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O FUTURO E OS EMPREGOS

Por que estamos diante de democracia desarranjada no Brasil e em outros lugares? No Brasil houve muitos abusos; o drama não está na democracia, no capitalismo, ou na igreja, mas no ser humano e no seu modo de ser que progressivamente se afastou das boas influências da alma, tendo como leme apenas o corpo e as vísceras. E o que se poderia esperar disso? Um mundo hostil e perigoso, que não sabe para onde vai, uma Babilônia onde ninguém se entende.

A sina do Brasil, desde tempos dos ciclos do ouro, açúcar, café, tem sido o menosprezo com a renda da população obreira. A riqueza não recirculava, indo, em grande parte, para o exterior. Assim, o mercado interno não evoluiu, nem a indústria, nem a educação. Hoje continuamos com dificuldades. Poucos produtos ostentam o “made in Brasil”; há desemprego, baixo consumo, escola deficiente, desânimo. Ocorreram, por séculos, e na República também, por políticas econômicas inadequadas, déficits e endividamento. Faltava vontade forte da classe política de se dedicar seriamente ao país. Que não ajude se assim o ditar a sua falta de patriotismo, mas que também não atrapalhe. Quem sabe poderemos sair da lama.

Nos descaminhos trilhados pela humanidade, coisas ruins aconteceram. Falsos líderes deixaram que faltasse comida e que a insatisfação aumentasse para dirigir o futuro. Mas o futuro não é arbitrário, sempre traz a colheita do que foi semeado no passado. A humanidade inteira entra numa fase de colheita acelerada. Quem tiver lançado boas sementes não tem o que temer, isso é decorrente das leis da natureza, tão mal estudadas por homens que se julgavam aptos a estabelecer as próprias leis para o mundo – caro engano que logo se evidenciará.

É preciso que a população e as autoridades queiram formar gerações fortes, com discernimento, aptas a conduzir a própria vida. Viver, aprender e fazer bem feito exige paciência e perseverança, atributos que os seres humanos estão deixando escapar. A escola e a família têm a responsabilidade de gerar e formar seres humanos fortes, de qualidade, que respeitem as leis da natureza. A atividade sexual faz parte da natureza, mas foi reprimida por séculos até explodir no extremo oposto da libertinagem e irresponsabilidade. É necessário eliminar a gravidez precoce de adolescentes ainda não prontas. Evidentemente as crianças terão de aprender, de forma adequada, como é a reprodução, mas também a responsabilidade de gerar filhos. Mas o que está por aí é o descalabro moral.

Mitigar a intervenção do Estado na economia é importante, assim como despertar a economia brasileira adormecida em berço importado. Estamos adentrando numa fase complexa da civilização com o propalado fim dos empregos e apagão mental pela pouca disposição de viver e aprender continuadamente. Os avanços tecnológicos e a indústria 4.0 têm de ser acompanhados por evoluções na qualidade humana. Não podemos decair aos tempos da Revolução Industrial em que as pessoas trabalhavam 14 horas por dia para ter pão.

O Brasil reduziu a produção e a educação, e aumentou a dívida. Em lojas de qualquer ramo há poucos produtos fabricados no Brasil. Isso significa que as engrenagens da produção e circulação da renda ficaram emperradas. Sem produção não se vai a lugar nenhum e tudo o mais é supérfluo. Países que prosperaram tiveram a produção de bens como base, mas como conseguiram isso: com mercado interno, câmbio, impostos, concorrência com importados, que são os fatores que requerem ajustamento coordenado.

Em 1996, o escritor norte-americano Jeremy Rifkin já anunciava que as inovações tecnológicas modificariam profundamente a civilização no século 21. E, de fato, o processo está em andamento, mas algo que ele não mencionou foi o apagão mental. Grande parte da população é pouco letrada e possui dificuldade para ler e escrever. O homem se tem afastado do seu eu interior, a garantia do bom senso, mas permitiu que seu cérebro passasse a agir sem acolher as boas influências provenientes da alma, passando a praticar atos inesperados. Rifkin deixou em aberto a grande questão da humanidade alertando que o fim dos empregos pode constituir o colapso da civilização como a conhecemos, ou assinalar os primórdios de uma grande transformação social e um renascimento do espírito humano.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

ARMAS PARA A PAZ E O PROGRESSO

Como já disse o historiador britânico Eric Hobsbawm (1917-2012), vivemos a era dos extremos e das incertezas. Mas em vez de as mazelas terem sido atacadas e combatidas, passou-se a discutir ideologias num cenário de luta pela riqueza e poder e embrutecimento da espécie humana. Despreparados, muitos pais de hoje não conseguem dar bom preparo a seus filhos. Tudo isso criou a tendência do decadente embrutecimento da humanidade.

Quais armas vamos usar no combate ao descalabro ético e moral que a humanidade está gerando? É preciso que a população e as autoridades queiram formar gerações fortes, com discernimento, aptas a conduzir a própria vida. Viver, aprender e fazer bem feito exige paciência e perseverança, atributos que os seres humanos estão deixando escapar.

