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HÁ MILÊNIOS POR CAMINHOS ERRADOS

A economia do dinheiro criado pelo homem gerou grandes desequilíbrios. Alguma forma deverá ser encontrada para que as pessoas possam ter uma vida digna entre os extremos de trabalhar 14 horas por dia por um mínimo, ou receber um auxílio sem ter de fazer nada. A natureza oferece tudo que o ser humano necessita, mas requer esforço. A economia globalizada acabou transtornando ainda mais o que já era precário. Na contabilidade, tudo requer o débito e o crédito, no entanto, hoje poucos têm o crédito, pois o débito domina a maioria que mal consegue sobreviver.

A criança tem de aprender desde cedo a noção do trabalho, inclusive como forma de retribuir por tudo o que recebe dos pais, começando por auxiliar em pequenos trabalhos no lar, como varrer o chão, cuidar do jardim, e tantas outras tarefas. Só o trabalho constrói, em casa ou fora dela, em período e atividade adequada para crianças acima de 12 anos, sem comprometer o tempo de estudo.

As novas gerações enfrentam o problema da pobreza ao lado do despreparo de homens e mulheres para gerar filhos. Do nascimento até a adolescência é imprescindível que a criança se sinta bem-vinda em seu lar onde deve ser cercada de cuidados e preparada para se fortalecer para não ficar eternamente dependente dos pais. A questão do dinheiro pode encontrar alguma solução, mas a ausência de cuidados e carinhos fica mais difícil de resolver.

A crise mostra o quanto a economia se afastou da naturalidade. Agora muitas pessoas não têm o suficiente para se alimentar, mas a situação mundial pode se agravar com os problemas que surgem na produção de alimentos, permitindo que aqueles que dispõem de recursos saiam pelo mundo comprando comida, sem que haja políticas de equilíbrio nos países em relação ao que se exporta e o que se faz necessário para abastecer a própria população. Os governos, as elites pensantes e as pessoas em geral não podem continuar se esquivando de forma tão irresponsável. Bom senso e consideração humana são as palavras-chave.

Na vida, como na eletricidade, estamos sujeitos aos curtos-circuitos, geralmente por fiação mal feita. Vamos caminhando pela vida, pensando, falando, agindo, isso tudo vai gerando fios que se entrelaçam gerando o nosso destino. Imaginem muitos fios entrelaçados, mal resolvidos, sempre estarão sujeitos a faíscas e estouros, mas quando ocorrer uma descarga de maior voltagem, o estrago será maior. É isso que está acontecendo na vida das pessoas, das famílias, das organizações e dos governos. É preciso força para enfrentar e coragem para ir desfazendo essa fiação mal construída. Mas se nada for feito, o perigo de grande explosão aumentará.

O relacionamento entre as pessoas se tornou superficial porque falta autenticidade nas palavras. Um tagarelar vazio ditado pelos costumes sociais em que as pessoas vão falando qualquer coisa formada no cérebro sem que isso esteja de acordo com a sua vontade interior; palavras destinadas a bajular, enganar, e de desconfiança. Não se constroem pontes nem vínculos, apenas pode surgir uma sensação desgastante dessas conversas vazias. Em contraste, palavras ditadas pela amizade e consideração são doadoras e fortalecedoras, indispensáveis ao bom entrosamento e realizações construtivas.

Há muitos debates em torno do tamanho do Estado, mas quanto mais este aumenta, mais improdutivo se torna, pois ali se reúnem indivíduos que querem o poder e as benesses, mas poucos estão dispostos a contribuir para o bem geral. Como não conseguem espaço na iniciativa privada, correm para se abrigar no cobertor do Estado, manipulando a boa-fé da população. Faltam estadistas sérios. Faltam oportunidades e postos de trabalho.

Há milênios a humanidade tem seguido por caminhos errados em vez de buscar o aprimoramento da espécie e o viver pacífico. Com pessoas de bem, conscientes de sua responsabilidade de promover a continuada melhora das condições gerais para que o viver na Terra seja profícuo e proveitoso, em paz e felicidade, não haveria a necessidade do agigantamento do Estado. Ainda não foi encontrada a maneira equilibrada de gerir o dinheiro e o controle das contas públicas. É tudo festa até chegar o estouro de Caixa inviabilizando a construção do futuro neste mundo onde pouca atenção foi dada ao desenvolvimento de condições que possibilitem a melhoria continuada da qualidade humana.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

A TRAJETÓRIA DA HUMANIDADE

O momento é delicado, as pessoas estavam acostumadas a ir e vir livremente, mas de repente ficamos tolhidos, isso mexe com a cabeça. A travessia para o século 21 iniciou-se sobre grande comoção. Seria o fim de um ciclo?

