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GARIMPEIROS DESCARADOS

Há dois mil anos os romanos eram os grandes garimpeiros de riquezas e de escravos para o Império. Séculos depois foram os europeus, na América e na África. Com a evolução vieram os americanos e os russos; enquanto isso, a miséria e despreparo iam crescendo. Religião, ideologias, invasão cultural, tudo camuflando o objetivo de extrair proveito. Agora a China entra em cena buscando matérias-primas e mercados para seu plano de expansão, mas em meio ao desarranjo global prevalece o imediatismo e a obtenção de vantagens, enquanto a humanidade vai desperdiçando o precioso tempo recebido para evoluir.

Que espécie de ser humano aceitaria escravizar o próximo para obter ganhos retirando-lhe a possibilidade de livre resolução, obrigando-o a trabalhar? Quando o homem chega a esse limite isso significa que muito de sua espécie foi perdido, então que tipo de mundo se poderia esperar? E daí caminha-se para pior enquanto esse erro não for reconhecido e combatido.

No século 21, estão se tornando evidentes os efeitos da falta de consideração e solidariedade, que se vão revelando no aumento da miséria pelo mundo. A grande festa do Natal deveria ter sido fonte de Renovação e Transformação dos humanos em seres, realmente, humanos! A tragédia da humanidade tem a ver com a ausência dessa disposição. Tudo o que se refere a Jesus Cristo e sua missão foi trivializado, deturpado e modificado.

Por toda parte falta o desenvolvimento humano; estamos chegando ao limite do embrutecimento, pois não há conscientização e bom preparo da população para que saiamos do marasmo e alcancemos a progressiva evolução humana de forma continuada. Os povos precisam da paz e solidariedade para evoluir, reconhecendo e observando as leis naturais da Criação!

Desapontada com o aperto, a população está inconformada diante do descaramento de indivíduos imbuídos de autoridade para gerir a nação. A tarefa dos eleitos é proteger e defender a cidade para que ela se torne o lar dos seres humanos que a habitam e, consequentemente, também devem zelar pela boa conservação. O mesmo deveria se aplicar aos estados e países, pois se não tiver dirigentes dispostos a agir em defesa dos interesses da população, quem o fará? Passam por cima de tudo e de todos para atingir seus objetivos, o resto se torna secundário, inclusive a estagnação e decadência de povos inteiros. Não se trata de Estado babá, mas de Estado com liberdade e responsabilidade, com garantia de propriedade, gerido por estadistas sérios que visam o bem e a melhora geral da qualidade de vida e do nível cultural sem se corromperem diante de interesses particulares.

Nada mais difícil de equacionar do que a economia neste tempo em que governantes pouco podem decidir. As decisões são tomadas pelas grandes corporações de acordo com os seus objetivos e pelos fazedores de dinheiro. A China ganhou força expressiva com sua usina faz-tudo, mas se o consumo mundial cai, essa força também fica amarrada. A economia mundial está desequilibrada.
No Brasil há fragilização da produção industrial, o estúpido endividamento e o descuido no preparo das novas gerações. O desequilíbrio na economia e a indolência daqueles que esperam tudo de bandeja levaram à estagnação. Como despertar o gigante adormecido?

A tendência do dinheiro é crescer continuamente indo além das emissões monetárias, o que acarreta inflação, isto é, depreciação da moeda e aumento de preços, e desordem financeira. Então surgiram os mecanismos para enxugar o excesso de dinheiro em circulação. Com o aumento da cobiça por riqueza e poder vieram a decadência e o açambarcamento das riquezas da natureza.

De longa data, estagnação e pobreza afetam a vida, pois os humanos em sua trajetória deixaram de buscar o conhecimento e integração com as leis da natureza para extrair todo o necessário e suficiente para o seu sustento e terem uma vida digna com finalidades nobres.

Evidentemente o bom preparo da população e definição de metas para promover a continuada melhora das condições contribuiriam para impedir a instalação da pobreza e miséria. Mas o aprimoramento da espécie não tem sido o alvo prioritário da humanidade. A produção deveria acompanhar a progressão natural, acompanhando o crescimento da população. Respeitando as leis da natureza e buscando a espiritualização os humanos alcançariam a prosperidade sem a miséria degradante.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

PROBLEMAS BRASILEIROS

Enquanto o drama do mundo é a cobiça de poder, o problema do Brasil é a falta de estadistas sinceros, leais, sábios, patriotas que busquem o melhor para o fortalecimento da população e da qualidade de vida. Os falsos estadistas continuam se digladiando para ver quem manda mais, quem fica com o pedaço mais suculento e, com isso, o futuro vai ficando ameaçado. As novas gerações precisam de bom preparo para a sua responsabilidade para não perder a esperança. Mas, afinal, como foi que o Brasil e o mundo chegaram a esse momento caótico na convivência pacífica e na economia que a tudo constrange?

A sociedade fragmentou-se. Faltam propósitos enobrecedores e coesão na busca da melhora. A divisão do trabalho é importante e necessária para aumentar a produtividade, mas acabou criando tarefas repetitivas que contribuem para inibir a criatividade e o aprendizado das inovações. Tarefas repetitivas deverão ser entregues aos robôs. O ser humano precisa de leitura, flexibilidade, projetos de melhora geral e de aprimoramento pessoal. A educação tem que promover tudo isso.

