FOGO OLÍMPICO 2021

De muitas maneiras desperdiçamos força com pensamentos negativos ou mentirosos. Negativo é tudo aquilo que prejudica a evolução dos seres humanos. O desequilíbrio gerado por aqueles que querem mais riqueza e mais poder travou a evolução progressiva e natural. Pobre humanidade que, em seu descuido, abriu as portas para a estagnação e declínio. Na vida é preciso estar atento, não se pode deixar sopa para mosquitos, ou seja, não dar oportunidades para ataques dos inimigos da Luz.

Periodicamente se realizam os jogos olímpicos. O Brasil foi sede dos Jogos Olímpicos de 2016, da XXXI Olimpíada, mais comumente chamada de Rio 2016 que deixou tristes lembranças de corrupção e desvio de verbas. Após um período de incertezas devido à pandemia que atingiu o planeta, as Olimpíadas de 2020, a XXXII, tiveram sua data oficialmente marcada para se realizar em Tóquio no período de 23 de julho a 8 de agosto de 2021. Pontualmente às 8h00 (horário de Brasília), com a tocha olímpica já flamejando, teve início a cerimônia de abertura. Destaque para um enxame de 1.824 drones projetando a imagem da Terra no céu enquanto se ouvia a música ‘Imagine’, de John Lennon. Mas qual é a origem desse nome?

Olimpo ou Valhala. O imenso castelo Olimpo onde Zeus coordena a atividade dos “deuses” – os seres que cuidam da natureza e que eram bem conhecidos pelos gregos, romanos e nórdicos. Zeus, Wotan, Osíris, Júpiter. Vários nomes para o servo do Criador. A humanidade estava no estágio de evolução ligado à natureza, e a partir daí deveria ter reconhecido o Criador, o Único, mas sobreveio o declínio que prossegue. Só sobraram as lendas que foram se tornando cada vez mais apagadas para que fossem esquecidas. Restou o fogo Olímpico!

Os Estados Unidos têm pela frente a China como o grande adversário na geopolítica mundial. Os países gostam de exibir medalhas de ouro para mostrar a sua ascensão econômica e cultural, e não será desta vez que deixarão de aproveitar essa oportunidade de exibicionismo.

O capitalismo de Estado, adotado por alguns países, é um outro capitalismo no qual os dirigentes do Estado vão tomando decisões, influenciando a economia para que siga os planos centralizados visando manter a população ocupada, o consumo adequado, e manter as condições que assegurem à China a sua continuidade como potência exportadora. São dois sistemas de capitalismo: o ocidental, dito de livre mercado, e o oriental, dito de Estado, em competição acirrada. O diferencial era a liberdade, que vai ficando ameaçada em ambos os sistemas, pondo em risco a evolução beneficiadora da espécie humana.

Qual é o risco da introdução de robôs na substituição do trabalho humano? Não deveria haver risco algum, mesmo porque a divisão do trabalho em mini tarefas criou uma rotina massacrante difícil de suportar por longos períodos. O mal não está no progresso tecnológico, mas nos objetivos dos seres humanos distanciados da busca da melhora geral das condições de vida.

Com frequência as pessoas sorriam mais, brincavam mais, alegrando-se com suas conquistas mesmo nas pequenas coisas. Atualmente há mais tensão no ar. Falta alegria espontânea e confiança no futuro. A insatisfação cresce. Falta o agradecimento humilde pelas coisas que a vida oferece. Nesse ambiente, muitos caem nas drogas como meio de aliviar o tédio, fugir da rotina pesada, pois falta-lhes um projeto de vida, um alvo elevado que ocupe seu tempo de ociosidade, e se livrarem da insatisfação e da raiva sintonizando sentimentos benéficos que harmonizam, trazendo paz e serenidade.

Em que tempo a humanidade está? Os EUA criaram o sonho americano, que já não é o mesmo dos anos 1950. A China está criando o sonho chinês, diferente do americano, mas prega o bem-estar para sua população que já passou por maus pedaços. As democracias ocidentais se desgastaram com a corrupção e aumento das desigualdades nas oportunidades de trabalho, renda, educação, definição de propósitos de vida.

O drama universal é a ausência do sonho da humanidade que deveria se voltar para tudo isso: educação, produção, trabalho, renda, consumo, aprimoramento da espécie, continuada melhora das condições de vida na Terra. O desequilíbrio gerado por aqueles que querem mais riqueza e mais poder travou a evolução da humanidade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

O PARQUE DE DIVERSÕES

Este é um momento decisivo da humanidade que pouco se esforçou para conhecer o significado da vida e sua finalidade principal, e agora entrou num labirinto onde não encontra a saída. Mas quantos querem realmente achar a saída? Quantos só pensam em um regresso à forma frouxa de viver, só buscando comida, bebida e prazeres, como se a vida não fosse nada mais que um passeio num parque de diversões.

O ser humano não é como os animais sem livre-arbítrio; embora seu corpo seja de origem animal com órgãos reprodutores, é espírito. No pós-guerra surgiram as grandes instituições criando esperanças de um mundo mais humano, mas as guerras prosseguiram, os países se endividaram, a especulação tomou conta, fecharam as fábricas e foram produzir na China, pagando uma fração do salário do ocidente e promovendo a precarização geral. Cada indivíduo tem de se tornar verdadeiro ser humano, pois sem isso o caos nos aguarda.