Nada resiste à moleza do caráter dos indivíduos. Sem firmeza, as portas ficam abertas para a corrupção e criminalidade que vão adentrando em todos os setores. A moralidade se vai apagando, tudo passa a ser aceito e permitido. A desonestidade e o desinteresse pelo Bem geral passa a ser a norma e, com isso, o país acaba ficando condenado ao declínio e até ao desaparecimento, enquanto as drogas avançam corroendo a base.

Vidas vazias, jovens sem bom preparo para a vida, sem propósitos, acabam buscando o entorpecimento para fugir da realidade, para contornar a doença da alma, o que é aproveitado pelo tráfico de drogas ilegais e agora pelos distribuidores legalizados. Um negócio de bilhões de dólares para entorpecer a humanidade afastada do significado da vida e do saber das leis da Criação.

Como e para que educar? Os pesquisadores norte-americanos Daniel Goleman e Peter Senge estão preocupados com a forma como estamos educando as crianças. Os problemas se avolumam como em nenhuma outra época e as novas gerações têm de ser preparadas para ajudar na superação. Os jovens precisam saber o que são. Como funcionam o cérebro do raciocínio, as emoções e sentimentos, e as boas relações interpessoais. Ou seja, temos de estudar o significado da nossa vida, de nosso corpo perecível cultivando o foco interior e exterior. Temos de formar seres humanos de fato, nas atitudes e não só nas aparências. A evolução integral depende da humanização dos indivíduos e da sociedade como um todo.

No Brasil, tão generoso em produção de alimentos, há muito desperdício, desleixo com o meio ambiente e ingratidão. Mas com o agravamento da crise climática, os alimentos poderão ser cotados em ouro em futuro não muito distante, por isso os esforços na preservação têm de ser redobrados. Cada grupamento tem construído suas concepções sobre a vida segundo seus interesses; é natural que haja diversidade, mas os antagonismos têm razões ocultas e, por vezes, são irreconciliáveis. Os fortes vão puxando a brasa e a sardinha, isso tem provocado aumento de insatisfação, gerando choques que estão a se adensar podendo, no aumento da pressão, gerar danos.

Muitos advogam a governança global centralizada enterrando a diversidade dos povos. Só com o reconhecimento das imutáveis leis da Criação é que poderá surgir um diálogo sincero e proveitoso, livre da cobiça de poder. O que realmente é importante para a sociedade humana e qual alvo deve ser perseguido? O Brasil precisa de boa governança voltada para o Bem para sair da estagnação.

Há décadas o país enfrenta lamentável situação de falta de governança séria. União, estados e municípios têm de entender que é sua obrigação cuidar do dinheiro dos cidadãos para o bem geral. O juiz Sergio Moro nem bem aceitou a missão outorgada pelo presidente Jair Messias Bolsonaro e já começam as especulações e as fofocas.

Caso Moro se torne candidato à presidência no futuro, terá um bom período de aprendizado para governar o Brasil tão aviltado pela classe política que pouco se esforçou para fortalecer o nível da qualidade da população. Às vezes muitos estudiosos estrangeiros falam grandes disparates sobre o Brasil, ou porque não entenderam a origem do caos que se instalou no país, ou falam com viés ideológico que os impede de ver os fatos como eles são. Mas a população nota seriedade, justiça e a forte vontade para o Bem como armas para tirar o Brasil da lama. Que assim seja.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

FUTURO E RENOVAÇÃO

O sistema econômico-financeiro apresenta um elemento intermediário complicador das atividades. Para importar, seja dos EUA ou de outros países, é preciso primeiro comprar dólares, ou euros, um pouco mais caro, mas tudo não passa de papel impresso. Se o preço do dólar varia, tudo acompanha, seja o valor das importações ou das exportações. No Brasil, a Petrobras para tirar o atraso aperta no preço dos combustíveis devido ao preço e à variação cambial. Parece que temos vivido um forte artificialismo econômico que algum dia terá de ser sanado com algo mais natural.

Países como o Brasil enfrentam as jogadas da gangorra cambial. Quando a gangorra do real desce, com a desvalorização, é oportunidade para a entrada de dólares. Quando o real valoriza lá em cima é a hora da saída gorda de dólares. Vamos ver que jogo é esse. Enquanto os maiorais EUA e China buscam algum tipo de ajuste aceito por ambos, ocorre o pressentimento de alívio temporário para a guerra comercial. Resta saber que dificuldades vão sobrar para a turma de baixo, fragilizada e desorganizada como o Brasil.

Está chegando a hora do ajuste monetário com possibilidade de piora para o Brasil e outros países. Mas essa piora reduz o consumo o que poderá acabar afetando até o volume das exportações da China. É o mundo da fantasia criado pelo homem quando esse descobriu que podia criar dinheiro do nada e foi montando castelos de areia sem a base firme natural. Agora temos: muitas dívidas, muita ociosidade produtiva, pouco trabalho, e, muita necessidade de consumo não atendida.

O prolongado regime de trabalho escravo trouxe graves consequências para o Brasil. Faltou preparo para a vida da população liberada das fazendas. Não basta o pão para o corpo, é preciso também o pão para a alma para formar uma nação forte, com população apta a buscar o atendimento das necessidades para uma existência condignamente humana. O país ficou dividido devido a falta de esforço para a integração e hoje as dificuldades se tornaram ainda maiores com o crescimento da população com falta de adequada alfabetização, bom preparo, propósitos elevados, perspectivas de progresso pessoal. A data de 13 de maio de 1888 poderia ter se tornado a grande oportunidade do governo e elites de transformar o Brasil numa verdadeira nação ao não planejar a integração da mão de obra liberada das fazendas e não dando escola alfabetizadora aos descendentes, mas esse momento crítico foi estupidamente perdido.

