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TUDO TEM UMA CAUSA

A economia globalizada se encontra em desarranjo, embora ainda haja oportunidades de ganhos. No geral, a tendência é de estreitamento de alternativas diante da concentração da riqueza, produção e da tecnologia, pois tudo se contrapôs às leis da natureza promotoras do progresso real. O ser humano recebeu a maravilhosa Criação para evoluir. Contentamento e alegria deveriam ser o seu agradecimento silencioso, mas em vez disso deixa crescer a insatisfação e o descontentamento com tudo, sem saber que está movimentando as leis da Criação em sentido contrário, prejudicando a si mesmo e lançando inquietação à sua volta.

Palmas para quem defende o Brasil e a individualidade de seu povo, pois se tantos existem na face da Terra era para que a diversidade promovesse evolução e progresso. O racionalismo construtivista usa o raciocínio subordinado ao mundo material, ao tempo e espaço, para nivelar os povos por baixo, em oposição à lógica evolucionista que se revela nas leis da natureza. O grande perigo é que já existem movimentos no sentido de que sejamos todos transformados em robôs, em vez de seres humanos de qualidade, e para isso temos de compreender a vida e seu amplo significado. O uso de tablets e os novos telefones móveis não estariam criando barreiras cognitivas no cérebro das crianças?

Toda confusão reinante decorre do afastamento do fato essencial: o ser humano é espírito que optou pela atividade positiva ou negativa como tudo o mais em conformidade com as leis naturais da Criação. A mulher, por sua delicadeza, tem uma ligação mais estreita com a Luz Celestial, mas para não perder essa ligação, tem de permanecer firme nisso como esclarece o escritor alemão Abdruschin em sua obra Na Luz da Verdade. Tudo na vida tem uma causa; a triste balburdia na confusão entre os sexos também tem um sentido, e a causa disso há que ser pesquisada de forma séria e sincera. O livro gera conceitos que se lidos e analisados são absorvidos pela alma dos seres humanos.

Tudo na vida mostra a lógica existente na natureza para que o mundo material pudesse dar ao espírito a oportunidade de desenvolver a autoconsciência. A evolução das espécies, teoria desenvolvida por Darwin, apresenta todo o tecer das transformações e mutações em bilhões de anos, mas faltou o elo principal. O ser humano tem corpo animal, mas a sua essência é espírito, que precisa evoluir para se tornar ser humano e retornar à sua origem, o filho pródigo que a casa torna. Mas estas palavras de Jesus, de sentido estritamente espiritual, foram incompreendidas e transferidas para o mundo terreno gerando a confusão milenar que só o Filho do Homem pode desfazer e orientar.

Nos ciclos da natureza nada se perde, tudo se transforma. O corpo físico é o meio. O homem intui, sente, pensa, que não são consideradas coisas físicas, mas por certo se constituem de matéria diferente, pois somos influenciados por bons ou maus pensamentos invisíveis. Esqueça as mágoas, as traições dos falsos amigos, a pressão dos invejosos; jogue tudo no fundo do mar para que perca a consistência e vire pó inofensivo. Liberte-se e renove-se com nova coragem e novo alento animador para ingressar firme e forte no novo ano, em busca de progresso e desenvolvimento.

Uma nova força está impulsionando os fios dos destinos dos seres humanos, esticando-os e trazendo as colheitas, boas ou más, de tudo o que foi semeado, gerando inquietação, mas também confiança e esperança. Há uma crise de credibilidade no ar porque o que as aparências indicam não é o que as pessoas querem e sentem, pois falta a autenticidade. Mas os fios do destino não se deixam enganar e trazem de volta o que foi realmente desejado, e não as aparências.

