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A BUSCA DA VERDADE DA VIDA

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Com a Palavra de Jesus esclarecedora do significado da vida e do funcionamento da Criação, acabou ocorrendo uma inversão de seu significado simples, claro e natural: “A simplicidade, puramente objetiva, teve, sim, de sucumbir no momento em que o culto principal se tornou estritamente pessoal, voltado para o Portador da Luz!”.

As trevas odeiam a Luz, como demonstram os acontecimentos perpetrados pela humanidade contra Jesus, o Filho de Deus, e que bem poderiam se repetir nos dias de hoje. 144 mil seres humanos fizeram a promessa de ajudar na obra de esclarecimento da Verdade, a Vontade do Criador, pois o ser humano afastou-se do saber do significado espiritual da vida. A grande maioria, porém, ficou enredada nos meandros do materialismo e da vaidade, deixando o Mestre Abdruschin só e isolado. Em 1938, foi preso pela polícia nazista e submetido a cárcere domiciliar, impossibilitado de falar livremente, e só não foi enviado aos campos de concentração porque seus amigos comprovaram a sua linhagem germânica de longa data. Abdruschin, pseudônimo de Oskar Ernest Bernhardt (1875-1941), sempre exigiu que os seres humanos se preocupassem com as palavras e não com a pessoa do autor. Por essa razão os aspectos de sua vida terrena sempre foram deixados de lado.

“Uma explicação da vontade divina é sempre no fundo apenas a interpretação do funcionamento da sua Criação, na qual vivem os seres humanos que a ela pertencem. E conhecer a Criação significa tudo! O ser humano, conhecendo-a, facílimo lhe será utilizar-se de tudo quanto encerra e oferece. O poder utilizar, por sua vez, proporciona-lhe toda a vantagem. Assim, brevemente reconhecerá e cumprirá a verdadeira finalidade da existência e, beneficiando tudo, ascenderá rumo à Luz, para alegria própria e somente para bênção de seu ambiente”. (Ver: Pai Perdoai-lhes, pois Não Sabem o que Fazem, Mensagem do Graal).

“Com a sua Mensagem NA LUZ DA VERDADE, Abdruschin deu aos seres a possibilidade de se libertarem, espiritual e terrenamente, do caos atual, de levarem uma vida digna na matéria e um dia voltarem para sua pátria espiritual. O ser humano tem seu livre arbítrio, podendo decidir se seu caminho deve conduzir rumo a Luz ou para as trevas… Essa Mensagem constitui uma âncora de salvação para aqueles que ainda mantêm dentro de si uma fagulha para o bem. Uma âncora de salvação que Abdruschin em sua imensurável bondade ofereceu aos seres humanos ainda no último minuto, apesar do falhar abalador”. (Harry von Sass, 1992).

A Mensagem do Graal Na Luz da Verdade, de Abdruschin, edição em três volumes. No entanto, nada impede que o leitor estude a Criação através da primeira edição de 1931, pois ambas procedem da mesma origem.

Benedicto Ismael Camargo Dutra, estudioso da Mensagem do Graal, de Abdruschin.
https://youtu.be/n8kThZj-bRo

A GRANDE TAREFA

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Em sua transitória permanência na Terra, a tarefa prioritária do ser humano é aprimorar-se na convivência com seus semelhantes e contribuir para o contínuo beneficiamento e embelezamento geral e melhora das condições de vida. Diferentes raças e povos constituem o conjunto das criaturas humanas, mas estas foram enveredando cada vez mais por funestos caminhos, acarretando o oposto do que deveriam realizar, provocando a destruição da beleza, da ordem e da paz.

