O QUE SUSTENTA A ECONOMIA?

O consumo sustenta a economia. O que sustenta o consumo é a renda, e esta requer trabalho remunerado. Para o país, é fundamental que haja produção e renda, senão o capital gerado acaba indo para fora, para países que produzem e exportam. Se o país pode produzir, por que ficar importando e engordando o capital externo? É indispensável que haja equilíbrio nas contas internas e externas, assim como no trabalho e na respectiva remuneração. Mas a ânsia por ganhos desenfreados entortou tudo.

Por milênios, a humanidade tem seguido caminhos errados em vez de buscar o aprimoramento da espécie e o viver pacífico. É preciso fortalecer as capacitações individuais, a força da diversidade. Mas a cobiça de poder quer uniformizar a todos e dar um número aos indivíduos, tornando-os dependentes no jugo daqueles que encontram no Estado o meio ocultar a sua incompetência e impor sua tirania.

O conflito entre o empregador que quer pagar o mínimo e o empregado que quer melhores condições acabou levando grande parte das fábricas para a Ásia, onde a possibilidade de conflito é reduzida face a renhida luta pela sobrevivência. Tudo tendeu para o desequilíbrio na produção, empregos, renda, comércio e consumo, e nas contas públicas. A parada forçada da movimentação do dinheiro colocou tudo à mostra gerando falências em cascata. A economia tem de ser reativada de forma equilibrada, mas não sabemos o que vem por aí nem que interesses estão envolvidos. A economia é movida pela circulação de dinheiro, agora interrompida, o que amplia a perda de renda, e os consequentes empobrecimento e queda no consumo.

Pelo mundo todo os acontecimentos estão em aceleração. O momento exige flexibilidade e constante readaptação às novas situações que se sucedem velozmente. Necessitamos de pessoas que consigam ouvir a intuição e se ponham em movimento, ver o que está faltando, o que está emperrando e ir ajustando, senão as falhas aumentarão, o tempo passará, e as despesas vão superar as receitas. Sem que haja bom preparo das novas gerações, a precarização geral será crescente.

No pós-guerra consolidou-se uma ordenação mundial visando a paz, mas com o passar dos anos surgiram efeitos danosos. No entanto, o que se percebe é que a estabilidade mundial requer equilíbrio entre os países e povos, eliminando o mau costume de se beneficiarem prejudicando outros. A cooperação deveria ser atuante e quem não puder ajudar, não deve atrapalhar explorando o outro.

A ruína da finança pública decorre da falta de estadistas sérios e competentes, e daqueles que querem inchar o Estado e mamar em berço esplêndido, então caíram na armadilha da dívida. Agora se tornaram conhecidos os amargos efeitos dessa globalização oportunista que buscou mão de obra barata para produzir manufaturas para exportar, mas com a perda de empregos e renda, tudo se tornou precário.

É muito difícil para uma pessoa de bem se entrosar num ambiente de mentiras, falsidades, dissimulações. Quem são os que ficam? Imagine uma pessoa intuitiva trabalhando em Brasília. Há uma deplorável guerra de palavras. Tergiversam, isto é, usam palavras para mentir, escamotear, difamar, visando destruição gratuita e inconsequente para desorganizar e atemorizar.

A ideologia é o escudo encobridor, mas o que interessa mesmo, acima de tudo, é poder e dinheiro, o controle, a submissão. A história é bem clara, a grande ambição de acumular riqueza e poder não tem fim, agora agravada com a limitação dos recursos naturais. Pouca atenção foi dada ao desenvolvimento de condições que possibilitem a melhoria continuada da qualidade humana.

No mundo áspero, dominado pelos homens subjugados pelo raciocínio limitado à matéria e ao tempo-espaço, os seres humanos intuitivos que ainda pressentem a existência do espírito, não têm vez, são postos de lado por aqueles que se tornaram mestres na arte de auferir vantagens para satisfazer seus desejos e cobiças, indiferentes ao sofrimento que causam, e pouco se importam se descaírem.

Em 2020, o mundo está perdendo a esperança. A natureza é explorada de forma imediatista. Há despreparo da população. Cresce a corrupção. O desequilíbrio na economia é mundial. O ser humano não pode agir como ladrão. O Brasil precisa produzir mais e gerar empregos para reduzir o grande contingente de pessoas despreparadas e necessitadas.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

QUAL É A FINALIDADE DA VIDA?

