A ENCRUZILHADA

“O livre-arbítrio! É algo diante do que até mesmo seres humanos eminentes se detêm pensativamente, porque havendo responsabilidade, segundo as leis da justiça, também deve haver incondicionalmente uma possibilidade de livre resolução.” – Abdruschin, Na Luz da Verdade

Diante de uma encruzilhada, que oferece várias direções, ficamos parados. Parados e pensativos: Qual caminho percorrer? O próximo passo nos levará a certas paisagens, experiências e também às consequências decorrentes do percurso escolhido.

A imagem da encruzilhada é comumente usada como metáfora para um ponto crítico na vida, um cruzamento de caminhos em que é preciso tomar uma decisão. É um encontro com o desconhecido, e esse senhor nos intimida. Mas uma encruzilhada pode também simbolizar esperança, uma nova possibilidade de escolher um caminho bom. “Que suas escolhas reflitam suas esperanças, não seus medos”, dizia o estadista Nelson Mandela.

Diante dos diferentes caminhos, muitos se questionam: O que nos impulsiona a enveredar por uma rota específica? Existe o livre-arbítrio? Qual a sua relevância, se consideradas variáveis como a genética, o destino, o carma e, ainda, os experimentos da neurociência? Pressionado adicionalmente pelo materialismo, pelas artimanhas de todo tipo de marketing e pelas avançadas tecnologias que pretendem determinar impulsos de compra e opiniões, o livre-arbítrio parece bem tolhido no tempo presente.

Podemos tomar como premissa que uma parte das questões que nos afetam no presente já tenha sido determinada por nossa livre vontade em épocas passadas e agora consiste em destino ou carma. Podemos assumir também que somos influenciáveis em muitos aspectos.

Mas, por baixo das camadas materiais, há algo que pulsa no âmago de cada ser humano. Um anseio que, por vezes, brota antes da consciência e pode ir, inclusive, contra sua própria racionalidade. Em situações inusitadas ou exigentes, podemos reagir de formas diferentes daquelas que imaginávamos e chegamos a ficar surpresos com nossa própria maneira de ser. Somos indivíduos.

Talvez só seja possível admitir a existência do livre-arbítrio ao constatar que o ser humano é algo mais do que matéria: “O livre-arbítrio, que sozinho atua tão incisivamente na verdadeira vida, de modo que se estende para longe no mundo do Além, que imprime seu cunho à alma, sendo capaz de moldá-la, é de espécie totalmente diferente. Muito maior para ser tão terrenal. Por isso não está em nenhuma ligação com o corpo terreno de matéria grosseira, portanto, nem com o cérebro. Encontra-se exclusivamente no próprio espírito, na alma do ser humano”, escreve Abdruschin em Na Luz da Verdade.

Atualmente, escutar o livre-arbítrio não é processo instantâneo e nem fácil. Um tanto sufocado por conta de uma longa história de cultivos materiais em detrimento de aprofundado trabalho interior, o arbítrio talvez não esteja tão livre quanto seria desejado. Mas isso não significa que absolutamente tudo seja predeterminado e que somos apenas previsíveis fazedores de coisas.

Questionar-se sobre o alcance do próprio livre-arbítrio é o começo para instigar a forma individual e particular de se expressar e de fazer escolhas. O que nos limita? Correntes criadas por nós mesmos e outras que nos amarram aos outros? Carência e necessidade de aprovação? Imersão demasiada em grupos e na família, causando quase uma dissolução do “eu”? A soberania que ofertamos a um prazer cotidiano até que ele cresça senhor de nós?

Exercer a livre decisão é resgatar uma parcela de liberdade e de responsabilidade para si, cultivando a autonomia. Para tanto é preciso religar as conexões com a voz que vem de dentro. Escutar a voz da alma e libertar o que oprime, oferecendo voo às asas. Cada um como ser único, singular, capaz de frutificar em cada nova encruzilhada que a vida puder ofertar.

