EVOLUCIONISMO

O desenvolvimento e evolução do mundo material seguem as leis da natureza em sua lógica e coerência, as quais foram criadas sem a participação dos seres humanos e seu cientificismo. A ciência é um excelente instrumento e deve se fundamentar na natureza, mas tem de ser guiada pelo espírito e respeitar as leis naturais da Criação, como forma de solucionar as questões do mundo material que asseguram a sustentabilidade do planeta.

O ser humano não é um parente do macaco. Herdou o corpo evoluído e o aprimorou com o espírito encarnado. Para que as questões humanas sejam solucionadas de forma correta, têm de ser orientadas, por livre decisão, pelas leis da Criação que possibilitam o desenvolvimento e evolução do espírito, com responsabilidade e individualidade, pois o oposto a isso provoca a decadência do ser humano, que em vez de fortalecer o humano em si, o tem menosprezado e embrutecido, atuando como fera individualista destrutiva, produzindo caos e miséria na Terra.

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A ERA DAS TREVAS, ONTEM E HOJE

Na “idade das trevas”(de 476 a 1453 d.C.) ocorreu na Europa a estagnação cultural e econômica em decorrência do declínio do Império Romano do Ocidente. Foi uma época dominada culturalmente pela religião. Também denominada como “idade média”, nesse período houve o avanço da obscuridade em que a original Mensagem de Luz, trazida por Jesus, foi sendo desfigurada por alterações e inserções mais condizentes com a vaidade e que pouco contribuiu para a evolução espiritual da humanidade.

Em seguida houve o Renascimento, um movimento cultural, econômico e político que surgiu na Itália do século 14 e se estendeu até o século17 por toda a Europa. Os renascentistas se colocaram como herdeiros do pensamento e da ciência desenvolvidos por gregos e romanos, dando ênfase ao intelectualismo materialista, fazendo renascer a cultura da antiguidade, mas não pesquisaram o saber sobre os entes mitológicos. Foram eles que denominaram a Idade Média como a Idade das Trevas, mas na verdade esse obscurantismo perdura até nossos dias, pois o avanço da intelectualidade se voltou para o materialismo, sufocando o pouco de espiritualidade que havia restado do passado.

Dois fatores foram progressivamente reduzindo a influência e interesse pela religião: a evolução do dinheiro e a revolução industrial, mas podemos dizer que ao lado desta teve início a revolução financeira que a tudo afetou. A economia e as finanças passaram a ser a grande motivação das nações. A Inglaterra e a França queriam assegurar os recursos naturais, matérias-primas, energia, competitividade e mercados para as manufaturas, e passaram a constituir colônias. Nesse interim, os Estados Unidos se fortaleceram e acabaram afirmando através da Doutrina Monroe, a América para os americanos. A Alemanha, com população disciplinada, galgou posição com produtos de boa qualidade e preços competitivos. Com o avanço da penetração da Alemanha nos mercados, a economia mundial começou a se complicar, chegando aos embates da Primeira Guerra Mundial.

A Inglaterra e os Estados Unidos avançaram no controle do dinheiro e das finanças. A Alemanha, se ressentindo disso, tentou buscar outro caminho para evitar depender de capital externo, mas foi caindo na obscuridade, queimando livros contrários a sua ideologia, gerando atritos irreconciliáveis que deram origem ao mais trágico embate, a Segunda Guerra Mundial que se estendeu de 1939 a 1945 com muita destruição e sofrimentos.

Terminada a guerra a humanidade queria paz e progresso, houve um período de leveza, embora ainda prevalecesse a cobiça por riqueza e poder. O mundo foi caminhando para o desenvolvimento tecnológico e inovações. Logo ficou evidente que muitos países ficariam para trás na educação, na pesquisa científica e tecnológica, passando à condição de dependentes, restringindo-se ao fornecimento de alimentos e matérias-primas.

A melhora durou pouco, logo surgiram novas crises financeiras, o endividamento público e a globalização da produção. O dinheiro se tornou o grande ídolo. As corporações foram produzir na China onde a mão de obra era muito mais em conta. Aparentemente não haveria mais razão para guerras, a globalização era a solução preferida. Com custos imbatíveis e câmbio favorável, a China foi penetrando nos mercados, inviabilizando a produção industrial local. Tudo caminhava a contento, a China enriquecia e adquiria novas tecnologias, passando a produzir produtos de qualidade, almejando ter moeda forte. Até que os norte-americanos elegeram Donald Trump que passou a tomar medidas para atender os anseios do seu povo, contrariando os postulados da globalização.

