Posts

O FEIJÃO E A CRISE HUMANA

Na questão do setor imobiliário chinês, está meio difícil de entender por que investiriam em projeto que consome muitos recursos sem oferecer retorno, levando à crise financeira nos resgates. Mas a produção de manufaturas com custo bem inferiores aos demais países gerou muitas divisas e agora está meio travada. A renda cai para a população em geral que precisa fazer remanejamento dos gastos, e muitas coisas acabam sobrando nas prateleiras. São desajustes que estavam previstos para ocorrerem em momentos de redução do fluxo do dinheiro, e não será fácil o retorno ao que era.

São transformações em andamento, com o consumo se concentrando em itens essenciais e encalhe de produtos manufaturados como roupas, cosméticos e outros. Isso também acaba atingindo as exportações da China já afetadas pelo dólar mais caro, tudo convergindo para a redução da velocidade do avanço da economia mundial.

O que devem fazer países como o Brasil para manter a economia num ritmo estável de produção, trabalho, renda, consumo? Feijão e pão. Parece brincadeira o relaxamento com a segurança alimentar. Usam o solo, a água, o ar, mas só se produz o que gere dólares. É muito pouco caso geral. De que adianta exportar tanta soja in natura e depois ter de importar o feijão preto da China? Exportar é importante, mas vamos lá autoridades do Brasil, acordar para evitar as costumeiras barbaridades na gestão do país.

Drogas são produzidas e vendidas por causa do ganho elevado. As pessoas que se entregam ao uso de drogas em geral não sabem por que e para que estão vivos e não têm nenhum objetivo a ser alcançado a não ser ir empurrando a vida meio sem rumo. A forma de viver tem se tornado áspera e vazia. O aumento de usuários de drogas compromete o futuro dos países e da humanidade.

A situação do ser humano é de suma gravidade ao entorpecer a alma, o corpo e a mente. Antes, as trevas queriam rebaixar as pessoas através de cultos decadentes de orgias envolvidas pelas fumaças e beberagens inebriantes; depois entraram outros interesses. Guerra do ópio. Dinheiro e poder paralelo. Hoje é o tráfico. Maconha, coca, ópio, heroína, drogas sintéticas. Muito dinheiro em jogo, muitos interesses promovendo a decadência da humanidade.

Cada indivíduo nasce para evoluir física e espiritualmente, mas acaba se enroscando no mundo material, apegando-se a ninharias, ao dinheiro e poder, e então os tiranos passam a buscar formas para dominar e manter a massa domesticada e algemada a fim de que possa exercer a sua prepotência e cobiças.

A linguagem atual é outra, mas o problema da humanidade é o mesmo. A tecnologia muda a cara de questões antigas, como a displicência com a finalidade maior da vida e com o aprimoramento da espécie, perturbadora do funcionamento sustentável da natureza. Antes era a falta de propósitos voltados para o bem geral; agora são os links e algoritmos selecionadores, impondo conceitos. Estão faltando os que promovam o bem e a melhoria geral das condições de vida e da qualidade humana sobre a Terra que, presa ao materialismo, vai se deteriorando.

A cultura é fundamental para a boa formação. Atualmente, predomina a cultura de massa nos filmes neuróticos e barulhentos, e nas peças apelativas, que longe de contribuir para o aprimoramento, induzem ao desânimo e à falta de esperança de melhor futuro. Raramente aprofundam o tema do ser humano, seu mistério, sua missão, sua finalidade. As produções modernas estão ásperas, violentas, com baixa inspiração, monótonas, fogem da nobreza e da colheita justa.

A possibilidade de viver num padrão de vida que permita às pessoas adquirir os bens que desejarem para uma boa qualidade de vida é realmente um sonho a ser alcançado. No entanto, cada ser humano deve ter a nítida noção de que no mundo material tudo é perecível e que não deve viver exclusivamente para as aquisições que são um meio, e não um fim em si. Por ser humano, deve ter em si a busca de valores perenes que o diferenciam das demais criaturas.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

CRISE GERAL NO PODER

O Brasil enfrenta uma crise entre os poderes que surgiu diante dos resultados das eleições de 2018. Os oponentes ao governo passaram a agir para impedir a reeleição em 2022, mesmo percebendo o quanto isso seria prejudicial ao país, que deveria estar unido neste tempo de crise mundial. Pensando no bem geral, poderiam, ao contrário, dar sua contribuição para a paz e o progresso.

