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A LUTA CONTRA AS TREVAS

E disse o homem sábio com sua visão abrangente: “Oculta aos nossos olhos se trava a mais intensa luta entre o bem e o mal, entre a Luz e as trevas que não querem que as criaturas humanas se tornem verdadeiros seres humanos, fazendo de tudo para mantê-las nos baixios da vida na progressiva degradação, em vez de evoluir continuamente elevando-se às regiões de Luz, das atividades irradiantes e da felicidade”.

Milhões de espíritos masculinos e femininos, e mais ou menos, de baixo nível, presos à Terra, buscam uma oportunidade para reencarnar, isto é, de terem um corpo terreno para poderem atuar diretamente no mundo material. Enquanto isso, eles ficam perambulando, sendo atraídos pela igual espécie para coparticipar de seus pendores como fumar e beber, invejosos e maldosos com desejos de causar danos a outros. Devido à igual espécie de seus anseios podem atuar no cérebro dos incautos, os quais sentem um reforço nos próprios pensamentos mesquinhos sem perceber a origem, resvalando para o abismo.

Longe, mais acima, ficam os espíritos de melhor índole, auxiliadores espirituais que estão prontos a ajudar as pessoas e resgatar as próprias falhas para que possam se elevar. No entanto, os espíritos superiores não podem atravessar a barreira dos maus pensamentos enquanto não vier desses seres de baixo o anseio intuitivo mais nobre, procurando ligação e auxílio.

O mal se foi infiltrando aos poucos, sempre usando artifícios atraentes, arrastando tudo para baixo, impedindo o surgimento de sentimentos intuitivos e pensamentos mais nobres. Há a tropa de elite das trevas que procura se infiltrar na classe dos poderosos e de todos que exercem influência sobre as massas, dando força ao raciocínio frio e calculista para que atue contra o Amor.

Pobre humanidade que não percebe o laço armado no seu próprio intelecto e vai afundando indolentemente, sentindo-se bem nessa conspurcação, sem querer ouvir a própria intuição que quer advertir, e que aos poucos vai perdendo a força e emudecendo. Mas para o nosso bem, temos que nos esforçar e impedir que percamos a força da intuição nobre.

Assim, a vida na Terra, que deveria ser apenas beleza, alegria e progresso, vai se assemelhando cada vez mais ao inferno das más intenções onde apenas poucos pensamentos luminosos conseguem força para se elevarem. Mas as leis da Criação adentraram em acelerada atuação para a colheita e a separação e exclusão definitiva do “joio”. Como fonte de pesquisas recomendamos O livro do Juízo Final, de Roselis von Sass.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O GRANDE IMPASSE

A economia brasileira vive artificialmente desde os anos 1990. A tentativa de acabar com isso é severa e lenta, pois os estímulos artificiais têm de ser retirados. Com a elevação geral da dívida veio a queda de juros, um fôlego para evitar o desarranjo total. Não é fácil acordar a economia estagnada no mundo globalizado e supercompetitivo. Os empregos e a renda estão caindo. O país exporta commodities, importa tudo pronto e remete dólares. Com isso, a circulação se reduz à importação e comercialização. Devido ao crescimento da dívida, o governo não consegue recircular o dinheiro arrecadado transformando-o em investimentos. Mesmo se hipoteticamente o dinheiro fosse despejado de um helicóptero, logo o estímulo iria para os importados, para o exterior.

A economia mundial está desarrumada com o confronto entre livre mercado e capitalismo de Estado. O Estado não deveria se envolver na atividade econômica, pois não é uma empresa. A questão é: será que a interferência do Estado na economia não fere o princípio do capitalismo de livre mercado? Como competir com empresas que atuam sob o guarda-chuva estatal? Quem sabe a projetada inclusão da população da China no consumo possa dar um ajuste, mas o que o Brasil poderia produzir para os chineses, e que gerasse empregos internos?