Veio a guerra comercial e o recrudescimento da geoeconomia. No Brasil, Jair Bolsonaro foi eleito sem o apoio da mídia, surpreendendo a classe política acomodada no poder há décadas. Eis que os chineses são atacados pelo Covid-19, não divulgam logo a gravidade da doença e tudo foi parando. Cidades no mundo todo fecharam o comércio, parando de produzir, vender, receber e pagar. A situação é tanto mais grave pelo artificialismo do sistema econômico global que fechou fábricas, desempregou e deixou as ações da Bolsa subir sem consistência, na crise tudo foi caindo. Bancos Centrais falam em despejo de dinheiro, mas e a produção?

Estaria a humanidade sendo conduzida para o beco sem saída e não está vigiando nem orando? Os estrategistas precisam buscar soluções para contornarmos as dificuldades na saúde e na economia para impedir o declínio do Brasil e seu povo. Mas continuamos dominados pela cobiça de poder. Temos de avançar para além do materialismo para encontrar a Luz da Verdade.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

O BRASIL E A GUERRA

Era para o Brasil ter ficado na mão de D. Pedro I, mas ele caiu nas ciladas. Após a independência e com o falecimento da imperatriz Leopoldina, o país ficou nas mãos de aproveitadores que tramaram o banimento do patriota José Bonifácio para satisfazerem suas cobiças, servindo a interesses externos.

Na atualidade, a pandemia deixou uma sensação de vazio no mundo. No setor econômico, os juros se movem para enfrentar a inflação que pode se agravar com o conflito na Ucrânia. Bolsas se ressentem. Empresários se preocupam. Políticos em lutas pelo poder. Escolas não conseguem elevar o nível do saber. Alterações no clima.

O ocidente descuidou do bom preparo das novas gerações e, consequentemente, da formação de verdadeiros seres humanos, através de uma educação fortalecedora da essência humana, a alma e seu núcleo, o espírito, criados pela Vontade Divina. Outras nações deram foco ao preparo na direção do fortalecimento econômico-militar do país, e estabeleceram planos para fazerem frente ao poder do dólar, enquanto os EUA foram esvaziando as fábricas, ampliando a dívida e a ilusão do ganho financeiro virtual.

Os rumores de guerras se concretizam. Parece coisa arranjada, a OTAN não entra no conflito porque a Ucrânia não está no pacto. O que quer a Rússia? Vai aguentar as pressões financeiras e econômicas? O rublo já caiu 30%. No caso de se sentir enjaulada não poderia sair dando tiros contra outros países? Já é terrível dois países em confronto, mas será que estão sozinhos? E se outros entrarem ostensivamente?

E se a China avançar sobre Taiwan? Ao final, trata-se de um confronto por poder e dominação, que com certeza não vai melhorar a já precária felicidade da humanidade. Os poderosos sempre ganham com as guerras. Nesse jogo pesado, quem move as peças? Quem toma as decisões? Mas a palavra final será dada pela lei da reciprocidade e demais leis da Criação.

O público em geral vai perceber os efeitos do conflito no bolso, no preço dos combustíveis e dos alimentos, na liberdade, mas as consequências menos visíveis, porém mais incisivas, poderão ocorrer no sistema financeiro mundial concentrado no dólar; o significado disso a longo prazo poderia ser a redução da influência americana. A tendência mundial é de centralização do poder, cortar a autonomia individual e de governos; reduzir os níveis de decisão, subordinando tudo ao controle centralizado através da TI. A ideia é eliminar a autonomia dentro das fronteiras nacionais. Liberdade para decidir, só de acordo com os programas e algoritmos.

Mais de quatro milhões de anos foi o tempo necessário para que o planeta adquirisse as condições de vida e sustentabilidade, o mundo perfeito, através do funcionamento das leis da natureza, pouco estudadas pela humanidade. Em seu ciclo a matéria tinha um tempo determinado, a evolução do espírito humano também. Muitas profecias alertaram sobre isso, mas perderam a simplicidade original e acabaram sendo objeto de sarcasmo.

Os Estados Unidos têm vocação para a liberdade. O Brasil, para a paz e a busca do Eterno. Lamentavelmente o que prevalece hoje em dia no mundo é o domínio trevoso do materialismo e do dinheiro, a negação do espírito e das imutáveis leis espirituais, seja no capitalismo democrático ou totalitário, ou mesmo nas diversas correntes religiosas. Romper a lógica materialista e os conflitos gerados por ela e sua pressão avassaladora sobre a consciência, depende de cada indivíduo e de sua vontade de se tornar consciente da realidade espiritual.