Ninguém duvida da importância da ciência, mas a questão maior que mexe com os seres humanos refere-se à pesquisa sobre qual é a finalidade da vida. Por que nascemos? As pessoas não fazem ideia do que seja isso e vão vivendo empurradas pelos acontecimentos que as rodeiam. Carecemos de uma resposta objetiva em conformidade com as leis da natureza para um viver harmonioso e produtivo com paz e progresso, construindo e beneficiando, contribuindo para a melhora das condições gerais com continuado aprimoramento da espécie humana, única ainda desajustada nas engrenagens naturais da vida.

Um grande problema do Brasil são as palavras falsas e mentirosas largamente empregadas na política; a tragédia está nos bolsos recheados de dinheiro sujo. O Brasil já esteve do lado da felicidade da vida. Essa condição tem sido destruída pelo embrutecimento que já começa no ato de geração. O que esperar de seres gerados sem amor, sem incentivos para a busca do propósito maior da vida? O acorrentamento voluntário às cobiças e vícios está levando todo um país ao descalabro, dominado pelo logro, violência e prepotência. A verdadeira solidariedade está na contribuição de cada um para o beneficiamento do todo e isso requer maturidade espiritual e compreensão do significado da existência.

É preciso se cuidar sempre. Fumar, se drogar, se entregar ao alcoolismo só pode causar danos ao corpo e à saúde. O mesmo se dá com os maus sentimentos e pensamentos que adoecem a alma e o corpo. Com o bombardeio das informações negativas, surge o pânico que leva pessoas ao desespero e à perda de imunidade. O confinamento tende a deixar as pessoas nervosas por não poderem sair por aí, mas foi uma freada importante nesta forma agitada de viver.

A rotina empresarial se modificou muito para quase todos os ramos; os pequenos e médios negócios têm mais dificuldades porque, com a globalização, a competição internacional se tornou feroz. Enfim, na economia tão desequilibrada qualquer imprevisto arrasa tudo. Com a crise, centenas de estabelecimentos estão fechando as portas, aumentando o desemprego. Economistas defendem o aumento de impostos. O aumento de tributos é história antiga; é o que faziam os senhores feudais quando queriam aumentar a sua riqueza. Precisamos encontrar a fórmula de aumentar a produção, empregos, renda, consumo, educação, saúde, e tudo o que falta a este país. Ver onde está havendo dispêndios inúteis como excessos do legislativo e judiciário, e muito mais, remanejando essas verbas para necessidades essenciais.

As pessoas estão percebendo que em suas vidas o tempo voa. A ansiedade vai explodindo, as pessoas querem falar, querem agir, querem fazer tudo na pressa, sem tempo para refletir, como se o tempo estivesse acabando. Sinal dos tempos? Quem entende isso? Quem examina? Nesta quadra da vida temos de ser desbravadores com coragem e persistência. É fundamental entender o que se passa. Existem no mundo mais tiranos do que possamos imaginar.

Quando um presidente é eleito encontra o Legislativo e Judiciário já instalados no poder com grande força de pressão, como fazer a integração? Com motivação patriótica conseguirá alguma coisa a bem do país e sua população? Ou que meios deverá usar para que os poderes se unam pelo bem geral e progresso do Brasil?

O sistema de partilhar o poder e o dinheiro entre os poderes no presidencialismo, chamado de negociação, gerou esse pandemônio econômico e fiscal. A economia põe à mostra todas as suas incoerências com a interrupção das atividades e da circulação do dinheiro. Até quando isso será suportável? O que virá a seguir? A Constituição define os procedimentos, mas por si, sem um plano coeso dos poderes, não consegue impulsionar para melhor, pois os oportunistas agem contra os interesses do Brasil alegando estar seguindo a Constituição.

É grave e dramática a situação a que chegamos. O despreparo geral gerou a falta de responsabilidade como ser humano e cidadão, em que cada um só pensa em si e em obter vantagens. Há décadas um grupo de oportunistas tomou o país para si, deixando a população nas mais precárias condições morais e de vida. As novas gerações precisam de um reforço nas forças cívicas e morais, e compreensão do significado da vida.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

RUPTURAS E TRANSFORMAÇÕES MUNDIAIS

Para onde está indo o Brasil? Enquanto se perde muito com disque-disque estúpido, o mundo está afundando. A geopolítica já era brava; com a pandemia está virando pandemônio, assinalando um ponto de ruptura com a forma displicente de viver como até agora. Mas é também a oportunidade para cada um buscar o saber do real significado da vida e seguir o querer que nasce no coração, espontaneamente, sem cálculos nem artifícios. Temos de aproveitar os dias de isolamento para ler, escrever, estudar, entender para onde a humanidade se encaminha, e entender por que a situação chegou a esse extremo de aspereza. O livro do Apocalipse não esclarece a causa do falhar espiritual dos humanos.

