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DEMOCRACIA DEPRAVADA

O desequilíbrio econômico entre os países é geral, de tal forma que apesar dos déficits, as nações utilizam políticas que inibem a atividade econômica quando deveriam estimular a produção de itens essenciais. O déficit comercial dos EUA ilustra bem esse desequilíbrio. Decisões oportunistas criaram essa situação, pois deveria haver equilíbrio econômico geral na produção, comércio, empregos, consumo, progresso com elevação dos níveis de saúde, educação, setor privado diversificado, mantendo estabilidade econômica, política e social. No entanto, os caminhos que levam a isso não foram perseguidos.

O dinamismo da economia globalizada tem sido mantido de forma artificial e distante dos reais objetivo da economia política que visa o bem-estar geral das populações e a melhoria geral das condições de vida, favorecendo o aprimoramento da espécie humana. Quantos desses objetivos foram alcançados? Quando sopra um vento mais forte, seja no Lehman ou na Evergrande, tudo oscila. A vida tem se tornado difícil e em crescente precarização para quase a totalidade das cerca de oito bilhões de pessoas hospedadas na Terra. Cobrir o rombo não deverá ser problema para a China; mais difícil será dar solução para quem ficar sem casa e para quem perder o emprego.

Em 2011, americanos indignados ocuparam a praça próxima a Wall Street em protesto pelo desemprego crescente e queda na renda, vendo o sonho americano ser atropelado. A mais importante questão para uma nação é a seriedade na escolha dos dirigentes, mas ao que se observa a grande maioria dos eleitos não cumpriram o seu papel, fragilizando e depravando a democracia ocidental e tudo o mais, cansando a população que não via a nação ser tratada com seriedade na direção do progresso e autonomia, por isso não há razão para que se estranhe a eleição de Trump e Bolsonaro, que captaram os anseios da população.

As grandes potências, como Inglaterra, França, EUA, Rússia e China, manejam o mundo há séculos da forma que melhor lhes convêm. Os discursos são envolventes, falam em convivência pacífica e progresso para todos os povos, mas na prática cada qual busca vantagens, seja com abuso da força militar ou econômica, mesmo que para isso tenham que sacrificar a natural evolução da espécie humana e a sustentabilidade do planeta.

O planeta Terra tem uma triste história de desestabilização dos mecanismos naturais que asseguram a sustentabilidade da vida. O mais cruel é que isso é consequência das desastrosas políticas econômicas adotadas que visam o enriquecimento de grupos dominantes em prejuízo de toda a humanidade, pois ao invés de visarem o aprimoramento, agem com viés imediatista, cobiçando ganhos e aumento de poder e influência, arrastando as populações para o abismo, escravizando-as sem que tenham consciência disso.

Estamos diante de uma situação extraordinária com acontecimentos que escapam do controle dos superdirigentes e dos supercomputadores, desorientando e gerando incertezas. Evidentemente são as consequências de atividades desordenadas que vêm introduzindo desequilíbrio no sistema natural da vida, atingindo a economia e a sociedade. Hora de direcionar toda inspiração intuitiva e o raciocínio lúcido para descortinar as causas que estão ameaçando a sobrevivência condigna da humanidade. A indolência espiritual finca suas garras onde não encontra resistência. As pessoas veem, mas não enxergam; ouvem, mas não escutam. As coisas vão acontecendo, mas, acomodados, os seres humanos não se mexem, não percebem que deveriam estar agindo como seres vivos e despertos no uso de suas capacitações.