É uma situação difícil e típica nos países que possuem pluralidade de partidos, pois todos os políticos que pertencem às respectivas legendas querem se manter no poder, para o mal e para o bem. No Brasil, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso negociou o segundo mandato e ninguém estranhou. Trump, nos EUA, achou que seria fácil se reeleger, mas escorregou no meio do caminho.

Kishore Mahbubani, autor de vários livros, tem uma visão ampla da economia e política mundial. Chegamos ao confronto da plutocracia (governo dominado pela classe rica) com o governo central forte de partido único. Na plutocracia, muito se falou da classe pobre, mas a ênfase maior foi no pão e circo. No governo forte foi dada ênfase na educação e na ação para sair da vexatória situação em que estava. A renda per capita da China equivale agora a 1/6 da americana. Foi nesse ponto que a paulatina melhora das condições na China repercutiu na precarização que desde os anos 1990 afeta os EUA e o ocidente em geral. A questão não é conter o avanço da China, mas de como restabelecer o equilíbrio rompido para que todos os povos possam evoluir de forma condigna.

A humanidade vive em guerras há séculos, geralmente causadas por disputas econômicas e de poder, sendo o século 20 o mais trágico, quando era esperado que haveria uma união para fortalecer o bem geral e buscar a melhora das condições de vida. Mas atualmente se encontra num ponto de acumulação de decisões mal planejadas que agora irrompem numa cascata de reações adversas. O século 21 traz a marca da turbulência, nada mais se apresenta estável, tudo se mostra difícil de coordenar, então o que poderemos esperar dessa visão tecnocrática fria que quer transformar o ser humano em coisa sem alma?

De longa data a humanidade vive na mais perversa mentira e de forma superficial. O apóstolo João deixou a grande recomendação para a humanidade em geral, do passado e do presente: “Conhecereis a Verdade e ela vos libertará!” Mas conhecer a verdade exige atividade séria e sincera, da alma e do intelecto, pois a crença baseada na fé cega deve se transformar em convicção, a qual só advém através de análises lógicas e coerentes sob a luz das leis da natureza que refletem a perfeição da Vontade criadora de Deus.

Desde os anos 1970 a televisão assumiu a posição do cinema dentro das casas. Que efeito a televisão exerce sobre a sociedade? Em vez de servir de veículo de divulgação, entretenimento e informação, a TV está sendo utilizada como meio de formação de uma mentalidade limitada. As pessoas estão fazendo da televisão e das mídias sociais a sua janela para o mundo e assimilando tudo que veem como verdades absolutas, sem questionar conteúdo ou levar em conta os interesses de quem produz o que é exposto. Impressiona a mediocridade contida em filmes, novelas, vídeos e na programação em geral.

As coisas mudam de repente, os acontecimentos estão acelerados, o caos se instala de um momento para outro como no Afeganistão. Que o Brasil não se torne vítima da cobiça internacional e dos vendilhões da pátria. A vida é construção, mas os seres humanos estão pondo de lado e enterrando a sua essência. Todo o seu pensar se dirige para a posse do dinheiro, acúmulo de riqueza e prestígio pessoal. Para construir de forma sadia, os seres humanos precisam se renovar e se transformar.

Vamos lutar por um Brasil forte e humano. Para isso precisamos preparar adequadamente as novas gerações, para que tenham como meta formar um país de seres humanos que visam o progresso real, sem socialismo, com liberdade, boa qualidade de vida, sustentabilidade, aprimoramento da espécie humana, para que as condições permaneçam em continuada melhora, com respeito ao necessário equilíbrio nas atividades.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

NA CRISE, MANDA QUEM PODE

Quem é responsável pela pandemia? A humanidade tem vivido de forma egoísta e desprezando as leis da natureza, fazendo tudo errado por ignorância e por cobiça, provocando o aparecimento e disseminação dos vírus. O rol das consequências dos erros é enorme; fiquemos com apenas um: tivemos mais de 300 anos de trabalho escravo no Brasil, pensem nessa maldade e insensatez. Quando finalmente a família imperial proibiu a escravidão em 1888, D. Pedro II foi destronado e expulso, e começou uma república na mão de despreparados que cederam o poder a um grupo de entreguistas corruptos.

A vacina é uma etapa importante, mas vai resolver tudo? Ela é uma parte da solução, mas os cuidados devem permanecer com distanciamento, uso da máscara nos contatos, fugir das aglomerações. Estamos numa fase de grandes rupturas, nada será mais como antes.

A questão da sobrevivência econômica não deve estar relacionada ao atendimento de interesses dos poderosos, mas com muito bom senso é preciso impedir a desestruturação da economia que vem cambaleando há décadas, pois isso poderá levar o Brasil a cair num abismo de miséria e desordem difícil de recuperar.

