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O QUE A HUMANIDADE QUER?

A globalização, iniciada nos anos 1980, permitiu o surgimento de mecanismos de geração de acúmulo de dólares através do avanço de produção massiva de manufaturas com menores custos para colocação no mercado externo, o que gerou complicadas consequências. No cenário do sáculo 21, evidenciaram-se, dentre os resultados da globalização, o choque de competição entre indústrias que pagam salários de até cem dólares por mês, produzindo para o mercado externo, com outras com política salarial tradicional. Em vez de produzir melhora geral, surgiu uma situação de perda de empregos e da cultura, além do aumento da desigualdade e desarranjo ambiental.

Tristes lembranças de um país cuja displicência dos governantes acabou jogando tudo no atraso. O Brasil optou pela valorização de sua moeda diante do dólar. Alguns economistas advertiam, mas o governo cuidava de manter essa situação, mesmo diante das reclamações dos exportadores que tinham dificuldades para exportar seus produtos frente a desvalorização do dólar que reduzia a competitividade de nossos produtos no exterior, penalizando as receitas de exportações e destruindo empregos. Porém as autoridades diziam que a intenção era evitar a exportação de renda e empregos diante da persistente valorização do real.

Com o declínio na produção industrial, os gastos públicos ocultavam o encolhimento do potencial de crescimento. Pena que muitos desses gastos foram inúteis e realizados na base de tomar empréstimos a juros elevados. Estamos necessitando de reformas e de algo mais que gere condições para produzir, empregar, pagar salários e ter algum ganho. Há saldo positivo na balança comercial decorrente da exportação de commodities, mas o déficit de empregos é cruel.

O dólar se tornou a cobiçada mercadoria financeira que tudo pode, embora envolvida em incertezas. Quem a produz? Quem a controla? Quem regula as cotações? Qual é o objetivo dos investidores? Especular? Enquanto isso ocorre no mercado financeiro, o mundo real da produção se acha em crise e a economia global ameaça implodir com endividamento astronômico.

A China, através da possibilidade de organizar a produção com custos menores para exportação, forjou um mecanismo de fazer dólares constituindo elevada reserva, enquanto o Brasil e outros aumentaram as dívidas. Agora a China busca o refinamento de sua economia e tecnologia, substituindo importações, focada na exportação, e investindo pelo mundo para consolidar riqueza real.

Com sua grande expansão, o dinheiro, encarnado no dólar, e com a sua ascensão a condutor dos negócios e da vida, não está fácil compreender o que está rolando. Para os nacionalistas dos EUA, a valorização da moeda principal afeta as exportações da rival China. Mas o que pensam os globalistas que acham desnecessárias as fronteiras territoriais e que estariam mirando o governo e moeda única?

Está havendo grande disputa pelos mercados e tecnologia. No palco da disputa estão o desenvolvimento do 5G, a próxima geração de rede de internet móvel que promete acelerar ainda mais a velocidade das interações, e a consolidação da inteligência artificial, para utilização na produção e fins bélicos.

Os EUA e China poderiam resolver seu desentendimento a bem da paz e do progresso equitativo entre os povos. Os presidentes americanos acompanharam passivamente à transferência de produção e empregos. No Brasil, os governantes mantinham o dólar barato artificialmente para seduzir o eleitorado. Com o crescimento do déficit comercial e da dívida, caiu a ficha. Enquanto o Brasil tem de cobrir déficits em dólares com financiamento, a China soube planejar o acúmulo de grande reserva em dólares, administrando-a com eficiência.

Uma nova ordem mundial está em gestação, mas a administração do Estado não pode padronizar e se tornar a tutora das ações dos seres humanos. Sem liberdade, tudo tende à estagnação. Cada povo tem direito à sua autonomia e sua cultura. Só o reconhecimento e respeito às leis da Criação poderia balizar o comportamento humano de acordo com o princípio “ama o próximo como a ti mesmo” sem causar-lhe danos para satisfazer a própria cobiça.

No emaranhado de desafios do século 21, a humanidade tem de manifestar o que realmente quer da vida. A base deveria ser o anseio dos indivíduos a partir de seu íntimo, mas há muitas influências externas e ausência de visão clara sobre o real significado da vida.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

ECONOMICISMO OU HUMANISMO?