É preciso verificar a realidade. Para o lobo homem, geralmente em pele de cordeiro, o que vale é obter o que ele cobiça. Em décadas de desfaçatez, engessaram o gigante. O Brasil tem de dar uma guinada através do querer, da força de vontade e ações de seu povo e governantes. É preciso encontrar a fórmula de produzir mais, empregar mais, educar mais; sem isso a pobreza só aumentará.

Reis e sacerdotes falharam na condução dos seres humanos, e veio a república que foi contaminada pela corrupção e cobiça de poder. Na falta de estadistas sérios, empenhados na melhora das condições gerais de vida no planeta e no bom preparo das novas gerações para a vida, o Estado cai na mão dos corruptos que arruínam tudo, ou na dos tiranos que acabam com a liberdade e a força de vontade da nação, e tudo vai estagnando pela falta do movimento voltado para o bem geral, para um viver sadio e alegre, em atividades construtivas e beneficiadoras.

Uma questão que tem mobilizado a opinião publica é a aprovação do fundo eleitoral elevado pelo Congresso para R$5,7 bilhões para financiamento da campanha eleitoral de 2022. Seria isso a busca de compensação pelas perdas havidas com o crescente cerceamento de negociatas nos ministérios e nas estatais? Se o governo vai fechando as torneiras do dinheiro fácil na administração do país, logo surgem outras de larga vazão do dinheiro público, para benefício da casta que se aboleta no poder para obter o máximo de vantagens, deixando de cumprir seu dever para com o Brasil e sua população.

A natureza é o mais belo presente que a humanidade recebeu. Dela obtém-se a água que a tudo sustenta e os alimentos para conservação do nosso corpo. Com inteligência e capacidade de transformação, conseguimos grandes avanços, mas a um custo muito grande para o planeta. A forma como exploramos as riquezas naturais, a falta de consideração para com o semelhante, e a quantidade de lixo que geramos chegaram a um limite perigoso, ameaçando não apenas as várias espécies animais e vegetais, como também a nossa própria sobrevivência. Os homens no poder e a humanidade em geral têm subestimado a força da natureza, julgando-se superiores, sem atentarem para as leis naturais.

A natureza está enviando seus recados em forma de catástrofes. De todas as formas chegam os sinais de que o viver na Terra seguiu por caminhos errados. Acontecimentos drásticos apontam para a necessidade de reconhecimento e mudanças. As leis naturais ou leis cósmicas do Criador, que a tudo regem, trazem de volta a colheita do uso do livre-arbítrio e dos talentos inerentes ao espírito humano, destinados ao aprimoramento da espécie humana. São o balanço contábil; a verificação do resultado das ações, e assim, naturalmente, as leis do Criador recebem um reforço, e tudo vai acontecendo cada vez mais aceleradamente.

O espírito foi encaminhado para a matéria grosseira para reconhecer a sua origem e se tornar forte, mas tinha de domesticar a vontade egocêntrica que se forma em seu cérebro, pois se não fizer isso se torna fraco e dominado, cego e surdo, para que não procure seriamente a Verdade e o reconhecimento do Criador e suas leis e, fatalmente, caminhará para ruína por vontade própria em vez de alcançar um viver abençoado.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

BARRAR O NEGATIVISMO

O que está se passando no Brasil e no mundo que ninguém se entende mais? Ao se sentir ameaçado em seus interesses, os tiranos manifestam sua maldade e sua forma desleal de agir. Como explica o estrategista Pedro Baños, “o objetivo é motivar a população através das emoções, produzindo uma montagem teatral que derruba as defesas mentais, formando, através de uma história ambígua que mistura realidade e ficção, um cenário que promova a aglutinação e união da massa para que seja conduzida ao ódio mais exacerbado que mobilizará contra o oponente, visando prejudicá-lo e obter vantagens significativas através desse tipo de ações apoiadas pela guerra psicológica e a manipulação das comunicações de massa.”

A espécie humana é a única que ainda não deu certo como se evidencia no baixo nível das condições gerais de vida para a grande maioria; no entanto, existem poucas pesquisas sobre as causas desse fenômeno; ao invés de se fazer um movimento coeso para encontrar a explicação e a solução, os pesquisadores querem desenvolver o novo ser humano através de interferências diretas e indiretas no cérebro, mas com isso seguem caminhos que se distanciam do processo natural de desenvolvimento da vida.

Observa-se que todas as cidades, mesmo as mais bem administradas, estão sujeitas às consequências de chuvas fortes fora do padrão, assim como temperaturas elevadas e crise hídrica. Fala-se sobre o grande reset que daria uma guinada em tudo o que foi feito até agora. A chegada da pandemia em 2020 mexeu com tudo, mas muitas pessoas permanecem no mesmo marasmo, num viver sem propósitos enobrecedores. Falta sinceridade e seriedade. A humanidade se encontra diante de futuro incerto e obscuro, mas as justas intervenções do Divinal estão reforçadas.

A todo momento somos despertados para as desgraças que se avolumam. Muitas pessoas se deixam arrastar para o negativismo sem que se contraponha uma luz de esperança que desperte a capacidade de resistir e se sobrepor ao caos; olhamos pouco para as coisas boas e melhores possibilidades, e permanecemos presos a situações menores. É muito importante utilizar os bons pensamentos e palavras para bloquear a corrente negativa que a tudo invade.