A economia se organiza ou desorganiza num processo. Nos anos 1970 havia, em São Paulo e outros estados, promissora indústria eletroeletrônica. Com o advento da Zona Franca (ZF), as fábricas fecharam e foram importar através de Manaus. Em 50 anos nada se fez pelo avanço tecnológico. Como fazer da ZF de Manaus algo efetivo no avanço do Brasil?

Nos anos 1980, o Brasil, pressionado pelo resgate da dívida externa, fomentou a inflação. Veio o plano real que tabelou o preço do dólar. Importar ficava mais barato que produzir. Os empregos foram embora. A indústria não resistiu. Como organizar a economia se a globalização converge para produzir na Ásia com custo da mão de obra menor em 80%? Há um amplo desequilíbrio mundial na economia e no avanço tecnológico que está arrastando o mundo para a precarização geral. Não bastam auxílios emergenciais, é preciso dar sustentabilidade ao trabalho e à renda, e promover continuidade do aprendizado prático do jovem aprendiz, além do ensino escolar.

A humanidade se encontra diante da grande colheita de todas as suas ações. Se quisermos um mundo melhor, em continuado progresso, se faz necessário acabar essa luta por riqueza, poder e dominação travada pelos poderosos sobre a grande massa, e pôr em prática a estreita cooperação, visando o bem geral e a sustentabilidade. O mesmo se aplica ao relacionamento entre as nações e as pessoas em geral. Não há equilíbrio. O que prevalece é produzir onde o custo seja baixo, como na Ásia, para vender aos que ainda podem pagar. O poder e os ganhos ficam com os graúdos e a miséria vai aumentando.

Num mundo onde a regra é a mentira e a falsidade, falar a verdade é provocar os beneficiados. Intuição e raciocínio lúcido são indispensáveis. O presidente norte-americano Biden disse ter intuído o desejo do povo americano e desenvolve plano de trilhões de dólares para recuperação da economia e empregos. A grande questão não é intuir o que o povo quer, mas intuir o que é necessário fazer para eliminar as causas do declínio humano e econômico. O capitalismo de Estado chinês parece que funciona na base da prospecção de oportunidades geoeconômicas, tirando o melhor proveito delas e no “manda quem pode” sem ser contrariado.

Enfrentamos um período turbulento com ataques e golpes baixos contra o Brasil. Estamos diante de uma incógnita, qual será o futuro do país? Alcançaremos o progresso ou cairemos no abismo da ignorância e precarização geral?

Para não cair no entorpecimento manipulador e fugir da indolência, o tempo tem de ser aproveitado de forma enriquecedora e criativa, semeando o bem, o que atrai alegria e felicidade. A moda agora é mostrar as coisas feias da vida, desmoralizar o ser humano. Na mídia em geral e nos filmes observamos um padrão negativo. Antes ainda dava para se distrair, agora na grande maioria das apresentações, só há tóxicos que mantêm os seres humanos olhando para os baixios da vida onde não há esperança. Desvalidos e extenuados, eles têm de reunir as forças que lhes restam para procurar a prometida Luz da Verdade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

DEMOCRACIA EM CRISE

O sistema vigente apresentou grandes promessas no pós-guerra, mas em vez de seguir num padrão natural de vida, os seres humanos foram direcionados para as atraentes ilusões do mundo material, despertando inveja e cobiças, esquecendo-se de sua essência e da finalidade da vida onde o material é o acessório que assegura a conservação do corpo. Os propósitos enobrecedores foram sendo derrubados na busca por vantagens imediatistas. Tudo foi seguindo nessa direção visando dinheiro, poder, dominação, destruindo a esperança, chegando agora ao ponto de ruptura que causa danos devido à ausência de sustentação real.

Nos anos 1950, o mundo despertava após a sangrenta guerra. As novas gerações respeitavam e ouviam seus pais e avós, e se esforçavam para aprender. Logo vieram os filmes, as danças, a nova safra de artistas modelando as novas gerações. Por todos os lados surgiam festinhas que atraíam os jovens para danças e refrigerante com rum (o Cuba-libre), cigarros e a maconha mais oculta. As novas gerações foram afrouxando a disciplina. Agora a moda é o pancadão, mesmo em tempos de covid, mais incisivo ainda na tarefa de enfraquecer o país e a juventude, levando-os à atividade sexual sem responsabilidade.