Publicado originalmente em O Vagalume, Literatura do Graal
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VIETNAM: ECONOMIA DE MERCADO

A República Socialista do Vietnam tem um só Partido, o Comunista. Em 1976 o país foi reunificado após a divisão do país entre o Norte e o Sul. A capital sulista, Saigon, foi denominada Ho Chi Minh City em homenagem ao líder revolucionário, que morreu seis anos antes. Saigon atualmente é um bairro de Ho chi Minh, enorme cidade com 12 milhões de habitantes e 8 milhões de motocicletas, tendo o país cerca de 95,5 milhões de habitantes (2017).

Os recursos naturais do país são: Petróleo, Alumínio, Carvão, Água, Solo muito fértil, entre outros. Em 1979, os habitantes foram submetidos a racionamento de comida, quando então, cada cidadão recebia 2Kg de arroz e 200g de carne por mês, quando o Partido antes havia prometido 17Kg de arroz não processado e não tinha conseguido alcançar esta meta (Alphahistory.com – Post-War Vietnam). O Partido Comunista procurou fazer uma Reforma Agrária, mas acabou desistindo, pois só colheu muito poucos produtos agrícolas e safras irrisórias.

No meio dos anos 80, foi permitida a operação de pequenas fábricas e serviços industriais visando lucro, o que permitiu um substancial crescimento econômico e possibilitou uma melhor qualidade de vida. Observando o crescimento da vizinha China, a partir de 1986 o Vietnam começou a progredir tornando-se capitalista e orientado ao mercado, a despeito de ter o partido único comunista. A fome dos habitantes acabou desde então.

Apesar dos investimentos financeiros externos, grandes bancos internacionais tem suas agências no território vietnamita, altas grifes luxuosas da moda estão presentes e vendem bastante, shoppings centers e grandes malls coexistem com pequenos e micro comerciantes, veículos Toyota e televisores são montados no país e a rush hour em Ho chi Minh é semelhante a de New York, mas o Governo e o Partido não usam o adjetivo “Capitalista” quando se referem ao Vietnam, mas sim a expressão “Economia de Mercado”, que no fundo significa a mesma coisa. A produção de energia elétrica própria, produzida nas hidrelétricas, nas geradoras térmicas, eólicas, solares, biogás e a carvão, juntamente com a energia importada da China suprem 100% da população (2018 – energypedia.info – Vietnam Energy Situation).

O Porto de Ho chi Minh está aparelhado com o que há de melhor e mais moderno em equipamentos de movimentação de containers, liberando os navios muito mais rápido. O desemprego é da ordem de 3,18% (2017), mesmo sem o Governo computar os filhos de produtores agrícolas que trabalham nas terras da família. A renda per-capita do país pulou de US$ 96.34 em 1989 para US$ 2,342.24 em 2017.

“Assim também as pessoas com pensamentos ideais comunistas, no fundo das coisas, são nocivas à humanidade, porque a concretização deles só acarretaria algo de insano, apesar de, em seu modo de ver, quererem o bem. Assemelham-se a construtores que montam cuidadosamente na oficina uma casa para outro local. Ela parece vistosa e bonita… na oficina. Mas transportada para o terreno verdadeiro, é pouco firme e torta, de modo que não pode ser habitada por ninguém, porque o chão é desigual e não foi possível nivelá-lo, apesar dos maiores trabalhos e esforços. Os construtores esqueceram-se de levar isso em conta. Não consideram a avaliação certa do existente, essencial e inalterável para essa construção! Isso alguém que realmente aspira por ideais não faz!
As ideias comunistas não podem, em sua execução, crescer do solo, tampouco nele serem ancoradas ou, aliás, a ele ligadas, visto que esse solo, isto é, os seres humanos, a ele nem se ajustam! É demasiadamente desigual e assim permanecerá sempre, porque não é possível se conseguir um amadurecimento uniforme de todos os seres humanos na Terra.”
Na Luz da Verdade, Mensagem do Graal de Abdruschin.

Em 1989, caiu o muro de Berlim e logo após, a União Soviética tornou novamente Rússia. A China hoje em dia é uma potência comercial e industrial, por causa da “Economia de Mercado”. Cuba e Venezuela, Bolívia e Uruguai em muito menor escala, estão se deteriorando economicamente, de forma crescente a Venezuela, cujo povo passa fome e foge para os países vizinhos, enquanto os apagões elétricos não param.