Há tempos vem sendo anunciado que a humanidade se encontra numa fase de turbulências. As crises foram se sucedendo, tais como as financeiras, econômicas, sociais e inclusive ambientais devido à continuada destruição da natureza. A vida seguia com tendência de aumento da precarização geral, e para piorar, a pandemia do coronavírus acarretou uma parada econômica mundial da qual está sendo difícil se desvencilhar; isso tudo está levando a uma fase de transformações.

Seria possível estabelecer o reino de mil anos mencionado na Bíblia – um tempo de paz e harmonia na Terra? O ser humano se agarrou ao mundo material, mas é espírito dotado de livre arbítrio que foi deixado escanteado, seguindo só o intelecto, um grande erro não corrigido, apesar das múltiplas advertências, o que gerou um viver caótico, afastado das leis da Criação. Há os que se julgam acima de tudo e visam estabelecer o mundo que mais lhes apraz, e vão criando desarmonias à sua volta. O embate pelo poder se acirra, mas no final o que restar terá de colocar a espiritualidade acima da materialidade e seguir as leis da Criação para promover a paz e a evolução.

O mundo está doente. Michael Pettis, professor de finanças da Universidade de Pequim, em recente entrevista delineou a origem dos desequilíbrios econômicos gerados a partir da busca de menores custos da mão de obra, acarretando a estagnação do consumo em decorrência dos baixos salários e da transferência dos ganhos para o mercado financeiro. No Brasil, há décadas há uma grave doença que é o despreparo para a vida e a consequente falta de bom senso de grande parcela da população. No passado, os tataravós e avós se movimentavam e resolviam muitos problemas de saúde, da vida, da educação e criaram filhos sadios que se tornaram cidadãos de qualidade. O bom preparo para a vida foi deixado para plano secundário, estagnando o país.

A educação começa em casa com a responsabilidade dos pais, mas é também uma responsabilidade de todos: do governo, das empresas, da mídia, para formar seres humanos de qualidade, com bom senso, raciocínio lúcido e responsável pela melhora geral. Com 7,6 bilhões de almas encarnadas, o mundo faminto volta os seus olhares para as terras do Brasil e seu agronegócio em clima tropical, com solos bons e abundância de água; esse também é um fator da geopolítica que está interferindo drasticamente na política interna visando ter governantes dóceis aos interesses externos. O Brasil tem de prestar muita atenção a isso tudo para não se tornar refém e impedido de seguir em frente. No entanto, há que cuidar atentamente da natureza para que os mananciais sejam conservados firmes com volume e qualidade da preciosa água, já escassa em muitas regiões.

A situação mundial está confusa. O ateísmo vem crescendo. Os religiosos querem fazer a imagem do Grande Criador Único, sem reconhecer a Vontade Dele que se inscreve nas leis naturais da Criação. Então surgiram ódios, confrontos, destruição. Com estadistas responsáveis e bom preparo da população, a tendência nacionalista é o caminho natural. As comunicações sobre a pandemia deveriam orientar a população, não a amedrontar. As matérias-primas extrativas são finitas. Deve-se aproveitar a oportunidade do agronegócio para que possamos produzir alimentos de forma a distribuir renda. Se cada povo cuidar bem de seu território, com liberdade e responsabilidade, o planeta estará bem cuidado, mas é preciso o equilíbrio da economia na produção, comércio, trabalho, renda, consumo, e progresso com preservação da natureza.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O QUE ESTÁ ACONTECENDO NO BRASIL E NO MUNDO?

Há uma grande confusão. Muitos líderes querem aparecer, mas não se entendem. Ao se sentirem ameaçados em seus interesses, os tiranos manifestam sua maldade e sua forma desleal de agir. Como explica o estrategista Pedro Baños: “motiva-se a população através das emoções produzindo uma montagem teatral que derruba as defesas mentais, formando, através de uma história ambígua que mistura realidade e ficção, um cenário que promova a aglutinação e união da massa para que seja conduzida ao ódio mais exacerbado que mobilizarão contra os oponentes, visando prejudicá-los e obter vantagens significativas através desse tipo de ações apoiadas pela guerra psicológica e a manipulação midiática”.

