AS RELIGIÕES, O DINHEIRO E AS GUERRAS

O problema no capitalismo de livre mercado foi a predominância do controle monetário e do ganho financeiro em poucas mãos. A volúpia do ganho homogeneizou tudo através da linguagem do dinheiro: empresas, escolas profissionais em geral e especialmente a classe política e sua influência na economia e na legislação, o que provocou a estagnação do sistema. O Estado passou a interferir em várias atividades do livre mercado.

Veio o capitalismo de Estado que impôs normas rígidas e planejamento central focado na produção e obtenção de superávit na balança comercial. Muitas indústrias fecharam ou se transferiram para regiões de menor custo da mão de obra e outras regulamentações. Surgiram conflitos que se traduziram em guerra cambial, comercial e econômica. Provavelmente teremos guerra pelo controle do dinheiro e da tecnologia.

O Criador é Um só para o universo inteiro. Suas leis eternas são de ampla abrangência, na Terra e fora dela, podendo ser observadas na física, na química, na biologia, no equilíbrio. Os homens criaram religiões sem levar em consideração essas leis, gerando incompreensões, cisões e guerras. Nós fazemos parte do povo das criaturas humanas espirituais hospedadas na Terra para evoluir num tempo finito.

A religião também acabará servindo de pretexto para guerras para o domínio do grande ídolo dinheiro, e por controle e poder. Mas as leis da Criação falarão mais alto, cerceando o poder da vontade dos homens, destroçando a resistência e a mania de grandeza daqueles dominados pela arrogância.

Em vez de evoluir, a humanidade tem decaído como espécie que é apta a construir um mundo pacífico e em equilíbrio. Os mais fortes pressionam os mais fracos com retaliações econômicas, provocando aumento da miséria. O dinheiro se tornou a grande cobiça, e os ganhos de uns se fazem às custas das perdas de outros.

O projeto de Breton Woods transformou o dólar na moeda líder das transações. O FED emite dólares, os bancos americanos dispõem da reserva fracionária em dólar, as demais moedas conversíveis, sem paridades estabelecidas, flutuam ao sabor de interesses e manipulações, sendo a taxa de juros a mais empregada. Mas os países, mal geridos, descontrolam as contas internas e externas, e acabam ficando sem a moeda mãe mesmo com juros altos.

Instalou-se na Terra um desequilíbrio geral na economia, finanças, produção, comércio, educação e preparo para a vida, natureza e saúde. A ciência não pode continuar omissa quanto a essa calamidade e deveria contribuir para que o equilíbrio entre os povos fosse mantido. Estão surgindo novas teorias monetárias e experiências com as moedas digitais que eliminariam a moeda física, passando todo o dinheiro a ser rigidamente controlado pelos supercomputadores. O que vai surgir disso não se sabe, mas há intensos movimentos nos bastidores trabalhando na direção desse novo modelo que vai se delineando com o avanço da tecnologia.

Com seus recursos naturais, o Brasil poderá se tornar o refúgio num mundo em conflitos. Mas se for retaliado, quem poderá defendê-lo? Encerrada a fase das colônias dominadas fisicamente, veio o trunfo financeiro para dominar. Agora a tecnologia e as vacinas, desenvolvidas para debelar a maior pandemia que o planeta já enfrentou, também poderão ser empregadas como trunfo de dominação. Mesmo dispondo de petróleo e riquezas minerais, a boa qualidade de vida sempre dependerá de gestão pública idônea e da produção diversificada; sem isso, a precarização geral dos países será a tendência secular.

Cada pessoa deveria ser responsável por seus atos, mas com a permissão dos indolentes, o processo de emburrecimento avançou além do que se poderia imaginar, e muitas pessoas estão agindo como robôs, sem clareza, simplicidade e naturalidade. Sem ter se orientado para o bem, a humanidade ficou atrasada, usando energia atômica para destruição, assim como armas químicas e biológicas, mas nada poderá deter o dia em que a alma terá de se afastar do corpo transitório.

O ser humano desrespeitou as leis naturais da Criação, caminhou pelas trevas, mas agora tem de achar o caminho de volta para a Luz e a Verdade, pondo em prática o reconhecimento e a estreita cooperação com as leis da Criação, construindo e beneficiando tudo para alcançar o bem geral e evoluir em paz e alegria.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

LEIS DA NATUREZA E PROGRESSO

Enquanto Reagan e Thatcher se aborreciam com as gestões corruptas dos Estados-nação impondo o neoliberalismo e fortalecendo as finanças, Deng Xiaoping caminhava na direção de formar uma economia empresarial forte gerida pelo Estado, apta a obter superávit na balança comercial. E deu no que deu: os Estados-nação se endividaram, reduziram a produção fabril, descuidaram da educação, perderam terreno na tecnologia. Como encarar essa luta competitiva sem que haja declínio? E se o FED comprasse as ações das empresas significativas para administrá-las de forma centralizada como faz a China?

O que acontece quando um país geoeconomicamente bem-dotado sofre um processo interno de luta pelo poder? É o caso da Síria. O conflito interno atraiu a atenção e interesses de outros países, mas a situação só tem piorado, pois a população está à mercê dos combates e de toda situação traumática provocada pela guerra que já dura dez anos, sem que haja um vislumbre de solução. Os de fora que têm interesses, insuflam a guerra, visando atender aos seus objetivos, e o país vai se desintegrando.