Perguntava-se o que nos trará o novo século? As pessoas se perguntavam: será que o mundo vai acabar? Naquele momento já se fazia presente a inquietação decorrente das aceleradas mudanças que, rompendo a comodidade de rotinas que perduravam há muito tempo, retiram as pessoas de sua zona de conforto. O processo vai avançando. Essas mudanças estão ocorrendo a nível governamental, profissional e familiar, aumentando a inquietação.

Dizem os entendidos que a humanidade estaria sendo direcionada para o totalitarismo mundial, afastando-se de vez da verdade e da luz. O Anticristo, agindo às ocultas, visa a destruição da humanidade, e para isso se serve de inúmeros servos voluntários que pela vaidade se deixam atrair por seus engôdos, contribuindo para o declínio da humanidade. O objetivo oculto é arrastar a maior parte dos espíritos humanos para a destruição, impedindo que retornem de forma consciente para a origem, a pátria do espírito.

Afastada da Luz do Amor, a humanidade tende a se autodestruir, pois tem permanecido afastada das Leis da Criação, tendo hostilizado Jesus Cristo, o Portador da Luz, pondo de lado os ensinamentos originais ofertados por Ele aos seres humanos para que seu espírito não viesse a ser riscado do livro da vida.

As pessoas estão ficando desorientadas com a velocidade com que se modificam os cenários onde até então atuavam tranquilamente. Então isso provoca um retraimento, porque perdem o controle da situação a que estavam acostumados, percebendo a sua impotência para restabelecer o padrão habitual e repetido ao longo dos anos, aumentando a sua revolta e pessimismo, baixando a autoestima, fixando-se rigidamente nas coisas que não deram certo, e ampliando o mal do século: a depressão.

O grande problema humano está no desaparecimento do uso da intuição que sempre se manifesta através de decisões de muito bom senso. Ademais, a intuição sempre capta certa leveza superior que dá sustentação e flexibilidade. No entanto, os seres humanos se apegaram cada vez mais ao seu intelecto restrito, com sua rigidez e consequente aspereza, oferecendo soluções que não se sustentam por muito tempo, o que exige constantes mudanças, apertando o controle sobre os demais, mecanizando as atitudes, reduzindo a participação dos indivíduos.

Vivendo de forma mecânica, sem ter a sensação de estar participando, os indivíduos vão perdendo o interesse por tudo o que fazem, caminhando para a depressão face ao continuado aborrecimento e frustrações em que vivem. O desinteresse acarreta falhas humanas seja num escritório, numa fábrica, num restaurante ou em qualquer outra situação de trabalho, provocando os mais imprevistos acidentes.

É muito importante perceber que nossas atividades recebam reconhecimento e aprovação. É muito importante nos sentirmos queridos e amados. O desprezo e a rejeição geram uma sensação de inutilidade e fracasso que deprime as pessoas. No século 21, a vida ficou reduzida a uma rotina massacrante e renhida luta pela sobrevivência; a busca do sentido da vida foi posta de lado. A população não está consciente da gravidade da situação e está sendo conduzida para o descontentamento, sem saber onde buscar esperança. O impulso para a busca de respostas perdeu a força. As pessoas não sabem mais se aquietar num cantinho, refletindo sobre a vida, acumulando forças e equilíbrio emocional.

Os graves e brutais acontecimentos à nossa volta provocam uma insensibilização de muitas pessoas. Se pararmos um pouco, quando assistimos aos noticiários da televisão e perguntarmos: para onde o mundo está indo, por certo ficaremos desanimados, pois se tantas coisas ruins estão acontecendo e se multiplicando, o que esperar do futuro? Diferente não é com telenovelas e filmes. As pessoas querem se distrair, passar momentos agradáveis, mas o que veem é a pura desagregação da sociedade humana, em ações de seres humanos embrutecidos, em ritmo cada vez mais acelerado.

Estamos atravessando uma época difícil em todos os sentidos. Com olhar atento, atuantes no corpo e no espírito, vamos vivenciando os acontecimentos, percebendo que acima de tudo paira uma justiça incorruptível, o que nos alegra e fortalece. Com generosidade e consideração, fica mais fácil enfrentar as atitudes egoísticas e a aspereza reinante, produzidas pelo raciocínio calculista e sem coração.

Se os seres humanos conhecessem a vida como ela é, tudo seria diferente, mais leve, melhor, mais pacífico e harmônico, não haveria todo esse sofrimento decorrente dos caminhos errados. Haveria melhor entendimento entre as pessoas porque o sentimento conciliador sempre estaria presente. Mantendo no íntimo o sincero desejar do bem para o próximo, inconscientemente cada um favorecerá o outro. E isso também é imprescindível nos relacionamentos entre homens e mulheres, para que eles se complementem de fato, e, fortalecidos, construam um mundo melhor. Estamos vivendo numa época muito difícil. Contudo, temos que buscar a alegria da simplicidade e da naturalidade das leis da Criação.

