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A LUTA CONTRA AS TREVAS

E disse o homem sábio com sua visão abrangente: “Oculta aos nossos olhos se trava a mais intensa luta entre o bem e o mal, entre a Luz e as trevas que não querem que as criaturas humanas se tornem verdadeiros seres humanos, fazendo de tudo para mantê-las nos baixios da vida na progressiva degradação, em vez de evoluir continuamente elevando-se às regiões de Luz, das atividades irradiantes e da felicidade”.

Milhões de espíritos masculinos e femininos, e mais ou menos, de baixo nível, presos à Terra, buscam uma oportunidade para reencarnar, isto é, de terem um corpo terreno para poderem atuar diretamente no mundo material. Enquanto isso, eles ficam perambulando, sendo atraídos pela igual espécie para coparticipar de seus pendores como fumar e beber, invejosos e maldosos com desejos de causar danos a outros. Devido à igual espécie de seus anseios podem atuar no cérebro dos incautos, os quais sentem um reforço nos próprios pensamentos mesquinhos sem perceber a origem, resvalando para o abismo.

Longe, mais acima, ficam os espíritos de melhor índole, auxiliadores espirituais que estão prontos a ajudar as pessoas e resgatar as próprias falhas para que possam se elevar. No entanto, os espíritos superiores não podem atravessar a barreira dos maus pensamentos enquanto não vier desses seres de baixo o anseio intuitivo mais nobre, procurando ligação e auxílio.

O mal se foi infiltrando aos poucos, sempre usando artifícios atraentes, arrastando tudo para baixo, impedindo o surgimento de sentimentos intuitivos e pensamentos mais nobres. Há a tropa de elite das trevas que procura se infiltrar na classe dos poderosos e de todos que exercem influência sobre as massas, dando força ao raciocínio frio e calculista para que atue contra o Amor.

Pobre humanidade que não percebe o laço armado no seu próprio intelecto e vai afundando indolentemente, sentindo-se bem nessa conspurcação, sem querer ouvir a própria intuição que quer advertir, e que aos poucos vai perdendo a força e emudecendo. Mas para o nosso bem, temos que nos esforçar e impedir que percamos a força da intuição nobre.

Assim, a vida na Terra, que deveria ser apenas beleza, alegria e progresso, vai se assemelhando cada vez mais ao inferno das más intenções onde apenas poucos pensamentos luminosos conseguem força para se elevarem. Mas as leis da Criação adentraram em acelerada atuação para a colheita e a separação e exclusão definitiva do “joio”. Como fonte de pesquisas recomendamos O livro do Juízo Final, de Roselis von Sass.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

A RESPONSABILIDADE DA SOCIEDADE

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Inúmeras vezes nos deixamos levar pelo negativismo que paira no ar; olhamos pouco para as coisas boas e as grandes possibilidades, e permanecemos travados em situações menores. É muito importante utilizar os pensamentos e palavras para bloquear a corrente negativa que a tudo invade. Recobrar as capacitações do próprio espírito antes que se fragilize demais é a grande realização que cada um tem diante de si. Sem que haja mudança no foco voltado prioritariamente para interesses específicos e finalidades materialistas como objetivo da vida, poucas serão as possibilidades de alcançarmos continuada melhora geral. A falta de confiança e generosidade são ingredientes que contaminam o ambiente com pensamentos destrutivos gerando tristeza.

Com a falta de autenticidade nas palavras, o relacionamento entre as pessoas se tornou superficial. Um tagarelar vazio ditado pelos costumes sociais em que se fala qualquer coisa formada no cérebro sem que isso esteja de acordo com a vontade interior. São palavras de desconfiança e destinadas a bajular e enganar, que não constroem pontes nem vínculos entre as pessoas, surge apenas uma sensação desgastante nessas conversas mal desenvolvidas. Em contraste, palavras ditadas pela amizade e consideração são doadoras e fortalecedoras, indispensáveis ao bom entrosamento e realizações construtivas.

Um pessimista frequentemente pergunta: “Você acha que vai isso vai dar certo?” ou “Será que vamos conseguir?” Pessoas negativas sempre trazem um pessimismo desanimador. Muitas delas tendem a colocar empecilhos e ver dificuldades em tudo, demonstrando, assim, incapacidade para perceber a força das Leis da Criação nas causas e efeitos.

De repente as pessoas começam a se sentir com raiva umas das outras sem saber exatamente por que, pois absorveram o veneno invisível que vai aumentando e se espalhando através de uma infindável corrente de pensamentos maléficos. Há muitas sombras de tristeza no mundo geradas pelas maldades, decepções e sonhos não realizados. Não aninhe a tristeza em seu coração. Mande-a embora, não deixe que ela se aproxime, pois é inimiga do progresso pessoal e da espontânea alegria de viver.

Temos de ser fortes e entender que cada um colhe o que semeia, sem cairmos na aflição, impedindo que a tristeza adentre em nosso cérebro causando perturbação. Os seres humanos perderam a percepção da transcendentalidade da alma porque seu raciocínio se tornou dominante, voltando-se exclusivamente para a vida material na suposição de que com a morte tudo se acaba. A humanidade assentou sua crença sobre bases incompletas pondo de lado o real significado da vida e as reencarnações do espírito; em decorrência, foi se formando a descrença e o ateísmo, dando-se ênfase ao consumismo e ao prazer imediato, esvaziando a vida.

Poucas pessoas estão conscientes da necessidade da cooperação entre a intuição e a razão para, com isso, gerar leveza. Muitas estão colocando a frieza do raciocínio e a astúcia em primeiro lugar como arma na luta pela sobrevivência, gerando aspereza e desalento para satisfazer a própria cobiça. Urge uma profunda mudança que indique um novo modo de vida, menos desgastante, com mais alegria, que não destrua o meio ambiente e que propicie a evolução real. Para isso, o homem precisa de um novo foco na busca do saber de sua origem, para que se torne ser humano do bem, que reconhece as leis invisíveis da natureza.

Grande parte dos seres humanos ainda não encontrou respostas satisfatórias sobre a origem e a finalidade de suas vidas, por que e para que se encontram no planeta. As pessoas não podem continuar caminhando pela vida às cegas, pois existem muitas questões complexas que precisam ser tratadas com amplitude, pois envolvem o significado da vida tão pouco explorado pelos pesquisadores e pela sociedade. A crença tem de se tornar convicção através de análises irrestritas, derrubando o misticismo e o dogmatismo. Na era da lógica espiritual que se avizinha haverá o natural reconhecimento das leis que regem a vida e o desenvolvimento da Criação.

Enquanto as pessoas não buscarem uma clara noção do significado da vida, as novas gerações continuarão presas às correntes negativas, engrossando as fileiras dos alienados, vivendo como robôs sem saberem o que estão fazendo neste planeta, levando uma vida supérflua de pouco significado. Mais do que um problema dos pais, trata-se de uma responsabilidade da sociedade humana que tem de, atentamente, oferecer aos jovens o adequado preparo para a vida e sua integração com o mundo, pois elas representam o futuro da humanidade até agora pouco observado.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7