Outra questão relevante refere-se à vacina. É algo que atua segundo as leis da natureza e que o ser humano descobriu de forma meio precária porque desconhece a amplitude dessas leis e a sua intuição está semimorta. São produtos capazes de estimular nosso sistema imunológico e garantir a imunização contra alguma doença. São produzidas com base no agente causador da doença, que estará inativado, atenuado ou presente apenas em fragmentos. Deveria ser algo para ser utilizado a bem da humanidade e com certeza deveria premiar os esforços pela descoberta, remunerar os custos de fabricação e oferecer ganhos. Mas o que fazem os seres humanos com algo que não lhes pertence, que não inventaram, apenas acharam o caminho primeiro e tiram a patente, e não permitem que outros possam produzir, mas estipulam que não serão responsáveis por efeitos colaterais?

Enfim, uma questão complexa que envolve a vida e a crise sanitária, que exige a busca de soluções especiais. A natureza faz parte da obra do grande Criador, por isso ela contém a perfeição em seu funcionamento que a tudo abrange, a qual cabe ao ser humano reconhecer e se adaptar para obter o melhor proveito e progresso em paz e alegria.

A humanidade tem vivido de forma egoísta e desprezando as leis da natureza, fazendo tudo errado por ignorância e por cobiça, provocando consequências desastrosas. O que seria da humanidade se a natureza dissesse: eu criei a água e o ar para o bem geral, não para ser poluída, e todos terão de pagar para beber água pura da fonte e respirar o ar que necessitam para viver. Sem se orientar para o bem, a humanidade está atrasada, só conseguiu usar a energia atômica para a destruição, assim como consegue produzir armas químicas ou biológicas, mas não consegue escapar do dia em que sua alma tem de abandonar o corpo.

Muitas pessoas querem mandar, mas quem pode mandar no Brasil? Quem deveria mandar? Na China manda o PC e seu presidente. Nos EUA, Trump mandava pouco, mas não sabia. A humanidade se encontra diante da grande colheita de todas as suas ações determinada pelas leis naturais da Criação. Quem é responsável pelo vírus que num piscar de olhos se espalhou pela Terra? Quem é responsável pelo mal que atinge o Brasil? Quem percebeu o drama da corrupção na Saúde da qual pouco se fala?

A humanidade continua desatenta ao mundo real. No século 16, Galileu Galilei, astrônomo, foi indiciado pela inquisição e teve de renegar verdades naturais pelas quais se orientava. Giordano Bruno, astrônomo e padre dominicano, não renegou fatos naturais, pois as leis naturais da Criação são universais, e para os corpos terrenos a lei é uma só, a qual também Jesus, o Filho de Deus, teve de se submeter.

O ser humano desrespeitou as leis naturais da Criação e não está achando o caminho de volta. Se quisermos um mundo melhor, em continuado progresso, se faz necessário acabar com essa luta por riqueza, poder e dominação travada pelos poderosos sobre a grande massa, e pôr em prática a estreita cooperação com as leis naturais para alcançar o bem geral.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

RUMOS DA ECONOMIA

Em 1944, no final da Segunda Guerra Mundial, 45 países assinaram o acordo de Breton Woods consolidando o sistema financeiro regido pelo dólar que passaria a ter controle de boa parte da economia mundial e da distribuição de capitais pelo mundo. Para assegurar a adesão das sensíveis nações europeias foi adotada a paridade e conversibilidade em ouro, a qual foi rompida em 1971 conjuntamente com a desvalorização do dólar, causando forte impacto, pois o crédito havia ampliado a oferta da moeda tornando o acordo insustentável. A prosperidade do pós-guerra estava estagnando, surgindo inflação e desemprego. Ainda nos anos 1970, o super aumento do preço do petróleo revolucionou a economia e o sistema monetário.

O princípio do desenvolvimento equilibrado inclusivo e sustentável entre os povos foi posto de lado, tendo sido substituído por uma velada economia do salve-se quem puder pegando em cheio os militares que governavam o Brasil. O sistema monetário internacional tinha de levar a isso, face ao artificialismo em que se desenvolveu, fazendo com que os produtores de petróleo elevassem o preço do barril de US$7,00 para US$70,00, levando o Brasil a implantar o Proálcool.

Com o aumento do preço do petróleo, as pressões dos sindicatos por reajuste de salários e a desestruturação da produção, surgiu uma grande inflação nos anos 1970, gerando uma progressiva complicação econômica. Diz-se que se o governo emite e põe o dinheiro em circulação gera inflação, mas não ocorre a mesma coisa quando emite dívida? O importante é que haja produção para atender ao consumo, empregos e renda.

O endividamento em dólar disparou, as taxas de juros também. Tudo isso foi criando ambiente favorável ao crescimento da inflação; produzir se tornou mais custoso; havia desemprego e perda de renda freando a economia. A inflação acabou sendo dominada com austeridade, juros elevados, dolarização e importações, posto que a China passou a integrar elevado contingente de mão de obra de menor custo na produção de manufaturas.

Os ganhos foram superando os investimentos em produção e gastos em infraestrutura gerando grande massa de liquidez especulativa, sem ter em que aplicar. O keinesianismo queria impedir o caos transferindo a responsabilidade de investir para o governo, o que acabou não dando certo. A China criou o capitalismo de Estado e, com a globalização, a OMC deu a ela o status de país parceiro do capitalismo de livre mercado exportando os seus manufaturados para todos os lados. E tudo foi se encaminhando para esse caos econômico que inclui desemprego, endividamento alto, desequilíbrio geral.

Muitos países como o Brasil não conseguiram sustentar mais a sua moeda em relação ao dólar com juros elevados, encarecendo os importados. O futuro tende a ser mais severo, com limitação dos recursos naturais e geoeconomia agressiva. Haverá dinheiro sobrando e miséria aumentando.