O socialismo e o comunismo só dão vez à cúpula administrativa do país e aos seus amigos empresários, drenando as riquezas nacionais para seus bolsos, com discursos fajutos e enganadores para as massas que os apoiam. Com este paradoxo econômico vietnamita, em que comunismo e capitalismo coexistem, o que acontecerá no futuro a médio e longo prazo? É o que muitos cidadãos se perguntam.

José Guimarães Duque Filho é Engenheiro Civil, Mestre em Edificações.

LÓGICA NA CRIAÇÃO

Lógica, segundo Aristóteles, tem como objeto de estudo o pensamento, assim como as leis e regras que o controlam, para que esse pensamento seja correto. Deriva do grego “logos” (logiké), uma palavra que pode ser traduzida como razão, discurso ou linguagem; é uma ferramenta em favor do exercício do pensamento e da linguagem, assim mostram diversos sites na Internet.

Carl Cohen, em “Introduction to Logic”, assim conceitua a lógica:
“Logic is the study of the method and principles used to distinguish good (correct) from bad (incorrect) reasoning.” Ou seja, “Lógica é o estudo do método e dos princípios usados para distinguir razões boas (corretas) das ruins (incorretas)”.

Podemos hoje afirmar que a Lógica é a base das Leis da Criação, que atuando de forma autônoma, criaram os diversos planos que a compõem. O ser humano como tal, também é resultado dessa Lógica, bem maior que a que foi conceituada pelos homens na matéria grosseira, portanto, falível e imperfeita. A imperfeição decorre não da lógica em si, mas dos conceitos do que é bom e do que é ruim, que varia entre os seres humanos de bem e os outros que não são tanto de bem. A Lógica Natural também é indissociável das ciências naturais, como a matemática, a física, a química, etc., e independente do ser humano.

O universo até agora visível, com seus bilhões de galáxias que por sua vez contem bilhões de estrelas, bilhões de quasares, bilhões de planetas, de buracos negros, de luas, de cometas, e muitos outros corpos celestes, não existe ao acaso, em sua grandeza incompreensível ao ser humano; teve um nascimento, um desenvolvimento e uma extinção para um novo renascimento, em suas partes individuais. Tudo na matéria é sujeito ao desgaste e renovação. E isso tudo, coordenado de modo perfeito pela Vontade do Criador, através de suas Perfeitas Leis, evidenciam em Lógica incontestável, a multiplicidade de funções de cada espécie da natureza material, na qual somente o ser humano terreno não quer se adaptar e assim progredir. O bater de asas de uma borboleta no Oriente, tem efeitos no Ocidente, pois toda a natureza é interligada.

A semente espiritual inconsciente do ser humano, somente pode se desenvolver, adentrando nas matérias e através das vivências, que durante suas diversas encarnações, propiciam o resultado das experiências vividas de volta à semente e assim esta semente vai crescendo até tornar-se pleno espiritual autoconsciente e retornar à sua Pátria.

Da mesma maneira o espírito traz ao corpo terreno seu comando, no sentido inverso. Mas, se o espírito é indolente, suas decisões ficam sob o comando do cérebro, que tem a limitação do espaço-tempo, que como tal é restrito. É lógico, que as decisões do espírito condicionam consequências, inclusive quando ele é indolente, o que também ele decidiu ser, pois cessou seu desenvolvimento, isolando-se das forças espirituais mais elevadas.

Quando o espírito se torna indolente, o cérebro restrito à matéria terrena toma a si as decisões que competem ao espírito, fazendo-o decair no seu desenvolvimento e regredir da altitude antes alcançada.

Mensagem do Graal, Na Luz da Verdade, de Abdruschin, Vol. I – pag. 104:
Só com a movimentação do próprio espirito podem as almas humanas servir ao seu Criador! E com isso em primeira linha e simultaneamente a si mesmas. Somente um espírito humano que se encontre lúcido e vigilante nesta Criação, consciente de suas Leis, inserindo-se nelas com os pensamentos e as ações, este é agradável a Deus, pois com isso está cumprindo a razão de ser de sua existência, conforme cabe a cada espirito humano nesta Criação!