Na renhida luta surgiu “o cada um por si” que não seria ruim se cada um agisse com a moral espiritualista ensinada por Jesus: “Ama ao próximo como a ti mesmo”, ou seja, trate-o como a si mesmo, não faça nada contra ele para satisfazer a própria cobiça. O Criador dispôs tudo para que o ser humano em sua peregrinação se tornasse de fato ser humano, mas há muita pressão contra isso para rebaixá-lo e arrastá-lo para a lama.

A invasão do coronavírus evidenciou as fragilidades do Brasil, para as quais pouco se tem olhado; entra governo e sai governo e não há um plano de trabalho sério e continuado, a não ser a busca de vantagens pessoais. Fala-se que a caixinha sobre as compras chegou a até 30%. Temos muitos problemas: de saúde, econômicos e de sobrevivência. Como assegurar o consumo do essencial para a vida, a produção e a renda necessária e o bom preparo das novas gerações?

Há muitas polêmicas inúteis, uma briga de pedradas com palavras e infâmias. O momento exige sabedoria e sinceridade, pois os problemas são enormes. Há que se entender a realidade, o que está se passando, e buscar os meios para minorar os sofrimentos, mas os seres humanos, amarrados ao poder, só olham para seus interesses. A crise está mexendo com a saúde, a economia e a esperança. Há dias difíceis com noites escuras, com muitos problemas para resolver e soluções que não surgem. É preciso serenidade, não se pode apressar a chegada do dia. Ele vem chegando devagar e firme, aos poucos o sol vai subindo, subindo, até o novo dia ficar claro e, onde ainda há pássaros, eles começam a cantar alegrando e encorajando para um novo dia de aprendizado e vivências. Começar e encerrar o dia com gratidão é a espontânea oração que brota no coração.

No pós-guerra o mundo foi sendo varrido por uma onda de uniformização e desmantelamento cultural tendente a eliminar a diversidade indispensável ao progresso da humanidade. O mundo capitalista vive em função do dinheiro e seu poder. Os comunistas perceberam isso. A China tinha que cuidar da sua população sofrida devido ao comunismo de Mao Tse Tung. Tendo os líderes chineses percebido o poder do dinheiro, optaram por produzir com custos baixos para exportar e, como consequência, o desequilíbrio da economia mundial se ampliou.

As desavenças entre os povos resultam dos desequilíbrios. A paz requer equilíbrio geral, mas os conflitos se ampliaram com a geopolítica posta em prática pelas potências com o seu desejo de aproveitar em seu benefício os recursos existentes em territórios pertencentes a outras nações. Um país, para ter fibra, precisa ter a motivação certa e natural, ou seja, o alvo do aprimoramento da espécie humana, que vem decaindo espiritual e moralmente, e manter o equilíbrio geral. Ou o comandante é forte e demonstra autoridade dando ordens claras aos seus disciplinados oficiais para engrandecer o país, ou age com absoluta tirania, impondo os resultados que quer alcançar, mas nesse caso os seres humanos acabarão agindo como máquinas sem vontade própria.

Cada povo tem de se adaptar ao solo e se aprimorar. Se cada nação cuidar bem de seu território com propósitos enobrecedores, com liberdade e responsabilidade, com solidariedade, respeito à natureza e aos demais povos, dando às novas gerações bom preparo para a vida, todo o planeta estará bem cuidado e imune à decadência moral e espiritual e certamente haverá progresso real.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

NO LIMIAR DAS TRANSFORMAÇÕES

Estamos adentrando no limiar em que a sociedade humana estará sujeita a crises de todas as espécies que ocorrerão com frequência. Tais eventos porão em evidência a estupidez dos homens em relação à própria vida e à sustentabilidade do Planeta. Se os governadores e prefeitos tivessem olhado mais para o Brasil e sua população maltratada, espremida no transporte para o trabalho e de bolso vazio, não teríamos chegado tão perto do abismo.

Entrou governo, saiu e repetiu governo, mas o saneamento foi ficando para depois. Há temores pela água. Na periferia de São Paulo a água encanada fica disponível poucas horas por dia. O novo marco regulatório do saneamento estabelece metas ousadas de abastecimento de água e saneamento para até o ano de 2033. Esperemos que surjam ações efetivas e não apenas tinta sobre papel como tantas outras regulamentações que não surtiram os resultados propostos.