Com o deslocamento da produção para a Ásia, a economia americana criou um vazio. O “made in” se tornou o ponto crítico na produção mundial. Países que privilegiaram as importações, incluindo o câmbio valorizado, perceberam que se fragilizaram. O novo acordo comercial promovido pela China é um fato natural, já que a Ásia abriga mais de 60% da população mundial e o capitalismo de estado criou nova forma de produzir e comercializar. A questão é, qual moeda será empregada nas relações.

“Os países desenvolvidos podem se dar ao luxo de fornecer um enorme alívio para as suas sociedades, e estão fazendo isso, mas o mundo em desenvolvimento está à beira da ruína financeira e da crescente pobreza, fome e sofrimento indizível”, disse o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, na reunião do G-20.

O Brasil precisa entrar no rumo certo. O gasto do dinheiro público deve promover o progresso real. Os países têm sido geridos com desvios e desequilíbrio geral, nas contas internas, externas e na balança comercial. Agora enfrentamos a estagnação econômica que avança pelo mundo, e fica mais difícil sair do atraso. Faltam estadistas sábios e melhor preparo das novas gerações para conduzir o Brasil ao lugar que lhe cabe. O presente é consequência das ações passadas e, sem mudança do querer para o bem, a colheita da mesma espécie será inexorável.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

NA CRISE, MANDA QUEM PODE

Quem é responsável pela pandemia? A humanidade tem vivido de forma egoísta e desprezando as leis da natureza, fazendo tudo errado por ignorância e por cobiça, provocando o aparecimento e disseminação dos vírus. O rol das consequências dos erros é enorme; fiquemos com apenas um: tivemos mais de 300 anos de trabalho escravo no Brasil, pensem nessa maldade e insensatez. Quando finalmente a família imperial proibiu a escravidão em 1888, D. Pedro II foi destronado e expulso, e começou uma república na mão de despreparados que cederam o poder a um grupo de entreguistas corruptos.

A vacina é uma etapa importante, mas vai resolver tudo? Ela é uma parte da solução, mas os cuidados devem permanecer com distanciamento, uso da máscara nos contatos, fugir das aglomerações. Estamos numa fase de grandes rupturas, nada será mais como antes.

A questão da sobrevivência econômica não deve estar relacionada ao atendimento de interesses dos poderosos, mas com muito bom senso é preciso impedir a desestruturação da economia que vem cambaleando há décadas, pois isso poderá levar o Brasil a cair num abismo de miséria e desordem difícil de recuperar.

A economia se organiza ou desorganiza num processo. Nos anos 1970 havia, em São Paulo e outros estados, promissora indústria eletroeletrônica. Com o advento da Zona Franca (ZF), as fábricas fecharam e foram importar através de Manaus. Em 50 anos nada se fez pelo avanço tecnológico. Como fazer da ZF de Manaus algo efetivo no avanço do Brasil?

Nos anos 1980, o Brasil, pressionado pelo resgate da dívida externa, fomentou a inflação. Veio o plano real que tabelou o preço do dólar. Importar ficava mais barato que produzir. Os empregos foram embora. A indústria não resistiu. Como organizar a economia se a globalização converge para produzir na Ásia com custo da mão de obra menor em 80%? Há um amplo desequilíbrio mundial na economia e no avanço tecnológico que está arrastando o mundo para a precarização geral. Não bastam auxílios emergenciais, é preciso dar sustentabilidade ao trabalho e à renda, e promover continuidade do aprendizado prático do jovem aprendiz, além do ensino escolar.

A humanidade se encontra diante da grande colheita de todas as suas ações. Se quisermos um mundo melhor, em continuado progresso, se faz necessário acabar essa luta por riqueza, poder e dominação travada pelos poderosos sobre a grande massa, e pôr em prática a estreita cooperação, visando o bem geral e a sustentabilidade. O mesmo se aplica ao relacionamento entre as nações e as pessoas em geral. Não há equilíbrio. O que prevalece é produzir onde o custo seja baixo, como na Ásia, para vender aos que ainda podem pagar. O poder e os ganhos ficam com os graúdos e a miséria vai aumentando.

Num mundo onde a regra é a mentira e a falsidade, falar a verdade é provocar os beneficiados. Intuição e raciocínio lúcido são indispensáveis. O presidente norte-americano Biden disse ter intuído o desejo do povo americano e desenvolve plano de trilhões de dólares para recuperação da economia e empregos. A grande questão não é intuir o que o povo quer, mas intuir o que é necessário fazer para eliminar as causas do declínio humano e econômico. O capitalismo de Estado chinês parece que funciona na base da prospecção de oportunidades geoeconômicas, tirando o melhor proveito delas e no “manda quem pode” sem ser contrariado.

Enfrentamos um período turbulento com ataques e golpes baixos contra o Brasil. Estamos diante de uma incógnita, qual será o futuro do país? Alcançaremos o progresso ou cairemos no abismo da ignorância e precarização geral?

Para não cair no entorpecimento manipulador e fugir da indolência, o tempo tem de ser aproveitado de forma enriquecedora e criativa, semeando o bem, o que atrai alegria e felicidade. A moda agora é mostrar as coisas feias da vida, desmoralizar o ser humano. Na mídia em geral e nos filmes observamos um padrão negativo. Antes ainda dava para se distrair, agora na grande maioria das apresentações, só há tóxicos que mantêm os seres humanos olhando para os baixios da vida onde não há esperança. Desvalidos e extenuados, eles têm de reunir as forças que lhes restam para procurar a prometida Luz da Verdade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

A PRÓXIMA JOGADA

O mundo se defronta com uma deplorável situação na natureza, na economia, na educação. Em vez de evoluir, a espécie humana está decaindo e poucos enxergam essa realidade, optando por um viver de ilusões e procurando a falsa felicidade. Tudo se baseia no cérebro, o sistema neural, como se ele fosse o núcleo da vida, mas não é; é uma das mais sensacionais criações no mundo material, mas o que vivifica o corpo é o espírito. O cérebro pode criar o sentimentalismo e a fantasia, ser influenciado por alucinógenos, ou por cobiças, mas sem a energia do espírito, se decompõe em pouco tempo.