O mundo precisa de uma geração forte que pense com clareza, com bom senso, sem medo do esforço e do trabalho e que possa confiar no empenho dos governantes e das empresas na busca de um futuro melhor como propósito de vida. Na ausência disso, sobrevêm o desânimo e o desinteresse pela própria vida, o que fortalece potencialmente o consumo de drogas para preencher o vazio existencial.

Esperemos que os jovens percebam que há algo mais na vida para ser vivenciado além dos prazeres, dos consumismos, do dinheiro. O futuro pertence a eles. Estudos sobre a geração digital, nascida a partir dos anos 1990, apontam para o desânimo e falta de objetivos. As engrenagens do mundo estão emperrando. Falta o movimento certo, voltado para o bem, em equilíbrio entre o dar e o receber para uma vida sadia e alegre, indispensável ao saneamento e à harmonia, e para manter o ser humano vigoroso, construindo e beneficiando tudo.

O ano de 2020 assinala um especial momento de transição. A situação geral da vida vem tendendo para a perda absoluta do humano, o que acarretou toda a balburdia da vida. Problemas, morais, econômicos, sociais, de saúde, de escassez de água e alimentos. Tudo isso contribui para o atordoamento das pessoas que deveriam se fortalecer na busca das causas para descobrir que os humanos estão abandonando o espiritual há séculos, e agora se veem cercados pelos erros e pelas mentiras, pela inveja e cobiças. Na escuridão, o indispensável é buscar a Luz da Verdade, a boia de salvação nesse agitado mar de acontecimentos impactantes que se sucedem velozmente.

Saiba mais sobre esse assunto no livro A Trajetória da Humanidade: http://vidaeaprendizado.com.br/livros/A-Trajetoria-da-Humanidade-2018.pdf

FALSOS AMIGOS

A diplomacia internacional faz lembrar antigos filmes de faroeste, em que o banqueiro emprestava dinheiro para o fazendeiro, mas próximo ao vencimento, bandoleiros parceiros do banqueiro roubavam a produção da fazenda e o proprietário ficava impossibilitado de efetuar o pagamento; ao tentar negociar, recebia um pequeno prazo e ao final tinha de entregar a propriedade. Na moderna diplomacia, os países emprestam, investem, se fazem de amigos, mas, se puderem, lá estarão farejando sangue. Se o país devedor tiver recursos naturais valiosos, então não se incomodará se o caos se instalar, incentivando a divisão política, pois em conluio com as oposições buscará o resgate em espécie.

Por isso não é de seu interesse que o país se torne forte com população bem preparada. Pobre Brasil, com essas estrelas vaidosas e loucas por poder, está afundando, fazendo o jogo dos inimigos que só têm interesse pelas riquezas naturais do país. As pessoas faziam uso do bom senso, como na fábula dos pequenos porcos-espinhos, que nas noites de muito frio ficavam juntinhos para se aquecerem tomando todo o cuidado para não se espetarem mutuamente.

No Brasil, tudo se torna mais difícil pela falta de união pelo bem geral. Os partidos e seus representantes se aglutinam por interesses; em primeira linha está a conquista do poder. Se o que é bom para o país não é bom para a eleição dos pretendentes, o país e sua população ficam em segundo plano. E seja em que país, for se digladiam pela conquista do poder e controle das riquezas.

O dinheiro público do Brasil tem sido gerido com displicência há décadas, gerando a pior situação da história, exigindo sacrifícios enormes de todos, embora a classe política não mostre interesse em abandonar os seus privilégios. Com a invasão do coronavírus, surgiram novas dificuldades que põem em risco a autonomia do país. Daí as grandes preocupações com a paralisação das atividades em geral, atingindo fortemente o desemprego.

Em algum momento as pessoas precisarão voltar ao trabalho para garantir a subsistência. O tema começa a ganhar espaço em todo o mundo mesmo sem o vírus da covid-19 estar neutralizado, pois isso talvez demore. Então, trata-se de planejar e executar o retorno à atividade essencial tomando as providências necessárias, ou possíveis, para reduzir a transmissão do vírus através do convívio profissional.

A atual crise global mostra o resultado de anos de descaso com o futuro que já se apresenta sombrio com a escassez de recursos naturais e aumento da miséria. As empresas têm de se tornar mais responsáveis pelo progresso da humanidade, reduzindo as interferências dos governantes na economia, mas há um processo inverso que visa a centralização crescente do poder. Ao permitir ao Capitalismo de Estado as mesmas possibilidades comerciais, a OMC contribuiu para o fechamento das portas de muitas indústrias na área do livre mercado.