A submissão deveria ser somente às leis da Criação, à Vontade Criadora de Deus, para construir um paraíso na Terra; mas os humanos, escravos das trevas, ousaram escravizar o próximo buscando atar seus espíritos para que se tornassem submissos, e a Terra se transformou num vale de perdição e sofrimentos. O ano de 2021 começou sem festas e tem os mesmos números de 2012. Os dias deste ano estão sombrios e difíceis. É importante mudar o foco dos pensamentos para coisas leves e do bem para escapar da inquietação reinante.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

CRISE GERAL NO PODER

O Brasil enfrenta uma crise entre os poderes que surgiu diante dos resultados das eleições de 2018. Os oponentes ao governo passaram a agir para impedir a reeleição em 2022, mesmo percebendo o quanto isso seria prejudicial ao país, que deveria estar unido neste tempo de crise mundial. Pensando no bem geral, poderiam, ao contrário, dar sua contribuição para a paz e o progresso.

É uma situação difícil e típica nos países que possuem pluralidade de partidos, pois todos os políticos que pertencem às respectivas legendas querem se manter no poder, para o mal e para o bem. No Brasil, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso negociou o segundo mandato e ninguém estranhou. Trump, nos EUA, achou que seria fácil se reeleger, mas escorregou no meio do caminho.

Kishore Mahbubani, autor de vários livros, tem uma visão ampla da economia e política mundial. Chegamos ao confronto da plutocracia (governo dominado pela classe rica) com o governo central forte de partido único. Na plutocracia, muito se falou da classe pobre, mas a ênfase maior foi no pão e circo. No governo forte foi dada ênfase na educação e na ação para sair da vexatória situação em que estava. A renda per capita da China equivale agora a 1/6 da americana. Foi nesse ponto que a paulatina melhora das condições na China repercutiu na precarização que desde os anos 1990 afeta os EUA e o ocidente em geral. A questão não é conter o avanço da China, mas de como restabelecer o equilíbrio rompido para que todos os povos possam evoluir de forma condigna.

A humanidade vive em guerras há séculos, geralmente causadas por disputas econômicas e de poder, sendo o século 20 o mais trágico, quando era esperado que haveria uma união para fortalecer o bem geral e buscar a melhora das condições de vida. Mas atualmente se encontra num ponto de acumulação de decisões mal planejadas que agora irrompem numa cascata de reações adversas. O século 21 traz a marca da turbulência, nada mais se apresenta estável, tudo se mostra difícil de coordenar, então o que poderemos esperar dessa visão tecnocrática fria que quer transformar o ser humano em coisa sem alma?

De longa data a humanidade vive na mais perversa mentira e de forma superficial. O apóstolo João deixou a grande recomendação para a humanidade em geral, do passado e do presente: “Conhecereis a Verdade e ela vos libertará!” Mas conhecer a verdade exige atividade séria e sincera, da alma e do intelecto, pois a crença baseada na fé cega deve se transformar em convicção, a qual só advém através de análises lógicas e coerentes sob a luz das leis da natureza que refletem a perfeição da Vontade criadora de Deus.

Desde os anos 1970 a televisão assumiu a posição do cinema dentro das casas. Que efeito a televisão exerce sobre a sociedade? Em vez de servir de veículo de divulgação, entretenimento e informação, a TV está sendo utilizada como meio de formação de uma mentalidade limitada. As pessoas estão fazendo da televisão e das mídias sociais a sua janela para o mundo e assimilando tudo que veem como verdades absolutas, sem questionar conteúdo ou levar em conta os interesses de quem produz o que é exposto. Impressiona a mediocridade contida em filmes, novelas, vídeos e na programação em geral.

As coisas mudam de repente, os acontecimentos estão acelerados, o caos se instala de um momento para outro como no Afeganistão. Que o Brasil não se torne vítima da cobiça internacional e dos vendilhões da pátria. A vida é construção, mas os seres humanos estão pondo de lado e enterrando a sua essência. Todo o seu pensar se dirige para a posse do dinheiro, acúmulo de riqueza e prestígio pessoal. Para construir de forma sadia, os seres humanos precisam se renovar e se transformar.