O problema do Brasil foi ter deixado as raposas tomando conta do galinheiro. A galinha punha cobiçados ovos de ouro e a nação se acomodou em berço esplêndido. É preciso despertar desse pesadelo através de bom preparo para a vida, gerando oportunidades e esperança de que com trabalho sério haverá melhora geral. Mas antes é necessário tirar as raposas do galinheiro – as nacionais e as internacionais. De tanto ver triunfar a corrupção e as nulidades no poder, o populismo tem atraído atenção de muitas pessoas desanimadas com a gestão displicente que, ao contrário, deveria ter promovido o progresso efetivo.

Miséria e falta de bom preparo para a vida estão traumatizando o Brasil com atos de descontentamento e violência. Desemprego e queda na renda estão travando a economia. O mundo está perdendo a sua ingenuidade e enfrenta uma situação muito difícil, mas a classe política só pensa em vencer eleições. O novo filme de Bruce Willis mostra bem os efeitos do desemprego e marginalidade. Ele interpreta um médico cuja família foi atacada por ladrões, com cenários em Chicago que mais parece com as cidades violentas do Brasil.

O futuro da humanidade não é animador. Em geral, poucos seres humanos assumem responsabilidade com o futuro. De longa data falta verdade e, habilmente, as reais intenções têm sido acobertadas. Mas estamos no século em que tudo se acelera e nada fica oculto. É preciso enfrentar a realidade, mas também incentivar a sincera vontade de renovar tudo que esteja em desacordo com as leis naturais da Criação, pois o que estiver em oposição a elas perderá a base de sustentação, devendo ruir naturalmente.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O FUTURO E A FORÇA DA VERDADE

Por que o homem nasce na Terra e dura pouco? Seria tolice supor que o nascimento do ser humano é um acontecimento ao acaso após toda evolução do planeta e das espécies, para surgir o homem com capacidade de raciocinar e tomar decisões, mas que acabou esquecendo que está atrelado às consequências de seus atos.

Muitos países, com exportações em nível inferior aos seus compromissos em dólar, acabaram se tornando dependentes de financiar seus déficits nas contas externas. Um novo choque nos juros americanos certamente trará consequências nas cotações do dólar que afetarão as contas e os bolsos da população. Isso também vai afetar o volume de importações o que poderá causar algum embaço às exportações chinesas.

O que realmente tem acontecido por aqui? A economia vem se arrastando há décadas enquanto 64 mil ocupantes de cargos eletivos não estão cuidando do que deveriam, resultando no atraso na educação, no saneamento básico e na saúde dopovo, no maior endividamento do país em mais de 80% do PIB,na indústria capengando e nasestatais esbulhadas. Esse repertório seria suficiente para provocar uma guinada de seriedade na gestão pública. A população despreparada está insensível. Urge resgatá-la para uma vida digna.

Nos anos 1980/90 quando o Brasil tinha elevada dívida externa, a prioridade para o país era pagar a dívida à custa de seu presente e futuro. O dólar tinha elevado valor e grande parte produzida era exportada. O governo comprava os dólares dos exportadores e pagava dívida, mas para isso tinha que emitir e inflacionar. Para debelar a inflação foi adotada a dolarização, e o Real valeu um por um e até menos até quando deu. Com isso, especuladores ganharam muito na virada. Já o país ganhou atraso. O grande desafio é saber como recuperar a indústria e a expertise da mão de obra num mundo globalizado e de portas abertas.

Pelo mundo, vão surgindo tiranos em profusão nos Estados, nas organizações, nas religiões e nas famílias, dando vazão ao seu desejo de ter poder sem limites, sem qualquer contestação, inibindo os anseios para construir um mundo melhor, o que só seria exequível com liberdade e responsabilidade. Mas como eles estão presos à baixa cobiça, à vaidade e ambição, ao domínio pela força, acabam inibindo o livre olhar para o Alto e o anseio pelo aprimoramento da humanidade.

O Estado nacional democrático tende a perder espaço, mas não há ideia de como será o arranjo entre o poder financeiro ocidental e o poder produtivo da Ásia, nem como será o mundo do trabalho e do provimento de subsistência condignamente humana. Enfim, como será o futuro da humanidade com as transformações derivadas da Quarta Revolução Industrial em sua incessante busca de ganhos por meio da introdução de ampla automação.

Muitos fatores foram atropelados pelo descuido dos homens com o futuro, que com seu imediatismo têm dirigido o mundo para a decadência. A espécie humana não deveria ter decaído tanto, a ponto de hoje as novas gerações não enxergarem horizontes de esperança de progresso. O desastre começa nas prefeituras e se alastra pelos Estados até Brasília. Décadas de descuido favorecendo as absurdas taxas de juros praticadas.