No Brasil, além de pouca ética, há um grande atraso na educação e preparo das novas gerações. Durante o período escolar os estudantes têm de ser orientados a se esforçarem para ler e compreender os textos e, com isso, aprenderem a pensar com clareza, o que resulta do aprendizado do significado das palavras e sua correta utilização.

Um cenário caótico se acha em desenvolvimento. As novas gerações precisam ser preparadas para forjar um futuro melhor. É preciso impedir a decadência. Precisamos de governança incorruptível que busque o progresso de forma continuada. A segurança do país está na saúde, na capacidade de produzir alimentos, nos minerais, na reserva internacional. Tudo isso tem de ser bem administrado, ou daremos ganhos para aqueles que só cobiçam as riquezas.

Enfim, tudo que a humanidade faz ficou impregnado da ânsia pelo dinheiro, retirando a naturalidade e o sentido de suas atividades. Em vez de atuar naturalmente para atender às próprias necessidades de forma condigna, as pessoas estão se tornando meros fatores de atividades econômicas para o acúmulo de dinheiro e poder nas mãos da classe que se comporta como se fosse dona do planeta, deixando de lado a amplitude da vida e da Criação. Sem conhecer o significado da vida, a humanidade acabou se distanciado da sua finalidade, deixando de beneficiar tudo através de alegres atividades e de evoluir em paz.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

A GRANDE PIRÂMIDE REVELA SEU SEGREDO

Passados milênios desde sua construção, muitos pesquisadores consideram a Grande Pirâmide, no Egito, como um monumento de mensagem à Humanidade.

“Numa outra ocasião, o trabalho na pirâmide teve de ser interrompido porque peregrinos trouxeram uma doença contagiosa, que provocava febre alta, tonturas e vômitos, enfraquecendo sobremaneira todos os atingidos. Quase todos os moradores de ambos os acampamentos adoeceram. Graças à arte médica dos sábios, não morreu nenhum, contudo passaram-se meses até que os homens estivessem tão fortalecidos, que pudessem retornar aos trabalhos na pirâmide.

Essa doença se alastrou com velocidade sinistra. Em Akeru e nas localidades bem distantes muitos faleceram. Sunrid e os poucos médicos sob suas ordens ajudavam onde podiam, porém havia enfermos em demasia, e os médicos não podiam estar ao mesmo tempo por toda a parte.

Quando o oásis finalmente ficou livre da doença, voltando os trabalhadores novamente à obra, pouco eles puderam fazer. Faltavam os gigantes. Desde a eclosão da doença eles haviam desaparecido. Antes de se afastarem, Enak havia dado a entender a Pyramon que voltariam. Quando, porém, isso se daria, não havia dito.

Sunrid esclareceu a Pyramon que os miasmas das doenças contagiosas eram de uma espécie que atuava além da atmosfera terrena, contaminando até o ar do ambiente mais fino da Terra. Acrescentou ainda que os gigantes provavelmente apenas apareceriam quando o ar estivesse novamente livre de impurezas. E isso poderia levar até dois anos.”

(Trecho extraído do livro A Grande Pirâmide Revela o seu Segredo, de Roselis von Saas)
https://www.graal.org.br/collections/livros-em-portugues/products/a-grande-piramide-revela-seu-segredo

A TRAJETÓRIA DA HUMANIDADE

Estamos adentrando na possibilidade de uma grande ruptura. A humanidade chegou ao limite do materialismo e um grande colapso se anuncia. Percebe-se isso na confusão e desorientação, na crise atual mais a crise econômica, a alteração do clima e as depressões e ansiedade.

Para que o ser humano da atualidade não caminhe sem rumo pela vida, torna-se indispensável que adquira uma visão geral, sem lacunas, sobre todos os tempos, do começo da humanidade até agora, pois na atualidade a realidade se acha tão fragmentada que se torna dificílimo uma visão do que é a vida.

Estamos diante de um momento significativo da humanidade, porém as pessoas ainda permanecem travadas em suas crescentes dificuldades. Falta a motivação essencial que só a compreensão do significado da vida pode oferecer para dirigir o querer para projetos enobrecedores que dignifiquem a espécie humana.