Quem ainda tem ponderação para examinar a vida e seu significado? Quem controla os fios do destino? É a lei da reciprocidade que está levando os fios para os remates? Chegamos ao fim do modo de vida atual? O que surgirá? Ocorrerá a aceleração da tendência de eliminar os últimos resquícios da alma, ou algo inesperado com a eliminação dos que já a perderam?

O mundo caminha para o enrijecimento geral. A humanidade descuidou da alma, a voz interior, o elemento essencial do ser humano, não o sentimentalismo. No totalitarismo, a alma deixou de ser levada em consideração há muito tempo, o que poderá levar a humanidade para um mundo mecânico, sem alma, sem coração, enterrando a finalidade primordial da vida, ou seja, a elevação espiritual do ser humano.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

AS NAÇÕES E AS MOEDAS

O sistema monetário mundial está pendurado na moeda mais aceita, o dólar. As nações atrasadas dispõem de poucos recursos para trocas internacionais e como produzem poucos itens, precisam importar quase tudo com pagamento em dólares. Com isso, ocorrem déficits nas contas internas, na balança comercial e nas contas externas. Para cobrir os déficits, elas têm de tomar empréstimos que não vão para a produção e investimentos. A pandemia gerou a redução e paralização de atividades e do fluxo financeiro, o que foi contornado com a criação de dinheiro que se espalhou pelo mundo, gerando inflação, alterando a cotação de tudo. Mas, para muitas pessoas os salários caíram.

Foi permitida a criação de bolhas especulativas que, crescendo, se tornaram um risco para o sistema. Injetaram liquidez comprando papéis para assegurar a solvência. Com o desinteresse pela produção industrial, com o tempo foi se formando no ocidente a economia dos papéis e agora há desconhecimento sobre o futuro dessa economia que tende mais para virtual do que para real.

Os EUA tinham tudo: produção, tecnologia, população bem-preparada e finanças fortes para abarcar o mundo. Depois da Inglaterra, se tornaram os mandantes na América Latina. Agora têm poucas fábricas, dívida alta, bolsa de ações meio gorda com expectativa de entrar em regime para perder volume. E as nações sul-americanas estão afogadas em dívidas e desemprego. Espaço aberto, no qual a China vai avançando, e o desequilíbrio econômico aumentando pelo mundo. Em muitas questões, a história tem sido omissa, como, por exemplo, na questão do continuado aumento da dívida pública sem correspondente melhora nas condições gerais de vida. Não é fácil enxergar toda a extensão do drama.

Com a descoberta da abundância de mão de obra de baixo custo na Ásia, o ocidente foi reduzindo a produção fabril. O engasgue de 2008 deu início à flexibilização monetária, mas o dinheiro foi para a compra de papéis, o que se avolumou na pandemia. Enfrentamos desemprego, inflação e PIBs estagnados, gerando muitas incertezas quanto ao futuro da economia mundial.

Grande parte das indústrias está na China, que praticamente não necessita importar produtos manufaturados e pode exportar, pois seus custos são menores, e encontra nos países dependentes a oportunidade de importações do que necessita com preços vantajosos. Há um desequilíbrio na economia mundial. Como isso foi gerado? Como solucionar de forma que as nações possam prosseguir melhorando as condições gerais de vida em paz?

O desequilíbrio econômico mundial gerou estagnação geral. O consumo se retraiu como consequência da parada gerada pela pandemia, depreciando o poder aquisitivo das moedas dos países dependentes, acarretando perdas. O que fazer? Não adianta ficar lamentando a desaceleração da China; há que se fazer como ela e fortalecer a produção para o mercado interno, porque se atualmente exportar não está fácil para a China, imagine para os demais países.

No Brasil, a desatenção dos governos com as questões fundamentais criou dificuldades e pobreza em várias regiões, como a escassez de água no Nordeste. O rio São Francisco tornou-se estrategicamente muito importante, mas deve ser bem cuidado para que mereçamos a ajuda dos entes da natureza que cuidam das águas e das matas, outrora tão respeitados pelos índios do Brasil.

As teorias explicam muitas coisas, mas por que no Brasil não se consegue produzir manufaturados em maior quantidade? Por que a produtividade é baixa? Por que os importados chegam com preços inferiores aos produzidos no país? Por que a ZFM não ampliou a participação tecnológica nos produtos?