Para onde foi o dinheiro? Se o governo pagou salários e aposentadorias, esse pessoal consome. Masonde está o consumo? Se o pessoal não consome, mas poupa, onde está a poupança? Obras? Mania de fazer coisa grande; pois é lá que está a chance de sobrefaturar e engordar o caixa dois. Um preocupante alarme vem dos institutos de previdência dos municípios, muitos deles com parte do pecúlio estagnado em títulos podres.

O mundo está cheio de perturbadores da paz, que nada fazem para merecê-la. Seja nas atrocidades da Segunda Guerra e tantas outras que perduram até nossos dias, o inferno é o lugar onde poderão derramar sangue a vontade. Paz na Terra e alegria de viver aos homens de boa vontade. Os homens colhem o que semeiam. Descoberto em 1500,o Brasil acabou se tornando um país que ficou muito distante de onde deveria estar com beleza, paz, progresso e felicidade. Força, minha gente! Muito tempo foi desperdiçado com ninharias. Só a força da Luz da Verdade pode insuflar a verdadeira vida.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

GOVERNOS DE VISÃO RESTRITA

Quando se fala em pôr limites aos arranjos dos mercados, a percepção correta deveria ser de que os homens que comandam os mercados se tornaram restritos materialistas, voltados apenas para os aspectos econômicos e financeiros, pondo de lado a amplitude da extensão humana. O homem que visa possuir muito dinheiro em suas mãos, geralmente só acredita no poder do dinheiro e por isso sempre quer mais, aproveitando-se da situação para impor a sua vontade sobre os demais. Ele “compra” especialistas para que desenvolvam teorias adequadas aos seus objetivos, divulgando-as nas mídias como se fossem verdades inquestionáveis, fazendo tudo convergir para o econômico.

No Brasil, enfrentamos décadas de desmazelo na gestão dos governos federal, estadual e municipal. Teorias e truques aplicados para debelar a inflação, sem o combate das suas causas, criaram uma caótica situação de desajuste nas contas públicas levando a dívida para o equivalente a mais de um trilhão de dólares, contraída por displicência e abusos. A economia ainda está no sufoco dada a desindustrialização, queda nas receitas e perda de empregos, iniciada com a valorização do Real e agressividade da concorrência externa, agravada com as decisões imediatistas dos governos Lula e Dilma, que tudo faziam para se perpetuarem no poder com vistas à implantação de governo totalitário.

Pelo fato de não ter de se preocupar com os traumas eleitorais, a China tem uma grande vantagem nas contendas, o que a faz invejada nos círculos do poder que sonham com a possibilidade de substituir a classe política por funcionários e especialistas contratados. Os EUA, por sua vez, enfrentam elevado déficit duplo, nas exportações e nas contas internas, nas quais já se fazem previsões do montante de um trilhão de dólares para o ano de 2020. É a voragem do descontrole financeiro no mundo. As despesas com juros tendem a superar a casa de 3% do PIB.

Enfim, há uma grande embrulhada nas relações econômicas que irá demandar pesados pacotes de ajustes, acarretando consequências para o mundo todo. Problemas sempre existiram, mas agora temos uma aglomeração de consequências de ações do passado pautadas pela lógica de poder e domínio. No entanto, o que se vê é que esperam corrigir as incoerências aplicando o mesmo método. A sociedade acabou caindo nas mãos dos míopes que perderam a visão da finalidade essencial da vida, enxergando apenas seus interesses imediatistas de acúmulo de dinheiro e poder.

Tudo está sendo conduzido para manter a humanidade apática, sem se esforçar para melhor compreensão do significado da vida. Com a aceleração geral dos acontecimentos e agravamento da miséria, as deficiências veem à tona, mesmo assim a humanidade continua lenta na busca da Verdade da vida e da Criação. O elevado espiritual deveria estar acima do material, mas a humanidade teria de conhecer, antes de mais nada, as leis que residem na Criação para viver de acordo com elas e construir de forma benéfica.

O Estado não deve ficar sob a tutela de uma religião, pois em geral elas estão distantes do reconhecimento das leis da Criação, optando por desenvolver uma legislação própria. Da mesma forma o Estado não deve ser empresário nem se imiscuir na atividade econômica que deve ser de natureza privada; porém as empresas, valendo-se de seu potencial financeiro, também não poderiam impor seus interesses ao Estado e à população.

Poucos esforços têm sido feitos no sentido de compreender a natureza e a lógica de suas leis, a essência humana e seus alvos. A grande verdade é que os seres humanos têm sido afastados de mil maneiras da finalidade da vida para não analisarem nem refletirem intuitivamente sobre os acontecimentos que os cercam. A esperança de melhores dias se esvai, assinalando o fim da história; não há futuro.

O terreno árido de nossos dias vai sendo preparado para o domínio da frieza tecnocrática e a robotização, em vez de permitir que o pensamento seja conduzido pela percepção intuitiva que capacita o ser humano a não permanecer na condição de máquina de pensar, mas com visão ampla para extirpar as clamorosas inconsistências desta era de vida vazia de sentido, voltando-se para o aprimoramento da espécie humana e para a construção de um mundo que tenha a esperança de futuro melhor.

Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

QUEM SE IMPORTA COM O FUTURO?

