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OS GOVERNOS E O CAOS MUNDIAL

No século 21, a economia vive a difícil corrida do PIB, mas o aumento não significa obrigatoriamente que haverá melhora nas condições de vida da população. No Brasil provavelmente haveria, pois o PIB estagnou desde quando a indústria foi perdendo fôlego. Vivemos o artificialismo da economia, as condições de vida são precárias e mesmo com alguma melhora na produção de bens e serviços vai demorar para que se notem benefícios efetivos no Brasil.

Os governos deveriam promover a melhora da qualidade de vida, mas ingressaram na corda bamba financeira e nada conseguem realizar apesar dos recursos naturais disponíveis, pois a civilização do dinheiro só leva em conta a existência de dinheiro – no caso, o dinheiro mundial e sua instável cotação -, pois as moedas nacionais não são pouco respeitadas, como na Argentina e Brasil. Tudo fica travado e nada se consegue realizar apesar da existência de recursos materiais e muita mão de obra ociosa.

O país se mantinha desorientado, Castro e Guevara faziam a cabeça dos jovens que se aborreciam com a miséria do Brasil em confronto com o modo de vida das famílias americanas mostrado nos cinemas. Após 1964, a economia continuou sendo regrada por oportunistas que só pensavam no futuro próprio.

Governantes irresponsáveis, sem o menor tino econômico-financeiro, movidos pelo desejo de se perpetuar no poder, assediados pelos banqueiros que tinham muito dinheiro para aplicar, e deu nisso. Não é só a Argentina que enfrenta dificuldades, também o Brasil e tantos outros enredados nas malhas das dívidas contraídas irresponsavelmente e que agora forçam o corte na carne para salvar o capital acrescido dos juros abusivos.

A partir dos anos 1980, o Brasil se tornou grande pagador de juros, o que prosseguiu na nova república, no Plano Real e nos tempos do PT agravado com corrupção e dívida grandes. Com o país endividado, desindustrialização e ameaça de recessão global o que o país pode fazer?

As novas gerações precisam de estímulos e propósitos enobrecedores, mormente partindo de instituições que representam o país. Chega de achincalhe do país, da bandeira, do hino nacional, dos jovens. No Brasil, temos o grave problema secular da falta de empenho geral na consolidação de um país livre, na ausência de uma população bem preparada para a vida, que gosta de se divertir.

Com a falta de seriedade e autoestima, as pessoas são incentivadas a deixar rolar para ver como fica. Não há metas nem planos perseverantes, tudo declina continuadamente. Temos permitido abusos, estagnação e declínio – o voo de galinha deste país repleto de potencialidades. As pessoas que vivem no Brasil deveriam ser incentivadas a pensar com otimismo no bem geral, em querer um país melhor.

O Brasil está combalido após décadas de juros elevados e gestão irresponsável. Fala-se que em 2020 a taxa de juros terá aumento. Terminou a eleição, ficaram definidos os cargos, hora de estabilizar o país. Se o Brasil desandar agora, tudo se complicará mais ainda nesta fase em que os poderes mundiais buscam definir quem manda no mundo. No meio dessa disputa também estão os cobiçados recursos naturais brasileiros.

A globalização e a concentração da produção de manufaturas já causaram forte impacto nos empregos. Yuval Harari, professor israelense de História, prevê que a Inteligência Artificial virá para impactar ainda mais. Ademais, a “financeirização” da economia, a falta de competência dos estadistas, a corrupção e o despreparo de grande parte da população emperraram as engrenagens das economias internas, passando tudo a girar em função do mercado externo onde circula a moeda global. Quem só dispõe de commodities enfrentará mais problemas.

O Brasil vive um pesadelo. Há 63 milhões de pessoas penduradas no Serviço de Proteção ao Crédito, além de 13 milhões sem emprego. Produção estagnada. Consequência de décadas de gestão interesseira e sem patriotismo e a população sendo insuflada de forma conflituosa. Se a humanidade tivesse se mantido firme no propósito de assegurar o direito de evolução de todos os povos de forma equilibrada, a história mostraria justiça e não haveria esse cenário caótico de imigrações e refugiados pelo mundo. Falta união por um Brasil melhor. Hora de enfrentar as causas reais da decadência e unir o país na superação do caos.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

DO OURO AO PAPEL

Originalmente, havia a mercadoria que todos queriam e que era utilizada como a base das trocas, até chegar no uso do ouro e outros metais. Depois veio o papel, que representava o metal. Por fim, o papel desvinculado do metal. O aspecto fundamental é o controle e emissão do papel. O dólar se tornou a moeda mundial dominante, dando origem ao dinheiro que faz dinheiro, e nisso se foi fundamentando a economia real que em dado momento ficou subordinada às finanças. O câmbio se tornou a grande incerteza que trava tudo, pois flutua sem parâmetros, difícil de explicar e entender.