Os humanos receberam o planeta Terra para que pudessem evoluir. Os diversos povos deveriam se desenvolver uns ao lado dos outros, em paz, se pautando em conformidade com as leis da vida e tendo a natureza como a grande provedora e concessora de benesses e riquezas. É bom que se exporte mercadorias, mesmo que seja minério de ferro, mas esperemos que este não venha a nos faltar no futuro. O dramático é o avanço da precarização decorrente do desequilíbrio entre os povos na produção, comércio, empregos, renda, consumo. Onde há recursos naturais a economia vai se tornando mais extrativista, perdendo sua diversidade e produção com maior valor agregado.

É longo o processo de imprevidência e irresponsabilidade que arruína um país. Geralmente segue diretrizes externas geoeconômicas, agravadas com disputas internas pelo poder. A geoeconomia é a disputa por recursos naturais e mercados. O Brasil já viveu várias crises de dívida externa desde o século 19. Agora está com elevada dívida em sua própria moeda, a arrecadação está caindo, mas os gastos aumentam. O fluxo de caixa está num gargalo com muitos vencimentos de títulos no curto prazo.

Nos anos 1980, os juros externos foram acima de 20% quebrando muitos países. O plano do presidente Fernando Henrique Cardoso mantinha fixo o preço para o dólar que nem os juros altos sustentaram. Especuladores fizeram a festa, a população pagou a conta com a estagnação da economia. A grande quebra que ameaça o Brasil está acontecendo na descapitalização do capital humano. Inundada por achincalhe e modelos inúteis, as novas gerações estão perdendo o bom senso, a agilidade mental e a esperança de futuro melhor.

Onde estão os belos e nobres sonhos? Foram-se dissipando? Por quê? Cada ano que passa representa um ciclo que se encerra, um tempo que se foi. Importa saber como esse tempo foi empregado, se para a renovação ou conservação dos velhos costumes afastados da Luz da Verdade. No entanto, o Ano Novo recria a oportunidade de renovação. Que os homens responsáveis pelas decisões do país se conscientizem de seu dever para com a pátria. Chega de atraso e corrupção.

Muitas crianças precisam aprender várias coisas além de ler e escrever. A escola tem de assumir essa tarefa porque muitas famílias estão desestruturadas. Para muitas crianças, a escola é a única oportunidade para aprender higiene pessoal, mental e ambiental, sobre como se alimentar, e de desenvolver bom senso, respeito, consideração e propósitos enobrecedores.

O grave problema do país são os gestores públicos no Executivo, Legislativo, Judiciário e estatais, que se julgam donos de tudo e que não precisam prestar contas a ninguém. Os gestores públicos e privados se deixavam levar pela mania de grandeza com pouca atenção para ver o que de fato está acontecendo. A covid-19 levou muitos deles a olhar para o essencial: para a sobrevivência ameaçada. Muitas coisas poderiam ter sido melhores. Para muitas pessoas e empresas é tarde demais dada a crise que travou tudo. Os grandes projetos não se ajustam à nova realidade; o que fazer?

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

NOSTRADAMUS, O OURO E A PRATA

Como consequência de séculos de descuidos com a vida, atualmente o viver ficou mais difícil que no passado. Há uma ansiedade generalizada. Mesmo sem entender o que o outro está dizendo, muitas pessoas já passam para ataques. A grande questão da humanidade é que os chefes de Estados deveriam cuidar de sua população, visando o aprimoramento da espécie e buscando oportunidades adequadas à sua região. A educação poderia fazer a grande diferença combatendo o apagão mental e buscando clareza, raciocínio lúcido, bom senso e propósitos enobrecedores. É preciso a conscientização de que o ser humano não é máquina e compreender o significado da vida.

A crise atual traz a oportunidade para repensar a vida e a economia, sempre buscando os países com fatores de trabalho de menor custo, o que acabou desempregando geral pelo mundo, desequilibrando tudo em função da ânsia de produzir ganhos para acúmulo de reservas e aumento de poder. Para onde vai o Brasil? Se não houver entendimento aqui dentro, lá de fora não há nada de bom que se possa esperar nesse salve-se quem puder mundial.

A tecnologia está gerando uma massa de pessoas sem preparo, pois o seu avanço está alterando todas as profissões e criando outras; mesmo com boa capacidade de se reinventar e de aprender rapidamente não será fácil alcançar posições relevantes neste novo mundo. A humanidade é composta de seres individualizados; várias mentes com livre resolução que precisam de um ideal nobre e comum para alcançarem o progresso, a paz, a beleza e a alegria.