O que querem os planejadores da economia 4.0, ou da Quarta Revolução Industrial como também é denominada? Fala-se em globalizar as questões como a do aquecimento e alteração do clima. A chave está no equilíbrio. As ações humanas não podem se contrapor às leis naturais que regulam a física, a química, a biologia, etc. Emprego, ocupação remunerada, educação, sobrevivência condigna, dar ênfase ao aspecto espiritual da vida, seriam as condicionantes para qualquer planejamento global, sem o que, mais e mais, o ser humano tenderá a ser uma peça sem alma e sem conteúdo, mas isso não tem recebido a necessária consideração, permitindo-se a ocorrência de crescentes desequilíbrios sócio-econômicos-ambientais.

O controle monetário e o combate à inflação se sobrepõem a tudo porque há algo errado no sistema que vai provocando distorções. O Brasil surfou na liquidez global que foi entrando pelas portas abertas, mas onde foi parar todo o dinheiro que entrou para aquisições ou especulação? Se esses montantes tivessem permanecido, pelo menos em parte recirculando, teriam evitado a pesada recessão que estamos vivendo, mas essa possibilidade é reduzida dada a estrutura de país exportador de commodities e importador de industrializados. Por isso, as atividades colaterais vão sendo desativadas com o encolhimento da indústria.

O sistema global está destruindo empregos nos países que ficaram para trás. A explicação mais utilizada para o nervosismo que atingiu os mercados globais tem como pano de fundo a expectativa de que as principais economias do mundo comecem a aumentar as taxas de juros, o que deve enxugar a liquidez global, e tornará as economias emergentes menos atraentes para os investidores. Isso tem ocorrido com frequência. Qual é a lógica desse sistema? Por que surge a instabilidade? O sistema tem permitido abusos e operações especulativas sem seriedade que promovem os desequilíbrios geradores de crises.

Qual será o efeito para o Brasil quando o mundo inteiro começar a fugir do risco e saltar para as aplicações de segurança? E para o resto do mundo? Haverá uma paradeira geral com repercussão nas economias da Alemanha, Japão e China? Como eles reagirão?Quais as causas do desequilíbrio nas contas públicas? Em geral, fala-se dos salários e aposentadorias como se isso fosse um acidente esquecendo-se que se trata de um processo cumulativo empurrado com a barriga enquanto havia crédito farto. O que efetivamente está errado no Brasil, quais as causas do nosso atraso, o que temos feito para corrigir as falhas? Como disse o presidente Trump: “Não podemos esperar por outra pessoa, por países distantes ou burocratas distantes, não podemos fazê-lo. Devemos resolver nossos problemas, construir nossa prosperidade, garantir nosso futuro, ou seremos vulneráveis. Ainda somos patriotas?”.

Por mais de um século os Estados Unidos tiveram trânsito livre no Brasil, nos negócios e nos recursos naturais. Poderiam ter contribuído mais para o fortalecimento da nação e do preparo das novas gerações do país. Com sua atitude possibilitaram o avanço da China na esfera econômica, e quiçá na política. Enquanto a China não descuida da boa formação de suas lideranças e do bom aproveitamento das oportunidades econômicas, o Brasil afundou na corrupção, dívidas e despreparo da população. Quem se habilita em contribuir para arrancar o Brasil de sua miséria moral e material?

Quem se importa com o futuro do Brasil que ainda não saiu da condição de país inexpressivo sem propósitos próprios de melhora geral? Isso se deve em grande parte à falta de preparo da população e da classe política que pouco se importou com o futuro do país. Muitas transformações estão ocorrendo no mundo afetando profundamente a vida. Os nervos estão tensos. A inquietação e a ansiedade adentram na mente via cérebro, enquanto a intuição permanece frágil para atuar e auxiliar. Sem teimosia, de forma flexível, o ser humano tem de buscar com simplicidade e naturalidade o equilíbrio-físico-emocional-espiritual para ser feliz.

Os desequilíbriossempre surgem quando se desconhece o funcionamento do todo, o funcionamento das leis naturais que regem a Criação. O homem realizou várias descobertas, mas parou de olhar para o conjunto ao se deixar seduzir pelo ganho imediato. Para tudo existe a solução correta, mas deveria ter pesquisado seriamente com sinceridade, tendo sempre como meta a melhora geral e o beneficiamento do planeta com equilíbrio entre os povos.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

QUAL SERÁ O FUTURO DO PLANETA?

Terra, planeta maravilhoso que enseja ao ser humano a possibilidade de evoluir em concordância com as leis naturais da Criação. Desprezando essas leis, ocupando 10 milhões de quilômetros cúbicos, conseguimos causar danos ao todo de um trilhão de quilômetros cúbicos, mas agora enfrentamos desastrosas consequências.

É preciso dar prioridade ao que é prioritário. Os políticos e gestores, eleitos ou designados, têm agido de forma egoística pensando apenas em si, esquecendo que foram colocados em seus postos para pensar nos problemas e dar soluções para a melhora geral. A escassez de água já ameaça; é preciso investigar a causa da redução no volume de chuvas o que exige sabedoria e bom senso que desapareceram com a arrogância e sede de poder e ganhos. No interior havia muitas nascentes; hoje, a menos de cem metros o córrego já está poluído por esgoto.