Com a ausência de planejamento em suas contas, os países se tornaram dependentes de dólares, a classe política sempre que pode vai negociando algum para si e fecha os olhos, permitindo que o país caia nas malhas dos financiamentos dos quais o governo acaba ficando refém. São dívidas enormes, com comissões e juros pesados que, na maioria das vezes, não trazem melhorias para a população, embora esta sempre sofra as consequências.

Vemos tanta miséria pelas cidades e percebemos que há algo errado na trajetória do ser humano. O que será? O carma? A desigualdade na apropriação dos recursos naturais? O querer egoístico? É tudo isso, cada fator em decorrência do outro; é a grande semeadura esquecida que apresenta os frutos.

O mundo vive um momento de inquietação e incerteza. Há muito falatório e informações desencontradas. A globalização complicou mais ainda, pois cada povo tem de conduzir o seu destino com as peculiaridades que lhe são próprias para formar raízes. A China está olhando para si e agindo; cobriu os custos internos com sua moeda, exportou em dólares e fez sua reserva. Os outros estão olhando para a China e esperando o quê para dar uma ajustada na economia?

Permanentemente os sanguessugas vão mamando à vontade, as grandes corporações também. Quem não mama nas vantagens e incentivos vai embora. No período Dilma o papagaio da dívida subiu próximo a 5 trilhões de reais. Na luta pelo poder, o país sofre e permanece no declínio. O que vai ser do Brasil? Os gurus econômicos e políticos, nacionais e internacionais, poderiam ajudar mais.

Estamos sendo enrolados desde os anos 1980. O jornalista Luis Nassif fez o diagnóstico: o plano real foi bom, mas o seu alongamento acabou com a energia taurina da indústria. Agora, com a situação econômica agravada pela incompetência, corrupção e endividamento, o atraso ficou enorme, sem que os reais problemas existentes sejam tratados com firmeza. O déficit da previdência precisa ser resolvido, mas e quanto ao resto: produção, empregos, equilíbrio nas contas internas e externas? Nos últimos 25 anos era para tudo isso ter sido equacionado, faltaram estadistas patriotas e bom preparo das novas gerações.

Na educação falimos, não se sabe o que querem os jovens do Brasil. A questão dos jovens é de suma gravidade, pois não aprenderam desde cedo a lei do equilíbrio e pensam que podem tudo, sem esforço nem responsabilidade. A energia da adolescência é dirigida para a licenciosidade sem ter reconhecido a grande responsabilidade do ato de geração. Habilidosos teóricos insuflam o ódio sem querer reconhecer a lei espiritual da reciprocidade. Os teóricos vêm de longa data. Marx começou e vieram outros que foram interpretando a vida ao seu bel-prazer esquecendo que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.

O presente resulta de décadas de irresponsabilidade da classe política em conluio com os aproveitadores oportunistas e da indolência dos seres humanos. Por que muitas nações não conseguem alcançar progresso e qualidade de vida similar às nações desenvolvidas? O jornalista científico norte-americano Daniel Goleman diz que, de maneira geral, os pais não conseguiram transferir seus valores para os filhos.

A falência da escola é uma questão que requer aprofundamento. Houve um declínio geral a partir dos anos 1970. A burocracia sucumbiu diante de pressões com interesse em moldar o comportamento das novas gerações resultando em apagão mental, indisciplina e revolta instilada por ideologias socialistas que induzem a ideia de que está tudo errado, não dá para aproveitar nada e a solução é destruir. Quanto pior, melhor. Faltam propósitos nobres. É preciso ser forte e confiar nas leis da Criação.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

POR FALAR EM PRECARIZAÇÃO

No mundo de hoje, globalizado, a redistribuição espacial da manufatura e a hiperindustrialização levaram à precarização. A queda dos rendimentos dos trabalhadores nesses continentes, assim, desestimula a demanda. Os ganhos de produtividade e de salários geram demanda e desenvolvimento econômico na Ásia do Leste. Países saltam da pobreza para a renda média. No mundo “rico”, as famílias submetidas à lenta evolução dos rendimentos sustentaram a expansão do consumo com vertiginosa expansão do crédito. A partir da crise de 2008, esse circuito de formação de produção e renda na economia mundial como um todo começou a falhar, dando origem ao período da Grande Recessão.