O amigo leal dos seres humanos é o bom livro. Através dele, cresce a imaginação e a capacidade de refletir intuitivamente, isto é, a conexão com o eu interior, aspectos que diferenciam o homem da máquina. Com o advento da eletrônica e informática, cinema, TV, internet, vídeo, divisão extrema do trabalho e redução de empregos, a monotonia foi tomando conta da vida. Vive-se o dia a dia sem entusiasmo. Para muitas pessoas, conectar-se à rede se tornou meio de fugir do vazio da vida.

A realidade brasileira é brutal, em permanente crise com pequenos intervalos de alguma melhora, com dívida elevada que se formou com desmandos, juros e perdas cambiais. O dinheiro público tem sido mal administrado com enormes desperdícios e desvios. Um país rico em recursos naturais, mas economicamente pobre com poucas oportunidades de empregos e boa educação. Fazem falta bons estadistas e melhor preparo da população.

Precisamos de produção, trabalho, consumo adequado. Na China, foi usado ópio para obter riqueza e promover a fragilização; no Brasil, nem foi possibilitado o fortalecimento da população para construir um país de vida condigna. A droga chegou logo. Precisamos de uma geração forte, bem preparada para a vida, disposta a empregar o melhor de si para alcançar um futuro melhor.

Os jovens precisam aprender a refletir e a liberar a ampla visão intuitiva. Desde cedo as crianças devem ser orientadas para a importância do aprendizado, do trabalho e da busca do significado da vida. Quem somos nós? O que é o planeta onde vivemos? Como ele possibilita a vida? Tudo segue o ritmo das leis da Criação.

Como fruto do desequilíbrio geral está ressurgindo, de forma preocupante, a questão da imigração de refugiados, principalmente porque nenhuma entidade mundial está tomando medidas disciplinadoras, enquanto países que já contam com muitos problemas internos se veem diante de invasão não prevista e sem meios para dar uma solução apropriada.
O desequilibrado sistema internacional de relações entre os povos tem se mantido da mesma forma num mundo em que os mais fracos não tinham como discordar do ganho de uns com perdas de outros, o que veio a ser reforçado pela globalização. Quando as relações entre os povos são feitas sem equilíbrio, o desarranjo é inevitável, mas às vezes isso demora a aparecer. Se o mundo quer paz, está na hora de restabelecer o equilíbrio para obter o progresso geral.

Com a eclosão das transformações econômicas, a hegemonia do dólar passa a ser pressionada. Haverá troca de moeda global ou conviverão duas delas? O que o Brasil precisa fazer diante do agravamento da guerra comercial? Se exportar menos, vai dispor de menos dólares e reduzir importações. O que dizem os governantes sobre essa situação da economia? Haja Luz e Paz sobre o Brasil para que possa progredir de fato.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

ARMAS PARA A PAZ E O PROGRESSO

Como já disse o historiador britânico Eric Hobsbawm (1917-2012), vivemos a era dos extremos e das incertezas. Mas em vez de as mazelas terem sido atacadas e combatidas, passou-se a discutir ideologias num cenário de luta pela riqueza e poder e embrutecimento da espécie humana. Despreparados, muitos pais de hoje não conseguem dar bom preparo a seus filhos. Tudo isso criou a tendência do decadente embrutecimento da humanidade.

Quais armas vamos usar no combate ao descalabro ético e moral que a humanidade está gerando? É preciso que a população e as autoridades queiram formar gerações fortes, com discernimento, aptas a conduzir a própria vida. Viver, aprender e fazer bem feito exige paciência e perseverança, atributos que os seres humanos estão deixando escapar.

Nada resiste à moleza do caráter dos indivíduos. Sem firmeza, as portas ficam abertas para a corrupção e criminalidade que vão adentrando em todos os setores. A moralidade se vai apagando, tudo passa a ser aceito e permitido. A desonestidade e o desinteresse pelo Bem geral passa a ser a norma e, com isso, o país acaba ficando condenado ao declínio e até ao desaparecimento, enquanto as drogas avançam corroendo a base.

Vidas vazias, jovens sem bom preparo para a vida, sem propósitos, acabam buscando o entorpecimento para fugir da realidade, para contornar a doença da alma, o que é aproveitado pelo tráfico de drogas ilegais e agora pelos distribuidores legalizados. Um negócio de bilhões de dólares para entorpecer a humanidade afastada do significado da vida e do saber das leis da Criação.

Como e para que educar? Os pesquisadores norte-americanos Daniel Goleman e Peter Senge estão preocupados com a forma como estamos educando as crianças. Os problemas se avolumam como em nenhuma outra época e as novas gerações têm de ser preparadas para ajudar na superação. Os jovens precisam saber o que são. Como funcionam o cérebro do raciocínio, as emoções e sentimentos, e as boas relações interpessoais. Ou seja, temos de estudar o significado da nossa vida, de nosso corpo perecível cultivando o foco interior e exterior. Temos de formar seres humanos de fato, nas atitudes e não só nas aparências. A evolução integral depende da humanização dos indivíduos e da sociedade como um todo.

