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O PARQUE DE DIVERSÕES

Este é um momento decisivo da humanidade que pouco se esforçou para conhecer o significado da vida e sua finalidade principal, e agora entrou num labirinto onde não encontra a saída. Mas quantos querem realmente achar a saída? Quantos só pensam em um regresso à forma frouxa de viver, só buscando comida, bebida e prazeres, como se a vida não fosse nada mais que um passeio num parque de diversões.

O ser humano não é como os animais sem livre-arbítrio; embora seu corpo seja de origem animal com órgãos reprodutores, é espírito. No pós-guerra surgiram as grandes instituições criando esperanças de um mundo mais humano, mas as guerras prosseguiram, os países se endividaram, a especulação tomou conta, fecharam as fábricas e foram produzir na China, pagando uma fração do salário do ocidente e promovendo a precarização geral. Cada indivíduo tem de se tornar verdadeiro ser humano, pois sem isso o caos nos aguarda.

É preciso verificar a realidade. Para o lobo homem, geralmente em pele de cordeiro, o que vale é obter o que ele cobiça. Em décadas de desfaçatez, engessaram o gigante. O Brasil tem de dar uma guinada através do querer, da força de vontade e ações de seu povo e governantes. É preciso encontrar a fórmula de produzir mais, empregar mais, educar mais; sem isso a pobreza só aumentará.

Reis e sacerdotes falharam na condução dos seres humanos, e veio a república que foi contaminada pela corrupção e cobiça de poder. Na falta de estadistas sérios, empenhados na melhora das condições gerais de vida no planeta e no bom preparo das novas gerações para a vida, o Estado cai na mão dos corruptos que arruínam tudo, ou na dos tiranos que acabam com a liberdade e a força de vontade da nação, e tudo vai estagnando pela falta do movimento voltado para o bem geral, para um viver sadio e alegre, em atividades construtivas e beneficiadoras.

Uma questão que tem mobilizado a opinião publica é a aprovação do fundo eleitoral elevado pelo Congresso para R$5,7 bilhões para financiamento da campanha eleitoral de 2022. Seria isso a busca de compensação pelas perdas havidas com o crescente cerceamento de negociatas nos ministérios e nas estatais? Se o governo vai fechando as torneiras do dinheiro fácil na administração do país, logo surgem outras de larga vazão do dinheiro público, para benefício da casta que se aboleta no poder para obter o máximo de vantagens, deixando de cumprir seu dever para com o Brasil e sua população.

A natureza é o mais belo presente que a humanidade recebeu. Dela obtém-se a água que a tudo sustenta e os alimentos para conservação do nosso corpo. Com inteligência e capacidade de transformação, conseguimos grandes avanços, mas a um custo muito grande para o planeta. A forma como exploramos as riquezas naturais, a falta de consideração para com o semelhante, e a quantidade de lixo que geramos chegaram a um limite perigoso, ameaçando não apenas as várias espécies animais e vegetais, como também a nossa própria sobrevivência. Os homens no poder e a humanidade em geral têm subestimado a força da natureza, julgando-se superiores, sem atentarem para as leis naturais.

A natureza está enviando seus recados em forma de catástrofes. De todas as formas chegam os sinais de que o viver na Terra seguiu por caminhos errados. Acontecimentos drásticos apontam para a necessidade de reconhecimento e mudanças. As leis naturais ou leis cósmicas do Criador, que a tudo regem, trazem de volta a colheita do uso do livre-arbítrio e dos talentos inerentes ao espírito humano, destinados ao aprimoramento da espécie humana. São o balanço contábil; a verificação do resultado das ações, e assim, naturalmente, as leis do Criador recebem um reforço, e tudo vai acontecendo cada vez mais aceleradamente.

O espírito foi encaminhado para a matéria grosseira para reconhecer a sua origem e se tornar forte, mas tinha de domesticar a vontade egocêntrica que se forma em seu cérebro, pois se não fizer isso se torna fraco e dominado, cego e surdo, para que não procure seriamente a Verdade e o reconhecimento do Criador e suas leis e, fatalmente, caminhará para ruína por vontade própria em vez de alcançar um viver abençoado.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

UMA NOVA ECONOMIA

Uma nova economia, com a centralização das decisões pelo Estado forte, planejando e controlando tudo, entrou em competição com o livre mercado sob a influência do poder econômico e político, onde a população tem sido submetida a um processo que a mantém acomodada; todavia havia empregos de mais qualidade com menos luta pela sobrevivência. O objetivo é produzir e vender grandes lotes com pequenas margens de lucro, mas que representam montante significativo devido às quantidades e preços imbatíveis. Esperemos que isso não venha a sufocar as capacitações e iniciativas dos indivíduos. Qual será o futuro desses dois sistemas que oferecem riscos e vantagens para uns e outros, mas que pegou o ocidente despreparado e que agora está sem rumo? A economia tem de se tornar simples e natural, com equilíbrio, ou a precarização poderá avançar.