Parte da oferta da economia dos EUA (e também da Europa) está hoje na Ásia. Surge, então, uma situação curiosa de “demanda mundial fraturada”: as famílias americanas demandam, via crédito, bens produzidos no Leste da Ásia que por lá geram ganhos de escala, de produtividade e salariais. O regime fordista de produção foi transferido para o leste asiático, só que os consumidores estão nos EUA tomando dívidas. O sonho americano da bela casa no subúrbio com belo emprego e belo salário virou o pesadelo da rolagem de dívidas hipotecárias, de cartões de crédito e estudantis, para não mencionar os custos de saúde para as famílias americanas. O pleno emprego voltou nos EUA, mas a estrutura produtiva mundial é outra. Apesar de desemprego na mínima, os dados de mercado de trabalho nos EUA mostram ainda muita gente fora da força de trabalho. Os empregos criados nos últimos anos foram de baixa complexidade, com destaque para varejo e serviços não-sofisticados. E agora os salários americanos parecem subir sem aumentos de produtividade equivalente. As famílias americanas e europeias estão atoladas em dívidas. As empresas estão com montanhas de dinheiro em caixa e não investem como antes. Nesse cenário se movem, com medo e incerteza, os bancos centrais dos países ricos. Após emitir mais de US$ 10 trilhões, continuam sem saber o que fazer.

Leia na íntegra este artigo de Paulo Gala, graduado em Economia pela FEA/USP, Mestre e Doutor em Economia pela Fundação Getúlio Vargas FGV/EESP de São Paulo, onde é professor desde 2002. Foi gestor de fundos multimercado e renda fixa, hoje CEO e Economista da Fator Administração de Recursos/FAR.
http://www.paulogala.com.br/politica-monetaria-para-um-mundo-anormal-moeda-causa-inflacao/

 

BICICLETAS ESPECULATIVAS

A humanidade já vinha há algum tempo perdendo o rumo, dando espaço às tiranias. Após séculos de predomínio da Igreja e seus reis, foi surgindo a ideia do dinheiro que, tomando corpo, deu origem ao Estado Democrático Republicano, garantidor da moeda – essa desconhecida misteriosa que desafia os mais experts economistas e complica a vida dos governantes. Surgiram os Bancos Centrais.

Há um desarranjo global. O dólar se tornou a moeda que movimenta as engrenagens da economia, mas acabou sendo um elemento de conflitos e o grande alvo da humanidade. A busca por acúmulo de dólares permitiu todo tipo de manobras para favorecer uns em prejuízo de outros. A China almeja privilégios semelhantes com sua moeda, mas estamos diante de um balaio de gatos sem saber quem manda mais?

Os políticos foram exorbitando, deixando de cumprir seus deveres junto à população. Os Estados se endividaram. As novas gerações não receberam o preparo adequado. A insatisfação cresceu. Diante da decadência, o que está em risco é a própria humanidade, a individualidade, a clareza no pensar, a fixação de alvos nobres. Como resolver a questão dos fluxos financeiros, rios de dinheiro para lá e para cá em livre trânsito agitando a flutuação cambial?

A difícil paz e progresso humano em regiões dotadas de abundantes recursos naturais e com poucos estadistas voltados para o bem geral da população, prevalecendo interesses econômicos e financeiros em meio a lutas pelo poder e radicalismo religioso. Felizmente o Brasil se constituiu em nação em 1822. Outras regiões colonizadas só alcançaram a autonomia no século 20, mas ainda permanecem como arena de conflitos.

Desde a época de sua independência, o Brasil recebe ataques. A imperatriz Leopoldina foi vítima de vários atentados, mas conseguiu levar avante o projeto de criar uma nação autônoma e do bem que deveria se voltar para a Luz. De lá para cá foram inúmeros os ataques para jogar o Brasil na mão das trevas. Uma nova cartada está em andamento. Urge manter a serenidade e a força de vontade, confiando na Luz Divina para se abrir aos canais do auxílio. Quem reconhece a força do espírito e a utiliza para o bem, torna-se um benfeitor da Criação.

A mudança climática e outras alterações da natureza em andamento são grandes ameaças para a espécie humana. Mas há uma outra grave ameaça pouco reconhecida e estudada que são as mudanças de comportamento das novas gerações que estão perdendo a individualidade e a criatividade. Das inspirações mais elevadas decaímos no sentimentalismo, e agora nem isso; só fantasias embrutecidas geradas por cérebros mecanizados sem calor humano.