As consequências das decisões espirituais serão sempre do agrado do espírito, se tomadas de acordo com as Leis da Criação. Caso não estejam de acordo com estas Leis, retornarão sofrimentos que o ser humano não pode evitar, a não ser pelo reconhecimento dos erros e de ações para repará-los. É a perfeita Lei da Reciprocidade, que dá exatamente aquilo que é merecido pelo ser humano. O tempo em que este circular de efeitos, após a decisão tomada, voltará ao ser humano, não importa, mas em um determinado dia eles virão e terão de ser sentidos e provados quer se goste ou não.

Nos tempos atuais, com a Lógica das Leis Naturais em que o curso do Juízo Final (Apocalipse) vai se encerrando, o retorno dos pensamentos, das palavras e das ações, vai sendo acelerado pelas Leis, a fim de que o ser humano tenha de pronto as consequências da sua vontade.

José Guimarães Duque Filho é Engenheiro Civil, Mestre em Edificações, Conselheiro do COMAM – Conselho Municipal de Meio Ambiente de Fortaleza, Ceará.

FISIOLOGIA POLÍTICA BRASILEIRA

Os comentários de políticos corruptos, de esquerdistas, de intelectuais, de jornalistas, que perderam ou perderão em breve as benesses de viverem às custas do Governo Brasileiro, acerca da nomeação de um Senhor Juiz para um dos superministérios do novo presidente eleito, procuram agora impor ao Estado Brasileiro uma nova fisiologia política para prejudicar nossa nação: querem instituir uma quarentena de três anos para Juízes serem nomeados para cargos do poder executivo. Claramente advogam isso.

Eles procuram, como sempre, denegrir a imagem pública de cidadãos probos e dispostos a consertar o Brasil, que têm sido tão vilipendiados pelos governos anteriores, ditos socialistas, no qual muitos executivos e legisladores públicos meteram a mão nos cofres da nação para benefício pecuniário pessoal.

Alguns jornalistas e políticos continuam a chamar o Presidente eleito democraticamente de antidemocrata, procurando por todos os meios denegri-lo, inclusive afirmando que ele ora define uma determinada diretriz do futuro governo, e depois indefine a mesma coisa.

Mas para consertar o rombo sofrido é necessário muito trabalho, muitas ideias e muita perseverança, bem como uma disposição honesta de enfrentar o problema. É melhor errar com homens probos que acertar com ignorantes, pois os probos aprendem a lição e rapidamente corrigem os rumos das ideias, seguindo em frente com suas metas de desenvolvimento.

Muito precisa ser feito para nosso país sair desta calamitosa situação. O Brasil precisa do esforço de cada cidadão em prol deste desafio. Os governos devem servir ao povo, e não o povo servir ao governo.

Na Luz da Verdade, Mensagem do Graal, de Abdruschin, volume 2:
“E, em cima do monte de escombros, se encontra vazio, cheio de si, orgulhosamente, o causador da confusão tremenda… o “homem moderno”, conforme costuma denominar-se de preferência. O “progressista”, que na realidade regrediu constantemente! Exigindo admiração, cognomina-se também ainda de “puro materialista”. — Acrescentam-se ainda a tudo isso as inúmeras cisões, o sempre crescente ódio mútuo, apesar da uniformidade da escravidão voluntária! Nem empregador nem os empregados têm culpa disso, nem o capital nem a sua falta, nem a Igreja nem o Estado, nem as diferentes nações, mas tão-somente a sintonização errada das pessoas, individualmente, fez com que tudo chegasse a tanto! ”

Os verdadeiros seres humanos, que ainda têm em si espírito acordado, almejando o próprio desenvolvimento pela observação das Leis Naturais, sentem-se muitas vezes excluídos da vida material moderna, por seus ideais injustamente combatidos, pois o mal está em predominância na Terra, por enquanto. Com o término do Juízo Final, que já não está mais tão distante, os genuínos seres humanos poderão respirar aliviados, pois a Terra estará livre do mal e a Lei da Reciprocidade será praticamente imediata.