Educar para a vida requer a participação da alma como faziam muitos professores do século passado, auxiliados pelas famílias dos alunos. O risco do avanço tecnológico sem alma é o de transformar os seres humanos em meros robôs incapazes de uma reflexão própria sobre o significado da vida e seu papel no planeta com seus mecanismos de sustentação da vida, cada vez mais desconhecidos dos jovens e que a humanidade pouco respeita, mas em seu imediatismo, contribui para sua destruição.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

O PAREDÃO ESTÁ AVANÇANDO

A responsabilidade dos governantes é cuidar das cidades e do país em sua totalidade, ou seja, da infraestrutura, educação e economia, produzindo para consumo interno e para exportação, gerando empregos, renda e arrecadação. Isso requer políticos honestos, empenhados no bem do Brasil. O nosso atraso tem de ser debitado aos políticos que tiraram proveitos para si, sem administrar tudo com seriedade e competência. Como sair dessa situação com tantos oportunistas solapando o que restou?

O mundo se inquieta com dívida elevada e a provável existência de bolha financeira nos Estados Unidos. Lamentável; surgem bolhas no mercado que cada vez mais vai se assemelhando a um cassino em vez de atuar como mecanismo de investimento e desenvolvimento. Formou-se um obscuro oceano financeiro. Muitas nações têm potencial para sobreviverem de forma condigna, mas engolfados na globalização, lançaram-se ao mar sem estarem preparadas para as tormentas financeiras criadas pela ganância e irresponsabilidade. As grandes corporações alcançaram a otimização no aproveitamento do mercado mundial para obter ganhos na produção, finanças e vendas, enquanto as nações se fragilizaram e ficaram sem condições para enfrentar o mar encapelado, e não sabem como voltar à terra firme de suas fronteiras.

A China deliberou limpar a internet, mas temos aí a questão da imposição. As pessoas em geral e os jovens, em particular, têm atração para burlar proibições coercitivas; no entanto, há uma nojeira em muitos filmes e espetáculos que mostram o ser humano decadente no uso de drogas, sexualidade embrutecida, traições e assassinatos. Nada de bom isso tudo mostra às novas gerações e deprime os idosos. É o veneno da decadência espalhado pela humanidade e por ela acolhido.

Vídeos, filmes, TV, escola, tudo para avançar no imaginário das pessoas, incutindo conceitos estranhos. No caso do imaginário infantil é preciso muito cuidado; trata-se de invasão comprometedora da mente da criança e de seu futuro, pois em seu instinto imitativo não tem discernimento sobre o que vê e copia em suas atitudes. Nas escolas é ainda mais grave por ser o professor um modelo em potencial e certas leituras e conceitos transmitidos chegam a ser criminosos. É o tipo de conspiração que o diabo gosta: apodrecer a fruta antes do amadurecimento.

O Criador quer a felicidade do espírito humano. No mundo material tudo é perecível, mas os seres humanos se prendem a ele. No entanto, o que salva é a saudade salvadora, isto é, seguir o apelo íntimo e buscar com todas as forças o caminho de volta para a Luz! O ser humano agarrou-se ao mundo material, esquecendo-se da transitoriedade da vida. O dinheiro se tornou a quinta essência do materialismo e em função da ânsia do ganho, tudo o mais foi menosprezado e prejudicado. Não há interesse em estabelecer um sistema de vida simples e natural sem agressão ao meio ambiente e sua sustentabilidade.

Com o afastamento do espiritual, o fluxo da energia beneficiadora da Luz ficou interrompido e a partir daí teve início a decadência da humanidade e a gestação das grandes catástrofes. A solução está na busca sincera da espiritualidade. A escada espiritual exige esforço. Subir é a grande tarefa da vida. O espírito humano encontra-se ainda nos baixios da matéria grosseira.

As pessoas se sentiam poderosas dominadoras e foram criando as próprias leis, construindo tudo sobre as bases da cobiça e vaidade. Mas com tal base frágil, tudo foi se encaminhando para o desmoronamento e agora se sentem emparedadas sem saber para onde ir, e o paredão vai avançando. “Tu, porém, ó pesquisador, examina-te com sinceridade e impiedosamente, e então procura sintonizar todo o teu pensar e intuir, sim, todo o teu ser, de modo novo sobre base espiritual, a qual não mais vacilará como aquela base até agora intelectiva e por isso muito restrita!” (trecho do livro Mensagem do Graal, A luta na Natureza)

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

VONTADE INTUITIVA

O ser humano é dotado da vontade intuitiva, proveniente do eu interior, que o conecta com a força espiritual que perpassa a obra da Criação. E também possui a vontade mental proveniente da região cerebral. Já a vontade intuitiva se tem enfraquecido no correr dos séculos, e mais ainda nos tempos atuais, dando espaço para a vontade mental. Tanto isso é fato que cientistas buscam interferir na vontade mental, para fins de controle, através de processos psicossociais, cogitando também de interferir diretamente no cérebro humano utilizando componentes eletrônicos.

