TRECHOS DA FALA DO PRESIDENTE DOS EUA, DONALD TRUMP NA ONU

Destaque para frases mais significativas nesta fase sombria da humanidade distante da Luz da Verdade.

United States President Donald Trump speaks during the United Nations General Assembly at U.N. headquarters, Tuesday, Sept. 19, 2017.

Senhor secretário-geral, senhor presidente, líderes mundiais e distintos delegados: bem-vindos a Nova York. É uma honra profunda estar aqui em minha cidade natal como representante do povo americano e me dirigir às pessoas do mundo.

Durante muito tempo, o povo americano foi informado de que gigantescos negócios comerciais multinacionais, tribunais internacionais irresponsáveis e poderosas burocracias globais eram a melhor maneira de promover seu sucesso. Mas à medida que essas promessas se esvaíam, milhões de empregos e milhares de fábricas desapareciam. Outros manipulavam o sistema e rompiam as regras. E nossa grande classe média, outrora a base da prosperidade americana, era esquecida e deixada para trás, mas não está mais esquecida e nunca mais será esquecida.

Se quisermos abraçar as oportunidades do futuro e superar os perigos presentes juntos, não pode haver substituto para nações fortes, soberanas e independentes – nações enraizadas em suas histórias e investidas em seus destinos; nações que procuram aliados para forjar amizade, não inimigos para conquistar; e o mais importante de tudo, nações que abrigam patriotas, homens e mulheres que estão dispostos a se sacrificar por seus países, seus concidadãos e por tudo o que há de melhor no espírito humano.

Hoje, se não investimos nossos corações e nossas mentes em nossas nações, se não construirmos famílias fortes, comunidades seguras e sociedades saudáveis para nós mesmos, ninguém pode fazer isso por nós.

Não podemos esperar por outra pessoa, por países distantes ou burocratas distantes – não podemos fazê-lo. Devemos resolver nossos problemas, construir nossa prosperidade, garantir nosso futuro, ou seremos vulneráveis à decadência, à dominação e à derrota.

A verdadeira questão para a ONU hoje, para as pessoas de todo o mundo que esperam uma vida melhor para si e para seus filhos, é básica: Ainda somos patriotas? Nós amamos nossas nações o suficiente para proteger sua soberania e assumir as rédeas de seu futuro? Nós as reverenciamos o suficiente para defender seus interesses, preservar suas culturas e garantir um mundo pacífico para seus cidadãos?

Agora, estamos invocando um grande despertar das nações, o renascimento de seu espírito, seu orgulho, seu povo e seu patriotismo.

A história está nos perguntando se estamos à altura da tarefa. Nossa resposta será uma renovação da vontade, uma redescoberta da determinação e um renascimento da devoção. Precisamos derrotar os inimigos da humanidade e desbloquear o potencial da própria vida.

Obrigado. Que Deus os abençoe. Que Deus abençoe as nações do mundo. E que Deus abençoe os Estados Unidos da América. Muito obrigado.

O discurso na íntegra se acha disponível em:
https://br.usembassy.gov/pt/pronunciamento-presidente-trump-na-72a-sessao-da-assembleia-geral-nacoes-unidas/

O QUE SERÁ 2019?

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

A desordem econômica é mundial. Bolsas valorizam, consumo cai. O Brasil exporta minério de ferro e importa aço. Como vão ficar os países que perderam o rumo no desenvolvimento pleno pela falta de estadistas sábios? A indústria no Brasil não logrou alcançar economia de escala essencial para o aumento da produtividade e redução de custo; afora isso, após os anos 1980 não resistiu à concorrência com os importados e já dá sinais de esgotamento.

Os responsáveis pela gestão econômica e monetária não quiseram aprender a lição sofrida da crise da dívida e continuaram gerindo o país como piratas. Com a entrada da oposição em 2002 no comando do governo, as engrenagens emperraram cada vez mais. Atualmente a dívida continua aumentando, a gasolina também e a nota do país foi rebaixada. O que será de 2019?

A regra de ouro das contas públicas estabelece que a União não pode se endividar para pagar gastos correntes, mas apenas fazer despesas com investimento e refinanciamento da dívida. É preciso entender que a atual situação caótica do país foi causada pela indolência de todos que se deixaram engodar pelos palradores e se acomodaram às benesses. Pintaram e bordaram enquanto puderam com carnaval, televisão, futebol e ganhos. Quem ainda se lembra quanto custaram os estádios da copa? Só com bom preparo para a vida e anseio de construir um Brasil melhor poderá haver algum progresso.