Como resolver as questões fundamentais que se avolumam? O problema está nas pessoas que não vacilam em torcer os fatos, mentir e difamar. Quando se apresenta uma ideia, os opositores não argumentam sobre ela e não vacilam em enxovalhar o autor usando palavras chulas e medíocres; querem combater a ideia atacando o autor, menosprezando-o em vez de contrapor argumentos verdadeiros. Usam a agressividade em vez da clareza em seus argumentos. Não há boa vontade, só interesses pessoais em detrimento do bem geral da sociedade.

A paralisação, como a queda num jogo de dominó, foi derrubando uma a uma as pedras da economia: fábricas, lojas, shopping centers, restaurantes, aviação, hotéis, turismo, instalando uma inédita catástrofe econômica mundial, acirrando as disputas pelo poder e a luta pela sobrevivência. O que virá a seguir? Como a humanidade agirá? Como sempre, fazendo prevalecer a força, ou buscando consensos e cooperação? Para esta escolha os homens deveriam estar imbuídos de sincera vontade para o bem geral e a paz mundial.

Passados séculos, permanece mais forte o dissimulado conceito de que os ganhos de uns se fazem com perdas de outros. O mundo caiu no desequilíbrio entre produção, empregos e renda. Sem renda cai o consumo. Sobram estoques pelo mundo e assim pode ser que os preços baixem. O que as indústrias poderão produzir, que empregos vão gerar, quem vai investir?
A pesada crise de 2020 trouxe algumas visões do mundo atual. A vida em si acabou perdendo a essência, pois tudo passou a girar em função do ganho financeiro e sua concentração. As periferias ficaram ao abandono. As vendas no varejo chinês continuam abaixo do esperado. A produção industrial se recupera, mas vai gerar um excedente que precisa ser exportado, afetando a recuperação nos EUA e na Europa.

Os países cobiçam as riquezas que pertencem a outros. Não recuam diante de nada nem mesmo diante de massacres ou da escravização de povos inteiros, apenas para projetarem sua grandeza efêmera. A economia globalizada caiu no desequilíbrio e precarização. Nostradamus profetizou de forma meio confusa esta era de ambição desmedida pelo ouro e prata; o dinheiro acarretando a desintegração social. Chegamos ao ponto de acumulação das consequências de ações imediatistas que estão gerando caos e miséria, enquanto os seres humanos permanecerem com suas convicções subordinadas ao mundo material, ignorando o espiritual.

Na crise, os países estão se voltando para si mesmos como deveria ter sido para promover o progresso geral, mas a crise moral e a perda da honra se tornaram um grande entrave ao progresso real. Para encontrar o caminho, as pessoas precisam da Luz da Verdade neste mundo obscuro, dominado pelas trevas produzidas pelas mentiras.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

A TRAJETÓRIA DA HUMANIDADE

Estamos adentrando na possibilidade de uma grande ruptura. A humanidade chegou ao limite do materialismo e um grande colapso se anuncia. Percebe-se isso na confusão e desorientação, na crise atual mais a crise econômica, a alteração do clima e as depressões e ansiedade.

Para que o ser humano da atualidade não caminhe sem rumo pela vida, torna-se indispensável que adquira uma visão geral, sem lacunas, sobre todos os tempos, do começo da humanidade até agora, pois na atualidade a realidade se acha tão fragmentada que se torna dificílimo uma visão do que é a vida.

Estamos diante de um momento significativo da humanidade, porém as pessoas ainda permanecem travadas em suas crescentes dificuldades. Falta a motivação essencial que só a compreensão do significado da vida pode oferecer para dirigir o querer para projetos enobrecedores que dignifiquem a espécie humana.

É preciso procurar para encontrar. Mas procurar o que? O livro A Trajetória da Humanidade indica que o saber que nutre a alma faminta deve ser procurado em primeira linha. “Procurai e encontrareis!”, é seguir a lei do Movimento certo. É a expressão da verdade que deve ser aplicada a tudo na vida.
https://url.gratis/P1nWQ

CONHECER O SIGNIFICADO DA VIDA

Desenvolvemos muitas práticas inúteis, fúteis e superficiais, que absorvem grande parte do nosso tempo de vida, que poderiam ser abandonadas tranquilamente sem fazer falta alguma para a humanidade. A epidemia do covid-19 está mostrando isso. Algumas coisas, porém, foram postas de lado sem critério, sendo as principais, o trabalho, o estudo e a atividade física. O trabalho deveria ser mais bem pensado, com menos horas de ocupação e mais horas de estudo. O sistema 24 horas por 7 dias das semanas já se revelou antinatural, pois as noites foram feitas para o repouso.