A economia sempre nos surpreende; a do Brasil entrou em rota de mornidão há algum tempo. Invariavelmente, tivemos políticos ruins e perdulários, os juros sempre nas alturas com efeitos negativos; mesmo assim produzia-se, estudava-se, consumia-se e havia uma consciência coletiva de confiança no progresso do país. Além da taxa de juros, existem outros fatores que promovem a aceleração ou estagnação da atividade econômica, os quais têm de ser identificados. Quem se habilita, a partir disso, a corrigir as distorções para que o país não afunde nas garras da precarização geral?

A China aproveitou bem a situação criada pela globalização e acabou provocando desindustrialização no mercado mundial com custos baixos, dumping, câmbio favorável e escalas de produção sem precedentes, mas os responsáveis pela economia no Brasil optaram por ter dólar barato, às custas de juros altos para debelar a inflação em vez de incentivar aumento da produção. Foi uma breve alegria de carnaval e agora estamos enfrentando a ressaca da quarta-feira de cinzas. Situação difícil. Como a produção interna de manufaturados ficou restrita, aumentos de renda acarretam aumento das importações.

Há uma guerra cambial visando desvalorizações competitivas. No Brasil, até recentemente fez-se o inverso, valorizando o real. Se o BC baixasse os juros que efeitos isso traria para o dólar? Subiria ou baixaria? Que efeitos isso traria para a produção, PIB e para as importações e exportações? Muitos analistas preferem apontar culpados em vez de examinar atentamente as causas da paradeira que aflige não só o Brasil.

Temos fatores internos como corrupção, indisciplina fiscal, incompetência dos governantes que aproveitaram a maré de dinheiro pelo mundo, mas a crise de 2008 fragilizou o ocidente, enquanto a China foi consolidando sua máquina de produzir manufaturados e acumular dólares. Foi uma guinada impensável que acarretou novos problemas. Será que esses problemas foram objeto das conversações do G 20, a reunião das maiores economias que se debateram com suas próprias incoerências?

Neste mundo que se afastou do humanismo e das leis da Criação restam poucos pensadores profundos sobre a realidade que estamos vivendo. Na mecanização do ser humano, poucos deixam a alma atuar na pesquisa do significado da vida. O filosofo Edgar Morin permanece ativo, mas todos os seres humanos têm de prosseguir, ir além, perceber o dom da vida na Terra para que o espírito possa se fortalecer e evoluir beneficiando tudo, e não ficar achando que pode agir como se fosse o dono do planeta, destruindo e emporcalhando tudo.

Em recente viagem a São Paulo, Morin disse em entrevista: “Meu esforço nas minhas obras é tentar efetivamente esse pensamento. O que estamos vivendo? O que está acontecendo? Para onde estamos indo? Não inserimos no programa (de ensino) temas que podem ajudar os jovens, sobretudo quando virarem adultos, a enfrentar os problemas da vida”.

A economista Kate Raworth, autora do livro Doughnut Economics – Seven Ways to Think Like a 21st Century Economist (Sete meios para pensar como um economista do século 21) adverte a espécie humana sobre as incertezas do futuro, pois o crescimento infinito que vemos como modelo nos negócios, “chamamos de câncer em nossos corpos”. Quem não observa as leis da natureza semeia destruição.

Numa palestra na Associação Comercial do Paraná o vice-presidente Mourão apontou a possibilidade de colapso no sistema financeiro global porque há muito dinheiro aplicado em papel que não está significando a realidade, agravado com o fluxo de capitais ilícitos do narcotráfico e de outros meios. Mencionou também a questão das fontes de energia e o problema da escassez da água em países como a Índia, embora no Brasil tenhamos abundância desse elemento.

Os sistemas deveriam ter como meta a autossuficiência acompanhando o crescimento natural da população. Com a invenção do dinheiro, associada ao “financeirismo”, a meta passou a ser fazer o dinheiro engordar através do seu giro acelerado e da maximização do resultado. Nessas condições, tudo que não favoreça o aumento do ganho financeiro passa a ser considerado como desnecessário, inclusive a preservação da sustentabilidade, pondo de lado o humanismo no relacionamento entre as pessoas, adotando o mecanicismo como se fossem máquinas sem alma. Temos de combater a tendência de precarização geral e, com humanismo, estabelecer cenários mais condizentes com a nossa espécie.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

ÓRFÃOS DA TERRA

A parte inicial da novela Órfãos da Terra, escrita por Thelma Guedes e Duca Rachid, mostra bem a situação da vida que a humanidade forjou ao se sobrepor às leis do Criador, o construtor e o dono da Terra, para que nela a semente espiritual pudesse se tornar o autêntico ser humano apto e capacitado para formar no planeta uma cópia do paraíso celeste.

