foi o que aconteceu na Zona Norte da cidade de São Paulo: uma mulher foi morta para ser roubada. Algo semelhante acontece também nas telas, como o filme Baby Driver, que esbanja violência, a qual joga tudo para baixo e a cobiça por dinheiro abafa tudo. Crimes, chantagens. Que mundo é esse, violento e sem esperança?

Tudo no Brasil acaba sendo motivo de zombaria. Enfrentamos o apagão mental. Não temos um projeto para a melhora do país e sua população. A falta de preparo se manifesta nas atitudes de pessoas desmotivadas que, diante de problemas, dizem: “que se lixem, não é problema meu”. Precisamos de pessoas sensatas que, ao perceber os problemas que estão por surgir, indiquem medidas antecipadas de prevenção. Essas pessoas não vacilam em corrigir prontamente seus enganos.

O grande voluntarismo do governo refletiu-se no crescimento da dívida em 2014 e no desequilíbrio das contas em 2015. O aumento do imposto retira dinheiro do consumo direcionando-o para o déficit. A indústria enfrenta a voraz competição globalizada, sem saber o que fazer. A noção de livre comércio também se desgastou, requerendo novo arranjo. É preciso restabelecer o equilíbrio nas transações.

Superpopulação, limitação dos recursos naturais, insegurança no trabalho – mais parece o apocalipse que os telejornais não se cansam de mostrar nas tragédias humanas, políticas e econômicas. O desmanche geral é apontado diariamente sem que se mostre solução, desesperançando e atemorizando a população, engrossando a violência nas cidades. Pouco se fala do grande descuido com a dívida e como ela cresceude forma explosiva.A indústria enfrenta a voraz competição globalizada; há superpopulação elimitação dos recursos naturais. É preciso negociar com oschineses para que haja bom equilíbrio nas transações.

O que mais falta na América Latina são estadistas éticos e competentes que queiram o bem do seu país e da população. Mas eles agem como verdadeiras “Alices” que se maravilham com o poder para atender aos interesses pessoais, esquecendo que são responsáveis pela boa formação humana nas escolas. Descartando a questão do protecionismo, esses países precisam negociar o equilíbrio na produção e comércio devido à voraz competição global que usa de todos os meios para escoar sua produção voltada para o mercado externo, pois na falta disso o retrocesso ao tempo do colonialismo se torna uma tendência irreversível.

O cenário é complicado; é como se vários caminhões betoneiras estivessem descendo a ladeira na banguela, enquanto o mundo permanece distraído e apático, com várias pessoas sem trabalho e sem ganho, e outras abusando da fartura em suas mãos, mas todos igualmente inquietos, percebendo a velocidade dos caminhões, sem saber onde irão parar. Há o caminhão das alterações climáticas; o do fantasma da redução dos empregos; o da escassez da água potável e o do comprometimento da produção de alimentos. É a crise econômica.

A água, um bem de inestimável valor, que foi colocada no planeta na medida certa e que observadas as leis da natureza, teria se mantido pura através dos milênios, está sendo contaminada e escasseada pelos abusos e interferências nos processos de reciclagem natural. Um problema que vai se agravando pelo mundo insensível.

O mal estar global pegou o Brasil em cheio face à ausência de patriotismo e desinteresses pessoais. A desgraceira econômica para a qual o Brasil foi arrastado em suas contas deficitárias é oportuna para o mercado global. Os ativos estão sendo vendidos a preço de banana; o mercado financeiro se transformou em motel de curta permanência para ganhos através de operações especulativas com câmbio e juros. Empresas emprestam para as suas subsidiárias visando tirar proveito das altas taxas de juros. Devemos acabar com o desmanche.

