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A GRANDE REGRESSÃO DA HUMANIDADE

Por que a miséria está aumentando? Seria por causa da globalização comercial e financeira? Se cada nação tivesse cuidado adequadamente dos problemas gerais de acordo com as leis da natureza sempre voltada para o bem, visando assegurar prosperidade e paz, não teríamos agora tantos problemas mundiais. Em nossa época os seres humanos estão perdendo a generosidade. Há muita falsidade e mentira visando satisfazer a própria cobiça; falta autenticidade no proceder. A raiz do problema da imigração que fustiga a Europa está no fato de que hoje muitos estrangeiros buscam refúgio porque perderam a condição de viver em seus territórios, os quais, no passado, foram super explorados pelos colonizadores.

Há um permanente clima de disputa por tudo. Há trambiqueiros posando de homens de bem, desconfiando de todos, mas, no íntimo, só querem tirar proveito da situação, pouco se importando se vão causar danos a outros desde que ganhem com isso, além de cultivarem um sentimento de prazer e vitória nessa forma de agir. Na vida moderna falta bom senso, mas há muitos regulamentos criados e controlados por corações empedernidos visando obter vantagens. O homem dominado pelo raciocínio, se torna uma fera quando assume o poder; não há mais coração, apenas a grande mesquinhez e insensibilidade. O poder assume a característica da coerção.

A prepotência se tornou a norma de muitos líderes e de pessoas tirânicas. Governos e empresas se tornam impositivos e abusivos, empregando o poder econômico e das armas para espalhar o ódio e o temor entre os povos. Os governos vão perdendo a possibilidade de controlar a economia de seus países, deixando aberta a porta da corrupção para o enriquecimento ilícito. Os países têm vivido em rota de desequilíbrio geral nas contas internas e externas, na produção, emprego, comércio, e no preparo das novas gerações. Há décadas os mais fracos permanecem no prejuízo, financiando déficits com alto custo, entregando recursos naturais a preço de banana. O Brasil tem sido mal gerido há décadas. Precisamos de um governo que seja pró Brasil, pois a guerra comercial tende a se agravar e quem tiver governo displicente vai ficar por baixo e sacrificar sua população.

Por que chegamos a essa situação extremada de crise social e recessão econômica? Teóricos como Adam Smith, Keynes e Freedman, desenvolveram tantos estudos para agora a população se sentir abandonada e em vez de receber o adequado preparo para a vida, facilmente se deixa envolver por palavrório barato, pão e circo. Agora há um risco sério de faltar pão e o circo está virando drama de terror. Sucessivos governantes não olharam para a dependência externa nem para os desajustes internos, e de novo o país está algemado pelo crescimento da dívida.

No mundo imprevidente, tornou-se norma o estouro das contas públicas. Além dos impostos arrecadados, os governantes contraem empréstimos com juros altos, comprometendo o futuro, e quando isso é feito em outra moeda, é um passo para o desastre. O espantoso encargo de juros de dois dígitos por longo período, distribuído sobre toda a população, endividando, valorizando o real, sugando as energias do país, deixando campo aberto para importações de tudo que é fabricado com mão de obra barata travou a indústria. Faltou planejamento bem elaborado para devolver o dinheiro arrecadado em benefício para todos, na melhora geral das condições de vida e da qualidade humana da população.

A guerra comercial apontada como causa da recessão vindoura decorre dos atritos do poder e quer interromper o ciclo de transferência de recursos para a China que acumulou reservas, se tornou credora, avançou na tecnologia e se capacitou para investir nas fontes de suprimento de matérias primas. O que mais os governos poderiam fazer para promover maior crescimento econômico além de disciplinar os gastos, eliminar desvios e super mordomias concedidas aos poderes e estatais?

O planeta foi amplamente espoliado em seus recursos naturais, o que interferiu na sua capacidade auto regenerativa. Atordoados pela renhida luta pela sobrevivência que a vida se tornou, os seres humanos não sonham mais. A grande regressão precisa ser interrompida, recolocando a humanidade na senda da verdadeira essência espiritual. Precisamos estabelecer alvos nobres que tenham como prioridade a melhora geral das condições de vida no planeta e aprimoramento da nossa espécie.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O QUE É O BRASIL? E O MUNDO?