O Estadão publicou artigo do jornalista Fernando Reinach sobre as alterações que estamos provocando no planeta: “O desenvolvimento tecnológico, o uso dos estoques de riquezas naturais e o aumento brutal do número de humanos estão modificando rapidamente esse 10 milhões de quilômetros cúbicos. E essa alteração está se espalhando pelo restante do planeta. Lá embaixo os aquíferos estão sendo poluídos e lá em cima a camada de ozônio foi reduzida. Esse minúsculo e único volume de toda a galáxia em que vivemos está se modificando. Se as condições desses 10 milhões de quilômetros cúbicos mudarem significativamente, nós desapareceremos, e nada vai mudar no universo. Afinal, são só 10 milhões de quilômetros cúbicos.”

O ser humano é o espírito que dispõe do intelecto para auxiliar na vida material, no entanto o intelecto tem se sobreposto ao espírito levando ao enrijecimento do pensar e sentir que tende a reduzir a condição humana ao estado de máquina sem conteúdo, afastada da Luz, cujo comportamento vai sendo catalogado e acumulado pelos supercomputadores para criar rígidas normas de conduta da massa sem individualidade, para serem seguidas conscientemente ou mais provavelmente não.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que o sistema de segurança do Brasil “está falido” e que a criminalidade se transnacionalizou. Pode-se dizer que não se trata só do sistema da segurança. Muitas coisas não estão funcionando bem, como se pode observar na falta do bom preparo das novas gerações às quais são dadas múltiplas oportunidades de receber mensagens negativas e imagens de modelos inadequados de atitudes e comportamento. Soma-se a isso a falta de propósitos e de coesão na esperança de melhora. Atribui-se o caos ao déficit financeiro, que se agravou com a adoção de medidas inadequadas no combate da crise econômica global, as quais retardaram a recuperação. Além disso, enfrentamos a corrupção infiltrada na gestão pública que aumenta a ineficiência do Estado.

Diante da paradeira econômica mundial sempre ressurge como explicação o tema da estagnação secular que soa um tanto dogmática, pois não explica a causa da não recuperação da economia que pode estar associada à existência de excesso de poupança e liquidez, e de poucas opções de investimentos, mormente no ocidente que perdeu a competitividade nos custos de produção e reduziu a capacidade de gerar empregos e consumo, até mesmo de bens essenciais.

A situação poderá piorar muito se houver novo choque de elevação dos juros externos. Então, o que está meio estagnado tenderá a decair mais, gerando uma nova crise global. Mas só manter os juros baixos e continuar financiando contas públicas não restabelecerá o equilíbrio econômico entre os países ricos e os demais.

O Estado democrático assumiu posição destacada, mas tendeu para populismo e institucionalização da corrupção. Com o advento do capitalismo de Estado, com poder e controle centralizados na política, criaram-se duas visões diferentes de lidar com a economia e com a liberdade. Os avanços tecnológicos da quarta revolução industrial estão ensejando tentativas para reinventar o Estado, mas a grande transformação para o bem exige a reinvenção do homem, devendo o ser humano cumprir efetivamente a sua tarefa de construir, beneficiar e evoluir. Mas para isso tem de reconhecer e respeitar as leis naturais da Criação que expressam a Vontade do Criador.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O QUE SERÁ 2019?

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

A desordem econômica é mundial. Bolsas valorizam, consumo cai. O Brasil exporta minério de ferro e importa aço. Como vão ficar os países que perderam o rumo no desenvolvimento pleno pela falta de estadistas sábios? A indústria no Brasil não logrou alcançar economia de escala essencial para o aumento da produtividade e redução de custo; afora isso, após os anos 1980 não resistiu à concorrência com os importados e já dá sinais de esgotamento.

Os responsáveis pela gestão econômica e monetária não quiseram aprender a lição sofrida da crise da dívida e continuaram gerindo o país como piratas. Com a entrada da oposição em 2002 no comando do governo, as engrenagens emperraram cada vez mais. Atualmente a dívida continua aumentando, a gasolina também e a nota do país foi rebaixada. O que será de 2019?

A regra de ouro das contas públicas estabelece que a União não pode se endividar para pagar gastos correntes, mas apenas fazer despesas com investimento e refinanciamento da dívida. É preciso entender que a atual situação caótica do país foi causada pela indolência de todos que se deixaram engodar pelos palradores e se acomodaram às benesses. Pintaram e bordaram enquanto puderam com carnaval, televisão, futebol e ganhos. Quem ainda se lembra quanto custaram os estádios da copa? Só com bom preparo para a vida e anseio de construir um Brasil melhor poderá haver algum progresso.

Uma tarefa prioritária de nosso existir é a busca por esclarecimentos sobre a finalidade da existência, e se isso não for feito desde cedo, a fase da velhice deve ser aproveitada para esse propósito com toda a energia. Uma explicação da Vontade Divina é a interpretação do funcionamento da sua Criação e suas leis, sem isso falta a base para o real saber.

Os sistemas criados pelos homens deveriam atender as necessidades humanas com liberdade e seriedade, gerando ganhos. Mas acabaram se voltando para gerar lucros e poder, deixando as necessidades humanas a cargo dos incompetentes Estados e seus perdulários estadistas, e assim as crises se tornaram inevitáveis. Neste país abandonado, de escassez de homens de bem, a maior parte da classe política só quer levar vantagens. Estamos no ponto de viragem enfrentando as consequências de todos os erros.