No Brasil, tão generoso em produção de alimentos, há muito desperdício, desleixo com o meio ambiente e ingratidão. Mas com o agravamento da crise climática, os alimentos poderão ser cotados em ouro em futuro não muito distante, por isso os esforços na preservação têm de ser redobrados. Cada grupamento tem construído suas concepções sobre a vida segundo seus interesses; é natural que haja diversidade, mas os antagonismos têm razões ocultas e, por vezes, são irreconciliáveis. Os fortes vão puxando a brasa e a sardinha, isso tem provocado aumento de insatisfação, gerando choques que estão a se adensar podendo, no aumento da pressão, gerar danos.

Muitos advogam a governança global centralizada enterrando a diversidade dos povos. Só com o reconhecimento das imutáveis leis da Criação é que poderá surgir um diálogo sincero e proveitoso, livre da cobiça de poder. O que realmente é importante para a sociedade humana e qual alvo deve ser perseguido? O Brasil precisa de boa governança voltada para o Bem para sair da estagnação.

Há décadas o país enfrenta lamentável situação de falta de governança séria. União, estados e municípios têm de entender que é sua obrigação cuidar do dinheiro dos cidadãos para o bem geral. O juiz Sergio Moro nem bem aceitou a missão outorgada pelo presidente Jair Messias Bolsonaro e já começam as especulações e as fofocas.

Caso Moro se torne candidato à presidência no futuro, terá um bom período de aprendizado para governar o Brasil tão aviltado pela classe política que pouco se esforçou para fortalecer o nível da qualidade da população. Às vezes muitos estudiosos estrangeiros falam grandes disparates sobre o Brasil, ou porque não entenderam a origem do caos que se instalou no país, ou falam com viés ideológico que os impede de ver os fatos como eles são. Mas a população nota seriedade, justiça e a forte vontade para o Bem como armas para tirar o Brasil da lama. Que assim seja.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

FISIOLOGIA POLÍTICA BRASILEIRA

Os comentários de políticos corruptos, de esquerdistas, de intelectuais, de jornalistas, que perderam ou perderão em breve as benesses de viverem às custas do Governo Brasileiro, acerca da nomeação de um Senhor Juiz para um dos superministérios do novo presidente eleito, procuram agora impor ao Estado Brasileiro uma nova fisiologia política para prejudicar nossa nação: querem instituir uma quarentena de três anos para Juízes serem nomeados para cargos do poder executivo. Claramente advogam isso.

Eles procuram, como sempre, denegrir a imagem pública de cidadãos probos e dispostos a consertar o Brasil, que têm sido tão vilipendiados pelos governos anteriores, ditos socialistas, no qual muitos executivos e legisladores públicos meteram a mão nos cofres da nação para benefício pecuniário pessoal.

Alguns jornalistas e políticos continuam a chamar o Presidente eleito democraticamente de antidemocrata, procurando por todos os meios denegri-lo, inclusive afirmando que ele ora define uma determinada diretriz do futuro governo, e depois indefine a mesma coisa.

Mas para consertar o rombo sofrido é necessário muito trabalho, muitas ideias e muita perseverança, bem como uma disposição honesta de enfrentar o problema. É melhor errar com homens probos que acertar com ignorantes, pois os probos aprendem a lição e rapidamente corrigem os rumos das ideias, seguindo em frente com suas metas de desenvolvimento.

Muito precisa ser feito para nosso país sair desta calamitosa situação. O Brasil precisa do esforço de cada cidadão em prol deste desafio. Os governos devem servir ao povo, e não o povo servir ao governo.

Na Luz da Verdade, Mensagem do Graal, de Abdruschin, volume 2:
“E, em cima do monte de escombros, se encontra vazio, cheio de si, orgulhosamente, o causador da confusão tremenda… o “homem moderno”, conforme costuma denominar-se de preferência. O “progressista”, que na realidade regrediu constantemente! Exigindo admiração, cognomina-se também ainda de “puro materialista”. — Acrescentam-se ainda a tudo isso as inúmeras cisões, o sempre crescente ódio mútuo, apesar da uniformidade da escravidão voluntária! Nem empregador nem os empregados têm culpa disso, nem o capital nem a sua falta, nem a Igreja nem o Estado, nem as diferentes nações, mas tão-somente a sintonização errada das pessoas, individualmente, fez com que tudo chegasse a tanto! ”

Os verdadeiros seres humanos, que ainda têm em si espírito acordado, almejando o próprio desenvolvimento pela observação das Leis Naturais, sentem-se muitas vezes excluídos da vida material moderna, por seus ideais injustamente combatidos, pois o mal está em predominância na Terra, por enquanto. Com o término do Juízo Final, que já não está mais tão distante, os genuínos seres humanos poderão respirar aliviados, pois a Terra estará livre do mal e a Lei da Reciprocidade será praticamente imediata.

José Guimarães Duque Filho é Engenheiro Civil, Mestre em Edificações, Conselheiro do COMAM – Conselho Municipal de Meio Ambiente de Fortaleza, Ceará.

MELHORAR O PIB E OS EMPREGOS

Grande parte dos problemas do Brasil refere-se ao descontrole das contas internas e externas, da falta de dar atenção ao que é prioritário e aos horrorosos desvios da corrupção, campeã mundial que por aqui se instalou, gerando uma permanente situação de dívidas crescentes. Muitos economistas do planeta condenam o crescimento das dívidas soberanas dos Estados, contraídas por seus governantes que não organizam orçamentos equilibrados e administração sadia do dinheiro público, sempre necessitando tomar empréstimos para cobrir déficits fiscais, ficando depois algemados.