No Brasil, a população está dividida em três grupos: os endinheirados temerosos de perder as mordomias; os deslumbrados, com o circo e utopias e que não examinam o que é impingido; e os que tomaram consciência da desfaçatez vigente no poder que há décadas só cuida dos interesses próprios, deixando o país endividado e sem rumo. Agora há também os que querem a volta da desfaçatez daqueles que são contra o país e o progresso de sua população.

Com tantos recursos naturais o Brasil chegou à situação lamentável, e tem de se afastar da rota de declínio e ignorância; para isso se fazem necessárias seriedade e perseverança de todos que querem o bem. No país há 513 deputados federais, 81 senadores e elevado custo. Até hoje pouco fizeram pelo bem do país e sua população!

O ministro Paulo Guedes se reuniu com empresários que exercem grande influência no PIB do país; o importante é que se unam em torno de objetivos nobres, sem incorrer em perdas. A carga tributária está abusiva. Pessoas fogem da França e outros países por causa do imposto, que lamentavelmente sustenta uma estrutura ineficiente e grande parte se destina para juros e resgate de dívidas. Esses homens do poder têm de pensar também que enriqueceram no Brasil com os recursos naturais e com os trabalhadores e o mercado consumidor. Lei da vida é a reciprocidade, quem só quer receber se torna um pária sem valor.

A época exige trabalho de equipe, desprendimento, humildade e reflexão intuitiva individual. Com simplicidade, a equipe caminha. O individualismo é uma prática persistente. Quando a pessoa quer dominar e obter a glória para si, ela fragmenta a equipe, faz sabotagem, não comunica. As correntes do negativismo têm de ser travadas. Falta uma ação integrada e coesa para o bem geral. Falta o desenvolvimento dos atributos humanos: generosidade, lealdade, consideração, seriedade, bom senso, pensar com clareza. Falta o empenho no preparo da população para levar a vida com toda a seriedade, tudo engrenado. Importa o alvo a ser alcançado, o grande alvo da finalidade da vida.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

SEJA POSITIVO E REALIZADOR

Um pessimista frequentemente pergunta: “Você acha que isso vai dar certo? Será que vamos conseguir?” Muitas pessoas tendem a colocar empecilhos e ver dificuldades em tudo, demonstrando, assim, incapacidade para perceber a força das Leis da Criação e de confiar na Justiça inquebrantável. Pessoas negativas sempre trazem um pessimismo desanimador. Muitas vezes nos deixamos levar pelo negativismo que paira no ar e não olhamos para as coisas boas e as grandes possibilidades, e ficamos travados em ninharias negativas. É muito importante pensarmos e falarmos visando bloquear a corrente negativa que a tudo invade.

Poucas pessoas são gratas pelas coisas que receberam, mas, mesmo assim, não vacilam em se queixarem, atraindo sofrimentos causados por elas mesmas, por seu modo errado de viver. A vida não é uma fatalidade. Sempre temos a possibilidade da escolha, mas temos de fortalecer o bom querer. Protestar e se manifestar parece correto neste mundo onde pouca atenção foi dada ao desenvolvimento de condições que possibilitem a melhoria continuada da qualidade humana.

Quem explica a causa da violência e agressividade? Pouco se sabe sobre o significado da vida e sua finalidade, tampouco se nota esforço para compreender isso; vai daí que aumentam os conflitos. Com sua indolência e ignorância sobre o significado da vida, as pessoas perdem o vigor e a força de vontade do querer íntimo. O que está acontecendo com a espécie humana que está modificando o seu padrão natural?

As máfias, com suas mãos de ferro, já causaram muitos danos visando lucros com tráfico de drogas e de pessoas escravizadas de ambos os sexos. A história oferece muitos exemplos de atividades predatórias. Na China, mandavam os mandarins que dominavam o imperador e o povo que vivia em precárias condições e com pouco arroz. Lao-Tse, mestre espiritualista, se tornou um colaborador do imperador How-Tchou com o propósito de elevar as condições gerais e prestar esclarecimentos espirituais sobre a vida. Iniciou a construção da muralha e a produção de porcelana. Os poderosos não gostaram dessa intervenção. Confúcio (Com-fu-tse) também se opunha e se associava aos poderosos que visavam a destruição de Lao-Tse e do imperador.

Enquanto Lao-Tse transmitia ensinamentos voltados para o bem, Confúcio, qual Machiavel, trabalhava para conservar o poder nas mãos dos mandarins. Assim como tantos povos, a China também não deu guarida ao mestre, da mesma forma como aconteceu com outros profetas em outras regiões. Segundo Mao-Tse-Tung, o poder nasce da ponta do cano de um fuzil.

Há no ocidente muitos debates em torno do tamanho do Estado, mas quanto mais aumentou, mais improdutivo e deficitário se tornou, pois ali se reúnem indivíduos que querem o poder e as benesses, mas poucos estão dispostos a dar contribuições para o bem geral. Como não conseguem espaço na iniciativa privada, correm para se abrigar no cobertor do Estado. Faltam estadistas, faltam seres humanos de bem, conscientes de sua responsabilidade de promover a continuada melhora das condições gerais de vida para que o viver na Terra seja profícuo e proveitoso, em paz e felicidade; nessas condições não há necessidade do agigantamento do Estado.

