HERANÇA MALDITA

Os governantes do Brasil fizeram a opção de consumo e aumento das dívidas, deixando a produção de lado, criando uma falsa ideia de prosperidade. Enquanto o ocidente permanecia inflando o crédito e as bolhas, a China e os asiáticos faziam o oposto; poupavam, produziam e exportavam seus produtos para o ocidente aumentando suas reservas. Enquanto isso, o ocidente ampliava as dívidas até onde não deu mais, criando, assim, uma economia antinatural que consumia sem produzir, resultando em dívidas, crises e desemprego, pois criar dinheiro, crédito e consumo acaba exaurindo a economia real. Mas quando chega a hora da verdade, não há como deter o declínio geral.

A dívida tem sido a mais perigosa armadilha para indivíduos e países, pois ela acaba travando o futuro, acorrentando os devedores que têm de fazer enormes sacrifícios para não descaírem cada vez mais no poço fundo da miséria. Em 2003, a dívida pública do Brasil estava em R$ 965,8 bilhões, com o dólar a R$ 2,90 e juros Selic de 21%. Em 2010, a dívida alcançava o montante de R$ 1,73 trilhão, com a Selic a 10% e dólar a R$ 1,67. Baixou; qual o milagre? Foi bom negócio para quem vendeu dólar a R$ 2,90 e recomprou a R$ 1,67 na artificial valorização do real.

Na saída da Dilma da presidência da república, a Selic estava em 14,25%. Em 2015, o custo da dívida tinha ultrapassado R$ 500 bilhões. De 2012 a 2017 a dívida suportou carga de dois trilhões de reais de juros. No final do governo Dilma/Temer, a dívida já atingia R$ 3,877 trilhões, com o dólar a R$ 3,88 e Selic a 6,5% que representava algo em torno de R$ 250 bilhões de juros ao ano: a herança maldita.

É fácil descobrir por que há tanta pobreza e falta de bom preparo no Brasil. Em 1888, veio a lei Áurea. Havia um plano de integração. Em 1889, um grupo despreparado deu o golpe e não tomou conhecimento da situação das pessoas que foram liberadas das fazendas e suas famílias. O abandono foi continuado dando origem às moradias precárias. No preparo das novas gerações faltaram vontade e ação. Temos de destacar a importância da orientação dos pais sobre a responsabilidade de gerar filhos, e dar bom preparo desde a gestação. Mas, difícil é saber por que surgem tipos de coronavírus mais agressivos no contágio e por que essa pasmaceira em encarar o risco duplo da pandemia e da economia, dando-lhes tratamento adequado.

Os sentimentos intuitivos que se originam no eu interior atraem e são atraídos pela igual espécie, sejam de amor ou ódio, de consideração ou desprezo, gerando os pensamentos que também atuam da mesma forma. Se os seres humanos se mantivessem sempre voltados para o bem, tudo transcorreria em harmonioso progresso. No entanto, o mal atrai o mal, os sentimentos de inveja e ódio que visam a destruição se condensam e promovem a destruição da paz, rebaixando tudo. É mais ou menos o que está se passando no Brasil. Muitos que se apresentam como amigos podem, às ocultas, estarem chutando o balde. Nada mais é respeitado pelos seres humanos dominados pelas cobiças. Perderam o pudor e mostram exatamente como são em sua vileza.

Tudo está sendo destorcido. Vivemos os tempos das epidemias e outras catástrofes anunciadas. Há várias explicações disponíveis: guerra econômica, globalização, grande reset; não importa como chegamos a isso, o fato esquecido é que o mundo vive a grande colheita da qual não pode fugir, mas os seres humanos continuam dominados pela cobiça de poder, deixando a humanidade sujeita a projetos de supressão da liberdade, em vez passar a semear o bem. São Paulo está parado, se continuar assim vai estagnar e retroceder.

A era das trevas está aí, a humanidade submetida ao superficialismo está sendo conduzida para o beco sem saída, em vez de buscar a compreensão da Criação e suas leis, e do significado da vida e da situação em que deixamos o planeta e o Brasil. Afinal por que e para que nascemos? A humanidade tem de avançar para além do materialismo, do capitalismo, e do capitalismo de estado, e se esforçar para encontrar a Luz da Verdade antes da badalada da meia-noite.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

DESTRUIÇÃO FINAL

Um filme bem coordenado, uma ficção sobre a aproximação de um cometa de grandes proporções desestabilizando o planeta.

No ano passado foi produzido o filme Destruição final: o último refúgio (Greenland) estrelado por Gerard Butler, no papel de John Garrity, que junto com sua esposa Allison (Morena Baccarin) e seu filho Nathan (Roger Dale Floy), precisa lidar com os piores lados da sociedade para tentar sobreviver, correndo contra o tempo para chegar ao abrigo secreto do governo para que ele e sua família possam se proteger das consequências da aproximação de um grande cometa. Fala-se que certos filmes são como uma antevisão futurista; assim como tantos filmes mostraram pandemias, ou caos climático, este mostra o pior da humanidade num momento de pânico, num cenário sem esperança, onde a lei não existe mais, e as pessoas se queixam que as autoridades só comunicaram o fato na última hora.

