LÓGICA NA CRIAÇÃO

Lógica, segundo Aristóteles, tem como objeto de estudo o pensamento, assim como as leis e regras que o controlam, para que esse pensamento seja correto. Deriva do grego “logos” (logiké), uma palavra que pode ser traduzida como razão, discurso ou linguagem; é uma ferramenta em favor do exercício do pensamento e da linguagem, assim mostram diversos sites na Internet.

Carl Cohen, em “Introduction to Logic”, assim conceitua a lógica:
“Logic is the study of the method and principles used to distinguish good (correct) from bad (incorrect) reasoning.” Ou seja, “Lógica é o estudo do método e dos princípios usados para distinguir razões boas (corretas) das ruins (incorretas)”.

Podemos hoje afirmar que a Lógica é a base das Leis da Criação, que atuando de forma autônoma, criaram os diversos planos que a compõem. O ser humano como tal, também é resultado dessa Lógica, bem maior que a que foi conceituada pelos homens na matéria grosseira, portanto, falível e imperfeita. A imperfeição decorre não da lógica em si, mas dos conceitos do que é bom e do que é ruim, que varia entre os seres humanos de bem e os outros que não são tanto de bem. A Lógica Natural também é indissociável das ciências naturais, como a matemática, a física, a química, etc., e independente do ser humano.

O universo até agora visível, com seus bilhões de galáxias que por sua vez contem bilhões de estrelas, bilhões de quasares, bilhões de planetas, de buracos negros, de luas, de cometas, e muitos outros corpos celestes, não existe ao acaso, em sua grandeza incompreensível ao ser humano; teve um nascimento, um desenvolvimento e uma extinção para um novo renascimento, em suas partes individuais. Tudo na matéria é sujeito ao desgaste e renovação. E isso tudo, coordenado de modo perfeito pela Vontade do Criador, através de suas Perfeitas Leis, evidenciam em Lógica incontestável, a multiplicidade de funções de cada espécie da natureza material, na qual somente o ser humano terreno não quer se adaptar e assim progredir. O bater de asas de uma borboleta no Oriente, tem efeitos no Ocidente, pois toda a natureza é interligada.

A semente espiritual inconsciente do ser humano, somente pode se desenvolver, adentrando nas matérias e através das vivências, que durante suas diversas encarnações, propiciam o resultado das experiências vividas de volta à semente e assim esta semente vai crescendo até tornar-se pleno espiritual autoconsciente e retornar à sua Pátria.

Da mesma maneira o espírito traz ao corpo terreno seu comando, no sentido inverso. Mas, se o espírito é indolente, suas decisões ficam sob o comando do cérebro, que tem a limitação do espaço-tempo, que como tal é restrito. É lógico, que as decisões do espírito condicionam consequências, inclusive quando ele é indolente, o que também ele decidiu ser, pois cessou seu desenvolvimento, isolando-se das forças espirituais mais elevadas.

Quando o espírito se torna indolente, o cérebro restrito à matéria terrena toma a si as decisões que competem ao espírito, fazendo-o decair no seu desenvolvimento e regredir da altitude antes alcançada.

Mensagem do Graal, Na Luz da Verdade, de Abdruschin, Vol. I – pag. 104:
Só com a movimentação do próprio espirito podem as almas humanas servir ao seu Criador! E com isso em primeira linha e simultaneamente a si mesmas. Somente um espírito humano que se encontre lúcido e vigilante nesta Criação, consciente de suas Leis, inserindo-se nelas com os pensamentos e as ações, este é agradável a Deus, pois com isso está cumprindo a razão de ser de sua existência, conforme cabe a cada espirito humano nesta Criação!

As consequências das decisões espirituais serão sempre do agrado do espírito, se tomadas de acordo com as Leis da Criação. Caso não estejam de acordo com estas Leis, retornarão sofrimentos que o ser humano não pode evitar, a não ser pelo reconhecimento dos erros e de ações para repará-los. É a perfeita Lei da Reciprocidade, que dá exatamente aquilo que é merecido pelo ser humano. O tempo em que este circular de efeitos, após a decisão tomada, voltará ao ser humano, não importa, mas em um determinado dia eles virão e terão de ser sentidos e provados quer se goste ou não.

Nos tempos atuais, com a Lógica das Leis Naturais em que o curso do Juízo Final (Apocalipse) vai se encerrando, o retorno dos pensamentos, das palavras e das ações, vai sendo acelerado pelas Leis, a fim de que o ser humano tenha de pronto as consequências da sua vontade.

José Guimarães Duque Filho é Engenheiro Civil, Mestre em Edificações, Conselheiro do COMAM – Conselho Municipal de Meio Ambiente de Fortaleza, Ceará.

FISIOLOGIA POLÍTICA BRASILEIRA

Os comentários de políticos corruptos, de esquerdistas, de intelectuais, de jornalistas, que perderam ou perderão em breve as benesses de viverem às custas do Governo Brasileiro, acerca da nomeação de um Senhor Juiz para um dos superministérios do novo presidente eleito, procuram agora impor ao Estado Brasileiro uma nova fisiologia política para prejudicar nossa nação: querem instituir uma quarentena de três anos para Juízes serem nomeados para cargos do poder executivo. Claramente advogam isso.

