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ESCOLHA O AVIÃO CERTO

Os eleitores do Brasil estão no aeroporto para escolher o avião. Depois de embarcados só poderão desembarcar no destino escolhido. Tem um avião que vai para o país da utopia, onde os fins justificam os meios, usados pela tripulação para chegar onde quer, onde possa mandar e desmandar ao seu bel prazer para pôr em prática um plano de massificação geral da população, mesmo que para isso tenha que semear o caos e o apagão mental. O outro avião vai enfrentar turbulências até achar a serenidade do céu azul, terá de traçar uma rota que escape da tormenta que se avizinha, protegendo a liberdade, a individualidade, o fortalecimento da família para que surjam gerações fortes aptas e dispostas a construir um mundo melhor. Logo será dada a última chamada; prepare-se para embarcar no avião certo.

O cenário mundial tem como pano de fundo dinheiro e poder. Há duzentos anos a Inglaterra formou o centro das finanças com a criação da libra esterlina, palavra derivada da medida de peso. O marco alemão não conseguiu se manter. Ao término da Segunda Guerra Mundial, o dólar se impôs, carreando o poder para os seus detentores. Há trilhões de dólares nos paraísos fiscais. O iene do Japão teve destaque. O euro tenta se impor, mas enfrenta dificuldades na aglutinação dos estados da Europa. O dólar tem navegado com firmeza. A China está despontando como potência econômica, para isso tratou de acumular reservas em dólares como nenhum outro país o fez, mas agora pretende dar força internacional à sua própria moeda, o yuan.

Países periféricos como o Brasil ficam à margem, sempre dependentes do fluxo da moeda padrão nas transações mundiais, e por isso sempre assediado pelas forças dominantes para disponibilizar as riquezas naturais. Isso tudo tem a ver com as rotas adotadas pelos governantes que conduziram o país a este aeroporto tumultuado de contas deficitárias, dívidas, produção pífia, desemprego e baixo nível de escolarização. O Brasil precisa restabelecer a naturalidade na vida e na economia, possibilitando aumento da produção, trabalho, consumo e progresso na qualidade de vida.

Para fortalecer um país é preciso que surjam gerações fortes, sadias de corpo e alma, voltadas para o bem, aptas e dispostas a estabelecer propósitos de melhora geral. Só mesmo a mais crassa ignorância sobre o funcionamento das leis de Deus que se expressam na natureza poderia permitir a suposição de que com uso da genética e processos eugênicos tecnológicos é possível criar gerações que atendam aos pressupostos dos detentores do dinheiro e poder. A qualidade humana depende do espírito que encarnar.

As experiências com reprodução de parceiros previamente selecionados poderão gerar corpos bem desenhados, mas o ser humano vai depender do espírito atraído para a encarnação, pois o estar vivo depende das condições de atração magnética entre o corpo gerado e alma. Sem essa atração o corpo não segura a alma. Quando a atração perde calor há a separação, deixando inerte o corpo material, fato que era evidente para povos da antiguidade que viviam em estreita sintonia com as leis da natureza.

A Terra ficou extremamente contaminada com a presença de seres humanos que desdenham da vida espiritual, desrespeitando suas leis. Decadência, guerras, miséria atestam o que os homens fizeram de errado no planeta outrora tão hospitaleiro. A purificação da Terra depende do despertar espiritual. O ser humano aderido fortemente ao mundo material perdeu as aspirações nobres elevadas e agiu inescrupulosamente como nenhuma outra criatura, arrastando o infortúnio para esta parte da Criação. Muitos estão se aproveitando da confusão global para externar o que de pior o ser humano é capaz.

As trevas querem destruição. A guerra vem se arrastando há milênios. No auge da escuridão, o Criador enviou Jesus com Luz do Divino. Mesmo assim a decadência espiritual não foi estancada. As trevas continuaram seu ataque destruidor por não encontrarem resistência. A Sodoma devassa avança no ataque à feminilidade, única apta a gerar filhos com caráter voltado para o Bem. Com o afastamento do saber das leis da Criação, os seres humanos acolheram a mentira, deixando crescer a insatisfação e a revolta. Vivemos num tempo de guerra. Faltando a Luz da Verdade, faltará tudo.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

DIÁLOGOS AUTÊNTICOS

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Os desentendimentos se ampliam. A grande dificuldade das negociações está no aspecto diplomático de falta de autenticidade. Fala-se muito, enrola-se, e as palavras têm pouco valor, mesmo quando escritas em acordos assinados. Vivemos a grande crise de confiança e credibilidade decorrente da falta de verdade entre os seres humanos. Fica difícil para os homens negociarem a paz e o equilíbrio nas relações, seja internamente em um país, ou entre países.

