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A IMPORTÂNCIA DE RECUPERAR A INTUIÇÃO

Muito se fala no lampejo intuitivo, aquela percepção que surge de repente indicando um caminho, uma solução. Em psicologia, intuição é um processo involuntário e inconsciente que em dado momento apresenta uma solução para resolver alguma questão complicada, algo que ainda se constitui num enigma para a ciência. Apesar de existirem muitas teorias sobre o assunto, a ciência ainda tateia na busca da compreensão, isso faz com que muitos acreditem que a intuição é um processo especial que procede do “coração”, isto é, da alma.

Muitos seres humanos descarados não se envergonham em mentir e enganar as pessoas para benefício próprio, contrariando sua intuição admoestadora que quer advertir sobre a ação errada. Estamos diante de um momento mundial muito delicado, mas persistem os desentendimentos e conflitos entre os seres humanos. Será que não são capazes de resolver os problemas sem produzir caos e sofrimentos?

A intuição é a voz interior que mostra algo que está além da capacidade cerebral, mas que precisa da ajuda do cérebro para ser posta em prática. Trata-se, na verdade, de algo captado pela alma, pelo espírito que vivifica o corpo do ser humano. Essa é a característica fundamental que nos torna humanos de fato. Se essa capacitação for cerceada ou interrompida, o indivíduo deixa de ter o humano em si, passando a agir como um cérebro sem a condução da alma.

A espécie animal é composta por criaturas que cumprem o instinto: alimentação, sono, procriação na época em que a natureza provoca isso para o movimento de renovação, num convívio equilibrado. A espécie humana é espírito dotado de intuição e livre resolução, que deveria atender a todas as necessidades materiais e ir além para desenvolver-se, ampliar o raciocínio lúcido. Mas sufocou o espírito e a saudade do céu, do que é belo, e assim foi criando uma forma de viver inferior, afastada daquilo que deveria ser, agindo em nível que se situa abaixo do animal instintivo por natureza.

A inteligência artificial (IA) e demais tecnologias deveriam auxiliar o desenvolvimento da humanidade, mas elas não têm a intuição espiritual. Como tudo o mais, a IA entra no rolo compressor da ausência de objetivos enobrecedores da espécie humana, uma necessidade e finalidade tão evidente, mas jogada no rio do esquecimento como se fosse normal ter homens indolentes, inativos, crianças sem ter o que comer, sem receber bom preparo, moradias precárias, entre tantos outros fatores. São acontecimentos que não deveriam existir. Será que esse novo equipamento inteligente trará a solução, ou será incorporado ao modus operandi egoístico do ser humano dominado pelas cobiças?

Sem intuição, a voz interior que mostra algo que está além da capacidade cerebral, o ser humano perde o contato com as leis da natureza que regem a vida, e constrói a civilização do dinheiro e concreto. No mundo globalizado, governos locais se deixam envolver por interesses particulares e perdem força, e deixam de zelar pelo patrimônio natural que sustenta a vida, degradando o planeta, o habitat concedido para a evolução da humanidade.

Os seres humanos receberam a permissão de viver na Terra para se desenvolverem. Tudo estava pronto, mas com sua cobiça e prepotência a humanidade se tornou uma ameaça para o planeta e hoje está à deriva. As novas gerações estão sem rumo, sem força de vontade, dando cabeçadas sem saber o que fazer da vida.

A falta de leitura como fonte de aprendizado e reflexão intuitiva compromete e futuro. Os jovens têm de receber atenções gerais, pois são o futuro. Para não cair nas drogas, a base familiar é fundamental. É preciso ter força de vontade e propósitos enobrecedores, e uma noção mínima sobre a vida e seu significado. E ainda ter os conhecimentos básicos essenciais para raciocinar com lucidez. Num mundo em mutação acelerada, é fundamental estar apto a aprender sempre e se adaptar. É preciso impedir que as novas gerações se mecanizem, perdendo a essência humana, pois não somos máquinas. Liberdade, responsabilidade e individualidade, são fatores essenciais para evoluir.

Estaria a humanidade sendo conduzida para o beco sem saída, por não estar vigiando nem orando, nem percebendo que está sendo empurrada para a negação do humano em si? As engrenagens dos destinos estão em movimento. Os seres humanos continuam lançando sementes com suas decisões boas ou más. Importa o real querer e a intuição. O que surgirá disso tudo? Os homens imaginam que estão no comando, no entanto isso é uma ilusão e em breve perceberão o seu engano porque permanecem alheios a tudo que está acontecendo, e se acham diante da grande colheita desencadeada pelo Filho do Homem prometido por Jesus, que trará o auxílio para aqueles que Procuram a Verdade com esforço incansável e sinceridade.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

FIM DO TEMPO

Os seres humanos foram perdendo a percepção de que não passam de simples criaturas com a permissão de viver para evoluir. Deveriam ter alcançado o saber dos princípios universais, isto é, as imutáveis e perfeitas leis da Criação que regem a vida e o aprimoramento do espírito para que, voltados para o bem, se elevem. Alma, intuição, cérebro e raciocínio, tudo integrado e voltado para a melhora das condições gerais de vida e aprimoramento espiritual da espécie humana.