Quando o ser humano se encarnou na Terra tudo já estava pronto sem que ele tivesse contribuído em nada; mas, com o correr do tempo, foi deixando de seguir cuidadosamente as leis da Criação com humildade perante o Senhor de Todos os Mundos, acarretando o surgimento da aspereza, miséria, brigas e guerras, inveja, cobiça de poder e ódio, e foi paulatinamente perdendo a condição de ser humano que ouve a própria consciência, o verdadeiro eu. Há um único Criador, mas os seres humanos criaram religiões que separam os homens em vez de uni-los em torno dos corretos propósitos de vida.

Vamos olhar para o personagem do despótico Aziz, homem rico que se julga superior a tudo o mais. Ele é uma pessoa cujo espírito está adormecido e dominado pela própria vontade intelectiva que só enxerga o mundo material visando alegrias e prazeres terrenos, incluindo-se nisso o desfrute do poder como recompensa pela sua astúcia e, por isso, quer que todos se curvem sob a sua vontade. Jamil, por sua vez, em sua humildade espiritual, tem uma percepção mais ampla da vida, ouve o íntimo e a sua consciência intuitiva que o admoesta sempre que as ações humanas se contrapõem às leis do Criador. Aparenta ser um ser humano cuja livre resolução não acorrentou o próprio espírito ao corpo terreno perecível; ele percebe a vida além do mundo material onde a vida se tornou uma luta pela sobrevivência.

Outrora, quando o espírito ainda conseguia se manifestar, era comum as pessoas se comunicarem com almas do além. Mas a espécie que atraíam dependia do querer interior, para o bem ou para o mal. Muitos poderosos se aconselhavam conscientemente com espíritos trevosos que lhes davam indicações de como poderiam aumentar o seu poder terreno através de ações ignóbeis que conduzem a humanidade para caminhos falsos, como se fosse um acordo de entrega da própria alma. Hoje nem isso ocorre; a influência se dá diretamente no cérebro frontal, de forma inconsciente, como se fossem pensamentos próprios cuja vaidade muito aprecia dando a sensação de grandeza ao intelecto, mas igualmente entregam sua alma ao mal.

Pelo visto, Thelma e Duca têm em mãos um excelente material para desenvolver uma novela ao agrado do público que, na luta do bem contra o mal, sempre fica na torcida, esperando que, de forma justa, cada um colha os frutos, saborosos ou amargos, daquilo que semearem em suas vidas.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O QUE É A MENSAGEM DO GRAAL

“Escrevi a Mensagem do Graal, que eu ansiava trazer à humanidade. Essa Mensagem contém o saber da atuação completa da Criação, sem lacunas. Nela os seres humanos reconhecem os caminhos que devem seguir, a fim de alcançarem a paz interior e com isso uma atividade alegre já aqui na Terra. Meu alvo é de espécie espiritual. Não trago uma nova religião, não quero fundar uma nova igreja, tampouco uma seita qualquer, mas sim dou, com toda a simplicidade, um quadro nítido da atuação automática da Criação que encerra a Vontade de Deus e onde o ser humano pode reconhecer claramente os caminhos que são bons para ele”. (Abdruschin)

Na Luz da Verdade Mensagem do Graal conduz à percepção de que podemos participar ativamente tanto de acontecimentos próximos quanto distantes que ocorrem em nosso planeta, no presente e no futuro, contribuindo, dessa forma, para a evolução do Universo. Passamos, a partir disso, a compreender a importância dos pensamentos, das palavras e das ações na formação do destino.

OS ESTADOS E A CRISE

Os Estados surgiram para dar melhor ordenamento à convivência pacífica e desenvolvimento geral. Mas logo se instalou a imaturidade fiscal decorrente da imaturidade pessoal que muitas vezes se mescla com mania de grandeza e a desonestidade das pessoas escolhidas pelos eleitores para zelar pelas cidades e pelo país. Até quando veremos esses disparates na gestão pública de cidades e países como o Brasil, sempre em desequilíbrio nas contas internas e externas?

A grande responsabilidade dos governantes é eficiência na gestão pública, mas o temos visto é a decadência nas cidades e estatais largadas nas mãos de corruptos. As cidades devem manter o foco nas prioridades; sobra apagão mental em todos os setores e ações cosméticas iludem, mas não convencem. Falta programa de reparo e manutenção das vias públicas. É indispensável que haja equilíbrio nas contas internas e externas, redução da dívida e investimentos reais.

