O ESTADO TECNOCRÁTICO E O DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL
O momento é revelador. O salve-se quem puder foi mantido velado por longo período e camuflado por arranjos, e vem à tona, revelando a sua crueza e aspereza. Cada nação precisa de governantes competentes, sábios e dispostos a defender seu território, seu povo e suas riquezas. Os feudos dentro de cada nação estão em vias de serem eliminados, ou isso ou a nação não passará de mera colônia a serviço de interesses externos.
A questão dos Estados-nação seria bem mais simples se os seres humanos buscassem o conhecimento da finalidade da vida e das leis universais que a regem. Na ausência disso, tudo foi tomando rumo artificial, segundo os interesses dos grupos que foram assumindo o domínio, tais como igreja, senhores feudais, reis e governantes. Raramente as gestões alcançaram a meta do desenvolvimento integral do ser humano. Faltava o alvo espiritual da vida.
Aqueles que são intuitivos querem a coesão das vontades voltadas para o bem geral. Os intelectivos cobiçam poder e riqueza, dividem para dominar. A atuação de oligarcas é sempre a mesma. Um grupo que entra no poder para se beneficiar e quer se manter por séculos. Às vezes chamam os tecnocratas para dar uma aparência de que a situação vai mudar para melhor, mas vai piorando, ou seja, o problema são os objetivos desses grupos. Se estivessem voltados para o bem geral e a melhora das condições de vida da população, o planeta teria feições humanas e belas.
As falhas e inoperância das gestões geraram as ideias do Estado Tecnocrático como meio de conduzir a humanidade a uma situação de vida equilibrada, eliminando a miséria. Esse tipo de gestão técnica e autoritária está levando o planeta ao descalabro pela desumanização da espécie humana. Muitas coisas já estão sob ameaça de ruir como a educação das novas gerações, a convivência pacífica, o sistema monetário. Urge dar um basta na mecanização da mente. O ser humano tem de se tornar um verdadeiro ser humano, algo que depende fundamentalmente do seu desenvolvimento espiritual ao lado do racional.
O espetáculo eleitoral mexe com a população. Já atraiu mais as atenções. Caiu um pouco em desprestígio e confiabilidade. Quando as pessoas tiverem excelente preparo para a vida haverá mais fidelidade. Definir quem vai dirigir os rumos de uma nação é extremamente importante. Há riquezas, há cidadãos, há qualidade de vida. Há recursos naturais e financeiros altamente cobiçados, por isso a eleição em nações como o Brasil é um acontecimento global. Quem vai ficar com o Brasil e com São Paulo? Se vacilar fica tudo com eles. Como promover mudanças na condução do Brasil atrasado e corrupto, com ênfase no fortalecimento da nação e seu povo?
As transformações estão em andamento sem que haja melhora geral. As nações estão endividadas. O superávit comercial da China vai aumentando. O ser humano está perdendo sua essência. As novas gerações perderam capacitações especiais, sem conquistar outras, e estão se tornando dependentes das postagens recebidas pelo smartphone. Perderam o dom de usar as palavras com ponderação e sabedoria.
Os jovens devem ir à escola para dar prosseguimento ao seu preparo para a vida e o trabalho. Estudar a Criação e suas leis para que esse conhecimento possa ser utilizado para o bem da humanidade. Se estão diante de um professor ao vivo, têm de estar atentos ao que está sendo ensinado. Sem bom preparo das novas gerações, o que fica comprometido é o futuro da humanidade. A convivência está difícil. O essencial é restabelecer a conexão com o eu interior, se esforçar para refletir de forma intuitiva, buscar o saber do significado e finalidade da vida e das leis universais que a regem para realmente se tornar ser humano.
O relógio implantado pelos cientistas apontando a hora do terror é mais uma fonte de advertência para a humanidade. Grandes transformações universais estão em andamento. Há um reboliço geral e muito desentendimento. É gritante o embate geoeconômico entre EUA e China, mas a agitação é geral. Em eras longínquas, foi concedido ao espírito humano a possibilidade de adquirir autoconsciência para se tornar útil e beneficiador, e agora terá de prestar contas.
*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br




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