Falam em separar o cérebro do corpo envelhecido e criar uma vida digital, passando os dados para um computador. O que deu para entender é que se espera criar um arquivo digital e um programa, mas o que é da terra fica na terra, pois o espírito segue sua jornada em conformidade com o que tiver semeado.

Tudo que possa ser feito para o melhor funcionamento do cérebro é aceitável, mas ignorar e sufocar a vontade intuitiva equivale a despersonalizar o ser humano, transformando-o num autômato, já que não se esforçou para se desenvolver espiritualmente como legítimo ser humano com vontade própria, individualizada, destinada a fortalecer a autoconsciência e o autoaprimoramento; o oposto a isso é o declínio da humanidade, que não subsistirá sem que haja bom preparo das novas gerações, integrado com o estudo do funcionamento das leis da natureza.

A Terra era para ser um paraíso, mas quem ainda olha para o Alto? Olhando para o lado o que vemos é o descalabro avançando. Em 2022, mantenha os olhos bem abertos para começar bem e ter um ano novo proveitoso e feliz, vivendo o presente, fortalecendo a vontade intuitiva, analisando e refletindo, construindo um futuro melhor.

Os países se encontram em grave situação; as lideranças e a classe política não se empenharam por bom governo que agisse em conformidade com o significado maior da vida. A atividade humana ficou subordinada a objetivos mesquinhos e cobiça por dinheiro, ao mesmo tempo em que o descontentamento foi sendo represado em barragens, e agora insatisfação e desalento irrompem pelo mundo. Difícil achar boa vontade na política, e mesmo ela tem grande dificuldade para agir em meio a avalanche de interesses que se precipita.

Não só no Brasil e na Argentina, o desarranjo monetário e cambial é geral. Isso vem se arrastando há décadas, sem que o equilíbrio fosse alcançado, aplicando-se o receituário de aumento de juros e austeridade. Agora há murmúrios de que a hegemonia do dólar poderá ser retirada, mas trocar de moeda não vai resolver os problemas estruturais criados pelo controle do dinheiro por grupos de interesses próprios desinteressados do progresso efetivo da humanidade.

Quem define o câmbio do dólar, quer dizer, o preço do dólar em relação às demais moedas? Vai dizer que é o mercado? E o que dizer dos juros, se baixos, os dólares correm atrás de quem lhes deem mais. A economia globalizada depende da moeda mundial, no caso o dólar, o que dá margem a muitas manipulações lucrativas. A China se beneficiou com a valorização das moedas nacionais. Esse país importou muito em dólar, o qual estando mais caro, encareceu as importações e impactou na produção chinesa. E se houvesse a moeda mundial única para todos os países, como na Europa, em que o euro é a moeda de todos os países do grupo? Pode ser que o mundo esteja caminhando para isso, mas o x da questão é: quem vai controlar esse dinheirão? Certamente quem o fará vai controlar o mundo.

Juros são o aluguel do dólar. Turquia e Brasil mexeram para reduzir seu valor e o dólar foi diminuindo, e o preço aumentando, repercutindo na inflação. No Brasil, os governantes tiveram mais de 70 anos para tentar reduzir a dependência financeira, porém em vez disso conseguiram aumentá-la. O que é realmente importante na economia? Empregos, produção, qualidade de vida, bom preparo das novas gerações. Os economistas viraram agentes financeiros e esqueceram que a vida é atividade beneficiadora, sobrevivência condigna e progresso.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

O AUMENTO DA MISÉRIA

Vivemos numa época difícil que exige serenidade. Há muitos problemas e resolvemos o que é mais importante de acordo com as possibilidades. Problemas maiores têm de aguardar a hora certa para serem solucionados devido à nossa capacidade limitada. Enfrentamos um desequilíbrio que está provocando uma letargia geral na vida individual e na economia mundial, e nesse caminhar o futuro é imprevisível. Bom que haja pensadores analisando e explicando a realidade. Onde estão os poetas e as pessoas que refletem sobre a vida para entender o seu significado?