Situações complicadas decorrentes das reações de multidões em pânico com as tragédias sucessivas provocadas pela queda de grandes fragmentos e o rígido ordenamento dado pelas autoridades para a utilização de abrigos de sobrevivência. Só não é explicado o motivo da aproximação desse cometa. Na era da tecnologia, o ser humano se mostra vazio de espírito, agindo de forma mecânica.

Seria o fim dos tempos? Seria o cometa do apocalipse vagamente mencionado? (Apocalipse capítulo 8.10, 8.11 – e caiu do céu uma grande estrela ardendo como uma tocha e o nome da estrela era absinto.) Antigas profecias dizem que nessa época surgirá no céu um grande cometa desencadeando catástrofes. Na obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, Abdruschin fala do grande cometa, cujos primeiros efeitos de suas irradiações já principiaram, e envolverão a Terra inteira.

O astrônomo chileno Carlos Munhoz Ferrada também falou de um cometa gigante que passará perto da Terra, provocando terremotos e maremotos.  Ferrada foi citado por Roselis von Sass no Livro do Juízo Final. Segundo a autora, ainda invisível para os olhos humanos, a “estrela do juízo”, o marco de uma nova era da humanidade, segue seus caminhos predeterminados. O falhar da humanidade ao se isolar da sua essência espiritual, ligando-se cada vez mais à matéria, tornando-se acessível a todo o mal, foi afastando a Terra das influências mais elevadas, caminhando para a grande colheita e catástrofes para o reequilíbrio do Planeta.

 

MANTENHA A SERENIDADE

Uma reflexão sobre o momento atual

A maioria das pessoas que vive no Brasil sente que a situação atual está insuportável, difícil de engolir. Não dá para ficar vendo as notícias, porque a imprensa impõe uma comunicação forte que gera medo e pânico. A internet, por sua vez, nos traz uma quantidade enorme de opiniões favoráveis e desfavoráveis sobre os assuntos atuais. Em toda essa enxurrada de informações não se sabe exatamente o que é verdade ou o que são mentiras misturadas com verdades, e muita desconfiança perturbadora é lançada. Assim, a maioria das pessoas se sente empurrada de um lado para o outro até perder o controle e ficar agressiva e raivosa, brigando, agindo impulsivamente de forma desastrosa. Então, vamos nos acalmar gerando pensamentos positivos, voltados para o bem, sem ódio.

Em vez de subir por meio da escada da evolução, os seres humanos estão descendo e a cada degrau que descem, mais baixarias e decisões inescrupulosas vão surgindo. Dessa forma, tudo vai regredindo, eliminando a compostura ética e moral, mas lá embaixo o abismo é grande e sem volta. Parece que não se trata só de pandemia. Algo mais grave está no ar e nada podemos fazer contra essa onda avassaladora que se precipita sobre a humanidade. É a grande colheita de tudo que a humanidade semeou. Temos de aguardar os acontecimentos com serenidade, semeando o bem.

Por milênios, sempre foi concedido aos seres humanos a visão correta da Criação através de pessoas inspiradas e guiadas para transmitir ensinamentos adequados ao povo e à época em que viveram como: Krishna, Zoraster, Buddha, Lao Tsé; mas suas palavras acabaram sendo esquecidas ou distorcidas com o tempo por aqueles que se colocaram como donos do saber para dominar.

A humanidade afundava de forma autodestrutiva. O Criador enviou uma parte de Si, Jesus o Amor de Deus. Se mantidas como foram originalmente pronunciadas, todas as mensagens convergiriam para a doutrina do Criador trazida para a humanidade nos ensinamentos proferidos por Jesus, dos quais pouco restou do sentido original proferido, ficando a mensagem da Luz incompreendida e posta de lado, surgindo um culto à pessoa. A obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, de Abdruschin, dá esclarecimentos a todas essas questões.

E cada vez mais a humanidade indolente se foi afastando da espiritualidade e suas leis universais, apegando-se ao perecível mundo material, empregando a força e a astúcia, desprezando a espiritualidade, a ética e a moral. Com isso, desenvolveu a ideia de que “os fins justificam os meios”, enaltecendo doutrinas materialistas como as de Maquiavel e Confúcio, empregando-as para alcançar suas cobiças, o que acabou gerando esta época confusa e caótica. Mas a Luz da Verdade continua brilhando para todos que a procurarem com sinceridade no coração.

As pessoas têm vivido voltadas unilateralmente para os aspectos materiais. “Preocupam-se com a comida, com a bebida, tratam de acumular quantidade maior ou menor de valores terrenos, esforçam-se por obter prazeres corporais e consideram quaisquer reflexões sobre coisas que não podem ver, como desperdício de tempo que, na opinião deles, poderia ser empregado muito melhor em recreio” (trecho da Mensagem do Graal). Estamos atravessando a era da aceleração que parece encurtar o tempo, acelerando as consequências das decisões dos seres humanos, e nada mais permanecerá oculto.

Qual é o sentido da vida para o corpo e a para alma? Quem sou eu? Por que nasci na Terra? Como tomar decisões acertadas sem conhecer o significado da vida e as leis que a regem? Somos hóspedes do planeta, a única espécie com livre arbítrio e raciocínio que age de forma errada e destrutiva tanto na parte física da sustentabilidade, como na psique humana através dos pensamentos e ações que se espalham pelo mundo, atraídos e atraindo a igual espécie.