É preciso procurar para encontrar. Mas procurar o que? O livro A Trajetória da Humanidade indica que o saber que nutre a alma faminta deve ser procurado em primeira linha. “Procurai e encontrareis!”, é seguir a lei do Movimento certo. É a expressão da verdade que deve ser aplicada a tudo na vida.
https://url.gratis/P1nWQ

ATIVIDADES BENÉFICAS

A epidemia do covid-19 está mostrando as práticas inúteis e superficiais que fazemos, que absorvem nosso tempo de vida, que poderiam ser abandonadas e não fariam falta nenhuma para o bem da humanidade. Algumas coisas, porém, foram postas de lado sem critério, sendo as principais, o trabalho, o estudo e a atividade física. O trabalho deveria ser mais bem pensado, com menos horas de atividade e mais horas de estudo. O sistema 24 horas por 7 dias das semanas já se revelou antinatural; as noites foram feitas para o repouso.

Enfim, tudo que a humanidade faz ficou impregnado da ânsia pelo dinheiro retirando a naturalidade de suas atividades e o sentido humano, o significado e finalidade da vida. Em vez de a humanidade atuar naturalmente para atender às próprias necessidades de forma condigna, todas as pessoas acabaram sendo apenas meros fatores de atividades econômicas para o acúmulo de dinheiro e poder nas mãos da classe que quer se comportar como se fosse dona do planeta, deixando de lado a amplitude da vida e da Criação, que inclui o aquém e o além, sendo tudo uma só coisa e cuja separação foi feita por seres humanos intelectivos e materialistas para alienar a humanidade da vida real. Com a pressão reforçada da Luz da Verdade do Criador, todas as consequências da forma errada de viver estão surgindo aceleradamente, de forma dramática, para que sejam extirpadas da face da Terra e a humanidade possa beneficiar tudo através de alegres atividades e evoluir em paz.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O DESTINO DOS POVOS

Nos anos 1970, Brasil, China e Coreia do Sul estavam emparelhados. De fabricante, o Brasil passou a importador de tudo. Perdemos terreno nos empregos, na tecnologia, na educação. Mas o momento mundial é muito difícil e o país tem de ficar vigilante, pois há muitas armadilhas nos déficits, no câmbio, na falsa diplomacia, e por isso temos que depender o mínimo possível das forças globais.

O filme “Indústria americana” (Netflix) mostra na ficção o que poderia estar ocorrendo na realidade numa indústria chinesa montada nos Estados Unidos. Nela ficam evidentes as grandes diferenças na política, economia, trabalho e crenças, entre o capitalismo de livre mercado e o capitalismo de Estado. A globalização está misturando água com azeite, o que está gerando desemprego e dificuldades. Então, o que vai ocorrer? A água vai virar azeite ou o contrário e tudo será um sistema só gerido de cima para baixo com mão forte sem liberdade e sem alvos transcendentais?

Cada povo deveria ter a oportunidade de construir seu futuro de tal forma que as condições de vida fossem recebendo melhoras, o que pressupõe uma população lúcida, empresariado e estadistas sérios e competentes, que visam progredir em paz e com sustentabilidade.

Em tempo de crise, o carnaval de rua abre oportunidades para jovens e adultos se divertirem sem gastar muito. As ruas são fechadas, os trios elétricos de alta potência criam o clima. É o grande entorpecente oferecido ao povo. Como diz a canção: “Tá todo mundo de ressaca. Ninguém aguenta mais. Eu vou mandar parar. Vai todo mundo pra casa curar” – a si mesmo e ao Brasil abusado de múltiplas formas, internamente e externamente.

Outra questão são os enigmas do dólar. Transformado em mercadoria, o dólar também fica sujeito à lei da oferta e procura, mas o dinheiro não é mercadoria comum, pois é influenciado pela taxa de juros. Juros altos atraem dólares e a sua entrada baixa o preço. Com juros baixos, reduz-se o interesse, os dólares se afastam e seu preço sobe. Além disso, o momento é instável com a guerra comercial entre EUA e China, as disputas geopolíticas e o globalismo.

Preocupações com o impacto do coronavírus na economia também são citadas como fator de instabilidade pressionando a cotação da moeda. Desde 1994, os governantes vêm combatendo a inflação com juros altos e dólar barato, favorecendo importações, prejudicando a produção. Além dos juros altos, praticaram o swap cambial para segurar o dólar, o que propiciou bons ganhos no mercado.

Em diversas épocas, sábios e profetas, especialmente enviados, trouxeram mensagens de humanização e elevação. O ensinamento básico do Mestre Jesus: “Ama a teu próximo como a ti mesmo”, ampliado por Abdruschin: “Não causeis mais nenhum sofrimento ao próximo, a fim de satisfazer com isso uma cobiça própria”, não tem sido seguido. Então, o crescimento do caos e da miséria pelo mundo surge como consequência lógica.
Não importa o nome, mas as mudanças climáticas estão ocorrendo, afetando a vida com frio intenso, calor excessivo, chuvas e tormentas, causando efeitos no solo e na água potável. Tudo isso tem de ser considerado. Como trabalhar a céu aberto em pleno meio-dia com temperatura de mais de quarenta graus? Não podemos esquecer da natureza no preparo das novas gerações. A natureza sempre doadora contém tudo que sustenta a vida; nela se encontram biologia, química, geometria e tudo o mais obedecendo leis lógicas que impulsionam o desenvolvimento. Compreender a natureza humaniza o ser humano.