Tudo que a humanidade faz ficou impregnado da ânsia pelo dinheiro, o que retira a naturalidade dos seus afazeres em oposição ao significado e finalidade da vida. Em vez de atuarem naturalmente para atender às próprias necessidades de forma condigna, as pessoas acabaram se tornando meros fatores de atividades econômicas para o acúmulo de dinheiro e poder nas mãos da classe que se comporta como se fosse dona do planeta, pondo de lado a amplitude da vida e da Criação, que inclui o aquém e o além, sendo tudo uma só coisa. Seres humanos intelectivos e materialistas fizeram a separação para se alienarem da vida real. Com a pressão reforçada da Luz do Criador, todas as consequências do modo errado de viver estão surgindo aceleradamente, de forma dramática, para que sejam extirpadas da face da Terra e a humanidade possa beneficiar tudo através de alegres atividades e evoluir em paz.

Para favorecer a paz duradoura é imprescindível que a educação promova a busca pelo aprimoramento pessoal e espiritual continuadamente, de forma que os estudantes se tornem seres humanos de qualidade e que tenham consideração sincera pelo próximo, buscando a continuada melhora nas condições gerais; mas sem conhecer o significado da vida, permanecerão transitando por caminhos errados. E como seria a forma de viver na Terra se os humanos conhecessem o real significado da vida?

O desenvolvimento da nossa espécie refere-se ao progresso sadio, com a possibilidade de manifestar a vontade do eu interior livremente. Clarificar o espírito. Adquirir maturidade. Intuir e pensar com simplicidade, clareza e naturalidade. Por seu modo de ser, o espírito esclarecido estabelece a paz em redor de si, sem manifestação raivosa, com serena objetividade no grande impulso de atuação alegre.

As trevas dos erros humanos envolveram a Terra. Vivemos numa época caótica cuja loucura e insensatez atingem a todos, e tendem a aumentar. Se não ficarmos vigilantes, o aumento do estresse, os descontentamentos e a tristeza acabarão moldando o nosso querer. Perde-se a esperança de que as situações possam ser modificadas pela generosidade.

As novas gerações encontram o terreno minado e vão avançando em meio à escuridão. Os seres humanos nasceram livres com intuição ativa, mas deixaram o intelecto dominar e se acorrentaram aos erros, perdendo a liberdade espiritual e agora vivem como escravos do raciocínio. Só a Luz da Verdade poderá libertar os que a buscarem com toda sua força.

No mundo áspero no qual vivemos há muitos “lobos” vestidos em pele de “cordeiro”, ódio disfarçado em sorrisos, inveja disfarçada em amor e falsidade disfarçada em amizade. É com a intuição que poderemos distinguir os cordeiros reais dos falsos. Brasil, hás de ser uma pátria livre banhada pela Luz do Criador, apesar de todo jogo sujo desenvolvido pelos homens que agem como lobos assassinos dos semelhantes.

Falta união pelo bem geral. Os partidos e seus representantes se aglutinam por interesses; em primeira linha está a conquista do poder. Se o que é bom para o país não é bom para a eleição dos pretendentes, que se dane o país e sua população. E assim caminha, a humanidade, seja em que país for os homens se digladiam pela conquista do poder e controle das riquezas.

Nesta época de crise muitos gastam sua energia procurando culpados. Eles existem sim; a humanidade semeou e agora colhe. Não faltaram advertências. Nada acontece por acaso. O atuar das leis da Criação expressa inexorável justiça tecida pelos fios do destino gerados pelas ações dos seres humanos. O vento é forte. O momento é difícil e mostra a nossa pequenez. Necessitamos ter confiança na sabedoria da Luz, Força para resistir e coragem para prosseguir.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

OS DONOS DO BRASIL

No livro Os Donos do Poder, partindo das origens portuguesas de nosso patronato político, Raimundo Faoro demonstra como o Brasil foi governado desde a colônia por uma comunidade burocrática que acabou por frustrar o desenvolvimento de uma nação independente sempre permitindo a preponderância de interesses externos favorecida por agentes públicos corruptos que só pensam nos interesses próprios. Sua análise abarca o longo período que vai da Revolução Portuguesa do século XIV até a Revolução de 1930 no Brasil.

Do Brasil colônia até a tomada do poder por Getúlio Vargas, perdurou a mesma estrutura político-social que resistiu a todas as transformações fundamentais e aos desafios mais profundos de um mundo em transformações aceleradas. No entanto, após o suicídio de Getúlio Vargas, um grupo foi se articulando e aos poucos reassumiu o controle do país e, com o auxílio das comunicações, foi dopando a população com demagogia e ilusões que acabaram engessando o país com atraso, dívidas e despreparo.