Vamos lutar por um Brasil forte e humano. Para isso precisamos preparar adequadamente as novas gerações, para que tenham como meta formar um país de seres humanos que visam o progresso real, sem socialismo, com liberdade, boa qualidade de vida, sustentabilidade, aprimoramento da espécie humana, para que as condições permaneçam em continuada melhora, com respeito ao necessário equilíbrio nas atividades.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

A TRAJETÓRIA DA HUMANIDADE

O momento é delicado, as pessoas estavam acostumadas a ir e vir livremente, mas de repente ficamos tolhidos, isso mexe com a cabeça. A travessia para o século 21 iniciou-se sobre grande comoção. Seria o fim de um ciclo?

Perguntava-se o que nos trará o novo século? As pessoas se perguntavam: será que o mundo vai acabar? Naquele momento já se fazia presente a inquietação decorrente das aceleradas mudanças que, rompendo a comodidade de rotinas que perduravam há muito tempo, retiram as pessoas de sua zona de conforto. O processo vai avançando. Essas mudanças estão ocorrendo a nível governamental, profissional e familiar, aumentando a inquietação.

Dizem os entendidos que a humanidade estaria sendo direcionada para o totalitarismo mundial, afastando-se de vez da verdade e da luz. O Anticristo, agindo às ocultas, visa a destruição da humanidade, e para isso se serve de inúmeros servos voluntários que pela vaidade se deixam atrair por seus engôdos, contribuindo para o declínio da humanidade. O objetivo oculto é arrastar a maior parte dos espíritos humanos para a destruição, impedindo que retornem de forma consciente para a origem, a pátria do espírito.

Afastada da Luz do Amor, a humanidade tende a se autodestruir, pois tem permanecido afastada das Leis da Criação, tendo hostilizado Jesus Cristo, o Portador da Luz, pondo de lado os ensinamentos originais ofertados por Ele aos seres humanos para que seu espírito não viesse a ser riscado do livro da vida.

As pessoas estão ficando desorientadas com a velocidade com que se modificam os cenários onde até então atuavam tranquilamente. Então isso provoca um retraimento, porque perdem o controle da situação a que estavam acostumados, percebendo a sua impotência para restabelecer o padrão habitual e repetido ao longo dos anos, aumentando a sua revolta e pessimismo, baixando a autoestima, fixando-se rigidamente nas coisas que não deram certo, e ampliando o mal do século: a depressão.

O grande problema humano está no desaparecimento do uso da intuição que sempre se manifesta através de decisões de muito bom senso. Ademais, a intuição sempre capta certa leveza superior que dá sustentação e flexibilidade. No entanto, os seres humanos se apegaram cada vez mais ao seu intelecto restrito, com sua rigidez e consequente aspereza, oferecendo soluções que não se sustentam por muito tempo, o que exige constantes mudanças, apertando o controle sobre os demais, mecanizando as atitudes, reduzindo a participação dos indivíduos.

Vivendo de forma mecânica, sem ter a sensação de estar participando, os indivíduos vão perdendo o interesse por tudo o que fazem, caminhando para a depressão face ao continuado aborrecimento e frustrações em que vivem. O desinteresse acarreta falhas humanas seja num escritório, numa fábrica, num restaurante ou em qualquer outra situação de trabalho, provocando os mais imprevistos acidentes.

É muito importante perceber que nossas atividades recebam reconhecimento e aprovação. É muito importante nos sentirmos queridos e amados. O desprezo e a rejeição geram uma sensação de inutilidade e fracasso que deprime as pessoas. No século 21, a vida ficou reduzida a uma rotina massacrante e renhida luta pela sobrevivência; a busca do sentido da vida foi posta de lado. A população não está consciente da gravidade da situação e está sendo conduzida para o descontentamento, sem saber onde buscar esperança. O impulso para a busca de respostas perdeu a força. As pessoas não sabem mais se aquietar num cantinho, refletindo sobre a vida, acumulando forças e equilíbrio emocional.