A pandemia está quebrando a forma escarrapachada de viver. Os seres humanos se tornaram prisioneiros da ignorância e da mentira. A quarentena impede a continuidade da velha rotina, da forma de viver que o corpo e a mente haviam se habituado sem dar espaço ao espírito, aumentando e evidenciando o vazio interior. Povos antigos tinham a clara percepção que sem o anseio por algo mais elevado a vida terrena perde o seu valor. Em vez de ir progredindo naturalmente, esse anseio acabou sendo posto de lado na medida em que a humanidade se ligava mais estreitamente ao perecível mundo material. É preciso ter a coragem de despertar o anseio adormecido para o que é puro e elevado e, assim, caminhar pela maravilhosa Criação progredindo de forma vibrante e jubilosa.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

O QUE NOS FALTA…

Os seres humanos da atualidade desconhecem, que em eras distantes, a intuição era ouvida e orientava concedendo àqueles que a ouviam, segurança no que empreendiam, alegria e confiança.

Holda e Hjalfdar. Sintonizados com as leis da natureza, foram agraciados com a missão de se tornarem modelos para os espíritos humanos que iam se encarnando na Terra. Um modelo de liderança natural conduzindo para alvos enobrecedores.

Utilizai a harmonia para a elevação interior e para o sucesso; isso é o essencial. Se nisso vos tornardes mornos, virá o pesadume, que atrai a fraqueza e a doença.

Conduze a juventude. Quando ela estiver amadurecida, necessitarás de homens. Pois muitas tribos foram criadas para que tu, através delas, dês o testemunho do Criador. Muitos deveres ele te impôs, mas na sua luz, tu vencerás.

Prepara teus auxiliares e ensina-os a venerar o Eterno.

Não era seu hábito, ficar em casa parado, pois tinha índole de peregrino.

Seu ativo e incansável espírito queria sempre prosseguir, pois não admitia parada.

Seus vigilantes e aguçados olhos viam tudo até ao fundo, e aquilo que não era possível enxergar, era-lhe mostrado pelos pequenos enteais.

Ele se tornara modelo exemplar para os outros que o observavam e pensavam:

Assim como ele trabalha é melhor.

Assim como ele caça, cumpre mais corretamente a lei.

Assim como ele conduz suas armas, assim como ele divide as presas, assim como ele honra os luminosos, está certo e bom.

Ele não procurava destacar-se, contudo mantinha-se sempre entre os seus, porque assim em comum, melhor podia servir a sua tribo; ele queria servir! Por isso estava a caminho de liderar!

Ele exercia domínio sobre si. Para isso auxiliavam-no a experiência de vida, o amor à esposa e aos filhos… A solicitude, os perigos, a alegria. Sabia dar conselhos com amor.

Sinto muito que vos distanciais do conhecimento da natureza por causa de trabalho e prazer, riqueza e prosperidade. (pág.139)

A confiança no seu guia animava todos, sem hesitações, e essa confiança nascia da serenidade e da força de Hjalfdar. Ele atuava em função das leis. Da maneira como ele se abria, consciente da ligação com o Pai da Luz, assim ele também mantinha o seu corpo, ereto e descontraído. Radiações fluíam em torno dele, que atraíam pureza, e afastavam tudo o que era perturbador. (pág.65)

Nas horas de recolhimento, todos, jovens e adultos, reuniam-se perto da choupana de Hjalfdar, e pediam que ele lhes contasse das suas experiências.

Na hora noturna, antes do recolhimento, todos se reuniam e Hjalfdar lhes contava as suas experiências e dava conselhos sobre a vida, com o amor que havia em seu coração.

Ele semeava e plantava, sempre agindo em sentido construtivo, e jamais tolhia nos outros o ânimo ou a coragem por meio de alguma palavra sem amor. Nunca deixou de tratar os outros com amor, mas também nunca demonstrou fraqueza ou moleza.

Vós ireis aprender nesta peregrinação, a apreciar a dádiva da água. Com esta água, flui em vós a abundância da força, a qual o pai da luz vos presenteia da fonte primordial. Se a tomardes em seu nome, com toda a força do vosso ardente desejo, então uma gota vos será consolo e alimento. (pág. 42)

Como poderíamos suportar a abundância, se não soubermos tirar proveito das pequenas coisas? Recebemos dos enteais tudo o que é necessário. Isso deve ser amplamente reconhecido. Também do sofrimento deveremos extrair os reconhecimentos. (pg.51)

Alegrava-se com a beleza dos grãos dourados que brilhavam na luz do sol. Sentia alegria pelas coisas belas as quais aspirava com afinco. Não queria se tornar leviano no desfrutar, perdendo o seu tempo para o desenvolvimento, mas fortalecer o anseio para se tornar consciente, não ficando estagnado para que a chama interior pudesse brilhar intensamente. (pg.83)

Não dar ao ouro um poder maligno. Ao forte, capaz de se servir dele, ele não é nocivo. Porém, mediante esforços e atividades deve ser empregado no sentido do belo; então será benigno. Seu peso opressivo comprime para baixo somente o indolente. (pg.83)

“se quiserdes preservar-vos do mal e da dor, então estai constantemente alertas”

“não deveis causar sofrimento a nenhuma criatura do pai do universo, visando o teu próprio proveito!”