No ocidente, movimenta-se muito dinheiro, mas não há muitas fábricas produzindo e requerendo financiamento de capital de giro, então o capital vai para as bolsas de valores, sem resultar na criação de novos empregos. Investimentos em infraestrutura são necessários, mas não geram exportações. No Brasil, a desestruturação da economia, que já vem cambaleando há décadas, será altamente danosa, trazendo ao país o risco de entrar em nova estagnação.

A individualidade e a diversidade dos povos são naturais, no entanto tais diferenças favorecem o progresso, observando as leis da natureza que são uniformes para todos os povos e, em sendo respeitadas, favorecem o entendimento e a paz. Com os recursos ofertados pela natureza, a vida no planeta não deveria apresentar tanta miséria, desde que os seres humanos seguissem as leis naturais da Criação. Porém, o viver foi se tornando cada vez mais áspero, surgindo a luta e a astúcia para a sobrevivência.

Pessoas que decaíram muito na estrada da vida, sejam ricas ou pobres, têm dificuldades para sair do nível em que se encontram por não quererem reconhecer que a causa do declínio está nelas mesmas. Os seres humanos, dominados pela cobiça, se tornaram desconfiados e estranhos uns aos outros. Raramente notamos entre os indivíduos e os povos um gesto de sincera cordialidade e consideração; faltam as palavras amistosas tão frequentes em épocas passadas.

A irregularidade nas chuvas começa a preocupar com a diminuição do nível dos reservatórios. O mundo esteve, durante séculos, olhando só para o dinheiro, esquecendo tudo o mais, deixando em segundo plano a riqueza que nos é dada pela natureza como o ar e a água, fora todas as outras benesses. Mas agora estamos no limiar em que a sociedade estará sujeita a crises de todas as espécies que ocorrerão com frequência daqui em diante. Ou seja, eventos que porão em evidência a estupidez dos homens em relação à própria vida e à sustentabilidade do planeta. Cada país terá de se dedicar intensamente na recuperação em seus limites, cuidando de seu povo e sua cultura; no entanto, tirar vantagens de outros povos e nações tem de ser banido para que haja paz e progresso.

Se quisermos um mundo melhor, em continuado progresso, é preciso acabar com a luta por riqueza, poder e dominação, e a geopolítica travada pelos poderosos contra a grande massa. Não há equilíbrio. Prevalece produzir onde o custo seja o mais baixo, para vender aos que ainda podem pagar. O poder e os ganhos são disputados pelos graúdos, enquanto a miséria vai aumentando. Necessitamos de uma economia sem os atuais gritantes desequilíbrios. Não basta simples parceria; é preciso que haja progresso e ganhos mútuos.

A pandemia parou a economia em 2020. Nada de tão grave ocorria na economia desde 1929. Se tudo está parado, não há renda; sem renda fica difícil sustentar empreendimentos deficitários. Enfim, pouco podemos fazer e decidir enquanto a economia não entrar no ritmo. Até lá temos de prosseguir do melhor jeito que pudermos, sem ficar ruminando descontentamento e insatisfação com as atuais condições de vida para não criarmos desarmonias ao nosso redor.

Mostrar gratidão pelo dom da vida com espontânea alegria da alma gera harmonia em nosso entorno. Não podemos descuidar da vigilância, mas permanecer atentos, descortinando o momento com as suas imposições e oportunidades. O bom é alegrar-se com a vida em vez de ficar cismando sobre as ninharias.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

TERRA, PLANETA MARAVILHOSO

O maravilhoso Planeta Terra, um raro planeta criado com ar, água e florestas, para acolher os seres humanos para que pudessem evoluir e dar a sua contribuição espiritual para beneficiá-lo, dando-lhe beleza de maneira continuada. Tudo é natureza enteálica; é dela que provém os materiais que formam o corpo humano. Mas os hóspedes sufocaram a naturalidade e estão destruindo a hospedeira Terra que os acolheu carinhosamente. Pouco se esforçaram para reconhecer e respeitar as leis naturais da Criação. O ar está empesteado de medo, ódio, inveja e cobiça, em vez de amor, consideração.

A energia renovadora do Criador desce para os seres humanos que estão combalidos com as lutas terrenas e pensamentos confusos, se estiverem sintonizados com sinceridade e humildade. Reconhecer a si mesmo. Parar de achar que o outro é o culpado. Bom momento para se desfazer dos erros. “Fazei a paz entre vós”. Conservai puro o foco dos pensamentos para alcançar a paz e a felicidade.