O FMI está com foco nas alterações climáticas, mas temos de olhar para todas as coisas. Há décadas tem sido grande a displicência com o saneamento, com o trato do esgoto e do lixo, fruto do mau gerenciamento político e fiscal. Rios deixam de carregar água potável para as populações, mares ficam contaminados, peixes e crustáceos perdem espaço afetando a alimentação. Que tal um projeto fundamental de saneamento para grandes cidades, eliminando o risco de tantas doenças que atingem a todos, principalmente crianças? Quanto ao clima, é de fundamental importância estarmos atentos. As cidades superpovoadas necessitam de áreas arborizadas, que são os naturais filtros verdes de ar.

No mundo de hoje os homens se toleram enquanto julgam que podem tirar proveito uns dos outros. Essa situação se rompe quando cessa o interesse ou algum deles se sinta lesado pelo outro. Basta olhar e veremos muitos casos assim. Mas quando alguém deseja, com seriedade, o bem geral, acaba se tornando alvo dos que têm o rabo preso.

As palavras são um dom; temos de usá-las com todo o cuidado, pois elas têm o poder de influenciar e persuadir. Palavras falsas, astutas, carregam o mal. Palavras displicentes e a falta de tato causam dor e revelam imaturidade. Palavras amigas, ditas com amor e pureza, curam, cicatrizam feridas. Hoje vivenciamos as consequências do mau uso das palavras utilizadas para mentir, enganar e, principalmente, para fazer as pessoas acreditarem no que não é o real significado da vida. Com o saber do real significado da vida, as palavras seriam respeitadas. É preciso estar atento e examinar tudo que nos é empurrado. O palavrório vazio atrai a ruína. Que a fala seja sim ou não.

Em vez de serem direcionadas para a leitura de livros desde cedo, as crianças geralmente recebem de presente um tablet com joguinhos para se distrair. Os pais deveriam ler histórias para os pequenos, levá-los a livrarias e bibliotecas, falar da importância do livro na formação da humanidade.

O dia 15 de outubro é dedicado aos professores – os responsáveis pelo desenvolvimento das novas gerações desde a primeira infância. O que assegura o bom futuro do país e da humanidade é o bom preparo das novas gerações para que adquiram clareza mental, discernimento e consciência de que a melhora das condições gerais de vida depende de cada um de nós. Ensinar e educar estão entre as mais nobres profissões, pois através delas é que se faz a transmissão dos conhecimentos e saberes para um viver condigno e de qualidade.

O grande entrave para o progresso está no homem que pôs de lado a sua essência humana dispondo-se a tudo para sempre obter o máximo ganho. Se o homem não tivesse se submetido ao embrutecimento, outra seria a feição do Estado, pois estaria cumprindo a sua tarefa de dar as condições gerais para a continuada melhora da população local e da humanidade como um todo. Como resolver esse impasse?

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

PROBLEMAS BRASILEIROS

Enquanto o drama do mundo é a cobiça de poder, o problema do Brasil é a falta de estadistas sinceros, leais, sábios, patriotas que busquem o melhor para o fortalecimento da população e da qualidade de vida. Os falsos estadistas continuam se digladiando para ver quem manda mais, quem fica com o pedaço mais suculento e, com isso, o futuro vai ficando ameaçado. As novas gerações precisam de bom preparo para a sua responsabilidade para não perder a esperança. Mas, afinal, como foi que o Brasil e o mundo chegaram a esse momento caótico na convivência pacífica e na economia que a tudo constrange?

A sociedade fragmentou-se. Faltam propósitos enobrecedores e coesão na busca da melhora. A divisão do trabalho é importante e necessária para aumentar a produtividade, mas acabou criando tarefas repetitivas que contribuem para inibir a criatividade e o aprendizado das inovações. Tarefas repetitivas deverão ser entregues aos robôs. O ser humano precisa de leitura, flexibilidade, projetos de melhora geral e de aprimoramento pessoal. A educação tem que promover tudo isso.