O Brasil pagou dívida externa emitindo e inflacionando; combateu a inflação com dólar tabelado, fragilizou a indústria, exportou empregos, aumentou a dívida, e agora na pandemia tem de subsidiar a população. Os EUA também, mas têm como diferencial o dólar, mas estão dando subsídios e realizando reformas na infraestrutura porque desistiram de fabricar, e estão buscando os avanços na tecnologia, o que no Brasil parou de evoluir junto com as fábricas fechadas. O que os brasileiros fizeram com o seu país?

O ocidente acobertou a inflação, tabelando o preço do dólar, deixando as indústrias minguar e eliminar empregos. A China deu ênfase na produção visando exportar com preço baixo em dólar, gerando efeito dinâmico na economia. Na crise, o ocidente só tem a opção de subsidiar os consumidores e aumentar a dívida, mas isso representa o aumento de procura que a China precisa para reativar sua grande fábrica e prosseguir capitalizando. O que deveria ser feito para reequilibrar a economia?

A economia real já vinha dando mostras de estresse e desequilíbrio. Em visita a São Paulo, em abril de 2014, o ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, fez uma advertência não só ao Brasil, mas também a outros emergentes: “O modelo econômico baseado em produção de bens que a China já produz não é mais sustentável”. Então o que fazer para alcançar sustentabilidade? Produzir o quê para evitar a precarização e desequilíbrio geral?

Não há mais equilíbrio entre os seres humanos, apenas busca de vantagens. O Brasil e o mundo enfrentam um problema super grave e os “caras” ficam procurando pelo em ovo como no tribunal de Pilatos e da inquisição? Em vez de ficarem espalhando venenos, deveriam trabalhar pelo Brasil e pelo aprimoramento da espécie humana.

O Estado foi inchando. Obras superfaturadas. Dívidas aumentando. Reserva em dólares baixando. Não há responsabilidade com o futuro e as novas gerações. Déficits internos e externos. As contas estouram. O crédito foi uma boa invenção para promover o desenvolvimento. O sistema levou séculos para chegar à forma atual. Poder e dinheiro desumanizaram a vida, eliminando os alvos elevados de aprimoramento, gerando decadência geral. Não há boa vontade. Mercado e Estado se afastaram do humanismo, do real objetivo da vida. É necessário combater a criminalidade.

Os cidadãos devem buscar o bom preparo para a vida, fortalecer as novas gerações, participar da condução das atividades humanas. Criou-se o liberalismo, a não intervenção do Estado. Os gananciosos foram ocultamente assumindo o controle, impondo rumos benéficos aos seus interesses visando absorver os fluxos de dinheiro do Estado. Outros diziam que o excesso de individualismo deu oportunidade para o avanço da ganância e concentração do poder, e por isso queriam maior influência do Estado. No extremo, surgiu o capitalismo de Estado que impõe os rumos, controla os fatores essenciais visando o acúmulo de capitais.

No geral, os cidadãos se tornaram indolentes sem bom preparo para a vida, presas fáceis do pão e circo. Agora chegamos ao desequilíbrio geral na economia, dívida pública, população elevada, limitação de recursos naturais, insatisfação social. Qual será a próxima jogada nesse complicado tabuleiro?

Há uma forte efervescência no mundo. No Brasil, ela é particularmente mais grave devido à displicência, indisciplina, falta de esforço em trabalho dedicado. Em grande parte da história, os governantes não cuidaram do desenvolvimento e fortalecimento da população, ensejando melhor preparo e melhores condições de vida. Todos tiveram oportunidades de agir e contribuir, muitos falharam levados pelas cobiças. Sabotadores, falsos líderes e corruptos atrasaram a nação e o povo em seu desenvolvimento consentâneo com as leis naturais da Criação.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

INTUIÇÃO E AGILIDADE MENTAL

Analisando a situação dos seres humanos no século 21, auge da tecnologia, o escritor norte-americano de ciência Steven Johnson afirma em seu livro Everything bad is good for you: how today’s popular culture is actually making us smarter: “as tecnologias de tela podem ter muitos benefícios. Vimos um aumento de QI, mas não vimos nenhum discernimento maior quanto aos problemas econômicos do mundo, ou quanto à crise no Oriente Médio. Processar informações e completar uma tarefa com grande agilidade mental não quer dizer que a compreensão e a intuição melhoraram. Não devemos confundir informação com conhecimento”.

O trabalho constante diante das telas estabelece um padrão de pensamento mecanicista; essa tecnologia vai apelando para o trabalho do cérebro de forma crescente, restringindo a intuição. Os abusos cometidos com o cérebro mais tarde se transformam em doenças. O cérebro e o cerebelo foram ofertados aos seres humanos como ferramenta para auxiliar o viver no mundo material. Além de coordenar o corpo e regular as funções inconscientes, é o que permite o contato com o eu interior e com mundo exterior.

Faltou avançar na compreensão da finalidade do cerebelo e compreender melhor o funcionamento da intuição, a voz interior que não provém dos arquivos nas nuvens. A intuição traz vibrações mais elevadas ao cérebro. As crianças não devem abusar do córtex pré-frontal sob pena de não desenvolverem adequadamente a essência humana, pois o analítico irá se sobrepor ao intuitivo, desenvolvendo o cérebro digital.