A criação de dinheiro não tem trégua, seja pelos BCs administrados pelo governo ou não, seja pelo empréstimo bancário sobre os depósitos em proporções superiores ao capital próprio. Mas há outro aspecto da dívida pública. Se os governos não estivessem absorvendo liquidez através de empréstimos e essa massa de dinheiro estivesse solta no mercado, o que poderia acontecer na economia?

É nas finanças que mora o perigo. Há muitos interesses em jogo quando se trata de dinheiro. É preciso naturalidade e seriedade nesta época mais difícil que todas as outras. O mundo se defronta com o embate econômico em múltiplas variáveis: dinheiro, crédito, câmbio, especulação e disputa pela conservação e aumento de poder.

A Ásia incorporou grande contingente de mão obra barata para a produção de bens em larga escala e avança na automação da produção com custos inferiores ao Ocidente o que está causando traumas na renda e no consumo. O que vão fazer os habitantes do Brasil e outras regiões, se não têm como enfrentar a competição? A possibilidade de avanços na automação da produção ainda está longe de nosso alcance. Então, se não for encontrada solução, o país será deixado na rota do caos?

O futuro do Brasil e da humanidade está se complicando porque, em geral, poucos assumem sua responsabilidade com o futuro. De longa data falta verdade e, habilmente, as reais intenções têm sido acobertadas. Estamos no século em que tudo se acelera e nada fica oculto. É preciso enfrentar a realidade, mas também incentivar a sincera vontade de renovar tudo que esteja em desacordo com as leis naturais da Criação, pois o que estiver em oposição a elas perderá a base de sustentação, devendo ruir naturalmente. O Brasil tem de deixar de ser como criança mimada para entrar na fase adulta das realizações construtivas e benéficas.

Qual será o futuro do Brasil? Como puderam deixar que a precarização dominasse na educação, saúde, moradias inadequadas em agrupamentos sem esgoto e água, mas com TV de baixo nível? Dívida bola de neve com juros anuais equivalentes a cem bilhões de dólares anuais. Fragilização da indústria com política cambial desastrosa. Abandono das praças cheias de lixo. Bueiros que lançam esgoto nas ruas. Odor exalado por urbanos. O que fizeram com o maravilhoso Brasil?

Vivemos um momento decisivo. Nas décadas que nos separam da proclamação da república em 1889 pouca coisa vimos em prol do país e sua população. O Brasil tem sido descuidado em seu desenvolvimento. Não é à toa que o PIB vem caindo e o desemprego aumentando. Em vez de produzir estamos combatendo a inflação com dólar barato e juros elevados, conservando empregos nos países exportadores.

A época é difícil. Serão quatro anos de restauração do Brasil, mas há que se estar atento com o que poderá vir por aí em 2022. Temos de destacar que os jovens precisam de bom preparo para a vida, seriedade, raciocínio lúcido e propósitos enobrecedores da espécie humana porque eles representam o futuro. Precisamos que os governos Federal, Estadual e Municipal e o povo se unam para o bem do Brasil. Precisamos de conexão de Internet de boa qualidade e baixo custo para que a população possa se inteirar do que se passa realmente.

Estamos diante da oportunidade de Renascimento do Brasil que necessita de uma geração forte, que pense com clareza sob a Luz da Verdade, livre dos sofismas marxistas que se fundamentam no ateísmo; de pessoas que se esforcem para a conquista de alvos elevados para fazer do Brasil um bom lugar para se viver, transformando-o num lar de criaturas que evoluem de forma humana.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

BRASIL PARA BRASILEIROS PATRIOTAS

Os “líderes políticos que se dizem brasileiros” foram às mídias para desbancar não só uma candidatura honesta, mas principalmente a honra da pessoa física do candidato. O que aconteceu? Com uma campanha milionária contra ele, que gastou muito pouco dinheiro público, os eleitores em maioria confiaram em sua mensagem e deram um “BASTA” nesses políticos corruptos que denegriram e mancharam com mentiras, o candidato eleito.

Fato curioso: Aqueles políticos que cometeram esta desfaçatez, em sua maioria estão carregando processos judiciais em seus ombros, por um motivo simples: CORRUPÇÃO, que é o nome disfarçado para ROUBO dos cofres públicos. Já outros políticos ou não, em sua maioria a mídia televisada e jornalística, da duas uma: ou foram maciçamente compradas para derrotar o candidato ou foram do tipo “Maria vai com a outras”, ou seja, ouviram as mentiras e consideram que estas eram verdades intocáveis.

Necessitamos da imprensa justa e imparcial, que não se venda a grupos políticos ou empresariais. No Brasil, bem como em outros países, a imprensa marrom faz a tempestade sensacionalista no copo d’água e disponibiliza espaço pago para a defesa do acusado e assim enriquecem através da desgraça alheia, muitas vezes exageradas pelos jornalistas.