A indústria foi severamente golpeada com o dólar barato. A dívida pública subiu tanto chegando ao gargalo através da irresponsabilidade dos gestores e da acumulação de juros compostos elevados. A previdência é uma questão complicada. As mais custosas aposentadorias estão nos altos cargos do setor público. Vamos supor que o grande capital financeiro reinvente as vantagens de se aplicar no Brasil. Se houver uma volumosa entrada de dólares, então qual será o efeito para a economia real?

Vai aumentar a produção de bens e empregos? A população terá melhores condições de vida e de desenvolvimento da qualidade humana? Ou continuarão as bicicletas especulativas de entrada de dólares na desvalorização do real para saírem mais gordos na valorização? Basta ver a questão das balanças comerciais, da deslocação de empresas e empregos. Como ter consenso para restabelecer o equilíbrio geral? Na ausência disso, as pessoas se tornam contrárias à globalização.

O enrijecimento vai crescendo. A vida vai apertando. O tempo vai encurtando. Mas é preciso lutar e ir em frente com coragem e confiança. Se todos agirem com respeito e consideração na família, no trabalho, no trânsito, na vida em geral, as pessoas terão a percepção de que não somos inimigos, que não estamos em luta e que cada um de nós é um peregrino que precisa alcançar a evolução pessoal e espiritual.

O Brasil precisa de produção, emprego, renda consumo, equilíbrio nas contas, tudo para melhorar a arrecadação. Estamos entregando as riquezas da natureza e regredindo, precarizando, nivelando por baixo na educação, no salário, na aposentadoria. Esperemos que o bom querer da população do Brasil impulsione os ventos da renovação.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

TUDO TEM UMA CAUSA

A economia globalizada se encontra em desarranjo, embora ainda haja oportunidades de ganhos. No geral, a tendência é de estreitamento de alternativas diante da concentração da riqueza, produção e da tecnologia, pois tudo se contrapôs às leis da natureza promotoras do progresso real. O ser humano recebeu a maravilhosa Criação para evoluir. Contentamento e alegria deveriam ser o seu agradecimento silencioso, mas em vez disso deixa crescer a insatisfação e o descontentamento com tudo, sem saber que está movimentando as leis da Criação em sentido contrário, prejudicando a si mesmo e lançando inquietação à sua volta.

Palmas para quem defende o Brasil e a individualidade de seu povo, pois se tantos existem na face da Terra era para que a diversidade promovesse evolução e progresso. O racionalismo construtivista usa o raciocínio subordinado ao mundo material, ao tempo e espaço, para nivelar os povos por baixo, em oposição à lógica evolucionista que se revela nas leis da natureza. O grande perigo é que já existem movimentos no sentido de que sejamos todos transformados em robôs, em vez de seres humanos de qualidade, e para isso temos de compreender a vida e seu amplo significado. O uso de tablets e os novos telefones móveis não estariam criando barreiras cognitivas no cérebro das crianças?

Toda confusão reinante decorre do afastamento do fato essencial: o ser humano é espírito que optou pela atividade positiva ou negativa como tudo o mais em conformidade com as leis naturais da Criação. A mulher, por sua delicadeza, tem uma ligação mais estreita com a Luz Celestial, mas para não perder essa ligação, tem de permanecer firme nisso como esclarece o escritor alemão Abdruschin em sua obra Na Luz da Verdade. Tudo na vida tem uma causa; a triste balburdia na confusão entre os sexos também tem um sentido, e a causa disso há que ser pesquisada de forma séria e sincera. O livro gera conceitos que se lidos e analisados são absorvidos pela alma dos seres humanos.

Tudo na vida mostra a lógica existente na natureza para que o mundo material pudesse dar ao espírito a oportunidade de desenvolver a autoconsciência. A evolução das espécies, teoria desenvolvida por Darwin, apresenta todo o tecer das transformações e mutações em bilhões de anos, mas faltou o elo principal. O ser humano tem corpo animal, mas a sua essência é espírito, que precisa evoluir para se tornar ser humano e retornar à sua origem, o filho pródigo que a casa torna. Mas estas palavras de Jesus, de sentido estritamente espiritual, foram incompreendidas e transferidas para o mundo terreno gerando a confusão milenar que só o Filho do Homem pode desfazer e orientar.

Nos ciclos da natureza nada se perde, tudo se transforma. O corpo físico é o meio. O homem intui, sente, pensa, que não são consideradas coisas físicas, mas por certo se constituem de matéria diferente, pois somos influenciados por bons ou maus pensamentos invisíveis. Esqueça as mágoas, as traições dos falsos amigos, a pressão dos invejosos; jogue tudo no fundo do mar para que perca a consistência e vire pó inofensivo. Liberte-se e renove-se com nova coragem e novo alento animador para ingressar firme e forte no novo ano, em busca de progresso e desenvolvimento.