Este mundo está maluco, ninguém entende nada, esperar ajuda externa é o mesmo que abrir as portas do galinheiro aos lobos. Os povos não foram suficientemente capazes para se autogerirem; então veio a globalização e acabou com o pouco que havia de empenho para resolver os problemas das nações e seus povos. Agora a maioria está emburrecida, quem pode vai enfiando as mãos na botija do dinheiro público, e se impedidos, agem como neuróticos enraivecidos. Para onde vai o mundo com tantas toupeiras no poder?

Com a globalização econômico-financeira, os governos nacionais perderam o poder de regular a própria economia e de controlar as mercadorias que entram ou saem do país. Assim, o fluxo de empregos de regiões de mão de obra mais cara fluiu para as regiões de menor custo. Os países deixaram de produzir por achar que pagariam menos importando de tudo, mas esqueceram que isso iria destruir os empregos e agora não conseguem fechar a janela aberta.

Como tratar o problema mundial do aumento da pobreza? Por que a pobreza está aumentando? A natureza, a grande provedora, tem sido açambarcada. Não raro a exploração dos recursos naturais pertence a empresas multinacionais que carreiam os materiais e os ganhos para fora. O ocidente fechou fábricas e ampliou os negócios financeiros, mas trata-se de ganhos absorvidos por uma minoria. Distribuir dinheiro sem um plano de melhora das condições gerais e melhor preparo para a vida não seria um mero paliativo?

Trata-se de problema mundial cuja causa é praticamente a mesma. A solução deveria ir mais a fundo em vez de simplesmente distribuir dinheiro e aumentar a indolência, pois o papel do ser humano é examinar a vida de forma objetiva e real, e buscar soluções. Por aí seria um bom começo de análise. De onde procede a riqueza? Tudo que se transformou em riqueza veio da natureza e do trabalho. Mas a natureza tem sido maltratada. Depois da consolidação do dinheiro de papel, surgiu o dinheiro que faz dinheiro, favorecendo os controladores e detentores do dinheiro. A miséria tem sido constante e está aumentando.

Os jovens agem com pouco cuidado em relação àquelas pessoas que permitem sua aproximação, por isso deveriam ser orientados pelos pais e se convencerem de que atualmente há muitas pessoas fora do eixo, cujo espírito dorme e que vão esparramando confusão e sofrimento pela vida, sem se preocuparem com isso, sem sentirem remorsos, não aproveitando a vida para a finalidade prioritária do autoaprimoramento e elevação, pois seu espírito está sufocado, sem poder se manifestar.

O mundo atual está áspero, há muito carma ruim para ser solucionado. O que levava várias reencarnações para chegar ao resgate, agora acontece mais rápido, por isso na vida e nos filmes desponta essa realidade, e nem sempre no final há situações felizes. Nas cidades com alta densidade populacional, os seres humanos estão vivendo de forma insana, fora da naturalidade, tanto nos pensamentos como no modo de viver, ampliando o consumo de drogas.

Há muitas pessoas vivendo na pobreza em várias cidades, que também sofrem devido aos problemas de abastecimento de água e saneamento. Esses ambientes criados pelos seres humanos acabam se tornando inóspitos e propícios para o surgimento de epidemias e pandemias, seja por própria reação da natureza ou por ações terroristas. Acima de tudo há que se compreender e confiar no auxílio das leis divinas da Criação.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

A INTUIÇÃO E O CORPO TERRENO

Os seres humanos são dotados do cerebelo, o canal da intuição, e do cérebro que forma os pensamentos. O intelecto e sua capacitação de raciocinar dão ao ser humano a sensação de grandeza, e com ela vem a vaidade, a inveja e a cobiça, e pensamentos que atraem a igual espécie. Empolgados, os seres humanos passaram a dar ênfase à capacidade de raciocinar, transmitindo-a aos seus descendentes.

Isso foi formando uma barreira que impede o surgimento das intuições mais nobres, ou seja, a voz do espírito que se transforma em pensamentos também subordinados à lei da atração da igual espécie. Daí a importância do mandamento de que para alcançar paz e felicidade é indispensável conservar puro o foco dos pensamentos, pois sem isso estes vão se tornando dominantes, e a intuição deixa de ser ouvida e transmitida para o cérebro que vai ficando sujeito às influências externas recebidas através dos pensamentos.

Por exemplo, o indivíduo sabe que beber em excesso é prejudicial, que fumar é nocivo e tantas coisas que ele faz mesmo sabendo que são erradas e contra as leis da Criação, mas as faz porque perdeu o domínio de si mesmo, tendo permitido o domínio dos pensamentos que são influenciados através da atração da igual espécie.