Mas os dias atuais estão sendo pressionados por uma terribilidade que ser humano algum pode deter. Estamos já próximos do fim do temido JUÍZO FINAL. Todas as predições, há muito sabidas, estão se desenrolando agora. Tudo que o ser humano pensou, disse ou fez, brotou, cresceu e agora vem a safra que não como evitar: os frutos, bons ou ruins, serão deglutidos e digeridos para que a lição seja aprendida: ou se desenvolve no sentido das Leis Perfeitas do Criador, ou sucumbe com pedra imprestável para construção espiritual.

A leis e a justiça terrena são muito imperfeitas pois não se baseiam na Leis Naturais. Após o JUÍZO isso será diferente. O enquadramento às Leis será taxativo na lei natural da reciprocidade e terá efeito praticamente imediato.

A humanidade muito pouco presta atenção à Lei da Reciprocidade, que devido à sua perfeição, dá a cada ser humano de forma multiplicada, aquilo que o ser humano semeia com pensamentos, palavras e ações.
“Jamais o ser humano deve esquecer-se de que ele, completamente só, terá de responder por tudo aquilo que intui, pensa e faz, mesmo que o tenha aceitado de outro de modo incondicional!” (Na Luz da Verdade – Vol II –Conceito humano de vontade de Deus na lei da reciprocidade – pag. 307.)

O Brasil é um país abençoado pela Luz, vem sendo protegido há milênios, mas o povo tem de merecer essa proteção, pensando, falando e agindo na conformidade da Lei Maior, para que sua população ultrapasse o Juízo Final com menos sofrimento.

Vamos reerguer nosso lar material!

José Guimarães Duque Filho é Engenheiro Civil, Mestre em Edificações, Conselheiro do COMAM – Conselho Municipal de Meio Ambiente de Fortaleza, Ceará.

O PRIMEIRO DISCURSO DE JAIR BOLSONARO APÓS SER ELEITO PRESIDENTE DO BRASIL

“Primeiro eu queria agradecer a Deus, que pelas mãos de homens e mulheres da Santa Casa de Juiz de Fora(MG), bem como do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, me deixaram vivo. Com toda certeza, essa é uma missão de Deus. Estaremos prontos para cumpri-la. Meu muito obrigado a todo o Brasil por essa oportunidade.

Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Nunca estive sozinho. Sempre senti a presença de Deus e a força do povo brasileiro. Orações de homens, mulheres, crianças, famílias inteiras que diante da ameaça de seguirmos por um caminho que não é o que os brasileiros desejam e merecem colocar o Brasil, nosso amado Brasil, acima de tudo. Faço de vocês minhas testemunhas de que esse governo será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade. Isso é uma promessa não de um partido. Não é uma palavra vã de um homem. É um juramento a Deus. A verdade vai libertar esse grande país e a liberdade vai nos transformar em uma grande nação. A verdade foi o farol que nos guiou até aqui e que vai seguir iluminando o nosso caminho. O que ocorreu hoje (28.10) nas urnas não foi a vitória de um partido, mas a celebração de um país pela liberdade. O compromisso que assumimos com os brasileiros foi de fazer um governo decente, comprometido exclusivamente com o país e com o nosso povo, e eu garanto que assim o será. Nosso governo será formado por pessoas que tenham o mesmo propósito de cada um que me ouve nesse momento, o propósito de transformar o Brasil em uma grande, livre e próspera nação. Podem ter certeza de que nós trabalharemos dia e noite para isso.

Liberdade é um princípio fundamental. Liberdade de ir e vir, andar nas ruas em todos os lugares desse país, liberdade de empreender, liberdade política e religiosa, liberdade de formar e ter opinião, liberdade de fazer escolhas e ser respeitado por elas. Esse é um país de todos nós, brasileiros natos ou de coração. Um Brasil de diversas opiniões, cores e orientações.

Como defensor da liberdade, vou guiar um governo que defenda e proteja os direitos do cidadão, que cumpre seus deveres e respeita as leis. Elas são para todos, porque assim será o nosso governo: constitucional e democrático. Acredito na capacidade do povo brasileiro que trabalha de forma honesta, de que podemos juntos, governo e sociedade, construir um futuro melhor. Esse futuro de que falo e acredito passa por um governo que crie condições para que todos cresçam. Isso significa que o governo federal dará um passo atrás, reduzindo sua estrutura e a burocracia, cortando desperdícios e privilégios para que as pessoas possam dar muitos passos à frente. Nosso governo vai quebrar paradigmas, vamos confiar nas pessoas, vamos desburocratizar, simplificar e permitir que o cidadão, o empreendedor, tenha mais liberdade para criar e construir o seu futuro. Vamos desamarrar o Brasil. Outro paradigma que vamos quebrar: o governo respeitará de verdade a federação. As pessoas vivem nos municípios, portanto os recursos federais irão diretamente do governo central para os estados e municípios. Colocaremos de pé a federação brasileira. Nesse sentido, repetimos que precisamos de mais Brasil e menos Brasília. Muito do que estamos fundando no presente trará conquistas no futuro. As sementes serão lançadas e regadas para que a prosperidade seja o desígnio dos brasileiros do presente e do futuro.