Uma nova força está impulsionando os fios dos destinos dos seres humanos, esticando-os e trazendo as colheitas, boas ou más, de tudo o que foi semeado, gerando inquietação, mas também confiança e esperança. Há uma crise de credibilidade no ar porque o que as aparências indicam não é o que as pessoas querem e sentem, pois falta a autenticidade. Mas os fios do destino não se deixam enganar e trazem de volta o que foi realmente desejado, e não as aparências.

Diante do descasamento entre a aparência e o querer real, a lei da atração da igual espécie não se deixa manipular. O mal querer como a inveja e cobiça aniquilam as possibilidades de amizade desinteressada. Com a força da boa vontade dirigida para o bem geral, um manto protetor vai sendo tecido em torno das pessoas, amenizando os efeitos negativos. Para que surjam a Paz e o Progresso, as palavras proferidas devem refletir sentimentos intuitivos e pensamentos elevados, perpassados pela bondade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

 

 

TEMAS PARA DAVOS

Os ciclos econômicos são uma criação dos homens que controlam o capital ao promoverem injeção de dinheiro para colher ganhos, acelerando artificialmente a atividade econômica e a valorização dos ativos para decair logo por falta de sustentação. Como tudo na natureza, a economia devia seguir o ritmo natural, mas por cobiça surgiram os mecanismos astutos que forjaram a concentração da riqueza na mão da minoria com mentalidade especulativa.

Mais dinheiro acarreta mais inflação. Se o dinheiro é recolhido, a inflação perde fôlego. A fonte de criação da moeda tem sido os Estados e o crescimento desordenado de suas dívidas. Se elas crescem muito, vem a austeridade que estanca o fluxo monetário, como ocorre no Brasil. A economia saiu da naturalidade, ou caminha como uma locomotiva desembestada, ou segue devagar quase parando, mas deveria seguir um ritmo natural de crescimento constante, acompanhando o aumento da população.

A instabilidade vem de longe. Os reis se afastaram das leis naturais e perderam o trono. Vieram o Estado Republicano, mais apropriado para o capitalismo de livre mercado, e o comunismo, fadado ao fracasso pela supressão da liberdade. O sistema descambou com a concentração da riqueza e as ações corruptas dos homens nos poderes executivo, legislativo e judiciário. A China inovou com o capitalismo de Estado produzindo manufaturas para exportar. A ordem internacional perdeu a sustentação devido às alterações econômicas com a tendência de nova crise de recessão severa cujos efeitos são imprevisíveis.

O mundo está adentrando numa perigosa guerra comercial que resulta da ausência de equilíbrio nas transações entre os povos. Os países se tornaram altamente devedores sem que isso contribuísse para a melhora efetiva das condições gerais de vida. A riqueza financeira, oriunda dos grandes recursos naturais do planeta, ficou concentrada em poucas mãos enquanto a miséria se expandiu. O essencial é que haja equilíbrio nas contas internas e externas, e ensejo ao aprimoramento da espécie humana, temas prioritários para autoridades e empresários debaterem no Fórum Econômico Mundial 2019, em Davos.

No Brasil, o dinheiro ficou mais escasso ainda. Os índices confundem. Os feiticeiros no poder iludiram a população com a mágica de baratear os importados praticando taxas de juros elevadas e deu nessa congestão financeira como foi previsto pelos entendidos. Mesmo assim, foi preciso chegar ao fundo do poço, com muita coisa destruída, para iniciar a guinada.

O grande drama da política é a negociação de cargos, sendo os mais cobiçados aqueles que envolvem mais dinheiro, poder e projeção, e, justamente, para assegurar a reeleição, não para prestar um efetivo trabalho de utilidade pública. Assim, tudo caminhará para o declínio enquanto a dívida pública vai crescendo, para em seguida surgirem as brutais austeridades que jogam as cidades para as traças. Fala-se que há um grupo poderoso que, para acabar com isso, visa a globalização do poder com partido único: o deles.

O regime de partido único tem muita semelhança com a monarquia, uma vez que a pessoa no comando é plenipotenciária para decidir e determinar; a diferença é que o partido estabelece regras que poderão derrubar o líder para colocar outro em seu lugar, enquanto que o rei tem cargo vitalício e ainda pode transferi-lo ao herdeiro do trono.