Por que a população não para de crescer, estando em torno de oito bilhões de almas encarnadas necessitando de alimentos e das coisas essenciais para viver no planeta? Poucos pensam no Criador com gratidão. O principal inimigo do homem é o próprio homem por ter se afastado do saber e respeito às leis da Criação.

As nações foram perdendo espaço na economia globalizada com o endividamento e desvalorização das moedas. A produção industrial foi sendo centralizada na Ásia, principalmente na China. O caos vai se instalando nas cidades superpovoadas com aumento da pobreza, doenças, desemprego e problemas no abastecimento de água potável e alimentos. As cidades vão inchando, tornando-se inviáveis para todos. A liberdade de poder fazer o que bem quiser está findando para o ser humano, sendo substituída pela introdução de rígidos regulamentos.

Mais de quatro milhões de anos foi o tempo necessário para que o planeta adquirisse as condições de vida e sustentabilidade, o mundo perfeito, através do funcionamento das leis naturais da Criação, ainda pouco conhecidas pela humanidade. O que prevalece hoje em dia é o domínio do materialismo e a negação do espírito e das imutáveis leis espirituais, seja no capitalismo ou no socialismo, ou mesmo nas diversas correntes religiosas. Romper a rigidez da lógica materialista e sua pressão avassaladora sobre a consciência, e os conflitos gerados por ela, depende de cada indivíduo e de sua vontade de se tornar consciente da realidade espiritual.

Foi interposta uma densa cortina, dificultando a visão clara da vida e seu significado para que os indivíduos sejam mantidos espiritualmente estagnados. Há no mundo um ordenamento geral. São as leis naturais da Criação: gravidade, atração da igual espécie, reciprocidade, equilíbrio e movimento. Tudo funciona harmoniosamente. O ser humano dispõe de livre resolução, mas deveria reconhecer e se enquadrar no movimento geral para construir progresso e evolução, mas insiste em agir puerilmente em oposição, semeando desordens e destruição para onde quer que se olhe.

Nos últimos 200 anos, os humanos tomaram muitas decisões inadequadas. As potências dispõem de armas modernas destrutivas. Mas as consequências das decisões vão surgindo de forma avassaladora. Os resultados são imprevisíveis, pois os homens podem tomar decisões, mas quando surgem os resultados pouco podem fazer, tendo de arcar com as consequências de seus atos. Já há uma guerra perigosa na Europa, além disso há uma guerra verbal entre os dirigentes dos EUA, Ucrânia, Rússia e China. O tom e agressividade das palavras assustam, a língua afiada também poderá se tornar um detonador. Por mais planejamento que possa ser feito, as consequências são imprevisíveis, mas a humanidade continua sem atentar para o que se passa à sua volta.

Há longo tempo os seres humanos vêm se enredando no mundo material, deixando o espírito estagnado e incapacitado para prosseguir sua jornada, sendo obrigados a sucessivas encarnações em corpos terrenos para que pudessem corrigir os erros e se elevarem, mas como consequência as condições gerais de vida vão ficando piores a cada nova geração. Ocorre que a possibilidade de receber um novo corpo está terminando com o Final do Tempo concedido para a evolução do espírito, ou seja, de um determinado momento em diante não mais poderão voltar para a Terra num corpo, rumando para o desconhecido Dia do Julgamento Final. Mas não será o fim de tudo e sim um processo natural de restauração e recomeço para os seres humanos que perceberem, enfim, que sua essência é espírito e não a matéria perecível na qual se aprisionaram. O mundo precisa da paz e boa vontade.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

UM NOVO CAMINHO PARA A HUMANIDADE

A vida foi seguindo: família, escola, namoro, casamento, filhos. O tempo passando: pizza, vinho, futebol, trabalho. De repente, algo estranho fez tudo mudar, como a perda de rumo, perda de interesse e motivação, desânimo, a sensação de vazio se estendendo pelo mundo, a ansiedade aumentando. Qual rumo seguir?

De onde vem a vida? A natureza é fabulosa, pois nela há vida e movimento, seja no solo, no ar, na água. Com tantos problemas na Terra, o que vão fazer em Marte? Quanto tempo demora para se chegar lá? Os seres humanos buscam o que está distante, meio fora do alcance, mas descuidaram da Terra, explorando-a e destruindo. É espantoso quanto gastam estupidamente para satisfazer as próprias cobiças por riqueza e poder. Tragicamente quase nada foi feito para deter o retrocesso mental e espiritual da espécie humana nos últimos 50 anos.

Os efeitos da cultura da jovialidade tudo faz para ocultar a naturalidade do ciclo da vida. Em tempos passados, os idosos eram considerados sábios. Agora esse contingente tem a saúde agravada por sintomas de doenças decorrentes da falta de cuidados com o corpo e hábitos errados e exagerados, além da alimentação inadequada na qualidade e preparo. Alegria e gratidão deveriam ser as motivações essenciais, mas na falta disso surgem conflitos na mente por questões mal resolvidas. É o momento para refletir sobre o significado da vida e buscar a ascensão espiritual.