Em meio a vendáveis tormentosos e transformações aceleradas, o velho modo de viver vai mostrando vestígios de esgotamento e, no desenvolvimento progressivo, terá de ceder o lugar para o novo que despertará as individualidades dos povos e a universalidade estará no reconhecimento e respeito às leis da Criação. Somos todos seres humanos convivendo na Terra para alcançar evolução.

Em meio ao atordoamento malsão este momento é para parar e refletir. Esta é a hora da humanidade se esforçar para interpretar corretamente a Criação e suas leis e se ocupar sinceramente em pesquisar qual é a finalidade da nossa vida na Terra. Reconhecer e respeitar as leis da Criação representa tudo porque o ser humano estará atuando com sua plenitude de corpo, alma e espírito.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

A TERRA É ESFÉRICA

Uma das questões mais absurdas que surgiram nos últimos tempos foi a afirmação, por alguns grupos, de que a Terra é plana e não uma esfera, como já foi comprovado cientificamente e por inúmeros astronautas e fotos de satélites. Qual será a causa dessa discussão infundada e irreal? Seria por conta da estagnação na economia e no preparo dos jovens? Em 2020 vamos continuar na mediocridade? Há brigas por todos os lados. Cada pessoa só pensa em si e nas suas conveniências. Enquanto faltar um ideal entranhado nas pessoas visando o bem geral, a espécie humana continuará decaindo.

Tudo na Terra poderia ter sido diferente se o ser humano mantivesse sua intuição voltada para a melhora geral. A população perdeu a confiança nesses homens maus que fazem de tudo para satisfazer sua cobiça por riqueza e poder, e que se esforçaram para manter as massas na indolência e ignorância. No passado, vivíamos de forma mais natural, mais leve. As intuições eram ouvidas, e os pensamentos, as falas e as ações continham consideração e sinceridade; as pessoas se beneficiavam mutuamente com seu querer voltado para o bem geral.

Estamos enfrentando a tragédia do desatino administrativo. Milhares de municípios estão com as contas no vermelho. Há todo tipo de desfaçatez, nas licitações, no lixo, nas contratações, no exagero de funcionários. Nada de tratamento do esgoto. E, no entanto, muitos prefeitos estão lá para serem reeleitos com a ajuda da máquina para continuarem seu trabalho de destruição das cidades e da educação das crianças. O líder também precisa saber avaliar os seus colaboradores e, aproveitando os seus talentos, dar a eles oportunidades para realizar trabalho de qualidade com dedicação. Mas na política valem os interesses e acordos, pouco importando a capacidade profissional.

A situação atual do planeta atesta a incompetência administrativa e o despreparo geral. Os jovens precisam conhecer a trajetória espiritual da humanidade com seus erros e acertos. O mundo está adentrando em uma recessão geopolítica irreconciliável que vai se aprofundando. As crianças devem, desde cedo, entender que sem educação e consideração não conseguirão progredir na direção de se tornarem seres humanos de valor, espiritualmente fortes e responsáveis, benéficos a si mesmos e ao planeta. Para formar gerações fortes e sadias de corpo e alma, a prioridade básica está no bom preparo para uma vida autêntica.

Na vida em geral a ciumeira é grande, a inveja e cobiça, maiores ainda. Num mundo onde os ideais enobrecedores foram abandonados, vale só o dinheiro. Isso acontece em todos os setores, mais ainda no governo. Agentes públicos e privados imediatistas não se preocupam se estão aumentando as fragilidades econômicas, sociais, ambientais. Hoje, porém, há um entorpecimento geral diante da velocidade com que se apresentam as consequências das decisões. Todos os sistemas de governo deram errado devido ao imediatismo e cobiça de poder. O s preços sobem, os salários estão encolhendo. Por que isso está ocorrendo? Seria o preparo para uma nova moeda digital mundial?

A economia e a produção deveriam estar voltadas para o atendimento das necessidades da humanidade levando em conta as finalidades evolutivas da espécie. Mas o homem inventou o dinheiro subordinando tudo a ele, e em vez de servir à sua própria evolução, passou a se subordinar aos interesses do capital, subvertendo tudo.