Os graves e brutais acontecimentos à nossa volta provocam uma insensibilização de muitas pessoas. Se pararmos um pouco, quando assistimos aos noticiários da televisão e perguntarmos: para onde o mundo está indo, por certo ficaremos desanimados, pois se tantas coisas ruins estão acontecendo e se multiplicando, o que esperar do futuro? Diferente não é com telenovelas e filmes. As pessoas querem se distrair, passar momentos agradáveis, mas o que veem é a pura desagregação da sociedade humana, em ações de seres humanos embrutecidos, em ritmo cada vez mais acelerado.

Estamos atravessando uma época difícil em todos os sentidos. Com olhar atento, atuantes no corpo e no espírito, vamos vivenciando os acontecimentos, percebendo que acima de tudo paira uma justiça incorruptível, o que nos alegra e fortalece. Com generosidade e consideração, fica mais fácil enfrentar as atitudes egoísticas e a aspereza reinante, produzidas pelo raciocínio calculista e sem coração.

Se os seres humanos conhecessem a vida como ela é, tudo seria diferente, mais leve, melhor, mais pacífico e harmônico, não haveria todo esse sofrimento decorrente dos caminhos errados. Haveria melhor entendimento entre as pessoas porque o sentimento conciliador sempre estaria presente. Mantendo no íntimo o sincero desejar do bem para o próximo, inconscientemente cada um favorecerá o outro. E isso também é imprescindível nos relacionamentos entre homens e mulheres, para que eles se complementem de fato, e, fortalecidos, construam um mundo melhor. Estamos vivendo numa época muito difícil. Contudo, temos que buscar a alegria da simplicidade e da naturalidade das leis da Criação.

O mundo precisa de uma geração forte que pense com clareza, com bom senso, sem medo do esforço e do trabalho e que possa confiar no empenho dos governantes e das empresas na busca de um futuro melhor como propósito de vida. Na ausência disso, sobrevêm o desânimo e o desinteresse pela própria vida, o que fortalece potencialmente o consumo de drogas para preencher o vazio existencial.

Esperemos que os jovens percebam que há algo mais na vida para ser vivenciado além dos prazeres, dos consumismos, do dinheiro. O futuro pertence a eles. Estudos sobre a geração digital, nascida a partir dos anos 1990, apontam para o desânimo e falta de objetivos. As engrenagens do mundo estão emperrando. Falta o movimento certo, voltado para o bem, em equilíbrio entre o dar e o receber para uma vida sadia e alegre, indispensável ao saneamento e à harmonia, e para manter o ser humano vigoroso, construindo e beneficiando tudo.

O ano de 2020 assinala um especial momento de transição. A situação geral da vida vem tendendo para a perda absoluta do humano, o que acarretou toda a balburdia da vida. Problemas, morais, econômicos, sociais, de saúde, de escassez de água e alimentos. Tudo isso contribui para o atordoamento das pessoas que deveriam se fortalecer na busca das causas para descobrir que os humanos estão abandonando o espiritual há séculos, e agora se veem cercados pelos erros e pelas mentiras, pela inveja e cobiças. Na escuridão, o indispensável é buscar a Luz da Verdade, a boia de salvação nesse agitado mar de acontecimentos impactantes que se sucedem velozmente.

Saiba mais sobre esse assunto no livro A Trajetória da Humanidade: http://vidaeaprendizado.com.br/livros/A-Trajetoria-da-Humanidade-2018.pdf

O QUE ESTÁ ACONTECENDO NO BRASIL E NO MUNDO?

Há uma grande confusão. Muitos líderes querem aparecer, mas não se entendem. Ao se sentirem ameaçados em seus interesses, os tiranos manifestam sua maldade e sua forma desleal de agir. Como explica o estrategista Pedro Baños: “motiva-se a população através das emoções produzindo uma montagem teatral que derruba as defesas mentais, formando, através de uma história ambígua que mistura realidade e ficção, um cenário que promova a aglutinação e união da massa para que seja conduzida ao ódio mais exacerbado que mobilizarão contra os oponentes, visando prejudicá-los e obter vantagens significativas através desse tipo de ações apoiadas pela guerra psicológica e a manipulação midiática”.