José Guimarães Duque Filho é Engenheiro Civil, Mestre em Edificações, Conselheiro do COMAM – Conselho Municipal de Meio Ambiente de Fortaleza, Ceará.

BRASIL PARA BRASILEIROS PATRIOTAS

Os “líderes políticos que se dizem brasileiros” foram às mídias para desbancar não só uma candidatura honesta, mas principalmente a honra da pessoa física do candidato. O que aconteceu? Com uma campanha milionária contra ele, que gastou muito pouco dinheiro público, os eleitores em maioria confiaram em sua mensagem e deram um “BASTA” nesses políticos corruptos que denegriram e mancharam com mentiras, o candidato eleito.

Fato curioso: Aqueles políticos que cometeram esta desfaçatez, em sua maioria estão carregando processos judiciais em seus ombros, por um motivo simples: CORRUPÇÃO, que é o nome disfarçado para ROUBO dos cofres públicos. Já outros políticos ou não, em sua maioria a mídia televisada e jornalística, da duas uma: ou foram maciçamente compradas para derrotar o candidato ou foram do tipo “Maria vai com a outras”, ou seja, ouviram as mentiras e consideram que estas eram verdades intocáveis.

Necessitamos da imprensa justa e imparcial, que não se venda a grupos políticos ou empresariais. No Brasil, bem como em outros países, a imprensa marrom faz a tempestade sensacionalista no copo d’água e disponibiliza espaço pago para a defesa do acusado e assim enriquecem através da desgraça alheia, muitas vezes exageradas pelos jornalistas.

Mas os dias atuais estão sendo pressionados por uma terribilidade que ser humano algum pode deter. Estamos já próximos do fim do temido JUÍZO FINAL. Todas as predições, há muito sabidas, estão se desenrolando agora. Tudo que o ser humano pensou, disse ou fez, brotou, cresceu e agora vem a safra que não como evitar: os frutos, bons ou ruins, serão deglutidos e digeridos para que a lição seja aprendida: ou se desenvolve no sentido das Leis Perfeitas do Criador, ou sucumbe com pedra imprestável para construção espiritual.

A leis e a justiça terrena são muito imperfeitas pois não se baseiam na Leis Naturais. Após o JUÍZO isso será diferente. O enquadramento às Leis será taxativo na lei natural da reciprocidade e terá efeito praticamente imediato.

A humanidade muito pouco presta atenção à Lei da Reciprocidade, que devido à sua perfeição, dá a cada ser humano de forma multiplicada, aquilo que o ser humano semeia com pensamentos, palavras e ações.
“Jamais o ser humano deve esquecer-se de que ele, completamente só, terá de responder por tudo aquilo que intui, pensa e faz, mesmo que o tenha aceitado de outro de modo incondicional!” (Na Luz da Verdade – Vol II –Conceito humano de vontade de Deus na lei da reciprocidade – pag. 307.)

O Brasil é um país abençoado pela Luz, vem sendo protegido há milênios, mas o povo tem de merecer essa proteção, pensando, falando e agindo na conformidade da Lei Maior, para que sua população ultrapasse o Juízo Final com menos sofrimento.

Vamos reerguer nosso lar material!

José Guimarães Duque Filho é Engenheiro Civil, Mestre em Edificações, Conselheiro do COMAM – Conselho Municipal de Meio Ambiente de Fortaleza, Ceará.

DA DISCUSSÃO NASCE A LUZ

Da discussão nascia a luz. Bons tempos quando havia empenho em solucionar as questões humanas e perseguir a melhora continuada nas condições gerais de vida e no aprimoramento da humanidade. Isso foi antes. As discussões se tornaram lutas para defender pontos de vista e conservar o poder. Por isso, com a redução da possibilidade de discutir e fazer nascer a solução, os problemas da humanidade só aumentam, sem que surjam discussões sérias sobre como resolve-los. Faltam simplicidade, clareza, naturalidade e raciocínio lúcido. (Benedicto Ismael Camargo Dutra)

Segue texto de Luiz Marins.