Nesta fase tão mecânica temos de oferecer aos jovens uma base que os habilite a desenvolver um projeto de vida e de crescimento pessoal de forma consciente. De maneira geral, as novas gerações não têm recebido bom preparo para seguir pela estrada da vida construindo e beneficiando. Ou são lançadas no conformismo e estagnação, ou torpedeadas com ideologias marcadas pelo ódio. Em ambas as alternativas, falta uma visão elevada tendente a conduzir a humanidade para o aprimoramento pessoal e melhor futuro, sendo impulsionadas para a perda da própria essência, em vez do fortalecimento de cada indivíduo para que se movimente em busca de seus sonhos de evoluir, construir e beneficiar em paz e liberdade. É indispensável alfabetizar adequadamente e promover a leitura para formar seres humanos com raciocínio lúcido, fortes, aptos e dispostos a construir um Brasil melhor.

A crescente miséria pelas cidades indica que há algo errado na trajetória do ser humano. O que será? O carma? A desigualdade na apropriação dos recursos naturais? O querer egoístico? Ou será o resultado do retrocesso espiritual que se intensificou a partir das décadas finais do século 20? É tudo isso, uma coisa em decorrência da outra, a grande semeadura esquecida que está apresentando os frutos todos de uma vez. A grande catástrofe para a humanidade será se as novas gerações continuarem perdendo a sua essência humana.

Os jovens trazem renovação, mas precisam da base sólida adquirida no lar com carinho e severidade, para que se tornem aptos e dispostos a darem a sua contribuição para o bem geral. Sem isso, perdem o rumo, desperdiçam o tempo concedido para o autoaprimoramento. Estamos numa fase em que as dificuldades estão aumentando. No atual deserto de inspirações e ideais nobres, buscar o enobrecimento do viver é algo essencial. O tempo se torna curto, faz-se o que é possível, mas o movimento certo é indispensável. Os interesses menores cerceiam as boas iniciativas.

Cada indivíduo, cada povo, a humanidade inteira, sempre colhem o que semeiam. A fase é a da colheita geral, tudo de uma vez, sem trégua, num período relativamente curto, onde terão melhor colheita aqueles que buscarem reconhecer e viver de acordo com as leis do Criador. No Brasil e no mundo atravessamos a crise gerada pelo ser humano que abandonou a intuição, a voz do espírito.

Recursos naturais limitados, ameaça de falta de alimentos, murmúrios de guerra grande. O que deveria surgir para impedir o esvaziamento da essência humana? Que caminho a humanidade deveria seguir? Romper a estagnação em que caiu buscando a evolução espiritual, integrando a ciência com a natureza e suas leis, para dela colher o que de melhor nos oferece, sem agredi-la destrutivamente.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: TECNOLOGIA A FAVOR OU CONTRA A HUMANIDADE?

Falta foco e soluções para as questões fundamentais da vida como trabalho, alimentação, educação, moradia e aprimoramento humano. O percentual de pobreza e precariedade foi crescendo pela Terra sem parar, assim como a concentração da riqueza. A miséria humana tende a se alastrar com provável colapso nas áreas de abastecimento de água, alimentos, empregos e saneamento básico.

O tão divulgado ChatGPT, fruto da tecnologia de Inteligência Artificial (IA), é uma aplicação construída pela OpenAI, empresa norte-americana que teve Elon Musk como um dos seus fundadores. Essa tecnologia se baseia num modelo gerativo de linguagem que rapidamente busca respostas para as perguntas, superando a agilidade mental do ser humano. O que diria a IA sobre a origem da vida e sua finalidade? Ela voaria sobre milhões de noções existentes, parciais e incompletas, e daria sua sentença situando o viver no limite da matéria, o que para muitas pessoas poderia ser considerado como verdade.

No entanto, os seres humanos têm de perceber que são espírito e não apenas a matéria perecível, uma conclusão que a máquina jamais chegará, assim como não saberá qual é a real motivação dos usuários, pois num mundo repleto de ódios, poderia se tornar altamente destrutiva.

O dinheiro, essa poderosa invenção, hoje criado do nada, comanda a vida na Terra, e se multiplica sem nada produzir, gerando abismos que terão de ser ultrapassados. A humanidade ainda não encontrou a forma equilibrada de criar dinheiro, mas isso não impede a ação de seus controladores, dos oportunistas, dos especuladores, e a vida que deveria ser bela e feliz fica desvalorizada diante da moeda que compra tudo, até o caráter dos homens.