Esse não será um governo de resposta apenas às necessidades imediatas; as reformas que nos propomos são para criar um novo futuro para os brasileiros. E quando digo isso, falo com uma mão voltada para o seringueiro no coração da selva amazônica e a outra para o empreendedor suando para criar e desenvolver sua empresa. Porque não existem brasileiros do sul ou do norte; somos todos um só país, uma só nação, uma nação democrática.

O Estado democrático de direito tem como um dos seus pilares o direito de propriedade. Reafirmamos aqui o respeito e a defesa desse princípio constitucional e fundador das principais nações democráticas do mundo. Emprego, renda e equilíbrio fiscal é o nosso compromisso para ficarmos mais próximos de oportunidades e trabalho para todos. Quebraremos o círculo vicioso do crescimento da dívida, substituindo-o pelo círculo virtuoso de menores déficits, dívida decrescente e juros mais baixos. Isso estimulará os investimentos, o crescimento e a consequente geração de empregos. O déficit público primário precisa ser eliminado o mais rápido possível e convertido em superávit. Esse é o nosso propósito.

Aos jovens, palavra do fundo do meu coração: vocês têm vivido um período de incerteza e estagnação econômica, vocês foram e estão sendo testados a provar sua capacidade de resistir. Prometo que isso vai mudar, essa é a nossa missão. Governaremos com os olhos nas futuras gerações e não na próxima eleição.

Libertaremos o Brasil e o Itamaraty das relações internacionais com viés ideológico a que fomos submetidos nos últimos anos. O Brasil deixará de estar apartado das nações mais desenvolvidas. Buscaremos relações bilaterais com países que possam agregar valor econômico e tecnológico aos produtos brasileiros. Recuperaremos o respeito internacional pelo nosso amado Brasil. Durante a nossa caminhada de quatro anos pelo Brasil, uma frase se repetiu muitas vezes: “Bolsonaro, você é a nossa esperança”. Cada abraço, cada aperto de mão, cada palavra ou manifestação de estímulo que recebemos nessa caminhada fortaleceram o nosso propósito de colocar o Brasil no lugar que merece. Nesse projeto que construímos, cabem todos aqueles que têm o mesmo objetivo que o nosso.

Mesmo no momento mais difícil dessa caminhada, quando, por obra de Deus e da equipe médica de Juiz de Fora e do Albert Einstein, ganhei uma nova certidão de nascimento. Não perdemos a convicção de que juntos poderíamos chegar à essa vitória. É com essa mesma convicção que afirmo: ofereceremos a vocês um governo decente, que trabalhará verdadeiramente para todos os brasileiros. Somos um grande país e agora vamos juntos transformar esse país em uma grande nação, uma nação livre, democrática e próspera. Brasil acima de tudo e Deus acima de todos.”

Jair Bolsonaro

 

Estamos diante da oportunidade de Renascimento do Brasil que necessita de uma geração forte, que pense com clareza sob a Luz da Verdade, livre dos sofismas marxistas que se fundamentam no ateísmo, na conquista de propósitos elevados e que façam do Brasil um bom lugar para viver, lar de criaturas que evoluem de forma humana.

Benedicto Ismael Camargo Dutra

NÃO SE TRATA DE ANTAGONISMO

Classificar o que se passa no Brasil de antagonismo ou polarização política é uma simplificação grosseira de uma situação muito complexa. O antagonismo seria a oposição de ideias dentro de um processo lógico e coerente, em que o conceito lógico e natural seria o aceito pelos seres humanos conscientes e com raciocínio lúcido.

Ao alcançar o poder, os tiranos tratam de eliminar qualquer possibilidade de resistência, passando por cima de cadáveres se não houver outra forma de convencimento. Ao mesmo tempo introduzem invasão no cérebro dos estudantes semeando ódio e ideias antinaturais de preponderância do Estado sobre tudo e sobre todos, mas por trás eles estão manobrando ocultamente ou ostensivamente como se eles fossem o Estado. Estabelecem a ditadura e passam a interferir no processo eleitoral para aparentar legitimidade de eleições manipuladas como se fala sobre a Venezuela.

É absurdo querer classificar de fascista um candidato patriota que prega ordem e disciplina num país tão contaminado pelas evasivas; pelas interpretações de texto legal por conveniências de momento; por querer que os recursos naturais existentes sejam utilizados para o bem e melhora das condições gerais de vida da população local em vez de continuar sendo drenados para terras estranhas; por desejar uma educação sadia para os jovens sem destruir suas individualidades e o fortalecimento da família para o progresso do Brasil. No fascismo, o ditador se serve de conceitos nacionalistas para se perpetuar no poder com despotismo.

Pelo mundo todo, a humanidade tem visto que sem liberdade as individualidades se perdem, mas o progresso depende da diversidade, por isso existem as capacitações individuais. Se fosse para serem todos iguais, os seres humanos já nasceriam assim sem a necessidade da manipulação que começa desde a infância e avança pelas escolas até aos cursos superiores, semeando o descontentamento e o ódio pelas condições de vida em que cada pessoa nasceu. O futuro do Brasil está em suspense. Agitam-se as correntezas turvas, sempre visando a discórdia entre os seres humanos e a destruição da força de vontade para o bem.