O destino é o resultado da atuação da Lei da Reciprocidade, que atua em consequência de nossos sentimentos intuitivos, pensamentos e ações. A força que perflui e vivifica tudo poderá acarretar o bem ou o mal conforme o querer, a livre resolução do ser humano, que pode ser beneficiadora ou destrutiva. O que o ser humano semeia, isso ele colherá!

O homem descobriu o intelecto e sufocou a intuição, a voz da consciência, única apta a contribuir para a visão correta. O cérebro entrou em desequilíbrio com a ênfase dada no desenvolvimento da parte frontal, mas a parte posterior, o cerebelo, não acompanhou. Ouvindo apenas o intelecto, o ser humano fica sujeito às manipulações externas, o que não aconteceria se contasse com a possibilidade natural de refletir intuitivamente. É preciso irradiar a alegria intuída para que o cérebro não irradie descontentamento.

A educação deveria dar segurança, mas as novas gerações estão se tornando inseguras e precoces. Falta-lhes o conceito de que tudo na vida requer equilíbrio, seja nas galáxias ou na economia, assim como no dar e receber. Tudo no universo depende do equilíbrio. O descontentamento torna-se revolta sempre que faltar o equilíbrio certo. O ser humano tem de ser grato e retribuir tudo que recebe. Compreender isso faz parte do bom preparo para a vida.

As complexas operações financeiras fogem da economia real. Não é à toa que esteja previsto aumento da pobreza no mundo. Inflação, juros, commodities, tudo vai apertando na direção de custar mais. Até parece conspiração. Atualmente há um desequilíbrio geral. Eclodiu a guerra comercial, recomendando a compra de produtos nacionais, proteger, tributar e retaliar.

Há no ocidente uma tendência para o aumento da presença do Estado, mas no capitalismo de Estado, com decisões centralizadas, não ocorre pressão do legislativo ou judiciário. A China tem superávit comercial, os outros têm de emitir, se endividar, ou vender ativos. Mais à frente haverá disputa pelo controle da moeda padrão mundial. Isso tudo vai interferir na liberdade democrática e na qualidade humana dos terráqueos.

A Luz da Verdade veio para a Terra, mas foi recebida com escárnio. Instalou-se a Segunda Grande Guerra Mundial, com milhões de mortes e miséria. Passada a guerra, houve para a humanidade um período de graça para que se buscasse sinceramente o significado da vida e viver de acordo com as leis do Criador. Na proximidade dos anos 1980 fechou-se essa abertura sem que a massa tivesse ousado despertar da indolência do pão e circo. No palco do juízo final, a humanidade permanece vivendo na indolência, alheia à agenda regida pelas leis da Criação que estão cobrando cada ação dos seres humanos com rigor incorruptível.

As leis universais da Criação são eternas e de ampla abrangência, na Terra e fora dela, e podem ser observadas na física, na química, na biologia. Todos os inventos e descobertas refletem a uniformidade dessas leis de suma importância para pesquisadores e inventores. O ser humano desrespeitou as leis naturais da Criação, caminhou pelas trevas, mas agora tem de achar o caminho de volta para a Luz e a Verdade, pondo em prática o reconhecimento e a estreita cooperação com as leis da Criação, construindo e beneficiando tudo para alcançar o bem geral e evoluir em paz e alegria.

O fundamental é que os indivíduos sejam fortes e bem-preparados para a vida, querendo praticar somente o bem, mediante o uso das faculdades que o Criador lhes concedeu; dessa forma, tudo caminhará no bom sentido. Sabedoria e Alegria! Vídeos especiais, deem uma olhada. https://www.youtube.com/channel/UCLwq5LwUg96KJ5rxVnt_Cdw/videos

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

LEIS DA NATUREZA E PROGRESSO

Enquanto Reagan e Thatcher se aborreciam com as gestões corruptas dos Estados-nação impondo o neoliberalismo e fortalecendo as finanças, Deng Xiaoping caminhava na direção de formar uma economia empresarial forte gerida pelo Estado, apta a obter superávit na balança comercial. E deu no que deu: os Estados-nação se endividaram, reduziram a produção fabril, descuidaram da educação, perderam terreno na tecnologia. Como encarar essa luta competitiva sem que haja declínio? E se o FED comprasse as ações das empresas significativas para administrá-las de forma centralizada como faz a China?

O que acontece quando um país geoeconomicamente bem-dotado sofre um processo interno de luta pelo poder? É o caso da Síria. O conflito interno atraiu a atenção e interesses de outros países, mas a situação só tem piorado, pois a população está à mercê dos combates e de toda situação traumática provocada pela guerra que já dura dez anos, sem que haja um vislumbre de solução. Os de fora que têm interesses, insuflam a guerra, visando atender aos seus objetivos, e o país vai se desintegrando.