Eles procuram, como sempre, denegrir a imagem pública de cidadãos probos e dispostos a consertar o Brasil, que têm sido tão vilipendiados pelos governos anteriores, ditos socialistas, no qual muitos executivos e legisladores públicos meteram a mão nos cofres da nação para benefício pecuniário pessoal.

Alguns jornalistas e políticos continuam a chamar o Presidente eleito democraticamente de antidemocrata, procurando por todos os meios denegri-lo, inclusive afirmando que ele ora define uma determinada diretriz do futuro governo, e depois indefine a mesma coisa.

Mas para consertar o rombo sofrido é necessário muito trabalho, muitas ideias e muita perseverança, bem como uma disposição honesta de enfrentar o problema. É melhor errar com homens probos que acertar com ignorantes, pois os probos aprendem a lição e rapidamente corrigem os rumos das ideias, seguindo em frente com suas metas de desenvolvimento.

Muito precisa ser feito para nosso país sair desta calamitosa situação. O Brasil precisa do esforço de cada cidadão em prol deste desafio. Os governos devem servir ao povo, e não o povo servir ao governo.

Na Luz da Verdade, Mensagem do Graal, de Abdruschin, volume 2:
“E, em cima do monte de escombros, se encontra vazio, cheio de si, orgulhosamente, o causador da confusão tremenda… o “homem moderno”, conforme costuma denominar-se de preferência. O “progressista”, que na realidade regrediu constantemente! Exigindo admiração, cognomina-se também ainda de “puro materialista”. — Acrescentam-se ainda a tudo isso as inúmeras cisões, o sempre crescente ódio mútuo, apesar da uniformidade da escravidão voluntária! Nem empregador nem os empregados têm culpa disso, nem o capital nem a sua falta, nem a Igreja nem o Estado, nem as diferentes nações, mas tão-somente a sintonização errada das pessoas, individualmente, fez com que tudo chegasse a tanto! ”

Os verdadeiros seres humanos, que ainda têm em si espírito acordado, almejando o próprio desenvolvimento pela observação das Leis Naturais, sentem-se muitas vezes excluídos da vida material moderna, por seus ideais injustamente combatidos, pois o mal está em predominância na Terra, por enquanto. Com o término do Juízo Final, que já não está mais tão distante, os genuínos seres humanos poderão respirar aliviados, pois a Terra estará livre do mal e a Lei da Reciprocidade será praticamente imediata.

José Guimarães Duque Filho é Engenheiro Civil, Mestre em Edificações, Conselheiro do COMAM – Conselho Municipal de Meio Ambiente de Fortaleza, Ceará.

MELHORAR O PIB E OS EMPREGOS

Grande parte dos problemas do Brasil refere-se ao descontrole das contas internas e externas, da falta de dar atenção ao que é prioritário e aos horrorosos desvios da corrupção, campeã mundial que por aqui se instalou, gerando uma permanente situação de dívidas crescentes. Muitos economistas do planeta condenam o crescimento das dívidas soberanas dos Estados, contraídas por seus governantes que não organizam orçamentos equilibrados e administração sadia do dinheiro público, sempre necessitando tomar empréstimos para cobrir déficits fiscais, ficando depois algemados.

A criação de dinheiro não tem trégua, seja pelos BCs administrados pelo governo ou não, seja pelo empréstimo bancário sobre os depósitos em proporções superiores ao capital próprio. Mas há outro aspecto da dívida pública. Se os governos não estivessem absorvendo liquidez através de empréstimos e essa massa de dinheiro estivesse solta no mercado, o que poderia acontecer na economia?

É nas finanças que mora o perigo. Há muitos interesses em jogo quando se trata de dinheiro. É preciso naturalidade e seriedade nesta época mais difícil que todas as outras. O mundo se defronta com o embate econômico em múltiplas variáveis: dinheiro, crédito, câmbio, especulação e disputa pela conservação e aumento de poder.

A Ásia incorporou grande contingente de mão obra barata para a produção de bens em larga escala e avança na automação da produção com custos inferiores ao Ocidente o que está causando traumas na renda e no consumo. O que vão fazer os habitantes do Brasil e outras regiões, se não têm como enfrentar a competição? A possibilidade de avanços na automação da produção ainda está longe de nosso alcance. Então, se não for encontrada solução, o país será deixado na rota do caos?

O futuro do Brasil e da humanidade está se complicando porque, em geral, poucos assumem sua responsabilidade com o futuro. De longa data falta verdade e, habilmente, as reais intenções têm sido acobertadas. Estamos no século em que tudo se acelera e nada fica oculto. É preciso enfrentar a realidade, mas também incentivar a sincera vontade de renovar tudo que esteja em desacordo com as leis naturais da Criação, pois o que estiver em oposição a elas perderá a base de sustentação, devendo ruir naturalmente. O Brasil tem de deixar de ser como criança mimada para entrar na fase adulta das realizações construtivas e benéficas.