“deveis alimentar-vos com os animais das matas, das águas e das pastagens, pois esses são puros. Também de pássaros que não se alimentam de carniça. Deves alimentar bem o teu corpo, mas não em demasia.

Podes vencer o mais fraco, mas não deves maltratá-lo. Seja puro o teu pensar, então permanecerás puro nas ações!” (pág.25)

“tu deves sempre ser corajoso e confiar continuamente no pai da luz”…  Não emitas medo ao mundo, assim não poderá o medo te atingir!” (pág.30)

Ele havia incutido neles a sua serena conduta; apesar da grande pressa e da máxima vigilância, podia se notar neles o domínio sobre si mesmos. (pág.37/38)

Predominava entre eles decisão e união. Eles sentiam as forças das alturas, pelas quais descia sobre eles o amor do Pai da Luz, e , na força de sua vontade, adveio-lhes a certeza de sua proteção. Isso fortalecia-os. (pág.39)

Profundo agradecimento preenchia seu íntimo, quando pensava em sua esposa que o esperava, e também nas dádivas vindas das mãos do Pai da Luz, que lhes eram mostradas pelos enteais, para utilizá-las

Ereto e altivo era o seu luminoso porte. Livre e simples, puro e límpido, era o olhar de seus olhos azuis. Refletia-se neles o espírito puro, o qual, simples e vigilante, aprendia a receber, sem obstáculos, as dádivas do criador.

As criaturas humanas se conservavam naturais, predispostas para a vida e para a atuação em conjunto com as esferas mais elevadas, por isso, incapazes para qualquer ação em detrimento à naturalidade.

Em todas as correntes de forças e em todos os últimos efeitos naturais encontrava sempre de novo sábias leis, que também eram válidas para a vida dos seres humanos.

Era uma chama espiritual tão pura, tão clara, e chamejando tão alto, como ainda não tinham visto nenhuma sobre a terra … Assim a centelha espiritual pode se desenvolver na terra!

“Vêde, um homem assim nós auxiliamos de bom grado.” (pág.86/87)

Fonte: Éfeso, editado pela Ordem do Graal na Terra.

 

 

A PANDEMIA EM PAUTA

A pandemia está evidenciando todas as atividades artificiais às quais a humanidade se subordinou indolentemente. A hora é de nos movimentar, examinar, falar, agir naturalmente para que não sejamos sufocados pela forma prepotente de como são lançadas sobre nós tantas coisas e atitudes reconhecidamente como nocivas para a boa formação das novas gerações, antes que haja a erosão de tudo de bom que ainda restou em nossa cultura.

De maneira geral, as novas gerações não têm recebido bom preparo para a vida. Ou são lançadas no conformismo e estagnação, ou torpedeadas com ideologias marcadas pelo ódio, incapazes de seguir pela estrada da vida construindo e beneficiando. Com isso, falta uma visão elevada que conduza a humanidade para o aprimoramento pessoal e melhor futuro.

A enigmática volta da proliferação do coronavírus, a nova onda, pegou a população de surpresa. Pouco se fala a respeito. O transporte público, no horário de pico, cria uma situação acentuada de risco para muitas pessoas e as autoridades devem buscar soluções adequadas. Faltou conscientização humana, implantou-se medo, surgiram atos de rebeldia, não há união para enfrentar o problema, a preocupação dos políticos é com 2022, querem a volta daquela atmosfera permissiva e da corrupção impune.

Tudo depende do dinheiro, um sistema que exige dos governantes um desempenho sério e eficiente na gestão da economia, juros, câmbio, moeda, mas o que fizeram? O Brasil está na situação de pagar juros desde 1889. Gastam muito, mas o pior é o gasto público em coisas não essenciais e superfaturadas.

No Brasil, tem havido muitas interferências e divergências não só na pasta da saúde. Na China é diferente; há só um poder que todos obedecem. Estão de olhos voltados para o presidente e sua equipe querendo julgá-los. No Brasil, teria de haver conscientização e esforço conjunto para levantar o país, pois em 132 anos de república quase faliram o país na economia, moral e educação.

Diante das incoerências surgidas no capitalismo de livre mercado, o modelo chinês está dando origem a um novo conceito revolucionário da economia envolvendo a junção do Estado com a iniciativa privada graúda em novo modelo de divisão social do trabalho, voltada para a produção em larga escala que transforma o ser humano em mero fator de produção e consumidor, dentro de um cenário de globalização que requer a centralização das decisões econômicas e sociais, em nível planetário, acabando por eliminar com os estados nacionais e suas fronteiras, implantando uma política única em que tudo se subordine às normas gerais do poder central, o Leviatã, o  soberano com poder absoluto sobre todos os súditos, poder concedido por eles mesmos.

Muito se fala no grande reset. Poderíamos imaginar algo como um novo sistema em gestação, em meio a atual situação, com muitas incertezas decorrentes da chamada destruição criativa, como as dores de um parto, para finalmente chegar ao Leviatã global, com moeda única e poder centralizado sobre toda a população e sobre todos os recursos naturais do planeta, no qual somos todos hóspedes temporários.

A humanidade se organizava para produzir e atender suas necessidades e a sobrevivência condigna. As elites organizaram o sistema monetário e a produção do dinheiro fazendo tudo e todos depender dele. O drama da globalização econômica, da movimentação internacional de dinheiro e produtos, foi ter concentrado a produção onde a mão de obra fosse mais barata com melhores condições para produzir e exportar, precarizando tudo.