Para Faoro, a renovação só virá através dos “negativamente privilegiados em relação à minoria dominante”, afirmando que enquanto houver a reprodução do estamento burocrático, não surgirão condições para o desenvolvimento do capitalismo industrial. O que se espera é que esses “negativamente privilegiados” se conscientizem da dominação estamental e forcem uma evolução ampla da nação. Surgiu um grupo cujos membros pensam e agem com os mesmos objetivos, um círculo fechado para o exercício do poder e para desfrutar o butim, as riquezas, as benesses do poder, e que perdura até nossos dias e lutam com todos os meios para que nada atrapalhe seus planos de domínio do país.

Não surgiu uma Nação para o povo e, sim, para a perpetuação do poder daqueles que se posicionaram como donos do Brasil e de sua população. A alternativa se encontraria no livre desenvolvimento de um capitalismo industrial que ensejaria a criação de uma sociedade nacional conscientizada, apta a desenvolver “uma cultura genuína”. Mas com a política de valorização do real na base de juros elevados por período de quase trinta anos a indústria foi desaparecendo e com ela a experiência técnica. Os importados eram baratos, mas não havia mais empregos.

Hoje invoca-se tudo no exercício do poder, mas são criações humanas. Nem os profetas, nem Jesus Cristo criaram religiões. No geral, a humanidade permanece alheia ao significado da vida e suas leis. Mais do que ideologias teóricas e religiões, o pano de fundo dos gestores públicos e seres humanos deveria ser a busca do aprimoramento da espécie e a continuada melhora das condições gerais de vida.

Na China, a região de Shenzen, com mão de obra barata, seriedade na gestão, câmbio depreciado, produziu para o mercado externo e acumulou dólares. No Brasil, foi criada a zona franca de Manaus, que ajudou a proteger a região com um monte de incentivos, câmbio favorecido para importar com financiamento especial, mas virou corredor de importados e ainda precisou do xerife Romeu Tuma para coibir um brutal desvio de dólares.

A amizade verdadeira é um sentimento nobre que se preocupa com o futuro da pessoa amiga. Hoje as relações pessoais ou internacionais surgem na base de interesses mútuos, ou na expectativa de que uma pessoa possa ser útil para que outra possa alcançar os seus objetivos, com sedução ou corrupção. Como os interesses estão em constante mudança, as amizades também. Mas o extremo dessa situação é quando há o chamado “pato” envolvido na falsa amizade. Isso vai além da diplomacia, pois envolve bajulação e prestatividade que desaparecem uma vez alcançado o alvo, o benefício próprio.

A quem interessam as consequências econômicas negativas do coronavírus? O mundo continua precisando de comida. O Brasil pode e deve produzir, vender com preço justo e aplicar os resultados na melhora geral. Há união do povo no combate ao vírus, mas os políticos permanecem em sua campanha tenebrosa para conservar o poder. As pessoas têm um pressentimento de que a crise vai passar, mas ao término dela o aumento da pobreza estará bem nítido. O Brasil, fragilizado há décadas, estará mais frágil ainda diante das sombrias cobiças. Dos pobres, a globalização só retira, mas indica que é hora para aproveitar os talentos que cada país possui para produzir mais internamente. Coragem Brasil.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

2020 NÃO É 2002

Dizia-se que 2020 seria um ano de renovação. Havia uma expectativa de melhora geral no Brasil e no mundo. De repente, chegou a epidemia do coronavírus e tudo foi parando. Assustaram a todos e aos idosos mais ainda. A orientação é: “não saia de casa para não morrer; não deixe que saiam de casa para não matar”. Ficar em casa, desacelerar é o que a humanidade precisa, mas isso deve ser acompanhado de um esforço para entender a trama dos fios do destino que nos levaram a isso. Um momento significativo na história propício para introspecção sobre o que é a vida, tão fragilizada nesta fase de inquietação mundial.

O ano de 2020, do qual muito se esperava, surge como algo semelhante a 2002, o ano seguinte ao atentado de 11 de setembro, que provocou uma ruptura com o século 20 e havia a esperança de tempos menos perturbados. Ambos formam o quatro. Mas agora as pessoas começam a perceber os estragos da paralisação num mundo movido a fluxos de dinheiro. A inquietação e a aflição vão aumentar.

