COMO SERÁ O AMANHÃ?

Os seres humanos, hóspedes do planeta Terra, viviam com segurança na regularidade dos acontecimentos. Com o seu querer egoístico, faziam e desfaziam sem respeito às normas da Casa, e tudo se realizava de acordo com os seus desejos. Mas, de repente, não se sabe mais como será o amanhã, que problemas e dificuldades imprevistas surgirão. Isso gera inquietação e até revolta.

O futuro se vai desenhando com outras características. Se no passado recente os homens detinham grande poder porque eles decidiam em função de seus desejos egocêntricos, pelo bem ou pelo mal, planejavam e realizavam o que bem quisessem, agora as coisas estão mudando; a cada dia surge uma nova surpresa que desorienta e trava a realização dos planos.

Os seres humanos, sejam figuras públicas ou pessoas comuns, estão perdendo a coerência e mudando de opinião segundo interesses imediatistas, medo e influências externas. Como enfrentar esse novo desafio de instabilidades? A serenidade pessoal surgirá da confiança depositada no funcionamento automático e justo das perenes leis da Criação, pois as leis dos homens são movidas por interesses particulares momentâneos.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora).  E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

 

PONTO FINAL – MATCH POINT

Match Point é um filme conduzido com muita habilidade por Woody Allen, no qual ele tece uma trama que quer demonstrar que na vida não existe a lei da reciprocidade e o que vale é a sorte ou azar.

Chris (Jonathan Rhys-Meyers) é um jogador de tênis que resolve ser instrutor para pessoas da classe alta e percebe que tem a oportunidade de dar o golpe do baú casando-se com Chloe (Emily Mortimer), uma moça de família rica. Mas ao mesmo tempo ele quer dar vazão ao seu instinto sexual em sua paixão por Nola (Scarlett Johansson), namorada do irmão de Chloe, que acaba engravidando e se nega a praticar aborto.

Chris passa a trabalhar como administrador das empresas da família e Nola se torna uma ameaça. Ele consegue sufocar as admoestações da intuição e planeja friamente como se livrar da amante.

A morte de Nola leva o investigador de polícia a interrogar Chris, mas o álibi dele não apresenta falhas. Apesar disso o investigador intui com todos os detalhes a culpa de Chris que é salvo pelo anel encontrado no dedo de um drogado morto.

Chris tem uma visão em que Nola diz que ele vai colher o que semeou. Embora corroído pela culpa, ele se acha um protegido da sorte por ter usado seu livre arbítrio para o mal. Chris pensa apenas em termos da justiça das leis terrenas criadas pelos homens como se não houvesse a justiça decorrente da atuação das leis divinas que agem no aquém e no além, na matéria ou fora dela.

O TÚNEL DO SÉCULO 21

Academias, cabeleireiros, bares, baladas, restaurantes, cinemas, reuniões, hotéis, nada mais funciona como antigamente. Os efeitos sobre a economia e os empregos são devastadores. A velha rotina não existe mais, porém ainda não há uma nova em funcionamento, o que cria insegurança nas pessoas, pois não sabem o que fazer, e o que fazem está cercado de medos e cuidados que cansam o corpo e a mente.

O desespero não é recomendável, há que se ter serenidade e saber sobreviver, aguardando que surja a Luz no fim desse túnel tenebroso que a humanidade está atravessando. Depois da tempestade sempre surge o sol, mas é preciso refletir por que razão tivemos de adentrar nesse túnel onde a esperança se esconde.

As pessoas se esqueceram que na Terra somos todos peregrinos em busca de evolução espiritual e se agarraram ao materialismo perecível, mas para isso foram paulatinamente deixando de ser humanos, tornando-se incapazes de criar um mundo melhor que não se fundamentasse no logro, na mentira, na mania de grandeza, na falta de consideração. Agora o momento da grande colheita chegou; a hora de repensar a vida e seu significado real, hora de se esforçar para se tornar verdadeiro ser humano que reconhece as leis da Criação e constrói a sua vida com respeito a elas, colhendo evolução, paz e felicidade.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” ,“A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

HÁ MILÊNIOS POR CAMINHOS ERRADOS

A economia do dinheiro criado pelo homem gerou grandes desequilíbrios. Alguma forma deverá ser encontrada para que as pessoas possam ter uma vida digna entre os extremos de trabalhar 14 horas por dia por um mínimo, ou receber um auxílio sem ter de fazer nada. A natureza oferece tudo que o ser humano necessita, mas requer esforço. A economia globalizada acabou transtornando ainda mais o que já era precário. Na contabilidade, tudo requer o débito e o crédito, no entanto, hoje poucos têm o crédito, pois o débito domina a maioria que mal consegue sobreviver.

