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OPERAÇÃO RED SPARROW

No filme Operação Red Sparrow, a talentosa ex-bailarina do Bolshoi, Dominika Egorova (Jennifer Lawrence), após sofrer um acidente, é convencida por seu tio a se tornar uma Red Sparrow, ou seja, uma espiã sedutora treinada na melhor escola de espionagem russa, para servir ao Estado e poder pagar suas contas. Depois de árduo processo de aprendizagem, ela se torna a mais talentosa agente secreta do país e precisa lidar com o agente da CIA, Nathaniel Nash (Joel Edgerton). Os dois, no entanto, acabam se apaixonando um pelo outro, o que ameaça não só suas vidas, mas também as de outras pessoas.

Nesse mundo brutal, os personagens vão demonstrando a absoluta frieza em suas ações visando o que? Em geral, os líderes da atualidade não se preocupam muito com o aprimoramento da humanidade, pois para a preservação do poder fazem de tudo, o que consome todas as energias. Mas nos regimes totalitários é ainda pior, pois são mantidos pela força e violência sem a menor consideração humana.

As pessoas em geral, quando leem um livro ou assistem um filme, sempre esperam inconscientemente que haja justiça e que os maus sejam punidos, e que os bons ou não tão ruins tenham uma sorte melhor. Isso faz parte da lei da vida; em tudo deve haver o equilíbrio, cada pessoa colhe o que semeia, nesta ou em outra vida. Quando os enredos fogem disso, criam desarmonia ferindo a esperança.

Na vida real, acontece frequentemente em algum capítulo decorrente de ações do passado, a aparente vitória do mal, mas no prosseguimento da vida, sempre se cumprirá a ação de retorno trazendo de volta o bem ou o mal para os seus geradores. É o que se pode ver em Operação Red Sparrow. Apesar de o filme desnudar tudo, tanto as pessoas como os seus objetivos cruéis, deixa entrever que muitos acontecimentos desagradáveis terão de se desencadear, antes que surja a paz do verdadeiro amor pelo próximo, aquele que não causa danos para satisfazer a própria cobiça.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

MARIA MADALENA

O filme Maria Madalena, de Garth Davis, mostra um aspecto especial ao desmontar o conceito de Jesus como revolucionário. Mostra que Judas, sim, queria provocar um levante contra Herodes e contra Roma, o que não era a finalidade da vinda do Messias, que trazia Luz para afastar as trevas e alertava para a transitoriedade da vida destinada à evolução do espírito. Mas os seres humanos estavam apegados demais à vidinha material egocêntrica para despertar e buscar intensamente a compreensão do significado da existência, fato que ia ao encontro do Anticristo, o lutador contra a espiritualidade. Jesus foi severo com os vendilhões do templo que conspurcavam a Casa do Senhor com negócios e com a mentira de que, sacrificando animais, as pessoas poderiam viver como melhor lhes aprouvesse.

O restante do filme é eivado de aspectos confusos, longe da grandeza do evento universal. Após a morte na cruz, Jesus apareceu à Maria Madalena, espiritualmente, não em carne, pois o corpo material segue as leis da natureza estabelecidas pelo Criador de Todos os Mundos.

O “procurai e achareis” não surtiu o efeito esperado diante da crescente indolência espiritual. Jesus disse que voltaria para a sua origem, o Divinal. Mas quando anunciou a vinda do consolador da humanidade (o Filho do Homem), para apresentar a visão geral da Criação sem lacunas, sobre todos os tempos, desde o começo da humanidade até agora, interpretou-se indevidamente que ele voltaria. Para a exata compreensão desse fato, a obra Na Luz da Verdade, de Abdruschin, traz os esclarecimentos, desfazendo os equívocos desde a origem do ser humano, enquanto que grande parte das demais obras e filmes foca, preferencialmente, no terrível sofrimento infligido a um inocente. “Pai perdoai-lhes, pois não sabem o que fazem”.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

RODA GIGANTE

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Com grande fidelidade, Woody Allen dramatiza as misérias humanas no filme Roda Gigante. Nos anos 1950, um casal mal ajustado – Ginny (Kate Winslet) e Humpty (James Belushi) – enfrenta as dificuldades financeiras da época e a desarmonia reinante em seu lar. Um interminável desfilar de egoísmos, caprichos, como se os fios do destino mantivessem o casal acorrentado, sem buscar força de vontade e discernimento para encontrar uma saída em conformidade com as leis da vida. E lá vão eles se complicando cada vez mais, contribuindo, para isso, a chegada de Caroline (Juno Temple), a filha do primeiro casamento de Humpty.

As resoluções dos personagens vão enrolando os fios do destino cada vez mais com a entrada de Mickey (Justin Timberlake) na vida dessas mulheres, se bem que Caroline era divorciada e estava se afastando do ex-marido, e com sua jovialidade demonstrasse alguma intenção de encontrar caminhos melhores para si. Homens e mulheres deveriam ser mais cautelosos em seus envolvimentos íntimos forçados pelo instinto sexual sem maiores afinidades psíquicas. Os acontecimentos se avolumam e nas encruzilhadas da vida acabam prevalecendo os sentimentos mesquinhos ditados pelo raciocínio egoístico que sufoca o coração intuitivo.

De forma inquietante, Woody Allen compartilha o sentimento da vacuidade da vida, a ausência de propósitos elevados, a sensação fatalista de que nada pode dar certo neste mundo de aspereza no qual os seres humanos desperdiçam seu precioso tempo, mas na verdade, o que ele mostra são as consequências das ações humanas, a colheita obrigatória determinada pelas Leis da Criação, também chamadas leis naturais, ou leis universais, ou cósmicas, que conduzem a Energia Criadora que a tudo sustenta, e a sua atuação se dá com toda amplitude em todas as dimensões, visíveis aos nossos olhos ou não. Através delas, o livre arbítrio tece os destinos dos seres humanos individuais e da humanidade como um todo. Cada pessoa recebe de volta as consequências de seus atos, bons ou maus, incluindo os pensamentos, as falas e as ações.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7