O ser humano recebeu o planeta pronto, sem que tivesse de acrescentar nada, apenas zelar, conservar e desfrutar. O consenso deve ser: zelar pelas cidades e proteger as florestas. Precisamos de água potável, preservação dos mananciais, preservar e ampliar as áreas verdes nas cidades, cuidar da qualidade do ar, disciplinar o uso do diesel, cuidar do lixo e esgoto transformando-os em energia, eliminando o despejo nos rios. O clima está sendo alterado de fato e pode ser que isso esteja sendo aproveitado para conspirações; mas negar e nada fazer seria como se esconder do problema real.

O açambarcamento dos recursos naturais tem sido usual pelo mundo, concentrando a riqueza e esparramando a miséria. O Capitão Bolsonaro foi eleito para que o Brasil não se tornasse outra Venezuela, mas ele precisará pôr ordem na casa, equilibrar as contas internas e externas, evitar a ação dos corruptos, e fazer o que todo governante deve fazer: promover o aprimoramento da espécie humana e a melhora das condições gerais de vida.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

OS ÚLTIMOS DIAS DE POMPEIA

O céu azul, as árvores verdes, mas a vida segue tão agitada que muitas pessoas sentem como se estivessem próximas aos últimos dias de Pompeia, devorada pelo terremoto e atividade vulcânica. Tal sensação nem sempre chega a ser plenamente consciente, mas nem por isso menos inquietante. São as condições gerais de vida que se vão estreitando pelo mundo a fora.

O ser humano enveredou por tantos artificialismos que acabou saindo da naturalidade, passando a nutrir monstros perigosos através de suas atividades agrilhoadas ao mundo material e seu ídolo, o dinheiro. Agindo de forma unilateral sem deixar espaço para nada mais, os sentimentos de generosidade são desarticulados, fragilizando a própria alma que, naturalmente, mantém o impulso para o enobrecimento se não for silenciada pelos monstros que agora passam a fazer exigências de sacrifícios no altar da ambição e da cobiça por dinheiro.

Dinheiro, basta ter, ninguém precisa ser, porque o dinheiro tudo pode. E quanto mais acumulam, com raras exceções, mais inquietos, descontentes e prepotentes se tornam. Apesar disso, permanecem sem perceber que só com dinheiro não conseguem alcançar a felicidade, então se lançam na busca de mais do mesmo, sempre olhando só para baixo.

A economia vai se ajustando aos interesses. A produção de bens vai sendo transferida para regiões onde a mão de obra é menos custosa, lá se concentrando e obtendo redução pela maior quantidade produzida, e também por automatização dos processos gerando varias consequências. Os preços se reduzem acarretando desindustrialização em outras áreas, desemprego, e desequilíbrio no balanço de pagamentos nos países em que o montante de exportações é insuficiente para os compromissos em dólares, como importações, serviços, remessa de lucros e juros, consolidando a permanente necessidade estrutural de dólares para as contas do país.

A globalização financeira, econômica, comercial e cultural, estruturou a dolarização da economia, produzindo o mundo atual com estadistas corruptos, declínio da educação e da qualidade humana, e precarização geral. Em vez da diversidade, forçou-se a uniformidade. As alterações e mudanças surgiram no centro desenvolvido afetando os países da periferia que não conseguem dólares suficientes, ficando sujeitos às instabilidades cambiais e suas consequências nefastas. Dois países poderiam entrar em acordos econômicos e culturais tendo o equilíbrio como norma, cada país zelando pelos interesses de sua população para não caírem na pilhagem no toma cá, dá lá. Mas isso é pouco praticado.

Com o passar do tempo, surgiram efeitos não desejados. O presidente Trump, com suas decisões atabalhoadas, encarna a mudança das mudanças que visam reverter a eventual perda de poder econômico. Uma questão muito preocupante que pode ser uma tentativa já tarde demais e, por isso, seu impacto é surpreendente e o caos crescente.

Em meio à aspereza, poucos seres humanos se ocupam em fazer indagações sobre o futuro da própria alma que vivifica o corpo, deixando de se esforçar para pressentir o grande futuro que aguarda o ser humano que se dedica à descoberta do significado da vida. Em sua existência, há pouca coisa para ser lembrada como feito realmente importante e benéfico para o aprimoramento geral.

Há muitas teorias confusas, religiosas, políticas, sócio-econômicas e da cultura do prazer, todas de pouco valor que em nada contribuem para a melhora geral. Há muitos costumes nocivos que degradam o homem. Há raros momentos de coesão num sentimento de gratidão. Um belíssimo exemplo disso: muitas pessoas a bordo de um cruzeiro para o Alasca, onde é difícil acontecer dias ensolarados. Num belo dia, o sol aparece no céu azul e todos, viajantes e tripulação, se alegram com a imagem e vão reverenciar e prestar agradecimentos pela fonte de energia que aquece a Terra.