A possibilidade da criação de uma nova moeda mundial já havia sido mencionada pelo historiador Niall Ferguson em seus documentários. Mas qual é a posição dos criadores de moeda que agem nos bastidores? Um bom tema para ser pesquisado, afinal se trata do futuro da humanidade que abandonou os ideais enobrecedores, passando a dar valor apenas ao dinheiro.

O que estamos oferecendo às novas gerações? A educação em atraso é a questão prioritária que merece as atenções de todos. Os seres humanos estão abdicando de suas capacitações individuais, passando a agir como robôs. A prioridade básica para fortalecer as novas gerações e o país está no bom preparo para a vida e de incentivos que aprimorem a espécie humana para que pesquisem seriamente o significado da vida, por quê e para que nascemos na Terra, que não é o centro do universo, nem é plana.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

UMA NOVA SINTONIZAÇÃO

Um fim de ano aquecido nas Bolsas. No que diz respeito aos juros, provavelmente permanecerão estáveis para países altamente endividados e tentando conter a dívida, caso do Brasil. A prática de juros altos criou todo o artificialismo, sugou as energias e o país cambaleia; uma volta ao realismo, até quando? Mas o que acontecerá se no futuro os juros voltarem a subir? O rigor fiscal é importante, mas os sacrifícios estão nas costas dos mais fracos. A renda fica estagnada, mas os preços sobem. Estariam os especuladores preparando novo ciclo de valorização do real para lucros gordos?

Mais de sete bilhões de seres humanos estão sintonizados de forma errada perante as leis da natureza ou da Criação. Aumenta a turbulência porque as consequências estão pipocando por todos os lados, na vida individual, nas famílias, nas empresas e nos países, agravando a situação geral. Não faz muito tempo, os avós ensinavam que por pouco que seja é preciso poupar, não gastar tudo, ter uma reserva para emergência, ser independente. Hoje, poucos sabem de onde vieram e por que vivem. Infelizmente essa é a triste realidade que se apresenta em muitos países.

A ficção dá uma ideia do que vem ocorrendo atualmente, como no filme “As golpistas” que conta a história de um grupo de dançarinas de strip-tease que se unem para aplicar golpes em seus clientes – executivos de Wall Street. Para Destiny (Constance Wu) e sua “mentora” pessoal e profissional Ramona (Jennifer Lopez), “o mundo é uma boate de strip-tease”, e na realidade é isso mesmo que está acontecendo, acabando com o pouco de dignidade humana. As mulheres tiram a roupa e mostram seu corpo, os homens se embrutecem e, na vida real, tiram a máscara e mostram a sua hipocrisia e vileza para satisfazer à própria cobiça. Uma meleca que muitos não conseguiram ver por inteiro, retirando-se da sala, desapontados.

Estamos enfrentando um declínio civilizatório que avança pelo mundo e traz a marca da crise econômica com seus efeitos que a tudo atinge, nitidamente visível no Brasil devido à falta de adequado preparo para a vida, que se agrava com a falta de responsabilidade de homens e mulheres na geração e preparo dos filhos. A decadência está penetrando também pelo uso de baixarias na arte, drogas, intelectuais que insistem em justificar a destruição, artistas que defendem uma vida desregrada e promíscua desvalorizando a mulher, a mãe, e que zombam da beleza genuína.

Por que a humanidade entrou em processo de decadência e incivilidade? A essência espiritual dos seres humanos é a mesma, seja rico ou pobre, mas é indispensável cuidar bem do corpo – este grande presente -, se alimentar, se aprimorar, gerar filhos com responsabilidade e dar orientação a eles, buscar o sentido da vida.Tudo fica difícil, agravado com a falta de bom preparo das novas gerações desde os adventos da televisão de baixo nível e outros inventos, e o abandono da leitura de bons livros. Há muito superficialismo e pouco aprofundamento nas questões fundamentais da vida individual e da sociedade. Há grande empenho em manter tudo como está para assegurar os privilégios dos que se alojaram no topo.

Durante décadas, no pós-guerra, surgiu a sensação de esperança num mundo melhor, mas na luta por ganhos e conquistas as novas gerações passaram a ter sensação oposta, ou seja, de que a situação tende a piorar devido à cobiça desmedida. Na pressão aumentada na luta pela sobrevivência, a polidez e a consideração vão sendo postas de lado o que poderá levar a atitudes pouco civilizadas. Quanto mais aumenta a pressão, maior é a tendência da ação impulsiva de pessoas que não querem ouvir o sentimento intuitivo.