Na sua trajetória, o dinheiro que acabou sendo criado pelo arbítrio de uma elite, faz a economia girar, mas se o excesso não for represado, perde valor, arruína os preços. A maneira encontrada foi elevar a taxa de juros, pois o dinheiro solto acelera a jogatina da bolsa, valorizando os papéis de forma artificial, ao mesmo tempo em que desvaloriza as moedas. Os preços sobem, os salários baixam. Os custos sobem, as vendas caem. Então as atividades vão ficando estagnadas. Baixa a renda. Empregos se reduzem. Alimentos e energia extrapolam. A economia das nações fica engessada.

As cidades vão inchando, se tornando inviáveis para os indivíduos, para os governos, para a humanidade. O que fazer para sobreviver sem se endividar? Tendo em vista a continuada decadência espiritual da humanidade, nada foi como poderia e deveria ter sido. Os elevados valores humanos não influenciaram na melhoria das condições de vida e no progresso espiritual. Nos anos após a segunda guerra mundial houve momentânea sensibilização, mas logo a seguir a imagem dos dias difíceis se foram apagando da memória, e de novo a humanidade trilhou o caminho da indolência espiritual, da acomodação, da preguiça de pensar com clareza sobre a vida e seu significado.

A tecnologia deveria ser empregada para elevar o espírito humano, mas tem sido usada prioritariamente para fins imediatistas, contribuindo para a destruição e esvaziamento da sensibilidade e capacitações humanas. O ser humano não pode ser transformado num ser insensível, que perdeu o contato com o eu interior, que não sabe aproveitar as suas horas de lazer para se instruir e se aprimorar, optando por jogar fora o seu precioso tempo com futilidades. Os Estados-Nação acabaram sendo rebaixados à condição de objeto a serviço de interesses particulares de cobiças por riqueza e poder, por isso agora oscilam.

Quando caímos num congestionamento com milhares de caminhões, ônibus e automóveis, a única saída é esperar pacientemente. Mas quando vemos os preços subindo, os empregos desaparecendo, o descontentamento e o medo ditando o ódio, surge a percepção que estamos em meio ao caos final, mas não se trata do fim de tudo, e sim um processo natural de restauração e recomeço para os seres humanos que perceberem, enfim, que são espírito e não apenas a matéria perecível na qual se aprisionaram. Em verdade, isso é um chamado para despertar da dormência, refletir, ampliar a consciência e desfazer conceitos errados, para então racionar com lucidez, simplicidade, clareza e naturalidade, de modo a semear um mundo melhor com gratidão, amor e paz.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

DESENVOLVIMENTO COM HUMANISMO

No livro Desenvolvimento Humano, que segue abaixo em PDF, reuni uma série de artigos de minha autoria e que foram publicados em jornais, revistas e portais da Internet ao longo dos anos 2010, 2011 e 2012. Abordando temáticas diferentes, todos têm em comum a proposta de indicar para as pessoas de todas as idades, sobretudo as mais jovens, a importância de refletir sobre suas ações, pensamentos, desejos, emoções e vivências, entendendo que a vida é um eterno aprendizado cujo objetivo é o progressivo desenvolvimento pessoal, livre das ninharias do dia a dia que nos mantém acorrentados ao que tem pouca significância.
Um dos objetivos principais deste livro é dar aos jovens uma base que os habilite a desenvolver um projeto de vida de crescimento pessoal de forma consciente. Nesse sentido, reuni considerações sobre vários acontecimentos que tiveram forte impacto em meu desejo de compreender a vida e seus caminhos, e as narrei de forma simples, mas sem perder a profundidade dos temas abordados

Também é objetivo deste livro falar sobre o Brasil, das dificuldades vividas no passado colonialista de tristes heranças, dos grandes problemas que enfrentamos no presente e da certeza de que um futuro melhor só depende de nós e de nossa disposição para buscar valores para melhorar as condições que favoreçam o progresso humano. São artigos fundamentalmente atuais em relação às questões que embaraçam a nação brasileira.


Boa leitura!

Benedicto Ismael Camargo Dutra

Este artigo está associado a um arquivo de Mídia, veja no link abaixo!

   Desenvolvimento com Humanismo

SEM EDUCAÇÃO NÃO HÁ EVOLUÇÃO

Estamos diante de catástrofes naturais como o terremoto que atingiu a Síria e Turquia, o ciclone na Nova Zelândia, muito frio e neve em algumas regiões ou calor excessivo em outras, e tudo isso em meio à crise econômica e rumores de mais guerras. É trágico que as lutas sejam feitas com equipamentos fabricados pelo homem para destruir bens e pessoas. Qual a causa dessa tragédia neste maravilhoso planeta dotado de tudo para dar sustentabilidade à vida dos seres humanos peregrinos?

Uma imagem antiga mostrava a associação do homem com a máquina mesclando tecnologia e intuição, algo que ficou meio perdido. A inteligência artificial poderia recompor essa perda? Pode ser, mas teria de pesquisar as leis espirituais da Criação, que não são alcançáveis pelo intelecto. Uma solução essencial é educar e dar bom preparo para a vida às novas gerações, estejam morando em favelas ou em qualquer bairro.

