Posts

TUDO TEM UMA CAUSA

A economia globalizada se encontra em desarranjo, embora ainda haja oportunidades de ganhos. No geral, a tendência é de estreitamento de alternativas diante da concentração da riqueza, produção e da tecnologia, pois tudo se contrapôs às leis da natureza promotoras do progresso real. O ser humano recebeu a maravilhosa Criação para evoluir. Contentamento e alegria deveriam ser o seu agradecimento silencioso, mas em vez disso deixa crescer a insatisfação e o descontentamento com tudo, sem saber que está movimentando as leis da Criação em sentido contrário, prejudicando a si mesmo e lançando inquietação à sua volta.

Palmas para quem defende o Brasil e a individualidade de seu povo, pois se tantos existem na face da Terra era para que a diversidade promovesse evolução e progresso. O racionalismo construtivista usa o raciocínio subordinado ao mundo material, ao tempo e espaço, para nivelar os povos por baixo, em oposição à lógica evolucionista que se revela nas leis da natureza. O grande perigo é que já existem movimentos no sentido de que sejamos todos transformados em robôs, em vez de seres humanos de qualidade, e para isso temos de compreender a vida e seu amplo significado. O uso de tablets e os novos telefones móveis não estariam criando barreiras cognitivas no cérebro das crianças?

Toda confusão reinante decorre do afastamento do fato essencial: o ser humano é espírito que optou pela atividade positiva ou negativa como tudo o mais em conformidade com as leis naturais da Criação. A mulher, por sua delicadeza, tem uma ligação mais estreita com a Luz Celestial, mas para não perder essa ligação, tem de permanecer firme nisso como esclarece o escritor alemão Abdruschin em sua obra Na Luz da Verdade. Tudo na vida tem uma causa; a triste balburdia na confusão entre os sexos também tem um sentido, e a causa disso há que ser pesquisada de forma séria e sincera. O livro gera conceitos que se lidos e analisados são absorvidos pela alma dos seres humanos.

Tudo na vida mostra a lógica existente na natureza para que o mundo material pudesse dar ao espírito a oportunidade de desenvolver a autoconsciência. A evolução das espécies, teoria desenvolvida por Darwin, apresenta todo o tecer das transformações e mutações em bilhões de anos, mas faltou o elo principal. O ser humano tem corpo animal, mas a sua essência é espírito, que precisa evoluir para se tornar ser humano e retornar à sua origem, o filho pródigo que a casa torna. Mas estas palavras de Jesus, de sentido estritamente espiritual, foram incompreendidas e transferidas para o mundo terreno gerando a confusão milenar que só o Filho do Homem pode desfazer e orientar.

Nos ciclos da natureza nada se perde, tudo se transforma. O corpo físico é o meio. O homem intui, sente, pensa, que não são consideradas coisas físicas, mas por certo se constituem de matéria diferente, pois somos influenciados por bons ou maus pensamentos invisíveis. Esqueça as mágoas, as traições dos falsos amigos, a pressão dos invejosos; jogue tudo no fundo do mar para que perca a consistência e vire pó inofensivo. Liberte-se e renove-se com nova coragem e novo alento animador para ingressar firme e forte no novo ano, em busca de progresso e desenvolvimento.

Uma nova força está impulsionando os fios dos destinos dos seres humanos, esticando-os e trazendo as colheitas, boas ou más, de tudo o que foi semeado, gerando inquietação, mas também confiança e esperança. Há uma crise de credibilidade no ar porque o que as aparências indicam não é o que as pessoas querem e sentem, pois falta a autenticidade. Mas os fios do destino não se deixam enganar e trazem de volta o que foi realmente desejado, e não as aparências.

Diante do descasamento entre a aparência e o querer real, a lei da atração da igual espécie não se deixa manipular. O mal querer como a inveja e cobiça aniquilam as possibilidades de amizade desinteressada. Com a força da boa vontade dirigida para o bem geral, um manto protetor vai sendo tecido em torno das pessoas, amenizando os efeitos negativos. Para que surjam a Paz e o Progresso, as palavras proferidas devem refletir sentimentos intuitivos e pensamentos elevados, perpassados pela bondade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

 

 

O NATAL E A VIDA

Estamos em dezembro, mês de festas, e apesar disso o movimento no comércio não está aquecido. O pessoal não compra porque está sem dinheiro e sem esperança de melhorar o bolso. O economista Paul Krugman criticou as medidas de austeridade e o consequente desemprego e queda da renda, mas o grande problema do Brasil foi ter permitido que a dívida pública crescesse mais de 2 trilhões de reais em 5 anos. A casa caiu, nisso pouco se fala, assim como do real significado da festa do Natal, a vinda do Filho de Deus, portador da Luz da Verdade para libertar o espírito das trevas dos erros humanos e suas consequências destrutivas.