Outra questão relevante refere-se à vacina. É algo que atua segundo as leis da natureza e que o ser humano descobriu de forma meio precária porque desconhece a amplitude dessas leis e a sua intuição está semimorta. São produtos capazes de estimular nosso sistema imunológico e garantir a imunização contra alguma doença. São produzidas com base no agente causador da doença, que estará inativado, atenuado ou presente apenas em fragmentos. Deveria ser algo para ser utilizado a bem da humanidade e com certeza deveria premiar os esforços pela descoberta, remunerar os custos de fabricação e oferecer ganhos. Mas o que fazem os seres humanos com algo que não lhes pertence, que não inventaram, apenas acharam o caminho primeiro e tiram a patente, e não permitem que outros possam produzir, mas estipulam que não serão responsáveis por efeitos colaterais?

Enfim, uma questão complexa que envolve a vida e a crise sanitária, que exige a busca de soluções especiais. A natureza faz parte da obra do grande Criador, por isso ela contém a perfeição em seu funcionamento que a tudo abrange, a qual cabe ao ser humano reconhecer e se adaptar para obter o melhor proveito e progresso em paz e alegria.

A humanidade tem vivido de forma egoísta e desprezando as leis da natureza, fazendo tudo errado por ignorância e por cobiça, provocando consequências desastrosas. O que seria da humanidade se a natureza dissesse: eu criei a água e o ar para o bem geral, não para ser poluída, e todos terão de pagar para beber água pura da fonte e respirar o ar que necessitam para viver. Sem se orientar para o bem, a humanidade está atrasada, só conseguiu usar a energia atômica para a destruição, assim como consegue produzir armas químicas ou biológicas, mas não consegue escapar do dia em que sua alma tem de abandonar o corpo.

Muitas pessoas querem mandar, mas quem pode mandar no Brasil? Quem deveria mandar? Na China manda o PC e seu presidente. Nos EUA, Trump mandava pouco, mas não sabia. A humanidade se encontra diante da grande colheita de todas as suas ações determinada pelas leis naturais da Criação. Quem é responsável pelo vírus que num piscar de olhos se espalhou pela Terra? Quem é responsável pelo mal que atinge o Brasil? Quem percebeu o drama da corrupção na Saúde da qual pouco se fala?

A humanidade continua desatenta ao mundo real. No século 16, Galileu Galilei, astrônomo, foi indiciado pela inquisição e teve de renegar verdades naturais pelas quais se orientava. Giordano Bruno, astrônomo e padre dominicano, não renegou fatos naturais, pois as leis naturais da Criação são universais, e para os corpos terrenos a lei é uma só, a qual também Jesus, o Filho de Deus, teve de se submeter.

O ser humano desrespeitou as leis naturais da Criação e não está achando o caminho de volta. Se quisermos um mundo melhor, em continuado progresso, se faz necessário acabar com essa luta por riqueza, poder e dominação travada pelos poderosos sobre a grande massa, e pôr em prática a estreita cooperação com as leis naturais para alcançar o bem geral.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

A ERA DA ACELERAÇÃO

Na economia interligada é preciso que se olhe o todo para entender como o Brasil chegou nessa situação. A crise da dívida externa dos anos 1980 foi crucial para o desarranjo geral o que se agravou mais inda com a inépcia da classe política no poder. O país viveu à base de estimulantes monetários atraindo o capital especulativo enquanto o potencial produtivo da economia real ia se esvaindo. Não foi só a classe política que armou isso, mas ela poderia ter sido menos destrutiva.

O ocidente optou por viver da finança e transferiu as fábricas para a Ásia, gerando as bolhas e incertezas e os Bancos Centrais se tornaram os guardiões do mercado financeiro, criando dinheiro para absorver os encalhes. Enquanto isso, o Brasil tomava emprestado engordando a dívida, encolhendo a indústria, perdendo empregos, e a classe política alheia, deixando o tempo passar.

Desgraça e caos se afiguram como o trunfo ao qual se apegam aqueles que querem o poder para si em 2022, mas não para o bem do país e sua população, e com certeza continuarão pactuando com aqueles que veem o Brasil como o grande pasto de engorda e sobrevivência de seus interesses.

Vivemos a era da aceleração que parece encurtar o tempo e acelerar como dominó as consequências das decisões dos seres humanos, e nada fica oculto. Em meio à crise, grande parte das pessoas continua vivendo com a usual displicência que arrastou o mundo à beira do abismo. A pandemia está abalando a economia e as finanças dos países e dos seus habitantes. As estruturas forjadas pelo intelecto frio e calculista, em oposição às leis naturais, estão abaladas.