Jesus, o Enviado do Amor de Deus para redespertar a humanidade de seu torpor, trouxe com palavras simples e claras a explicação sobre a naturalidade da vida. Após a sua crucificação e o assassinato de Paulo e Pedro por ordem de Nero, a clareza dos seus ensinamentos foram sendo afastados da lógica natural. Por mais de 1500 anos prevaleceu o obscurantismo. O cristianismo foi se afastando da naturalidade dos ensinamentos de Jesus sobre a vida e a Criação. A falsidade foi tomando o lugar da autenticidade que se expressa com clareza, simplicidade e naturalidade, e com isso as discórdias não tardaram a surgir. A busca do sagrado foi perdendo força entre os humanos. Enquanto a religião e a crença cega iam perdendo terreno, aumentava a descrença e o ateísmo.

A luta dos homens pelo poder vem de longe. Foram séculos de obscurantismo e imposições. Com o advento do dinheiro e do crédito, teve início o processo de mudança na estrutura do poder dominante, o que desenvolveu um tríplice embate entre religião, capital e socialismo, todos disputando riqueza e poder terreno. Segundo o historiador Robert S. Wistrich, em discurso proferido em Munique em dezembro de 1926, Hitler aumentou ainda mais as incompreensões sobre a missão de Jesus classificando-o como revolucionário contra o capital. Tamanha inverdade caiu no agrado dos socialistas, mas Jesus, procedente do Divino, sempre renunciou ao poder terreno e dizia: ”Meu Reino não é deste mundo”, expressando assim que o seu poder não se situava no mundo material, o que desagradou Judas que queria expulsar os romanos fazendo de Jesus rei dos judeus.

Enquanto Hitler tecia falsidades, o escritor Oskar Ernest Bernhardet, ou Abdruschin, como preferia ser chamado, dava andamento à sua obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal. Abdruschin explicava a naturalidade da missão de Jesus desde o seu nascimento em Belém até a sua morte. Opunha-se frontalmente à forma como Hitler tratava os judeus, tendo sido preso por isso e acusado de ser judeu, e só não foi para um campo de concentração porque seus amigos comprovaram sua origem ariana de 400 anos. De 1939 a 1945 a Europa viveu a mais trágica e sangrenta guerra que o mundo já presenciou.

Mesmo no pós-guerra, o essencial, a preservação e o aprimoramento da espécie humana, com a adequada utilização dos recursos naturais e a sustentabilidade da vida continuou sendo soterrado. Estamos enfrentando o grande apagão espiritual, moral, mental, emocional que vai lançando suas garras sobre a humanidade, engrossando as fileiras das pessoas sem preparo para a vida, focadas prioritariamente nas ninharias e coisas negativas. Para onde quer que se olhe há muitas desgraças.

Em sua cobiça por poder e vingança o homem sempre pensa que sairá vitorioso, mas sem olhar para o significado da vida, vai adentrando por caminhos tortuosos podendo chegar a um ponto sem volta – a grande encruzilhada da humanidade -, na qual os pequenos reis despóticos não vacilam em arrastar tudo para a perdição para alcançar seus objetivos mesquinhos.

A realidade se sobrepõe a todas as teorias engendradas. O planeta está diante dos limites críticos na natureza, no clima, na população de pouco preparo para a vida, na economia e finanças, na moral e no social. Por interesses ou teimosia, muitas pessoas não querem ver que há no planeta um grande processo de transformação em andamento. Como fundamento da religiosidade, o homem tem que entender a Criação e as leis que regem a vida refletindo a perfeição do Criador.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O PLANO REAL E AS BANANAS

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Com base no livro 3000 Dias no Bunker: um Plano na Cabeça e um País na Mão, de Guilherme Fiúza, o filme Real, o plano por trás da história faz uma excursão pela montagem do Plano Real no ano de 1994. Se de um lado a inflação galopante mataria o país caso esta não fosse estancada, de outro, a persistência em manter o Real valorizado aleijou a indústria dando chance ao PT para ocupar o espaço do poder em Brasília. Como estaria o Brasil se não tivesse persistido na rigidez cambial e juros elevados? Talvez o país tivesse quebrado e adotado políticas econômicas adequadas àquelas condições. Talvez a indústria tivesse evoluído gerando bons empregos e Lula não teria tido a oportunidade que surgiu com a bagunça econômica que se criou após a impossibilidade de continuar mantendo o Real valorizado.