O ministro Paulo Guedes disse que a covid-19 é “uma tragédia de dimensões bíblicas”. As pessoas não podem mais continuar acomodadas ao papel de fator de produção e consumidor. A hora é de despertar o seu espírito adormecido pelas ilusões do materialismo. O Brasil e o mundo precisam de um renascimento espiritual, ético, moral, econômico. Alvos nobres, com a participação de todos, cuja prioridade seja a construção de uma sobrevivência digna, com naturalidade, que busca a melhora das condições gerais de vida com autonomia, equilíbrio, eficiência, continuado progresso, melhora da qualidade humana, o que não está fácil nesta época de colheita acelerada. Cada indivíduo tem que se movimentar em busca de seus sonhos de evoluir, construir e beneficiar, em Paz e Liberdade!

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

BARRABÁS

Com a aproximação da Páscoa é oportuno pensarmos um pouco nos acontecimentos ligados à vida de Jesus Cristo. Aproveitemos o filme Barrabás (2019), do diretor russo Evgeniy Emelin, que começa apresentando o julgamento de Jesus, mostrando a vacilação de Pôncio Pilatos, que governou a província romana da Judeia entre os anos 26 e 36.d.C., e que lavou as mãos ao julgar um inocente, acusado pelo sumo sacerdote Caifás, que temia perder seu poder sobre o povo judeu, e dessa forma deixou que o povo o condenasse, libertando Barrabás, um criminoso com a mesma sentença.

O filme apresenta alguns personagens pouco conhecidos na história, como a bela Judite, irmã de Judas Iscariotes e amante de Caifás, e que teria insuflado seu irmão, que era apóstolo de Cristo, a buscar um lugar de destaque no poder e a trair e entregar Jesus aos seus algozes.

Também aparece Melchior, um dos reis magos que foram conduzidos até Jesus recém-nascido para protegê-lo com suas riquezas e poder, mas que o abandonaram sem cumprirem o que era esperado deles. Melchior, em conversa com Barrabás, diz-lhe que a beleza e as leis da natureza refletem a perfeição da Vontade de Deus.

Barrabás também tem uma conversa com o espírito de José, que diz que não é o pai biológico de Jesus, porém é omitido que tudo no mundo segue rigorosamente as leis naturais da Criação, tanto no nascimento como na morte terrena. Jesus, o Amor de Deus, veio para explicar a Criação aos seres humanos, mas a humanidade estava demasiadamente embotada para reconhecer a Luz da Verdade transmitida em Suas palavras.

Pouco restou do sentido dos ensinamentos de Jesus, originalmente explicados de forma simples e natural, ficando a mensagem da Luz incompreendida, tendo surgido o culto à pessoa Dele, muitas cisões e guerras religiosas, e a promessa de que os seres humanos sempre colherão o que semearem. E viria o Filho do Homem, o Espírito Santo, o Consolador, para auxiliar e restabelecer a verdade e examinar os feitos dos seres humanos durante o tempo que lhes foi concedido para o autodesenvolvimento.

A ERA DA ACELERAÇÃO

Na economia interligada é preciso que se olhe o todo para entender como o Brasil chegou nessa situação. A crise da dívida externa dos anos 1980 foi crucial para o desarranjo geral o que se agravou mais inda com a inépcia da classe política no poder. O país viveu à base de estimulantes monetários atraindo o capital especulativo enquanto o potencial produtivo da economia real ia se esvaindo. Não foi só a classe política que armou isso, mas ela poderia ter sido menos destrutiva.

O ocidente optou por viver da finança e transferiu as fábricas para a Ásia, gerando as bolhas e incertezas e os Bancos Centrais se tornaram os guardiões do mercado financeiro, criando dinheiro para absorver os encalhes. Enquanto isso, o Brasil tomava emprestado engordando a dívida, encolhendo a indústria, perdendo empregos, e a classe política alheia, deixando o tempo passar.

Desgraça e caos se afiguram como o trunfo ao qual se apegam aqueles que querem o poder para si em 2022, mas não para o bem do país e sua população, e com certeza continuarão pactuando com aqueles que veem o Brasil como o grande pasto de engorda e sobrevivência de seus interesses.

Vivemos a era da aceleração que parece encurtar o tempo e acelerar como dominó as consequências das decisões dos seres humanos, e nada fica oculto. Em meio à crise, grande parte das pessoas continua vivendo com a usual displicência que arrastou o mundo à beira do abismo. A pandemia está abalando a economia e as finanças dos países e dos seus habitantes. As estruturas forjadas pelo intelecto frio e calculista, em oposição às leis naturais, estão abaladas.

A contaminação do vírus existe mesmo e exige cuidados, mas há também a utilização política do vírus com propósitos eleitoreiros e geopolíticos como num estado de guerra. Além disso, também estamos diante da prometida grande colheita de tudo que a humanidade semeou. A questão não é ficar em casa, mas fugir das aglomerações. Adotou-se uma política errada de comunicação com base no medo, o que gera atos de rebeldia. O mais correto seria a comunicação de conscientização de forma a fazer com que cada pessoa se preocupasse consigo mesma e com o próximo. Questão de saúde não é palco para politicagem.