É antigo o provérbio “Da discussão nasce a luz”. E o que ele quer dizer? Luz vem do latim lucere que significa “brilhar”.

No sentido figurado quer dizer ideias novas, inovação, criação. Tanto isso é verdade que quando queremos representar graficamente uma ideia, o fazemos através de uma lâmpada, da luz.

Ao nos referirmos a uma ideia que aprovamos, dizemos ser uma “ideia brilhante” que saiu de uma “mente iluminada”. Discussão, também vem do latim tardio discussionem e significa investigação, exame de uma questão em que tomam parte várias pessoas.

Assim, quando dizemos que da discussão nasce a luz, queremos dizer que boas ideias nascem quando compartilhamos nosso ato de pensar, de investigar.

Mas, temos que tomar cuidado para não acreditar que a luz nasce de qualquer discussão. Há discussões que são “estéreis”, o que quer dizer que nada geram.

Quando discutimos um tema sobre o qual pouco sabemos, com pessoas que sabem menos do que nós, a única luz que poderá nascer é de que deveremos buscar pessoas que saibam mais do que nós, para com elas aprender ou, então, que decidamos  estudar a questão antes de discutir.

Assim, o provérbio se aplica a discussões férteis, fecundas que só podem ocorrer com a participação de pessoas “lúcidas”, cuja palavra também vem do latim lucidus que significa “iluminado, claro”. Discutir com pessoas “obscuras” (que quer dizer “sem luz, coberto, escuro”) só nos trará escuridão, dissabores e aborrecimentos.

Veja quantas lições podemos tirar de um provérbio.

Realmente da discussão nasce a luz e devemos sempre procurar dividir nossas ideias e opiniões com pessoas que possam nos “esclarecer” (clarear, tornar claro, pôr à luz).

E, como vimos, devemos evitar as discussões que nada geram, estéreis, pois elas, ao invés da luz, nos trarão mais escuridão.

Discutir não é brigar. Discutir é iluminar as ideias. É por isso que devemos sempre discutir com lucidez.

Pense nisso. Sucesso!

Luiz Almeida Marins Filho é antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University) e na Universidade de São Paulo (USP). É Formado em História, estudou Direito, Ciência Política, Negociação, Planejamento e Marketing em cursos em universidades no Brasil e no exterior. Técnico em Contabilidade.

AS CAUSAS ECONÔMICAS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

A crise econômica que se abate sobre o sistema capitalista mundial a partir de 1929 vai ser o fator mais poderoso para que um novo arranjo do poder em escala mundial seja pleiteado. A crise levou os países capitalistas a tomarem medidas protecionistas, visando a salvar os mercados internos das importações estrangeiras, criando uma verdadeira guerra tarifária. A produção mundial reduziu-se em 40%, sendo que a diminuição do ferro atingiu 60%, a do aço, 58%, a do petróleo, 13%, e a do carvão, 29%.

O desemprego grassou nos principais países industrializados: 11 milhões nos Estados Unidos, 6 milhões na Alemanha, 2,5 milhões na Inglaterra e um número um pouco superior na França. Se forem contados os dependentes, estima-se que o fato provocou aflição e desemprego a mais de 70 milhões de pessoas. Como a economia já estava suficientemente internacionalizada (com exceção da URSS, que se lançava nos Planos Quinquenais), todos os Continentes foram atingidos, aumentando ainda mais a miséria e o desemprego.

A América Latina, por exemplo, teve que reduzir em 40% as importações e sofreu uma queda de 17% nas exportações. É nesse contexto caótico que a Alemanha, no Ocidente, e o Japão, no Oriente, vão tentar explorar o debilitamento dos rivais. Uma nova luta por mercados e novas fontes de matérias-primas levaria o mundo à Segunda Guerra Mundial.