Qual será o futuro do Brasil? Como puderam deixar que a precarização dominasse na educação, saúde, moradias inadequadas em agrupamentos sem esgoto e água, mas com TV de baixo nível? Dívida bola de neve com juros anuais equivalentes a cem bilhões de dólares anuais. Fragilização da indústria com política cambial desastrosa. Abandono das praças cheias de lixo. Bueiros que lançam esgoto nas ruas. Odor exalado por urbanos. O que fizeram com o maravilhoso Brasil?

Vivemos um momento decisivo. Nas décadas que nos separam da proclamação da república em 1889 pouca coisa vimos em prol do país e sua população. O Brasil tem sido descuidado em seu desenvolvimento. Não é à toa que o PIB vem caindo e o desemprego aumentando. Em vez de produzir estamos combatendo a inflação com dólar barato e juros elevados, conservando empregos nos países exportadores.

A época é difícil. Serão quatro anos de restauração do Brasil, mas há que se estar atento com o que poderá vir por aí em 2022. Temos de destacar que os jovens precisam de bom preparo para a vida, seriedade, raciocínio lúcido e propósitos enobrecedores da espécie humana porque eles representam o futuro. Precisamos que os governos Federal, Estadual e Municipal e o povo se unam para o bem do Brasil. Precisamos de conexão de Internet de boa qualidade e baixo custo para que a população possa se inteirar do que se passa realmente.

Estamos diante da oportunidade de Renascimento do Brasil que necessita de uma geração forte, que pense com clareza sob a Luz da Verdade, livre dos sofismas marxistas que se fundamentam no ateísmo; de pessoas que se esforcem para a conquista de alvos elevados para fazer do Brasil um bom lugar para se viver, transformando-o num lar de criaturas que evoluem de forma humana.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

BRASIL PARA BRASILEIROS PATRIOTAS

Os “líderes políticos que se dizem brasileiros” foram às mídias para desbancar não só uma candidatura honesta, mas principalmente a honra da pessoa física do candidato. O que aconteceu? Com uma campanha milionária contra ele, que gastou muito pouco dinheiro público, os eleitores em maioria confiaram em sua mensagem e deram um “BASTA” nesses políticos corruptos que denegriram e mancharam com mentiras, o candidato eleito.

Fato curioso: Aqueles políticos que cometeram esta desfaçatez, em sua maioria estão carregando processos judiciais em seus ombros, por um motivo simples: CORRUPÇÃO, que é o nome disfarçado para ROUBO dos cofres públicos. Já outros políticos ou não, em sua maioria a mídia televisada e jornalística, da duas uma: ou foram maciçamente compradas para derrotar o candidato ou foram do tipo “Maria vai com a outras”, ou seja, ouviram as mentiras e consideram que estas eram verdades intocáveis.

Necessitamos da imprensa justa e imparcial, que não se venda a grupos políticos ou empresariais. No Brasil, bem como em outros países, a imprensa marrom faz a tempestade sensacionalista no copo d’água e disponibiliza espaço pago para a defesa do acusado e assim enriquecem através da desgraça alheia, muitas vezes exageradas pelos jornalistas.

Mas os dias atuais estão sendo pressionados por uma terribilidade que ser humano algum pode deter. Estamos já próximos do fim do temido JUÍZO FINAL. Todas as predições, há muito sabidas, estão se desenrolando agora. Tudo que o ser humano pensou, disse ou fez, brotou, cresceu e agora vem a safra que não como evitar: os frutos, bons ou ruins, serão deglutidos e digeridos para que a lição seja aprendida: ou se desenvolve no sentido das Leis Perfeitas do Criador, ou sucumbe com pedra imprestável para construção espiritual.

A leis e a justiça terrena são muito imperfeitas pois não se baseiam na Leis Naturais. Após o JUÍZO isso será diferente. O enquadramento às Leis será taxativo na lei natural da reciprocidade e terá efeito praticamente imediato.

A humanidade muito pouco presta atenção à Lei da Reciprocidade, que devido à sua perfeição, dá a cada ser humano de forma multiplicada, aquilo que o ser humano semeia com pensamentos, palavras e ações.
“Jamais o ser humano deve esquecer-se de que ele, completamente só, terá de responder por tudo aquilo que intui, pensa e faz, mesmo que o tenha aceitado de outro de modo incondicional!” (Na Luz da Verdade – Vol II –Conceito humano de vontade de Deus na lei da reciprocidade – pag. 307.)

O Brasil é um país abençoado pela Luz, vem sendo protegido há milênios, mas o povo tem de merecer essa proteção, pensando, falando e agindo na conformidade da Lei Maior, para que sua população ultrapasse o Juízo Final com menos sofrimento.

Vamos reerguer nosso lar material!

José Guimarães Duque Filho é Engenheiro Civil, Mestre em Edificações, Conselheiro do COMAM – Conselho Municipal de Meio Ambiente de Fortaleza, Ceará.