O amigo leal dos seres humanos é o bom livro. Através dele, cresce a imaginação e a capacidade de refletir intuitivamente, isto é, a conexão com o eu interior, aspectos que diferenciam o homem da máquina. Com o advento da eletrônica e informática, cinema, TV, internet, vídeo, divisão extrema do trabalho e redução de empregos, a monotonia foi tomando conta da vida. Vive-se o dia a dia sem entusiasmo. Para muitas pessoas, conectar-se à rede se tornou meio de fugir do vazio da vida.

A realidade brasileira é brutal, em permanente crise com pequenos intervalos de alguma melhora, com dívida elevada que se formou com desmandos, juros e perdas cambiais. O dinheiro público tem sido mal administrado com enormes desperdícios e desvios. Um país rico em recursos naturais, mas economicamente pobre com poucas oportunidades de empregos e boa educação. Fazem falta bons estadistas e melhor preparo da população.

Precisamos de produção, trabalho, consumo adequado. Na China, foi usado ópio para obter riqueza e promover a fragilização; no Brasil, nem foi possibilitado o fortalecimento da população para construir um país de vida condigna. A droga chegou logo. Precisamos de uma geração forte, bem preparada para a vida, disposta a empregar o melhor de si para alcançar um futuro melhor.

Os jovens precisam aprender a refletir e a liberar a ampla visão intuitiva. Desde cedo as crianças devem ser orientadas para a importância do aprendizado, do trabalho e da busca do significado da vida. Quem somos nós? O que é o planeta onde vivemos? Como ele possibilita a vida? Tudo segue o ritmo das leis da Criação.

Como fruto do desequilíbrio geral está ressurgindo, de forma preocupante, a questão da imigração de refugiados, principalmente porque nenhuma entidade mundial está tomando medidas disciplinadoras, enquanto países que já contam com muitos problemas internos se veem diante de invasão não prevista e sem meios para dar uma solução apropriada.
O desequilibrado sistema internacional de relações entre os povos tem se mantido da mesma forma num mundo em que os mais fracos não tinham como discordar do ganho de uns com perdas de outros, o que veio a ser reforçado pela globalização. Quando as relações entre os povos são feitas sem equilíbrio, o desarranjo é inevitável, mas às vezes isso demora a aparecer. Se o mundo quer paz, está na hora de restabelecer o equilíbrio para obter o progresso geral.

Com a eclosão das transformações econômicas, a hegemonia do dólar passa a ser pressionada. Haverá troca de moeda global ou conviverão duas delas? O que o Brasil precisa fazer diante do agravamento da guerra comercial? Se exportar menos, vai dispor de menos dólares e reduzir importações. O que dizem os governantes sobre essa situação da economia? Haja Luz e Paz sobre o Brasil para que possa progredir de fato.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O PÃO E O PROGRESSO

A época exige empenho em conhecer as coisas e as causas. Os livros têm de trazer isso de forma inteligente, criativa, narrada de forma natural, sem forçar a barra com ideologias e outros meios para impor a sua verdade. Os leitores têm de dedicar interesse, tempo, ler, examinar, aprender. Pais e professores têm de mostrar o valor dos livros e sua contribuição para adquirir a visão correta do mundo, e não aquela deformada por autores neuróticos ou por interesses de seduzir para lucrar.

Novos tempos, novos e complicados problemas, mas é preciso atenção e buscar soluções para não detonar a economia interna. Vamos acolher o postulado da lei do mais forte e aniquilar os mais fracos? No caso dos livros, temos, em confronto com as livrarias tradicionais os e-books, a venda pela internet, queda na renda e perda da cultura do livro, assim com muitos produtos. Mas, no geral, quando ocorre entrada de importados mais baratos é bom para os consumidores, porém a indústria local definha. Então, como resolver o desemprego crescente?

Quanto menos a população lê, mais atrasado é o país. Os livros sempre acabam mostrando a forma como a humanidade está vivendo, permitindo análises e reflexões que ampliam os horizontes; mas quando levados para as telas, as imagens acabam se impondo, restringindo os seres humanos.