A vulnerabilidade fiscal já existia antes da pandemia. O país foi deixando de produzir, as despesas subiram, o PIB não crescia, taxas de juros altas, a arrecadação exigia aumento dos impostos. O Brasil tem andado para trás na saúde, educação, desenvolvimento. Sem condição de competir com os importados, fábricas fecharam.

Os avanços da tecnologia decorrem de descobertas sobre as leis da natureza; o ser humano, em si, não cria nada. Tudo na natureza foi disposto para o bem e o progresso da humanidade; é justo que se aufiram ganhos com esse trabalho, mas os indivíduos, em sua sede de poder e cobiça, querem se utilizar das descobertas para dominar sobre os outros. Há um embate, uma questão difícil e os EUA estão se fragilizando por dentro com a perda da força de vontade do povo. Na China é diferente; a força do querer parte do Estado que impõe a sua vontade.

Os países que fecharam fábricas trocaram produção e empregos por manufaturas com preços menores. Agora, na crise, percebem que não seguiram o melhor caminho, pois fragilizaram a economia real. Os seres humanos estão perdendo a força de vontade como se fossem robôs, facilitando a manipulação do cérebro, do jeito que os adeptos do Estado forte gostam. Perdem-se as individualidades e diversidades; o avanço técnico encobre o inevitável declínio ético da humanidade.

Veja o que fizeram com as novas gerações no Brasil. Elas deveriam ter recebido da família e da escola o enraizamento de valores éticos e saberes que lhes permitiriam agir de forma construtiva e beneficiadora das condições de vida; mas estão sem força de vontade. É preciso ouvir a voz interior, a intuição e se pôr em movimento. Ao se afastar do bem, o ser humano se torna acessível às influências destrutivas, passando a fazer o jogo dos inimigos da Luz, de forma consciente ou não, semeando ruína e decadência, impedindo o desenvolvimento espiritual, próprio e da humanidade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

A SITUAÇÃO EM 2021

A quem interessam as consequências econômicas negativas do coronavírus? A economia ficou desequilibrada com a globalização e a concentração das fábricas nas regiões de mão de obra barata. Os preços baixaram, os empregos sumiram, a renda e os juros caíram, o dinheiro foi para a volatilidade das bolsas, mas as pessoas continuam precisando de comida. O Brasil pode produzir e vender com preço de mercado, mas a classe política, subordinada a interesses externos, contribui para reduzi-lo a simples entreposto de produtos in natura e dependente de tudo o mais.

Várias décadas perdidas seria simples acaso? A economia do Brasil já teve energia taurina, tanto que chegou a despertar ciumeiras dos “hermanos”. Décadas perdidas como as de 1980, 1990, 2010 e por aí vai. O touro virou um bezerro desmamado, sem forças para aproveitar os próprios recursos naturais. A sina dos eternos devedores, que no dizer do historiador escocês Niall Ferguson, têm de cavar; o Brasil está entre os que não dispõem de trunfos financeiros e por isso tem de “cavar” fundo, apenas para ter uma subsistência precária. Vão dizer que isso é culpa dos exploradores, certo? Mas e o que tem feito a classe política?

Atualmente, há boas tentativas de atenuar os sofrimentos e boas recomendações, mas é preciso saber que estamos atravessando uma fase diferente de todas as outras desde os anos 1950, e cada pessoa tem de encontrar a forma adequada de compreensão e adaptação à situação e, principalmente, às leis da natureza, que eram mais bem conhecidas em tempos passados. A obscura confusão reinante tem de ser iluminada pela Luz da Verdade sobre o significado da vida. A compreensão do significado da vida requer o conhecimento e o respeito às leis da natureza que a tudo sustentam. Querendo ser superiores à própria natureza, os homens inventaram o dinheiro.

A questão não está no sistema, mas em quem criou o sistema, ou seja, os próprios seres humanos que esqueceram a espiritualidade e seguiram na sintonização puramente materialista e deu nisso: a precarização geral. Enquanto a dívida dos Estados Unidos, em 2017, no montante de US$ 18 trilhões, a juros de 1%, acarretava juros de US$ 180 bilhões, o Brasil, com dívida equivalente a US$ 1 trilhão (dólar a R$3,50) geraria encargos da ordem de U$ 155 bilhões, mas os juros Selic estavam em torno de 8% a.a. É fato que o Brasil não emite dólares, mas isso não justifica essa enorme disparidade.

Criam dinheiro, compram papéis encalhados e ouro, que efeito se pode esperar disso? A permanência do ser humano na Terra é transitória; nesse período, tem de sobreviver cuidando do corpo, alimentando-o, respirando ar fresco, movimentando-se. A simples criação de dinheiro ou acúmulo de ouro só trará resultados se promover produção, trabalho e atendimento das necessidades da população.

A ansiedade do século 21 vai avançando. O momento é muito grave, pois muitas pessoas estão dominadas pela confusão, e não é para menos; mentiras, desinformações, atitudes impulsivas, os seres humanos se esqueceram da prometida colheita de tudo que semearam com pensamentos, palavras e ações. Cada ser humano tem de se ocupar com a preservação da saúde para manter o corpo forte e resistente. Não fumar, não abusar das bebidas, cuidar da boa alimentação, ter higiene física e mental, respeitar as leis naturais, buscar ser sadio de corpo e alma e o autoaprimoramento, enfim se esforçar para se tornar um ser humano autêntico. Mas o que tem sido oferecido às novas gerações?