Há um problema grave na economia global. Supunha-se que a Coreia do Sul navegava em mares tranquilos, mas em recente pesquisa, verificou-se que também a população local se revelou pessimista quanto ao futuro da economia. O FMI indicou, em relatório, dez maneiras para expandir a economia dos Estados Unidos, mas estamos enfrentando uma crise global. Portanto, o FMI poderia fazer recomendações de caráter mundial na busca do equilíbrio na produção e comércio, no emprego e consumo, nas contas internas e externas, na utilização e preservação dos recursos naturais. Fora disso tudo, as medidas se tornam mero paliativo de eficácia duvidosa. O mundo precisa de líderes sábios para construções benéficas e duradouras.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

ESTAGNAÇÃO MUNDIAL

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

O planejamento de um país deveria considerar produção, exportação, consumo interno, importações como base das contas internas e externas e do orçamento público, buscando o equilíbrio. Com o advento do dinheiro-mercadoria, ou ativo especulativo, houve uma inversão e tudo ficou superficial, pois a variável cambial se tornou prioritária engessando tudo o mais. Banqueiros e governantes se envolveram numa simbiose de financiamentos, juros e resgates. Produção, consumo e qualidade de vida se tornaram secundários em relação à atração de capitais para cobrir os déficits continuados.

Pobre Brasil. O que fizeram seus governantes em todos os níveis permitindo a estagnação e declínio? Desalento e apreensões quanto ao futuro. Um país viciado em imposto para sustentar a máquina administrativa perdulária e ineficiente, e os juros sobre a dívida gerada para cobrir os déficits, isso tudo recai sobre a população que vai se acomodando ao circo, não se importando em ser ludibriada contanto que possa seguir sua vidinha acomodada nos prazeres e no pouco esforço para alcançar a melhora. Nos EUA os preços mantêm estabilidade e são inferiores aos praticados no Brasil, em grande parte devido à carga tributária melhor equilibrada.

O grande drama da economia e do que está acontecendo no país está na falta de preparo e de propósitos enobrecedores em todas as camadas sociais. O empresário teria uma política de preços não extorsivos. Pessoas que não se enquadrariam nos programas sociais não falseariam. Assim, muita gente agiria de forma adequada, contribuindo para coibir os abusos.

Qual será o destino deste país outrora tão esperançoso e risonho? O Brasil realmente precisa da união para o bem. Cai o emprego porque cai o consumo. Cai o consumo porque a renda cai. O que poderia impulsionar a atividade econômica sem os artificialismos criados pelos governos e pelas bolhas? No Brasil, a produção industrial está desestruturada; como poderia ser reativada? O que acarreta a paralisação da estrutura produtiva? As pessoas precisam consumir para sobreviver. Produzimos menos num país cujo consumo está abaixo das necessidades básicas.

Com a sintonização no “financeirismo” e a tolerância na corrupção, a economia perdeu o rumo. Com a deslocalização da estrutura produtiva países mais fechados ao livre cambismo deram impulso à produção para exportação. Estamos enrolados com o descontrole da dívida pública, câmbio, juros elevados, ingredientes que fazem farte da depressão que o mundo vive com seus desequilíbrios na produção, educação e finanças, embora a especulação corra solta e os gastos em armamentos continuem a todo vapor.

A partir dos anos 1990, como efeito da globalização, teve início a guinada da economia para a Ásia, para onde foram transferidos empregos e renda, e grande parte da produção destinada ao mercado externo. O grupo do G7 sente o baque; caem o PIB e o consumo. Em seu Twitter, o presidente Trump disse que o aquecimento global “foi criado por e para os chineses para tornar a indústria norte-americana menos competitiva”. Seria uma guerra comercial em andamento? Mas não foram as próprias corporações que promoveram a deslocalização por conveniências no custo da mão de obra, regulamentação ambiental flexível e câmbio favorável?

Há décadas a China vem buscando dar eficiência à máquina governamental, enquanto outros países como o Brasil detonaram-na, aumentando a dívida real, o despreparo da população e estagnando a infraestrutura. O sistema de pouca transparência do Banco Mundial e do FMI criou o capitalismo canibal. O bom preparo dos chineses e sua densa população teriam de levar seu país a subir de nível. Como outras potências, a China vai ao encontro do comando econômico-financeiro global como fizeram Inglaterra e Estados Unidos.