Intrigante é o desequilíbrio econômico entre os países. O Brasil cometeu vários descuidos e acabou perdendo o terreno conquistado no avanço industrial. Foi cometido o erro de abrir o mercado sem o país estar preparado; em seguida foi introduzido o plano real que mantinha o dólar barato com juros elevados, tendo como consequência a importação de tudo e a exportação dos empregos. Todos dependem de exportações para obter dólares, enquanto para a população interna fica o que sobrar.

As fábricas se locomoveram para as regiões asiáticas de mão de obra farta e de baixo custo. Os países fortes conseguem exportar de tudo e vão acumulando reservas; os outros vão abrindo o mercado e importando de tudo sem conseguirem se fortalecer. Vários países da Europa produzem menos, dependendo muito das receitas do turismo ora interrompido.

As cadeias globais de produção de manufaturas e componentes foram aglutinadas nas regiões de mão de obra abundante e de baixo custo, desequilibrando as demais regiões, ampliando o atraso. Um exemplo é o do Brasil, que produz muito álcool, mas não espessante para o gel. Isso tudo teria de ser equacionado por homens sábios e patriotas que almejam a paz e o progresso da humanidade. Qual é a receita para sanar esse desequilíbrio que faz com que a precarização vá se espalhando pelo mundo? Se cada povo cuidar de seu país com responsabilidade, o planeta como um todo estará bem cuidado sem que seja necessário um governo mundial forte e impositivo.

Já no século 18, os países disputavam as riquezas para si utilizando-se de métodos torpes, como autorizar piratas corsários a saquear navios de outras nações para prejudicá-las, e também para obterem ganhos fabulosos com mercadorias, ouro e prata roubados. Na trajetória da humanidade, pouca coisa surgiu de benéfico para o aprimoramento.

As lutas pela conquista do domínio trouxeram desgraças e redução da atuação da livre vontade dos seres humanos que vão sendo conduzidos para um viver uniforme de servidão, perdendo a sua essência individualizada. Zé Ramalho já dizia: “povo marcado povo feliz.” Vida de gado: pão, circo com futebol, carnaval e cachaça, e agora erva também. Mas notamos que há um engano terrível, pois o gado está sendo marcado com medo e pânico; a população precisa é de esclarecimento, orientação, motivação. O medo paralisa e acaba criando revolta.

A especulação financeira campeou livremente onde quer que pudesse obter ganhos. Depois de intensas movimentações financeiras desordenadas, as engrenagens econômicas do mundo estão emperrando. As dificuldades vão perdurar além do que se poderia esperar enquanto na calada da noite se fazem tramas políticas contra o Brasil e sua população. Em 2020, o coronavírus chegou de repente, mas assim também há de passar; muitos não estarão mais na Terra; muitos continuarão do mesmo jeito na vida de gado; outros aproveitarão a oportunidade para refletir sobre o significado da vida, o autoaprimoramento e melhora do eu interior.

Precisamos do movimento certo indispensável à paz e à harmonia para manter o ser humano vigoroso. Falta o movimento permanente voltado para o bem, em equilíbrio entre o dar e o receber para uma vida sadia e alegre, construindo e beneficiando. O Brasil precisa de renovação e seriedade. Só com a sincera força de vontade de todos, voltada para o bem, é que teremos um país melhor.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

PROJETO NACIONAL

No pós-guerra, o mundo foi sendo varrido por uma onda de uniformização e desmantelamento cultural tendente a eliminar a diversidade indispensável ao progresso da humanidade. Cada povo e cada raça tem de se adaptar ao solo e se aprimorar. Se cada povo cuidar bem de seu território com propósitos enobrecedores, com liberdade e responsabilidade, com solidariedade, respeito à natureza e aos demais povos, e dar bom preparo às novas gerações para a vida, todo o planeta estará bem cuidado e imune à decadência moral e espiritual.

Veja abaixo artigo de Eduardo Villas Bôas*, publicado no jornal O Estado de S.Paulo em 10 de julho de 2020:

 

Carecemos de um Projeto Nacional

A elaboração de um projeto de nação nos traz uma oportunidade para buscarmos sinergia entre todos que integram a sociedade. Somos um país com mais de 200 milhões de habitantes, cuja população contém em si própria riquezas geradas desde 1500, decorrentes da miscigenação em que as três raças se mesclaram, cada uma delas aportando características ímpares. A criatividade, a alegria de viver, a tolerância, a adaptabilidade, a resiliência, a religiosidade, o sentido de família, o patriotismo, enfim, esses e outros atributos são como uma vasta produção de frutos, à espera de serem colhidos e colocados na grande cesta da nacionalidade brasileira.