Como ajustar o Brasil deficitário e seus gestores perdulários e descuidados diante do quadro de incertezas e fragilidades da economia brasileira e mundial? O que faria o Sr. Manuel, dono da padaria, se encontrasse o seu estabelecimento quase falido? Certamente adotaria bom senso, austeridade, redução de custos, empenho em fazer o melhor.

O mundo está virado. Irresponsabilidade, especulação financeira, capitalismo de Estado, apagão mental. Insatisfação e revolta por todos os lados. Um cheiro de guerra no ar. Para fazer o pão é indispensável a prudência do padeiro e a serenidade da população. O descuido com a população e suas crianças deu ensejo ao ingresso de extremistas no poder, mas acabaram enfiando as mãos e os pés na grana. A falha está no ser humano.

Historicamente os artesãos que deram início à produção de bens agiam não apenas com o intuito de acumular ganhos. A partir das atividades dos artesãos foram surgindo as pequenas fábricas lideradas por homens que tinham raízes na terra onde nasceram. A capacidade de produção foi aumentando, exigindo investimentos, e por fim requerendo aumento de consumo. Dos pequenos líderes iniciais que criaram as empresas de família, pouco restou; muitas das grandes corporações adquiriam esses pequenos negócios e agora estão nas mãos dos grandes Fundos que operam globalmente e buscam, como prioridade, obter lucros nas vendas e na valorização das ações, deixando a coisa rolar, e por essa razão estão inquietos com a displicência da classe política e o surgimento de disruptores no sistema eleitoral.

Parece que as experiências de Estado forte fortaleceram a ideia de Estado único planetário. Poder central, dinheiro único, padronização geral de educação, usos e costumes, nada de eleições, pois a classe política se revelou interesseira e gananciosa. Tudo é aproveitado pelos interessados para conduzir o mundo para o governo único. Ao lado disso, a natureza vilipendiada está dando o seu troco, pois suas leis jamais foram respeitadas pelos poderosos. Cobiça de poder é uma coisa; o desarranjo da natureza é outra que não pode ser menosprezado. Os governos devem se voltar para suas fronteiras, mas não podem desrespeitar as leis naturais que mantêm as condições de vida.

No mês de novembro do ano de 1889 tinha início a República do Brasil, num país rico em recursos ofertados pela natureza, mas pobre face aos maus governos que teve e a falta de bom preparo da população. Passaram-se 129 anos. Há miséria, destruição e precarização para onde quer que se olhe. Neste ano de 2018 ocorreu a eleição para presidente e governadores estaduais. Os cidadãos de bem esperam que prevaleça boa vontade para o bem e que haja nos novos governantes qualidades necessárias para reverter a situação, tornando o Brasil um país humano e próspero que possibilite a evolução condigna. Esperemos que o Brasil possa reencontrar o caminho do progresso com paz e seriedade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

ARMAS PARA A PAZ E O PROGRESSO

Como já disse o historiador britânico Eric Hobsbawm (1917-2012), vivemos a era dos extremos e das incertezas. Mas em vez de as mazelas terem sido atacadas e combatidas, passou-se a discutir ideologias num cenário de luta pela riqueza e poder e embrutecimento da espécie humana. Despreparados, muitos pais de hoje não conseguem dar bom preparo a seus filhos. Tudo isso criou a tendência do decadente embrutecimento da humanidade.

Quais armas vamos usar no combate ao descalabro ético e moral que a humanidade está gerando? É preciso que a população e as autoridades queiram formar gerações fortes, com discernimento, aptas a conduzir a própria vida. Viver, aprender e fazer bem feito exige paciência e perseverança, atributos que os seres humanos estão deixando escapar.