Desenvolvimento Humano refere-se ao progresso sadio do eu interior do ser humano. Clarificar o espírito. Adquirir maturidade, afastar-se das trevas. Por seu modo de ser, o espírito esclarecido estabelece a paz em redor de si, sem manifestação raivosa, com serena objetividade no grande impulso de atuação alegre. Os seres humanos da atualidade desconhecem que, em eras passadas, a intuição era ouvida e orientava, concedendo àqueles que a ouviam, segurança no que empreendiam, alegria e confiança.

“A mente intuitiva é um presente sagrado e a lógica é uma serva fiel. Criamos uma sociedade que honra o servo e se esqueceu do dom”. A frase pode ser de Einstein ou não, mas seja quem for o autor ela encerra uma profunda verdade. Colocar em prática a harmonia é fundamental para a elevação interior e para o sucesso; isso é o essencial. Se a indolência prevalecer, atrairá confusão, fraqueza e doença. As questões fundamentais da vida não estão sendo examinadas com a intuição, mas em bloco com grande massa de dados.

O enrijecimento do pensamento pode levar à perda da liberdade até para o pensar com clareza e de forma simples e natural. A livre iniciativa e o mercado são conquistas valiosas que possibilitam escolhas pessoais; o que falta é uma ética para que o seu funcionamento se faça sem que sejam infligidos sofrimentos a outros para satisfazer a cobiça. Para o surgimento dessa ética a humanidade teria de conhecer o real significado da vida e da Criação, reconhecendo as leis que a regem. Então, haveria paz para a alegria dos seres humanos de boa vontade.

Na pandemia, que aflige o planeta, é preciso buscar as causas. Há causas provocadas pelos indivíduos como a sua forma displicente de longa data em seguir os preceitos naturais de vida, a falta de cuidados, o mau hábito de fumar e abusar das bebidas, a falha na origem da doença pela falta de rápida comunicação ao mundo, mas não podemos esquecer as causas espirituais, as advertências de Cristo sobre a inevitável colheita de tudo que o ser humano faz e pensa.

Ligando-se cada vez mais à matéria, a humanidade foi afastando a Terra das influências mais elevadas, tornando-se acessível ao mal, caminhando através dos séculos para a grande colheita e catástrofes para o reequilíbrio do Planeta. É preciso manter a serenidade e semear o bem. Cada indivíduo tem de se esforçar para se tornar verdadeiro ser humano. É imprescindível que a educação promova o aprimoramento pessoal e espiritual para que os estudantes tenham consideração sincera pelo próximo, buscando a continuada melhora nas condições gerais de vida.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

O BRASIL COMPLETA 521 ANOS

O aniversariante é o Brasil, descoberto no dia 22 de abril de 1500, e que este mês completa 521 anos, embora ainda não tenha adquirido a idade adulta uma vez que seus políticos agem como crianças mal-educadas que se utilizam de todos os meios para levar vantagens. Dizem que o Brasil está no inferno astral que atrai todo o negativismo de pessoas maldosas, e é o que a sua população está passando com todo tipo de ataque para desestruturar a nação na economia, nos empregos, na administração pública. Mas dizem também que no aniversário chegam forças renovadoras vindas do Sol.  Que venham forças de Luz para limpar toda imundice, fortalecendo aqueles que querem o bem, a melhora das condições gerais de vida, e o aprimoramento da espécie humana.

Brasil, pátria amada sempre, a despeito dos ingratos, dos corruptos que só pensam em si, dos alienígenas que só cobiçam as riquezas pouco se importando com a boa formação dos jovens; dos que fomentam a ruína, a miséria espiritual e material. A situação regrediu tanto que o político que rejeita a corrupção é tido como tão louco como o cara que queima nota de duzentos reais. Por que não fazem um balanço das realizações atuais, comparando-as com as dificuldades de agora e a situação dos antecessores? É esse resultado que deve ser submetido a julgamento, pois o país possui as riquezas que todos querem, podendo se tornar autossuficiente e ajudar o mundo.

Os seres humanos, em geral, estão perdendo a compostura, mas a cobiça de poder dos políticos os faz descer até às sombras do inferno para fazer essas pessoas colocarem o ódio acima de tudo. Falta objetividade, seriedade e amor à Pátria. Lembra aqueles cafajestes que atacavam a Imperatriz Leopoldina que queria libertar o Brasil.

Para favorecer a paz duradoura é imprescindível que a educação promova a busca do aprimoramento pessoal e espiritual continuadamente, para que os estudantes se tornem seres humanos de qualidade e que tenham consideração sincera pelo próximo, buscando a continuada melhora nas condições gerais de vida.

O Brasil, sempre explorado pelo colonialismo, poderia ter sido a Cuba da América do Sul. As grandes obras foram implantadas por Getúlio Vargas e pelos militares, mas estes caíram na armadilha da dívida externa, e devolveram o poder aos civis. Com suor e precarização, a dívida externa foi paga com muita emissão da moeda brasileira para comprar os dólares dos exportadores, gerando a grande inflação debelada com âncora cambial e juros altos, e importados que fechavam as fábricas. Em vez de investir na produção, formação de professores e hospitais, foram construídos estádios de futebol. A corrupção tomou conta do dinheiro público. Em 2018, a dívida já travava tudo novamente, alcançando R$ 3,9 trilhões. A dívida e a pandemia travaram tudo, mas agora se procura um bode expiatório.