Causas Políticas

A conjuntura externa caótica e a situação interna de desespero conduzem Hitler ao poder na Alemanha em 1933. Atuando implacavelmente, em menos de um ano sufocou todos os movimentos oposicionistas (sociais-democratas, comunistas e liberais), dando início à ” Revolução Nacional-Socialista ” que tinha como objetivo fazer a Alemanha retornar ao grau de potência europeia.

Naturalmente que, para tal, era necessário romper com o tratado de Versalhes, pois este impedia a conquista do “espaço vital”, como o rearmamento. Atenuava-se o desemprego e atendia-se a necessidades da poderosa burguesia financeira e industrial da Alemanha. Para evitar a má vontade das potências ocidentais, Hitler coloca-se como campeão do anticomunismo a nível mundial, assinando com o Japão (novembro de 1936) e com a Itália (janeiro de 1937) o Pacto Anti-Comintern – cujo fim é ampliar o isolamento da URSS e, quando for possível, atacá-la.

O Japão, que igualmente passa por convulsões internas graves, dá início em 1931 a uma política externa agressiva, explorando o enfraquecimento dos Impérios Coloniais europeus que se mostram impotentes para superar a crise econômica. Em 1937, após ter ocupado a rica região da Manchúria, invade o resto do território chinês, dando início a um longo conflito na Ásia. Seu expansionismo vai terminar por chocar-se com os interesses norte-americanos na Ásia (Filipinas) e levar à guerra contra os Estados Unidos.

Os antecedentes imediatos

A Guerra Civil Espanhola
Em 1936, a Frente Popular vence as eleições na Espanha. Em 18 de julho, os generais Mola e Francisco Franco rebelam-se contra a República, representando a coligação de forças conservadoras (a direita monarquista, a Igreja católica e os grupos fascistas da Falange Espanhola), iniciando a guerra-civil que durou dois anos e nove meses. Enquanto a França e a Inglaterra optaram pela política de não intervenção, Hitler e Mussolini auxiliaram abertamente os nacionalistas de Franco ( Legião Condor e Grupo de Tropas Voluntárias ).

O Japão, que igualmente passa por convulsões internas graves, dá início em 1931 a uma política externa agressiva, explorando o enfraquecimento dos Impérios Coloniais europeus que se mostram impotentes para superar a crise econômica. Em 1937, após ter ocupado a rica região da Manchúria, invade o resto do território chinês, dando início a um longo conflito na Ásia. Seu expansionismo vai terminar por chocar-se com os interesses norte-americanos na Ásia (Filipinas) e levar à guerra contra os Estados Unidos.

Os republicanos, cada vez mais isolados, pediram apoio à URSS. Devido à distância, e ao bloqueio naval, o auxílio soviético não consegue equilibrar a situação a favor dos republicanos, que acabam derrotados em março de 1939. Esta guerra serviu para Hitler experimentar a estratégia dablitzkrieg (avanço de carros de combate conjugados com bombardeios aéreos maciços) e detectar a indecisão e fraqueza dos aliados ocidentais. Enquanto que, para Stalin, serviu de lição: não poderia se envolver em um enfrentamento direto com a Alemanha.

https://www.terra.com.br/noticias/educacao/historia/as-causas-economicas-da-segunda-guerramundial,8c7842ba7d2da310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

Voltaire Schilling é professor de História da UFRGS, responsável pelo Projeto Cultural do Curso Universitário. Tem lecionado há mais de 30 anos em vários estabelecimentos de ensino e realizado grande quantidade de palestras. É professor do Curso de Jornalismo Aplicado da RBS e conferencista da AJURIS, colaborador em vários jornais, responsável pela seção “História” do Portal Terra, foi diretor do Memorial do Rio Grande do Sul e é autor de vários livros e mais de 50 trabalhos menores. Representou o Brasil na Feira Internacional do Livro de Jerusalém, em 1991. Em 2005 foi distinguido com a Medalha Cidade de Porto Alegre por relevantes serviços prestados, em 2006 recebeu da Secretaria Municipal da Cultura o Prêmio Joaquim Felizardo, que destaca o Intelectual do Ano, e em 2008 foi eleito membro da Academia Rio-Grandense de Letras. Em 2013 recebeu do governo da França a Ordem Nacional do Mérito no grau de cavaleiro.