Ao atravessar pelo tempo nas várias fases das vidas, da infância à velhice, o corpo vai cumprindo a sua tarefa, permitindo o aprendizado para que a alma possa ingressar na nova vida do novo mundo fundado na naturalidade e no equilíbrio das leis cósmicas que regem o universo. A ausência disso está conduzindo a humanidade ao descalabro, ao caos mental e intelectual, em vez do continuado aprimoramento da espécie humana e de suas obras como era esperado. Não é a toa que nas mentes estressadas ressurja a imagem dos últimos dias de Pompeia com seu trágico destino.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

A GLOBALIZAÇÃO E OS PAÍSES

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Os homens se apegam ao poder desde longa data. A nobreza tinha os direitos sobre a terra. Com a ascensão do dinheiro e crédito, o capitalismo alcançou o comando. Comunistas e socialistas, ambos intervencionistas, também foram atrás do poder com a bandeira de defender os desprotegidos. A globalização tem seu valor e suas contribuições, mas jamais poderia se sobrepor aos legítimos interesses dos países cujos governantes têm o dever de zelar pela continuada melhora das condições gerais de vida, da qualidade humana e da preservação da sustentabilidade.

Em reunião do Fórum de Cooperação Econômica, realizada no Vietnã, o presidente Donald Trump prometeu que defenderia os interesses econômicos dos americanos em relação à exploração estrangeira e não deixaria mais que “se tirasse vantagem” dos EUA. “Sempre vou colocar os EUA em primeiro lugar, da mesma maneira que espero que todos vocês aqui nesta sala coloquem seus países em primeiro lugar”, ele disse. Em contraste, o líder chinês Xi Jinping foi eloquente ao defender a globalização.

Após a crise de 2008, ocorreu uma severa restrição ao crédito. Não é fácil entender toda a complexidade da finança global. O Bank for International Settlements (BIS) alerta para o risco representado pelo volume dos swaps cambiais pendentes cujo valor ultrapassa a casa dos 58 trilhões de dólares, quase o PIB mundial. Com aumento do risco e queda no rendimento de intermediação, o crédito se restringiu, declinando os investimentos e o consumo. O que poderia acontecer no mundo se os juros americanos fossem elevados para 4%?

Quem está interessado em avaliar os riscos e agir com prudência para evitar o soçobro econômico-financeiro? Cada um acha que o pato será o outro que vai ficar com o mico, ou seja, o papel desvalorizado que ninguém quer. Mas quem arca com o peso do mico é a sociedade que tem de suportar o custo da derrocada para evitar ou retardar a queda no abismo do desastre criado pela especulação desenfreada no mercado financeiro.

Após o fracasso do comunismo, o capitalismo de livre mercado e a tecnologia tiveram grande expansão, enquanto ocorria significativa perda de eficiência pelos Estados e seus gestores. A economia ocidental tem sido veemente na defesa da concorrência como fator de incremento da produtividade, mas nesse meio chegou o Capitalismo de Estado gerido com unidade de comando alterando profundamente a economia e a produção industrial introduzindo novas regras, redução nos custos e aumento da produtividade. Um misto de intervenção do Estado e ação empresarial visando lucro e acúmulo de reservas através da produção para exportação.

O grande desastre no desenvolvimento dos povos tem sido a cobiça pelo poder, ganância especulativa, falta de seriedade e empenho da governança em fortalecer a população que se tornou facilmente presa de interesses alienígenas corruptores, dando origem à desagregação ética e moral de alto a baixo. Uma governança consciente sempre adota políticas adequadas ao desenvolvimento segundo as características do país não se curvando a interesses espúrios. O Brasil colhe o fruto dessa insensatez sem atentar para a raiz do mal que leva à estagnação e atraso de difícil recuperação, pois falta preparo geral. O indispensável é que sejam asseguradas a liberdade individual, responsabilidade e direito à propriedade

O mundo caminha para os limites críticos nos recursos naturais e na vida psíquica. Na fase atual de transformações é fundamental que a educação das novas gerações se debruce sobre a natureza, seu funcionamento, sua coerência e leis inflexíveis para delas tirar o melhor proveito, inclusive para desenvolver o raciocínio lúcido e lógico. Além da grave poluição do ar, há o descaso com a poluição dos mares e rios e a falta de tratamento do esgoto. A natureza é a grande riqueza. Sem água pura e cristalina e sem ar limpo, a vida perde a sustentabilidade. Sem cobertura florestal, os mananciais se desfazem e o solo se erode. Se faltar água potável a vida perderá a sustentação, essa a grande verdade inconveniente para a qual a humanidade fechou os olhos. Os seres humanos têm de se preparar e se movimentar para formar as bases de uma vida decente visando à melhora das condições gerais, a evolução natural e o progresso da humanidade em paz.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