Há muitas coisas em flagrante oposição ao progresso da humanidade. Somos fruto de um majestoso desenvolvimento progressivo. No entanto, temos de respeitar limites naturais e não praticar ações nocivas a nós mesmos e à natureza, pois ficamos subordinados às consequências de nossos atos. O problema é que, ao longo da nossa evolução, levados pela cobiça, em vez de reconhecermos e observarmos os mecanismos das leis naturais da Criação, optamos pelo caminho destrutivo do imediatismo, pondo em risco as próprias condições necessárias para a vida. Quem sabe os chineses se voltem para o reconhecimento e pesquisa das leis do desenvolvimento da Criação para interromper o desequilíbrio na Terra.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”; “2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” e “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”. E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

A VIDA E O MUNDO

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Como entender a vida e o mundo? O ser humano, dotado de livre arbítrio, deveria ter compreendido que a cada resolução decorre uma consequência subordinada às leis da vida. Assim, quem semeia arroz sabe que vai colher arroz. Tudo que semeamos será colhido, como a miséria atual, a degradação ambiental, o declínio da qualidade. Charles Darwin captou o processo da evolução cuja finalidade era desenvolver um corpo para que o ser espiritual tivesse a oportunidade de se desenvolver para o bem e tornar-se um ser humano de fato e não um ser descartável. No entanto, vivemos o auge das crises morais, econômicas e políticas. A corrupção se expandiu como nunca. A incompetência da classe governante e o despreparo da população estão desorganizando a vida civilizada.

No filme De canção em canção (Song to song), o controvertido diretor e roteirista Terrence Malick apresenta o estágio do caos atual em que a humanidade vive. A trama mais parece uma colcha de retalhos formada por pedaços da vida de personagens que vivem no século 21. São pessoas sem rumo que gostam de vida boa, mostrando como a humanidade está acomodada. Os seres humanos pressentem que devem procurar a Luz, mas não se importam em ser ludibriados com falsas explicações sobre o verdadeiro significado da vida, contanto que não tenham de pensar por si no futuro, nem se preocupar com a sua responsabilidade sobre o que pensam, falam e fazem.

O mundo está repleto de espíritos com vontade fraca para dar direção nobre à própria vida; são joguetes do domínio do raciocínio preso aos pendores e vícios que amarram o ser às baixarias da vida até ao fastio, desperdiçando o tempo da vida no atual corpo terreno. Quem sabe se numa próxima encarnação buscarão a Luz da Verdade para se tornarem seres humanos completos.

Fazemos parte do majestoso desenvolvimento progressivo da Criação. No entanto, temos de respeitar os limites naturais em tudo, e não praticar ações nocivas a nós mesmos e à natureza, pois ficamos subordinados às consequências de nossos atos. O problema é que, ao longo da nossa evolução, em vez de buscarmos a estrita colaboração com as leis naturais da Criação, optamos por um caminho perigoso que está contribuindo para destruir as condições necessárias para a vida, transformando a Terra num vale de lágrimas, sem paz e sem amor.

Quando as pessoas oram dizendo Pai Nosso Seja feita a vossa vontade, isso requer conhecer a Vontade de Deus que se inscreve nas leis da Criação. De nada adianta fazer tudo errado e dizer Seja feita a Vossa Vontade sem observar essas leis. O espírito deve ser ativo e vigilante; sua vontade deve ser o leme para dar direção à vida do ser humano encarnado, mas o grande inimigo é a indolência que põe o espírito para dormir enquanto o raciocínio vai assumindo o domínio.

Muito teve de lutar Jesus para combater esse mal que leva os seres humanos a desperdiçarem o precioso tempo recebido com a ressurreição, isto é, a oportunidade dada pelas reencarnações. A indolência os fez esquecer as leis da Criação, inclusive a lei da reciprocidade que traz para cada pessoa a colheita de tudo o que semeou na vida. A indolência levou muitos seres humanos a acreditar na antinatural ressurreição da carne após o corpo ser abandonado pela alma. Formaram-se antagonismos e conflitos, os preconceitos e as teorias comunistas; o comodismo e a preguiça de examinar e compreender a vida por esforço próprio, analisando tudo com o espírito através da reflexão intuitiva.