A contaminação do vírus existe mesmo e exige cuidados, mas há também a utilização política do vírus com propósitos eleitoreiros e geopolíticos como num estado de guerra. Além disso, também estamos diante da prometida grande colheita de tudo que a humanidade semeou. A questão não é ficar em casa, mas fugir das aglomerações. Adotou-se uma política errada de comunicação com base no medo, o que gera atos de rebeldia. O mais correto seria a comunicação de conscientização de forma a fazer com que cada pessoa se preocupasse consigo mesma e com o próximo. Questão de saúde não é palco para politicagem.

A vulnerabilidade fiscal já existia antes da pandemia. O país foi deixando de produzir, as despesas subiram, o PIB não crescia, taxas de juros altas, a arrecadação exigia aumento dos impostos. O Brasil tem andado para trás na saúde, educação, desenvolvimento. Sem condição de competir com os importados, fábricas fecharam.

Os avanços da tecnologia decorrem de descobertas sobre as leis da natureza; o ser humano, em si, não cria nada. Tudo na natureza foi disposto para o bem e o progresso da humanidade; é justo que se aufiram ganhos com esse trabalho, mas os indivíduos, em sua sede de poder e cobiça, querem se utilizar das descobertas para dominar sobre os outros. Há um embate, uma questão difícil e os EUA estão se fragilizando por dentro com a perda da força de vontade do povo. Na China é diferente; a força do querer parte do Estado que impõe a sua vontade.

Os países que fecharam fábricas trocaram produção e empregos por manufaturas com preços menores. Agora, na crise, percebem que não seguiram o melhor caminho, pois fragilizaram a economia real. Os seres humanos estão perdendo a força de vontade como se fossem robôs, facilitando a manipulação do cérebro, do jeito que os adeptos do Estado forte gostam. Perdem-se as individualidades e diversidades; o avanço técnico encobre o inevitável declínio ético da humanidade.

Veja o que fizeram com as novas gerações no Brasil. Elas deveriam ter recebido da família e da escola o enraizamento de valores éticos e saberes que lhes permitiriam agir de forma construtiva e beneficiadora das condições de vida; mas estão sem força de vontade. É preciso ouvir a voz interior, a intuição e se pôr em movimento. Ao se afastar do bem, o ser humano se torna acessível às influências destrutivas, passando a fazer o jogo dos inimigos da Luz, de forma consciente ou não, semeando ruína e decadência, impedindo o desenvolvimento espiritual, próprio e da humanidade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

A ÉPOCA NÃO ESTÁ PARA FESTANÇAS

Em muitos países está ocorrendo o esvaziamento industrial. As grandes empresas se voltam para o mercado mundial e escolhem o lugar menos problemático para produzir, distribuir, vender e administrar. Isso acaba sendo desfavorável para muitos países que perdem empregos, renda, atividades e arrecadação, estagnando o desenvolvimento tecnológico. Uma questão complicada que requer análises sinceras. Na renhida luta pela sobrevivência em que a vida se transformou, os caminhões, nas rodovias do Brasil, andam colados no carro da frente e acelerando, e em qualquer imprevisto podem matar.

Nas vacinas, como em tudo o mais, a competição e desequilíbrio estão presentes. É estranho que o ocidente não esteja sendo capaz de abastecer a si mesmo. A vacina tem um preço. Chega mais para uns do que para outros, mas há apenas uma humanidade e, face ao progressivo contágio, deveria estar sendo produzida de forma coordenada. Mas com informações contraditórias e falta de credibilidade, tudo está gerando sensação de desalento. A distribuição deveria ser equitativa e pacífica, mas há brigas dentro dos países e entre eles.

A precarização geral avança pelo mundo, vai nivelando por baixo, redistribuindo a miséria a quase oito bilhões de bocas. A pandemia desorganizou o sistema e algo deve ser feito para evitar o caos. Foram introduzidas medidas para preservar empregos, tais como a redução de jornadas e salários, e auxílio emergencial, sendo que este último se tornou inviável dado a falta de recursos e o tamanho da dívida pública. Cabe à sociedade buscar meios de adaptação para subsistir de forma digna, compatível com a situação, sem entrar em decadência.

A vulnerabilidade fiscal já existia antes da pandemia. O país foi deixando de produzir, as despesas subiram, o PIB não crescia, a arrecadação exigia aumento dos impostos. Através das ações e dividendos, a bolsa seria a democratização do capital, mas se tornou a essência da especulação com riscos elevados. O Brasil, como outros países, precisa de governantes competentes, sérios, empenhados em criar as condições para que a população progrida com preparo e trabalho e não com ilusões desorientadoras.

Recentemente a imprensa noticiou a realização de uma grande festa, realizada em Brasília, após a eleição de Arthur Lira como o novo presidente da Câmara dos Deputados. O Brasil tem andado para trás na saúde, educação, desenvolvimento. O momento é tão crítico, mas grande parte das pessoas continua vivendo com a usual displicência que arrastou o mundo para a beira do abismo. Esperemos que não seja apenas mudança de moscas; já que os antecessores pouco fizeram pelo país, os atuais têm agora a obrigação de fazer um mínimo pelo Brasil, antes que o manjar acabe.