ECONOMIA E ECOLOGIA TÊM DE ANDAR JUNTAS

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Como tirar proveito dos resultados da globalização sem comprometer o que já havia sido conquistado em termos de qualidade de vida? O mundo se defronta com temas preocupantes como a redução dos empregos, a ascensão de líderes populistas e nacionalistas, o progressivo avanço das alterações do clima e a disseminação de ódio entre os seres humanos.

O capitalismo e a economia de mercado criaram oportunidades possibilitando a saída de bilhões de pessoas da pobreza. No entanto, após a crise de 2008, a globalização passou a ser execrada, pois afetou a vida de muitas pessoas, tanto nos países desenvolvidos como nos emergentes que se defrontam com a concorrência internacional, reduzindo a esperança quanto à conquista de futuro melhor para os descendentes.

Nos séculos passados, a elite pensante estava atenta à trajetória da humanidade. Com o passar do tempo o foco foi mudando e hoje o planeta se apresenta com tumores e cicatrizes, e de novo os cientistas buscam fazer alertas sobre as ameaças que pairam sobre a nossa espécie.Também o economista Angus Deaton demonstrou sua preocupação nesse sentido no livro A grande saída.

O sistema asiático de gestão do Estado, com centralização do poder, conta com mão de obra farta e de baixo custo, possibilitando competitiva oferta massiva de bens. Enquanto os EUA guerreavam no Iraque, os asiáticos iam consolidando sua posição. Hoje, o presidente Trump encena mudanças, mas para reverter a situação teria de haver um esforço de equilíbrio global entre os países para estabelecer um ganha-ganha na produção, comércio, empregos e consumo, sem esquecer o bom preparo da população.

Em países como o Brasil, apesar de tudo que se exporta em commodities, ainda há déficit nas contas. Os homens e as nações se digladiam pelo poder e riqueza eissonão é de agora. A fase inicial do liberalismo caracterizava-se por sangrenta competição que considerava a economia como a grande selva que esparramou miséria pelo planeta. Tudo foi sendo conduzido de forma a camuflar a cobiça por riqueza e poder, mas na falta de uma visão responsável sobre o futuro surgiram consequências inconvenientes, abrindo-se espaço para os revoltados, fanáticos e para os populistas que cativam a massa indolente com disseminação de ódio e promessas irrealizáveis.

A elite governante não se ocupou com a ampliação da miséria e com a melhora das condições gerais. O poder estatal mostra a sua incapacidade e incoerência. A boa administração das nações depende de equipes coordenadas que visem à continuada melhora das condições de vida, em paz e com liberdade, agindo com seriedade e apoiadas por uma população bem preparada e imbuída dos mesmos propósitos.

O progresso depende do bom preparo das novas gerações para a vida de forma a possibilitar oaproveitamento de todos os talentos; sem isso, a estagnação será fatalmente alcançada. O grande laboratório para aprendizado está no contato com a natureza, sua beleza e sua lógica. Um vídeo pode mostrar as belezas, mas é necessário ver as coisas de perto, por a mão na massa, ver fazer, fazer de fato, tudo contribuindo para a boa assimilação, descortino, iniciativa, decisão. Com os novos processos tecnológicos, corre-se o risco de osindivíduos passarem a agir como máquinas, sem intuição própria, sem concentração, apenas executando comandos.

Economia e ecologia deveriam andar juntas, mas a “financeirização” de tudo, que dá prioridade ao ganho financeiro especulativo, foi o grande divisor, retirando o olhar responsável pelo futuro. Cada pessoa que nasce tem o impulso para evoluir voltado para o bem e ao reconhecimento do significado da vida e das leis da natureza para trazer sua contribuição beneficiadora. No entanto, o impulso pode ser desviado para o mal, impondo decadência e destruição. O homem tem de se tornar ser humano de fato.

A Criação não surgiu por acaso; existem leis da natureza que regem a vida. O estudo sério e objetivo da ciência da natureza em sua beleza, coerência e lógica pode conduzir as novas gerações ao reconhecimento da finalidade da vida e ao autoaprimoramento para se tornarem beneficiadoras do mundo. Mas é necessário que cada indivíduo esteja atento e desperto para a consciente tomada de decisão.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7