Os franceses também reclamam da falta de empregos. A economia global ficou desequilibrada. De um lado consolidou-se o “financeirismo” e de outro surgiu um processo que foi concentrando a indústria na Ásia. Quem precisa de dólares tem de pagar juros, que elevados, valorizam o câmbio. Pode-se perceber nisso a interferência do princípio do moderno mercantilismo que visa o acúmulo de dinheiro forte. Como restabelecer a simetria, pergunta o presidente da França Emmanuel Macron. Qual a tendência futura? Sem um consenso geral, os esforços para fortalecer o nacionalismo econômico tenderão ao acirramento das relações comerciais. O sistema atual tem provocado desemprego e queda no PIB e na arrecadação, desorganizando ainda mais a precária situação, acarretando aumento da dívida para que os Estados possam atender seus encargos.

No século passado, ainda havia um grupo de especialistas que examinavam os problemas do mundo e propunham soluções visando melhor futuro. Com a expansão do apagão mental e declínio da cultura, coube aos políticos tomar decisões ao sabor do imediatismo e dos interesses dominantes, criando-se um aglomerado de ações inadequadas ao progresso real.

Clóvis Rossi, jornalista e colunista do jornal Folha de São Paulo, classificou Oprah Winfrey e Luciano Huck como os novos profetas da autoajuda que se insinuam como prováveis campeões de votos. Vale lembrar o texto da Bíblia que diz: “naqueles tempos surgirão muitos profetas. Cuidado com os falsos profetas, bons de conversa. Vocês os reconhecerão por seus frutos.”

O mundo adentra na grande crise da transformação que se apresenta sob múltiplas faces, mas na verdade se trata da grande crise da humanidade que, em sua extensão, mostra o grande atraso gerando um mundo hostil onde deveria existir apenas paz, progresso e alegria. O ano de 2019 dará continuidade à ebulição em andamento, influenciada pelas decisões do presente ano. Se forem movidas pela cobiça de poder, o que poderemos esperar senão o agravamento geral? Esperemos que haja um mínimo de sabedoria e desprendimento.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

ECONOMIA E ECOLOGIA TÊM DE ANDAR JUNTAS

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Como tirar proveito dos resultados da globalização sem comprometer o que já havia sido conquistado em termos de qualidade de vida? O mundo se defronta com temas preocupantes como a redução dos empregos, a ascensão de líderes populistas e nacionalistas, o progressivo avanço das alterações do clima e a disseminação de ódio entre os seres humanos.

O capitalismo e a economia de mercado criaram oportunidades possibilitando a saída de bilhões de pessoas da pobreza. No entanto, após a crise de 2008, a globalização passou a ser execrada, pois afetou a vida de muitas pessoas, tanto nos países desenvolvidos como nos emergentes que se defrontam com a concorrência internacional, reduzindo a esperança quanto à conquista de futuro melhor para os descendentes.

Nos séculos passados, a elite pensante estava atenta à trajetória da humanidade. Com o passar do tempo o foco foi mudando e hoje o planeta se apresenta com tumores e cicatrizes, e de novo os cientistas buscam fazer alertas sobre as ameaças que pairam sobre a nossa espécie.Também o economista Angus Deaton demonstrou sua preocupação nesse sentido no livro A grande saída.

O sistema asiático de gestão do Estado, com centralização do poder, conta com mão de obra farta e de baixo custo, possibilitando competitiva oferta massiva de bens. Enquanto os EUA guerreavam no Iraque, os asiáticos iam consolidando sua posição. Hoje, o presidente Trump encena mudanças, mas para reverter a situação teria de haver um esforço de equilíbrio global entre os países para estabelecer um ganha-ganha na produção, comércio, empregos e consumo, sem esquecer o bom preparo da população.

Em países como o Brasil, apesar de tudo que se exporta em commodities, ainda há déficit nas contas. Os homens e as nações se digladiam pelo poder e riqueza eissonão é de agora. A fase inicial do liberalismo caracterizava-se por sangrenta competição que considerava a economia como a grande selva que esparramou miséria pelo planeta. Tudo foi sendo conduzido de forma a camuflar a cobiça por riqueza e poder, mas na falta de uma visão responsável sobre o futuro surgiram consequências inconvenientes, abrindo-se espaço para os revoltados, fanáticos e para os populistas que cativam a massa indolente com disseminação de ódio e promessas irrealizáveis.

A elite governante não se ocupou com a ampliação da miséria e com a melhora das condições gerais. O poder estatal mostra a sua incapacidade e incoerência. A boa administração das nações depende de equipes coordenadas que visem à continuada melhora das condições de vida, em paz e com liberdade, agindo com seriedade e apoiadas por uma população bem preparada e imbuída dos mesmos propósitos.