O mundo vive uma época que não é apropriada para festas e aglomerações, pois há sofrimentos, desalento e miséria se esparramando em toda parte. Os maus hábitos se instalaram no poder impondo sua força corrompedora a seres humanos sem fibra e sem ideais enobrecedores. Deixando de lado a festa e seu custo e de onde vieram os recursos, o que o povo do Brasil deseja é que a Câmara e o Senado ajam com responsabilidade e empenho para a melhora das condições gerais de vida da população.

Outro grave problema é o desencanto das novas gerações com a vida que saiu da naturalidade. As ideias consumistas criaram uma visão artificial e ilusória sobre a vida, captando as atenções gerais, mas pouco se fez no sentido de mostrar aos jovens o real valor da existência. Desinteressados, eles se descuidam e não conseguem a necessária força de vontade para buscar o reconhecimento do real significado da vida e contribuir para a construção de um mundo melhor que impulsione a evolução e o aprimoramento da espécie humana.

A natureza e suas leis oferecem tudo que o ser humano necessita para seu progresso e evolução, e o aprendizado infantil deve iniciar por aí e prosseguir por toda a vida, pois essas leis abrangem tudo o que foi criado. O ano de 2020 foi de isolamento, recolhimento interior e percepção de quantas ilusões absorvem o tempo das pessoas. Como será 2021? Esperemos que a Câmara Federal e o Senado retomem a sua posição de estarem a serviço do Brasil, trabalhando para o bem geral da nação.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

O MUNDO DE HOJE

A Inglaterra e a França criaram colônias pelo mundo e deixaram um rastro de imaturidade, indolência e corrupção que impediram a formação de uma consciência e força para construir uma nação forte, livre e independente, caso das nações da América Latina, incluindo o Brasil. A América do Norte atraiu muitos europeus que se refugiaram na esperança de criar um novo mundo de liberdade e solidariedade, mas também daqueles que cobiçam riqueza e poder, custe o que custar, contratando matadores para atingir os seus objetivos. A cobiça pelo ouro é a causa de muito sangue derramado.

Os Estados Unidos criaram o dólar. Alemanha e Japão se destacaram no desenvolvimento econômico. Índia e China se mantiveram estagnados por longo período com milhões de pessoas na pobreza. No século 20, houve um despertar na economia, tendo a China conquistado avanço inesperado ao produzir manufaturas para exportar dando trabalho a milhões de pessoas, mas o Brasil ficou para trás contando hoje com mais de 50% dos trabalhadores sem ocupação na economia.

Mais de 60% da população brasileira teve perda de renda nesta fase de parada geral. O dinheiro deixou de circular pelo mundo. As novas gerações estão desorientadas; elas não querem receber ordens e obedecê-las, mas estão inseguras; precisariam ser conscientizadas da necessidade de formarmos pessoas com o objetivo de melhorar as condições de vida no planeta. Muitos filmes nos atraem, utilizando a realidade como pano de fundo, mas derivam para uma forma de viver cruel, sem sentido, sem valor e que deprime. Isso não ajuda os jovens em sua formação. É um ataque à essência humana.

Os brasileiros de bom senso estão apreensivos diante da situação, pois enxergam a falta de boa vontade e a possibilidade de ruína de um país que permitiu o avanço da corrupção em prejuízo do progresso real; há disputas pelo poder sem preocupação com o futuro melhor; e todo o desmazelo com o país se espelha no aumento da precarização geral da vida. Vamos todos cuidar do Brasil com seriedade. Governantes, oposição, cidadãos e empresários devem unir esforços visando o bem do país, não a sua partilha.

Como preparar o ser humano para a vida? Como sair da alienação do significado da existência que se distanciou de propósitos enobrecedores? Einstein, Darwin, Newton e muitos outros reconheciam que havia poderosas leis reguladoras da natureza e da vida. Por isso a importância, até hoje não compreendida, de iniciar o aprendizado infantil através das belezas da natureza e seu encadeamento lógico de causas e efeitos, para inspirar novos cientistas como os acima citados que pesquisavam a natureza para adquirir saber real.

Uma reflexão importante foi feita pelo advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay: “muito além da morte, este vírus inoculou nas pessoas a insegurança, o pânico, a dúvida e uma quase desesperança. Talvez pela inusitada junção de fatores: isolamento, crise econômica mundial, fechamento do comércio, home office, escolas fechadas, desemprego, proibição de viagens, número abissal de mortos, enfim, um caos sem precedente. Mas o abalo psicológico tende a crescer e preocupar ainda mais. E se manifesta das maneiras mais diversas”. Temos de acrescentar que também os meios de comunicação e os filmes estão açulando as mentes já inquietas. Seja lá qual for a procedência do vírus, o fato é que esses acontecimentos são um chamado para a humanidade que tem levado a vida com displicência, sem voltar seu olhar com seriedade sobre a razão de nascermos neste planeta.