No passado recente, muitas manufaturas eram produzidas no Brasil; havia trabalho, sobrava um dinheirinho para a pizza no fim de semana. As famílias ficaram endividadas. Produzia-se de tudo que agora vem do exterior. Faltam empregos. Não há dólares suficientes a não ser quando sobem os juros. Então fica a questão de como aumentar a produção, emprego e consumo sem desequilibrar as contas internas e externas. Alcançamos um número extraordinário de desempregados. O que o Brasil precisa mesmo é de produção, empregos, boa educação e melhora nas condições gerais de vida, tudo que foi sendo perdido nas décadas passadas.

A educação é questão fundamental no Brasil e no planeta para que as novas gerações avancem na qualidade humana e se tornem cidadãos úteis, que cultivem a liberdade e a responsabilidade, que contribuam para a melhora continuada das condições de vida. Se a indústria se retrai, não há cursos técnicos. Serviços exigem pouco preparo e pagam menos. Mas o homem culto fortalece a nação e gera filhos de qualidade nobre. Sem boa educação não há futuro.

O mundo se defronta com a crise de depressão pela falta de propósitos de vida. Por que e para que nascemos na Terra. Qual deve ser o propósito da educação? De acordo com o tipo de educação desejado para as novas gerações é que deverão ser preparados os professores. Os jovens têm de avançar na qualidade humana para que surjam cidadãos úteis, que cultivem a liberdade e a responsabilidade, que contribuam para a melhora continuada das condições de vida.

Habituado com o trabalho escravo, não se formou no país adequada política salarial para os trabalhadores. O Brasil conservou um dos mais baixos níveis salariais. A população ensaiou emergir da pobreza e da baixa cultura. Isso durou pouco; veio a crise da dívida externa e tudo foi degringolando. Com a aventura do real valorizado, não demorou para surgir o grande desarranjo. A produção foi caindo. Os empregos foram sumindo, enquanto a população ia crescendo. Grande parcela da população não concluiu o curso médio de ensino. Agora a tendência é nivelar tudo por baixo.

O poder caminha ao lado do dinheiro desde que esse foi inventado como o grande ídolo que suplantou todas as tiranias para dominar livremente sobre as nações com a colaboração de estadistas vendilhões, os quais continuam a venda, mesmo sendo necessária a reconstrução de tudo que está desmoronando.

Devemos buscar, todos juntos, um mundo melhor de progresso espiritual e material em convivência alegre e pacífica. Vivemos a fria aspereza do século 21 sem que surjam lenitivos para a alma, mas poucos se aventuram em ir buscar as causas no passado no qual foram geradas todas as mazelas da atualidade.

Jesus veio para mostrar para a humanidade o significado espiritual da vida e sua transcendência com imagens que refletem as leis da natureza, que dão ao espírito a possibilidade de adquirir a autoconsciência no mundo material para retorno à sua origem. Mas a humanidade se agrilhoou aos prazeres materiais, sufocando o espírito. Os responsáveis pelas religiões agiram da mesma forma. Com a progressão do materialismo, a Terra se transformou no vale de lágrimas. No século 21, conflitos de interesses e lutas pelo poder tecem o cenário ameaçador e o ser humano vai perdendo a sua humanidade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

BICICLETAS ESPECULATIVAS

A humanidade já vinha há algum tempo perdendo o rumo, dando espaço às tiranias. Após séculos de predomínio da Igreja e seus reis, foi surgindo a ideia do dinheiro que, tomando corpo, deu origem ao Estado Democrático Republicano, garantidor da moeda – essa desconhecida misteriosa que desafia os mais experts economistas e complica a vida dos governantes. Surgiram os Bancos Centrais.

Há um desarranjo global. O dólar se tornou a moeda que movimenta as engrenagens da economia, mas acabou sendo um elemento de conflitos e o grande alvo da humanidade. A busca por acúmulo de dólares permitiu todo tipo de manobras para favorecer uns em prejuízo de outros. A China almeja privilégios semelhantes com sua moeda, mas estamos diante de um balaio de gatos sem saber quem manda mais?

Os políticos foram exorbitando, deixando de cumprir seus deveres junto à população. Os Estados se endividaram. As novas gerações não receberam o preparo adequado. A insatisfação cresceu. Diante da decadência, o que está em risco é a própria humanidade, a individualidade, a clareza no pensar, a fixação de alvos nobres. Como resolver a questão dos fluxos financeiros, rios de dinheiro para lá e para cá em livre trânsito agitando a flutuação cambial?