A criança tem de aprender desde cedo a noção do trabalho, inclusive como forma de retribuir por tudo o que recebe dos pais, começando por auxiliar em pequenos trabalhos no lar, como varrer o chão, cuidar do jardim, e tantas outras tarefas. Só o trabalho constrói, em casa ou fora dela, em período e atividade adequada para crianças acima de 12 anos, sem comprometer o tempo de estudo.

As novas gerações enfrentam o problema da pobreza ao lado do despreparo de homens e mulheres para gerar filhos. Do nascimento até a adolescência é imprescindível que a criança se sinta bem-vinda em seu lar onde deve ser cercada de cuidados e preparada para se fortalecer para não ficar eternamente dependente dos pais. A questão do dinheiro pode encontrar alguma solução, mas a ausência de cuidados e carinhos fica mais difícil de resolver.

A crise mostra o quanto a economia se afastou da naturalidade. Agora muitas pessoas não têm o suficiente para se alimentar, mas a situação mundial pode se agravar com os problemas que surgem na produção de alimentos, permitindo que aqueles que dispõem de recursos saiam pelo mundo comprando comida, sem que haja políticas de equilíbrio nos países em relação ao que se exporta e o que se faz necessário para abastecer a própria população. Os governos, as elites pensantes e as pessoas em geral não podem continuar se esquivando de forma tão irresponsável. Bom senso e consideração humana são as palavras-chave.

Na vida, como na eletricidade, estamos sujeitos aos curtos-circuitos, geralmente por fiação mal feita. Vamos caminhando pela vida, pensando, falando, agindo, isso tudo vai gerando fios que se entrelaçam gerando o nosso destino. Imaginem muitos fios entrelaçados, mal resolvidos, sempre estarão sujeitos a faíscas e estouros, mas quando ocorrer uma descarga de maior voltagem, o estrago será maior. É isso que está acontecendo na vida das pessoas, das famílias, das organizações e dos governos. É preciso força para enfrentar e coragem para ir desfazendo essa fiação mal construída. Mas se nada for feito, o perigo de grande explosão aumentará.

O relacionamento entre as pessoas se tornou superficial porque falta autenticidade nas palavras. Um tagarelar vazio ditado pelos costumes sociais em que as pessoas vão falando qualquer coisa formada no cérebro sem que isso esteja de acordo com a sua vontade interior; palavras destinadas a bajular, enganar, e de desconfiança. Não se constroem pontes nem vínculos, apenas pode surgir uma sensação desgastante dessas conversas vazias. Em contraste, palavras ditadas pela amizade e consideração são doadoras e fortalecedoras, indispensáveis ao bom entrosamento e realizações construtivas.

Há muitos debates em torno do tamanho do Estado, mas quanto mais este aumenta, mais improdutivo se torna, pois ali se reúnem indivíduos que querem o poder e as benesses, mas poucos estão dispostos a contribuir para o bem geral. Como não conseguem espaço na iniciativa privada, correm para se abrigar no cobertor do Estado, manipulando a boa-fé da população. Faltam estadistas sérios. Faltam oportunidades e postos de trabalho.

Há milênios a humanidade tem seguido por caminhos errados em vez de buscar o aprimoramento da espécie e o viver pacífico. Com pessoas de bem, conscientes de sua responsabilidade de promover a continuada melhora das condições gerais para que o viver na Terra seja profícuo e proveitoso, em paz e felicidade, não haveria a necessidade do agigantamento do Estado. Ainda não foi encontrada a maneira equilibrada de gerir o dinheiro e o controle das contas públicas. É tudo festa até chegar o estouro de Caixa inviabilizando a construção do futuro neste mundo onde pouca atenção foi dada ao desenvolvimento de condições que possibilitem a melhoria continuada da qualidade humana.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

INTELECTO E RACIOCÍNIO

O intelecto é a habilidade de pensar de forma lógica para entender as coisas da Terra. O raciocínio é o processo de pensar e questionar sobre algo de forma lógica. No entanto, essa habilidade de pensar e raciocinar de modo lógico se restringe ao mundo material, ao tempo-espaço. O correto, segundo as leis do Criador, seria o espírito guiando através das intuições (cerebelo), e o ser humano, utilizando-se de sua habilidade intelectiva (cérebro) para desenvolver o raciocínio de forma lógica.