A Criação do ser humano obedeceu às rígidas e coerentes leis da natureza. Tudo se processa de forma lógica. Jesus explicava a vida com imagens da natureza e exigia reflexão e análise sem o que não há convicção, apenas crença cega usada como meio de dominação. Charles Darwin examinou atentamente a evolução das espécies, mas o ser humano, diferentemente das demais criaturas, é espírito dotado de livre resolução e que deve se esforçar para ser efetivamente um ser humano à imagem do Criador.

O corpo é desenvolvido e mantido pela alimentação, porém o homem é a criatura que não atenta para isso e vai engolindo porcarias sólidas ou líquidas, fuma e não se movimenta. Por que não aprende a se alimentar corretamente? Por que não aproveita áreas livres para cultivar hortaliças e árvores frutíferas? Fala-se hoje dos riscos do leite e do trigo transgênico. Se dois terços da população estarão vivendo nas cidades, o tratamento de esgoto tem de ser adequado.

A armadilha da dívida vem sendo praticada de longa data como meio de obter vantagens. O Brasil assumiu a dívida de Portugal com a Inglaterra na independência. Estadistas despreparados deixaram o país se endividar no México, Brasil e Argentina, entre outros. O credor não quer saber de nada, se o devedor não paga, arranca-lhe o couro. Chegou a vez da China que acumulou grande reserva em dólares. Que se cuidem os governantes.

O grande problema nas relações entre os povos está na cobiça de poder, mas o planeta não nos pertence. Se soubessem exatamente por que nasceram na Terra e o que vieram aqui fazer, certamente outra seria a história da humanidade com menos disputas e guerras, com mais sabedoria, progresso real e alegria. Em não sabendo, acabam se digladiando com os meios que dispõem para impor seus objetivos, pouco se importando se com isso semearão miséria e sofrimento. Mas a própria humanidade, em sua falta de esforço para compreender o Natal e a vida, é a causadora das consequências que hoje a atormentam.

Como estabelecer na economia uma linguagem uniforme que promova o progresso equitativo entre os povos diante do surgimento do capitalismo de Estado como forma de organizar a produção? Uma questão preocupante: permaneceremos exportando commodities do jeito e quantidade que os compradores quiserem e nada mais, importando quase tudo, oferecendo poucas oportunidades às novas gerações? A tendência da receita com exportações é se manter estável, mas as necessidades crescem.

O que faremos com o provável déficit nas contas externas? No mundo se observa o aumento do apagão mental e perda do bom senso, agravados no Brasil devido à pouca escolaridade. O risco de aumento da precarização aumenta. Sejam ortodoxos ou desenvolvimentistas é indispensável que haja equilíbrio nas contas internas e externas. O bom funcionamento da economia requer produção diversificada, empregos, consumo e aprendizado continuado.

Fuja da indolência. Estar no modo piloto automático é agir mecanicamente, sem foco no que está fazendo, isto é, sem foco no momento presente. Isso não é bom, o cérebro tem de estar junto ao que estivermos fazendo com atenção plena que movimente a intuição; é o meio de evitar divagações que em geral caminham para o negativismo. Temos de estabelecer metas, estarmos atentos, vigilantes, conduzindo o pensamento de forma a manter a mente calma, clara, perceptiva na busca das metas definidas.

Chega de atraso. Que possamos realmente encontrar o caminho do progresso real e de aprimoramento do nível da cultura da população, até agora mantida na ignorância, no cabresto com pão e circo, drogas e pornochanchadas. Sem o bom preparo das novas gerações não teremos futuro.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

EDUCAÇÃO E PRECARIZAÇÃO

Precisamos de uma geração forte, bem preparada para a vida, disposta a empregar o melhor de si para alcançar um futuro melhor e humano. Os jovens precisam aprender a refletir e a liberar a ampla visão intuitiva e ter a consciência de que é preciso aprender sempre, pois a vida é o necessário aprendizado do espiritual e do material. As crianças têm de aprender como funciona a natureza, que tudo contém.

Se não houver um trabalho para fortalecer as novas gerações com base na Verdade das leis da natureza, o futuro será sombrio. A atividade sexual faz parte da natureza, o erro foi negar isso por séculos, até o tabu arrebentar de forma incontida e deu nessa balburdia sexual como consequência da falta de naturalidade, mas o desregramento que está ocorrendo agora entre jovens e entre adultos, também é consequência da falta de naturalidade, resultando em doenças, gravidez precoce e declínio da espécie humana em todos os sentidos.

Os municípios foram deixados em mãos incompetentes e gananciosas. Rios destruídos, tratamento de esgoto relaxado, aglomerados de moradias precárias. As crianças, em vez de aprender como funciona a natureza, foram direcionadas para outras práticas inferiores, orientação sobre sexo sem que soubessem como funciona a geração responsável. Se não houver um trabalho para fortalecer as novas gerações, sem mentiras dogmáticas, não teremos futuro.

O que ganhamos até hoje com a globalização? O Brasil continua atrasado, endividado, com educação e indústria em retrocesso. Rico em recursos naturais, mas miserável em sua qualidade de vida. Quando se substitui renda por crédito, só pode dar tomate pisado. É o que estamos vendo hoje. Sem produção, emprego, renda, não há solução. Qual é o projeto dos globalistas?

O Brasil recebeu um irônico apelido – o país da fantasia -, pois sempre pôs de lado a realidade, estruturando as decisões em bases falsas. No século 20, em meio a embates entre oligarquias e esquerdistas, não havia um rumo claro. A partir de 1964, os militares tinham metas claras, embora a transamazônica também continha uma dose de precocidade ilusória e o desconhecimento da região, mas de alguma forma assegurou o mando. Sem capital, os investimentos foram na base de financiamento externo com juro variável que acabou chegando à taxa de 20% fazendo tudo desabar.

De lá para cá só remendos e âncora cambial, indústria e educação regredindo, o Estado incentivando consumo com crédito em vez de produção e renda. Então a classe política revelou toda a sua demagogia. Desvio de dinheiro, populismo, dólar barato, foram sugando a energia taurina. Hoje o bezerrinho está fragilizado, tendo de recomeçar outra vez, mas a época é outra; outras forças estão se digladiando. Espera-se que, cortando todo o desperdício e corrupção, o touro possa redespertar.

Na gestão pública, orçamentos estourados, apagão mental, perda no bom senso, excessiva confiança nos computadores, são o destaque e mostra seus efeitos para onde quer que se olhe. Adentramos numa fase em que o heroísmo deixou de ser valorizado. Predominam as cobiças e a bandidagem. É a época em que poder e dinheiro subiram à cabeça das pessoas, mas a felicidade foi embora mesmo com muitos dólares no bolso. O emaranhado do desarranjo global é complexo. Vivemos um momento bem especial, as esperanças do grande salto da humanidade para uma vida de paz e progresso não se realizou, ao contrário, em vários aspectos houve um declínio ético, moral, mental, espiritual. O ser humano está perdendo a capacidade de visualizar com a intuição o que está se passando no mundo.

O chamado aquecimento global mostra a reação da natureza. Estamos vivendo tempos fora do padrão de equilíbrio. A natureza mostra a sua força e se diz contrariada com a forma como tem sido tratada. Não será com governo global, que poderá padronizar tudo e acabar com a sadia diversidade de povos e culturas, que encontraremos a solução. Contra a força da natureza e suas leis somos impotentes, o que nos resta é reconhecer e respeitar suas leis e sua lógica interrompendo a prepotente forma de lidar com ela e seus recursos colocados à disposição da humanidade para que tivesse uma sobrevivência condigna, mas que, com ignorância, ganância e imediatismo provocou feiura, misérias e infelicidade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O PÃO E O PROGRESSO

A época exige empenho em conhecer as coisas e as causas. Os livros têm de trazer isso de forma inteligente, criativa, narrada de forma natural, sem forçar a barra com ideologias e outros meios para impor a sua verdade. Os leitores têm de dedicar interesse, tempo, ler, examinar, aprender. Pais e professores têm de mostrar o valor dos livros e sua contribuição para adquirir a visão correta do mundo, e não aquela deformada por autores neuróticos ou por interesses de seduzir para lucrar.

Novos tempos, novos e complicados problemas, mas é preciso atenção e buscar soluções para não detonar a economia interna. Vamos acolher o postulado da lei do mais forte e aniquilar os mais fracos? No caso dos livros, temos, em confronto com as livrarias tradicionais os e-books, a venda pela internet, queda na renda e perda da cultura do livro, assim com muitos produtos. Mas, no geral, quando ocorre entrada de importados mais baratos é bom para os consumidores, porém a indústria local definha. Então, como resolver o desemprego crescente?

Quanto menos a população lê, mais atrasado é o país. Os livros sempre acabam mostrando a forma como a humanidade está vivendo, permitindo análises e reflexões que ampliam os horizontes; mas quando levados para as telas, as imagens acabam se impondo, restringindo os seres humanos.

Como ajustar o Brasil deficitário e seus gestores perdulários e descuidados diante do quadro de incertezas e fragilidades da economia brasileira e mundial? O que faria o Sr. Manuel, dono da padaria, se encontrasse o seu estabelecimento quase falido? Certamente adotaria bom senso, austeridade, redução de custos, empenho em fazer o melhor.

O mundo está virado. Irresponsabilidade, especulação financeira, capitalismo de Estado, apagão mental. Insatisfação e revolta por todos os lados. Um cheiro de guerra no ar. Para fazer o pão é indispensável a prudência do padeiro e a serenidade da população. O descuido com a população e suas crianças deu ensejo ao ingresso de extremistas no poder, mas acabaram enfiando as mãos e os pés na grana. A falha está no ser humano.

Historicamente os artesãos que deram início à produção de bens agiam não apenas com o intuito de acumular ganhos. A partir das atividades dos artesãos foram surgindo as pequenas fábricas lideradas por homens que tinham raízes na terra onde nasceram. A capacidade de produção foi aumentando, exigindo investimentos, e por fim requerendo aumento de consumo. Dos pequenos líderes iniciais que criaram as empresas de família, pouco restou; muitas das grandes corporações adquiriam esses pequenos negócios e agora estão nas mãos dos grandes Fundos que operam globalmente e buscam, como prioridade, obter lucros nas vendas e na valorização das ações, deixando a coisa rolar, e por essa razão estão inquietos com a displicência da classe política e o surgimento de disruptores no sistema eleitoral.

Parece que as experiências de Estado forte fortaleceram a ideia de Estado único planetário. Poder central, dinheiro único, padronização geral de educação, usos e costumes, nada de eleições, pois a classe política se revelou interesseira e gananciosa. Tudo é aproveitado pelos interessados para conduzir o mundo para o governo único. Ao lado disso, a natureza vilipendiada está dando o seu troco, pois suas leis jamais foram respeitadas pelos poderosos. Cobiça de poder é uma coisa; o desarranjo da natureza é outra que não pode ser menosprezado. Os governos devem se voltar para suas fronteiras, mas não podem desrespeitar as leis naturais que mantêm as condições de vida.

No mês de novembro do ano de 1889 tinha início a República do Brasil, num país rico em recursos ofertados pela natureza, mas pobre face aos maus governos que teve e a falta de bom preparo da população. Passaram-se 129 anos. Há miséria, destruição e precarização para onde quer que se olhe. Neste ano de 2018 ocorreu a eleição para presidente e governadores estaduais. Os cidadãos de bem esperam que prevaleça boa vontade para o bem e que haja nos novos governantes qualidades necessárias para reverter a situação, tornando o Brasil um país humano e próspero que possibilite a evolução condigna. Esperemos que o Brasil possa reencontrar o caminho do progresso com paz e seriedade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

PLANETA TERRA, UMA NOVA VISÃO

O escritor Benedicto Ismael Camargo Dutra acaba de lançar na Amazon o e-book Planeta Terra, uma nova visão, que tem como proposta levar o leitor a compreender o mundo atual e achar soluções. Trata-se de uma ficção, um romance em que o cenário é o turbulento século XXI, onde se avolumam os desarranjos na Terra, pondo os seus limites naturais em destaque.

Na trama, intensifica-se o clima de insatisfação. E de novo surge a sensação de incerteza e impotência, o anseio de que dias melhores sejam alcançados. Mas, em meio a tanta cobiça e corrupção surge uma nova esperança. O descalabro da vida moderna fará com que tudo desmorone? Ou será o começo do fim do materialismo sem coração e o início de um renascimento da espécie humana?

Os interessados poderão adquirir o e-book em:
https://www.amazon.com.br/s?k=benedicto+ismael+camargo+dutra&i=digital-text&__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&ref=nb_sb_noss

LIVROS DE ROSELIS VON SASS

Roselis von Sass (1906-1997), nascida na Áustria, passou a infância na Europa onde também estudou. Ainda jovem, em companhia de seu pai, veio para o Brasil, fixando-se no país definitivamente. Casou-se, radicando-se numa vivenda situada nos arredores de São Paulo. Tornou-se marcante na personalidade dessa escritora o seu profundo apego à nossa terra e nossa gente.

Muito cedo sua alma sensível aprendeu a discernir a realidade das aparências e ainda menina descobriu que: “Não é o lugar em que nos encontramos nem as exterioridades que tornam as pessoas felizes; a felicidade provém do íntimo, daquilo que o ser humano sente dentro de si mesmo”.

A autora tem, como característica, o dom de perscrutar o passado, narrando acontecimentos que ficaram gravados no livro do viver humano.

Sua vida laboriosa foi sempre dirigida pelo amor à natureza com todas as suas criaturas; amor aos seres humanos e sobretudo um profundo e fiel amor ao Criador.

Veja no link abaixo o catálogo de livros da autora:
http://www.graal.org.br/catalogo.php?autor=roselis

DEMOCRACIA ESGARÇADA

O século 21 tem se caracterizado pelo sobe-desce, a volatilidade e a tendência de precarização geral. Quem sabe ou pressente, obtém lucro nas Bolsas. No que tudo isso vai dar agora com os prenúncios de uma guerra comercial? Seria um plano de ajuste planetário em andamento? Se os EUA endurecerem, se a China fizer frente e retirar um montante significativo de dólares dos títulos americanos, como os EUA poderiam cobrir o rombo? O que a China faria com um montão de dólares nesta fase de muita liquidez e poucas oportunidades de investimentos fora da especulação? Quais seriam as consequências para a economia global?

A ausência de equilíbrio econômico e financeiro entre as nações sempre tende a provocar confrontações comerciais. Cada país precisa produzir matérias-primas, alimentos, industrializados, empregos, melhora das condições de vida; sem isso não há base nem para serviços. A continuada ampliação de itens importados leva ao declínio geral. Faltam diretrizes para inverter a situação e equilibrar as contas internas e externas.

A pendência não está apenas no déficit comercial. Mais do que uma simples guerra comercial, o mais preponderante parece ser o embate pela hegemonia tecnológica, fator importante que ainda falta para consolidação da posição dominante da China. Importações americanas de itens especiais serão taxadas com 25% de alíquota. Itens para o consumidor americano ficam preservados de reajuste de preços, mantendo a inflação baixa. Todavia, para os países atrasados, com tecnologia fraca e indústria defasada, os problemas continuam.

O Brasil se defronta com o atraso que se impôs na indústria, que hoje funciona mais na base de automação, tecnologia, economia de escala, juros e mão de obra de baixo custo. São fatores que travam as possibilidades de crescimento da economia, e difíceis de serem solucionados, mesmo se a taxa de juros Selic for reduzida, medida indispensável para conter o crescimento da dívida. Esse é o grande desafio para a reação do PIB que se ressente do crescimento de importações. Uma economia com força nas commodities tem de estar atenta para não regredir como vem ocorrendo no Brasil, onde as novas gerações, sem desafios, estão decaindo no apagão mental. A tecnologia é um processo contínuo de desenvolvimento; sem indústrias pujantes, esse processo fica naturalmente travado.

O presidente da China, Xi Jinping, está certo em defender os interesses dos 1,3 bilhões de chineses, assim como Trump desponta como defensor dos americanos. No entanto, somos todos habitantes da Terra, e nesta era industrial-financeira-digital o fortalecimento de uns tem se dado sempre com o enfraquecimento de outros, predominando as recomendações maquiavélicas de como exercer e conservar o domínio. Nesta época difícil, o dinheiro sempre fala mais alto do que o bom senso.

O mundo vive o desequilíbrio global na natureza, na economia e finanças, e na forma como os humanos encaram a vida; uma importante fase da evolução, mas que sem alvos enobrecedores do aprimoramento da espécie humana, passou a ser uma luta pela sobrevivência na disputa das riquezas. O descaso com a natureza permanece gerando consequências negativas, sempre prejudiciais aos seres humanos descuidados com o sentido da vida. Os abusos cometidos para satisfazer cobiçosos interesses particulares, em prejuízo do interesse geral das nações, esgarçaram a democracia e a economia. Foram muitos erros além das quadrilhas instaladas no poder.

Num mundo com mais de sete bilhões de pessoas, a condução da massa tem se caracterizado pela fragmentação que reduz a resistência das reivindicações. O Facebook trouxe para a população em geral uma possibilidade inovadora de comunicação, compartilhamento e aglutinação de mentes e desejos. Sem dúvida é esse o grande potencial das redes sociais, até então existente apenas através da força do fluxo dos pensamentos que agora podem ser articulados em posts, o que tem sido objeto de críticas e investigações.

O problema grave no Facebook é a rápida expansão de notícias falsas que podem ser geradas a partir da análise das informações pessoais dos usuários, de seus anseios e suas insatisfações que ficam à disposição das corporações e dos falsos profetas que, prometendo o que não podem cumprir, carregam os incautos para o abismo. Dá para sanar os inconvenientes e aproveitar a parte boa para o enobrecimento da humanidade e melhora geral?

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O GRANDE DESAFIO

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

O grande atraso do Brasil decorre da falta de preparo da população que tem permanecido apartada dos reais problemas da vida, sendo condicionada a um viver de quimeras e ilusões, esquecendo que o progresso pessoal e do país é fruto do trabalho dedicado na autoeducação e na concretização dos propósitos enobrecedores. Futebol, carnaval e telenovela são importantes como lazer, não como finalidade de vida.

Há um confuso embate político e uma forte tentação dos políticos de esquerda para abraçar o capitalismo de Estado, centralizando o poder, interferindo em tudo, assustando, ameaçando a já precária liberdade. Os de mercado estão tensos, dado o aumento da insatisfação da população induzida a acreditar que o Estado pode tudo, mas ao crer nisso podem estar entrando num caminho tormentoso para a liberdade. Poucos querem ver a razão. Sem autenticidade e busca de equilíbrio, a solução fica muito difícil.

O grande desafio para quem assumir a presidência está em transformar o Brasil num país com progresso ordenado. Como o país poderá planejar suas contas internas e externas com equilíbrio, sustentabilidade, empregos e bom preparo da população? Reduzir tamanho do Estado, cortar despesas supérfluas, ajuste da carga tributária poderia dar fôlego ao orçamento, mas ainda fica a grande questão de como dar equilíbrio e sustentabilidade à conta corrente do país com o exterior, sem ter de ficar eternamente dependente de financiamento externo.

A ascensão do dinheiro e sua crescente influência vêm ocorrendo há alguns séculos, mas parece que ainda não foi encontrada a maneira certa de manter o equilíbrio entre os países e entre produção, comércio, emprego e consumo. Com a ausência do equilíbrio, surgiram as perturbações constrangedoras como crises, estagnação, desemprego, progressão das desigualdades, tudo retendo o avanço da humanidade chegando mesmo a promover retrocessos.

A análise das contas da previdência divulgada pelo economista Delfim Netto mostra que os números de 2007 (R$ 306 bilhões e R$ 338 bilhões para receita e despesa) atingiram em 2016, respectivamente, R$ 635 e R$ 875 bilhões. O déficit cresceu de R$ 32 bilhões para R$ 240 bilhões, à taxa exponencial de 25% ao ano! Uma questão de demografia, mas também de incompetência e displicência gerencial do Estado com a ausência da busca do progresso equitativo e bom preparo da população. No fundo há também a não menos complicada questão global da mudança na estruturação dos empregos.

Como desenvolver e fortalecer as competências emocionais das novas gerações num mundo tão acelerado em que nada se consolida, onde tudo se vai automatizando e robotizando? A forma de viver se tornou muito estressante. Precisamos de formas mais sábias de viver que preservem a humanidade e a sensibilidade das novas gerações. Elas têm de ser orientadas para a compreensão da natureza, suas belezas, suas leis, sua lógica, pois é na natureza que vamos encontrar as bases da ciência.

O impulso primário do homem para a busca de sua origem transcendental aos poucos foi cedendo a prioridade para a procura de realização exclusivamente no perecível mundo material. Isso foi conveniente para aqueles que cobiçam poder terreno conduzindo as massas à indolência máxima. Os homens da Religião, do Estado, e do Capitalismo de Mercado e também tinham em mira o poder. Agora as coisas estão confusas. Com o surgimento do Capitalismo de Estado, a indolência e a robotização do ser humano tende a ser total.

Para não cair nisso os seres humanos devem buscar viver autenticamente, sempre visando o bem. Em seu entorpecimento, as pessoas vão se acomodando na vida rotineira como sonâmbulos, perdem o estímulo para definir propósitos e ir atrás, e também perdem a iniciativa que deveria buscar a realização de sua vontade intuitiva ora bem adormecida. No entanto, de todos os lados a mente recebe, principalmente da mídia, lembretes que impulsionam os indivíduos a agirem: alguém fumando ou bebendo, brigando, xingando, comprando algo, e tantas coisas mais que não levam a lugar nenhum. Enquanto a vida vai transcorrendo na mediocridade paralisante, faltam lembretes positivos, tais como: ajudar alguém, ler um bom livro, falar uma palavra amiga, procurar o bem geral e o real sentido da vida.
* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

A GLOBALIZAÇÃO E OS PAÍSES

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Os homens se apegam ao poder desde longa data. A nobreza tinha os direitos sobre a terra. Com a ascensão do dinheiro e crédito, o capitalismo alcançou o comando. Comunistas e socialistas, ambos intervencionistas, também foram atrás do poder com a bandeira de defender os desprotegidos. A globalização tem seu valor e suas contribuições, mas jamais poderia se sobrepor aos legítimos interesses dos países cujos governantes têm o dever de zelar pela continuada melhora das condições gerais de vida, da qualidade humana e da preservação da sustentabilidade.

Em reunião do Fórum de Cooperação Econômica, realizada no Vietnã, o presidente Donald Trump prometeu que defenderia os interesses econômicos dos americanos em relação à exploração estrangeira e não deixaria mais que “se tirasse vantagem” dos EUA. “Sempre vou colocar os EUA em primeiro lugar, da mesma maneira que espero que todos vocês aqui nesta sala coloquem seus países em primeiro lugar”, ele disse. Em contraste, o líder chinês Xi Jinping foi eloquente ao defender a globalização.

Após a crise de 2008, ocorreu uma severa restrição ao crédito. Não é fácil entender toda a complexidade da finança global. O Bank for International Settlements (BIS) alerta para o risco representado pelo volume dos swaps cambiais pendentes cujo valor ultrapassa a casa dos 58 trilhões de dólares, quase o PIB mundial. Com aumento do risco e queda no rendimento de intermediação, o crédito se restringiu, declinando os investimentos e o consumo. O que poderia acontecer no mundo se os juros americanos fossem elevados para 4%?

Quem está interessado em avaliar os riscos e agir com prudência para evitar o soçobro econômico-financeiro? Cada um acha que o pato será o outro que vai ficar com o mico, ou seja, o papel desvalorizado que ninguém quer. Mas quem arca com o peso do mico é a sociedade que tem de suportar o custo da derrocada para evitar ou retardar a queda no abismo do desastre criado pela especulação desenfreada no mercado financeiro.

Após o fracasso do comunismo, o capitalismo de livre mercado e a tecnologia tiveram grande expansão, enquanto ocorria significativa perda de eficiência pelos Estados e seus gestores. A economia ocidental tem sido veemente na defesa da concorrência como fator de incremento da produtividade, mas nesse meio chegou o Capitalismo de Estado gerido com unidade de comando alterando profundamente a economia e a produção industrial introduzindo novas regras, redução nos custos e aumento da produtividade. Um misto de intervenção do Estado e ação empresarial visando lucro e acúmulo de reservas através da produção para exportação.

O grande desastre no desenvolvimento dos povos tem sido a cobiça pelo poder, ganância especulativa, falta de seriedade e empenho da governança em fortalecer a população que se tornou facilmente presa de interesses alienígenas corruptores, dando origem à desagregação ética e moral de alto a baixo. Uma governança consciente sempre adota políticas adequadas ao desenvolvimento segundo as características do país não se curvando a interesses espúrios. O Brasil colhe o fruto dessa insensatez sem atentar para a raiz do mal que leva à estagnação e atraso de difícil recuperação, pois falta preparo geral. O indispensável é que sejam asseguradas a liberdade individual, responsabilidade e direito à propriedade

O mundo caminha para os limites críticos nos recursos naturais e na vida psíquica. Na fase atual de transformações é fundamental que a educação das novas gerações se debruce sobre a natureza, seu funcionamento, sua coerência e leis inflexíveis para delas tirar o melhor proveito, inclusive para desenvolver o raciocínio lúcido e lógico. Além da grave poluição do ar, há o descaso com a poluição dos mares e rios e a falta de tratamento do esgoto. A natureza é a grande riqueza. Sem água pura e cristalina e sem ar limpo, a vida perde a sustentabilidade. Sem cobertura florestal, os mananciais se desfazem e o solo se erode. Se faltar água potável a vida perderá a sustentação, essa a grande verdade inconveniente para a qual a humanidade fechou os olhos. Os seres humanos têm de se preparar e se movimentar para formar as bases de uma vida decente visando à melhora das condições gerais, a evolução natural e o progresso da humanidade em paz.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

ESTAGNAÇÃO MUNDIAL

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

O planejamento de um país deveria considerar produção, exportação, consumo interno, importações como base das contas internas e externas e do orçamento público, buscando o equilíbrio. Com o advento do dinheiro-mercadoria, ou ativo especulativo, houve uma inversão e tudo ficou superficial, pois a variável cambial se tornou prioritária engessando tudo o mais. Banqueiros e governantes se envolveram numa simbiose de financiamentos, juros e resgates. Produção, consumo e qualidade de vida se tornaram secundários em relação à atração de capitais para cobrir os déficits continuados.

Pobre Brasil. O que fizeram seus governantes em todos os níveis permitindo a estagnação e declínio? Desalento e apreensões quanto ao futuro. Um país viciado em imposto para sustentar a máquina administrativa perdulária e ineficiente, e os juros sobre a dívida gerada para cobrir os déficits, isso tudo recai sobre a população que vai se acomodando ao circo, não se importando em ser ludibriada contanto que possa seguir sua vidinha acomodada nos prazeres e no pouco esforço para alcançar a melhora. Nos EUA os preços mantêm estabilidade e são inferiores aos praticados no Brasil, em grande parte devido à carga tributária melhor equilibrada.

O grande drama da economia e do que está acontecendo no país está na falta de preparo e de propósitos enobrecedores em todas as camadas sociais. O empresário teria uma política de preços não extorsivos. Pessoas que não se enquadrariam nos programas sociais não falseariam. Assim, muita gente agiria de forma adequada, contribuindo para coibir os abusos.

Qual será o destino deste país outrora tão esperançoso e risonho? O Brasil realmente precisa da união para o bem. Cai o emprego porque cai o consumo. Cai o consumo porque a renda cai. O que poderia impulsionar a atividade econômica sem os artificialismos criados pelos governos e pelas bolhas? No Brasil, a produção industrial está desestruturada; como poderia ser reativada? O que acarreta a paralisação da estrutura produtiva? As pessoas precisam consumir para sobreviver. Produzimos menos num país cujo consumo está abaixo das necessidades básicas.

Com a sintonização no “financeirismo” e a tolerância na corrupção, a economia perdeu o rumo. Com a deslocalização da estrutura produtiva países mais fechados ao livre cambismo deram impulso à produção para exportação. Estamos enrolados com o descontrole da dívida pública, câmbio, juros elevados, ingredientes que fazem farte da depressão que o mundo vive com seus desequilíbrios na produção, educação e finanças, embora a especulação corra solta e os gastos em armamentos continuem a todo vapor.

A partir dos anos 1990, como efeito da globalização, teve início a guinada da economia para a Ásia, para onde foram transferidos empregos e renda, e grande parte da produção destinada ao mercado externo. O grupo do G7 sente o baque; caem o PIB e o consumo. Em seu Twitter, o presidente Trump disse que o aquecimento global “foi criado por e para os chineses para tornar a indústria norte-americana menos competitiva”. Seria uma guerra comercial em andamento? Mas não foram as próprias corporações que promoveram a deslocalização por conveniências no custo da mão de obra, regulamentação ambiental flexível e câmbio favorável?

Há décadas a China vem buscando dar eficiência à máquina governamental, enquanto outros países como o Brasil detonaram-na, aumentando a dívida real, o despreparo da população e estagnando a infraestrutura. O sistema de pouca transparência do Banco Mundial e do FMI criou o capitalismo canibal. O bom preparo dos chineses e sua densa população teriam de levar seu país a subir de nível. Como outras potências, a China vai ao encontro do comando econômico-financeiro global como fizeram Inglaterra e Estados Unidos.

Há muitas coisas em flagrante oposição ao progresso da humanidade. Somos fruto de um majestoso desenvolvimento progressivo. No entanto, temos de respeitar limites naturais e não praticar ações nocivas a nós mesmos e à natureza, pois ficamos subordinados às consequências de nossos atos. O problema é que, ao longo da nossa evolução, levados pela cobiça, em vez de reconhecermos e observarmos os mecanismos das leis naturais da Criação, optamos pelo caminho destrutivo do imediatismo, pondo em risco as próprias condições necessárias para a vida. Quem sabe os chineses se voltem para o reconhecimento e pesquisa das leis do desenvolvimento da Criação para interromper o desequilíbrio na Terra.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”; “2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” e “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”. E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7