A difícil paz e progresso humano em regiões dotadas de abundantes recursos naturais e com poucos estadistas voltados para o bem geral da população, prevalecendo interesses econômicos e financeiros em meio a lutas pelo poder e radicalismo religioso. Felizmente o Brasil se constituiu em nação em 1822. Outras regiões colonizadas só alcançaram a autonomia no século 20, mas ainda permanecem como arena de conflitos.

Desde a época de sua independência, o Brasil recebe ataques. A imperatriz Leopoldina foi vítima de vários atentados, mas conseguiu levar avante o projeto de criar uma nação autônoma e do bem que deveria se voltar para a Luz. De lá para cá foram inúmeros os ataques para jogar o Brasil na mão das trevas. Uma nova cartada está em andamento. Urge manter a serenidade e a força de vontade, confiando na Luz Divina para se abrir aos canais do auxílio. Quem reconhece a força do espírito e a utiliza para o bem, torna-se um benfeitor da Criação.

A mudança climática e outras alterações da natureza em andamento são grandes ameaças para a espécie humana. Mas há uma outra grave ameaça pouco reconhecida e estudada que são as mudanças de comportamento das novas gerações que estão perdendo a individualidade e a criatividade. Das inspirações mais elevadas decaímos no sentimentalismo, e agora nem isso; só fantasias embrutecidas geradas por cérebros mecanizados sem calor humano.

A indústria foi severamente golpeada com o dólar barato. A dívida pública subiu tanto chegando ao gargalo através da irresponsabilidade dos gestores e da acumulação de juros compostos elevados. A previdência é uma questão complicada. As mais custosas aposentadorias estão nos altos cargos do setor público. Vamos supor que o grande capital financeiro reinvente as vantagens de se aplicar no Brasil. Se houver uma volumosa entrada de dólares, então qual será o efeito para a economia real?

Vai aumentar a produção de bens e empregos? A população terá melhores condições de vida e de desenvolvimento da qualidade humana? Ou continuarão as bicicletas especulativas de entrada de dólares na desvalorização do real para saírem mais gordos na valorização? Basta ver a questão das balanças comerciais, da deslocação de empresas e empregos. Como ter consenso para restabelecer o equilíbrio geral? Na ausência disso, as pessoas se tornam contrárias à globalização.

O enrijecimento vai crescendo. A vida vai apertando. O tempo vai encurtando. Mas é preciso lutar e ir em frente com coragem e confiança. Se todos agirem com respeito e consideração na família, no trabalho, no trânsito, na vida em geral, as pessoas terão a percepção de que não somos inimigos, que não estamos em luta e que cada um de nós é um peregrino que precisa alcançar a evolução pessoal e espiritual.

O Brasil precisa de produção, emprego, renda consumo, equilíbrio nas contas, tudo para melhorar a arrecadação. Estamos entregando as riquezas da natureza e regredindo, precarizando, nivelando por baixo na educação, no salário, na aposentadoria. Esperemos que o bom querer da população do Brasil impulsione os ventos da renovação.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

TEMAS IMPORTANTES PARA ANÁLISE E REFLEXÃO NO CANAL VIDA E APRENDIZADO NO YOUTUBE

Como a vida se tornou possível e todos os elementos que necessitamos para nossa sobrevivência é o tema que o escritor Benedicto Dutra propõe para reflexão no vídeo “O que se passa com o mundo” https://bit.ly/2Qvcwuz – presente no canal Vida e Aprendizado, no YouTube. O autor também focaliza a situação econômica brasileira ao longo dos anos e os desequilíbrios causados pela alta dos juros que geraram consequências negativas no país e no mundo. Dutra destaca ainda a importância da educação das novas gerações e alerta para o aumento da automatização que poderá implicar na redução dos empregos no futuro próximo.

Em outro vídeo – “Qual é a tarefa do ser humano”https://bit.ly/2EuXFKe, Dutra discorre sobre os principais pontos que são explicados com maiores detalhes no livro de sua autoria A Trajetória da Humanidade (disponível na Amazon Books – https://amzn.to/2QGdlQF). Na visão do autor, necessitamos de coragem e determinação para alcançarmos o desenvolvimento contínuo, sempre buscando o bem, utilizando para isso todo o nosso potencial em que se inclui a espiritualidade.