Hoje em dia isso não ocorre com frequência porque o ser humano se tornou orgulhoso e vaidoso de suas habilidades intelectivas para raciocinar de forma lógica, sem perceber que se tornou restrito, desconectado da amplitude da vida que vai além do mundo material até ao espiritual. O raciocínio do ser humano, indispensável para o viver no mundo material, é produto do cérebro restrito ao tempo e espaço. Falta ao raciocínio aquilo que é chamado coração, que na verdade é a condução do espírito.

“A parte do cérebro (o cerebelo) que deve constituir a ponte para o espírito, ou melhor, a ponte do espírito para tudo o que é terreno, ficou, portanto, paralisada com isso, uma ligação rompida, ou bastante afrouxada, com o que o ser humano se privou de toda a ação do espírito e com isso também da possibilidade de tornar seu raciocínio “animado”, espiritualizado e vivificado. Ambas as partes do cérebro deveriam ter sido desenvolvidas bem uniformemente, para uma atividade comum e harmônica, como tudo no corpo. O espírito guiando e o raciocínio executando aqui na Terra. Torna-se assim evidente que toda a atividade do corpo, e até mesmo este, nunca podem ser o que deveriam ser. Esse acontecimento se manifesta naturalmente através de tudo! Porque com isso falta o essencial para todas as coisas terrenas!” (o livro Na Luz da Verdade Mensagem do Graal contém amplos esclarecimentos sobre esse tema).

RESET OU RISSIT?

O século 21 iniciou com estrondos e mortes. Torres Gêmeas de Nova York, guerras no Iraque e na Síria. Ensaiava-se a melhora, mas veio a crise de 2008, um problema atrás do outro, guerra comercial, covid-19 e medo. O que está em gestação para o mundo? Seria o Reset? Como se deveria escrever essa palavra em português do Brasil? Dá confusão de qualquer modo que se escreva, seja pela pronúncia ou pela grafia. “Resetar” seria como interromper o processo já percorrido e reiniciar, o que se faz com frequência em aparelhos eletrônicos, modem e outros.

No percurso da humanidade, no passado distante, na Atlântida destruída e na Suméria, a vida se orientava pelas leis da Criação, ou seja, pela Vontade Criadora de Deus, e tudo evoluía de forma equilibrada. Vieram os tiranos cheios de cobiça por riqueza e poder. Vieram os reis com seu poder absoluto e a religião. A monarquia foi substituída pelo Estado Nação, os mais fortes visando o domínio sobre outros mais fracos e corruptos, sem patriotismo.

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, em evento de lançamento de políticas contra a mutilação e o suicídio falou que parcela dos jovens brasileiros se tornou “zumbi existencial” que não acredita mais em Deus. Avaliou que o mundo vive um momento de “desconstrução de tudo”, o que deixa o público jovem sem referência ou motivação.

A primeira ciência para as crianças tem de ser a natureza que contém, em suas leis lógicas e coerentes, a perfeição da Vontade Criadora de Deus. Tudo na natureza atesta a perfeição das leis naturais do Criador. Imperfeitos são os seres humanos que, abusando da livre resolução, criaram o caos, mas terão de colher tudo o que semearam.

O Brasil já vinha perdendo terreno no bom preparo dos jovens. Com a desindustrialização, muito da habilidade técnica foi embora. A paralisação imposta pela covid-19 acentuou a indolência geral e perda do ritmo. Mas no caso da educação, vale ressaltar que a escola era fraca, cheia de teorias e pouco desenvolvimento do bom senso e raciocínio lúcido. É o país que se fragiliza, o que é bom para aqueles que querem merendar no pasto Brasil, pois não encontram maiores resistências.

Precisamos fortalecer o preparo da população para uma vida construtiva e benéfica. Temos de oferecer às novas gerações o adequado preparo para que transformem o Brasil no maravilhoso país sonhado de liberdade, com progresso espiritual e material, paz e alegria.

Há muito tempo a economia saiu da naturalidade, dando lugar à ganância, ao desejo de enriquecimento rápido. Os juros altos por longo período atraíam os capitais, o dólar ficou barato desestimulando a produção. A China se aproveitou do vazio e fabricou de tudo para todos. Empregos se perderam. O país deve muito. Classes Média, A, B, C, D, estão todas em declínio.

Desequilíbrio e caos se espalharam pelo mundo. A globalização foi restringindo o poder dos Estados. Há uma nova guerra econômica. O globalismo evoluiu para novos conceitos de orientação da vida e do comportamento. E surge o projeto Reset que se diz quer reiniciar, consolidar e oficializar o poder global sobre a população geral, eliminando os estados-nações e seus governos venais.