Nada resiste à moleza do caráter dos indivíduos. Sem firmeza, as portas ficam abertas para a corrupção e criminalidade que vão adentrando em todos os setores. A moralidade se vai apagando, tudo passa a ser aceito e permitido. A desonestidade e o desinteresse pelo Bem geral passa a ser a norma e, com isso, o país acaba ficando condenado ao declínio e até ao desaparecimento, enquanto as drogas avançam corroendo a base.

Vidas vazias, jovens sem bom preparo para a vida, sem propósitos, acabam buscando o entorpecimento para fugir da realidade, para contornar a doença da alma, o que é aproveitado pelo tráfico de drogas ilegais e agora pelos distribuidores legalizados. Um negócio de bilhões de dólares para entorpecer a humanidade afastada do significado da vida e do saber das leis da Criação.

Como e para que educar? Os pesquisadores norte-americanos Daniel Goleman e Peter Senge estão preocupados com a forma como estamos educando as crianças. Os problemas se avolumam como em nenhuma outra época e as novas gerações têm de ser preparadas para ajudar na superação. Os jovens precisam saber o que são. Como funcionam o cérebro do raciocínio, as emoções e sentimentos, e as boas relações interpessoais. Ou seja, temos de estudar o significado da nossa vida, de nosso corpo perecível cultivando o foco interior e exterior. Temos de formar seres humanos de fato, nas atitudes e não só nas aparências. A evolução integral depende da humanização dos indivíduos e da sociedade como um todo.

No Brasil, tão generoso em produção de alimentos, há muito desperdício, desleixo com o meio ambiente e ingratidão. Mas com o agravamento da crise climática, os alimentos poderão ser cotados em ouro em futuro não muito distante, por isso os esforços na preservação têm de ser redobrados. Cada grupamento tem construído suas concepções sobre a vida segundo seus interesses; é natural que haja diversidade, mas os antagonismos têm razões ocultas e, por vezes, são irreconciliáveis. Os fortes vão puxando a brasa e a sardinha, isso tem provocado aumento de insatisfação, gerando choques que estão a se adensar podendo, no aumento da pressão, gerar danos.

Muitos advogam a governança global centralizada enterrando a diversidade dos povos. Só com o reconhecimento das imutáveis leis da Criação é que poderá surgir um diálogo sincero e proveitoso, livre da cobiça de poder. O que realmente é importante para a sociedade humana e qual alvo deve ser perseguido? O Brasil precisa de boa governança voltada para o Bem para sair da estagnação.

Há décadas o país enfrenta lamentável situação de falta de governança séria. União, estados e municípios têm de entender que é sua obrigação cuidar do dinheiro dos cidadãos para o bem geral. O juiz Sergio Moro nem bem aceitou a missão outorgada pelo presidente Jair Messias Bolsonaro e já começam as especulações e as fofocas.

Caso Moro se torne candidato à presidência no futuro, terá um bom período de aprendizado para governar o Brasil tão aviltado pela classe política que pouco se esforçou para fortalecer o nível da qualidade da população. Às vezes muitos estudiosos estrangeiros falam grandes disparates sobre o Brasil, ou porque não entenderam a origem do caos que se instalou no país, ou falam com viés ideológico que os impede de ver os fatos como eles são. Mas a população nota seriedade, justiça e a forte vontade para o Bem como armas para tirar o Brasil da lama. Que assim seja.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

DAR PRIORIDADE AO QUE É PRIORITÁRIO

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Uma das tarefas prioritárias de nosso existir é a busca por esclarecimentos sobre a finalidade da existência, e se isso não for feito desde cedo, a fase da velhice deve ser aproveitada para esse propósito com toda a energia. A visão e as concepções sobre a vida engendradas pela humanidade sempre ficaram diferentes e até em oposição às leis naturais da Criação, surgindo teorias imaginárias sobre o que é a existência, cada vez mais distantes da realidade, e por isso a paz ficou tão difícil de ser implantada, pois na sua restrição, o ser humano cobiça riqueza e poder, pouco se importando com o aprimoramento da espécie dotada de livre resolução e discernimento.