Uma tarefa prioritária de nosso existir é a busca por esclarecimentos sobre a finalidade da existência, e se isso não for feito desde cedo, a fase da velhice deve ser aproveitada para esse propósito com toda a energia. Uma explicação da Vontade Divina é a interpretação do funcionamento da sua Criação e suas leis, sem isso falta a base para o real saber.

Os sistemas criados pelos homens deveriam atender as necessidades humanas com liberdade e seriedade, gerando ganhos. Mas acabaram se voltando para gerar lucros e poder, deixando as necessidades humanas a cargo dos incompetentes Estados e seus perdulários estadistas, e assim as crises se tornaram inevitáveis. Neste país abandonado, de escassez de homens de bem, a maior parte da classe política só quer levar vantagens. Estamos no ponto de viragem enfrentando as consequências de todos os erros.

Os franceses também reclamam da falta de empregos. A economia global ficou desequilibrada. De um lado consolidou-se o “financeirismo” e de outro surgiu um processo que foi concentrando a indústria na Ásia. Quem precisa de dólares tem de pagar juros, que elevados, valorizam o câmbio. Pode-se perceber nisso a interferência do princípio do moderno mercantilismo que visa o acúmulo de dinheiro forte. Como restabelecer a simetria, pergunta o presidente da França Emmanuel Macron. Qual a tendência futura? Sem um consenso geral, os esforços para fortalecer o nacionalismo econômico tenderão ao acirramento das relações comerciais. O sistema atual tem provocado desemprego e queda no PIB e na arrecadação, desorganizando ainda mais a precária situação, acarretando aumento da dívida para que os Estados possam atender seus encargos.

No século passado, ainda havia um grupo de especialistas que examinavam os problemas do mundo e propunham soluções visando melhor futuro. Com a expansão do apagão mental e declínio da cultura, coube aos políticos tomar decisões ao sabor do imediatismo e dos interesses dominantes, criando-se um aglomerado de ações inadequadas ao progresso real.

Clóvis Rossi, jornalista e colunista do jornal Folha de São Paulo, classificou Oprah Winfrey e Luciano Huck como os novos profetas da autoajuda que se insinuam como prováveis campeões de votos. Vale lembrar o texto da Bíblia que diz: “naqueles tempos surgirão muitos profetas. Cuidado com os falsos profetas, bons de conversa. Vocês os reconhecerão por seus frutos.”

O mundo adentra na grande crise da transformação que se apresenta sob múltiplas faces, mas na verdade se trata da grande crise da humanidade que, em sua extensão, mostra o grande atraso gerando um mundo hostil onde deveria existir apenas paz, progresso e alegria. O ano de 2019 dará continuidade à ebulição em andamento, influenciada pelas decisões do presente ano. Se forem movidas pela cobiça de poder, o que poderemos esperar senão o agravamento geral? Esperemos que haja um mínimo de sabedoria e desprendimento.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

DEMOCRACIA DESPEDAÇADA

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

A democracia foi perdendo eficácia quando a esperteza para manter o poder superou qualquer tentativa de impor os valores humanos na linha de frente, e tudo prosseguiu na lógica de aumentar o poder de mando que também se fundamenta no poder econômico. Desde longa data os humanos se tornaram individualistas, incapazes de desenvolver um projeto humanístico para o bem geral, o que conseguiram foi criar o fracassado comunismo que restringe a lei natural do movimento, e despedaçar a democracia com o salve-se quem puder.

Os mesquinhos desejos humanos geraram o sistema egoístico que, longe de atentar para a ação destrutiva do homem, visa a satisfação própria, mesmo causando danos a outros. Os objetivos de aprimoramento da humanidade foram suplantados com a colocação da riqueza e poder como o grande alvo dos homens materialistas. E tudo se complica com o apagão mental das massas que se deixam plasmar pelas baixarias e viver sem propósitos elevados. Nessas condições nenhum sistema de governo pode prosperar.

Com a desesperança e vontade fraca, surge a insatisfação com a vida. Um dos mais negativos aspectos do ser humano, que denotam vaidade, orgulho, inveja e desconfiança. O descontentamento e a insatisfação se opõem à gratidão gerando um péssimo ambiente ao redor, impedindo a entrada da luz da alegria espontânea de viver. Pela ação da lei da atração da igual espécie a pessoa descontente recebe um reforço em seus sentimentos e contribui para a formação de constelações de emoções e pensamentos de insatisfação, desarmonizando o ambiente e que se precipitam sobre outras pessoas que também cultivam o descontentamento.

O grande poder da vida está no poder das leis da Criação – o grande poder que contém a Vontade Criadora de Deus, o mais importante saber para o ser humano que, desastradamente, não se conscientizou de que no reconhecimento e respeito a essa Vontade está o segredo da vida. As Leis da Criação que conduzem a Energia Criadora que a tudo sustenta, também são chamadas de leis naturais, ou leis universais, ou leis cósmicas, e atuam com toda amplitude em todas as dimensões, visíveis ou não aos nossos olhos. Através delas, o livre arbítrio tece os destinos dos seres humanos individuais e da humanidade como um todo.

