Posts

AS TRANSFORMAÇÕES GERAIS E OS JOVENS

O século 20 foi muito pesado para os seres humanos devido à Primeira Guerra Mundial de 1914 a 1918 que trouxe penúria. A crise econômica de 1929 causou desemprego e fome. A Segunda Grande Guerra Mundial de 1939 a 1945 ocasionou muita destruição de vidas e cidades. Sobreveio um período ameno de graças para que a humanidade despertasse para o real significado da vida. Lá pelos anos 1980, a situação começou a ficar difícil novamente. Em 2008, nova crise financeira. O período mais ameno passou, a boa vontade foi encolhendo, poucos se conscientizaram sobre as leis da Criação e seus efeitos para o bem da humanidade. Em 2012 teve início um processo de transformações, e tudo vai acontecendo de forma mais acelerada, impulsionando a humanidade para o sim ou não e a ansiedade do século 21 vai avançando pela mente dos seres humanos.

Infelizmente nada mudou no ser humano que exerce posição de mando na esfera pública ou privada. Há pouca diferença entre o tempo dos mandarins chineses e dos políticos modernos. Escandalosamente, não escondem seus interesses particulares e não hesitam em praticar o poder para alcançar seus fins.

O uso e abuso das imagens acarreta consequências no cérebro estressado. De tanto ver imagens aceleradas, o cérebro passa a trabalhar sob esse impulso de ir acelerando tudo, e ao se defrontar com problemas, vai projetando as dificuldades em vez de, com a intuição no comando, planejar a ação necessária para solucionar tudo de forma adequada sem medo do futuro. É preciso conservar puro o foco dos pensamentos para manter a serenidade. Com o crescimento da indolência e comodismo, o ser humano deixa de ouvir o eu interior e se torna facilmente manipulável.

Tornam-se evidentes, a cada dia que passa, as grandes transformações no modo de viver das novas gerações, que no geral não absorveram os usos e costumes de seus pais e avós. Hoje, lamentavelmente, as pessoas estão perdendo a sua individualidade, não vão mais ao shopping center olhar as novidades nas vitrines, preferindo a Internet.

As pessoas estão pensando em blocos, ou seja, estão se agrupando por espécies; daí o surgimento da nova estratégia de reunir hábitos e gostos por blocos através das mídias sociais e outros mecanismos de controle do comportamento, para então passar a interferir nos desejos e preferências das multidões como meio de faturar e obter ganhos. O gravíssimo é quando se formam blocos de pessoas descontentes com a vida, pois não a entendem, nem há esforço para compreendê-la, e facilmente se deixam levar pela insatisfação e revolta.

O processo vai se desenvolvendo primeiro no imaginário das pessoas que vão sendo incentivadas a nutrir determinado tipo de pensamentos, nobres ou decadentes. Com o adensamento, o que era imaginário velado vai se consolidando em formas virtuais através de conversas, escritos, e sendo absorvido pela arte. Na fase posterior, o imaginário se transforma em realidade pelas ações das pessoas, resultando em enobrecimento ou decadência.

O declínio no preparo das novas gerações e o desconhecimento das leis da natureza comprometem o futuro da humanidade e do planeta. Como preparar as novas gerações para a vida? Desde cedo as crianças devem ser orientadas para a importância do aprendizado, do trabalho e da busca do significado da vida. Quem somos nós? O que é o planeta onde vivemos? Como ele possibilita a vida? Tudo segue o ritmo das leis da Criação.

A natureza reage diante da tentativa dos homens de dominá-la quando deveriam compreender e respeitar as suas leis. Sem sustentabilidade no trato da natureza não há futuro. Sem cuidar da sustentabilidade financeira, os governantes enchem o país de dívidas e condenam o futuro à escravidão. Estamos diante das consequências que estão tumultuando a vida. A insolvência nos ameaça e a natureza mostra a sua força. Um momento crítico que requer reflexão, oração e vigilância.