Diante do descasamento entre a aparência e o querer real, a lei da atração da igual espécie não se deixa manipular. O mal querer como a inveja e cobiça aniquilam as possibilidades de amizade desinteressada. Com a força da boa vontade dirigida para o bem geral, um manto protetor vai sendo tecido em torno das pessoas, amenizando os efeitos negativos. Para que surjam a Paz e o Progresso, as palavras proferidas devem refletir sentimentos intuitivos e pensamentos elevados, perpassados pela bondade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

 

 

A ECONOMIA E A FANTASIA

A vida está aborrecida para muitas pessoas. A questão do suicídio de jovens vem à tona, mas em análises sem profundidade. As novas gerações viram muitas coisas feias e hoje observamos a vida vazia e incompreendida que afeta bilhões de pessoas. Por mais dolorido que seja o despertar para a vida adulta, o jovem precisa reconhecer o presente que a vida é.

O amor da juventude incorrupta é sempre bonito de se ver, mas as tragédias são tidas como coisas do acaso; crendo nisso, as pessoas poderão desacreditar da Justiça maior quando assistirem a tantos filmes e novelas que terminam no vazio, em que os personagens terão de prosseguir suas vidas sem saber que rumo tomar para sair da confusão. Diante dos acontecimentos agradáveis ou trágicos da vida, as pessoas deveriam se esforçar para compreender o significado, afinal que raio de vida é essa em que acontecem tantas coisas ruins? Não é à toa que muitas coisas dão errado, sempre há uma causa.

Drogas, alcoolismo, cigarros, tudo danoso, constituem um atentado contra a saúde. A maconha, além do mais, afeta o cérebro e a psique, ou como dizem, é o cigarro de pessoas com problemas psíquicos. Causa espanto o montante de dinheiro envolvido no negócio. A questão do dinheiro se complica. Comércio e indústria necessitavam de um instrumento para agilizar as operações; foi aí que o pesado dinheiro metálico foi sendo substituído pelo simples papel impresso, mas com este veio uma nova questão: quem vai controlar e quem vai garantir o dinheiro que acabou se tornando uma variável independente dissociada da economia real que é a geradora de produção e lucro. Daí surgiram as confusas medidas de gestão monetária e passamos a viver no mundo da fantasia.

Com o reducionismo imposto à indústria, surgiram várias consequências negativas, como o atraso geral na esfera de produção, na capacidade técnica da mão de obra e no bom preparo das novas gerações. Arraso geral. O Brasil descuidou da indústria desde que implantou uma dolarização disfarçada. Qual é a recomendação dos candidatos para recuperar o atraso no setor produtivo?

O problema dos países com desequilíbrio nas contas internas e externas é que estes passaram a cobrir os déficits com dinheiro de curto prazo, o hot, que entra e sai a qualquer hora, sem compromisso, apenas olhando para o diferencial de juros. Um desarranjo que não se sabe como ou quando será resolvido, e tome precarização em larga escala. A estruturação das finanças tem levado a continuado déficit sem que nada tenha sido feito além das conturbadas dolarizações e sacrifícios.

Os governantes descuidam das contas como se estivessem na casa de ninguém e o resultado são essas dívidas enormes constituídas sem que ocorressem melhorias no país. Na Argentina, a dívida equivale a 50% do PIB, algo equivalente a 300 bilhões de dólares, sendo 210 bilhões a dívida externa. O déficit anual acrescenta 30 bilhões. Um desarranjo produzido ao longo de décadas.

No século passado, no Brasil, muitas empresas caíram na Resolução 63 para empréstimos em dólar e ficaram mal com a alta da moeda norte-americana. A armadilha se repete. As dívidas em dólares de empresas dos países emergentes triplicaram, alcançando em 2016 cerca de US$ 25 trilhões, ou 110% do PIB dessas economias. O câmbio mata: se a empresa tem dívidas em dólares e receitas em moeda local, altas abruptas do dólar – ou desvalorizações súbitas da moeda local – podem trazer prejuízos consideráveis. Inflação também traz danos, mas, se denominado em moeda local, essas perdas são mais fáceis de administrar do que as perdas cambiais.