De fato pode-se afirmar que houve um vacilo geral quanto ao avanço da pandemia. Vários pesquisadores haviam lançado alerta para isso, mas houve uma pasmaceira e nada foi feito para fortalecer a imunidade, mormente da população carente que é a grande maioria. O que as famílias querem é trabalho e emprego com sustentabilidade, que possibilite organizar a vida familiar, com saúde e bom preparo para a vida; isso é fundamental. Os governos têm de incentivar campanhas de aprimoramento da espécie humana e eliminar a tenebrosa prática do pão e circo que anula as individualidades.

Então a pandemia pegou o Brasil em cheio e outros países, e não quer ir embora. O povo, enganado por autoridades corruptas, não sabe mais o que fazer para continuar vivendo. A pandemia é uma ameaça; sem poder trabalhar, a fome é outra. A pandemia mostrou as deficiências da globalização; os superficialismos no consumo; a insensatez na economia e política. Os aproveitadores estão esperando que tudo volte ao velho normal, alguns enriquecendo e muitos empobrecendo sem preparo para a vida. Perda geral da essência humana.

A hora é de levantar a cabeça e olhar para o Alto! Há forte pressão para que as pessoas mantenham o olhar para baixo, para coisas mesquinhas. É preciso força de vontade para que a humanidade alcance a condição verdadeiramente humana, construindo e beneficiando tudo ao seu redor.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

HERANÇA MALDITA

Os governantes do Brasil fizeram a opção de consumo e aumento das dívidas, deixando a produção de lado, criando uma falsa ideia de prosperidade. Enquanto o ocidente permanecia inflando o crédito e as bolhas, a China e os asiáticos faziam o oposto; poupavam, produziam e exportavam seus produtos para o ocidente aumentando suas reservas. Enquanto isso, o ocidente ampliava as dívidas até onde não deu mais, criando, assim, uma economia antinatural que consumia sem produzir, resultando em dívidas, crises e desemprego, pois criar dinheiro, crédito e consumo acaba exaurindo a economia real. Mas quando chega a hora da verdade, não há como deter o declínio geral.

A dívida tem sido a mais perigosa armadilha para indivíduos e países, pois ela acaba travando o futuro, acorrentando os devedores que têm de fazer enormes sacrifícios para não descaírem cada vez mais no poço fundo da miséria. Em 2003, a dívida pública do Brasil estava em R$ 965,8 bilhões, com o dólar a R$ 2,90 e juros Selic de 21%. Em 2010, a dívida alcançava o montante de R$ 1,73 trilhão, com a Selic a 10% e dólar a R$ 1,67. Baixou; qual o milagre? Foi bom negócio para quem vendeu dólar a R$ 2,90 e recomprou a R$ 1,67 na artificial valorização do real.

Na saída da Dilma da presidência da república, a Selic estava em 14,25%. Em 2015, o custo da dívida tinha ultrapassado R$ 500 bilhões. De 2012 a 2017 a dívida suportou carga de dois trilhões de reais de juros. No final do governo Dilma/Temer, a dívida já atingia R$ 3,877 trilhões, com o dólar a R$ 3,88 e Selic a 6,5% que representava algo em torno de R$ 250 bilhões de juros ao ano: a herança maldita.

É fácil descobrir por que há tanta pobreza e falta de bom preparo no Brasil. Em 1888, veio a lei Áurea. Havia um plano de integração. Em 1889, um grupo despreparado deu o golpe e não tomou conhecimento da situação das pessoas que foram liberadas das fazendas e suas famílias. O abandono foi continuado dando origem às moradias precárias. No preparo das novas gerações faltaram vontade e ação. Temos de destacar a importância da orientação dos pais sobre a responsabilidade de gerar filhos, e dar bom preparo desde a gestação. Mas, difícil é saber por que surgem tipos de coronavírus mais agressivos no contágio e por que essa pasmaceira em encarar o risco duplo da pandemia e da economia, dando-lhes tratamento adequado.

Os sentimentos intuitivos que se originam no eu interior atraem e são atraídos pela igual espécie, sejam de amor ou ódio, de consideração ou desprezo, gerando os pensamentos que também atuam da mesma forma. Se os seres humanos se mantivessem sempre voltados para o bem, tudo transcorreria em harmonioso progresso. No entanto, o mal atrai o mal, os sentimentos de inveja e ódio que visam a destruição se condensam e promovem a destruição da paz, rebaixando tudo. É mais ou menos o que está se passando no Brasil. Muitos que se apresentam como amigos podem, às ocultas, estarem chutando o balde. Nada mais é respeitado pelos seres humanos dominados pelas cobiças. Perderam o pudor e mostram exatamente como são em sua vileza.

Tudo está sendo destorcido. Vivemos os tempos das epidemias e outras catástrofes anunciadas. Há várias explicações disponíveis: guerra econômica, globalização, grande reset; não importa como chegamos a isso, o fato esquecido é que o mundo vive a grande colheita da qual não pode fugir, mas os seres humanos continuam dominados pela cobiça de poder, deixando a humanidade sujeita a projetos de supressão da liberdade, em vez passar a semear o bem. São Paulo está parado, se continuar assim vai estagnar e retroceder.