Europeus que vieram para o Brasil em busca de melhores condições de vida educaram seus filhos num país estranho. Muitos descendentes se destacaram em diversas atividades ajudando a construir o Brasil, mas algo travou as gerações subsequentes, interrompendo a marcha do progresso pessoal e nacional. O que se passa com a educação no Brasil que não formou muitos leitores de livros, nem para ler através da Internet? A época é difícil para livrarias, os custos fixos devem ser mínimos, pois as receitas ficam estagnadas. Que modelo poderia dinamizar a livraria Cultura?

Atualmente, as crianças recebem uma carga de informações através das mídias, mas os conteúdos estão longe de oferecer exemplos de vida responsável. Falta formar o ser humano na direção do autoaprimoramento, capacitando-o a beneficiar e melhorar as condições gerais de vida no planeta tendo em vista o progresso real no caminho de evolução. Tudo na Terra poderia ter sido diferente se o ser humano mantivesse sua intuição voltada para a melhoria geral. Os corpos caminham, mas onde está a alma?

Chegaram as portas na obra civil, mas não há marceneiros para instalá-las. Faltam eletricistas, encanadores e tantos outros profissionais. Tudo isso e mais firmeza de caráter é o que a educação tem de promover para o florescimento de uma nação próspera e pacífica. Há um grande atraso na educação, pois para a formação de seres humanos generosos, criativos e inovadores temos de colocar a natureza, suas belezas e lógica perfeita como prioridade na educação infantil.

Para conhecer a vida e seu significado o ser humano tem de compreender e respeitar o mundo animal. Respeitar a natureza e suas leis que foram instituídas pela Criador para o bem geral da humanidade que não quer acatar e respeitar, mas age seguindo seu ego e seus vícios, promovendo a destruição.

O líder também precisa saber avaliar os seus colaboradores e, aproveitando os seus talentos, dar a eles oportunidades para realizar trabalho de qualidade com dedicação. Mas na política valem os interesses e acordos, pouco importando a capacidade profissional. A situação atual do planeta atesta a incompetência administrativa e o despreparo geral.

Tudo que está oculto vem sendo mostrado, gerando insatisfações e descontentamentos, impedindo o bom entendimento entre todos. Há forte tendência para retirar o humano do ser, impulsionando a decadência geral. A sexualidade exacerbada tem sido o gancho para fisgar os desatentos. As pessoas vão sendo enredadas na teia que as pressiona para a atividade sexual através de pensamentos, literatura, imagens. Mas a atividade sexual é algo natural, instintivo, não precisa de estímulos externos, a não ser como meio para manter as pessoas acorrentadas.

Quando as novas gerações não recebem bom preparo para a vida o futuro fica ameaçado. O desequilíbrio geral avança pelo planeta, porque todos querem receber, mas poucos retribuem. Assim se passa no mundo, na atividade econômica, nas relações em família, no trabalho e na sociedade. Os jovens precisam conhecer a trajetória espiritual da humanidade com seus erros e acertos. Para que haja paz e progresso, a família e a educação devem propor um alvo comum de conquista do bem e melhora nas condições gerais de vida para que essas ações promovam o aprimoramento do ser humano que está embrutecendo de forma bem visível, sufocando a sua essência.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

GUERRA E INFLAÇÃO

A inflação cria ciclo vicioso que vai se repetindo, ampliando a perda do poder aquisitivo e inviabilizando muitas coisas. Pessoas e famílias veem que sua renda vai perdendo valor e são obrigadas a fazer cortes. Nesse meio, a guerra e o relógio mundial do Juízo Final desestabilizam ainda mais o precário equilíbrio emocional dos seres humanos, reduzindo a esperança de melhores dias. Solucionar é difícil, então os líderes tecem críticas mútuas e pouco falam em soluções.

A inflação é o descompasso entre a criação de dinheiro e a produção de bens. Afeta primeiramente a todos que têm uma renda fixa, o que leva à perda do poder de compra. O efeito é pernicioso para assalariados e pequenos empreendimentos, cujo custo fixo é reajustado enquanto a renda se reduz.

Há também o câmbio que atua como uma gangorra de grande repercussão na economia, um artificialismo que deu gordos ganhos aos espertos. Com real forte e dólar barato, os importados ficam mais em conta, segurando a inflação, mas desaparecem fábricas e empregos. Manter o dólar barato custa juros caros. Com real fraco, o consumidor fica à mercê de produtos de baixíssima qualidade, de cuecas a automóveis. O difícil é equilibrar as contas externas.

Os seres humanos realizaram grandes feitos, mas descuidaram do próprio aprimoramento e vivem em permanente estado de guerra, como a da Ucrânia que parece estar sendo empurrada com a barriga. Dizem que a Rússia não pode vencer, e esta diz que não pode perder. Quanto custa cada tanque que está sendo enviado? De onde sai todo esse dinheiro?