Assim, o espírito do ser humano vai caindo na inatividade, deixando de cumprir a tarefa de introduzir no seu viver a força espiritual recebida através das intuições bloqueadas pelo cérebro mais fortalecido, em oposição ao cerebelo, mantendo inativo o espírito vivificador do corpo, enquanto os pensamentos vão se desenvolvendo velozmente na trilha dos pendores e da vontade mental. Ou seja, o cérebro pertencente ao corpo perecível assume o comando do querer através dos pensamentos, enquanto o espírito se enfraquece na inatividade, em vez de lutar, se fortalecer e impor a intuição, o querer espiritual, ao cérebro e ao corpo, para que a executem no mundo material, construindo e beneficiando tudo. (Ver a dissertação O Anticristo, Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, https://www.graal.org.br/)

Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

RESPONSABILIDADE COM O FUTURO

Muitas pessoas nascidas no pós-guerra se deixaram envolver pelas tentadoras ilusões materialistas e deram ao mundo o toque de caos organizado que visa riqueza e poder. As pessoas perderam a sensibilidade para perceber que são as causadoras de seu próprio destino. Por trás dos acontecimentos, atua a lei do semear e colher que atinge a toda humanidade. O mundo se acha diante da grande colheita, e desfilarão pelos povos os frutos da mesma espécie que foram semeados.

Nos anos 1980, o Brasil foi mobilizado para o resgate da dívida em dólares, acrescida de juros de mais de 20% a.a. A economia foi caminhando aos solavancos e a classe política perdeu o rumo. Empresas foram atraídas sem que houvesse planejamento de longo prazo; os Estados se puseram a gastar, aumentando despesas fixas. Camaçari, com o fechamento da Ford, mostra bem o resultado: perda de empregos, renda e arrecadação. O que fazer agora? As consequências disso deveriam ter sido pensadas lá trás. É dever dos governantes, empresários e pessoas em geral, pensarem no futuro, na sustentabilidade a longo prazo.

O castelo de cartas, construído de forma imediatista, está balançando. O mundo, voltado para o dinheiro e prazeres, vem sofrendo abalos econômicos devido ao fechamento de fábricas no ocidente e à crescente utilização de robôs. Em 2020, o golpe dado pela pandemia desnudou a economia e seus problemas. Os homens se apegaram ao poder, dinheiro e controle, e a política foi envolvida pela economia. A cada queda de cartas faz-se um novo remendo provisório à espera do próximo; a precarização vai esticando seu braço.

Cada nação deveria gerir a si mesma, promovendo a melhora das condições gerais de vida para seus cidadãos, sem causar danos a outras. Povo despreparado cai na conversa de políticos mal-intencionados visando poder. Deveriam escolher o governante mais honesto, competente e dedicado ao seu país, mas como isso aconteceu poucas vezes, agora falam em governo mundial, mas que tipo de ser humano teria estatura moral e capacitação para isso? Sem o autoaprimoramento do ser humano, em conformidade com as leis da natureza, tudo o mais será paliativo.

Os sistemas criados pelos homens deveriam atender às necessidades com liberdade e gerar ganhos. Mas acabaram se voltando exclusivamente para gerar lucros e poder, deixando as necessidades humanas a cargo dos Estados e seus incompetentes e perdulários estadistas. As crises se tornaram inevitáveis.

O diálogo teria de ser a prática do dar e receber, mas falta boa vontade e humildade para reconhecer a verdade. O ser humano é dotado da vontade intuitiva, proveniente do eu interior, que o conecta com a força espiritual que perpassa a obra da Criação, e vontade mental, proveniente da região cerebral. Porém, a vontade intuitiva se tem enfraquecido no correr dos séculos, e mais ainda nos tempos atuais, dando espaço para o domínio da vontade mental.

“O espírito é pronto, mas a carne é fraca”, a frase dada há dois mil anos, no tempo em que se entendia que a carne representa o corpo, mas o espírito encarnado tinha de dominar o corpo não se deixando dominar por ele. Atualmente, a palavra “carne” assumiu conotação mais ligada ao instinto sexual, o que dificulta a compreensão clara do significado da frase que é uma advertência para que a vontade espiritual intuitiva preponderasse sobre a vontade mental do corpo.