Apesar de incompleta, como poderíamos deixar de aceitar a teoria evolucionista desenvolvida por Charles Darwin para explicar o surgimento do corpo da criatura humana dotada de livre resolução e capacidade de raciocinar? Roselis von Sass, em seu livro Os Primeiros Seres Humanos, reporta descobertas no Quênia de ossadas com mais de dois milhões de anos que igualam-se às formas dos seres humanos da atualidade, os quais nada tem a ver com os achados disformes dos homens de Neanderthal.

Poucas pessoas se dedicam ao estudo do enigma das doenças e sofrimentos que as afligem. O corpo terreno foi dotado de mecanismos automáticos de restauração e adaptação para preservar a vida, mas o homem, inimigo de si mesmo, vai na contramão eliminando as defesas, semeando destruição, colhendo miséria, sem se esforçar para entender o significado da vida e as leis do desenvolvimento da Criação.

Através da alimentação, os corpos se nutrem e se preservam. O intestino um fabuloso laboratório retira o extrato essencial, descartando o inservível. Recentemente, espalhou-se a notícia do recolhimento, em vários países da Europa, de uma remessa de ovos contaminados por pesticida utilizado em lavouras próximas às áreas em que ficam os animais da cadeia de produção de alimentos. Mais uma vez surgem os efeitos de não se dar prioridade ao que é prioritário. Os pesticidas afetam a vida natural das abelhas e podem causar danos ao fígado, rins e outros órgãos dos seres humanos. A introdução de elementos tóxicos revela o descaso com que tem sido desenvolvida a indústria da alimentação humana, pois coisas supérfluas foram guindadas como prioridade.

Com o aumento da população mundial, aumenta a destruição das florestas, desaparecem as abelhas afetando a polinização; assim, a produção de alimento se ressente. O que poderia ser feito é usar a racionalidade para impedir a destruição das florestas naturais, além de cuidar dos rios, ampliar a rede de coleta e saneamento; coisas simples que contrariam o imediatismo que ninguém quer abandonar, ou seja, o lucro do momento pelo estrago irreparável desde já afetando as futuras gerações. Economia, finanças e preservação da natureza são áreas que precisam conversar entre si para agir com responsabilidade e bom senso, no Brasil e no mundo.

A indústria do fumo amealhou uma fortuna ao longo do século 20 disseminando o vício antinatural de fumar, extremamente nocivo. Nascemos como criaturas humanas que têm de se transformar em seres humanos verdadeiros. Desde cedo isso é tarefa para os pais, para a escola e para a sociedade. No entanto, as falhas são clamorosas. Pais fumantes que não respeitam nem a fase da gravidez. Filmes que estruturam cenas envolventes com o personagem fumando. A escola tem de ser mais ativa, contribuir decisivamente para a formação dos jovens, mostrando as nefastas consequências das atitudes desprovidas de bom senso, para a saúde e para o progresso da humanidade, como a danosa prática de fumar.

Falta a correta compreensão do quarto mandamento “Honrarás Pai e Mãe”. A explicação correta foi dada por Abdruschin em seu livro Os Dez Mandamentos de Deus. Esse mandamento não se dirige a uma pessoa – honrarás teu pai e tua mãe -, mas ao conceito de paternidade e maternidade para que seja honrada pelos genitores como a base para a formação de uma geração forte e sadia de corpo e alma, livre dos traumas maléficos da ignorância sobre o significado da vida.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP e faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É Autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” ,“A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

SOMBRAS PAIRAM SOBRE A HUMANIDADE

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

O problema atual da humanidade é que a fé no homem foi perdida, pois com sua cobiça e egoísmo tornou vazia e insipiente a presença da espécie que deveria elevar o nível e a qualidade de vida no planeta. Mas com o seu embrutecimento, teceu quadros de absoluta miséria e feiura, emoldurando com ilusões e teorias toscas e incoerentes a existência que deveria ser simples e natural para ser proveitosa. Urge resgatar os valores da essência humana, pois a vida tende a se tornar mecânica.