A economia se transformou no mundo da fantasia que surgiu com a possibilidade de emitir dinheiro do nada. Há muito mais dinheiro rodando especulativamente do que o montante do PIB global. O Brasil já suportou muitas perdas nas escandalosas manobras cambiais. Quando o Real desvaloriza, entram muitos dólares, para saírem mais gordos quando o Real valoriza. Bilhões já se foram nessa gangorra. A recessão global vem aí, o Brasil que se cuide para não queimar sua reserva e que trate de produzir mais porque importar vai ficar difícil. É preciso, no mínimo, assegurar uma condição de sobrevivência condigna para não cairmos no caos e desordem.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

A NOVA CULTURA DO DESEJO

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

A maioria dos seres humanos não tem a menor ideia do que deseja realmente. Nossa cultura nos induz a pensar em nossos desejos a cada minuto do dia. Como vai ficar a mente dos seres humanos submetidos intensamente a imagens? Como entender como surgem os desejos e as motivações na mente? O que poderemos fazer com o resto de nossas vidas para vivermos com serenidade?

Reportagens, filmes, telenovelas, podem estar sendo montadas para projetar em nossa mente reações determinadas que vão desde uma sensação otimista até a insatisfação, revolta, apatia. O interessante livro A Nova Cultura do Desejo, de Melinda Davis, formada na Universidade de Harvard, é de 2002 e quinze anos depois a pressão das imagens ficou mais forte ainda. Com a crescente pressão vai aumentando o estresse mental-emocional.

O mundo dos pensamentos é uma realidade invisível que influencia a igual espécie, como uma invasão da mente para caçar o cérebro e seu modo de raciocinar. Imagens que vão invadindo a mente, criando visões e sensações no cérebro do raciocínio bloqueando a intuição e seus lampejos para defesa.

Vivemos a era das imagens e seus efeitos determinantes sobre as formas como as pessoas conduzem o seu modo de viver. Muitas coisas acontecem no crânio que, sem a participação da intuição, fica mais sujeito às influências externas. Para Melinda, nossos cérebros não evoluíram adequadamente para se tornarem o que deveriam ser agora.

Nos seres irracionais a sobrevivência é fundamento de toda a sua vida; nos humanos também, mas dotados de espírito teria de haver a motivação de sobrevivência para alcançar a espiritualidade. A robotização dos seres humanos está aniquilando a vida interior, levando-os a agir como autômatos, passando a usar apenas com o raciocínio afastado do eu que está no íntimo. Com o aumento do estresse mental e do fastio emocional poderá surgir uma nova convergência na busca por algo mais elevado que proporcione saber real, paz de espírito e felicidade. Após séculos de buscas sem resultados, muitas pessoas ainda buscarão pelo Santo Graal e seus enigmas na Criação como a nova prioridade da vida.

Neste início do ano de 2018, todos percebem o aumento da aceleração no ritmo de vida intensificando a agitação geral; quase não há tempo para refletir, a urgência geral leva as pessoas a saírem um pouco da dormência e pensarem no fim dos dias.

Já em 1969 a escritora Roselis von Sass falava do “crescimento das doenças, explicando elas são consequências do modo de viver nocivo à saúde. Alimentação errada, fumar, beber, sono insuficiente, vida sexual doentiamente aumentada e a televisão como um novo foco formador de doenças. Tudo contribuindo para perturbar o trabalho rítmico do organismo, conduzindo materiais venenosos no corpo, pressionando o sistema nervoso de forma desagradável, colocando os seres humanos em constante inquietação nervosa e desassossego”. (O Livro do juízo final)

Na vida estressante e caótica, o conjunto dos cérebros (cérebro e cerebelo) tem de funcionar harmonicamente para a compreensão correta da vida para impedir que o sofrimento psíquico nos destrua e descobrir que o segredo da mente serena está na conservação pura do foco dos pensamentos, livre do domínio das influências externas.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora).  E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7