A situação é grave, é bom tomarmos consciência. Através de aglomerações e também do não uso, ou uso inapropriado da máscara, o vírus invade o organismo pelas vias aéreas, olhos, nariz e boca. Ele não resiste ao sabão, por isso a necessidade de higiene pessoal, à lavagem das mãos, troca de roupa e sapatos quando se volta para casa após uma saída. Se os humanos se preocuparem com o próximo, o vírus terá que desaparecer. A contaminação existe e exige cuidados, mas há a utilização política do vírus com propósitos eleitoreiros e geopolíticos. É uma guerra, mas também estamos na grande colheita. Se cuidarmos de forma certa do nosso corpo poderemos prosseguir com um pouco de segurança neste caminho áspero e despido de amor.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

O MAL DESTRÓI A SI MESMO

O processo de depuração do Juízo Final

A figura de uma serpente mordendo a própria cauda é um símbolo muito, muito antigo. É chamado “ouroboros”, palavra derivada do grego antigo que significa “aquele que devora a própria cauda”. O significado mais evidente evocado pelo símbolo é o da noção de infinito. Mas ele possui outras interpretações também, duas delas de especial importância para a nossa época: a de que o fim liga-se ao começo, e a de que no final dos tempos o mal destruirá a si próprio.

O símbolo foi revelado pela primeira vez a um sacerdote, há muitos milênios. Tratava-se de um vidente que antevira a queda da Atlântida e se desesperara com o futuro da humanidade, pois havia chegado à conclusão de que os seres humanos sucumbiriam totalmente em seus pecados. No quadro a ele mostrado, aparecia uma mão luminosa dobrando uma cobra de ouro, formando um círculo e colocando a outra extremidade para dentro da boca da serpente. E o vidente soube então que, no tempo do fim, as trevas aniquilariam a si mesmas.

Esse tempo é justamente o nosso tempo. O crescimento desmesurado do mal em nossa época, em todas as esferas de atuação da humanidade, faz parte deste processo. É a fermentação da depuração. O mal cresce em todos os campos como que dentro de uma estufa, ou de uma panela de pressão, até finalmente se autoextinguir, se autoexaurir, juntamente com todas as criaturas que ajudaram a formá-lo e a fomentá-lo, ou que apenas se associaram a ele, seja por má índole, ignorância ou negligência.

Vivemos a era do término do ciclo previsto para o desenvolvimento humano. Um tempo em que, infelizmente, a Terra se mostra dominada inteiramente pelas trevas. É o período em que “Deus esconde seu semblante”. Sobre isso, diz Abdruschin em Na Luz da Verdade – a Mensagem do Graal.

“Aproxima-se, por isso, a época em que a Terra, por um espaço de tempo, deverá ser entregue ao domínio das trevas, sem imediato auxílio da Luz, porque a humanidade forçou isso com sua vontade. As consequências de sua vontade, na maioria, tiveram de provocar esse fim. — Trata-se do tempo que a João foi permitido ver outrora, em que Deus encobre Seu semblante.”

Há várias passagens bíblicas sobre a imagem alegórica do Senhor encobrindo Sua face, como essas: “Lembra-te da cólera nos dias do fim, do castigo, quando Deus afastar a Sua face” (Eclo18:24); “Quando clamarem ao Senhor, este não lhes responderá; esconderá deles a face naquele tempo, por causa dos crimes que cometeram” (Mq3:4); “Disse o Senhor a Moisés: Esconderei, pois, certamente, o rosto naquele Dia, por todo o mal que tiverem feito, por se haverem tornado a outros deuses. Esconderei deles a Minha face” (Dt31:16,18;32:20). O Senhor deixa a humanidade entregue às trevas formadas por ela própria com tanto afinco, e o resultado disso é o pavor: “Escondes Tua face, e eles se apavoram” (Sl104:29).

O “Dia” ou “dias” mencionados na Bíblia corresponde ao tempo do Juízo Final, que é contado em décadas, e do qual vivenciamos presentemente a sua última fase. A cobra continuará, pois, a engolir a própria cauda com sofreguidão cada vez maior, até desaparecer por completo. Às pessoas de boa vontade, cabe manterem-se afastadas de todo o mal, cuidando de conservar sempre puro o foco de seus pensamentos, para não terem de sucumbir conjuntamente.

O ouroboros tem ainda mais um significado especial. O círculo representado pela cobra também forma a letra “O”, que corresponde à última letra do alfabeto grego: o “ômega”. Quando esse símbolo aparece com um “A” desenhado em seu interior, então isso significa que estamos diante do “alfa” e do “ômega”, isto é, do início e do fim do saber espiritual, da verdade integral e absoluta.

Encontrar a verdade, reconhecê-la e viver de acordo com ela é prerrogativa e dever do ser humano que ainda se movimenta espiritualmente em nosso tempo, o tempo do fim.