Veja esses e outros vídeos esclarecedores sobre o momento de grandes transformações que estamos vivendo. Inscreva-se no Canal Vida e Aprendizado – Projeto Escola da Vidahttps://bit.ly/2UHnueM e mande seus comentários e sugestões.

DESPERTANDO DO TORPOR

As pessoas estão percebendo que há pouco dinheiro circulando devido ao declínio na renda. Ocorreu uma evidente queda das atividades industriais e gerais. Pelas estradas e avenidas há vários estabelecimentos com placas de “vende-se ou aluga-se”. Quando importamos mercadorias, uma parte do dinheiro não fica no giro, vai embora, não recircula mais. Para continuar mantendo o dólar barato, de 2012 a 2017 a dívida sofreu um crescimento de um trilhão de reais em juros e perdas cambiais.

Os governantes querem ampliar a esfera de atuação, criam unidades, empregam milhares de pessoas para rotinas ineficientes de controle, e os desonestos procuram tirar vantagem vendendo facilidades. Esbanjam e desviam o dinheiro. Assumem dívidas enormes para o presente e o futuro. O endividamento público do Brasil alcançou em junho de 2018 o montante de R$ 5,186 trilhões em junho, ou 77% do Produto Interno Bruto. O descontrole representa o grande nó das estruturas perdulárias dos governos. Nos EUA, que prima por controle dos gastos, até setembro o déficit foi de US$ 779 bilhões.

O descontentamento com a forma como o Brasil vem sendo governando há décadas gerou uma grande virada; esperemos que promova os efeitos desejados com seriedade, bom senso e progresso. A indignação se sobrepôs ao torpor, revelando as manobras empregadas para manipulação. Não só a gestão corrupta dos últimos 13 anos com a aparência de visar à melhora das condições, mas todo o histórico da república atesta o descaso com a população, seu despreparo e piora da qualidade de vida. Como o esgoto não tratado que escorre pelas ruas, ou explode dos bueiros, assim é a reação daqueles que se viram desesperançados pela má gestão. Há uma encruzilhada, uma mudança de rumo, mas a bagagem dos erros e a reação de interesses pessoais feridos pesam, gerando turbulências.

Já tivemos no Brasil muitos planos que não deram certo. Cruzado, Tablita, Confisco, Real com dólar fixo. Mas a economia precisa de naturalidade para que os agentes possam produzir, gerar trabalho e consumo, o que requer menos Estado, menos monopólios, melhor preparo dos jovens. Imagine um trabalho que rendesse R$ 40 por hora e passasse a ser feito no exterior por R$ 4; isso elimina muitas atividades internas acarretando a precarização geral que não se sabe até onde vai. Isso é um problema que tem de ser resolvido, pois do contrário, na economia 4.0, a humanidade poderá regredir aos tempos da primeira Revolução Industrial, quando a mão de obra saída do campo tinha de trabalhar 15 horas para ter uma existência péssima.

Enfrentamos a crise mundial de precarização. Dinheiro curto, pouco tempo para lazer e autoaprimoramento. Os governantes ou produzem inflação, ou manipulam o câmbio com juros elevados, endividando o país, hipotecando o presente e o futuro. A humanidade se defronta com graves desafios. É preciso educar não só com as técnicas para produzir. O homem tem de entender a vida e saber qual a sua posição no planeta.

A natureza está dando seu recado através das catástrofes. O homem quis se sobrepor a ela, dominá-la para fazer dinheiro. Mas somos parte da natureza e destruindo-a, não respeitando seus mecanismos, estamos agindo contra a humanidade, o que não deve ser pretexto para implantar um governo mundial que restrinja a liberdade. Deve-se incluir a natureza na educação infantil. Grande parte da madeira nobre oriunda de 20% da destruição da floresta amazônica foi contrabandeada para fora.

No Brasil, frequentemente ocorrem invasões. Um problema grave, que se arrasta há anos sem um plano de caráter nacional, envolvendo o governo federal, estados e municípios, que impeça a degradação das cidades e precarização geral das moradias. Enquanto nada vai sendo feito, as ocupações irregulares aumentam nas mais precárias condições. Se há elevado número de desempregados, as prefeituras poderiam incentivar as hortas comunitárias em tantas praças e terrenos mal cuidados. Atividades benéficas e alimentos seriam a resultante desse esforço.