A igualdade tem de existir no respeito e consideração ao próximo. Para o bom andamento do relacionamento humano há um mandamento básico indicado por Jesus: “ama ao próximo como a ti mesmo”, isto é, não faça a ele o que não faria a si mesmo, ou o que não quer que façam contigo. Na Mensagem do Graal, Abdruschin explicou esse mandamento: “Concedido vos é peregrinar através da Criação! Caminhai de tal maneira, que não causeis sofrimento a outrem, a fim de satisfazer com isso qualquer cobiça!”. O desrespeito a esse mandamento, de forma velada ou explícita, acarretou as funestas consequências que estão transformando o viver numa impiedosa luta pela sobrevivência, reduzindo a vida a um vale de lágrimas.

O Brasil se apresenta hoje como terra arrasada com lixo, entulho e ervas daninhas para todos os lados. Há que se limpar e construir beneficiadoramente. Temos permanecido acomodados diante da decadência visível nas músicas, nas telenovelas e filmes, na corrupção e falta de caráter nobre. A devassa Sodoma ganha espaço na agenda cultural. Como sempre, em primeira linha o ataque é dirigido contra a feminilidade. As mulheres, mantidas à força em nível inferior à prepotência dos homens, se veem agora incitadas a contra-atacar indo na direção da masculinização, pondo de lado a sua grande força feminina capaz de mover montanhas moldando com nobreza o caráter dos filhos.

O homem consegue destruir com facilidade o trabalho harmonioso feito com o reconhecimento das leis naturais da Criação. Para edificar com nobreza, tem de se voltar para elas com o emprego de sua força de vontade para o bem, pois só assim poderá receber o apoio da natureza. Lamentavelmente, tem predominado os materialistas com seus planos mirabolantes de conquista e perpetuação do poder, e anulação das individualidades para facilitar a manipulação e domínio. Não será escolha difícil para os eleitores de bom senso que querem preservar a liberdade natural e pôr um basta a essa decadência a que o Brasil vem sendo submetido. A hora é essa, a rota da insensatez para os abismos do embrutecimento humano tem de ser interrompida antes que seja tarde demais.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

AS ELEIÇÕES NO BRASIL EM 2018

A escolha do presidente e governadores é um momento muito importante na história do país, mas também preocupante, pois com a cobiça pelo poder, as campanhas mais parecem com o circo dos horrores, tal o destempero nas falas e nas atitudes, com tantas mentiras e difamações que ficamos indagando que tipo de pátria eles querem impor. Que Brasil queremos para nossos filhos e netos?

Em quem votar? Não sabemos como o candidato que for eleito vai se comportar, pois já tivemos muitas desilusões. Dizer que o Capitão Bolsonaro encarna o anti-PT explica parte da adesão ao nome dele, pois desde a proclamação da República, em 1889, os patriotas estão à procura de alguém em que possam votar. Pensaram que fosse Collor e se enganaram. Pensaram que fosse Lula e se decepcionaram.

A ilusão tem sido geral e o mais prejudicado foi o Brasil em suas décadas perdidas de progressão do atraso, quando todos nós trabalhamos para fora para suprir a irresponsabilidade do governo. Houve descontrole nas contas internas e externas, e manipulação cambial para conter a inflação com importados baratos, o que atingiu fundo a indústria cortando empregos, sufocando o dinamismo na economia e nas novas gerações que foram motivadas para uma vida ilusória. A solução virá com trabalho, produção e desburocratização.

A partir de 1889 a memória do regime escravocrata fez do Brasil, no século 20, um dos países de mão de obra mais barata do mundo. Apesar dos baixos salários e falta de empregos, os brasileiros trabalhavam com dedicação, visando alcançar melhoras e educar os filhos. Getúlio se consternou com isso impondo a CLT. Mas a má gestão e despotismo dos governantes perduraram, gerando insatisfação e abrindo espaço para a esquerda com seu viés populista. O resgate da dívida externa gerou as décadas perdidas e foi o marco no atraso. Perdemos espaço na indústria.

O lulismo é fruto do que veio antes: a reduzida consideração pela classe trabalhadora. Caminhamos em sentido oposto ao da China que educava as novas gerações nas principais universidades da Terra, enquanto o Brasil exportava seus estudantes por falta de oportunidades no país que usava o câmbio valorizado para baratear os importados, até que a conta chegou com aumento da dívida, estagnação, falta de empregos, e no desânimo dos jovens pela contaminação esquerdizante.

Diante da crise e da concorrência com os importados, muitos empresários enfrentam dificuldades e os encargos sociais estão pesando, mas não podemos cair na CLT asiática – o oposto da brasileira. É preciso encontrar o caminho do bom senso e resolver a questão distributiva da produção da riqueza. Os ânimos estão exacerbados. A qualidade de contenção falta à maioria dos candidatos e seus apoiadores. Pior ainda é essa moda de dizer um palavrão no meio de cada frase; um desrespeito.

No passado, com o fechamento do ciclo ligado à terra, veio a revolução industrial, o capitalismo, o sistema monetário, o capitalismo de livre mercado, o socialismo e por fim o capitalismo de Estado para concluir o desarranjo. A cultura não evoluiu o quanto se poderia esperar da sociedade humana. No geral, os governantes incompetentes para o cargo criaram passivos financeiros e sociais para décadas. Quanto ao mundo, o mais significativo é a decadência moral; estamos vivendo a tendência para precarização geral. Precisamos de produção, emprego e renda. Em seus discursos, o presidente norte-americano Trump sempre colocou esses itens em destaque, motivando os eleitores para o trabalho, embora os abusos da globalização já tenham causado grande estrago.