A incompreensão sobre a vida se expandiu pela Terra. O raciocínio procura por todos os meios impedir o despertar do espírito para a vida real, para a evolução através do saber e para atividades nobres e beneficiadoras. Aproxima-se a grande colheita de tudo que foi semeado e, com ela, a limpeza e o chamado para a nova vida, para aqueles que em seu coração desejarem ardentemente seguir a Vontade de Deus.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”; “2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” e “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”. E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

PAZ ENTRE OS POVOS

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Quando grupos instalados no poder passam a agir em benefício próprio, destroem o equilíbrio da democracia, contaminando o governo que perde a eficiência e credibilidade. Consertar a atuação do governo é essencial para a sobrevivência da democracia. O Brasil perdeu a conexão com os seus ideais; falta uma linha de ação conjunta de longo prazo pelo bem e progresso; faltam líderes de qualidade que possibilitem o preparo e educação decente para humanizar a população que não pode continuar caminhando pela vida às cegas.

A ex-presidente Dilma, que puerilmente aumentou o fardo da dívida e tendia para o fortalecimento do autoritarismo governamental, acabou sendo deposta. Agora o presidente Temer, que vem atendendo aos reclamos do mercado, também está sendo desalojado; amanhã o mesmo poderá acontecer com seu substituto legal, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Tudo igual. Onde está o bom senso dessa gente que só quer tumultuar? A displicência e a cobiça pelo poder criaram esse cenário que vai piorando. O país precisa de um mínimo de serenidade, se é que deseja sair da situação vil em que se encontra.

O Estado foi se agigantando e se intrometendo na atividade econômica, passando a ser usual entre os governantes estabelecer orçamentos com gastos superiores às receitas, gerando déficits financiados no mercado financeiro. Mas com as alterações decorrentes da globalização econômica desequilibrada, as receitas tendem a decrescer, enquanto as despesas continuam crescendo, agravando a instabilidade. Enquanto políticos brigam pelo poder, 13, 8 milhões de pessoas precisam de emprego para aumentar o PIB e a arrecadação, antes que o país derreta.

Recentemente, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou: “Estamos conduzindo um amplo projeto de investimento em infraestrutura em todos os setores. Mas para isso temos de priorizar. Há dificuldade por falta de recursos públicos, por isso é importante evitar que alguns grandes projetos, que capturam a imaginação, sejam monopolizadores de todo ou grande parte do investimento público. Por isso a priorização é fundamental”. Basta lembrar a montanha de dinheiro enterrada em estádios de futebol de insignificante utilização e tantos outros investimentos infrutíferos.

Que fatores poderiam contribuir para inibir a recessão brasileira? Aí estão apontadas a reforma trabalhista e a tendência crítica das contas da previdência. Mas o governo precisa sair da letargia nefasta de olhar para a próxima eleição como a prioridade máxima da classe política. O governo precisa pensar em eficiência e abandonar as práticas autoritárias que prejudicam o país. Há ainda a dívida crescente a juros fora do padrão mundial. E quanto à política cambial? Os erros cometidos na valorização do real repercutem até hoje, tendo criado uma situação embaraçosa que só tem travado a economia. E a educação? Como o Brasil estará daqui a dez anos?

Enquanto o Brasil permanece estagnado em suas crises políticas e financeiras, os demais componentes dos BRICS estão avançando. O que significará o previsto avanço da economia da China em 2027? Para o gestor financeiro global, Jim O’Neill, a economia chinesa poderá se tornar maior que a dos Estados Unidos. As outras economias vão regredir, ou o avanço chinês terá por base o próprio mercado interno? E se o dólar sofrer grande desvalorização? E o Brasil, como estará em 2027? As novas gerações estarão dominando o idioma e a aritmética? E a economia? O que estaremos produzindo? A balança comercial e as contas internas e externas estarão em equilíbrio? Como estará o nível dos empregos, a dívida, a taxa de juros? A China poderá estar no topo, mas não deveremos cair no abismo.

A busca pelo poder e por vantagens aniquilou a ideia de que o progresso real requer o cultivo da paz e a consideração entre os povos. Mais do que confronto de civilizações, estão se desenrolando amplos embates nos subterrâneos entre as religiões místicas ou dogmáticas, a economia de livre mercado em democracias corruptas, o governo autoritário no capitalismo de Estado. A natureza e suas leis do desenvolvimento, lógicas e coerentes, deveriam formar a base para a atuação dos povos pacíficos, cada um com sua cultura e sem a pretensão de dominar com o propósito de obter vantagens.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7