Todos os países que se apegaram à âncora cambial se deram mal justamente porque o fluxo de dólares depende principalmente de exportações e financiamentos. Como consequência dos desmandos, o Brasil, com 14 milhões sem emprego, está retornando a condição de exportador de bananas.

A roupa suja atirada no colo dos brasileiros pelos irmãos Batista, expondo manobras corruptas envolvendo o presidente Temer, já deu uma esfriada na queda dos juros, que no Brasil vem sangrando há décadas. Antes do Plano Real a taxa Selic era um assombro: mais de mil por cento; depois ficou próxima a 30%, com taxa de dólar fixa. Será que isso foi decorrente das engrenagens das finanças globais que impunham sua força no financiamento para que os países não quebrassem? A falta de reconhecimento da interdependência entre os povos para um relacionamento equilibrado, e o comportamento desenfreado das cobiças tem arrastado a civilização para o descalabro.

Raramente os gestores públicos se preocuparam com o equilíbrio das contas internas e externas, com a boa educação das novas gerações e com a preservação da natureza. Com displicência, permitiram a sangria da verba pública. As transaçõescorruptas vão de juros, swaps cambiais, controle das estatais, benefícios especiais, obras superfaturadas, privatizações pouco idôneas, que ao contrário, requerem um rígido controle da lisura na idoneidade na transferência dos patrimônios públicos. O Estado jamais deveria se envolver na atividade econômica, pois sua interferência tende para relações espúrias. Sua tarefa deveria ser zelar pela ordem e progresso dos povos, defendendo os interesses da qualidade de vida de sua população, mantendo o equilíbrio nas contas e a autonomia. Mas com o advento do capitalismo de Estado, as coisas estão mudando aceleradamente sem que saibamos onde isso vai dar.

A economia deveria prover os recursos necessários para a subsistência e progresso das populações, mas para isso é indispensável que haja liberdade e responsabilidade. O sistema se desequilibrou devido à busca da maximização dos resultados financeiros. O progresso material e cultural dos indivíduos foi estagnando. O voto é livre, mas a escolha é embaraçada pela falta de preparo dos eleitores e dos eleitos. O dinheiro acumulado gerou poder. O capitalismo de Estado, sem democracia, obteve significativo aumento na produtividade e se ajustou às leis da acumulação exportando, gerando protestos nas regiões onde o número de postos de trabalho sofreu redução. E agora, qual será o rumo que o capitalismo do livre mercado vai seguir?

O presidente Donald Trump confirmou que os Estados Unidos deixarão o Acordo de Paris sobre as alterações climáticas, o qual foiassinado em dezembro de 2015 por 197 países e blocos econômicos. Alguns cientistas não querem entender que na natureza tudo está interligado. A compreensão essencial da existência depende da adaptação às leis da natureza como o meio, pois elas são as leis do desenvolvimento da Criação que expressam a vontade do Criador. Segundo Abdruschin, a ciência da religião e a ciência da natureza têm de ser uma só coisa sob todos os aspectos, numa lógica sem lacunas para transmitir a Verdade.

O rumo certo tem de ser alcançado através da boa educação e bom preparo para a vida. É preciso educar as novas gerações para que se tornem fortes e independentes com a compreensão da natureza, e dessa forma possam causar impactos positivos. Os jovens são dotados de capacidades especiais, mas precisam ser motivados para que desenvolvam seu potencial de forma positiva e adequada, contribuindo para a construção de um mundo mais humano.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

EDUCAÇÃO: UMA QUESTÃO VITAL

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Que futuro poderemos ter no atual ambiente de decadência geral e desmotivação? Sem bom preparo dos jovens com nobres aspirações, não haverá futuro. É preciso formar o ser, combater o apagão mental e o desinteresse pela vida, desenvolver o raciocínio lúcido. Precisamos redespertar o sonho de manter o planeta em constante melhora e trabalhar com seriedade e equilíbrio para o efetivo progresso da humanidade. O salário encolhe e fica comprimido, mas os reajustes de preços prosseguem, resultando no empobrecimento e precarização geral.