Desde longa data há muitas profecias sobre o Brasil como ponto de ancoragem da Luz, e vida pacífica. Isso impunha que os seres humanos ansiassem pelo bem como condição para que a Luz beneficiadora fosse atraída. Com o apego ao materialismo, as trevas erigiram uma muralha escura na Terra que agora deverá ser rompida pela aumentada força da Luz. Haja seriedade e humildade espiritual.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

HUMANIDADE SADIA DE ALMA E CORPO

Como consequência de descuido com a vida, o viver se tornou mais difícil no século 21 do que nos anteriores. A intensidade das crises econômicas e sociais, seja nos ambientes de trabalho ou nos familiares, se reflete no aumento da pressão sobre a alma. No turbilhão, são poucos os momentos de serenidade e muitas pessoas nem conseguem alcançar esse estado, deixando-se levar nos desencontros da vida.

Quando lançamos o olhar para o nosso tumultuado mundo percebemos que a humanidade vem perdendo a visão mais ampla da vida. O foco é viver o hoje sem olhar para o que vai ser o amanhã. Com as incertezas reinantes, faltam projetos concretos de melhora geral. O movimento é uma das leis da vida. A estagnação é nefasta. O domínio permanente do corpo exige força de vontade. A saúde é a grande riqueza, muitas vezes irresponsavelmente descuidada nesse sistema de vida inumano que o homem forjou ao se afastar da naturalidade, deixando de pesquisar por que e para que se encontra neste planeta. O corpo é o maior presente que o espírito recebeu para sua peregrinação na Criação. A possibilidade de viver mais deveria ampliar o saber sobre a vida, seu significado, suas leis naturais.

O poder das leis da Criação é o grande poder que contém a Vontade Criadora de Deus, o mais importante para o ser humano que, descuidadamente, não se conscientizou de que no reconhecimento e respeito a essa Vontade está o segredo da vida. “Pai Nosso que estais no céu seja feita a vossa Vontade”. As Leis da Criação, também chamadas leis naturais, ou leis universais, ou cósmicas, conduzem a Energia Criadora que a tudo sustenta, e a sua atuação ocorre uniformemente em todas as dimensões, visíveis aos nossos olhos ou não. Através delas, o livre arbítrio tece os destinos individuais e da humanidade como um todo. Cada pessoa recebe de volta as consequências de seus atos, bons ou maus, incluindo os pensamentos, as falas e as ações. São elas: Lei da Reciprocidade, da Gravidade, da Atração da Igual Espécie, do Movimento, do Equilíbrio.

Estamos caminhando para a completa alienação do sentido da vida. Quanto mais persistirmos nessa situação, mais ficamos sujeitos ao atraso, incapacitando as novas gerações para a construção de um futuro melhor e mais humano. Necessitamos de inclusões na educação das novas gerações que atualizem o preparo para a vida através de aprendizado útil e indispensável em questões essenciais da vida como asseio e higiene, alimentação sadia, atividade física, contato com a natureza, importância do trabalho, responsabilidade, amor a terra onde nasceu, refletir intuitivamente, enfim, tudo que desperte o ser humano para o autoaprimoramento, inclusive a responsabilidade de gerar filhos.

O Mandamento “honraras pai e mãe”, recebido por Moisés, era direcionado a homens e mulheres que queriam ter filhos, pois o recém-nascido precisa de cuidados especiais e de bom preparo para a vida. Com o passar do tempo, perdeu-se essa noção. Em muitos casos, os filhos vinham por acaso, e deu no que deu. Possivelmente os dogmas tenham influenciado a ausência de preparo dos jovens em conformidade com as leis naturais. A desorientação acabou descambando para o extremo da libertinagem, desvalorizando o sexo feminino, acarretando enfraquecimento e declínio da espécie humana.

Não podemos permanecer alheiros à forma que a humanidade está vivendo. É indispensável refletir e analisar os acontecimentos e seus impactos para ampliar os horizontes. É uma oportunidade para cada um se fortalecer ao adquirir clareza sobre o que está acontecendo ao seu redor e pressionando corpo e alma.

As engrenagens da vida se aceleram, o tempo vai escapando do nosso controle. Com a progressão das crises, aumentam as dificuldades, a alma fragilizada pouco participa, aumenta a aspereza. Vidas vazias, sem sentido que podem levar à busca de entorpecimento como fuga da realidade opressora e como meio para contornar a pressentida doença da alma e do corpo. O tráfico de drogas ilegais se aproveita e também os distribuidores legalizados. Um negócio de bilhões de dólares para entorpecer a humanidade afastada do significado da vida, e que necessita seguir as leis da Criação para ser sadia de corpo e alma.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

A PRECARIZAÇÃO DA HUMANIDADE É INEVITÁVEL?