Esse enorme cartel de singularidades vive sobre uma base física que metaforicamente constitui uma arca plena de riquezas, sobre as quais estamos sentados, desconhecendo o conteúdo e tampouco sabendo como abri-la. O que nos falta para que se produza uma mobilização da vontade e das capacidades no sentido de soberanamente os utilizemos atendendo prioritariamente às necessidades do nosso povo? Infelizmente, nossa sociedade se deixou impregnar por esquemas mentais que nos são estranhos, depois de 50 anos em que, a despeito das precariedades, trazíamos conosco um senso de grandeza, aliado a uma ideologia de desenvolvimento e a um sentido de progresso.

Infelizmente, a partir de então – anos oitenta – não atentamos a que nós estávamos deixando fracionar, inicialmente por interesses alheios travestidos de ideologias e, quando elas fracassaram, permitimos que esquemas mentais alheios a nossa natureza viessem a nos dividir ainda mais, a ponto de o ser humano não mais fosse valorizado como tal, passando a que sua essência, para ser reconhecida, dependesse da militância em prol de um desses grupos onde se abrigam.

Caímos num fosso, em cujo interior andamos em círculo, progressivamente nos afundando sem dispor de ferramentas que nos tornem possível dele sair, de maneira a que recuperemos a capacidade de vislumbrar o horizonte e nele identificar indicações dos rumos a seguir com vistas no futuro. Em outras palavras, carecemos de um projeto nacional que nos possibilite ter um olhar em direção ao interesse comum, capaz de nos livrar da prevalência do individualismo, do imediatismo e dos interesses grupais ou corporativos.

A elaboração de um projeto de nação nos traz uma oportunidade para buscarmos sinergia entre todos que integram a sociedade brasileira e, colocando o interesse coletivo como referência, encontrarmos os caminhos que conduzam à paz e à prosperidade. É o que esperam de nós as gerações futuras, os países que nos são vizinhos e os que desejam compartilhar um futuro comum. Somos, talvez, o único país com capacidade de inaugurar um novo caminho de desenvolvimento, a partir das qualidades de nossa gente, assinaladas no início dessas palavras. É hora de arregaçarmos as mangas e, cada um, considerando as capacidades e disponibilidades, participar desse grande mutirão.

*Eduardo Villas Bôas é General da Reserva do Exército Brasileiro. Foi o Comandante do Exército Brasileiro de 5 de fevereiro de 2015 até 11 de janeiro de 2019.

PAIXÃO E PODER

Em carta a Freud, Einstein disse lamentar que “o direito e o poder andam inevitavelmente de mãos dadas”. De fato, na renhida luta pela supremacia e domínio do dinheiro e poder, e da vida do próximo, impondo a vontade egoística para ter o controle das rédeas da sociedade, mesmo que precise expulsar quem estiver no poder legítimo, é o sonho dos tiranos, seja na esfera dos Estados ou na vida em geral, pois, para eles, nenhuma paixão é mais duradoura do que estar no poder e determinar sobre os outros.

A China surge como o modelo que agrada aos tiranos. Tem produção em larga escala, dinheiro, agilidade, mão de obra barata e não tem sindicato de empregados porque o partido determina tudo. Há quem diga que esse é o modelo para onde o mundo está indo, mesclando o modelo chinês e o indiano, suprimindo a liberdade. Nos idos dos anos 1970, os brasileiros estavam na lista dos salários mais baixos do mundo, mas a tendência agora é que tudo seja nivelado por baixo. O salário era baixo, mas havia a esperança de melhoras.

Tínhamos produção, comércio, serviços e constante desequilíbrio nas contas internas e externas. A globalização levou fábricas e empregos, e a dívida ficou do tamanho do PIB. Perdemos a consistência. Sem empregos, teremos que cair no programa de renda mínima; sem perspectiva de sair dessa casta inferior, a humanidade vai estagnar ainda mais. Qual seria a possibilidade de o Brasil reagir e gerar empregos na economia global orientada para mínimo custo e concentração da produção para exportar?