DESPERTANDO DO TORPOR

As pessoas estão percebendo que há pouco dinheiro circulando devido ao declínio na renda. Ocorreu uma evidente queda das atividades industriais e gerais. Pelas estradas e avenidas há vários estabelecimentos com placas de “vende-se ou aluga-se”. Quando importamos mercadorias, uma parte do dinheiro não fica no giro, vai embora, não recircula mais. Para continuar mantendo o dólar barato, de 2012 a 2017 a dívida sofreu um crescimento de um trilhão de reais em juros e perdas cambiais.

Os governantes querem ampliar a esfera de atuação, criam unidades, empregam milhares de pessoas para rotinas ineficientes de controle, e os desonestos procuram tirar vantagem vendendo facilidades. Esbanjam e desviam o dinheiro. Assumem dívidas enormes para o presente e o futuro. O endividamento público do Brasil alcançou em junho de 2018 o montante de R$ 5,186 trilhões em junho, ou 77% do Produto Interno Bruto. O descontrole representa o grande nó das estruturas perdulárias dos governos. Nos EUA, que prima por controle dos gastos, até setembro o déficit foi de US$ 779 bilhões.

O descontentamento com a forma como o Brasil vem sendo governando há décadas gerou uma grande virada; esperemos que promova os efeitos desejados com seriedade, bom senso e progresso. A indignação se sobrepôs ao torpor, revelando as manobras empregadas para manipulação. Não só a gestão corrupta dos últimos 13 anos com a aparência de visar à melhora das condições, mas todo o histórico da república atesta o descaso com a população, seu despreparo e piora da qualidade de vida. Como o esgoto não tratado que escorre pelas ruas, ou explode dos bueiros, assim é a reação daqueles que se viram desesperançados pela má gestão. Há uma encruzilhada, uma mudança de rumo, mas a bagagem dos erros e a reação de interesses pessoais feridos pesam, gerando turbulências.

Já tivemos no Brasil muitos planos que não deram certo. Cruzado, Tablita, Confisco, Real com dólar fixo. Mas a economia precisa de naturalidade para que os agentes possam produzir, gerar trabalho e consumo, o que requer menos Estado, menos monopólios, melhor preparo dos jovens. Imagine um trabalho que rendesse R$ 40 por hora e passasse a ser feito no exterior por R$ 4; isso elimina muitas atividades internas acarretando a precarização geral que não se sabe até onde vai. Isso é um problema que tem de ser resolvido, pois do contrário, na economia 4.0, a humanidade poderá regredir aos tempos da primeira Revolução Industrial, quando a mão de obra saída do campo tinha de trabalhar 15 horas para ter uma existência péssima.

Enfrentamos a crise mundial de precarização. Dinheiro curto, pouco tempo para lazer e autoaprimoramento. Os governantes ou produzem inflação, ou manipulam o câmbio com juros elevados, endividando o país, hipotecando o presente e o futuro. A humanidade se defronta com graves desafios. É preciso educar não só com as técnicas para produzir. O homem tem de entender a vida e saber qual a sua posição no planeta.

A natureza está dando seu recado através das catástrofes. O homem quis se sobrepor a ela, dominá-la para fazer dinheiro. Mas somos parte da natureza e destruindo-a, não respeitando seus mecanismos, estamos agindo contra a humanidade, o que não deve ser pretexto para implantar um governo mundial que restrinja a liberdade. Deve-se incluir a natureza na educação infantil. Grande parte da madeira nobre oriunda de 20% da destruição da floresta amazônica foi contrabandeada para fora.

No Brasil, frequentemente ocorrem invasões. Um problema grave, que se arrasta há anos sem um plano de caráter nacional, envolvendo o governo federal, estados e municípios, que impeça a degradação das cidades e precarização geral das moradias. Enquanto nada vai sendo feito, as ocupações irregulares aumentam nas mais precárias condições. Se há elevado número de desempregados, as prefeituras poderiam incentivar as hortas comunitárias em tantas praças e terrenos mal cuidados. Atividades benéficas e alimentos seriam a resultante desse esforço.

Desde longa data há muitas profecias sobre o Brasil como ponto de ancoragem da Luz, e vida pacífica. Isso impunha que os seres humanos ansiassem pelo bem como condição para que a Luz beneficiadora fosse atraída. Com o apego ao materialismo, as trevas erigiram uma muralha escura na Terra que agora deverá ser rompida pela aumentada força da Luz. Haja seriedade e humildade espiritual.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O PRIMEIRO DISCURSO DE JAIR BOLSONARO APÓS SER ELEITO PRESIDENTE DO BRASIL

“Primeiro eu queria agradecer a Deus, que pelas mãos de homens e mulheres da Santa Casa de Juiz de Fora(MG), bem como do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, me deixaram vivo. Com toda certeza, essa é uma missão de Deus. Estaremos prontos para cumpri-la. Meu muito obrigado a todo o Brasil por essa oportunidade.

Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Nunca estive sozinho. Sempre senti a presença de Deus e a força do povo brasileiro. Orações de homens, mulheres, crianças, famílias inteiras que diante da ameaça de seguirmos por um caminho que não é o que os brasileiros desejam e merecem colocar o Brasil, nosso amado Brasil, acima de tudo. Faço de vocês minhas testemunhas de que esse governo será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade. Isso é uma promessa não de um partido. Não é uma palavra vã de um homem. É um juramento a Deus. A verdade vai libertar esse grande país e a liberdade vai nos transformar em uma grande nação. A verdade foi o farol que nos guiou até aqui e que vai seguir iluminando o nosso caminho. O que ocorreu hoje (28.10) nas urnas não foi a vitória de um partido, mas a celebração de um país pela liberdade. O compromisso que assumimos com os brasileiros foi de fazer um governo decente, comprometido exclusivamente com o país e com o nosso povo, e eu garanto que assim o será. Nosso governo será formado por pessoas que tenham o mesmo propósito de cada um que me ouve nesse momento, o propósito de transformar o Brasil em uma grande, livre e próspera nação. Podem ter certeza de que nós trabalharemos dia e noite para isso.

Liberdade é um princípio fundamental. Liberdade de ir e vir, andar nas ruas em todos os lugares desse país, liberdade de empreender, liberdade política e religiosa, liberdade de formar e ter opinião, liberdade de fazer escolhas e ser respeitado por elas. Esse é um país de todos nós, brasileiros natos ou de coração. Um Brasil de diversas opiniões, cores e orientações.

Como defensor da liberdade, vou guiar um governo que defenda e proteja os direitos do cidadão, que cumpre seus deveres e respeita as leis. Elas são para todos, porque assim será o nosso governo: constitucional e democrático. Acredito na capacidade do povo brasileiro que trabalha de forma honesta, de que podemos juntos, governo e sociedade, construir um futuro melhor. Esse futuro de que falo e acredito passa por um governo que crie condições para que todos cresçam. Isso significa que o governo federal dará um passo atrás, reduzindo sua estrutura e a burocracia, cortando desperdícios e privilégios para que as pessoas possam dar muitos passos à frente. Nosso governo vai quebrar paradigmas, vamos confiar nas pessoas, vamos desburocratizar, simplificar e permitir que o cidadão, o empreendedor, tenha mais liberdade para criar e construir o seu futuro. Vamos desamarrar o Brasil. Outro paradigma que vamos quebrar: o governo respeitará de verdade a federação. As pessoas vivem nos municípios, portanto os recursos federais irão diretamente do governo central para os estados e municípios. Colocaremos de pé a federação brasileira. Nesse sentido, repetimos que precisamos de mais Brasil e menos Brasília. Muito do que estamos fundando no presente trará conquistas no futuro. As sementes serão lançadas e regadas para que a prosperidade seja o desígnio dos brasileiros do presente e do futuro.

Esse não será um governo de resposta apenas às necessidades imediatas; as reformas que nos propomos são para criar um novo futuro para os brasileiros. E quando digo isso, falo com uma mão voltada para o seringueiro no coração da selva amazônica e a outra para o empreendedor suando para criar e desenvolver sua empresa. Porque não existem brasileiros do sul ou do norte; somos todos um só país, uma só nação, uma nação democrática.

O Estado democrático de direito tem como um dos seus pilares o direito de propriedade. Reafirmamos aqui o respeito e a defesa desse princípio constitucional e fundador das principais nações democráticas do mundo. Emprego, renda e equilíbrio fiscal é o nosso compromisso para ficarmos mais próximos de oportunidades e trabalho para todos. Quebraremos o círculo vicioso do crescimento da dívida, substituindo-o pelo círculo virtuoso de menores déficits, dívida decrescente e juros mais baixos. Isso estimulará os investimentos, o crescimento e a consequente geração de empregos. O déficit público primário precisa ser eliminado o mais rápido possível e convertido em superávit. Esse é o nosso propósito.

Aos jovens, palavra do fundo do meu coração: vocês têm vivido um período de incerteza e estagnação econômica, vocês foram e estão sendo testados a provar sua capacidade de resistir. Prometo que isso vai mudar, essa é a nossa missão. Governaremos com os olhos nas futuras gerações e não na próxima eleição.

Libertaremos o Brasil e o Itamaraty das relações internacionais com viés ideológico a que fomos submetidos nos últimos anos. O Brasil deixará de estar apartado das nações mais desenvolvidas. Buscaremos relações bilaterais com países que possam agregar valor econômico e tecnológico aos produtos brasileiros. Recuperaremos o respeito internacional pelo nosso amado Brasil. Durante a nossa caminhada de quatro anos pelo Brasil, uma frase se repetiu muitas vezes: “Bolsonaro, você é a nossa esperança”. Cada abraço, cada aperto de mão, cada palavra ou manifestação de estímulo que recebemos nessa caminhada fortaleceram o nosso propósito de colocar o Brasil no lugar que merece. Nesse projeto que construímos, cabem todos aqueles que têm o mesmo objetivo que o nosso.