A era das trevas está aí, a humanidade submetida ao superficialismo está sendo conduzida para o beco sem saída, em vez de buscar a compreensão da Criação e suas leis, e do significado da vida e da situação em que deixamos o planeta e o Brasil. Afinal por que e para que nascemos? A humanidade tem de avançar para além do materialismo, do capitalismo, e do capitalismo de estado, e se esforçar para encontrar a Luz da Verdade antes da badalada da meia-noite.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

MANTENHA A SERENIDADE

Uma reflexão sobre o momento atual

A maioria das pessoas que vive no Brasil sente que a situação atual está insuportável, difícil de engolir. Não dá para ficar vendo as notícias, porque a imprensa impõe uma comunicação forte que gera medo e pânico. A internet, por sua vez, nos traz uma quantidade enorme de opiniões favoráveis e desfavoráveis sobre os assuntos atuais. Em toda essa enxurrada de informações não se sabe exatamente o que é verdade ou o que são mentiras misturadas com verdades, e muita desconfiança perturbadora é lançada. Assim, a maioria das pessoas se sente empurrada de um lado para o outro até perder o controle e ficar agressiva e raivosa, brigando, agindo impulsivamente de forma desastrosa. Então, vamos nos acalmar gerando pensamentos positivos, voltados para o bem, sem ódio.

Em vez de subir por meio da escada da evolução, os seres humanos estão descendo e a cada degrau que descem, mais baixarias e decisões inescrupulosas vão surgindo. Dessa forma, tudo vai regredindo, eliminando a compostura ética e moral, mas lá embaixo o abismo é grande e sem volta. Parece que não se trata só de pandemia. Algo mais grave está no ar e nada podemos fazer contra essa onda avassaladora que se precipita sobre a humanidade. É a grande colheita de tudo que a humanidade semeou. Temos de aguardar os acontecimentos com serenidade, semeando o bem.

Por milênios, sempre foi concedido aos seres humanos a visão correta da Criação através de pessoas inspiradas e guiadas para transmitir ensinamentos adequados ao povo e à época em que viveram como: Krishna, Zoraster, Buddha, Lao Tsé; mas suas palavras acabaram sendo esquecidas ou distorcidas com o tempo por aqueles que se colocaram como donos do saber para dominar.

A humanidade afundava de forma autodestrutiva. O Criador enviou uma parte de Si, Jesus o Amor de Deus. Se mantidas como foram originalmente pronunciadas, todas as mensagens convergiriam para a doutrina do Criador trazida para a humanidade nos ensinamentos proferidos por Jesus, dos quais pouco restou do sentido original proferido, ficando a mensagem da Luz incompreendida e posta de lado, surgindo um culto à pessoa. A obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, de Abdruschin, dá esclarecimentos a todas essas questões.

E cada vez mais a humanidade indolente se foi afastando da espiritualidade e suas leis universais, apegando-se ao perecível mundo material, empregando a força e a astúcia, desprezando a espiritualidade, a ética e a moral. Com isso, desenvolveu a ideia de que “os fins justificam os meios”, enaltecendo doutrinas materialistas como as de Maquiavel e Confúcio, empregando-as para alcançar suas cobiças, o que acabou gerando esta época confusa e caótica. Mas a Luz da Verdade continua brilhando para todos que a procurarem com sinceridade no coração.

As pessoas têm vivido voltadas unilateralmente para os aspectos materiais. “Preocupam-se com a comida, com a bebida, tratam de acumular quantidade maior ou menor de valores terrenos, esforçam-se por obter prazeres corporais e consideram quaisquer reflexões sobre coisas que não podem ver, como desperdício de tempo que, na opinião deles, poderia ser empregado muito melhor em recreio” (trecho da Mensagem do Graal). Estamos atravessando a era da aceleração que parece encurtar o tempo, acelerando as consequências das decisões dos seres humanos, e nada mais permanecerá oculto.

Qual é o sentido da vida para o corpo e a para alma? Quem sou eu? Por que nasci na Terra? Como tomar decisões acertadas sem conhecer o significado da vida e as leis que a regem? Somos hóspedes do planeta, a única espécie com livre arbítrio e raciocínio que age de forma errada e destrutiva tanto na parte física da sustentabilidade, como na psique humana através dos pensamentos e ações que se espalham pelo mundo, atraídos e atraindo a igual espécie.

A pandemia está quebrando a forma escarrapachada de viver. Os seres humanos se tornaram prisioneiros da ignorância e da mentira. A quarentena impede a continuidade da velha rotina, da forma de viver que o corpo e a mente haviam se habituado sem dar espaço ao espírito, aumentando e evidenciando o vazio interior. Povos antigos tinham a clara percepção que sem o anseio por algo mais elevado a vida terrena perde o seu valor. Em vez de ir progredindo naturalmente, esse anseio acabou sendo posto de lado na medida em que a humanidade se ligava mais estreitamente ao perecível mundo material. É preciso ter a coragem de despertar o anseio adormecido para o que é puro e elevado e, assim, caminhar pela maravilhosa Criação progredindo de forma vibrante e jubilosa.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

O QUE NOS FALTA…

Os seres humanos da atualidade desconhecem, que em eras distantes, a intuição era ouvida e orientava concedendo àqueles que a ouviam, segurança no que empreendiam, alegria e confiança.

Holda e Hjalfdar. Sintonizados com as leis da natureza, foram agraciados com a missão de se tornarem modelos para os espíritos humanos que iam se encarnando na Terra. Um modelo de liderança natural conduzindo para alvos enobrecedores.

Utilizai a harmonia para a elevação interior e para o sucesso; isso é o essencial. Se nisso vos tornardes mornos, virá o pesadume, que atrai a fraqueza e a doença.

Conduze a juventude. Quando ela estiver amadurecida, necessitarás de homens. Pois muitas tribos foram criadas para que tu, através delas, dês o testemunho do Criador. Muitos deveres ele te impôs, mas na sua luz, tu vencerás.

Prepara teus auxiliares e ensina-os a venerar o Eterno.