Sabemos que a partir dos anos 1990 a economia desandou e surgiu o capitalismo de Estado com superforça competitiva entre as nações. Os países pararam de fabricar, os serviços não são suficientes para sustentar. De lá para cá faltou empenho na busca das causas da decadência e aumento da precarização geral da vida.

Países superendividados. Os juros baixaram, houve uma corrida para a Bolsa que, com a crise, mostra sua inconsistência cotando empresas abaixo do seu valor real. Hoje a falta de seriedade é geral e não existem fontes confiáveis, tudo virou luta política. A globalização é antinatural por uniformizar tudo e todas as culturas, e colocar as pequenas e médias empresas em confronto direto com o capitalismo de Estado, não tendo como sobreviver.

O coronavírus caiu na sopa. Está em andamento um processo de desmantelamento geral. O que poderá resultar disso? Trata-se de uma questão para os pesquisadores e esse assunto tem que sair da esfera da luta política para que se possa examinar os fatos objetivamente. Saúde, economia e aprimoramento da espécie devem ser as metas da humanidade.

Há décadas vivemos em plena guerra econômica que agora se acirra visando aumento de riqueza e poder. Os países e a população são manipulados diariamente sem perceber. Tudo faz parte do jogo onde os ganhadores são sempre os mesmos enquanto aumenta a precarização geral.

Na vida e mais ainda nas crises é fundamental o sentimento intuitivo voltado para o bem e os pensamentos nessa mesma direção. Essa é a forma adequada como deveriam agir os humanos, a única espécie que possui a capacitação de livre resolução. Mas tudo conspira contra, a começar pela falta de força de vontade voltada para o bem e, de todas as formas, os seres humanos vão sendo empurrados para os baixios da vida, na TV, nos filmes, muitos deles causando puro desânimo e perda de esperança na humanidade, contribuindo para aumentar o alarmismo e medos. Falta a autêntica solidariedade. Só conta o dinheiro e o poder.

Há dois mil anos os ensinamentos de Jesus caíam como água da vida sobre a população simples que não tinha cobiça de poder. Os poderosos temiam perder o controle do povo e por isso fizeram uma campanha de calúnias, culminando com o processo e condenação do Filho de Deus. Em Lucas 21.11 e 21.36 são mencionados os tempos vindouros de aflições e da vinda do prometido Filho do Homem. “Trata-se da profecia da vinda do Filho do Homem, dada como estrela de esperança e, não obstante, também como severa advertência, pelo Filho de Deus”. (Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, Abdruschin).

Amor é severidade. A crise se reveste de um chamado ao ser humano. Depois da tempestade vem a bonança. Os auxílios da Luz sempre estão disponíveis, mas é preciso a gratidão, os pensamentos voltados para o bem, e a confiança de que tudo se encaminhará para o desfecho certo de acordo com as leis do Criador.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

BREXIT

Brexit, um filme produzido pela HBO, é importante porque mostra a nossa época falando sobre sentimentos de ódio e medo utilizados para influenciar o público vacilante. Ele focaliza o processo de saída do Reino Unido da Comunidade Europeia. A trama mostra o ponto de vista de Cummings – o marqueteiro acusado de manipular redes sociais para a vitória do Vote Leave (sair da comunidade europeia) e a importância do marketing político como forma de manipular a opinião pública, tão comuns na atualidade.

Muitas pessoas estão deixando transparecer o seu descontentamento com a trajetória da humanidade em virtude do que foi feito em séculos de estruturação do poder do dinheiro pelo ser humano que sufocou a alma para satisfazer a própria cobiça, enquanto grande parte da massa foi caindo na indolência, esquecendo o real significado da vida, deixando de examinar e analisar os acontecimentos para aproveitar a cerveja e o futebol sem maiores preocupações. Mas a vida não para e tudo vai ocorrendo à semelhança de uma árvore, até que se mostrem os frutos que dela brotam, como está ocorrendo atualmente com a globalização, com a perda de um sentido elevado para vida, com o desaparecimento dos empregos e aumento das dificuldades.

A crise é tanto maior porque não se esperava por ela, uma vez que as elites financeiras, as corporações, os políticos e as religiões mantiveram o povo na indolência, dando-lhes falsas esperanças de futuro risonho enquanto tiravam proveito. Os novos gurus das mídias captam isso e promovem reações descontroladas, utilizando mentiras e falsas narrativas para um público desesperançado que quer uma tabua de salvação para se agarrar, sem fazer uma autoanálise e reconhecer as causas da situação em que se encontra. Brexit venceu, e agora o que fazer para a vida melhorar?