LIDERANÇA AUTOCRÁTICA

Ana Serafim*

A liderança autocrática é um estilo de liderança que se caracteriza, na generalidade, pelo controle individual sobre todas as decisões e pelas poucas opiniões dos membros do grupo. Habitualmente, os líderes autocráticos fazem escolhas com base nas suas próprias ideias e julgamentos, e raramente aceitam conselhos dos seguidores. A liderança autocrática envolve controle absoluto e autoritarismo sobre um grupo.

Este estilo de liderança tem associado alguma conotação negativa, mas, em algumas situações, este é o estilo de liderança mais apropriado. A liderança autocrática é algo intuitivo, que traz benefícios quase imediatos e que, para muitos líderes, acaba por ser uma coisa “natural”.

Características da liderança autocrática

• Pouca, ou nenhuma opinião dos membros do grupo
• Os líderes é que tomam as decisões
• Os líderes do grupo ditam todos os métodos e processos de trabalho
• Raramente são confiadas decisões ou tarefas importantes aos membros do grupo
• Os líderes mantêm o controle e responsabilidade dos projetos que lhes são atribuídos

Benefícios da liderança autocrática

Este tipo de liderança traz vários benefícios para o líder que a utiliza, nomeadamente:

• Redução do stress porque o líder tem o controle total
• As decisões podem ser tomadas mais rapidamente (não existe necessidade de grandes consultas antes de avançar)
• Os trabalhadores têm tendência a ser mais rápidos e mais produtivos (desde que o líder esteja presente).
• Permite que os membros do grupo se tornem altamente qualificados a executar certas tarefas
• Processos de trabalho mais simplificados (menos burocracia, menos pessoas envolvidas nas tomadas de decisão, identificação mais rápida das áreas pouco eficientes).

Desvantagens da liderança autocrática

Apesar de haver alturas em que este estilo de liderança é vantajoso, também existem muitos outros casos em que a liderança autocrática pode ser muito problemática e trazer desvantagens.

• Quando o líder abusa deste tipo de liderança pode começar a ser visto, pelos trabalhadores, como sendo “mandão”, controlador e ditador, conduzindo muitas vezes ao ressentimento entre os membros do grupo.
• Os membros do grupo não gostam de não poderem contribuir com as suas ideias, o que pode levar a uma diminuição da motivação e moral
• Pode haver falta de soluções criativas para os problemas que surgem (o que pode prejudicar o desempenho do grupo)
• No longo prazo aumenta o stress para o líder porque é ele que tem de aguentar todas as responsabilidades, durante o tempo todo.
• Caso o líder se ausente, a produtividade da equipe vai diminuir pois os membros não sentem confiança suficiente para tomarem as suas próprias decisões.

Quando deve ser utilizado?

As melhores alturas, ou situações, para utilizar este estilo de liderança são as seguintes:

• Quando é necessário controle
• Quando existe pouca margem para o erro e/ou prazos para cumprir
• Com subordinados pouco experientes ou pouco familiarizados com certo tipo de trabalho
• Locais de trabalho onde existem muitas pessoas (existe pouco tempo para dedicar a cada pessoa)
• Em projetos de curto prazo, complexos e técnicos ou projetos urgentes
• Com funções pouco qualificadas com tarefas monótonas (que podem conduzir a uma baixa motivação)
• Quando existe muito turnover por parte dos trabalhadores (é importante manter o conhecimento organizacional no líder)

Setores onde o estilo de liderança autocrática se ajusta bem

• Militar
• Construção
• Indústrias/Fábricas

Como ser eficaz com este estilo de liderança

• Respeite os subordinados
• Explique bem as regras (porque é que as pessoas têm de seguir certo procedimento)
• Seja consistente
• Eduque antes de impor (faça com que todas as pessoas compreendam as suas expectativas desde o início)
• Ouça, mesmo que você não mude.

* Ana Serafim é psicóloga do Trabalho e das Organizações