Os seres humanos se afastaram da ancestralidade, da fé, dos valores morais, e já não sabem exatamente o que são. Conduzida pelas trevas para falsos caminhos, a humanidade está convivendo com rumores e preparativos para guerra, e cansada de tantas dificuldades, não sabe o que fazer, enquanto tudo vai sendo contaminado por um desinteresse geral. Solitários, os indivíduos caminham pela vida, deprimidos e revoltados, despidos de valores e de Amor.

Tudo que está escondido e esquecido no íntimo de cada um está sendo empurrado para a flor da pele. Então, as insatisfações e descontentamentos, há muito guardados, se manifestam impedindo o bom entendimento. Vale lembrar que durante a Segunda Guerra, Inglaterra e Alemanha queriam garantir o controle de áreas ricas em recursos naturais para si próprias. Narvik mantinha um porto no norte do Atlântico que não congelava, para que o importante minério de ferro sueco, essencial na guerra, vindo pelas ferrovias de Kiruna, pudesse escoar. A conquista de Narvik foi uma prioridade estratégica alta e acabou se tornando uma renhida região de combates.

Se isso acontecia naquela época, imagine o nível das disputas na atualidade sobre os recursos naturais. Uma guerra nos bastidores leva ao vale tudo, influindo inclusive nas eleições. As regiões ricas em recursos, como o Brasil, estão na mira, sempre convulsionadas e sem possibilidade de gerir o próprio destino. É o atraso secular.

O que é, e como ser tornar uma nação desenvolvida? Fala-se muito em números e investimentos, mas o essencial deveria ser a conquista de qualidade humana e de vida, com a participação de todos na produção e na obtenção dos resultados no que é essencial para um viver com possibilidade de autoaprimoramento, impedindo o continuado declínio.

Outra questão relevante apontada pela ONU informa que a cada oito habitantes do planeta, um mora hoje em favelas ou em moradias precárias. Como se poderia corrigir essa distorção? Os objetivos e o sistema de vida levaram a esse extremo. Há muitos cursos sobre finanças e quase nenhum sobre a vida, seu significado e o papel do ser humano. Enquanto acreditar que a vida é o parque de diversão do “dolce far niente”, dificilmente haverá mudança para melhor, e muitas cidades continuarão apodrecendo, contaminando a espécie humana.

É algo que infelizmente observamos na cidade de São Paulo que completou em janeiro 469 anos e que já foi considerada como o maior centro industrial da América Latina. Poucos prefeitos lhe deram os cuidados necessários para que a capital paulista não perdesse o brilho de modo a manter o padrão de cidade líder mundial, com seus atrativos e sua irradiação acolhedora.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

O BECO SEM SAÍDA

Em época difícil como a atual é importante não perder o “pique”, ou seja, a disposição, a motivação, a força de vontade de ir em frente, vivenciando e aprendendo, pois a vida assim o exige. Cair no desânimo é atraso de vida e perda de tempo.

Desde a crise do petróleo, em 1975, houve uma crise atrás da outra. Há indícios de que o começo desse ciclo foi em 1971, ano da ruptura do acordo de Breton Woods. Em 1980, houve a crise da dívida externa e aperto, com juros de 20% nos EUA; em 1998, a crise asiática; em 2001, a bolha na internet; em 2009, o subprime; em 2012, a dívida na Europa; e em 2020, a paulada da pandemia. Agora, em 2023, vem a soma de tudo. Não houve previdência. Onde estão os sábios que deveriam estar pesquisando como melhorar as condições de vida na Terra?

A humanidade se acha no beco sem saída, construído em séculos de cobiças. Mas isso não é mencionado, então a população é manipulada com a astuciosa técnica de comunicação, “gaslighting”, que insinua que o que o indivíduo está vendo e sentindo não é a verdade, mas a narrativa criada. O assunto do dia é a inflação e recessão. Faltam mercadorias. O dinheiro flutua pelo mercado. Solução: recolher o dinheiro com a taxa de juros. Isso reduz o consumo? Mas e o déficit na oferta, como resolver? A miséria surgiu da imprevidência. Essa é a questão difícil; como ela se formou, como achar a saída?

Para onde vai o Brasil e as demais nações? Quem está se preocupando com os problemas econômicos e sociais que se agigantam, além do adensamento das catástrofes naturais? Aumentar o gasto resolve? Se for um dispêndio aleatório é jogar dinheiro fora. Os gastos públicos têm de ser de tal forma que promovam retorno, ampliando a produção e a atividade econômica em geral, para assegurar a sobrevivência de forma condigna e que não seja uma dependência de esmolas com o dinheiro público.

A população precisa de bom preparo, atividade e esperança de melhor futuro. A política pão e circo só induz à decadência geral. A humanidade perdeu a memória dos acontecimentos essenciais da vida, desenvolvendo noções incompletas ou erradas.

O cinema se tornou a principal fonte de manipulação da opinião pública. Pode ter dado boas contribuições, mas os filmes, em sua maioria, depreciam o ser humano de qualidade, rebaixando-o a nível inferior ao do animal em seu instinto natural. A feminilidade vem sendo atacada já faz tempo. Agora surge uma onda atacando a masculinidade. Desse jeito, como o trigo do pão nosso, tudo vai virar “transgênico”, sem que se saiba exatamente quais serão as consequências.