Mesmo no momento mais difícil dessa caminhada, quando, por obra de Deus e da equipe médica de Juiz de Fora e do Albert Einstein, ganhei uma nova certidão de nascimento. Não perdemos a convicção de que juntos poderíamos chegar à essa vitória. É com essa mesma convicção que afirmo: ofereceremos a vocês um governo decente, que trabalhará verdadeiramente para todos os brasileiros. Somos um grande país e agora vamos juntos transformar esse país em uma grande nação, uma nação livre, democrática e próspera. Brasil acima de tudo e Deus acima de todos.”

Jair Bolsonaro

 

Estamos diante da oportunidade de Renascimento do Brasil que necessita de uma geração forte, que pense com clareza sob a Luz da Verdade, livre dos sofismas marxistas que se fundamentam no ateísmo, na conquista de propósitos elevados e que façam do Brasil um bom lugar para viver, lar de criaturas que evoluem de forma humana.

Benedicto Ismael Camargo Dutra

A CRISE DO CRISTIANISMO

Muitos jovens de hoje não mantêm afinidade com a figura messiânica de Jesus. Então os especialistas tecem a teoria de que o Cristianismo está sendo destruído. Mas o que se passa com os jovens tão desembaraçados e com sentimento de autossuficiência através da Internet?

A vida se tornou corrida, áspera, com pouca esperança. Poucos seres humanos ainda pressentem a grandeza de Jesus. Quem sabe da sua origem? Quem sabe a razão de sua vinda para esta Terra tão carregada de estupidez e baixarias? Quem conhece o real significado dos ensinamentos de Jesus?

A história da vida de Jesus ficou permeada de mistérios e incompreensões que agridem a atitude rebelde dos jovens do século 21. Então ficou fácil desconstruir a imagem do Enviado de Deus. O homem, separando-se do espiritual, a sua essência, ligou-se firmemente ao material, esquecendo progressivamente da espiritualidade. Jesus veio para restabelecer a perdida conexão com o mundo espiritual para impedir a desumanização do homem que deveria se tornar ser humano através de sua livre resolução. Mas os seus ensinamentos foram transmitidos sem a natural clareza e simplicidade como foram apresentados, resultando algo complicado e de difícil compreensão. Não é de se estanhar que muitos permaneçam a distância. A Mensagem do Graal, de Abdruschin apresenta com clareza o Fenômeno Universal.

 

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

ESCOLHA O AVIÃO CERTO

Os eleitores do Brasil estão no aeroporto para escolher o avião. Depois de embarcados só poderão desembarcar no destino escolhido. Tem um avião que vai para o país da utopia, onde os fins justificam os meios, usados pela tripulação para chegar onde quer, onde possa mandar e desmandar ao seu bel prazer para pôr em prática um plano de massificação geral da população, mesmo que para isso tenha que semear o caos e o apagão mental. O outro avião vai enfrentar turbulências até achar a serenidade do céu azul, terá de traçar uma rota que escape da tormenta que se avizinha, protegendo a liberdade, a individualidade, o fortalecimento da família para que surjam gerações fortes aptas e dispostas a construir um mundo melhor. Logo será dada a última chamada; prepare-se para embarcar no avião certo.

O cenário mundial tem como pano de fundo dinheiro e poder. Há duzentos anos a Inglaterra formou o centro das finanças com a criação da libra esterlina, palavra derivada da medida de peso. O marco alemão não conseguiu se manter. Ao término da Segunda Guerra Mundial, o dólar se impôs, carreando o poder para os seus detentores. Há trilhões de dólares nos paraísos fiscais. O iene do Japão teve destaque. O euro tenta se impor, mas enfrenta dificuldades na aglutinação dos estados da Europa. O dólar tem navegado com firmeza. A China está despontando como potência econômica, para isso tratou de acumular reservas em dólares como nenhum outro país o fez, mas agora pretende dar força internacional à sua própria moeda, o yuan.

Países periféricos como o Brasil ficam à margem, sempre dependentes do fluxo da moeda padrão nas transações mundiais, e por isso sempre assediado pelas forças dominantes para disponibilizar as riquezas naturais. Isso tudo tem a ver com as rotas adotadas pelos governantes que conduziram o país a este aeroporto tumultuado de contas deficitárias, dívidas, produção pífia, desemprego e baixo nível de escolarização. O Brasil precisa restabelecer a naturalidade na vida e na economia, possibilitando aumento da produção, trabalho, consumo e progresso na qualidade de vida.

Para fortalecer um país é preciso que surjam gerações fortes, sadias de corpo e alma, voltadas para o bem, aptas e dispostas a estabelecer propósitos de melhora geral. Só mesmo a mais crassa ignorância sobre o funcionamento das leis de Deus que se expressam na natureza poderia permitir a suposição de que com uso da genética e processos eugênicos tecnológicos é possível criar gerações que atendam aos pressupostos dos detentores do dinheiro e poder. A qualidade humana depende do espírito que encarnar.

As experiências com reprodução de parceiros previamente selecionados poderão gerar corpos bem desenhados, mas o ser humano vai depender do espírito atraído para a encarnação, pois o estar vivo depende das condições de atração magnética entre o corpo gerado e alma. Sem essa atração o corpo não segura a alma. Quando a atração perde calor há a separação, deixando inerte o corpo material, fato que era evidente para povos da antiguidade que viviam em estreita sintonia com as leis da natureza.

A Terra ficou extremamente contaminada com a presença de seres humanos que desdenham da vida espiritual, desrespeitando suas leis. Decadência, guerras, miséria atestam o que os homens fizeram de errado no planeta outrora tão hospitaleiro. A purificação da Terra depende do despertar espiritual. O ser humano aderido fortemente ao mundo material perdeu as aspirações nobres elevadas e agiu inescrupulosamente como nenhuma outra criatura, arrastando o infortúnio para esta parte da Criação. Muitos estão se aproveitando da confusão global para externar o que de pior o ser humano é capaz.

As trevas querem destruição. A guerra vem se arrastando há milênios. No auge da escuridão, o Criador enviou Jesus com Luz do Divino. Mesmo assim a decadência espiritual não foi estancada. As trevas continuaram seu ataque destruidor por não encontrarem resistência. A Sodoma devassa avança no ataque à feminilidade, única apta a gerar filhos com caráter voltado para o Bem. Com o afastamento do saber das leis da Criação, os seres humanos acolheram a mentira, deixando crescer a insatisfação e a revolta. Vivemos num tempo de guerra. Faltando a Luz da Verdade, faltará tudo.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

NÃO SE TRATA DE ANTAGONISMO

Classificar o que se passa no Brasil de antagonismo ou polarização política é uma simplificação grosseira de uma situação muito complexa. O antagonismo seria a oposição de ideias dentro de um processo lógico e coerente, em que o conceito lógico e natural seria o aceito pelos seres humanos conscientes e com raciocínio lúcido.

Ao alcançar o poder, os tiranos tratam de eliminar qualquer possibilidade de resistência, passando por cima de cadáveres se não houver outra forma de convencimento. Ao mesmo tempo introduzem invasão no cérebro dos estudantes semeando ódio e ideias antinaturais de preponderância do Estado sobre tudo e sobre todos, mas por trás eles estão manobrando ocultamente ou ostensivamente como se eles fossem o Estado. Estabelecem a ditadura e passam a interferir no processo eleitoral para aparentar legitimidade de eleições manipuladas como se fala sobre a Venezuela.

É absurdo querer classificar de fascista um candidato patriota que prega ordem e disciplina num país tão contaminado pelas evasivas; pelas interpretações de texto legal por conveniências de momento; por querer que os recursos naturais existentes sejam utilizados para o bem e melhora das condições gerais de vida da população local em vez de continuar sendo drenados para terras estranhas; por desejar uma educação sadia para os jovens sem destruir suas individualidades e o fortalecimento da família para o progresso do Brasil. No fascismo, o ditador se serve de conceitos nacionalistas para se perpetuar no poder com despotismo.

Pelo mundo todo, a humanidade tem visto que sem liberdade as individualidades se perdem, mas o progresso depende da diversidade, por isso existem as capacitações individuais. Se fosse para serem todos iguais, os seres humanos já nasceriam assim sem a necessidade da manipulação que começa desde a infância e avança pelas escolas até aos cursos superiores, semeando o descontentamento e o ódio pelas condições de vida em que cada pessoa nasceu. O futuro do Brasil está em suspense. Agitam-se as correntezas turvas, sempre visando a discórdia entre os seres humanos e a destruição da força de vontade para o bem.

A igualdade tem de existir no respeito e consideração ao próximo. Para o bom andamento do relacionamento humano há um mandamento básico indicado por Jesus: “ama ao próximo como a ti mesmo”, isto é, não faça a ele o que não faria a si mesmo, ou o que não quer que façam contigo. Na Mensagem do Graal, Abdruschin explicou esse mandamento: “Concedido vos é peregrinar através da Criação! Caminhai de tal maneira, que não causeis sofrimento a outrem, a fim de satisfazer com isso qualquer cobiça!”. O desrespeito a esse mandamento, de forma velada ou explícita, acarretou as funestas consequências que estão transformando o viver numa impiedosa luta pela sobrevivência, reduzindo a vida a um vale de lágrimas.

O Brasil se apresenta hoje como terra arrasada com lixo, entulho e ervas daninhas para todos os lados. Há que se limpar e construir beneficiadoramente. Temos permanecido acomodados diante da decadência visível nas músicas, nas telenovelas e filmes, na corrupção e falta de caráter nobre. A devassa Sodoma ganha espaço na agenda cultural. Como sempre, em primeira linha o ataque é dirigido contra a feminilidade. As mulheres, mantidas à força em nível inferior à prepotência dos homens, se veem agora incitadas a contra-atacar indo na direção da masculinização, pondo de lado a sua grande força feminina capaz de mover montanhas moldando com nobreza o caráter dos filhos.