A propósito dos empregos em queda, o filme XXX: Reativado é quase um exemplo do que está acontecendo na atualidade, com excesso de tudo: bebidas, tatuagens, sexo, drogas, sede de poder e carência de bom senso e de propósitos de vida. Na ficção, o agente Gibon (Samuel L Jackson) nos introduz na civilização falida comandada pelo poder do dinheiro. Um mundo precarizado, povoado por consumidores sem propósitos, com poucos empregos, embora haja tantas coisas benéficas para serem feitas. No mundo real há uma bagunça horrorosa que tende para desordem geral quando se evidencia a falta de sinceridade dos líderes e as esperanças se desvanecerem. O desemprego é um fantasma que vem crescendo continuadamente.

Hoje ainda não desfrutamos da liberdade plena, mas em muitos países nem isso é permitido. As pessoas vivem acomodadas num círculo fechado com poucos incentivos para buscar a verdade; apenas alguns ainda fazem reflexões sérias e sinceras. O ser humano não pode continuar caminhando pela vida às cegas. Qual a origem da vida? O que precisamos fazer para encontrar as respostas certas? O que é o nascimento? O que é a morte? O tempo passa ou nós passamos pelo tempo? Seria tudo obra do acaso? De onde procede o Amor, a força que encandece os corações? A lógica de tudo está na pouco estudada atuação das imutáveis leis da Criação.

Na verdade, ainda pouco entendemos do significado da existência. A geração de seres humanos é uma das questões mais importantes da humanidade, mas seu estudo, envolvendo a sexualidade e a responsabilidade não foi desenvolvido com a necessária seriedade, e mesmo com a queda do tabu do sexo, permanece a ignorância e pouco se sabe sobre seus mistérios, geração, encarnação e nascimento.

A liberdade é inata no ser humano. A escravização é antinatural. A liberdade plena requer o saber amplo sobre o significado da vida. “Conhecereis a Verdade e ela vos libertará”. Mas onde buscar a luz da verdade neste mundo dominado pelo dogmatismo e teorias engendradas pelo raciocínio, impostas coercitivamente aos seres humanos?

A nossa alegria está na criação e realização, com a utilização de as potencialidades que dispomos, mobilizadas pelo querer. Alegramo-nos com as melhorias que vamos introduzindo em nossa atividade; isso é o criar. Na vida atual, são poucas as atividades que permitem isso, são poucas as pessoas que sentem essa alegria proveniente do criar em meio a tanto mecanicismo e rotinas rígidas que vão encolhendo a capacidade de pensar e refletir com clareza e de forma oportuna. Mas temos de estar atentos, afinal somos seres humanos dotados de espírito e raciocínio. Não podemos viver como robôs e continuar caminhando pela vida às cegas.

Educação e preparo para a vida, uma questão vital que deveria receber mais atenção. Países atrasados querem se industrializar com o controle nas mãos do governo, gastam muito para pouco resultado. Deveriam observar que com mão de obra despreparada é difícil. Por que, ao lado de esforços para industrialização, não desenvolvem um sistema de subsistência condigno com a construção de moradias, saneamento, produção de alimentos, formação de professores em vez de permitir a formação das horrorosas aglomerações de moradias e pessoas precárias?

As teorias proliferam em todos os campos, desenvolvidas por mentes ativas, introduzindo nomenclaturas pomposas, mas com falta de clareza. O importante é olhar para a realidade e saber como as coisas funcionam. Grandes fortunas não foram geradas por teorias, mas com expertise negocial, oportunismo e uma dose de rapinagem. As sociedades deveriam estar aptas a organizar a utilização de seu espaço de forma equilibrada e possibilitar vida condigna aos seus habitantes com liberdade e responsabilidade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7