Estamos atravessando um desequilíbrio econômico mundial com aumento no desemprego e queda na renda. Há desordem nas contas públicas e dívidas elevadas. A economia está perdendo a vitalidade. Os bancos centrais imprimem mais dinheiro e baixam os juros. Em 2020 haverá eleições, fase em que se amenizam as disputas. No Brasil, após a eleição de 2014, apareceu o buraco que estamos amargando até hoje. O que se passará no mundo após a eleição americana de 2020? É preciso uma nova sintonização, o fortalecimento da vontade de melhorar as condições gerais de vida e de aprimorar a espécie humana.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora).  E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

A ECONOMIA CAPITALISTA

Como o Brasil poderá se integrar na economia globalizada sem se tornar dependente da extração de matérias primas e commodities, com poucos empregos e baixo valor agregado? Como essa integração poderia ser feita sem desequilibrar ainda mais o país? A expressão economia capitalista evoca um sentimento de perda e dificuldades. Após as guerras do século 20 surgiram promessas de melhora geral das condições de vida que não podem mais ser mantidas devido à crise econômica mesclada com corrupção, tirania e concentração da renda.

Nos anos 1960, uma parte da juventude descontente, inspirada por Castro e Guevara, queria implantar a igualdade com bombas. A mídia televisiva exerceu forte influência sobre as novas gerações disseminando maus costumes e uma visão falsa da vida. Em São Paulo, uma recente festa de rua conhecida como “pancadão”, realizada na comunidade Paraisópolis, teve desfecho trágico. Como essas festas funcionam, o que elas trazem de benéfico ao lazer e a cultura para milhares de jovens? Há bebidas e drogas?

É lamentável que os jovens não se utilizem de opções de lazer construtivo como a leitura de bons livros, o que contribui para melhorar a escrita e o raciocínio, além de jogos aritméticos, atividades esportivas, ginástica, enfim o aprendizado geral e o bom preparo para a vida e o idealismo que visa o aprimoramento da espécie humana. Há tantas coisas nobres, basta querer, mas a indolência espiritual tomou conta do mundo.

O século 21 apresenta as incoerências da civilização materialista que forjou a economia da cobiça, do acúmulo e controle do dinheiro, que se sobrepõe às ideologias de direita e esquerda, colocando o dinheiro acima de tudo o mais, provocando aumento da miséria e asperezas e precarização geral. Havia nítida separação entre os sistemas econômicos e suas teorias que agora se assemelham visando o mesmo fim, acumulação de dinheiro, diferentes apenas no comandado, se por gestão empresarial privada ou centralizada no poder estatal.

Vivemos num mundo acelerado e ansioso que impulsiona o cérebro para pensar sem parar, retirando a serenidade e a paciência. As pessoas querem tudo resolvido na hora sem observar a naturalidade. É preciso conservar puro o foco dos pensamentos. Os seres humanos viventes na Terra são dotados de espírito, corpo e a mente, onde se desenvolve a atividade cerebral de pensar e raciocinar. O cérebro absorve as informações que recebe, cria conceitos guardando-os na memória, surge uma personalidade que em geral não se esforça por ouvir o próprio espírito que se torna um estranho naquele corpo dominado pelo cérebro.

No cenário angustiante, a vida se torna áspera e entediante porque o espírito está travado, não atua porque o cérebro tomou conta de tudo; mas o cérebro não dispõe da energia espiritual que deve chegar através da voz do espírito, a intuição, pois quer fazer tudo sozinho e suas criações são pesadas, frias, sem calor humano. Para que haja paz e progresso o espírito tem que se movimentar, beneficiar e enobrecer. O espírito renasce várias vezes, pois a vida é um processo contínuo. A mente tem que ouvir, se aquietar e colaborar.

Envolvida pela escuridão trevosa, a humanidade enfrenta as consequências de seus atos. A miséria é opressora. Caótica é a situação geral e incontrolável a agressiva selvageria urbana. As massas estão descontentes diante das crescentes dificuldades e da enxurrada de informações contraditórias. Os salários tendem para o mínimo nesta fase em que se busca a mão de obra de menor custo. Uma boa saída seriam os programas de participação nos resultados. O perigo é se deixar influenciar pelos oportunistas mal-intencionados que querem implantar o caos para que a humanidade se perca sem um olhar sincero de gratidão, para o Alto, pelo dom da vida.

Estamos no mês de dezembro. Excelente oportunidade para refletir sobre as palavras do Mestre Jesus: “Bem-aventurados os que têm de suportar sofrimentos, pois serão consolados! Não vos lamenteis quando a dor cair sobre vós. Suportai-a e sede fortes. Sofrimento algum pode vos atingir sem que o permitais, mas aprendei por meio desse sofrimento e transformai-vos em vosso íntimo, pois assim ele vos deixará, e vos tornareis livres! Bem-aventurados aqueles que aceitam com simplicidade o que é verdadeiro, pois deles é o reino dos céus.” (Do livro Jesus o Amor de Deus)

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7