Em seu discurso na ONU, o presidente Temer disse que recebemos mais de um milhão de venezuelanos. Fugiram de seu país pela falta de comida e liberdade. Não queremos isso no Brasil. Precisamos de patriotas que respeitem e preservem o solo pátrio e seus cidadãos, querendo que o país seja nosso lar no presente e, no futuro, para as gerações que virão, para que possamos sobreviver de forma condigna, com liberdade e oportunidade de evoluir espiritualmente. Foi para isso que em 1822 lutaram os líderes da Independência. Devemos sempre ser lutadores, seguindo a lei do movimento, para atingirmos nossas metas e nossos ideais, buscando sempre novas soluções, desde que não provoquemos sofrimentos ao próximo, fugindo da inconstância, da hesitação e da indolência.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

COMO PÔR ORDEM NA CASA

Desde épocas imemoriais o homem tenta seguir o caminho da vida com vistas ao espiritual e sobreviver de forma condigna no mundo material afastado da miséria. O reconhecimento dos entes da natureza foi um passo para chegar à Adoração ao Deus único, mas os objetivos materiais sobrepujaram tudo o mais. Surgiram as religiões, o dinheiro, o capitalismo e o Estado capitalista. Dominam agora objetivos ligados ao dinheiro, poder. As guerras comerciais-econômicas e a miséria são as consequências naturais. Cada povo colhe o que semeia. Esperemos não seguir a Venezuela.

As teorias das vantagens comparativas e do livre comércio são de outra era e, neste mundo, com quase oito bilhões de habitantes, precisam ser atualizadas para que não se ofereça vantagens a uns com perdas a outros. Os países precisam de empregos e de esforço para adaptação ao seu ambiente, o que exige bom preparo das novas gerações, equilíbrio nas contas internas e externas sem cair no endividamento. A globalização quer tudo no mesmo balaio sem olhar para questões específicas, deixando que surjam a miséria e a precarização.

Petróleo é fundamental, mas sua cotação sempre apresenta instabilidade. Guerra comercial, sansões econômicas, o que se passa de fato? Com certeza está havendo um embate entre forças com objetivos antagônicos. O que se percebe são efeitos negativos que aceleram a desordem nos países melhor administrados e o caos nos mal administrados, caso do Brasil e outros, cuja população despreparada e desorientada não sabe o que fazer. No geral se observam cidades e países ao abandono, enquanto seus recursos naturais vão mudando de mãos sem ensejar melhoras internas. Com isso há perdas com deterioração das regiões urbanas e aumento da insegurança.

Os países têm vivido em desequilíbrio geral nas contas internas e externas, na produção, empregos, comércio, e no preparo das novas gerações. Há décadas os mais fracos permanecem no prejuízo, financiando déficits com alto custo, entregando recursos naturais a preço de banana. Estranho que se passaram décadas até que os EUA buscassem restabelecer as contas deficitárias. A OMC, tão previdente, poderia ter minimizado o desequilíbrio. É para isso que essa organização deveria existir. O Brasil, mal gerido há décadas, precisa de um governo que seja pró Brasil, pois a guerra comercial tende a se agravar e quem tiver governo displicente vai ficar por baixo e sacrificar sua população.

Como encontrar a causa principal do que se convencionou chamar de nova estagnação secular? Os políticos só pensam em si e nos seus interesses, mas os países entraram em rota de desequilíbrio geral, e as novas gerações estão cada vez mais envolvidas pela parafernália tecnológica de informação voltada para o superficialismo, afastando-as do significado da vida.

Eleito presidente em 2002, Lula, do PT, fez o que seus antecessores descuidaram: deu renda à massa de pobres sem ensinar a pescar, sem educar, incentivando a renda fácil, comparando-a com os juros elevados pagos pelo Brasil. Pão e circo. Seu carisma e suas doações sem contrapartida encantaram o povo. Ao mesmo tempo com o dólar barato as indústrias iam fechando e a dívida amentando. Bastava olhar para perceber que seria um longo reinado.

As táticas empregadas não destruíram o ídolo. E agora o que vai ser? O Brasil está afundando. Sem emprego, sem bom preparo dos jovens, com renda declinando e precarização aumentando, com tv de baixo nível, cada vez há menos motivação para fazer as coisas bem feitas, a esperança baixando. Qual será o futuro do Brasil? É preciso pôr a casa em ordem, mas temos que olhar para que tipo de futuro está sendo gerado

O dramático apelo feito pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre a necessidade de sensatez dos eleitores bem poderia ter ecoado no início do século. A população do Brasil chegou a um ponto de viragem democrática, enojada diante de tantas mazelas públicas e privadas, internas e externas, todos querendo abocanhar o seu quinhão. Os anseios de um “basta” e de busca de melhor futuro se adensaram com força insuspeitada de norte a sul. O país necessita de governantes pró-Brasil, chega de vendilhões. Nesse sentido, a esperança recai naqueles que se mostram sinceros patriotas e fora dos esquemas oligárquicos de governo. Errar é possível, mas é preciso inovar na União e nos Estados.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7