O momento é difícil. O Brasil tem sido generoso na produção de alimentos, mas no mundo começa a se desenhar a ameaça da falta de comida. A natureza tem de ser respeitada. A estrutura produtiva não pode ser detonada. Os abusos têm de ser evitados. Cobiças, ganância e atos revoltosos devem ser contidos. A travessia é longa.

Estamos numa fase de complicadas transformações. Os estados-nação, há anos geridos por governos incompetentes e corruptos, deixaram as dívidas irem às alturas, agora acham-se sob ameaça. Dizem os entendidos que vem por aí a unificação do poder e controle sobre a população mundial, uniformizando o comportamento dos povos, reduzindo as liberdades. Quem não soube aproveitá-las para evoluir perceberá que perdeu seu precioso tempo correndo o risco de se tornar descartável pela engrenagem global. Mas é preciso saber que há um grande Reset em andamento, a grande colheita de todas as ações semeadas pela humanidade num curto espaço de tempo. Só poderão subsistir as ações que estiverem em conformidade com as Leis da Criação.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O PLANETA TERRA NO SÉCULO 21 (PDF)

Começam as transformações. Em meio a tanta cobiça e corrupção, surge uma nova esperança para a espécie humana

Ano 2000 ou 2012? A confrontação com antigas profecias indicava o período de dois mil anos, a partir do nascimento de Jesus, como prazo para o grande exame das ações dos seres humanos. Há uma leve reminiscência de que houve um engano de doze anos na contagem inicial e, portanto, 2012 seria de fato o ano 2000 tão decantado como o grande marco da humanidade.

No século 21, o ano de 2012 já passou, avolumam-se os desarranjos na Terra, sociais, econômicos e de saúde pública. Os limites dos recursos naturais se tornam evidentes. Intensifica-se o clima de insatisfação. E de novo surge a sensação de incerteza e impotência, o anseio de que dias melhores sejam alcançados. Em meio a tanta cobiça e corrupção, está surgindo uma nova esperança. O descalabro da vida moderna fará com que tudo desmorone? Ou será o começo do fim do materialismo sem coração e o início de um renascimento da espécie humana? O livro conta a história de Jamal Wambua, um pesquisador e Ministro do Meio Ambiente de Berbéria (país fictício do continente africano), engajado no estudo das alterações climáticas e da evolução humana, que vai ao Brasil para aprofundar seus estudos e acaba se deparando com o trabalho de uma brasileira que vive em prol da melhora das condições de vida das novas gerações. Imediatamente ele se encanta por essa mulher tão delicada e ao mesmo tempo tão forte e determinada.

O ano de 2020 assinala um especial momento de transição. A crise geral mostra o quanto a vida e a economia se afastaram da naturalidade gerando miséria. O século 21 requer o máximo empenho no bom preparo da população para levar a vida como ser humano, com toda a seriedade que ela requer.

Leia mais:
http://vidaeaprendizado.com.br/livros/O-planeta-Terra-no-seculo-21.pdf

VAI FALTAR COMIDA?

Em sete de setembro de 1822, nascia a pátria Brasil. Temos de buscar a autonomia e voltar a viver do lado da felicidade da vida! Em dois de setembro de 1822, no palácio imperial estava sendo assinada a Independência. Idealistas liderados pela imperatriz Leopoldina e José Bonifácio não mediram esforços para dar ao Brasil a liberdade política, algo que muitos países conquistaram só no século 20. No mesmo dia, do ano de 2018, houve um incêndio no palácio imperial que fora transformado em Museu Nacional. Simples coincidência ou um sinal do Céu para os brasileiros.

O projeto era estabelecer uma nação livre, espiritual e materialmente. Esperemos que o sacrifício não tenha sido em vão. Desde aquela época grupos hostis procuram impedir que o Brasil se torne livre e independente de fato. É triste e lamentável observar quantos se deixam envolver pelos inimigos do país, cujas armas usadas são a mentira, o medo e a falsidade, opondo-se a que surja uma pátria de Luz. O tecido social está sendo corroído. A precarização geral está aumentando. É preciso energia para que o país não afunde no abismo da imoralidade. A Pátria tem sido descuidada e deixada por conta dos esfoladores, aqueles que para atender a seus interesses semeiam misérias.