Há muita teoria econômica, mas o dinheiro vai numa direção só. Para que haja paz e progresso no mundo, tem de haver equilíbrio nas contas entre os povos, aspecto descuidado pela maioria dos governantes. O tabelamento de preços é condenado por grande parte dos economistas, mas não se alarmam quando a cotação do dólar – mercadoria rara nos países deficitários – fica com preço fixo, aumentando os déficits sem que surjam oportunidades de aumentar o PIB e a renda pessoal. A economia se rege por muitas variáveis, mas as análises têm sido restritas; deveriam ser mais abrangentes no contexto da democracia e da globalização e direcionar para soluções duradouras.

Num mundo desequilibrado, não se olha mais para a essência das coisas. O tamanho da dívida do Estado sempre deve ser levado em consideração e não apenas a capacidade de administrá-la, pois os encargos permanecem sugando continuamente. O Estado tem de dosar bem isso e não descuidar de sua tarefa de criar oportunidades para a melhora das condições de vida.

Para onde vai o Brasil? O país tem sido laboratório para os mais estapafúrdios experimentos: planos Cruzado, Bresser, Color, Real, sempre com juros acima da média mundial, sempre desatento com os déficits interno e externo. Manteve-se dólar barato sem ter disponibilidade de dólares, abriram-se as portas, mas a indústria foi golpeada, e caímos nas mãos da pior classe política, deseducadora das novas gerações. E agora? O problema está no presidente Temer e a descoberta de atos corruptos ou já estava tudo estragado desde o início do século, e no governo Dilma desandou de vez? Como vai ficar o Brasil? O que quer a população? Como modelar o seu querer para o bem diante do atual quadro sinistro e incertezas para as eleições de 2018?

Chegamos ao ponto crítico. Não basta um nome que possa angariar votos; o problema é o sistema viciado com a classe política buscando oportunidades para ganhar milhões em jogadas nocivas para o país, agindo como se fosse dona de tudo levando o Brasil para o abismo, enquanto o viver e a cultura vão decaindo brutalmente, gerando descrença geral nos homens.

Quem são os mandantes do mundo? A Venezuela foi insurgente, nunca esteve tão mal como agora. Há grupos interessados em adentrar numa aventura de fortalecer o poder do Estado, mas isso não trará nada de bom, pois tais grupos querem a tomada do poder para si e seus fins. Faltam líderes estadistas que visem o bem geral. A classe empresarial global precisa de maior flexibilidade, ser responsável com a humanidade e abandonar o “tudo para nós e nada para os outros” que inspirou o colonialismo e a exploração de uns pelos outros.

O futuro depende da boa formação das novas gerações. Falta conscientização e motivação para as crianças estudarem. São motivadas para tudo quanto é besteira menos para entender a vida e se prepararem para agirem como seres humanos de qualidade. Esta falha é primeiro dos pais e depois do governo federal, Estados e municípios que não olham para as novas gerações como o futuro, deixando-as incultas e sem fornecerem uma base sadia de aprendizado e bom relacionamento com as pessoas em geral, oferecendo-lhes conteúdo de valor por livros, internet, vídeos, em vez da baixaria disponível.

Após as mortes e mutilações provocadas pela Segunda Grande Guerra, muitos estudiosos passaram a refletir sobre os fundamentos da civilização humana. Atualmente, essa triste lembrança ficou apagada e as pessoas não mais pesquisam o significado da vida enquanto o viver vai se tornando áspero e vazio, em oposição à Vontade do Criador que ofertou a Terra para o progresso dos seres humanos.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O PLANO REAL E AS BANANAS

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Com base no livro 3000 Dias no Bunker: um Plano na Cabeça e um País na Mão, de Guilherme Fiúza, o filme Real, o plano por trás da história faz uma excursão pela montagem do Plano Real no ano de 1994. Se de um lado a inflação galopante mataria o país caso esta não fosse estancada, de outro, a persistência em manter o Real valorizado aleijou a indústria dando chance ao PT para ocupar o espaço do poder em Brasília. Como estaria o Brasil se não tivesse persistido na rigidez cambial e juros elevados? Talvez o país tivesse quebrado e adotado políticas econômicas adequadas àquelas condições. Talvez a indústria tivesse evoluído gerando bons empregos e Lula não teria tido a oportunidade que surgiu com a bagunça econômica que se criou após a impossibilidade de continuar mantendo o Real valorizado.