Não era seu hábito, ficar em casa parado, pois tinha índole de peregrino.

Seu ativo e incansável espírito queria sempre prosseguir, pois não admitia parada.

Seus vigilantes e aguçados olhos viam tudo até ao fundo, e aquilo que não era possível enxergar, era-lhe mostrado pelos pequenos enteais.

Ele se tornara modelo exemplar para os outros que o observavam e pensavam:

Assim como ele trabalha é melhor.

Assim como ele caça, cumpre mais corretamente a lei.

Assim como ele conduz suas armas, assim como ele divide as presas, assim como ele honra os luminosos, está certo e bom.

Ele não procurava destacar-se, contudo mantinha-se sempre entre os seus, porque assim em comum, melhor podia servir a sua tribo; ele queria servir! Por isso estava a caminho de liderar!

Ele exercia domínio sobre si. Para isso auxiliavam-no a experiência de vida, o amor à esposa e aos filhos… A solicitude, os perigos, a alegria. Sabia dar conselhos com amor.

Sinto muito que vos distanciais do conhecimento da natureza por causa de trabalho e prazer, riqueza e prosperidade. (pág.139)

A confiança no seu guia animava todos, sem hesitações, e essa confiança nascia da serenidade e da força de Hjalfdar. Ele atuava em função das leis. Da maneira como ele se abria, consciente da ligação com o Pai da Luz, assim ele também mantinha o seu corpo, ereto e descontraído. Radiações fluíam em torno dele, que atraíam pureza, e afastavam tudo o que era perturbador. (pág.65)

Nas horas de recolhimento, todos, jovens e adultos, reuniam-se perto da choupana de Hjalfdar, e pediam que ele lhes contasse das suas experiências.

Na hora noturna, antes do recolhimento, todos se reuniam e Hjalfdar lhes contava as suas experiências e dava conselhos sobre a vida, com o amor que havia em seu coração.

Ele semeava e plantava, sempre agindo em sentido construtivo, e jamais tolhia nos outros o ânimo ou a coragem por meio de alguma palavra sem amor. Nunca deixou de tratar os outros com amor, mas também nunca demonstrou fraqueza ou moleza.

Vós ireis aprender nesta peregrinação, a apreciar a dádiva da água. Com esta água, flui em vós a abundância da força, a qual o pai da luz vos presenteia da fonte primordial. Se a tomardes em seu nome, com toda a força do vosso ardente desejo, então uma gota vos será consolo e alimento. (pág. 42)

Como poderíamos suportar a abundância, se não soubermos tirar proveito das pequenas coisas? Recebemos dos enteais tudo o que é necessário. Isso deve ser amplamente reconhecido. Também do sofrimento deveremos extrair os reconhecimentos. (pg.51)

Alegrava-se com a beleza dos grãos dourados que brilhavam na luz do sol. Sentia alegria pelas coisas belas as quais aspirava com afinco. Não queria se tornar leviano no desfrutar, perdendo o seu tempo para o desenvolvimento, mas fortalecer o anseio para se tornar consciente, não ficando estagnado para que a chama interior pudesse brilhar intensamente. (pg.83)

Não dar ao ouro um poder maligno. Ao forte, capaz de se servir dele, ele não é nocivo. Porém, mediante esforços e atividades deve ser empregado no sentido do belo; então será benigno. Seu peso opressivo comprime para baixo somente o indolente. (pg.83)

“se quiserdes preservar-vos do mal e da dor, então estai constantemente alertas”

“não deveis causar sofrimento a nenhuma criatura do pai do universo, visando o teu próprio proveito!”

“deveis alimentar-vos com os animais das matas, das águas e das pastagens, pois esses são puros. Também de pássaros que não se alimentam de carniça. Deves alimentar bem o teu corpo, mas não em demasia.

Podes vencer o mais fraco, mas não deves maltratá-lo. Seja puro o teu pensar, então permanecerás puro nas ações!” (pág.25)

“tu deves sempre ser corajoso e confiar continuamente no pai da luz”…  Não emitas medo ao mundo, assim não poderá o medo te atingir!” (pág.30)

Ele havia incutido neles a sua serena conduta; apesar da grande pressa e da máxima vigilância, podia se notar neles o domínio sobre si mesmos. (pág.37/38)

Predominava entre eles decisão e união. Eles sentiam as forças das alturas, pelas quais descia sobre eles o amor do Pai da Luz, e , na força de sua vontade, adveio-lhes a certeza de sua proteção. Isso fortalecia-os. (pág.39)

Profundo agradecimento preenchia seu íntimo, quando pensava em sua esposa que o esperava, e também nas dádivas vindas das mãos do Pai da Luz, que lhes eram mostradas pelos enteais, para utilizá-las

Ereto e altivo era o seu luminoso porte. Livre e simples, puro e límpido, era o olhar de seus olhos azuis. Refletia-se neles o espírito puro, o qual, simples e vigilante, aprendia a receber, sem obstáculos, as dádivas do criador.

As criaturas humanas se conservavam naturais, predispostas para a vida e para a atuação em conjunto com as esferas mais elevadas, por isso, incapazes para qualquer ação em detrimento à naturalidade.

Em todas as correntes de forças e em todos os últimos efeitos naturais encontrava sempre de novo sábias leis, que também eram válidas para a vida dos seres humanos.

Era uma chama espiritual tão pura, tão clara, e chamejando tão alto, como ainda não tinham visto nenhuma sobre a terra … Assim a centelha espiritual pode se desenvolver na terra!

“Vêde, um homem assim nós auxiliamos de bom grado.” (pág.86/87)

Fonte: Éfeso, editado pela Ordem do Graal na Terra.