Os governantes e a burocracia do Estado deveriam ter por única preocupação o bem-estar dos governados. Mas o dispositivo burocrático geralmente se converte num tirano absolutista. Luciano Bivar, no livro Burocratocia: A Invasão Invisível, descreve a modalidade tirânica que nega a democracia genuína, analisando os seus mecanismos de influência nas atividades econômicas e nos processos políticos e sociais. Segundo o autor, a “Burocratocia” é a exacerbação da burocracia praticada por agentes públicos em busca de privilégios, que se tornaram amantes do poder para se eternizarem nas funções públicas, impedindo um salto qualitativo na gestão do Estado e gerando abusos de toda ordem. Qualquer semelhança com o Brasil de nossos dias não será mera coincidência.

Os governantes têm de contribuir para que haja oportunidade de progresso para todos. A classe política e a burocracia se voltaram prioritariamente para conservar seus privilégios e sua posição no poder. As casas onde se criam as leis dos homens se tornaram displicentes. O mundo precisa de homens sábios no comando e de seres humanos que se movimentem incansavelmente buscando o bem.

Atualmente, com o confinamento geral, o modo de vida está diferente e isso está mexendo com o humor das pessoas que deveriam fazer um esforço para descobrir por que tantas coisas estão desmoronando, mas o Sol continua amigo. As pessoas também devem agir de forma amistosa, mantendo a serenidade, seguir em frente com coragem, confiança e alegria no novo dia e na vida. Com a crise epidêmica em andamento, está ocorrendo uma parada. É preciso observar a grande advertência contida nesse acontecimento que chama a atenção dos seres humanos sobre a forma como estão vivendo. As leis naturais da Criação estão exigindo que tudo se torne Novo.

Os seres humanos estão abdicando de suas capacitações de examinar, ponderar, refletir de forma intuitiva, o que permite a ampliação e dominação da manipulação agora facilitada pelos novos recursos tecnológicos. Uma guerra de comunicações com informações e desinformações. É preciso saber separar o joio do trigo. Na economia, tudo tem que ser examinado. As teorias existentes são de uma época em que não havia o capitalismo de Estado que mudou tudo. Se examinarmos o momento atual com base nas velhas teorias será difícil obter uma boa compreensão. Apesar das inúmeras mensagens inquietadoras lançadas pela mídia, a população está bradando que quer um Brasil melhor, digno e responsável. O mundo ficou dominado pelos maus, o que impõe aos demais sede de justiça. No entanto, acima das leis dos homens paira a grande justiça da lei da reciprocidade que às vezes tarda, mas não falha.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

CÉREBRO E CEREBELO

Todos nós temos dois cérebros, o grande e o pequeno, também denominados respectivamente frontal e posterior, ou cérebro e cerebelo. Conforme esclarece Abdruschin, no livro Na Luz da Verdade, também conhecido como Mensagem do Graal, o cerebelo é o cérebro da intuição. Recebe os lampejos intuitivos e pelas ligações internas os envia para o cérebro frontal, o do raciocínio ou intelecto, que recebe a informação e a ajusta às condições gerais da vida. O cerebelo também tem a capacitação da reflexão intuitiva que vai além da análise feita com o raciocínio. Se o ser humano cultivar a pureza, sua intuição se tornará mais clara e firme, dando mais força à sua vontade interior na condução das ações.

Mas se o ser humano tiver força de vontade preguiçosa, o raciocínio vai tomando conta para assumir o controle, impedindo que a intuição se manifeste e conduza. O cérebro do raciocínio é um mecanismo susceptível a manipulações e vem sendo estudado por psicólogos e outros cientistas, desde Charles Darwin, que percebeu que o ser humano, assim como os animais instintivos, se deixa levar pela imitação e associação de ideias.

Os intelectivos só acreditam nas coisas materiais e no raciocínio que silenciou a intuição. Hoje em dia a manipulação da mente dos seres humanos, através do raciocínio, se tornou uma arma poderosa com a utilização das novas tecnologias associadas à psicologia das massas que teve impulso no século 20 com o advento do rádio e do cinema. Com isso, muitos hábitos intuitivos, nobres e sadios, foram substituídos por outros, introduzidos na mente através do cérebro do raciocínio para subordiná-la a interesses externos que vão subjugando o ser humano que acaba abdicando de suas capacitações e individualidades para agir de forma enrijecida como máquina sem flexibilidade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

NINA E A MONTANHA GIGANTE

Sempre que tiver uma oportunidade, mostre para uma criança o amor que tem pelas coisas que importam e propicie o contato com a natureza: a de fora e a de dentro. Acho que isso serve para todos nós, no exercício de uma maternidade planetária, que cuida de si mesmo, do outro e da natureza gigante.  