O homem consegue destruir com facilidade o trabalho harmonioso feito com o reconhecimento das leis naturais da Criação. Para edificar com nobreza, tem de se voltar para elas com o emprego de sua força de vontade para o bem, pois só assim poderá receber o apoio da natureza. Lamentavelmente, tem predominado os materialistas com seus planos mirabolantes de conquista e perpetuação do poder, e anulação das individualidades para facilitar a manipulação e domínio. Não será escolha difícil para os eleitores de bom senso que querem preservar a liberdade natural e pôr um basta a essa decadência a que o Brasil vem sendo submetido. A hora é essa, a rota da insensatez para os abismos do embrutecimento humano tem de ser interrompida antes que seja tarde demais.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

AS ELEIÇÕES NO BRASIL EM 2018

A escolha do presidente e governadores é um momento muito importante na história do país, mas também preocupante, pois com a cobiça pelo poder, as campanhas mais parecem com o circo dos horrores, tal o destempero nas falas e nas atitudes, com tantas mentiras e difamações que ficamos indagando que tipo de pátria eles querem impor. Que Brasil queremos para nossos filhos e netos?

Em quem votar? Não sabemos como o candidato que for eleito vai se comportar, pois já tivemos muitas desilusões. Dizer que o Capitão Bolsonaro encarna o anti-PT explica parte da adesão ao nome dele, pois desde a proclamação da República, em 1889, os patriotas estão à procura de alguém em que possam votar. Pensaram que fosse Collor e se enganaram. Pensaram que fosse Lula e se decepcionaram.

A ilusão tem sido geral e o mais prejudicado foi o Brasil em suas décadas perdidas de progressão do atraso, quando todos nós trabalhamos para fora para suprir a irresponsabilidade do governo. Houve descontrole nas contas internas e externas, e manipulação cambial para conter a inflação com importados baratos, o que atingiu fundo a indústria cortando empregos, sufocando o dinamismo na economia e nas novas gerações que foram motivadas para uma vida ilusória. A solução virá com trabalho, produção e desburocratização.

A partir de 1889 a memória do regime escravocrata fez do Brasil, no século 20, um dos países de mão de obra mais barata do mundo. Apesar dos baixos salários e falta de empregos, os brasileiros trabalhavam com dedicação, visando alcançar melhoras e educar os filhos. Getúlio se consternou com isso impondo a CLT. Mas a má gestão e despotismo dos governantes perduraram, gerando insatisfação e abrindo espaço para a esquerda com seu viés populista. O resgate da dívida externa gerou as décadas perdidas e foi o marco no atraso. Perdemos espaço na indústria.

O lulismo é fruto do que veio antes: a reduzida consideração pela classe trabalhadora. Caminhamos em sentido oposto ao da China que educava as novas gerações nas principais universidades da Terra, enquanto o Brasil exportava seus estudantes por falta de oportunidades no país que usava o câmbio valorizado para baratear os importados, até que a conta chegou com aumento da dívida, estagnação, falta de empregos, e no desânimo dos jovens pela contaminação esquerdizante.

Diante da crise e da concorrência com os importados, muitos empresários enfrentam dificuldades e os encargos sociais estão pesando, mas não podemos cair na CLT asiática – o oposto da brasileira. É preciso encontrar o caminho do bom senso e resolver a questão distributiva da produção da riqueza. Os ânimos estão exacerbados. A qualidade de contenção falta à maioria dos candidatos e seus apoiadores. Pior ainda é essa moda de dizer um palavrão no meio de cada frase; um desrespeito.

No passado, com o fechamento do ciclo ligado à terra, veio a revolução industrial, o capitalismo, o sistema monetário, o capitalismo de livre mercado, o socialismo e por fim o capitalismo de Estado para concluir o desarranjo. A cultura não evoluiu o quanto se poderia esperar da sociedade humana. No geral, os governantes incompetentes para o cargo criaram passivos financeiros e sociais para décadas. Quanto ao mundo, o mais significativo é a decadência moral; estamos vivendo a tendência para precarização geral. Precisamos de produção, emprego e renda. Em seus discursos, o presidente norte-americano Trump sempre colocou esses itens em destaque, motivando os eleitores para o trabalho, embora os abusos da globalização já tenham causado grande estrago.

Em seu discurso na ONU, o presidente Temer disse que recebemos mais de um milhão de venezuelanos. Fugiram de seu país pela falta de comida e liberdade. Não queremos isso no Brasil. Precisamos de patriotas que respeitem e preservem o solo pátrio e seus cidadãos, querendo que o país seja nosso lar no presente e, no futuro, para as gerações que virão, para que possamos sobreviver de forma condigna, com liberdade e oportunidade de evoluir espiritualmente. Foi para isso que em 1822 lutaram os líderes da Independência. Devemos sempre ser lutadores, seguindo a lei do movimento, para atingirmos nossas metas e nossos ideais, buscando sempre novas soluções, desde que não provoquemos sofrimentos ao próximo, fugindo da inconstância, da hesitação e da indolência.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7