Na renhida luta surgiu “o cada um por si” que não seria ruim se cada um agisse com a moral espiritualista ensinada por Jesus: “Ama ao próximo como a ti mesmo”, ou seja, trate-o como a si mesmo, não faça nada contra ele para satisfazer a própria cobiça. O Criador dispôs tudo para que o ser humano em sua peregrinação se tornasse de fato ser humano, mas há muita pressão contra isso para rebaixá-lo e arrastá-lo para a lama.

A invasão do coronavírus evidenciou as fragilidades do Brasil, para as quais pouco se tem olhado; entra governo e sai governo e não há um plano de trabalho sério e continuado, a não ser a busca de vantagens pessoais. Fala-se que a caixinha sobre as compras chegou a até 30%. Temos muitos problemas: de saúde, econômicos e de sobrevivência. Como assegurar o consumo do essencial para a vida, a produção e a renda necessária e o bom preparo das novas gerações?

Há muitas polêmicas inúteis, uma briga de pedradas com palavras e infâmias. O momento exige sabedoria e sinceridade, pois os problemas são enormes. Há que se entender a realidade, o que está se passando, e buscar os meios para minorar os sofrimentos, mas os seres humanos, amarrados ao poder, só olham para seus interesses. A crise está mexendo com a saúde, a economia e a esperança. Há dias difíceis com noites escuras, com muitos problemas para resolver e soluções que não surgem. É preciso serenidade, não se pode apressar a chegada do dia. Ele vem chegando devagar e firme, aos poucos o sol vai subindo, subindo, até o novo dia ficar claro e, onde ainda há pássaros, eles começam a cantar alegrando e encorajando para um novo dia de aprendizado e vivências. Começar e encerrar o dia com gratidão é a espontânea oração que brota no coração.

No pós-guerra o mundo foi sendo varrido por uma onda de uniformização e desmantelamento cultural tendente a eliminar a diversidade indispensável ao progresso da humanidade. O mundo capitalista vive em função do dinheiro e seu poder. Os comunistas perceberam isso. A China tinha que cuidar da sua população sofrida devido ao comunismo de Mao Tse Tung. Tendo os líderes chineses percebido o poder do dinheiro, optaram por produzir com custos baixos para exportar e, como consequência, o desequilíbrio da economia mundial se ampliou.

As desavenças entre os povos resultam dos desequilíbrios. A paz requer equilíbrio geral, mas os conflitos se ampliaram com a geopolítica posta em prática pelas potências com o seu desejo de aproveitar em seu benefício os recursos existentes em territórios pertencentes a outras nações. Um país, para ter fibra, precisa ter a motivação certa e natural, ou seja, o alvo do aprimoramento da espécie humana, que vem decaindo espiritual e moralmente, e manter o equilíbrio geral. Ou o comandante é forte e demonstra autoridade dando ordens claras aos seus disciplinados oficiais para engrandecer o país, ou age com absoluta tirania, impondo os resultados que quer alcançar, mas nesse caso os seres humanos acabarão agindo como máquinas sem vontade própria.

Cada povo tem de se adaptar ao solo e se aprimorar. Se cada nação cuidar bem de seu território com propósitos enobrecedores, com liberdade e responsabilidade, com solidariedade, respeito à natureza e aos demais povos, dando às novas gerações bom preparo para a vida, todo o planeta estará bem cuidado e imune à decadência moral e espiritual e certamente haverá progresso real.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

DESEQUILÍBRIO ECONÔMICO MUNDIAL

A ciência econômica se subordina à escassez, isto é, a limitação dos recursos ofertados pela natureza. Visando o equilíbrio deveria acompanhar as oscilações da produção e oferta de empregos; a distribuição e consumo de bens e serviços; os mecanismos financeiros da economia; a acumulação de dinheiro; as relações econômicas com o exterior; as formas de competição entre as empresas e países, e as respectivas regulamentações legais, entre outros assuntos.