A tecnologia avança sempre, mas o homem permanece estagnado, ou seja, com seu aperfeiçoamento, as inovações viriam ao encontro da melhora geral. No entanto, a globalização, as novidades e tudo mais são monopolizadas para fins egoísticos, e em vez de melhora, acabam introduzindo precariedades na vida em geral, acelerando o declínio da espécie.

O Ocidente acabou se tornando vítima de seu próprio imediatismo praticado ao longo do século 20 e que culminou na crise financeira de 2008. O futuro se apresenta conturbado com o pêndulo pendendo para o lado da China que tende a assumir a preponderância econômica. Em tal situação, caberia ao Ocidente buscar formas de deter o avanço da crescente precarização geral, em vez de partir puramente para o confronto comercial e protecionismo de ocasião. Está faltando um projeto de coexistência econômica pacífica que não empurre a humanidade para o descalabro.

O atraso e declínio da humanidade vêm impedindo que a massa dedique seu tempo e esforços para cogitar por um mundo melhor. Isso está acontecendo com incentivo da mídia: violência, descaramento, corrupção, irresponsabilidade, sexualidade embrutecida e drogas em profusão, declínio geral sem um mínimo de propósitos humanos, gerando incerteza e desesperança. Como será possível o aprimoramento da humanidade em um mundo melhor?

A pressão destrutiva é forte. Começa já na infância, mas a tragédia maior tem lugar na adolescência, quando é atacada e sufocada a natural nobreza que desponta no coração dos jovens para um despertar para a vida real, sendo tudo arrastado para as lixeiras do mundo onde o egoísmo e a volúpia não possibilitam a construção sadia. Para formar adultos equilibrados, o contato com as belezas e perfeição da natureza é de fundamental importância.

Diante da atual situação do planeta, com seus desequilíbrios ambientais, econômicos e sociais, muitos jovens começam a perceber que além dos prazeres, do consumismo e do dinheiro, há algo muito importante para ser vivenciado. A eles pertence o futuro. É necessário que eles adquiram o movimento certo para uma forma de vida sadia e alegre, indispensável ao saneamento e à harmonia, para se manterem despertos e motivados para alcançar a melhora geral nas condições de vida. A ação impulsiva, sem reflexão intuitiva, é nociva, porém é frequentemente empregada como modelo em filmes e novelas.

Para onde estamos caminhando? A produção se concentra, aumenta a produtividade, empregos são reduzidos. Onde obter consumidores para a enorme capacidade de produção? Há um desequilíbrio na economia global. Como chegar a um denominador comum que favoreça todos os povos? A tentativa de impor tarifas surge como uma revolta à atual situação de comércio internacional do livre mercado, que funciona na base de inequações, isto é, admite-se igualdade de tratamento diante de fatores desiguais. Os efeitos se mostram em todos os países cuja balança comercial tem apresentado déficits. Evidentemente, a forma abrupta de busca de equilíbrio causa rupturas. Mas como o equilíbrio nas transações gerais poderá ser estabelecido? Algo deve ser feito, a hora exige bom senso de todos.

O despreparo das novas gerações, a permissividade, a invasão das drogas e os políticos vendilhões contribuíram para a inversão de valores promovendo retrocesso geral. O que será da qualidade de vida fora dos centros de excelência em produção avançada? Quem está se ocupando com isso para elaborar planos que evitem o descalabro social?

O Ocidente se tornou ingovernável; países como o Brasil vão decaindo no atraso e na precariedade. O Ocidente se revelou inábil para promover a paz, o progresso, o aprimoramento da humanidade, o bom convívio com a natureza. Como a China poderia contribuir sobre isso? Que efeito terá a férrea disciplina sobre as individualidades?

O Brasil caiu nas mãos dos burocratas do executivo, legislativo e judiciário. Muitos deles julgam-se donos do país e que a população aí está para servi-los. Quanta lama não foi lançada sobre tudo que pudesse lhes render algo? Os honestos se afastaram da política enlameada, é “lamantável”. Na educação, permitiu-se o enrijecimento total que induz as pessoas a acreditarem que nada mais são do que seu corpo terreno e que sua alma adormecida não existe mais, pois somente com a participação dela o mundo poderá se humanizar.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7