Todos os países que se apegaram à âncora cambial se deram mal justamente porque o fluxo de dólares depende principalmente de exportações e financiamentos. Como consequência dos desmandos, o Brasil, com 14 milhões sem emprego, está retornando a condição de exportador de bananas.

A roupa suja atirada no colo dos brasileiros pelos irmãos Batista, expondo manobras corruptas envolvendo o presidente Temer, já deu uma esfriada na queda dos juros, que no Brasil vem sangrando há décadas. Antes do Plano Real a taxa Selic era um assombro: mais de mil por cento; depois ficou próxima a 30%, com taxa de dólar fixa. Será que isso foi decorrente das engrenagens das finanças globais que impunham sua força no financiamento para que os países não quebrassem? A falta de reconhecimento da interdependência entre os povos para um relacionamento equilibrado, e o comportamento desenfreado das cobiças tem arrastado a civilização para o descalabro.

Raramente os gestores públicos se preocuparam com o equilíbrio das contas internas e externas, com a boa educação das novas gerações e com a preservação da natureza. Com displicência, permitiram a sangria da verba pública. As transaçõescorruptas vão de juros, swaps cambiais, controle das estatais, benefícios especiais, obras superfaturadas, privatizações pouco idôneas, que ao contrário, requerem um rígido controle da lisura na idoneidade na transferência dos patrimônios públicos. O Estado jamais deveria se envolver na atividade econômica, pois sua interferência tende para relações espúrias. Sua tarefa deveria ser zelar pela ordem e progresso dos povos, defendendo os interesses da qualidade de vida de sua população, mantendo o equilíbrio nas contas e a autonomia. Mas com o advento do capitalismo de Estado, as coisas estão mudando aceleradamente sem que saibamos onde isso vai dar.

A economia deveria prover os recursos necessários para a subsistência e progresso das populações, mas para isso é indispensável que haja liberdade e responsabilidade. O sistema se desequilibrou devido à busca da maximização dos resultados financeiros. O progresso material e cultural dos indivíduos foi estagnando. O voto é livre, mas a escolha é embaraçada pela falta de preparo dos eleitores e dos eleitos. O dinheiro acumulado gerou poder. O capitalismo de Estado, sem democracia, obteve significativo aumento na produtividade e se ajustou às leis da acumulação exportando, gerando protestos nas regiões onde o número de postos de trabalho sofreu redução. E agora, qual será o rumo que o capitalismo do livre mercado vai seguir?

O presidente Donald Trump confirmou que os Estados Unidos deixarão o Acordo de Paris sobre as alterações climáticas, o qual foiassinado em dezembro de 2015 por 197 países e blocos econômicos. Alguns cientistas não querem entender que na natureza tudo está interligado. A compreensão essencial da existência depende da adaptação às leis da natureza como o meio, pois elas são as leis do desenvolvimento da Criação que expressam a vontade do Criador. Segundo Abdruschin, a ciência da religião e a ciência da natureza têm de ser uma só coisa sob todos os aspectos, numa lógica sem lacunas para transmitir a Verdade.

O rumo certo tem de ser alcançado através da boa educação e bom preparo para a vida. É preciso educar as novas gerações para que se tornem fortes e independentes com a compreensão da natureza, e dessa forma possam causar impactos positivos. Os jovens são dotados de capacidades especiais, mas precisam ser motivados para que desenvolvam seu potencial de forma positiva e adequada, contribuindo para a construção de um mundo mais humano.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7