Obs.: Artigo publicado originalmente no Jornal Integração – https://www.jornalintegracao.com/noticia/226/o-mal-destroi-a-si-mesmo

Roberto C. P. Junior é espiritualista, mestre em ciências, membro da Academia de Letras e Artes de Portugal e autor de seis obras, dentre as quais: O Dia Sem Amanhã, O Filho do Homem na Terra e Jesus Ensina as Leis da Criação, todas publicadas pela Ordem do Graal na Terra, da qual é membro – bit.ly/livros-OGT. É responsável pela página “O Dia Sem Amanhã” no Facebook, pelo blog odsa.com.br e canal bit.ly/ODSA-YT.

CÂMBIO E PROGRESSO

Capitalistas – um grupo de homens que entendiam que deveriam buscar a riqueza, em oposição àqueles que pregavam a pobreza como o caminho para o céu e faziam de Jesus Cristo, o portador da Luz da Verdade, uma pessoa comum que vivia na pobreza, o que é falso, pois José era um empresário bem sucedido do ramo de carpintaria que jamais teve problemas com a subsistência.

Em ambas as posições há o traço comum de irem se distanciando dos ensinamentos de Jesus, criando na Terra um vale de lágrimas e sofrimentos. No afã de dominar as riquezas e manipular a população, foi surgindo um sistema que despersonalizava os seres humanos, os quais, na sua indolência, iam perdendo a individualidade, se tornando apáticos, achincalhando o significado da vida. A economia se distanciou da meta de promover a continuada melhora nas condições gerais de vida, passando a priorizar o objetivo de acumular capital financeiro. O resultado é a gritante instabilidade geral e o aumento da miséria e precarização.

Isso acabou dando origem à gestação da ideia do Estado dos Capitalistas, a versão ocidental do Capitalismo de Estado, que tudo controla e tudo impõe, mas sem a diversidade que a iniciativa privada assegura; é o manda quem pode e a quem todos devem obedecer. Cobiças, ganância e corrupção aniquilaram os ideais enobrecedores. Imperceptivelmente, foi surgindo a grande decadência da espécie humana que deveria, em prosseguimento ao trabalho da natureza, beneficiar a vida buscando a contínua melhora geral e o aprimoramento da espécie. Cada povo tem de se voltar para si mesmo, para a melhoria interna, criando oportunidades de emprego para trabalho com garra e adequada compensação, com bom aproveitamento das horas de lazer de forma construtiva.

Muitas crises e guerras foram surgindo no cenário; a de 1929 causou estragos por mais de duas décadas. Explicando a crise financeira que começou em 2007, no livro “A grande degeneração”, o historiador Niall Ferguson apresenta cinco fatores que levaram ao fracasso da bolha imobiliária americana: a ganância dos grandes bancos; a alteração das regras de Basileia sobre requisitos do capital; a política dos bancos centrais; a aprovação pelo Congresso de leis que distorceram o mercado hipotecário; e a política monetária do governo chinês que gastou trilhões de dólares em sua própria moeda para evitar que ela valorizasse com relação ao dólar para manter as exportações da manufatura chinesa ultracompetitiva nos mercados ocidentais. A política monetária do Brasil seguiu na direção oposta, valorizando o real à custa de juros abusivos. Enquanto a China crescia na produção e exportação, o Brasil exportava empregos e se tornava crescentemente dependente da importação de manufaturados.

A geopolítica do máximo ganho e poder se tornou prioritária, mas destruiu a indispensável cooperação entre os povos para superar as épocas de crise. O ser humano é a criatura mais importante do planeta, mas também é a única que por ignorância e mania de grandeza desequilibra e provoca destruição nos mecanismos naturais de sustentabilidade. Já estamos percebendo a consequências. Na hora em que houver uma virada nisso, nem dá para imaginar como a Terra vai ficar hospitaleira. A grande questão é a falta de bom preparo das novas gerações, com base nas leis da natureza, para uma vida produtiva e beneficiadora. As escolas devem formar seres humanos dotados de bom senso e capacitação para refletir intuitivamente.

A falência da educação básica evidencia que algo está muito errado na civilização. As escolas devem formar pessoas que saibam refletir. Enquanto não orientarmos os jovens para o reconhecimento do desenvolvimento de toda a Criação e para o conhecimento das leis da natureza, não estaremos formando seres humanos aptos a realizar os feitos grandiosos que fazem parte de sua tarefa na vida. O mundo não vai acabar, mas está enfrentando a grande colheita de todos os erros dos seres humanos.

Um grupo despreparado criou a república num golpe, submetendo o Brasil a interesses externos desde 1889; não é que não houvesse aproveitadores no Império, mas na república os interesses do país ficaram em segundo plano. Presidentes e congresso mais serviram a interesses próprios e externos do que ao Brasil e à sua população. Se tivesse havido seriedade e honestidade quando o poder foi devolvido aos civis, outra seria a situação do país. Governaram de forma ridícula quando deveriam ter se esforçado para mostrar que poderiam implantar uma gestão eficiente, com bom aproveitamento dos recursos, promovendo progresso e bom preparo da população.

É uma lástima a situação em que nos encontramos, com tantos recursos naturais cobiçados, mas sem gerência séria e com população que não recebeu o adequado preparo. Os inimigos fazem de tudo para impedir o progresso do país. Em Belmonte, Portugal, onde nasceu Pedro Álvares Cabral, há um marco em homenagem a ele com as seguintes palavras: “Neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra!… Terra de Vera Cruz” – Pero Vaz de Caminha.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br