A geopolítica do mundo de hoje tem muito a ver com a conhecida Parábola do Bode na Sala que conta a história de um homem que, cansado das insatisfações, reclamações e brigas em casa, por sugestão de um amigo sábio, amarrou no centro da sala um bode. Além da bagunça que causou, o bode tinha um mau cheiro de matar. Uma semana depois, todos odiavam o bode. O homem voltou ao amigo sábio, que o aconselhou a tirar o animal da sala e limpá-la. A ausência do bode e a limpeza do local devolveram a harmonia à família. E não é que parece que foram espalhados muitos bodes pelo planeta? Logo irão aparecer salvadores interessados em oferecer soluções mágicas.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

A NATUREZA E O TRABALHO

A natureza oferece tudo que o ser humano necessita para a sua sobrevivência, mas exige esforço. O trabalho equilibrado faz parte da vida. Na natureza, tudo é movimento. Mas o homem inventou o dinheiro e o viver se tonou a coisificação do comprar e vender sem que haja alvos elevados e enobrecedores da vida e do trabalho. Com certeza isso decorre do enrijecimento espiritual e da perda da compreensão do significado da vida que vai transformando o ser humano em máquina sem alma.

O colapso do mercado de trabalho acabou se concretizando com a globalização e a concentração da produção industrial alcançada pela China, aliando o enorme contingente de mão de obra de baixo custo à automação da produção, visando o acúmulo de dólares, acarretando precarização geral.

Os recursos da natureza são limitados. Mercado e consumidores terão de se adequar, mas para isso se faz necessária a evolução dos indivíduos para encarar a vida com seriedade e solidariedade, estabelecendo metas de continuada melhora das condições gerais e da qualidade humana visando o progresso e a paz.

A economia saiu da naturalidade. A monetização avançou sobre todas as atividades. A economia de subsistência, existente em regiões afastadas, foi sendo eliminada. Tudo depende de dinheiro que se tornou escasso, e falta trabalho remunerado pelo mundo. A população está desorientada pela enxurrada de comunicações, tanto da imprensa normal como das mídias digitais. Vivemos sob o domínio das mentiras e da corrosão dos valores que lança os seres humanos na guerra de todos contra todos.

Como resolver esse dilema? O Presidente Bolsonaro demonstra preocupação com a situação econômica do país que não consegue produzir mais, empregar, gerar renda. Produzir e empregar mais, distribuir renda, manter o consumo e a arrecadação, requer um grande rearranjo global, pois o Brasil vem sendo convertido em abastecedor de comida e matérias-primas, ampliando o atraso. A situação se complica porque, assim como no futebol, os políticos fazem cera, isto é, deixam o tempo passar sem fazer nada para ver como vai ficar, o que é muito perigoso porque eventos imprevistos estão acontecendo de forma acelerada pelo mundo.

Como um circo, o período eleitoral apresenta muitas promessas falsas e barbaridades de marqueteiros bem pagos. Mas quem respeita o Brasil e sua população? Desde o Marechal Deodoro, poucos cuidados têm sido dados ao país pelos presidentes e governadores, sempre no cabresto do poder mundial sem autonomia nem personalidade. Uns incompetentes astuciosos que emperraram tudo e fizeram do grande e promissor Brasil uma nação endividada e despreparada para o real progresso espiritual e material.

Desde a época em que o grupo liderado por José Bonifácio e a Imperatriz Leopoldina lutaram pela independência do Brasil, um grupo hostil procura impedir que o país se torne pátria de Luz. É triste e lamentável observar quantos se deixam envolver pelos inimigos que querem a derrocada e usam como arma a mentira e a falsidade.

Descrentes de tudo muitos cidadãos deixam de votar, embora se trate de direito e dever que não podem ser abandonados; é preciso votar com seriedade sem se deixar influenciar pela propaganda que vende o candidato como se fosse um bem de consumo. É preciso usar a intuição e avaliar quais são as intenções e a experiência dos candidatos nesta era em que os homens materialistas, dominados pelo intelecto, decepcionados com as religiões, não creem mais em Deus. É preciso identificar os candidatos comprometidos com a melhora geral das condições de vida e com o aprimoramento da espécie humana. O Brasil quer renovação e racionalização, quer tirar os inservíveis e os corruptos da gestão pública. Para isso, é necessário votar bem.