Os homens inventaram o dinheiro, mas ainda não foi encontrada a maneira certa de lidar com ele, com a sua multiplicação e com o controle das contas públicas e pessoais. É tudo festa até chegarem as cobranças. O dinheiro deveria ser um meio auxiliar do progresso, mas foi transformado em meio de dominação, fonte de poder, arrogância e especulação para bem de uns e miséria de muitos. O comunismo não havia percebido isso com nitidez ao querer que o Estado fosse o detentor da capacidade produtiva, mas os sucessores de Mao encontraram uma fórmula especial de fazer dinheiro através do Capitalismo de Estado que conduziu a China à posição de segunda potência.

As novas gerações precisam de ensino proveitoso e motivador para que sintam a importância do aprendizado e sejam responsáveis. A evasão escolar espelha o duplo problema: ensino inadequado no conteúdo e forma, e despreparo das crianças com deficiências que procedem da vida familiar. Muitas pessoas perguntam: “por que a minha vida não vai para frente?” Mas é a pessoa que tem de se movimentar e caminhar para frente com firmeza e responsabilidade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

FUTURO OBSCURO E INCERTO

No início do século 20, as indústrias florescentes da Inglaterra, França e Alemanha travavam uma guerra econômica pela conquista dos mercados, acabando por gerar duas guerras mundiais. Ao final dos conflitos, os Estados Unidos e a Rússia emergiram enquanto a Europa e o Japão se quedavam derrotados. A partir do final dos anos 1970, os EUA adentravam no chamado neoliberalismo que reduzia a influência do Estado e, dando primazia ao controle do dinheiro, rentismo e ganhos financeiros, ampliaram a ânsia por ganhos imediatos, colocando a produção fabril de lado. Mas com o passar dos anos, as crises financeiras foram surgindo.

Nos anos 1980, a China, com seu partido único e autoritário, dava início ao aproveitamento de sua mão de obra barata para produzir manufaturas em larga escala para exportação com preços arrebatadores. Os empresários acharam que transferir a produção industrial para a China era uma boa oportunidade de obter ganhos, mas os empregos foram junto e a classe média foi decaindo.

As oportunidades de trabalho estão encolhendo. Os EUA estão encalacrados na dívida e no balanço do FED. Canadá está chamando, precisa examinar que oportunidades oferece. Europa sem turismo está devagar. A China quer produzir mais. O Brasil foi empurrado para a beira do abismo porque faltou preparo para a vida. Tudo interrelacionado com a globalização econômico-financeira. É preciso ter o diagnóstico certo para encontrar as soluções. A economia fica subordinada aos interesses de ganhos da classe empresarial, ou à geopolítica daqueles que dirigem o Estado.

Com a eleição de Trump, surgiu a percepção de que o caminho adotado pelos antecessores gerou uma forte dependência e, como consequência, teve início a guerra comercial. Biden vai seguindo na mesma política de recuperar o espaço perdido na produção e na competitividade. A pandemia agravou ainda mais a crise econômica do ocidente. O endividamento dos países alcançou montantes inéditos. Enquanto o ocidente fica se digladiando internamente por ninharias, China e Rússia vão consolidando posições na economia global. A humanidade inquieta pressente que está se formando um futuro obscuro e incerto.

A desigualdade econômica espalha-se pelo globo, evidenciando o declínio da espécie humana; porém raramente se vai às causas, às origens da miséria, da falta de preparo para a vida, da pandemia 2020, da má utilização pelo ser humano do seu livre arbítrio, manipulado de fora pela ausência da voz intuitiva – a consciência interior que se deixou arrastar aos abismos da indolência espiritual e dos pendores baixos. Sempre cabe ao indivíduo bem-preparado para a vida examinar o seu querer interior e ter a liberdade de decidir, com responsabilidade perante os direitos do próximo.

O planeta está em reboliço econômico e climático. Diariamente são necessários cerca de sete bilhões de quilos de comida para a população, mas a tendência é de insegurança alimentar, o que exige todos os cuidados com as condições naturais da produção de alimentos, com a preservação das matas, água e solo. A economia foi para o fundo do poço. Na América Latina há mais de 28 milhões de desempregados. Estados Unidos emite. O Brasil sempre tem optado por aumentar a dívida. Em ambos os casos aumenta o dinheiro em circulação e inflação, mas na dívida há juros que recaem sobre a população. A grande questão é: para onde vai o dinheiro, seja da emissão ou do empréstimo? Cada país precisa ter um mínimo de produção, empregos e consumo. O aumento na taxa de juros tem de ser criterioso para que o remédio não debilite o paciente ainda mais.

Surgem rupturas porque tudo que desenvolvemos através da civilização e da tecnologia atingiu limites críticos, sem ter produzido melhoras no ambiente em que vivemos e na psique humana, encontrando-se agora a humanidade diante de uma séria crise econômico-social e ambiental sem descortinar um caminho por onde escapar dessa trajetória embrutecedora. Temos de aproveitar as coisas boas que foram conquistadas, extirpando as distorções que provocaram o caos no meio ambiente e nas finanças.

Ao longo dos séculos, não construímos um viver decente. Faltam estadistas sábios e um bom sistema de governo que não acabe com as liberdades das pessoas, e atue decisivamente para o bom preparo da população e combate à miséria criada pela cobiça e indolência.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

A TERRA E A ECONOMIA

A meta da construção da Terra era dotar o planeta de todas as condições para acolher a vida humana com sustentabilidade. Cabia aos humanos e seus governantes compreenderem exatamente como a natureza funciona em sua automaticidade. Movidos pela cobiça de poder, os homens descuidaram disso, improvisaram, inventaram, contornaram, mas os efeitos não se fizeram por esperar, e o planeta apresenta terríveis sinais de deterioração causada pela espécie que abrigou para evoluir.

Todos os seres humanos têm de ouvir a intuição, pois se seguirem o caminho simples e natural da vida perceberão que são frutos espirituais da Criação, eternos aprendizes. As pessoas estão abdicando de suas capacitações de examinar, ponderar, refletir de forma intuitiva, o que permite a ampliação e dominação da manipulação de fora, agora facilitada pelos novos recursos tecnológicos. Há uma guerra nas comunicações com informações e desinformações, muitas vezes as pessoas são induzidas a acolher um conteúdo bem formulado, sem atentar para o significado corrosivo da comunicação.

Estamos vivendo um momento muito delicado; tudo está oscilando, da economia à sociedade; das alterações climáticas ao equilíbrio psicoemocional. Temos de compreender o que viemos fazer neste planeta acolhedor, o qual abusado e menosprezado, apresenta, como consequência de nossos desatinos, catástrofes naturais e hostilidade à vida humana.

Num mundo dominado pelo dinheiro, corrupção e mentiras, a humanidade tem enfrentado muitas crises econômico-financeiras, a maior foi a de 1929 que afetou todos os países. Mas, uma nova crise está sempre presente no radar econômico. A economia se apresentava engasgada. Com a chegada da pandemia global tudo parou.

O enfrentamento da dívida externa dos anos 1980 gerou a hiperinflação; mesmo assim o Brasil empregava e produzia manufaturas. Os economistas inventaram a âncora cambial e os juros altos para atrair dólares. O ganho com importados baratos gerou perdas, exportando empregos e atrasando a técnica de fabricação. O ocidente está enfrentando a crise do monetarismo que fez tudo girar em torno do controle do dinheiro e rentismo, fechando fábricas. A China, com reserva elevada, e planejamento centralizado, prossegue ampliando a fábrica mundial e sua influência na economia tornando difícil a recuperação da competitividade do ocidente. A economia mundial desequilibrada tende à ruptura, ampliando as tensões geopolíticas, e mesmo governantes bem intencionados nada conseguem fazer.

A polarização internacional está criada. A diplomacia vai trocando as luvas de pelica pelas de Box. Os habitantes da Terra precisam de sete bilhões de quilos de comida por dia. O Brasil se torna parte fundamental no jogo geopolítico, mas é preciso que haja seriedade dos governantes para não entregar tudo de bandeja, visando seus próprios interesses como sempre têm feito. A situação já tensa poderá se agravar se chegarem a trocar as luvas de Box por algo mais pesado.

A crise hídrica já é ameaça global. Na maior parte do mundo a demanda vai superar a disponibilidade. Essa notícia aumenta a indignação com a displicência da população e seus governantes. Água é vida. Há dez anos o entorno da Grande São Paulo já estava seriamente comprometido com ocupações irregulares com moradias precárias, em regiões com mata, sem que as autoridades e a imprensa tivessem feito uma campanha para impedir ou reduzir o impacto nas regiões urbanas. Nada foi feito, nem orientação da assistência social, nem planejamento, nada, um horror que alcança rodoanel e demais rodovias. Núcleos onde a família se degrada, a violência e a droga se instalam, e nada mais se faz.

A questão da umidade do ar tem sido menosprezada há séculos, desde o início da industrialização na Inglaterra. Os cientistas pouco se ocuparam com as leis da natureza achando que podiam tudo. A população mantinha algum respeito intuitivo à natureza, mas tudo foi sendo extirpado na medida em que o materialismo assumia o controle da vida deixando o espiritual para trás. Agora a natureza vai mostrando a sua força e as consequências dos mecanismos destruídos.

A riqueza real provém unicamente da natureza, a grande crise virá quando a natureza se negar a continuar ofertando as benesses que asseguram a continuidade da vida. A crise não será contornável nem pelo dinheiro nem pela força; dependerá apenas da situação íntima de cada ser humano frente às, até hoje pouco compreendidas, Leis da Criação.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

UMA NOVA ECONOMIA

Uma nova economia, com a centralização das decisões pelo Estado forte, planejando e controlando tudo, entrou em competição com o livre mercado sob a influência do poder econômico e político, onde a população tem sido submetida a um processo que a mantém acomodada; todavia havia empregos de mais qualidade com menos luta pela sobrevivência. O objetivo é produzir e vender grandes lotes com pequenas margens de lucro, mas que representam montante significativo devido às quantidades e preços imbatíveis. Esperemos que isso não venha a sufocar as capacitações e iniciativas dos indivíduos. Qual será o futuro desses dois sistemas que oferecem riscos e vantagens para uns e outros, mas que pegou o ocidente despreparado e que agora está sem rumo? A economia tem de se tornar simples e natural, com equilíbrio, ou a precarização poderá avançar.

No ocidente, movimenta-se muito dinheiro, mas não há muitas fábricas produzindo e requerendo financiamento de capital de giro, então o capital vai para as bolsas de valores, sem resultar na criação de novos empregos. Investimentos em infraestrutura são necessários, mas não geram exportações. No Brasil, a desestruturação da economia, que já vem cambaleando há décadas, será altamente danosa, trazendo ao país o risco de entrar em nova estagnação.

A individualidade e a diversidade dos povos são naturais, no entanto tais diferenças favorecem o progresso, observando as leis da natureza que são uniformes para todos os povos e, em sendo respeitadas, favorecem o entendimento e a paz. Com os recursos ofertados pela natureza, a vida no planeta não deveria apresentar tanta miséria, desde que os seres humanos seguissem as leis naturais da Criação. Porém, o viver foi se tornando cada vez mais áspero, surgindo a luta e a astúcia para a sobrevivência.

Pessoas que decaíram muito na estrada da vida, sejam ricas ou pobres, têm dificuldades para sair do nível em que se encontram por não quererem reconhecer que a causa do declínio está nelas mesmas. Os seres humanos, dominados pela cobiça, se tornaram desconfiados e estranhos uns aos outros. Raramente notamos entre os indivíduos e os povos um gesto de sincera cordialidade e consideração; faltam as palavras amistosas tão frequentes em épocas passadas.

A irregularidade nas chuvas começa a preocupar com a diminuição do nível dos reservatórios. O mundo esteve, durante séculos, olhando só para o dinheiro, esquecendo tudo o mais, deixando em segundo plano a riqueza que nos é dada pela natureza como o ar e a água, fora todas as outras benesses. Mas agora estamos no limiar em que a sociedade estará sujeita a crises de todas as espécies que ocorrerão com frequência daqui em diante. Ou seja, eventos que porão em evidência a estupidez dos homens em relação à própria vida e à sustentabilidade do planeta. Cada país terá de se dedicar intensamente na recuperação em seus limites, cuidando de seu povo e sua cultura; no entanto, tirar vantagens de outros povos e nações tem de ser banido para que haja paz e progresso.

Se quisermos um mundo melhor, em continuado progresso, é preciso acabar com a luta por riqueza, poder e dominação, e a geopolítica travada pelos poderosos contra a grande massa. Não há equilíbrio. Prevalece produzir onde o custo seja o mais baixo, para vender aos que ainda podem pagar. O poder e os ganhos são disputados pelos graúdos, enquanto a miséria vai aumentando. Necessitamos de uma economia sem os atuais gritantes desequilíbrios. Não basta simples parceria; é preciso que haja progresso e ganhos mútuos.

A pandemia parou a economia em 2020. Nada de tão grave ocorria na economia desde 1929. Se tudo está parado, não há renda; sem renda fica difícil sustentar empreendimentos deficitários. Enfim, pouco podemos fazer e decidir enquanto a economia não entrar no ritmo. Até lá temos de prosseguir do melhor jeito que pudermos, sem ficar ruminando descontentamento e insatisfação com as atuais condições de vida para não criarmos desarmonias ao nosso redor.

Mostrar gratidão pelo dom da vida com espontânea alegria da alma gera harmonia em nosso entorno. Não podemos descuidar da vigilância, mas permanecer atentos, descortinando o momento com as suas imposições e oportunidades. O bom é alegrar-se com a vida em vez de ficar cismando sobre as ninharias.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

GERAÇÃO VIDEOGAME

No passado, as pessoas tinham solidariedade, todas juntas, se ajudando, movidas pelo sentimento intuitivo, buscando o progresso e a felicidade. Nas empresas, os profissionais agiam como uma equipe na busca de atingir metas. Nas nações, as populações agiam como um grupo coeso, buscando a paz e o progresso. Liberdade com responsabilidade. Agora tudo mudou. Está tudo fragmentado. A vida e tudo o mais vai seguindo como se fosse um videogame. Cada um por si, perseguindo o escore, sem olhar para o sofrimento do outro. O ser humano perdeu o saber sobre o significado da vida e sua finalidade.

O bom preparo para a vida requer o convívio com a natureza, sua beleza e lógica expressas em suas leis. Os seres humanos têm de se dedicar ao aprimoramento da espécie como meta fundamental. Necessitamos ter confiança na sabedoria da Luz, força para resistir e coragem para prosseguir. Para o aprendizado em geral, escrever uma informação à mão permite lembrar-se dela, mais do que se tivesse sido apenas digitada. A escrita manual demanda mais esforço e concentração do cérebro, favorecendo o processo de aprendizagem; isso porque o processo da escrita manual pressiona o cérebro da intuição, o cerebelo, para que com sua visão ampla conduza o raciocínio.

A América Latina, com seus estados-nação tardiamente formados, mais se assemelhou a uma terra estagnada, freada em seu desenvolvimento. A população não recebeu estímulos para ampliar a educação e o autoaprimoramento, e aos poucos foi se deixando emburrecer e perder o discernimento. A classe política, predisposta à corrupção e entreguismo, buscou vantagens pessoais. A falta de bom preparo das novas gerações e política econômica adequada para gerar produção, empregos e renda, resultou em cerca de 30 milhões de desempregados.

Faltam metas de progresso, seriedade e bom preparo da população. É vergonhosa a precariedade das condições de vida em muitas cidades, geridas por incompetentes que estouram as contas e só pensam em seus interesses. Qual será o futuro do Brasil e do mundo?

O Brasil, transformado em república em 1889 por um grupo despreparado, ainda não conseguiu se tornar uma nação firme, de fibra, com população bem-preparada. O país chegou à beira do abismo da ingovernabilidade. A população está faminta de ordem e progresso. Se não houver vontade sincera da população e dos poderes de construir um país de fato, permaneceremos como projeto irrealizável de nação, que tende a decair e ser espoliada, isto é, acabaremos sendo esbulhados nas riquezas que a natureza nos concedeu.

Em vez desenvolver os talentos recebidos, a humanidade permanece displicente diante das leis naturais da Criação, só cuidando seriamente do corpo nos momentos de risco. Mauro Luiz de Britto Ribeiro, presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), disse sobre a misteriosa doença de origem desconhecida: “Infelizmente, até o momento, sabe-se muito pouco sobre a Covid-19. Os avanços científicos registrados foram para pacientes em UTI em que a intubação tardia, a posição prona (de bruços) e o uso de corticoides e anticoagulantes diminuíram as mortes. É assustador notar que todas as medidas de prevenção, até agora, parecem ter impacto reduzido na disseminação dessa doença.”

Imagine uma pessoa intuitiva trabalhando em Brasília. No mundo áspero, dominado pelos homens subjugados pelo intelecto frio e calculista, os seres humanos intuitivos que ainda pressentem a existência do espírito são postos de lado por aqueles que se tornaram mestres na arte de auferir vantagens para satisfazer seus desejos e cobiças, indiferentes ao sofrimento que causam, mesmo que com isso estejam semeando a própria ruína.

O ser humano se encontra na Terra há milênios. Inicialmente tinha uma existência próxima à natureza, a qual ia compreendendo e respeitando com sua intuição, percebendo claramente como dependia dela. Na medida em que foi desenvolvendo seu o cérebro do raciocínio passou a se julgar superior e a desafiar as leis da natureza; a partir daí o planeta Terra e a vida entraram em risco com os inúmeros desatinos que passaram a influenciar todos os mecanismos naturais de sustentabilidade. Mas a arrogância intelectiva prevalece. Os seres humanos têm de receber, desde cedo, esclarecimentos certos sobre o significado da vida e fortalecer o cérebro da intuição, o cerebelo, ou cairão no conceito falso de que a vida não passa de um videogame.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

A LEI DO MOVIMENTO CERTO

A realidade tem grande mobilidade, isto é, nada fica parado, tudo segue a lei do movimento, exigindo adaptação. No pós-guerra, os Estados Unidos consolidaram uma posição hegemônica. A Rússia comunista ingressou numa nova forma de governo com Putin visando aproveitar os recursos existentes através de negociações com os países da Europa e outros, centralizando as finanças do Estado. A China abandonou as teorias comunistas e criou uma grande economia empresarial, o capitalismo de Estado, gerido pelo partido comunista e seus dirigentes com mão de ferro visando obter superávits na balança comercial, acumular grande reserva, aproveitar-se das oportunidades econômicas para ganhos e aumento de influência, e só então começou a desenvolver o seu grande mercado interno.

Enquanto isso, os Estados Unidos permanecem carregando a inchada máquina administrativa, na qual se pendura a classe política voltada para conservar o poder hegemônico e seus privilégios, incapaz de seguir a lei do movimento para manter a agilidade da nação. Ocorre o mesmo na maioria dos países ocidentais, inclusive no Brasil, onde tudo se agrava com a displicência e corrupção generalizada. A China se aproveitou desse vacilo, ampliando a produção e utilizando-se da mão obra disponível, de baixo custo.

O capitalismo de livre mercado está agonizando. Os governos democráticos se encontram engessados pelos demais poderes e pelos lobbies políticos. O comunismo não existe mais, foi substituído por um regime forte e autoritário que a partir das finanças controla tudo, mantendo a população submissa, eliminando qualquer oposição aos detentores do poder. A governança não evoluiu.

Emitir dinheiro para um país com moeda conversível é privilégio que possibilita aquisições valiosas e lucrativas em qualquer região. O Brasil emitiu muito para pagar a dívida externa e cobrir déficits monumentais decorrentes da forma displicente da classe política. Argentina seguiu o mesmo caminho. Venezuela, nem há o que falar. Agora os Estados Unidos querem embarcar na política de emitir para manter a economia girando, mas se não houver produção geradora de ganhos, esse caminho dará no mesmo em que caiu a América Latina: nos déficits. O déficit interno e o externo conduzem os países a um buraco fundo, difícil de sair, mas muitos se habituaram a obter vantagens pessoais com essa política suicida, deixando o país e sua população ao abandono, suportando as consequências.

Essa é a trajetória comum da humanidade, seguida por muitos povos, como egípcios, gregos, romanos, ingleses, alemães, norte-americanos. Ocorre um grande desenvolvimento e expansão, seguido de um comodismo levando ao declínio e ruptura. Os Estados Unidos conseguirão manter o padrão de vida no pós-guerra, ou cederá lugar para a China, ou ambos conseguirão uma coexistência dividindo o poder?

Muitos efeitos negativos decorrem da falta do adequado manejo do dinheiro para o bem geral. Há os grandes controladores do dinheiro, os governos, os empresários, e aqueles que circulam pelo mercado financeiro visando ganhos, cada qual olhando só para o ângulo de seu interesse. As decisões monetárias por si dão um resultado imediato, mas ao longo do tempo a situação real aparece. Sem produção, empregos, renda, e preparo para a vida, tudo se torna paliativo, ilusório, como mostraram as catástrofes econômico-monetárias pela América Latina, Ásia e Europa. Será os Estados Unidos a bola da vez?

Desde 1889, uma casta ruim se manteve no poder no Brasil tirando proveitos, e agora estão irritados com as restrições que estão sentindo com governo voltado para o progresso do país. Tirando ações de Getúlio e Juscelino, e algumas obras dos militares, nada há de bom para apontar nessas gestões fatídicas que levaram o Brasil à beira do abismo.

Cientistas sinceros alertam, mas poucas pessoas querem ver. Os problemas gerais estão em todos os lados, seja no Rio de Janeiro, na África, ou qualquer outro lugar. Em vez de ficar inquietando, a imprensa, os cientistas e os congressistas deveriam pesquisar as causas da decadência geral e propor soluções para humanizar a vida.

Isso sempre acontece porque a humanidade não buscou desenvolver uma existência compatível com as leis da Criação, querendo ela mesma estabelecer as leis da vida, sem quer reconhecer que esse caminho tem sido funesto e provocado muitos desequilíbrios onde tudo deveria funcionar de forma engrenada, impulsionando o progresso, prosseguindo no movimento certo de forma consciente, em continuada evolução.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

TERRA, PLANETA MARAVILHOSO

O maravilhoso Planeta Terra, um raro planeta criado com ar, água e florestas, para acolher os seres humanos para que pudessem evoluir e dar a sua contribuição espiritual para beneficiá-lo, dando-lhe beleza de maneira continuada. Tudo é natureza enteálica; é dela que provém os materiais que formam o corpo humano. Mas os hóspedes sufocaram a naturalidade e estão destruindo a hospedeira Terra que os acolheu carinhosamente. Pouco se esforçaram para reconhecer e respeitar as leis naturais da Criação. O ar está empesteado de medo, ódio, inveja e cobiça, em vez de amor, consideração.

A energia renovadora do Criador desce para os seres humanos que estão combalidos com as lutas terrenas e pensamentos confusos, se estiverem sintonizados com sinceridade e humildade. Reconhecer a si mesmo. Parar de achar que o outro é o culpado. Bom momento para se desfazer dos erros. “Fazei a paz entre vós”. Conservai puro o foco dos pensamentos para alcançar a paz e a felicidade.

O destino é o resultado da atuação da Lei da Reciprocidade, que atua em consequência de nossos sentimentos intuitivos, pensamentos e ações. A força que perflui e vivifica tudo poderá acarretar o bem ou o mal conforme o querer, a livre resolução do ser humano, que pode ser beneficiadora ou destrutiva. O que o ser humano semeia, isso ele colherá!

O homem descobriu o intelecto e sufocou a intuição, a voz da consciência, única apta a contribuir para a visão correta. O cérebro entrou em desequilíbrio com a ênfase dada no desenvolvimento da parte frontal, mas a parte posterior, o cerebelo, não acompanhou. Ouvindo apenas o intelecto, o ser humano fica sujeito às manipulações externas, o que não aconteceria se contasse com a possibilidade natural de refletir intuitivamente. É preciso irradiar a alegria intuída para que o cérebro não irradie descontentamento.

A educação deveria dar segurança, mas as novas gerações estão se tornando inseguras e precoces. Falta-lhes o conceito de que tudo na vida requer equilíbrio, seja nas galáxias ou na economia, assim como no dar e receber. Tudo no universo depende do equilíbrio. O descontentamento torna-se revolta sempre que faltar o equilíbrio certo. O ser humano tem de ser grato e retribuir tudo que recebe. Compreender isso faz parte do bom preparo para a vida.

As complexas operações financeiras fogem da economia real. Não é à toa que esteja previsto aumento da pobreza no mundo. Inflação, juros, commodities, tudo vai apertando na direção de custar mais. Até parece conspiração. Atualmente há um desequilíbrio geral. Eclodiu a guerra comercial, recomendando a compra de produtos nacionais, proteger, tributar e retaliar.

Há no ocidente uma tendência para o aumento da presença do Estado, mas no capitalismo de Estado, com decisões centralizadas, não ocorre pressão do legislativo ou judiciário. A China tem superávit comercial, os outros têm de emitir, se endividar, ou vender ativos. Mais à frente haverá disputa pelo controle da moeda padrão mundial. Isso tudo vai interferir na liberdade democrática e na qualidade humana dos terráqueos.

A Luz da Verdade veio para a Terra, mas foi recebida com escárnio. Instalou-se a Segunda Grande Guerra Mundial, com milhões de mortes e miséria. Passada a guerra, houve para a humanidade um período de graça para que se buscasse sinceramente o significado da vida e viver de acordo com as leis do Criador. Na proximidade dos anos 1980 fechou-se essa abertura sem que a massa tivesse ousado despertar da indolência do pão e circo. No palco do juízo final, a humanidade permanece vivendo na indolência, alheia à agenda regida pelas leis da Criação que estão cobrando cada ação dos seres humanos com rigor incorruptível.

As leis universais da Criação são eternas e de ampla abrangência, na Terra e fora dela, e podem ser observadas na física, na química, na biologia. Todos os inventos e descobertas refletem a uniformidade dessas leis de suma importância para pesquisadores e inventores. O ser humano desrespeitou as leis naturais da Criação, caminhou pelas trevas, mas agora tem de achar o caminho de volta para a Luz e a Verdade, pondo em prática o reconhecimento e a estreita cooperação com as leis da Criação, construindo e beneficiando tudo para alcançar o bem geral e evoluir em paz e alegria.

O fundamental é que os indivíduos sejam fortes e bem-preparados para a vida, querendo praticar somente o bem, mediante o uso das faculdades que o Criador lhes concedeu; dessa forma, tudo caminhará no bom sentido. Sabedoria e Alegria! Vídeos especiais, deem uma olhada. https://www.youtube.com/channel/UCLwq5LwUg96KJ5rxVnt_Cdw/videos

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br