Os presidentes são todos provisórios, pois ao fim do mandato deixam de sê-lo; o mesmo deveria ocorrer com os representantes do legislativo que sempre conseguem se manter na gestão viciada e corrupta sem se empenharem a fundo a bem do país. Em vez de zelar pelas contas internas e externas, empregos e boa educação, vão permitindo que tudo se fragilize, promovendo a decadência geral.

Intervenção militar com imposição de governo forte, que precisa de força para se manter no poder e dominar os livres e responsáveis anseios da população, sempre tem sido danosa. Com a classe política do Brasil que loteou tudo para benefício próprio, o país retrocedeu muito. A alma brasileira está doente, pois parou de ansiar pelo bem geral e o Brasil está dominado pela corrupção e pela bandidagem, drogas, violência, há imoralidade para todos os lados que olharmos, uma contaminação maléfica de difícil combate. Estamos numa encruzilhada, mas fizemos por merecer coisa melhor? Falta uma forte vontade da população para restabelecer o bem geral, a seriedade e a ordem.

A cada dia, mais sombrio se torna o futuro do Brasil endividado. Sem disciplina, sem ordem, sem vontade de aprender, a nova geração preocupa. A degradação chega junto com as drogas que leva à sexualidade irresponsável e embrutecida. Enquanto isso, em Brasília, em ambientes caros, cheios de artificialismo, o que interessa é dinheiro e poder, não o país para ser governado na direção do progresso e do aprimoramento da espécie humana.

É preciso começar de baixo, das prefeituras perdulárias e com pouco discernimento que gastam uma enormidade com as câmaras de vereadores, e daí a ineficiência e corrupção caminham para os governos estaduais e avançam sobre Brasília. É preciso controlar as contas, produzir, ter empregos para consumir e ter seriedade e visão de longo prazo.

Vivemos uma fase difícil, faltam diálogos sinceros e convivência pacífica. Trump e Kin, duas cabeças iguais por fora, com diferença no cabelo de Kim cortado a “la máquina nas laterais”, e de Trump, tradicional, mas e o conteúdo, como funcionam os cérebros desses líderes dos EUA e Coreia do Norte respectivamente? Se faltar clareza, serenidade e bom senso o risco será de todos nós.

As guerras não começam por acaso, cria-se um estopim. Sempre há um motivo forte de cobiça por recursos naturais e poder, agravado pelos continuados pensamentos de guerra, ódio, violência, que vão se condensando para despejar seu veneno sobre a humanidade. Se em vez disso os pensamentos fossem nobres, voltados para o bem, bênçãos desceriam do céu. Entre todos os problemas enfrentados pela humanidade, da pobreza aos conflitos violentos em nome da posse de recursos naturais, grande parte deles se deve à explosão demográfica e à falta de preparo para a vida, incluindo perdas no meio ambiente, espécies em extinção e caos climático. Tudo isso, entretanto, é ignorado pelos responsáveis pela criação de melhores políticas e que também não cuidam orientar a população.

A Terra foi dotada de tudo para assegurar a sustentabilidade da vida e a evolução do ser humano em sua transitória permanência. Ele deveria ter buscado as leis naturais que regem a vida, respeitar, adaptar-se, contribuir para o beneficiamento geral e embelezamento. Mas com imediatismo, agarrou-se ao transitório, ao poder e riqueza, inventou o dinheiro e o crédito, passou a viver para acumular riqueza. Desconhecedor, o homem não quis ver as consequências destrutivas de sua sintonização materialista. Não quer ver seu erro em sua trajetória, não corrige e vai perpetuando a desintegração, desfazendo a sua condição de ser humano.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7