Numa época em que novos armamentos estão sendo testados é bom refletir sobre a II Guerra Mundial que resultou da decadência da humanidade. Verdade que surgiram alguns avanços tecnológicos, mas uma humanidade evoluída teria reconhecido as leis naturais da Criação e aprendido a usar a energia atômica para fins pacíficos e benéficos, em vez de se dedicar intensamente para construir uma arma destrutiva de guerra. Como preparar as novas gerações para evoluir? Desde cedo as crianças devem ser orientadas para a importância do aprendizado, do trabalho e da busca do significado da vida. Quem somos nós? O que é o planeta onde vivemos? Como ele possibilita a vida? Tudo segue o ritmo das leis naturais da Criação.

É bom desbancar monopólios e ter produtos com preços acessíveis, mas há um grande enrosco no tocante à produção, empregos e renda. Se muitas indústrias se tornarem inviáveis, como vai ficar a economia de vários países como o Brasil? Ficará parecida com o Rio de Janeiro desestruturado, preso às drogas e corrupção?

Seria oportuno relembrar como vem ocorrendo o declínio do Brasil desde os anos 1980, com breve intervalo de folga, mas com terrível destruição geral em muitas décadas perdidas. Perdemos na educação, na saúde e a esperança na melhora. Como sair do insignificante crescimento de 1% e melhorar a produção e empregos? No Brasil despreparado faltam bons gestores. Como enfrentar a conjuntura internacional avassaladora na busca de ganhos, commodities e na distribuição de industrializados? É grande o risco do prosseguimento do desmanche.

O que é o Brasil hoje? Enquanto a China, onde não entra pornografia nem outras drogas, preparava as novas gerações, o Brasil decaía no nível escolar e permitia livremente o uso de bebidas e drogas. Com isso, a moçada foi se prejudicando. A classe política e gestores sempre ficam olhando para a próxima eleição e nada fizeram. O Brasil é hoje um retardatário na indústria e em tudo o mais, ficando espremido entre os que queriam tirar vantagens financeiras e os radicais empenhados em dominar o Estado de forma despótica. Muita gente contribuiu para a precariedade atual. Faltou patriotismo.

A atual situação da humanidade se afigura como a porta para a precarização e declínio generalizado da civilização. Como disse o ministro Jungmann: “Na outra ponta, nós temos aqueles a quem nada falta, aqueles que têm recursos, aqueles que, muitas vezes chamamos de classe média, mas que pela frouxidão dos costumes, pela ausência de valores, pela ausência de capacidade de entender os limites entre o que é lícito e ilícito, passam a consumir as drogas”.

Quais os objetivos do capitalismo democrático? E do capitalismo de Estado conduzido sob o ponto de vista dos comunistas? A humanidade tem dedicado tempo mínimo para a compreensão do significado da vida. Em vez de se dedicar ao auto aprimoramento, adestrou-se no manejo das finanças para ampliação e conservação do poder. Com tal meta, o que se poderia esperar? Desequilíbrio geral é o resultado. A marcha para a insensatez se mostra mais nitidamente a cada dia que passa. Correntes religiosas, liberais democratas e autocratas, vão seguindo na mesma direção perigosa.

A história poderá desvendar os enigmas do atual cenário econômico-financeiro global. Com a avantajada população mundial e recursos limitados, não vai dar para todos terem brioches. Com a rápida integração asiática de mais de duzentos milhões de braços na força de trabalho, em condições de custos mais favoráveis, teve início um processo de desarrumação do comércio internacional que, levado pelo imediatismo, já tinha os seus vícios, e poderemos estar adentrando em nova fase de guerra comercial. Essa é uma questão fundamental que requer a atenção dos organismos internacionais, pois a situação atual aponta para a escalada da precarização e declínio da civilização humana pela redução do equilíbrio entre os países e suas contas.

Gradativamente o Ocidente se foi afastando do saber das imutáveis leis da Criação, a Vontade de Deus, o grande regulamento da vida que conduz para o bem. A China do sábio LaoTsé, também. Agora vivemos a era da colheita, os frutos revelarão as verdadeiras intenções dos seres humanos.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7