Os desequilíbrios gerados por gestões comprometidas com interesses particulares criaram o intrincado cenário da sociedade. Uma edificação complicada com vários puxadinhos, que se transformaram num labirinto confuso. Os países necessitam produzir; os produtores necessitam de regras claras, mas o oportunismo vai criando estímulos, restrições e arranjos que conflitam entre si. Não há uma unidade nem seriedade, quem pode mais obtém vantagens escandalosas, quem trabalha e produz se sente abandonado e humilhado, e a busca por vantagens especiais se torna uma constante, sem saída, só remendos.

As guerras e os armamentos evoluíram. No século 19, o Império Britânico, com sua imbatível frota naval, dominava um quarto da superfície da Terra e sua população. Ao lado dela a França também se destacava. A Alemanha foi desenvolvendo suas fábricas com produtos de qualidade e preço. Não tardou que surgissem conflitos e guerras. Nesse período tomou corpo a guerra com bombardeio aéreo fulminante sobre as cidades. As elites intelectuais muito discutiram sobre essa forma de guerra extremamente cruel, como se as guerras em si já não o fossem. Por fim, surgiram as armas nucleares de extermínio em larga escala, desenvolvidas inicialmente pelos Estados Unidos e Rússia.

Em 2023, muitos países possuem esse tipo de armamento que coloca em risco a sobrevivência da humanidade. Os ânimos estão acirrados, os conflitos econômicos se avolumam. A impensável guerra total vai se desenhando na mente dos estrategistas e o grande risco para a humanidade será cair no beco sem saída construído por ela mesma.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

BANALIDADES E ROBOTIZAÇÃO

No relacionamento entre as nações o princípio continua sendo o da confiança vigiada, pois cada país está sempre de olho na galinha e nas armas do vizinho. Competem agressivamente pela supremacia, mas o essencial, que é buscar a melhora das condições gerais de vida da espécie humana na Terra, fica em segundo plano. Assim, a humanidade, em vez de se elevar, tem sido levada para o caminho da estagnação e decadência, e em vez de produzir o bom e o belo, vai arruinando tudo o que alcança com sua cobiça.

A revolução industrial inglesa apertou o laço da mão de obra que, sem ter como sobreviver, aceitava rígidas condições de trabalho. Empresários e trabalhadores poucas vezes se deram bem num esforço conjunto na busca de melhores condições de vida. O Estado ficava observando e pouco fazia para equilibrar o relacionamento, por vezes criando leis complexas, dificultando o bom entendimento entre as partes.

Vieram os sindicatos e os anticapitalistas. Surgiu a polarização entre esquerda e direita, capitalismo e comunismo, patrões e sindicatos. Os sindicatos tinham por objetivo dar voz aos trabalhadores para negociarem com os proprietários das empresas. O conflito se foi acirrando. O esquerdismo no meio sindical pregava que o Estado deveria dirigir tudo, afastando os empresários do poder econômico, adentrando na política e no poder conferido pelos cargos eletivos.

A situação foi se tornando insustentável, dando origem à substituição da mão de obra por máquinas e pela automação dos processos produtivos. A iniciativa privada do ocidente transferiu as fábricas para a Ásia, onde tinha mais liberdade e abundante mão de obra de baixo custo. A China se estruturou para formar a fábrica do mundo, ampliando sua tecnologia e poder econômico. Com esse arranjo, o sindicalismo perdeu sua força e a economia mundial ampliou os desequilíbrios na produção, empregos, renda e consumo.

A economia do ocidente entrou no desvio do mercado financeiro sonhando obter ganhos sem produzir. Surge a chamada Quarta Revolução Industrial, a Indústria 4.0 que engloba um amplo sistema de tecnologias avançadas que estão mudando as formas de produção e comércio mundial.

Com a dependência externa aumentada, despreparo da mão de obra e atraso tecnológico fica difícil para os países atrasados retomarem a produção industrial e empregos. Surge a ideia de implantar auxílios em dinheiro, nivelar por baixo e interferir na economia. Com baixa atividade, a arrecadação não tem onde crescer. Como dar prosseguimento a esse projeto? Recorrendo ao mercado financeiro, tomando mais empréstimos, e depois?

Quando em fevereiro de 2021 foi aprovada, no Brasil, a independência do Banco Central até parece que sabiam o que iria acontecer em 2022. Em meio à turbulência e incertezas, o BC terá de permanecer atento para impedir que o país caia no endividamento e perca a autonomia. Por outro lado, em defesa do bem, as Forças Armadas terão de cobrar resultados para que a nação não decaia novamente na educação tendenciosa, em imoralidades, corrupção e ampliação uso de drogas, destruindo a possibilidade de um futuro digno da espécie humana. Cuidar para que essas situações não aconteçam faz parte da segurança nacional; descuidar disso é descuidar da nação.