Há uma crise de credibilidade no ar porque as aparências estão em oposição ao que as pessoas efetivamente querem e sentem. Falta autenticidade, mas os fios do destino não se deixam enganar e trazem de volta o que foi realmente desejado, e não as falsas aparências. A realidade está sacudindo a humanidade para que cada indivíduo redesperte o eu interior que foi adormecido como chumbo devido às futilidades da vida materialista do consumismo, do ter sem se ocupar com o ser. Os acontecimentos querem despertar as pessoas para que busquem o saber do significado da vida. Só com vontade firme para o bem e confiança na Luz e suas leis é que poderá ser construída a necessária proteção.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

DEMOCRACIA OCIDENTAL

O ocidente, defensor da democracia e liberdade, acabou criando um tipo de república que funciona mal porque, com tudo dividido, não há consenso, mas sim muitos interesses particulares conflitantes. O país e sua população ficam em segundo plano e o resultado está bem visível: ninguém se responsabiliza por nada e a nação vai a pique, restando situação favorável apenas aos tiranos. A liberdade, o grande trunfo, se acha sob ameaça e as novas gerações estão com pouco preparo. A China viu tudo isso e ao perceber que dólar é o que importa, pôs a máquina exportadora a funcionar, conduzindo com sucesso sua população que não quer mais passar necessidades básicas. Enquanto isso, o ocidente vai se desmanchando.

O que se poderia esperar de um sistema de gestão de Estado feito para ser deficitário? O que se poderia esperar de um sistema monetário baseado numa moeda mundial influenciada por interesses particulares? O que se poderia esperar de países geridos por grupos interesseiros inadequados para governar?

Os especialistas estão advertindo sobre as consequências da emissão de dinheiro e crédito em larga escala, enquanto a produção definha, os empregos desaparecem e a insatisfação aumenta. No Brasil, ninguém assume a responsabilidade pelo descalabro das contas públicas. Quem tem poder sabe como se defender, mas o peso sempre recai sobre os mais frágeis que têm de se submeter a leis imediatistas e precarização.

Com o golpe da pandemia e inflação, o Brasil está se recuperando lentamente. Apesar das crises políticas e da aproximação do ano eleitoral, o mercado financeiro recebe sem grandes apreensões o atraente aumento da renda fixa. Haverá uma transferência de renda para fora, mas o viver será apertado para os assalariados, inclusive para os funcionários públicos comuns, sujeitos ao aperto fiscal e aos desmandos dos governadores estaduais.

EUA e China se tornaram os grandes expoentes da economia, mas enquanto os EUA lutam para sanar as próprias incoerências, a China vai impondo aos seus cidadãos medidas pragmáticas. A miséria avança pela maioria dos países, muitos deles superendividados, enfrentando crise econômica, política e social.

Em vez de os políticos e os empresários do Brasil seguirem as pegadas dos Estados Unidos que levaram ao progresso, parece que agora os políticos americanos estão copiando os do Brasil. Diante da turbulência de acontecimentos já se nota a paulatina perda do controle emocional. A polidez vai sendo posta de lado. Quanto mais aumenta a pressão, maior é a tendência da ação impulsiva de pessoas que não querem ouvir o sentimento intuitivo. Na gestão pública, essa possibilidade cria um risco adicional para a população.

O historiador Eric Hobsbawm disse que estamos na era dos extremos e das incertezas. Mas em vez de as mazelas serem atacadas e combatidas, passou-se a discutir ideologia num cenário de luta pela riqueza e poder, e embrutecimento da espécie humana. Despreparados, muitos pais não conseguem dar bom preparo a seus filhos. Tudo isso criou a tendência do decadente embrutecimento da humanidade. Como combater o descalabro?
Tempos de penúria se anunciam, na subida de preços de commodities, alimentos, energia, combustíveis, juros, tudo subindo, significando menos dinheiro nas mãos dos consumidores, menos consumo, menos empregos. Infelizmente a delinquência está tomando conta do Brasil, na criminalidade, nas drogas, nas favelas, na política, na justiça, nas negociatas corruptas. Só com o auxílio do Criador e atuação sincera dos homens de bem é que o Brasil poderá ser salvo. O viver está complexo e atribulado. Que futuro poderá ter a humanidade?

A desigualdade atinge muitos seres humanos que ficaram abaixo de seu potencial. Faltaram oportunidades e força de vontade. Uma questão pouco comentada é a da indolência pessoal ou induzida para manter dóceis as massas e que predispõe os humanos a ficarem acomodados sem desenvolver o necessário esforço para o seu aprimoramento, e não colocar em movimento a sua capacitação de examinar e elucidar a causa das dificuldades e o significado da vida, pois todos nós a recebemos por igual. Acima de qualquer lei humana pairam as leis do Criador que devem ser reconhecidas e observadas em todas as construções para que possa haver a paz e o progresso real.

Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br