Após o término da Segunda Guerra Mundial os seres humanos tinham no íntimo o sentimento de solidariedade na vida em geral e no trabalho. Com o agravamento da luta pela sobrevivência e aspereza, aumentou a ignorância geral e o egoísmo. O século 21 apresenta uma forte regressão ética, moral e ambiental que requer reação saneadora. Depressão e desequilíbrios emocionais são males atuais. No passado, eles ocorriam com menor frequência porque eram tempos menos acelerados, quando as pessoas conversavam amistosamente de forma serena, pois tinham alguma afinidade com o ciclo natural da vida que acabou sendo perdido.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O NOVO LUXO

O luxo mudou. Existe um novo conceito moderno do que é o luxo supremo. Os antenados estão ressignificando não só a palavra, mas as suas atitudes em relação a ela. A mudança de comportamento nos mostra uma nova consciência no mundo. E toda grande transformação começa quando ocorre uma mudança de valores, e é isso que estamos vivendo. Aos poucos, mesmo os mais desatentos, os mais conservadores, mesmo os novos ricos, deslumbrados com sua escalada social, já percebem ou irão perceber que o luxo agora é outro.

Então, o que significa luxo nessa era moderna contemporânea? O novo luxo é ter saúde. Liberdade. Tempo. Ter espaço nesse planeta atulhado, ter hortas orgânicas, abelhas, animais livres, água limpa, rios e mares limpos, matas nativas e florestas preservadas, biomas naturais.

E quem pode se dar esse luxo? Quem puder cuidar de sua saúde física, mental, emocional, psíquica e espiritual. Quem puder ter a liberdade de ser o que é, sem se preocupar com a opinião de ninguém. Quem puder ter tempo de fazer o que gosta e gostar do que faz. Quem puder ter tempo de flanar, pensar, se dedicar a observar a beleza das coisas, de criar beleza nas coisas, de descobrir o mundo. Quem puder ter tempo de dançar sozinho, olhar demoradamente um pôr de sol. Quem tem tempo e puder cuidar dos animais abandonados e ter uns bichinhos pra chamar de seus. Quem tiver tempo de cuidar do jardim e plantar árvores. Tomar um café no fim de tarde e ler um bom livro. Quem tem tempo de conhecer, descobrir e amar as pessoas. De poder fazer amor com todo o tempo do mundo. De acordar de bom humor e acreditar que é possível, e que estamos aqui para presenciar pequenos e grandes milagres.

O novo luxo é ter paz de espírito, consciência tranquila, meditar e sentir aquela felicidade que nasce dentro de você, não importa o que aconteça fora. O novo luxo é saber que para ser feliz temos que desejar que todos possam ser felizes também. Não carregar o peso de sentimentos ruins e pensamentos negativos, mas deixar que eles passem como passam as nuvens escuras pelo céu.

O novo luxo é saber ser gentil com pessoas que você não conhece, com empregados, funcionários, subalternos, ou quem está de algum modo lhe prestando algum serviço. Respeitar o outro independentemente de sua posição social, raça, cor ou credo. Respeitar o ser humano como ele é. O novo luxo é tentar entender quem pensa diferente, quem nos é estranho e saber que violência sempre gera violência e esse beco não tem saída.

O novo luxo é admitir sua fraqueza, perdoar seus erros e se divertir com seus defeitos. Saber que nosso encanto é essa mistura de tudo, muitas vezes confusa e desajeitada, mas sempre tentando ir pelo caminho do bem. Todos temos falhas, todos fazemos bobagens, dizemos coisas que não queríamos ter dito e saber pedir perdão é sempre libertador. Uma das conquistas do novo luxo é essa plenitude.

O novo luxo é experienciar, vivenciar, aprender. O novo luxo é conhecimento. Uma visão abrangente sobre o mundo em que vivemos e nossa passagem por esse lindo planeta azul. O novo luxo faz de você um novo ser humano, sua busca é evoluir e ser melhor. Sua busca é ser mais feliz.
O novo luxo não é ter: é SER! Viver numa casa arborizada com flores e pássaros, com pessoas serenas e generosas dotadas de simplicidade, clareza, naturalidade e alvo espiritual elevado. Com bons pensamentos e atitudes respeitando as Leis da Natureza, com oração bem intuída, brevemente será o grandioso e Novo Luxo da vida. É esse luxo que desejamos para todos nós nesta nova fase da vida que está surgindo no horizonte.

NINA E A MONTANHA GIGANTE

Sempre que tiver uma oportunidade, mostre para uma criança o amor que tem pelas coisas que importam e propicie o contato com a natureza: a de fora e a de dentro. Acho que isso serve para todos nós, no exercício de uma maternidade planetária, que cuida de si mesmo, do outro e da natureza gigante.  

Essa é a mensagem do livro Nina e a montanha gigante, de autoria de Sibélia Zanon, com as belas ilustrações de Paloma Portela e Tátia Tainá.  Confira a entrevista com a autora realizada pelo Canal Infantil em: