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ELEIÇÕES À VISTA

Eleições e lutas pelo poder à vista. Não podemos retroceder à velha república das bananas criada em 1889. Novamente estamos vivendo um complicado período eleitoral emotivo, com ataques sem objetividade nem clareza. Vale tudo pela conquista do palácio de Brasília. Os rumos do Brasil são confusos devido à falta de um querer coeso pelo bem da nação. Não há uma visão de futuro próspero e independente, e falta bom preparo da população para a vida.

Acontecimentos mundiais em aceleração tumultuam a economia e finanças. Seriam apenas consequências de decisões atabalhoadas que agora recaem sobre a sociedade, ou sinais de uma surda guerra econômica que vai minando o dinamismo da economia mundial, emperrando o consumo e a produção? Um emaranhado monetário e cambial gerado pela cobiça, que agora está enfrentando as tormentas geradas ao longo dos milênios.

Numa guerra como a da Ucrânia não se sabe qual será a tendência e quais os interesses envolvidos. Blocos de países atuam de forma indireta. A China parece preocupada com o golpe no comércio globalizado, pois quer continuar produzindo, exportando e ampliando sua reserva, e na medida em que a guerra avança vai afetando a sua economia. Até onde isso poderá ir para que não caia numa situação inimaginável, que no dizer do presidente Xi Jinping pode e deve ser evitada.

O mundo passa por uma guerra dramática e perigosa: a guerra monetária e cambial, pois envolve poderosos interesses e o poder de criar dinheiro aceito por todos. É um sistema bem engendrado que envolve a confiança e a crença no dinheiro garantido por governos e armas. Mesmo assim, crises foram inevitáveis, por falta ou por excesso de dinheiro. Guerras econômicas, financeiras, cambiais, ou seja, o uso e abuso geopolítico do dinheiro. Estão presentes agora, no cenário econômico, as incoerências do sistema. Como saná-las de forma que o mundo possa viver em paz e progresso?

Como a globalização econômica poderia estar separada do poder? O que aconteceria se os juros do FED tendessem para 4% a 5%? O dinheiro se posicionou como fonte de poder, acima da economia da produção, consumo e administração dos recursos disponíveis para atendimento das necessidades dos seres humanos sem a miséria das massas que tem sido permanente, impondo ambiente propício à jogatina que se tornou mais importante do que as necessidades da sociedade, gerando desabastecimento e caos. O que se pode esperar disso e como estabelecer uma trajetória menos conflitante?

Educar tem início na responsabilidade com a procriação. Pais e mães têm o dever de dar bom preparo para os filhos gerados. A mídia também tem sua parcela nesse alvo. A escola mais ainda, pois ela existe para formar gerações aptas para responder pelo futuro, para não cairmos na vala comum da renhida luta pela sobrevivência, na vida vazia de sentido sem consideração pelos outros, sem o mútuo apoio para a evolução humana e melhora das condições gerais de vida. Apesar da situação tensa, as mães não foram esquecidas na comemoração anual do seu dia. A mulher mãe tem nas mãos o futuro da humanidade pela espécie de filhos que atrai e pela boa qualidade do preparo para a vida que lhes concede.

Ao ler livros inspiradores sobre a vida, os jovens se tornarão fortes para dar sua contribuição para a melhora geral. A vida é regida pelas leis universais da Criação. Conhecendo-as e respeitando-as, tudo dará certo. As mães devem ser severas com seus filhos exigindo uma retribuição por tudo o que recebem, pois só assim eles aprenderão a dar valor ao que têm e a se esforçar para alcançar seus objetivos com garra, discernimento e bom senso intuitivo. Para Abdruschin, autor de Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, “um presentear unilateral, porém, sem exigir retribuição, só traz, de acordo com as leis da Criação, paralisações e distúrbios, conforme se evidencia em tudo, inclusive no corpo terreno.”

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

NÉVOAS DA IGNORÂNCIA

A obscura situação mundial é preocupante. Falta clareza, os acontecimentos vão se atropelando gerando guerra de comunicações que, com seus progressivos ataques, estão sobrepujando a objetividade. Nesse meio, a população fica confusa, caindo num processo de entorpecimento que vai avançando e emperrando vários setores, pondo o futuro em risco de declínio geral.

Falta consideração e equilíbrio nas relações humanas. As pessoas só querem receber, mas não querem retribuir. É o egoísmo, o individualismo e a arrogância de se julgar superior. O diálogo amistoso está se extinguindo. A humanidade afastou-se dos propósitos fundamentais da vida. Com a indolência espiritual e falta de força de vontade para o bem tudo ficou subordinado à expressão máxima do materialismo, o dinheiro. Tudo vai emperrando no paredão da escassez de dinheiro. Falta união de esforços na busca de metas factíveis que criem um ambiente esperançoso. No Brasil, desde sempre falta seriedade na gestão. Os poderes têm atuado de forma independente, cada um para si, e dessa forma o país e a população ficam abandonados por aqueles que deveriam zelar e promover a melhora das condições gerais de vida.

Qual é o significado dos recorrentes processos de autorização de elevação do teto da dívida americana? A inflação nos EUA bateu em 6,8%: vão alterar os juros, ou adotar outros meios para o regresso da inflação? O congresso autorizou nova elevação do teto da dívida para US$ 31,4 trilhões (R$ 178,6 trilhões). É problema deles, mas, de sua parte, o Brasil tem de pôr ordem na casa e os poderes devem buscar a melhora geral.

Na pós-pandemia, a dívida global se agigantou ainda mais atingindo US$ 226 trilhões, ou 256% do PIB, e desponta como problema insolúvel nos modos econômicos atuais. Há que ser criada uma economia mais natural e que não fique à mercê dos detentores e controladores do dinheiro. No Brasil, Argentina e outros, o desarranjo monetário e cambial é geral; isso vem se arrastando há décadas e nada foi feito para buscar o equilíbrio, além de aplicar aumento de juros e austeridade. Agora há murmúrios de que a hegemonia do dólar vai ser alterada, mas trocar de moeda não vai resolver os problemas estruturais criados pelo controle do dinheiro por grupos de interesses próprios despreocupados sobre o progresso efetivo da humanidade.

Fala-se em mudança geral, mas há os que querem manter tudo do jeito que está para assegurar seus privilégios. As guerras eram ditas como cirurgias radicais necessárias para restabelecer a vida saudável. Na realidade, eram campo para especuladores, contrabandistas, mercado negro, difamações, tortura, doenças, miséria e fome. Raros eram os verdadeiros heróis, libertadores da exploração das metrópoles.

O poder sobe à cabeça e depois não sai mais. Há uma briga pesada pelo poder sem que se saiba exatamente o que está acontecendo nos bastidores. Enquanto isso, o Brasil não está conseguindo reagir. Há muita teoria e pouco resultado. É preciso resolver os pontos de estrangulamento da economia brasileira com bom senso. Temos de produzir, gerar empregos, reduzir dívidas e dependência, evitar que decaiamos, na economia e em tudo o mais. Sem adequado preparo das novas gerações, que futuro poderemos alcançar? Em dois milênios a humanidade não conseguiu construir um modo de vida sadio, equilibrado, em conformidade com as leis naturais, mas quis se sobrepor a tudo isso criando um modo de vida que foi se desnaturalizando para assegurar o poder. Mas hoje grande parte dos seres humanos vive de forma mecânica, afastada da essência da vida.

No século 21, obscurecido pelas densas névoas da ignorância, poucas pessoas ainda olham para as estrelas no céu e percebem a pequenez do ser humano diante da grandiosidade do desconhecido significado da vida. É preciso fortalecer a essência da alma que, ao sair da Terra, prossegue a sua jornada.

A nova doença mundial revelou que a humanidade não chegou ao nível que era esperado dela, afundando nas trevas dos erros, e acreditando que a vida é uma só, acabou perdendo contato com a Luz da vida. A humanidade precisa de muita ajuda, mas será que realmente quer ser ajudada para se movimentar e agir beneficamente na luz do dia?

Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

ALICE E O PREFEITO

A antiga e bela cidade de Lyon é o cenário desse interessante filme de Nicholas Pariser, “Alice e o Prefeito”, sobre os seres humanos e a política. Alice, professora de filosofia, é convidada a ajudar o prefeito que depois de trinta anos na política está enfrentando dificuldades em organizar os pensamentos e formular ideias criativas.

A proposta é boa, mas Alice tem de se defrontar com o grupo de assessores que rodeia o prefeito e que teme perder a influência que exerce sobre ele, assim como aconteceu com Paulo, que convidado por Nero para dar explicações sobre os ensinamentos de Jesus, acabou enciumando o grupo manipulador próximo ao Imperador.

Na medida em que Alice vai rasgando o verbo, desnudando os acontecimentos e a caótica situação mundial, mostrando as vaidades e incoerências, mais vai impressionando o prefeito e mais vai desagradando o grupo de assessores. Com o passar dos anos, o prefeito acabou deixando enfraquecer a vontade própria, se submetendo aos interesses do grupo socialista do qual faz parte. Mas ao começar a fortalecer as ideias pessoais e ter visão própria, começam a surgir os transtornos para Alice.

Assim é a vida pública, situação semelhante também acontece no mundo empresarial, pois grande parte dos seres humanos se tornou incapaz de dialogar consigo mesma e analisar com o eu interior intuitivo, ficando sujeita aos ditames da vontade mental contaminada pelas influências externas, passando a agir como um ator interpretando um personagem, no caso o de prefeito. (disponível no Telecine)

A PANDEMIA E A INFLAÇÃO

O que está causando uma inusitada inflação mundial? A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, disse no programa televisivo Face The Nation, da CBS: “A pandemia está dando as cartas na economia e na inflação”. Dois fatores gerados pela Covid-19: a injeção de dinheiro e as travas no suprimento de componentes que estrangulam a produção. É um acontecimento econômico diferente e os esforços para conter a pandemia devem ser coordenados, mas ela traz incertezas pela forma acelerada como se alastrou e pelo desconhecimento da ciência para tratar da nova patologia. Não menos importantes são as disputas políticas pelo poder e desinformações que têm impedido esforços unificados no combate à doença.

O sistema funciona na base da circulação do dinheiro, de forma precária, mas funciona. E de repente a circulação começou a ser travada em vários pontos, e tinha a bolsa e as dívidas. Se a circulação parar de vez surge um prolongado caos até que as coisas possam engrenar novamente, com dinheiro ou sem dinheiro. Mas com cerca de oito bilhões de bocas num planeta no limite, não é fácil pôr o trem nos trilhos. Percebendo isso, os Bancos Centrais passaram a injetar dinheiro no sistema para evitar o pior. Resta saber o que virá agora e como ficará o sistema econômico-financeiro mundial.

Em muitas situações e em muitos lugares têm faltado planejamento e responsabilidade com o futuro. A nossa espécie, em seu imediatismo e ganância, foi a única que deixou de cumprir a sua tarefa, achando que podia tudo. Em 15 de novembro de 1889 houve a Proclamação da República. Não deve ser menosprezado o fato de que com a lei Áurea, que eliminou o trabalho escravo, os produtores de café se incompatibilizaram com o Império. A República não se preocupou com a integração da população liberada, nem ofereceu escola, e teve início o movimento de favelização do Rio de Janeiro.

Completamos 199 anos de Brasil independente e 132 anos de República. O que fizeram governantes e congressistas nesse período? O descuido com a população e suas crianças deu ensejo ao ingresso de extremistas no poder, os quais acabaram enfiando as mãos e os pés na grana. Os governantes pouco se esforçaram para forjar um país independente com população bem-preparada para a vida. Permanecemos fornecedores de matéria-prima e importadores de industrializados. A falha, como sempre, está no ser humano que não reconhece a sua tarefa de promover o bem geral e levar o Brasil à posição que lhe cabe.

Como ajustar o Brasil? Pergunta difícil diante do quadro de incertezas e fragilidades da economia brasileira e mundial. O que faria o Sr. Manuel, dono da padaria, se encontrasse o seu estabelecimento quase falido? Provavelmente usaria o bom senso, austeridade e redução de custos para solucionar o problema. Mas o mundo está virado devido à especulação financeira, geoeconomia e apagão mental. Há insatisfação e revolta por todos os lados. Um cheiro de guerra no ar. É indispensável a prudência do padeiro e a serenidade da população.

As famílias querem passear sob o céu azul. A diferença é que estão mais cautelosas com
os gastos e isso é positivo, pois evitam as amarras do crédito, fácil de tomar, penoso para pagar. Mas é isso mesmo que as pessoas, as empresas e os governos devem fazer: planejar, controlar os gastos e progredir mesmo que seja de forma lenta. É tudo o que tem faltado na gestão pública, pois os deslumbrados com o poder iludem a população e tiram o máximo proveito, como se fossem os donos do Brasil.

A humanidade enfrenta a tragédia do aumento da miséria no Planeta Terra. O grande perigo é que são pouco investigadas as causas da decadência da humanidade que quis criar leis próprias sem observar as leis da Criação, pois mesmo sendo habitantes do planeta, os mais fortes impõem restrições aos mais fracos. Quando os seres humanos buscarem o conhecimento dessas leis que regem a vida e as respeitarem, o viver tenderá ao paradisíaco sem as ideologias de medo e ódio que encobrem cobiças.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

PÁTRIA LIVRE

Que futuro poderemos esperar diante da falta de empenho em construir um país melhor para obter vantagens pessoais usando como armas a mentira e a falsidade? Depende de cada um, individualmente, estar desperto na chama do anseio da evolução espiritual. A liberdade e responsabilidade, os valores, a prosperidade das famílias e o bom preparo das novas gerações têm de ser defendidos e postos em prática.

Coincidência ou simbolismo do destino? Idealistas liderados pela Imperatriz Leopoldina e José Bonifácio não mediram esforços para dar ao Brasil a liberdade política, algo que muitos países conquistaram só no século 21. O projeto era estabelecer uma nação livre, espiritual e materialmente. Esperemos que o sacrifício não tenha sido em vão. Desde aquela época, um grupo hostil procura impedir que o Brasil se torne feliz pátria de Luz. O tecido social está sendo corroído. Os recursos naturais cobiçados. É preciso energia para que o país não afunde no abismo da imoralidade e miséria.

Economia na mão do Estado, geralmente quer dizer na mão dos tiranos. Poderosos empresários também concentram o controle sobre empresas lucrativas. Os tiranos implantam o medo. Há que se atentar para a programação da TV e filmes que sempre carregam o medo embutido nas imagens. Há que se educar, respeitar a ética e a moral, conduzir para um mundo melhor sem tirania, com respeito e consideração.

Mas o ocidente não soube aproveitar a liberdade que pregava. Lobistas de poderosos interesses econômicos se incumbiam de convencer a classe política a agir de forma a favorecer esses interesses, dando para isso gordas recompensas. Os conflitos com a classe trabalhadora foram solucionados com o fechamento das fábricas nos grandes centros urbanos e transferindo-as para regiões de menor custo da mão de obra, numa economia de planejamento central unificado. Assim, a precarização geral avança rapidamente pelo Brasil e pelo mundo.

A questão da falta de empregos vai se tornando grave, sem que se saiba o que fazer em todo o ocidente que viveu uma fase boa, mas se encontra diante da precarização salarial resultante da globalização e deslocalização das fábricas. Enquanto os países do ocidente, com displicência, deixavam a coisa rolar, inflando bolhas, perdendo espaço na economia industrial, a China prosseguia no projeto de ampliar a produção industrial e avançar na exportação e no desenvolvimento tecnológico.

Em 2015, o Brasil gastou mais de 500 bilhões de reais em juros para manter o dólar contido, mas o dinheiro saía dos impostos que saía do bolso da população. Sem o subsídio dos juros, o dólar encarece os custos de tudo que é importado e, por tabela, o mesmo acontece com o feijão e os alimentos em geral, que estão se tornando escassos pelo mundo.

Em recente pronunciamento, o presidente Xi Jinping disse: “Não é realista esperar uma vida pacífica sem luta. Devemos defender a soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento da China com uma determinação sem precedentes.”

Como se pode observar, a China não quer incorrer nos mesmos descuidos cometidos pelo ocidente no que diz respeito ao fortalecimento da família e das novas gerações, integrando todos os chineses no projeto da China forte, com mínima dependência externa.

Os governantes dos países ocidentais devem atentar para essa fala, assimilar e pôr em prática em seu próprio país, com liberdade individual, responsabilidade e equilíbrio nas contas internas e externas, para alcançar equilíbrio e convivência pacífica, pois as desigualdades oriundas da exploração teriam de cair por terra.

O Brasil se acha diante de graves conflitos e lutas políticas pelo poder. É preciso buscar a origem das desavenças deste país maravilhoso, mas que vem sendo malgovernado de longa data. De passado colonialista, com renda baixa, sem mercado interno, sem produção, foi mal gerido nas finanças e nas realizações. Desde a eliminação do regime escravocrata de trabalho pouco se fez pela educação e bom preparo da população; permaneceram os interesses de produção agrícola para exportação. O agronegócio atual é de outra natureza e bem-posicionado. A ensaiada industrialização caiu no vazio com o descontrole financeiro que levou à superinflação. A política cambial fez o resto, veio a pandemia e o conflito provocado por aqueles que perderam o poder, mas o momento exige união pelo bem da Pátria.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

CRISE GERAL NO PODER

O Brasil enfrenta uma crise entre os poderes que surgiu diante dos resultados das eleições de 2018. Os oponentes ao governo passaram a agir para impedir a reeleição em 2022, mesmo percebendo o quanto isso seria prejudicial ao país, que deveria estar unido neste tempo de crise mundial. Pensando no bem geral, poderiam, ao contrário, dar sua contribuição para a paz e o progresso.

É uma situação difícil e típica nos países que possuem pluralidade de partidos, pois todos os políticos que pertencem às respectivas legendas querem se manter no poder, para o mal e para o bem. No Brasil, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso negociou o segundo mandato e ninguém estranhou. Trump, nos EUA, achou que seria fácil se reeleger, mas escorregou no meio do caminho.

Kishore Mahbubani, autor de vários livros, tem uma visão ampla da economia e política mundial. Chegamos ao confronto da plutocracia (governo dominado pela classe rica) com o governo central forte de partido único. Na plutocracia, muito se falou da classe pobre, mas a ênfase maior foi no pão e circo. No governo forte foi dada ênfase na educação e na ação para sair da vexatória situação em que estava. A renda per capita da China equivale agora a 1/6 da americana. Foi nesse ponto que a paulatina melhora das condições na China repercutiu na precarização que desde os anos 1990 afeta os EUA e o ocidente em geral. A questão não é conter o avanço da China, mas de como restabelecer o equilíbrio rompido para que todos os povos possam evoluir de forma condigna.

A humanidade vive em guerras há séculos, geralmente causadas por disputas econômicas e de poder, sendo o século 20 o mais trágico, quando era esperado que haveria uma união para fortalecer o bem geral e buscar a melhora das condições de vida. Mas atualmente se encontra num ponto de acumulação de decisões mal planejadas que agora irrompem numa cascata de reações adversas. O século 21 traz a marca da turbulência, nada mais se apresenta estável, tudo se mostra difícil de coordenar, então o que poderemos esperar dessa visão tecnocrática fria que quer transformar o ser humano em coisa sem alma?

De longa data a humanidade vive na mais perversa mentira e de forma superficial. O apóstolo João deixou a grande recomendação para a humanidade em geral, do passado e do presente: “Conhecereis a Verdade e ela vos libertará!” Mas conhecer a verdade exige atividade séria e sincera, da alma e do intelecto, pois a crença baseada na fé cega deve se transformar em convicção, a qual só advém através de análises lógicas e coerentes sob a luz das leis da natureza que refletem a perfeição da Vontade criadora de Deus.

Desde os anos 1970 a televisão assumiu a posição do cinema dentro das casas. Que efeito a televisão exerce sobre a sociedade? Em vez de servir de veículo de divulgação, entretenimento e informação, a TV está sendo utilizada como meio de formação de uma mentalidade limitada. As pessoas estão fazendo da televisão e das mídias sociais a sua janela para o mundo e assimilando tudo que veem como verdades absolutas, sem questionar conteúdo ou levar em conta os interesses de quem produz o que é exposto. Impressiona a mediocridade contida em filmes, novelas, vídeos e na programação em geral.

As coisas mudam de repente, os acontecimentos estão acelerados, o caos se instala de um momento para outro como no Afeganistão. Que o Brasil não se torne vítima da cobiça internacional e dos vendilhões da pátria. A vida é construção, mas os seres humanos estão pondo de lado e enterrando a sua essência. Todo o seu pensar se dirige para a posse do dinheiro, acúmulo de riqueza e prestígio pessoal. Para construir de forma sadia, os seres humanos precisam se renovar e se transformar.

Vamos lutar por um Brasil forte e humano. Para isso precisamos preparar adequadamente as novas gerações, para que tenham como meta formar um país de seres humanos que visam o progresso real, sem socialismo, com liberdade, boa qualidade de vida, sustentabilidade, aprimoramento da espécie humana, para que as condições permaneçam em continuada melhora, com respeito ao necessário equilíbrio nas atividades.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

A PANDEMIA EM PAUTA

A pandemia está evidenciando todas as atividades artificiais às quais a humanidade se subordinou indolentemente. A hora é de nos movimentar, examinar, falar, agir naturalmente para que não sejamos sufocados pela forma prepotente de como são lançadas sobre nós tantas coisas e atitudes reconhecidamente como nocivas para a boa formação das novas gerações, antes que haja a erosão de tudo de bom que ainda restou em nossa cultura.

De maneira geral, as novas gerações não têm recebido bom preparo para a vida. Ou são lançadas no conformismo e estagnação, ou torpedeadas com ideologias marcadas pelo ódio, incapazes de seguir pela estrada da vida construindo e beneficiando. Com isso, falta uma visão elevada que conduza a humanidade para o aprimoramento pessoal e melhor futuro.

A enigmática volta da proliferação do coronavírus, a nova onda, pegou a população de surpresa. Pouco se fala a respeito. O transporte público, no horário de pico, cria uma situação acentuada de risco para muitas pessoas e as autoridades devem buscar soluções adequadas. Faltou conscientização humana, implantou-se medo, surgiram atos de rebeldia, não há união para enfrentar o problema, a preocupação dos políticos é com 2022, querem a volta daquela atmosfera permissiva e da corrupção impune.

Tudo depende do dinheiro, um sistema que exige dos governantes um desempenho sério e eficiente na gestão da economia, juros, câmbio, moeda, mas o que fizeram? O Brasil está na situação de pagar juros desde 1889. Gastam muito, mas o pior é o gasto público em coisas não essenciais e superfaturadas.

No Brasil, tem havido muitas interferências e divergências não só na pasta da saúde. Na China é diferente; há só um poder que todos obedecem. Estão de olhos voltados para o presidente e sua equipe querendo julgá-los. No Brasil, teria de haver conscientização e esforço conjunto para levantar o país, pois em 132 anos de república quase faliram o país na economia, moral e educação.

Diante das incoerências surgidas no capitalismo de livre mercado, o modelo chinês está dando origem a um novo conceito revolucionário da economia envolvendo a junção do Estado com a iniciativa privada graúda em novo modelo de divisão social do trabalho, voltada para a produção em larga escala que transforma o ser humano em mero fator de produção e consumidor, dentro de um cenário de globalização que requer a centralização das decisões econômicas e sociais, em nível planetário, acabando por eliminar com os estados nacionais e suas fronteiras, implantando uma política única em que tudo se subordine às normas gerais do poder central, o Leviatã, o  soberano com poder absoluto sobre todos os súditos, poder concedido por eles mesmos.

Muito se fala no grande reset. Poderíamos imaginar algo como um novo sistema em gestação, em meio a atual situação, com muitas incertezas decorrentes da chamada destruição criativa, como as dores de um parto, para finalmente chegar ao Leviatã global, com moeda única e poder centralizado sobre toda a população e sobre todos os recursos naturais do planeta, no qual somos todos hóspedes temporários.

A humanidade se organizava para produzir e atender suas necessidades e a sobrevivência condigna. As elites organizaram o sistema monetário e a produção do dinheiro fazendo tudo e todos depender dele. O drama da globalização econômica, da movimentação internacional de dinheiro e produtos, foi ter concentrado a produção onde a mão de obra fosse mais barata com melhores condições para produzir e exportar, precarizando tudo.

O ministro Paulo Guedes disse que a covid-19 é “uma tragédia de dimensões bíblicas”. As pessoas não podem mais continuar acomodadas ao papel de fator de produção e consumidor. A hora é de despertar o seu espírito adormecido pelas ilusões do materialismo. O Brasil e o mundo precisam de um renascimento espiritual, ético, moral, econômico. Alvos nobres, com a participação de todos, cuja prioridade seja a construção de uma sobrevivência digna, com naturalidade, que busca a melhora das condições gerais de vida com autonomia, equilíbrio, eficiência, continuado progresso, melhora da qualidade humana, o que não está fácil nesta época de colheita acelerada. Cada indivíduo tem que se movimentar em busca de seus sonhos de evoluir, construir e beneficiar, em Paz e Liberdade!

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

SONO TORNATO (ESTOU DE VOLTA)

“Sono tornato” é uma comédia italiana caprichada, considerada politicamente incorreta e dramaticamente atual que mistura ficção com realidade. No filme, o ditador Benito Mussolini (Massimo Popolizio), idealizador e executor do fascismo na Itália antes e durante a Segunda Guerra Mundial, reaparece vivo numa praça em Roma, 80 anos após a sua morte e como se isso não tivesse de fato acontecido. Andrea Canaletti (Frank Matano), um cineasta fracassado, o encontra e achando que se trata de um comediante parecido fisicamente com “Il Duce”, o coloca numa entrevista na televisão, vista por milhões de pessoas que se encantam com as ideias apresentadas por ele de forma satírica.

Os teóricos da democracia se escandalizam com o surgimento dos populistas no poder. Mas o Mussolini do filme se torna popular com suas ideias rígidas, tirânicas e preconceituosas que se afastaram da essência dos seres humanos, pois neste planeta somos todos peregrinos em busca de evolução. No século 21, a população está abrindo os olhos e percebendo os abusos praticados pelas pessoas que se instalam no poder e tomam o governo para si e seus interesses.

Deixando de lado as ideologias e os conceitos do abuso do poder pela força como forma de governo, o personagem que se diz ser Mussolini vai analisando a situação da Itália e da Europa, principalmente a da educação e o momento difícil em que se encontram as novas gerações sem trabalho remunerado, e se escandaliza com as desordenadas correntes imigratórias e, enfim, com o caos econômico e social.

O grande drama da humanidade é que não se esforçou para encontrar as normas adequadas para a convivência entre as pessoas, prevalecendo a ideia de que o enriquecimento de uns deve ser feito à custa das perdas de outros, fato que já deu origem a muita miséria e guerras sangrentas.

QUAL É A FINALIDADE DA VIDA?

Ninguém duvida da importância da ciência, mas a questão maior que mexe com os seres humanos refere-se à pesquisa sobre qual é a finalidade da vida. Por que nascemos? As pessoas não fazem ideia do que seja isso e vão vivendo empurradas pelos acontecimentos que as rodeiam. Carecemos de uma resposta objetiva em conformidade com as leis da natureza para um viver harmonioso e produtivo com paz e progresso, construindo e beneficiando, contribuindo para a melhora das condições gerais com continuado aprimoramento da espécie humana, única ainda desajustada nas engrenagens naturais da vida.

Um grande problema do Brasil são as palavras falsas e mentirosas largamente empregadas na política; a tragédia está nos bolsos recheados de dinheiro sujo. O Brasil já esteve do lado da felicidade da vida. Essa condição tem sido destruída pelo embrutecimento que já começa no ato de geração. O que esperar de seres gerados sem amor, sem incentivos para a busca do propósito maior da vida? O acorrentamento voluntário às cobiças e vícios está levando todo um país ao descalabro, dominado pelo logro, violência e prepotência. A verdadeira solidariedade está na contribuição de cada um para o beneficiamento do todo e isso requer maturidade espiritual e compreensão do significado da existência.

É preciso se cuidar sempre. Fumar, se drogar, se entregar ao alcoolismo só pode causar danos ao corpo e à saúde. O mesmo se dá com os maus sentimentos e pensamentos que adoecem a alma e o corpo. Com o bombardeio das informações negativas, surge o pânico que leva pessoas ao desespero e à perda de imunidade. O confinamento tende a deixar as pessoas nervosas por não poderem sair por aí, mas foi uma freada importante nesta forma agitada de viver.

A rotina empresarial se modificou muito para quase todos os ramos; os pequenos e médios negócios têm mais dificuldades porque, com a globalização, a competição internacional se tornou feroz. Enfim, na economia tão desequilibrada qualquer imprevisto arrasa tudo. Com a crise, centenas de estabelecimentos estão fechando as portas, aumentando o desemprego. Economistas defendem o aumento de impostos. O aumento de tributos é história antiga; é o que faziam os senhores feudais quando queriam aumentar a sua riqueza. Precisamos encontrar a fórmula de aumentar a produção, empregos, renda, consumo, educação, saúde, e tudo o que falta a este país. Ver onde está havendo dispêndios inúteis como excessos do legislativo e judiciário, e muito mais, remanejando essas verbas para necessidades essenciais.

As pessoas estão percebendo que em suas vidas o tempo voa. A ansiedade vai explodindo, as pessoas querem falar, querem agir, querem fazer tudo na pressa, sem tempo para refletir, como se o tempo estivesse acabando. Sinal dos tempos? Quem entende isso? Quem examina? Nesta quadra da vida temos de ser desbravadores com coragem e persistência. É fundamental entender o que se passa. Existem no mundo mais tiranos do que possamos imaginar.

Quando um presidente é eleito encontra o Legislativo e Judiciário já instalados no poder com grande força de pressão, como fazer a integração? Com motivação patriótica conseguirá alguma coisa a bem do país e sua população? Ou que meios deverá usar para que os poderes se unam pelo bem geral e progresso do Brasil?

O sistema de partilhar o poder e o dinheiro entre os poderes no presidencialismo, chamado de negociação, gerou esse pandemônio econômico e fiscal. A economia põe à mostra todas as suas incoerências com a interrupção das atividades e da circulação do dinheiro. Até quando isso será suportável? O que virá a seguir? A Constituição define os procedimentos, mas por si, sem um plano coeso dos poderes, não consegue impulsionar para melhor, pois os oportunistas agem contra os interesses do Brasil alegando estar seguindo a Constituição.

É grave e dramática a situação a que chegamos. O despreparo geral gerou a falta de responsabilidade como ser humano e cidadão, em que cada um só pensa em si e em obter vantagens. Há décadas um grupo de oportunistas tomou o país para si, deixando a população nas mais precárias condições morais e de vida. As novas gerações precisam de um reforço nas forças cívicas e morais, e compreensão do significado da vida.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

PAIXÃO E PODER

Em carta a Freud, Einstein disse lamentar que “o direito e o poder andam inevitavelmente de mãos dadas”. De fato, na renhida luta pela supremacia e domínio do dinheiro e poder, e da vida do próximo, impondo a vontade egoística para ter o controle das rédeas da sociedade, mesmo que precise expulsar quem estiver no poder legítimo, é o sonho dos tiranos, seja na esfera dos Estados ou na vida em geral, pois, para eles, nenhuma paixão é mais duradoura do que estar no poder e determinar sobre os outros.

A China surge como o modelo que agrada aos tiranos. Tem produção em larga escala, dinheiro, agilidade, mão de obra barata e não tem sindicato de empregados porque o partido determina tudo. Há quem diga que esse é o modelo para onde o mundo está indo, mesclando o modelo chinês e o indiano, suprimindo a liberdade. Nos idos dos anos 1970, os brasileiros estavam na lista dos salários mais baixos do mundo, mas a tendência agora é que tudo seja nivelado por baixo. O salário era baixo, mas havia a esperança de melhoras.

Tínhamos produção, comércio, serviços e constante desequilíbrio nas contas internas e externas. A globalização levou fábricas e empregos, e a dívida ficou do tamanho do PIB. Perdemos a consistência. Sem empregos, teremos que cair no programa de renda mínima; sem perspectiva de sair dessa casta inferior, a humanidade vai estagnar ainda mais. Qual seria a possibilidade de o Brasil reagir e gerar empregos na economia global orientada para mínimo custo e concentração da produção para exportar?

Os governantes e a burocracia do Estado deveriam ter por única preocupação o bem-estar dos governados. Mas o dispositivo burocrático geralmente se converte num tirano absolutista. Luciano Bivar, no livro Burocratocia: A Invasão Invisível, descreve a modalidade tirânica que nega a democracia genuína, analisando os seus mecanismos de influência nas atividades econômicas e nos processos políticos e sociais. Segundo o autor, a “Burocratocia” é a exacerbação da burocracia praticada por agentes públicos em busca de privilégios, que se tornaram amantes do poder para se eternizarem nas funções públicas, impedindo um salto qualitativo na gestão do Estado e gerando abusos de toda ordem. Qualquer semelhança com o Brasil de nossos dias não será mera coincidência.

Os governantes têm de contribuir para que haja oportunidade de progresso para todos. A classe política e a burocracia se voltaram prioritariamente para conservar seus privilégios e sua posição no poder. As casas onde se criam as leis dos homens se tornaram displicentes. O mundo precisa de homens sábios no comando e de seres humanos que se movimentem incansavelmente buscando o bem.

Atualmente, com o confinamento geral, o modo de vida está diferente e isso está mexendo com o humor das pessoas que deveriam fazer um esforço para descobrir por que tantas coisas estão desmoronando, mas o Sol continua amigo. As pessoas também devem agir de forma amistosa, mantendo a serenidade, seguir em frente com coragem, confiança e alegria no novo dia e na vida. Com a crise epidêmica em andamento, está ocorrendo uma parada. É preciso observar a grande advertência contida nesse acontecimento que chama a atenção dos seres humanos sobre a forma como estão vivendo. As leis naturais da Criação estão exigindo que tudo se torne Novo.

Os seres humanos estão abdicando de suas capacitações de examinar, ponderar, refletir de forma intuitiva, o que permite a ampliação e dominação da manipulação agora facilitada pelos novos recursos tecnológicos. Uma guerra de comunicações com informações e desinformações. É preciso saber separar o joio do trigo. Na economia, tudo tem que ser examinado. As teorias existentes são de uma época em que não havia o capitalismo de Estado que mudou tudo. Se examinarmos o momento atual com base nas velhas teorias será difícil obter uma boa compreensão. Apesar das inúmeras mensagens inquietadoras lançadas pela mídia, a população está bradando que quer um Brasil melhor, digno e responsável. O mundo ficou dominado pelos maus, o que impõe aos demais sede de justiça. No entanto, acima das leis dos homens paira a grande justiça da lei da reciprocidade que às vezes tarda, mas não falha.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7