O Brasil entrou em regime de austeridade para superar a crise da dívida dos anos 1980, e aí complicou mesmo, pois tudo o mais foi postergado. O poder foi entregue aos sem preparo, e fomos perdendo terreno com o congelamento do preço do dólar, enquanto o mundo exportava e atraia turistas, a indústria e a educação foram sendo despedaçadas. Precisamos de algo novo que simultaneamente recupere a capacidade da mão de obra, pois as despesas superam a arrecadação e as contas externas ultrapassam as exportações.

O cenário é desesperador para 2018, consequência de décadas sem um projeto sério de melhorar o país em todas as direções, a começar pela melhor educação. Os problemas do eleitorado no Brasil são o despreparo continuado para a vida e a falta de credibilidade da classe política. Apesar disso não faltam candidatos que se afastam do poder executivo para concorrer e continuarem na situação privilegiada, enquanto o país vai sendo entregue para quem der mais.

O mundo está inquieto em todos os continentes. O rumo está sendo perdido, pois o planeta foi confiado às criaturas humanas para se desenvolverem e evoluírem espiritualmente e se transformarem em seres humanos de fato. Desviados de sua finalidade, enveredaram por caminhos obscuros transformando a Terra num lugar perigoso. A evolução ficou travada, a miséria cresceu, as criaturas sufocaram a sua essência. Brigam entre si e logo estarão guerreando, sem se esforçarem por entender o sentido da vida à luz da verdade.

O ano de 2018 vem carregado de energia renovadora impulsionada pelo poder das leis da Criação. Vamos estudá-las para compreender o seu significado e conhecer a Criação. O ser humano, conhecendo-a, facílimo lhe será utilizar-se de tudo quanto encerra e oferece. O poder utilizar, por sua vez, irá lhe proporcionar toda a vantagem. Assim, brevemente reconhecerá e cumprirá a verdadeira finalidade da existência, beneficiando tudo. Mas tem de se livrar da insatisfação e do ódio, se é que deseja evoluir e ser feliz.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O DECEPCIONANTE PREPARO DOS JOVENS

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

O orçamento público do Brasil tem se caracterizado por uma sucessão de déficits, que em 2018, segundo as estimativas, chegará a R$ 157 bilhões. Como planejar as contas internas e externas de forma que contribuam para gerar empregos e possibilitar o bom preparo da população? A grande questão é como dar equilíbrio e sustentabilidade à conta corrente do país com o exterior, sem ter de ficar eternamente dependente de financiamento externo. É fundamental cortar despesas supérfluas e investir em obras prioritárias com seriedade.

Como resultado do despreparo continuado a que as novas gerações foram submetidas, o Banco Mundial relata que embora as habilidades de brasileiros de 15 anos tenham melhorado, no ritmo atual de avanço, eles não atingirão a nota média dos países ricos em matemática por 75 anos. Em leitura, vai demorar mais de 260 anos. Não é só a matemática; é o todo. Faltam clareza, naturalidade e raciocínio lúcido. Aonde poderemos chegar?

A questão de despreparo continuado tem desvalorizado a população. As riquezas têm sido sugadas e transferidas em vez de reaplicadas na melhora das condições gerais de vida. Em vez de esperança na melhora através do trabalho, semeia-se insatisfação e ódio. A beleza e a riqueza natural estão sendo detonadas pela exploração predatória do campo e desenvolvimento caótico das cidades. Rios são transformados em dutos de esgoto e a água potável vai rareando enquanto o sistema desumano permanece inalterado.

O sistema é complexo, pois se há tantas coisas para serem feitas no Brasil, há inércia e nada é feito. Florestas e rios destruídos, rodovias arruinadas, cidades caóticas, moradias precárias, população sem adequado preparo para a vida e o trabalho. Qual a causa? O que deveria ser feito para sair da condição sub-humana?

Enquanto o preço da gasolina e energia elétrica vai subindo, a Petrobras deverá pagar aos investidores US$ 2,95 bilhões em três parcelas, que começarão a ser desembolsadas após a aprovação preliminar do juiz da Corte Federal de Nova York, onde corre a ação coletiva, o que certamente será repassado aos consumidores. Não bastassem as falcatruas, as jogadas como a da refinaria de Passadena, agora mais essa como consequência da gestão irresponsável e corrupta.

A situação mundial é complicada, resulta da ausência de um projeto geral de humanização da vida e da falta de responsabilidade para com o futuro, mas diante de tantos problemas, como as contas estouradas e os conflitos, importaria saber o que é bom para a humanidade. Globalização ou o que seria apropriado para restabelecer o equilíbrio geral entre os povos, entre os homens e a natureza? Como educar as novas gerações? A religião ainda tem algum papel a desempenhar?

Nos séculos passados, europeus navegavam em busca de ouro e mão de obra escrava para ampliar riqueza e poder. Hoje, o poder se reflete na posse de dólares e bens que possibilitem renda, e tudo continua sendo permitido como naqueles tempos para acumular riqueza. Mas o planeta reage e as massas indolentes, em vez de buscar o aprimoramento, vão acumulando insatisfação e ódio, uma bomba que algum dia vai explodir.

Já estamos enfrentando o desequilíbrio climático. Ondas de calor sem chuvas secam tudo. Massas frias congelam. Chuvas e vendavais atuam destrutivamente por onde passam. As causas disso ainda são desconhecidas. Fenômenos de tal magnitude que o homem tem de se submeter sem que possa modificar, pois, de fato, com sua unilateralidade provocou o desequilíbrio geral que atinge o planeta.

Da discussão nascia a luz. Bons tempos quando havia empenho em solucionar as questões humanas e perseguir a melhora continuada nas condições gerais de vida e no aprimoramento da humanidade. Isso aconteceu no passado. Hoje, as discussões se tornaram lutas para defender pontos de vista e conservar o poder; um falatório sem sinceridade. O grande atraso decorre do descaso continuado com a população. O preparo das novas gerações tem sido decepcionante, ficando bem abaixo do que era de se esperar. As novas gerações representam o futuro, e este deve ser programado com sabedoria e responsabilidade. A TV e a Internet, que se tornaram os meios de maior penetração, deveriam ser utilizadas nesse sentido.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O DESALENTO DE UMA ERA

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Entramos num túnel escuro há tempos. Resultado: economia fraca, desemprego, despreparo, moradias precárias. Trava-se uma luta pelo poder com alguns querendo ter nas mãos um Estado forte interferindo em tudo. Melhor que o Estado não seja empresário porque os empresários se tornaram financistas, visando acúmulo de riqueza e poder, e descuidaram de promover progresso equitativo com liberdade e responsabilidade. Quando o planeta conseguirá alcançar o equilíbrio com todas as ações voltadas para a paz, progresso e elevação da espécie humana?

Na atual crise brasileira, alguns fatores foram terríveis: crédito caro e difícil, impostos em excesso, despreparo geral, e diante do quadro de globalização, o Brasil teve fragilizada a sua energia taurina, inclusive os empresários. É bom ter dólar barato para reduzir o custo dos importados, mas para quem tem dólares insuficientes a situação tende para a insustentabilidade. A política também influiu, dada a rejeição aos métodos do PT. São esses os fatores que devem ser solucionados com liberdade e responsabilidade para que o progresso ressurja.

O Brasil precisa destruir as travas que emperram o bom preparo das novas gerações. Os pais têm de acompanhar o que acontece na escola, ajudar a criança a superar dificuldades e eliminar o bullying. As escolas deveriam promover palestras realizadas por psicólogos para auxiliar e orientar os pais sobre questões ligadas à educação e preparo para a vida. O grande atraso surgiu como consequência de lutas pelo poder e interesses pessoais. Faltaram programas sérios de longo prazo para a construção de um país independente voltado para a melhora das condições de vida e qualidade humana. Os partidos não se ocuparam com isso nem seus líderes gananciosos. O Brasil precisa de homens dispostos a reconstruir o país com denodo sem se curvar aos interesses particulares e que são contrários ao progresso real.

O Brasil parece estar sem rumo; há muito tempo falta uma séria visão de futuro melhor, mas isso depende em grande parte da educação e preparo das novas gerações que precisam adquirir motivação para dar ao país uma conformação mais humana voltada para o progresso geral. O grande descuido tem sido a ausência de metas ousadas. Perdemos um tempo enorme que levou o país ao declínio em todos os setores essenciais, mormente no preparo das novas gerações. Com isso, estamos numa vala e com dificuldade para levantar a cabeça.

Em tudo que os homens têm feito observa-se a falta do equilíbrio, a palavra mágica da boa construção. O componente humano requer consideração e não pode agir como máquina; tem de por a sua vontade em movimento visando o bom aproveitamento do tempo e a busca continuada da excelência, e ser remunerado de forma adequada para uma existência condigna.

A inovação e o progresso estão relacionados com as metas do país e de sua população. O que querem as pessoas, a classe política, as empresas? Qual a meta dos brasileiros, adultos e jovens? Não sabem bem o que querem, vivem longe da realidade da vida. Tudo exige esforço, mas o hábito tem sido buscar molezas para ficar acomodado em berço esplêndido. O que tem prevalecido é o imediatismo geral sem visão de melhor futuro, com absoluto descuido e lutas pelos ganhos e poder. Não há uma estrutura de equilíbrio geral nas contas internas e externas, na produção, empregos, importações e exportações. É hora de definir metas adequadas e sérias e ações na conquista da evolução.

Em sua essência o impulso primário do homem era a busca de sua origem transcendental, que aos poucos foi sendo acomodada pela procura com prioridade para as coisas do perecível mundo material. Isso foi conveniente para aqueles que cobiçam poder terreno, levando às massas a indolência máxima. Os homens da Religião, do Capitalismo de Mercado e do Estado visavam o mesmo. Agora tudo está mais confuso com a invenção do Capitalismo de Estado. A indolência e robotização do ser humano tende a ser total aumentando o desalento. O homem precisa reconhecer as leis da natureza e segui-las para não criar situações anormais. Evidentemente a intervenção dos homens sempre produz consequências, boas ou más. É preciso estudar as leis naturais da Criação para não gerar situações desastrosas.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

RODA GIGANTE

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Com grande fidelidade, Woody Allen dramatiza as misérias humanas no filme Roda Gigante. Nos anos 1950, um casal mal ajustado – Ginny (Kate Winslet) e Humpty (James Belushi) – enfrenta as dificuldades financeiras da época e a desarmonia reinante em seu lar. Um interminável desfilar de egoísmos, caprichos, como se os fios do destino mantivessem o casal acorrentado, sem buscar força de vontade e discernimento para encontrar uma saída em conformidade com as leis da vida. E lá vão eles se complicando cada vez mais, contribuindo, para isso, a chegada de Caroline (Juno Temple), a filha do primeiro casamento de Humpty.

As resoluções dos personagens vão enrolando os fios do destino cada vez mais com a entrada de Mickey (Justin Timberlake) na vida dessas mulheres, se bem que Caroline era divorciada e estava se afastando do ex-marido, e com sua jovialidade demonstrasse alguma intenção de encontrar caminhos melhores para si. Homens e mulheres deveriam ser mais cautelosos em seus envolvimentos íntimos forçados pelo instinto sexual sem maiores afinidades psíquicas. Os acontecimentos se avolumam e nas encruzilhadas da vida acabam prevalecendo os sentimentos mesquinhos ditados pelo raciocínio egoístico que sufoca o coração intuitivo.

De forma inquietante, Woody Allen compartilha o sentimento da vacuidade da vida, a ausência de propósitos elevados, a sensação fatalista de que nada pode dar certo neste mundo de aspereza no qual os seres humanos desperdiçam seu precioso tempo, mas na verdade, o que ele mostra são as consequências das ações humanas, a colheita obrigatória determinada pelas Leis da Criação, também chamadas leis naturais, ou leis universais, ou cósmicas, que conduzem a Energia Criadora que a tudo sustenta, e a sua atuação se dá com toda amplitude em todas as dimensões, visíveis aos nossos olhos ou não. Através delas, o livre arbítrio tece os destinos dos seres humanos individuais e da humanidade como um todo. Cada pessoa recebe de volta as consequências de seus atos, bons ou maus, incluindo os pensamentos, as falas e as ações.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

A BUSCA DA VERDADE DA VIDA

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Com a Palavra de Jesus esclarecedora do significado da vida e do funcionamento da Criação, acabou ocorrendo uma inversão de seu significado simples, claro e natural: “A simplicidade, puramente objetiva, teve, sim, de sucumbir no momento em que o culto principal se tornou estritamente pessoal, voltado para o Portador da Luz!”.

As trevas odeiam a Luz, como demonstram os acontecimentos perpetrados pela humanidade contra Jesus, o Filho de Deus, e que bem poderiam se repetir nos dias de hoje. 144 mil seres humanos fizeram a promessa de ajudar na obra de esclarecimento da Verdade, a Vontade do Criador, pois o ser humano afastou-se do saber do significado espiritual da vida. A grande maioria, porém, ficou enredada nos meandros do materialismo e da vaidade, deixando o Mestre Abdruschin só e isolado. Em 1938, foi preso pela polícia nazista e submetido a cárcere domiciliar, impossibilitado de falar livremente, e só não foi enviado aos campos de concentração porque seus amigos comprovaram a sua linhagem germânica de longa data. Abdruschin, pseudônimo de Oskar Ernest Bernhardt (1875-1941), sempre exigiu que os seres humanos se preocupassem com as palavras e não com a pessoa do autor. Por essa razão os aspectos de sua vida terrena sempre foram deixados de lado.

“Uma explicação da vontade divina é sempre no fundo apenas a interpretação do funcionamento da sua Criação, na qual vivem os seres humanos que a ela pertencem. E conhecer a Criação significa tudo! O ser humano, conhecendo-a, facílimo lhe será utilizar-se de tudo quanto encerra e oferece. O poder utilizar, por sua vez, proporciona-lhe toda a vantagem. Assim, brevemente reconhecerá e cumprirá a verdadeira finalidade da existência e, beneficiando tudo, ascenderá rumo à Luz, para alegria própria e somente para bênção de seu ambiente”. (Ver: Pai Perdoai-lhes, pois Não Sabem o que Fazem, Mensagem do Graal).

“Com a sua Mensagem NA LUZ DA VERDADE, Abdruschin deu aos seres a possibilidade de se libertarem, espiritual e terrenamente, do caos atual, de levarem uma vida digna na matéria e um dia voltarem para sua pátria espiritual. O ser humano tem seu livre arbítrio, podendo decidir se seu caminho deve conduzir rumo a Luz ou para as trevas… Essa Mensagem constitui uma âncora de salvação para aqueles que ainda mantêm dentro de si uma fagulha para o bem. Uma âncora de salvação que Abdruschin em sua imensurável bondade ofereceu aos seres humanos ainda no último minuto, apesar do falhar abalador”. (Harry von Sass, 1992).

A Mensagem do Graal Na Luz da Verdade, de Abdruschin, edição em três volumes. No entanto, nada impede que o leitor estude a Criação através da primeira edição de 1931, pois ambas procedem da mesma origem.

Benedicto Ismael Camargo Dutra, estudioso da Mensagem do Graal, de Abdruschin.
https://youtu.be/n8kThZj-bRo

CONFRONTAÇÃO ENTRE OS POVOS

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Teceu-se um amontoado de incompreensões, discórdias e conflitos entre os seres humanos, mas o Criador de Todos os Mundos é único e suas leis alcançam todos os seres humanos independentemente em que fronteiras tenham nascido e em que acreditem. Uma das tarefas prioritárias de nosso existir é a busca por esclarecimentos sobre a finalidade da existência, e se isso não for feito desde cedo, a fase da velhice deve ser aproveitada para esse propósito com toda a energia.

O Natal deveria ser a época de festejar a paz e a boa vontade, mas a humanidade ainda não compreendeu direito a missão de Jesus, que não veio à Terra para abolir as Leis da Criação ou os ensinamentos dos Profetas, mas sim complementar o saber com a Luz da Verdade, trazendo a aurora da libertação espiritual. Além do “colhereis o que semeares”, pouca coisa mais restou de seus ensinamentos originais, seja porque não foram compreendidos, ou foram esquecidos ou modificados.

A incompreensão é de tal monta como se observa na canção Noite Feliz cuja versão em português se refere ao “pobrezinho que nasceu em Belém”, diferentemente da letra original alemã Stille Nacht. O Enviado de Deus não era um “pobrezinho”, era o Filho de Deus, encarnado como ser humano com toda a pompa do Universo, e um cometa anunciou o seu nascimento. Centenas de vídeos de Natal são compartilhados para alegrar e divertir os seres humanos, poucos inspiram uma reflexão mais profunda sobre a noite sagrada.

Com o crescente domínio do raciocínio em oposição ao espiritual, a aspereza expandiu-se e muitos seres humanos desenvolveram o pior em si mesmos. Muitas pessoas sentem o impulso para mudar de sintonização, mas não sabem como, quedando-se sem forças. Charlie Chaplin, estudioso da vida, não temia falar abertamente o que sentia e desejava, porém não foi compreendido e sofreu por isso, tendo sentido no mundo materialista fortes barreiras para exercer o humanismo que quer o aprimoramento. Expressou bem esse desejo no filme de 1940, O Grande Ditador:

“O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens… levantou no mundo as muralhas do ódio… e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido”.

Com base em financiamento, produção, exportação que geraram empregos e ganhos o poder econômico fez a América grande e poderosa. Depois veio o crescimento do Japão com trabalho e yen barato. Agora surge a China com mão de obra em abundância e polpuda reserva gerando disputas. O presidente Trump entra em campo com a outra potência já montada em polpuda reserva constituída com o que o sistema permitiu, feito que não havia sido alcançado nem pelo Japão. Nesse meio pergunta-se: o que de benéfico os EUA e a China estão propiciando ao mundo? Como sairemos da crise política, cultural e econômica que estamos atravessando?

A América chora de barriga cheia, mas agora os velhos mecanismos não funcionam e a China vai crescendo a 7%, então vão surgindo atitudes que poderão acelerar a curva do desequilíbrio histórico. Entre as inúmeras dificuldades que enfrentamos, agora acresce a desordenação geral que se vai ampliando. É o mundo VICA (ou VUCA), conceito que exprime a velocidade, incerteza, complexidade e ambiguidade que cercam os acontecimentos de nossos dias instabilizando as relações humanas, tornando incerto o futuro.

Na disputa pelos mercados o presidente Trump fala que quer fazer a América grande outra vez – a MAGA -, e surgem planos econômicos nesta época em que as finanças e a economia a tudo suplantaram pondo o humanismo a perder espaço. Nos embates, a massa vai empobrecendo. Meio ambiente, impostos, câmbio, juros, tudo vai sendo mobilizado na confrontação geoeconômica pelo aumento de poder; não sabemos no que isso vai dar, o planeta e a humanidade estremecem.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O GRANDE DESAFIO

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

O grande atraso do Brasil decorre da falta de preparo da população que tem permanecido apartada dos reais problemas da vida, sendo condicionada a um viver de quimeras e ilusões, esquecendo que o progresso pessoal e do país é fruto do trabalho dedicado na autoeducação e na concretização dos propósitos enobrecedores. Futebol, carnaval e telenovela são importantes como lazer, não como finalidade de vida.

Há um confuso embate político e uma forte tentação dos políticos de esquerda para abraçar o capitalismo de Estado, centralizando o poder, interferindo em tudo, assustando, ameaçando a já precária liberdade. Os de mercado estão tensos, dado o aumento da insatisfação da população induzida a acreditar que o Estado pode tudo, mas ao crer nisso podem estar entrando num caminho tormentoso para a liberdade. Poucos querem ver a razão. Sem autenticidade e busca de equilíbrio, a solução fica muito difícil.

O grande desafio para quem assumir a presidência está em transformar o Brasil num país com progresso ordenado. Como o país poderá planejar suas contas internas e externas com equilíbrio, sustentabilidade, empregos e bom preparo da população? Reduzir tamanho do Estado, cortar despesas supérfluas, ajuste da carga tributária poderia dar fôlego ao orçamento, mas ainda fica a grande questão de como dar equilíbrio e sustentabilidade à conta corrente do país com o exterior, sem ter de ficar eternamente dependente de financiamento externo.

A ascensão do dinheiro e sua crescente influência vêm ocorrendo há alguns séculos, mas parece que ainda não foi encontrada a maneira certa de manter o equilíbrio entre os países e entre produção, comércio, emprego e consumo. Com a ausência do equilíbrio, surgiram as perturbações constrangedoras como crises, estagnação, desemprego, progressão das desigualdades, tudo retendo o avanço da humanidade chegando mesmo a promover retrocessos.

A análise das contas da previdência divulgada pelo economista Delfim Netto mostra que os números de 2007 (R$ 306 bilhões e R$ 338 bilhões para receita e despesa) atingiram em 2016, respectivamente, R$ 635 e R$ 875 bilhões. O déficit cresceu de R$ 32 bilhões para R$ 240 bilhões, à taxa exponencial de 25% ao ano! Uma questão de demografia, mas também de incompetência e displicência gerencial do Estado com a ausência da busca do progresso equitativo e bom preparo da população. No fundo há também a não menos complicada questão global da mudança na estruturação dos empregos.

Como desenvolver e fortalecer as competências emocionais das novas gerações num mundo tão acelerado em que nada se consolida, onde tudo se vai automatizando e robotizando? A forma de viver se tornou muito estressante. Precisamos de formas mais sábias de viver que preservem a humanidade e a sensibilidade das novas gerações. Elas têm de ser orientadas para a compreensão da natureza, suas belezas, suas leis, sua lógica, pois é na natureza que vamos encontrar as bases da ciência.

O impulso primário do homem para a busca de sua origem transcendental aos poucos foi cedendo a prioridade para a procura de realização exclusivamente no perecível mundo material. Isso foi conveniente para aqueles que cobiçam poder terreno conduzindo as massas à indolência máxima. Os homens da Religião, do Estado, e do Capitalismo de Mercado e também tinham em mira o poder. Agora as coisas estão confusas. Com o surgimento do Capitalismo de Estado, a indolência e a robotização do ser humano tende a ser total.

Para não cair nisso os seres humanos devem buscar viver autenticamente, sempre visando o bem. Em seu entorpecimento, as pessoas vão se acomodando na vida rotineira como sonâmbulos, perdem o estímulo para definir propósitos e ir atrás, e também perdem a iniciativa que deveria buscar a realização de sua vontade intuitiva ora bem adormecida. No entanto, de todos os lados a mente recebe, principalmente da mídia, lembretes que impulsionam os indivíduos a agirem: alguém fumando ou bebendo, brigando, xingando, comprando algo, e tantas coisas mais que não levam a lugar nenhum. Enquanto a vida vai transcorrendo na mediocridade paralisante, faltam lembretes positivos, tais como: ajudar alguém, ler um bom livro, falar uma palavra amiga, procurar o bem geral e o real sentido da vida.
* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

MOISÉS, LUTERO, ABDRUSCHIN

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

No longo trajeto do Egito para a Terra Prometida, Moisés recebeu as recomendações de Deus para a elevação da humanidade. Ao longo dos séculos, o saber original foi sendo perdido pela desatenta humanidade às mais importantes recomendações que havia recebido e, com isso, o embrutecimento e a decadência não se fizeram tardar. Abdruschin explica no livro Os Dez Mandamentos o real significado dos ensinamentos, restabelecendo os caminhos que foram atulhados por conceitos ditados pelo comodismo espiritual.

A Terra e seus habitantes passarão em breve por provações fora de série. A água vem escasseando a olhos vistos. Níveis freáticos estão baixando, lagos, lagoas, açudes e represas estão evaporando, e a humanidade vai se acomodando até a consumação do caos. Realizada em Bohn, na Alemanha, a 23ª Conferência do Clima (COP – 23), mais uma vez travou intensos debates entre cerca de 200 países sobre o aquecimento global e suas consequências. Provavelmente já ultrapassamos do ponto de um possível retorno, só restando agora uma rígida adaptação às condições que se agravam de ano para ano. Evidentemente ampliar áreas florestadas e saneamento básico deverá trazer alguma atenuação, mormente na escassez da água.

Qual a missão da universidade, do reitor, do professor, do estudante? Tudo deveria convergir para a busca da melhora das condições gerais de vida, mas se transformou na corrida por verbas para equilibrar orçamentos divorciados da real missão. Acima de tudo não podemos esquecer que somos seres humanos que além das nossas habilidades para o trabalho, não podemos deixar de dedicar tempo na busca pela compreensão do significado e sentido da vida. Por que e para que nascemos neste planeta?

O que governo arrecada deveria naturalmente ser aplicado em benfeitorias, gerar emprego, fazer o dinheiro circular. Grande parte das obras e do que o governo compra são superfaturados, custam o triplo, além dos juros da dívida que correspondem a 8% do PIB. Os poderes legislativo e judiciário consomem muito, a população não se educa, o país definha, a miséria aumenta.

Na cegueira da vida moderna, os homens se tornam imediatistas descuidando da busca da melhora geral e aprimoramento da humanidade, vendo no acúmulo de dinheiro o seu principal alvo sem se preocupar com os meios. Assim, a humanidade que havia alcançado algum progresso tende a regredir e embrutecer pela ausência de alvos enobrecedores. Um povo sem propósitos dignos não tardará em cair em desgraça. O desmazelo com a administração do Brasil tem sido uma praga. Sem dar um norte nobre para as novas gerações, não haverá futuro. Em artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, a economista Zeina Latif, referindo-se à atual situação, disse o seguinte: “A crise ceifa oportunidades e gera falta de perspectivas, um veneno que arrasta os jovens para a criminalidade e gravidez precoce”. O artigo dela deveria ser lido no Congresso, com a presença de presidentes, candidatos, governadores e prefeitos para que percebam o quanto têm falhado na condução do Brasil.

As contas públicas, internas e externas, seguiram descontroladas por sucessivos governos. O Brasil tem vivido apagando incêndios nas finanças. Com as contas deficitárias, o governo não ataca o que está emperrando a economia. A projeção do déficit se auto alimenta e acresce os encargos com juros. Como a trajetória do déficit e aumento da dívida poderia ser interrompida? Como provocar investimentos que ativem a economia, a renda e o consumo, saindo do círculo vicioso em que tem vivido há séculos. Como aumentar a poupança?

Enquanto alguns países seguiram as pregações da Reforma Protestante de Martinho Lutero, outros seguiram a Contra Reforma que trouxe mais do mesmo, rebaixando o ser humano a uma condição passiva, sem fazer uso de suas capacitações para examinar, analisar e refletir intuitivamente por si, resultando na permanência da indolência e marasmo, na falta de iniciativa esperando tudo cair do Céu e, mais tarde, do Estado, em oposição ao que Cristo exigia: a análise de tudo, a movimentação própria e a não aceitação de postulados dogmáticos, a dispensabilidade de intermediários para entender a vida e as leis que a regem. A vida não é só trabalhar e se divertir. “É dever sagrado do espírito humano pesquisar por que se encontra na Terra, e por que motivo vive nesta Criação”.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7