O uso de máscara sanitária é imperativo legal, mas as máscaras da falsidade, utilizadas espontaneamente por pessoas que mostram o que não são, escondem a face real de suas cobiças. Cada um desses enganadores terá de colher o fruto das suas sementes malignas. A falsa consideração cairá por terra. Esperemos que surja a verdadeira consideração humana da parte de todos, no pensar, falar e agir, pois sem isso o mundo tende a piorar.

O país está desfigurado, faltam estadistas sérios em todos os níveis e as cidades vão perdendo o seu encanto, sua paz e sua beleza, pois os prefeitos e vereadores, no geral, mais atrapalham do que promovem o progresso. Nos Estados e no Congresso é a mesma coisa. O Brasil precisa de uma nova geração de políticos. O mundo também. Vamos aproveitar as eleições municipais para excluir os que não prestam. É preciso usar a intuição e avaliar quais são as intenções dos candidatos nesta era em que os homens materialistas, dominados pelo intelecto, estão decepcionados com as religiões e não creem mais em Deus.

É importante examinar se existem candidatos empenhados para que haja melhora geral das condições de vida e do aprimoramento da espécie humana. Vamos votar certo. No governo e finança pública é onde se cometeram grandes crimes contra a natureza e o social; muitos países estão arruinados por causa disso, inclusive o Brasil. O social, não o socialismo, tem a ver com a verdadeira consideração humana; não fazer ao outro o que não faríamos a nós mesmos.

Um pouco de cautela com as operações na Bolsa de Valores não faz mal a ninguém. É sempre útil relembrar o passado, evitando o comportamento de manada levada pela ânsia de obter ganhos, pois o funcionamento tem sido na base de os ganhos de uns acarretarem perdas a outros. Hoje as ações estão em alta, independentemente do resto da economia meio despedaçada pela globalização e maus governos. Mas quando vier uma ressaca, as consequências serão imprevisíveis.

Abusos de preços sempre ocorrem, haja vista o que aconteceu com a subida dos preços de remédios. A taxa de câmbio é influenciada pela taxa de juros. Dólar barato aumenta a procura, mas para que não haja escassez, aumentam-se os juros, e com isso a dívida também sobe. Como disciplinar a exportação de alimentos para que o mercado interno não fique desabastecido e inflacionado? Com as mudanças climáticas, os problemas da alimentação aumentarão pelo mundo. Enfrentamos tempos difíceis, mas a classe política cobiça o poder e promove o caos.

A economia globalizada se tornou artificial e unilateral, e afastou-se do todo. O Capitalismo de Estado, com seu protecionismo forte, está interferindo em tudo. O agronegócio avança para saciar a fome de quem tem recursos. A produção de manufaturas para consumo foi transferida para a Ásia, levando os empregos. Os grupos financeiros querem ganhos com controle do dinheiro. A massa fica alienada e não há projetos que conduzam ao aprimoramento da espécie humana.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

ZUMBIS EXISTENCIAIS

A educação no Brasil e no mundo tem sido uma lástima. A cultura dogmática está desmoronando e tem sido substituída pela cultura do prazer exacerbado que leva ao vazio pela falta de preparo e por se deixar de buscar o significado da vida. A primeira ciência para as crianças tem de ser a natureza que contém, em suas leis lógicas e coerentes, a perfeição da Vontade Criadora de Deus.

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou em matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo, que parcela dos jovens brasileiros se tornou “zumbi existencial” que não acredita mais em Deus.

A notícia revelou que em evento de lançamento de políticas contra a mutilação e o suicídio, o ministro, que também é pastor presbiteriano, avaliou que o mundo vive um momento de “desconstrução de tudo”, o que deixa o público jovem sem referência ou motivação. “Nós temos hoje no Brasil, motivados creio eu, meu diagnóstico, por essa quebra de absolutos e de certezas, verdadeiros zumbis existenciais. Não acreditam mais em nada, desde Deus a política. Eles não têm nenhuma motivação”, disse o Ministro da Educação.

Ribeiro afirmou ainda que a juventude tem vivido um “vazio existencial”, o que, na opinião dele, estimula adolescentes a viverem sem propósito e a tirarem “a própria vida”.

“Nós vivemos em um tempo de desconstrução de tudo. De tudo o que é valor, de tudo o que é absoluto. De todas as certezas da vida”, disse. “Não há mais uma juventude que acredite nas coisas como Deus, religião, política e família. Eles perdem totalmente o referencial”, ressaltou. Segundo ele, “a grande moda dos sociólogos e filósofos é desconstruir valores e ideias e não colocar nada no lugar, deixando um vazio”.