Essa é a mensagem do livro Nina e a montanha gigante, de autoria de Sibélia Zanon, com as belas ilustrações de Paloma Portela e Tátia Tainá.  Confira a entrevista com a autora realizada pelo Canal Infantil em:

2020: O ANO DA RUPTURA

No inquieto século 21, o ano de 2020 será considerado como o ano da ruptura. Os homens se digladiam pelo poder mundial. As leis da Criação estão reagindo contra séculos de arrogância dos humanos de não quererem ouvir a Fala do Senhor dos Mundos, pois cobiçam se tornarem, eles próprios, os senhores do mundo.

O que o governo pode fazer quando falta dinheiro para tocar o país ou resolver emergências? Nesse caso, o mais grave é que o governo perde a autonomia, fica amarrado à dívida. O mundo precisa de líderes sábios que respeitem o solo pátrio. Cada povo deve aprimorar a própria cultura, mas muitas pessoas acataram conceitos vindos de fora e abriram o país sem estarmos preparados para isso, atraindo toda essa precarização. Seria bem oportuno para o Brasil endividado que o montante de R$ 500 bilhões obtido com a variação cambial aplicada às reservas internacionais fosse mobilizado para reativar a economia estagnada e bombardeada com a crise gerada pela pandemia.

Homens cobiçosos se julgam donos do planeta e impuseram suas ideias restritas ao povo despreparado e acomodado que tudo aceitou em troca de migalhas e diversão; assim o mundo foi rumando para o abismo, mas acima do homem estão as leis do Criador que trazem de forma impetuosa a colheita de tudo que foi semeado. É terrível. A grande e única vacina para impedir essa grave anomalia está no reconhecimento das leis da vida.

A vida não é uma fatalidade. Sempre temos a possibilidade da escolha, mas temos de fortalecer o querer. As pessoas estão sendo induzidas a olhar para baixo e se acomodam. Temos sempre de aspirar ao mais elevado nível que o ser humano pode alcançar e, para isso, cada indivíduo deve se preparar, se fortalecer e conhecer o significado da vida.

O mundo esteve, durante séculos, olhando só para o dinheiro, esquecendo tudo o mais, deixando em segundo plano a riqueza que nos é dada pela natureza como o ar e a água, fora todas as outras farturas. A economia globalizada desequilibrou tudo, a ponto de que o aumento de renda interna se reveste de aumento das importações de manufaturas, dado que o parque industrial foi destruído pela concorrência internacional predatória.

Perdemos terreno, pouco se produz, endividaram o país. O déficit fiscal é gigante, a arrecadação poderia ser incrementada taxando os importados seletivamente, dando oportunidade aos empresários e trabalhadores nacionais. O momento é de ruptura com o velho modo de viver que atraiu as crises que se acumularam ao longo dos anos. Cada país terá de se esforçar intensamente na recuperação dentro de seus limites, fortalecendo seu povo e sua cultura. No entanto, para que haja paz e progresso, tem de ser banido o “tirar vantagens” de outros povos e outras nações.

A crise não se tornou uma oportunidade de fortalecimento do país e sua população; perde-se tempo e dinheiro com a guerra de comunicações e desrespeitos aos poderes constituídos, forjando justificativas habilmente criadas. A população está duplamente amedrontada, com o vírus e com a incerteza econômica. Os confrontos entre poderes tiraram credibilidade gerando uma crise de confiança.

O ano de 2020 também se reveste de um momento especial de reflexão sobre o que temos feito, desperdiçando tantas oportunidades que poderiam ser aproveitadas para o bem geral da humanidade. Tudo vai assumindo ares de contenda na luta por poder e influência, mas permanece distante o saber da Vontade de Deus, que tece os fios do destino trazendo recompensa ou castigo. O tempo vai passando, em vez da energia de Luz que traz paz e alegria, estão sendo atraídas nuvens carregadas. Há de surgir um novo dia que propicie novas oportunidades para, com humildade, recebermos a Força e superar os desafios nesta fase que todas as falhas humanas decorrentes das formas erradas de viver estão sendo expostas.

Os seres humanos não podem continuar esperando que tudo caia do céu, sem esforço, sem trabalho dedicado. Em grande parte, os governantes pouco se dedicaram para promover o desenvolvimento e fortalecimento da população, o bom preparo das novas gerações e melhores condições de vida. As pessoas pouco sabem da vida, e sem a verdade, não há liberdade, mas apenas medo e ódio.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7