O progresso depende do bom preparo das novas gerações para a vida de forma a possibilitar oaproveitamento de todos os talentos; sem isso, a estagnação será fatalmente alcançada. O grande laboratório para aprendizado está no contato com a natureza, sua beleza e sua lógica. Um vídeo pode mostrar as belezas, mas é necessário ver as coisas de perto, por a mão na massa, ver fazer, fazer de fato, tudo contribuindo para a boa assimilação, descortino, iniciativa, decisão. Com os novos processos tecnológicos, corre-se o risco de osindivíduos passarem a agir como máquinas, sem intuição própria, sem concentração, apenas executando comandos.

Economia e ecologia deveriam andar juntas, mas a “financeirização” de tudo, que dá prioridade ao ganho financeiro especulativo, foi o grande divisor, retirando o olhar responsável pelo futuro. Cada pessoa que nasce tem o impulso para evoluir voltado para o bem e ao reconhecimento do significado da vida e das leis da natureza para trazer sua contribuição beneficiadora. No entanto, o impulso pode ser desviado para o mal, impondo decadência e destruição. O homem tem de se tornar ser humano de fato.

A Criação não surgiu por acaso; existem leis da natureza que regem a vida. O estudo sério e objetivo da ciência da natureza em sua beleza, coerência e lógica pode conduzir as novas gerações ao reconhecimento da finalidade da vida e ao autoaprimoramento para se tornarem beneficiadoras do mundo. Mas é necessário que cada indivíduo esteja atento e desperto para a consciente tomada de decisão.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

COMO RECONSTRUIR O BRASIL

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

A desconstrução do Brasil começou com o descuido no preparo das novas gerações e na aceitação da corrupção endêmica. E como regredimos! As famílias constituídas por imigrantes europeus tinham mais consistência do que as brasileiras da atualidade que desaprenderam a letra do Hino Nacional e as cores da bandeira. A partir dos anos 1970 experimentamos um declínio continuado que exigirá muitas décadas para a recuperação, desde que haja vontade forte de construir um país decente e humano.

A economia é formada por um conjunto de fatores. Há quase 40 anos o Brasil entrou na espiral reversa que gira para baixo pagando dívidas, cedendo espaço aos corruptos, e essa prática vem se mantendo até hoje. Decaímos na educação, na atuação do governo, no relaxamento das contas internas e externas. Enquanto nossa produção industrial estagnava e encolhia, a dos outros países ganhava com a economia de escala e se aproveitava da política adotada no Brasil de combate à inflação com valorização cambial e juros elevados. Não precisava mais pesquisa e desenvolvimento, pois importar era a solução. Um golpe mortal.

Sem seriedade, as instituições foram abusadas denegrindo a democracia para atender a interesses pessoais em vez de cumprir o seu papel junto à sociedade. Estamos no limite. Segundo analistas a corrupção é endêmica, no entanto chutar o pau da barraca não conduz ao saneamento. A corrupção tem de ser erradicada com a colaboração e integração das forças idôneas da nação. Mas se essas forças idôneas não fizerem prevalecer a justiça e a busca de um país sério e humano, o futuro da pátria será sombrio. Como reconstruir o Brasil?

A universidade tem a missão de formar seres humanos de valor para que contribuam para a melhora geral das condições de vida. Politicagem, ideologias de plantão, carreirismo e busca de sucesso pessoal, tudo tem contribuído para o declínio do padrão. As instituições de ensino teriam de ser neutras e equivaler a centros de saberes para o bem da humanidade que tem de abrir os olhos e procurar o conhecimento do significado da vida.

O homem tem predado a natureza incansavelmente para atender a sua cobiça, sempre querendo mais. De longa data, homens eruditos acalentam o sonho profético do domínio milenar com a administração planetária em suas mãos. Mal sabem que acima de tudo atuam as leis da Criação que agora mostram a sua força para colocar o homem em seu lugar.

As mudanças climáticas estão trazendo furacões, revezamento de calor e frio intensos, e chuvas em excesso ou insuficientes que avançam pelo planeta. Novos desafios se sobrepõem aos já existentes na economia, religiões e conflitos raciais. Desde 2007, onze países estão construindo um muro verde na África, de leste a oeste para atingir oito mil quilômetros de extensão por quinze de largura. Uma proeza ambiental. Quando não havia árvores, o vento escavava e desgastava o solo. Mas está mais protegido agora. As folhas viram compostagem e a sombra aumenta a umidade do ambiente. Assim, há menos necessidade de água. O muro verde retém a desertificação, e as pessoas permanecem na região. No Brasil, o manto verde da Amazônia está sendo dilacerado. A consequência será o inverso.

Neste dramático século 21 que assinala os mais estapafúrdios comportamentos da história da humanidade, observamos inquietude e desorientação de almas que não exercitam mais o seu querer, e vão vagando pela vida atrás de ilusões desperdiçando o precioso tempo para evoluir. O que estamos fazendo para conter o descalabro que se avizinha?

O futuro é sempre consequência dos caminhos trilhados. De forma simples os humanos colhem o que semeiam; os sábios percebem isso e conseguem prever o futuro. O ser humano é dotado de alma que desencadeia os acontecimentos com a sua motivação e vontade. As máquinas não têm alma, mas atraem as consequências da vontade de seus geradores. Num mundo onde as almas foram esquecidas, só se pode esperar pelo enrijecimento voltado para a dominação. O bom futuro depende da exata compreensão do significado da vida e das leis universais que a regem.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7