Leia a matéria na íntegra em:
https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2020/09/sem-fe-jovens-do-brasil-sao-zumbis-existenciais-diz-ministro-da-educacao.shtml

NOSTRADAMUS, O OURO E A PRATA

Como consequência de séculos de descuidos com a vida, atualmente o viver ficou mais difícil que no passado. Há uma ansiedade generalizada. Mesmo sem entender o que o outro está dizendo, muitas pessoas já passam para ataques. A grande questão da humanidade é que os chefes de Estados deveriam cuidar de sua população, visando o aprimoramento da espécie e buscando oportunidades adequadas à sua região. A educação poderia fazer a grande diferença combatendo o apagão mental e buscando clareza, raciocínio lúcido, bom senso e propósitos enobrecedores. É preciso a conscientização de que o ser humano não é máquina e compreender o significado da vida.

A crise atual traz a oportunidade para repensar a vida e a economia, sempre buscando os países com fatores de trabalho de menor custo, o que acabou desempregando geral pelo mundo, desequilibrando tudo em função da ânsia de produzir ganhos para acúmulo de reservas e aumento de poder. Para onde vai o Brasil? Se não houver entendimento aqui dentro, lá de fora não há nada de bom que se possa esperar nesse salve-se quem puder mundial.

A tecnologia está gerando uma massa de pessoas sem preparo, pois o seu avanço está alterando todas as profissões e criando outras; mesmo com boa capacidade de se reinventar e de aprender rapidamente não será fácil alcançar posições relevantes neste novo mundo. A humanidade é composta de seres individualizados; várias mentes com livre resolução que precisam de um ideal nobre e comum para alcançarem o progresso, a paz, a beleza e a alegria.

Como resolver as questões fundamentais que se avolumam? O problema está nas pessoas que não vacilam em torcer os fatos, mentir e difamar. Quando se apresenta uma ideia, os opositores não argumentam sobre ela e não vacilam em enxovalhar o autor usando palavras chulas e medíocres; querem combater a ideia atacando o autor, menosprezando-o em vez de contrapor argumentos verdadeiros. Usam a agressividade em vez da clareza em seus argumentos. Não há boa vontade, só interesses pessoais em detrimento do bem geral da sociedade.

A paralisação, como a queda num jogo de dominó, foi derrubando uma a uma as pedras da economia: fábricas, lojas, shopping centers, restaurantes, aviação, hotéis, turismo, instalando uma inédita catástrofe econômica mundial, acirrando as disputas pelo poder e a luta pela sobrevivência. O que virá a seguir? Como a humanidade agirá? Como sempre, fazendo prevalecer a força, ou buscando consensos e cooperação? Para esta escolha os homens deveriam estar imbuídos de sincera vontade para o bem geral e a paz mundial.

Passados séculos, permanece mais forte o dissimulado conceito de que os ganhos de uns se fazem com perdas de outros. O mundo caiu no desequilíbrio entre produção, empregos e renda. Sem renda cai o consumo. Sobram estoques pelo mundo e assim pode ser que os preços baixem. O que as indústrias poderão produzir, que empregos vão gerar, quem vai investir?
A pesada crise de 2020 trouxe algumas visões do mundo atual. A vida em si acabou perdendo a essência, pois tudo passou a girar em função do ganho financeiro e sua concentração. As periferias ficaram ao abandono. As vendas no varejo chinês continuam abaixo do esperado. A produção industrial se recupera, mas vai gerar um excedente que precisa ser exportado, afetando a recuperação nos EUA e na Europa.

Os países cobiçam as riquezas que pertencem a outros. Não recuam diante de nada nem mesmo diante de massacres ou da escravização de povos inteiros, apenas para projetarem sua grandeza efêmera. A economia globalizada caiu no desequilíbrio e precarização. Nostradamus profetizou de forma meio confusa esta era de ambição desmedida pelo ouro e prata; o dinheiro acarretando a desintegração social. Chegamos ao ponto de acumulação das consequências de ações imediatistas que estão gerando caos e miséria, enquanto os seres humanos permanecerem com suas convicções subordinadas ao mundo material, ignorando o espiritual.

Na crise, os países estão se voltando para si mesmos como deveria ter sido para promover o progresso geral, mas a crise moral e a perda da honra se tornaram um grande entrave ao progresso real. Para encontrar o caminho, as pessoas precisam da Luz da Verdade neste mundo obscuro, dominado pelas trevas produzidas pelas mentiras.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7