Os homens inventaram o dinheiro aplicando a lei da escassez, tornando-o o bem mais cobiçado do mundo, embora o ar, indispensável à conservação da vida, é percebido como abundante. No capitalismo de livre mercado, todo o sistema ficou vinculado ao dinheiro e este deve promover a circulação da riqueza de forma equilibrada entre os indivíduos e os povos. Mas a circulação acabou sendo estagnada travando e precarizando tudo.

Uma parte da sociedade acumula bens; outra, dívidas e escassez. A ciência econômica deveria ocupar-se com o equilíbrio geral, mas na economia mundial está ocorrendo o oposto. Países como o Brasil mantinham o dólar barato com juros elevados, inviabilizando a produção e aumentando a dívida. Sem produção não há futuro. A produção foi se concentrar em regiões de mão de obra de custo mínimo e câmbio favorável para exportar, isso ocorre em países onde o capitalismo de Estado centraliza as decisões.

A globalização não será benéfica sem que haja respeito à natureza e à consideração humana de não empreender ações danosas ao próximo para satisfazer a própria cobiça. Nos moldes atuais, a globalização econômico-financeira provocou desequilíbrios em todas as direções, subverteu a classe política, separou os interesses das corporações das necessidades dos países, e rompeu os limites da individualidade dos povos. Isso acabou despertando reações adversas, pois faltou o equilíbrio sadio nas relações entre os povos para que o progresso de uns não se faça a custo da miséria de outros.

Com a dívida atual, estamos em situação pior do que na crise da dívida externa dos anos 1980, pois as políticas adotadas exportaram os empregos. Com o aumento do déficit fiscal, o Brasil será empurrado para o abismo, correndo o risco de perder a governabilidade e a autonomia.

A segurança do país está no patriotismo das Forças Armadas, na saúde, na capacidade de produzir alimentos, nos minerais, na reserva internacional, no bom preparo das novas gerações. Sem boa administração iremos transferir os ganhos para os especuladores, atravessadores e para aqueles que cobiçam as riquezas. Os países passaram a importar de tudo. Deixaram de fabricar e de exportar manufaturas. Os empregos e renda se reduziram. As dívidas subiram para sustentar o sistema. “O melhor remédio para erradicar a pobreza de um país é a geração de riqueza”, disse Vicent Fox, ex-presidente do México.

Com a baixa dos juros, sem ter onde aplicar o dinheiro foi para as bolsas elevando as cotações, mas surgiram imprevistos como a pandemia do século 21 que, ao paralisar tudo, evidenciou as incoerências provocando baixas e busca por segurança no dólar. Superar a consequente instabilidade a reequilibrar a economia são os novos desafios.

Estamos na era da aceleração dos acontecimentos. O momento exige flexibilidade e constante readaptação às novas situações que se sucedem velozmente. Necessitamos de pessoas que consigam sentir a intuição e se ponham em movimento, ver o que está faltando, o que está emperrando e ir ajustando, senão aumentarão as falhas, o tempo passará, as despesas vão superar as receitas. Sem que haja bom preparo das novas gerações a precarização geral aumenta.

Acredite se quiser, o anticristo, influencia o intelecto dos seres humanos que lhe são dóceis devido a uma certa igualdade de querer maligno, seu plano é a destruição da humanidade, que se acha submersa nas sombras de seus próprios erros, retirando-lhe a possibilidade de ter vontade própria. Por isso as criaturas humanas têm de aplicar toda a força de sua vontade espiritual para buscar a Luz da Verdade e as leis da Criação.

A vontade e a intuição são decisivas para o nosso destino. Quando as pessoas se apegam a interesses ligados exclusivamente ao material, se atam irradiando de forma pesada e negativa. Ao contrário, pessoas voltadas para objetivos elevados e nobres irradiam leveza e alegria, pois captam isso de regiões mais luminosas.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7