A grande transformação da humanidade ocorrerá quando as novas gerações perceberem enfim que nada acontece por acaso, que a vida tem o seu propósito e segue rigorosamente as prescrições das Leis Naturais da Criação que visam sempre o bem e o progresso real, mas também trazem o retorno de tudo que for contrário ao bem geral. A abrangência das leis da natureza é ampla e total.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

A INDOLÊNCIA DA CLASSE MÉDIA

Em 25 de janeiro de 1554, um grupo de padres da Companhia de Jesus, da qual faziam parte José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, escalou a Serra do Mar e chegou ao planalto de Piratininga onde encontrou “ares frios e temperados como os de Espanha” e “uma terra mui sadia, fresca e de boas águas”. Foi construído um colégio, o Pateo do Collegio, onde o povoado começou a se desenvolver e se transformou na cidade dinâmica e acolhedora que atraiu pessoas de todas as raças e povos. Apesar do brasão: “Não sou conduzido, conduzo”, São Paulo ainda não alcançou a posição que lhe cabe no caminho do progresso e continuada melhora das condições gerais de vida.

De longa data, as riquezas da América do Sul têm sido alvo de cobiças. Hugo Chávez (1954/2013), ex-presidente da Venezuela, quis controlar a riqueza, mas embriagou-se com o poder e o povo continuou sufocado sem oportunidade para evoluir. Agora a geopolítica é outra, mas o povo venezuelano permanece no abandono.

A Constituição Venezuela, a lei máxima para defender os interesses do povo e da nação, atende aos princípios democráticos? Como sair do impasse gerado pelo direito da força? Quem deveria assumir interinamente o governo para realizar eleições livres, de forma imparcial, honesta e democrática num prazo bem curto? A imprensa livre deveria acompanhar tudo atentamente e informar ao mundo o que estiver se passando. Poderão concorrer candidatos com ficha limpa, entregando-se a decisão ao voto consciente do povo, sem coação e sem temores.

No Brasil, estamos passando por dificuldades desde a crise da dívida externa nos anos 1980, mas a situação se foi agravando com a ausência de estadistas e com a classe política agindo sempre em função da próxima eleição, adotando medidas paliativas para favorecer a poucos, deixando passivos enormes aos sucessores. A população precisa ser advertida sobre as dificuldades, embora não tenha criado todos esses problemas de déficits nas contas e o colossal aumento da dívida com a capitalização de juros sobre juros.

A situação geral do mundo tende para o amadurecimento, para a colheita de tudo que tem sido semeado. Já temos muitos problemas para resolver. A prioridade deve ser corrigir os estragos no país que vem decaindo há décadas e resgatar seu povo, o qual precisa se mover na direção do aprimoramento humano. O Brasil não cobiça as riquezas da Venezuela, não tem porque se envolver nessa briga, sede de riqueza e poder da nova geopolítica.

Muito apropriado que se definam os rumos da previdência nesta fase de revolução industrial 4.0 e grandes transformações. No caso de países endividados como o Brasil, também é importante traçar o perfil da dívida que deve ser contida para que a economia de um setor não venha a ser absorvida por outro sem que haja uma real melhora geral.

O otimismo de cidadãos esclarecidos resulta da ruptura do sistema que desserviu o Brasil desde 1985 com a posse do vice-presidente José Sarney pelo PMDB, que assumiu o governo devido ao falecimento de Tancredo Neves, ambos eleitos indiretamente por um Colégio Eleitoral. Seguiram-se PSDB e PT que pouco fizeram, e após um breve período de euforia com o Real valorizado e juros elevados o país foi perdendo várias indústrias, não educou a população e se endividou. Revoltados, os eleitores escolheram Jair Bolsonaro, do PSL.

Os perdedores estão esperneando, criando dificuldades para o progresso e para a melhora das condições gerais de vida. A situação é difícil, agravada com a desordem global. O sonho do homem de classe média de obter sucesso profissional para que possa atender às necessidades básicas de sua família, com padrão de vida que lhe permita conforto, lazer e educar os filhos vai se tornando difícil, mas, como criatura de essência espiritual, também deveria desejar conhecer o significado da vida, assim como essa também deveria ser a aspiração da classe rica e daqueles com menor renda.

O que faz a massa ser influenciável é a indolência. O apagão mental e a indolência estão avançando no Brasil e no mundo, o oposto do que o ser humano deve ter: clareza, simplicidade e naturalidade no pensar, falar e agir. Agilidade para perceber os problemas e buscar soluções sem o comodismo paralisante.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7