O ser humano tem de buscar algo especial em seu viver, indo além das banalidades e da forma de vida instintiva que se constitui em comer, dormir, se alimentar, se reproduzir e procurar por diversão. A dedicação ao trabalho é uma forma de escapar do vazio existencial, cumprir as tarefas e respeitar prazos, pois o cérebro precisa ter algo para pensar e fazer para não ficar vagando a esmo.

Com o abandono da intuição, a humanidade deixou de se aplicar seriamente na busca do significado da existência e de fazer uma incursão séria pela espiritualidade; assim surge a robotização do indivíduo. Nos tratados sobre economia falta um toque de humanização, ou seja, de algo espiritual. Algo difícil porque o ser humano intelectivo não quer ver que é espírito e que deve reconhecer as leis naturais da Criação para agir de acordo com elas e, desse modo, alcançar a paz e progresso real.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

O DIA DO AJUSTE FINAL

Como entender os meandros do poder em 2023? Que forças destrutivas estão impulsionando os acontecimentos? Querem desestruturar, tumultuar tudo, criar o caos, para que sejam aplicadas medidas fortes acabando com a liberdade e as individualidades? Está disseminada a sensação de que a humanidade perdeu o rumo, está acéfala e alienada.

A revolução francesa se destacou como um marco da nova história da humanidade que deveria dar uma guinada para a liberdade e o bem geral. Passados mais de dois séculos, há pouco a ser comemorado, pois todos esses anos não foram aproveitados para construir uma base sólida para a humanidade progredir com segurança. Faltaram lideranças sábias que forjassem uma sociedade decente e digna. Faltou força de vontade da população.

Com o avanço do poder econômico transnacional, as fronteiras vão deixando de ser a fonte da soberania do Estado. O controle do eleitorado e da estrutura do Estado tem assegurado a permanência de grupos no poder. Assumem o comando, podem, mandam, e quem não obedece perde espaço. Eliminam as privatizações, vão tomando conta de tudo, pois o poder se assegura com o dinheiro. Como isso vai evoluir, não se sabe.

Tornou-se muito difícil enfrentar o poder. Quando o grupo que está no comando considera um indivíduo como sendo de fora, como um perigo, não há o que se possa fazer. As porteiras se fecham, as informações somem, e solitário e isolado, o indivíduo fica num assédio moral, sem possibilidade de atuar. É um fato mundial. Os que estão no poder querem afastá-lo para não se sentirem ameaçados em sua zona de conforto, pois não havendo a submissão de cúmplice no que fazem, não há como confiar.

Figuras tirânicas tomaram o poder e a riqueza, enquanto a miséria avançava pela Terra. Bloquearam o espírito para dominar com o cérebro. É a desumanidade que vem atingindo a espécie humana de longa data, mas do jeito como as coisas caminham ainda teremos muita desumanidade pela frente como meio utilizado para assegurar a conquista e conservação do poder.

Os seres humanos não se esforçaram por compreender o significado da vida e aqueles que poderiam ter auxiliado nisso, se deixaram levar pela vaidade e mania de grandeza, e passaram a travar a luta pela conquista de influência, poder econômico, e desfrutar das benesses do viver na Terra.

A história econômica detalha, com precisão, que a ânsia por poder deu origem ao avanço da miséria. Foi assim que surgiram os dominadores e os dominados, muitos dos quais se acomodaram, outros acabaram aceitando as exigências por não terem forças para se oporem, pois a verdade sobre a Criação e a vida foi sendo distorcida e escamoteada, e perseguidos aqueles que se esforçavam por trazer esclarecimentos.

Há estimativas de que 90% dos seres humanos dormitam e aceitam as condições gerais de vida por serem indolentes e comodistas, e não despertam para a realidade nem mediante os mais lúcidos esclarecimentos. A boa educação é a matéria-prima do crescimento, quando entendida como o bom preparo para a vida, com mente flexível, desejosa de alcançar a excelência, e que compreende que o circo deve ser um lazer para recuperar forças, e não um meio permanente de vida, que provoca o desperdício de tempo e enfraquece o espírito. Com seres humanos voltados para o bem e confiantes surge o êxito.

Capitalismo de livre mercado? Capitalismo de Estado? Ou capitalismo dos tiranos, dos que se opuseram ao capital transnacional sem pátria, e dominaram nações em benefício próprio? Está se disseminando a sensação de que a humanidade está fora do rumo certo e sem esperança. Milênios deixaram de ser aproveitados para construir uma base sólida para a paz e o progresso. Faltaram estadistas sábios que impedissem a decadência.

Se os seres humanos não se empenharem com seriedade, visando construir um mundo decente, digno da espécie humana, a decadência e embrutecimento será inevitável, e o caos tomará conta da Terra. Acontecimentos brutais nos pegam de surpresa, desanimando e entristecendo. Mas o dia do ajuste final não está distante. A Justiça Divina, a paz e o respeito às leis da Criação serão impostas pelo Filho do Homem para o bem dos espiritualmente humildes.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br