O SANTO GRAAL NA HISTÓRIA

Provavelmente muitas pessoas conhecem o Santo Graal como o cálice sagrado da Última Ceia ou como o segredo de uma linhagem de sangue oculta, popularizada por Hollywood e best-sellers como O Código Da Vinci. Mas, e se a história que nos contaram estiver olhando para o lugar errado?

O Santo Graal atravessou séculos como o símbolo máximo do inacessível. Curiosamente, essa mística é tão poderosa que transbordou a literatura medieval e invadiu o nosso vocabulário contemporâneo. Hoje, em artigos jornalísticos, ensaios científicos e discussões acadêmicas, a expressão “o Santo Graal” é frequentemente usada de forma figurada. Fala-se do “Santo Graal da física”, ou como sendo algo extraordinário em qualquer campo da atividade humana.

A essência literária e mística do Graal, chamado na antiguidade de o cálice da vida, está conectada à jornada de autoconhecimento, à cavalaria arturiana e ao esoterismo dos Templários do que à crucificação de Jesus. A ligação com o sangue de Cristo foi uma roupagem posterior criada para assimilar um mito que já era extremamente poderoso e antigo.

A civilização celta começou a se expandir pela Europa Central e pelas Ilhas Britânicas por volta de 1200 a.C., ou seja, há mais de 3.200 anos, mas na realidade o conhecimento do Graal é bem anterior, porém faltam dados históricos que comprovem isso. Segundo Sirona Knight, no livro Explorando o Druísmo Celta: “O cálice representa o caldeirão mágico, o Graal, a fonte da vida e o poço da inspiração”. Quando o escritor francês Chrétien de Troyes escreveu a primeira obra sobre o tema em 1180 (Percival ou o Conto do Graal), o objeto não rinha relação com o cálice da época de Cristo.

Na busca do Rei Arthur, o Graal foi definido como o “Símbolo da plenitude espiritual”. A busca dos cavaleiros da Távola Redonda era um teste de caráter, honra e maturidade espiritual. Encontrar o Graal significava restaurar a ordem cósmica e a justiça no reino de Arthur.

A conexão com a Ordem dos Templários ganhou força no início do século XIII através da obra Parzival, de Wolfram von Eschenbach. Através do autor Robert de Boron, anos depois de Chrétien de Troyes, a Igreja e a literatura fundiram essa relíquia dita pagã com o cálice de José de Arimateia, numa estratégia medieval comum para absorver os mitos celtas e bretões que o povo se recusava a esquecer.

A teoria do “Porto Graal”, dos Templários, que teria gerado o nome do país (Portus Cale, cuja tradução seria Porto Graal), deu origem a Portugal. Uma leitura esotérica defende que os Templários não buscavam um objeto mágico, mas sim algo mais elevado ligado com a cruz isósceles, a vera cruz.

Os poetas foram inspirados, mas misturaram fantasias. Dan Brown, em Código Da Vinci, criou uma ficção bem articulada, mas irreal. Restaram os templários, que teriam criado o Porto Graal, e talvez estivessem mais perto da verdade.

É na perspectiva espiritual trazida por Abdruschin que o mistério do Graal encontra sua explicação mais grandiosa e despida de fantasias humanas. Na Mensagem do Graal, Abdruschin explica que o Pentecostes é o envio da Força Espiritual, partindo da esfera Divina, chegando para toda a Criação através do Supremo Templo do Graal. É o momento em que ocorre a Renovação da Força na Criação. Trata-se de um jorro de energia cósmica pura vindo diretamente do Divino, indispensável para manter a vitalidade da Criação em movimento, expandida e viva.

É um Fenômeno Cíclico que se repete de tempos em tempos, como o dia da efusão de forças. O evento narrado na Bíblia, com a participação dos discípulos, foi o reflexo físico desse jorro que atinge toda a Criação de forma perfeitamente natural. O Santo Graal é a realidade viva, o elevado e inacessível ponto de transição entre o Divinal e a Criação. Uma taça onde borbulha a energia da vida, a fonte primordial de onde emana a força divina, pura e vivificante que sustenta o universo inteiro. Sem essa radiação, o cosmos simplesmente teria de definhar, pois ela é a energia vital que sustenta a Criação.

Obs.: Este artigo foi escrito com a colaboração do Gemini, a IA do Google.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

SER INDEPENDENTE

Os indivíduos estão solitários no meio da multidão. Na falta de atividades com renda compatível, o que tem aumentado é o número de dependentes de auxílios do governo. Ao mesmo tempo, ao lado da perda do bom senso, que é intuitivo, está ocorrendo o encolhimento do cérebro, da capacidade de entender as coisas. Isso vai arrastando grande parte da população para a dependência do Estado, o discernimento vai acabando. A nação, para ser forte, precisa de população esclarecida que ajude na conquista de melhores condições de vida e do bom preparo das novas gerações.

Você pega uma nota de cem reais, se bobear acaba em minutos. O dinheiro emagreceu, compra poucas coisas. O que está acontecendo com a produção e o consumo? A renda é baixa, mas como é possível que haja tanto dinheiro nas casas de apostas e nas contas ligadas às atividades clandestinas e criminosas?

A massa é um conceito composto por indivíduos isolados, distantes fisicamente e fortemente influenciáveis por hábeis condutores, de forma direta ou através dos meios de comunicação, e se consolidam num pensamento homogêneo com poderosa força irracional. A base para isso é a indolência do espírito que mantém a massa moldável e influenciável via cérebro, perdendo a clareza, se deixando influenciar por ideias plantadas, acreditando no seu mentor, podendo praticar atos que o indivíduo isoladamente jamais praticaria. A consequência é que a humanidade deixa de cumprir seu dever perante o Criador, como gratidão pela vida, evoluir espiritualmente, indo ao encontro da autodestruição.

O ser humano não nasceu para isso. Mas o que é o ser humano? Qual é a finalidade da vida? Para que nascemos? O ser humano é uma semente espiritual que precisa de vivências para se fortalecer, mas ao longo dos milênios tem dado força ao cérebro intelectivo, mantendo o espírito inativo.

A IA é o supercérebro criado pelo homem, cuja atuação supera o humano condicionado em várias fases da vida e encarnações. Mas a IA não tem acesso ao além, à esfera espiritual. Com frieza, sem coração, pode planejar o extermínio da espécie humana sob o comando de homens autoritários, cuja essência espiritual não atua mais. Bem conduzida, a IA pode se tornar grande colaboradora da qualidade e melhora das condições gerais de vida e do aprimoramento da espécie humana.

A situação geral vai se complicando, porque muitas coisas acontecem ao mesmo tempo. É verdade que muitas pessoas estão envolvidas nos acontecimentos, com pouco tempo para um olhar além. Em algum momento, muitas pessoas perceberão a vacuidade de tantas coisas às quais se apegam, deixando abandonada a real finalidade da vida. Que busquem a Luz da Verdade.

Falta bom preparo das novas gerações para a vida e o trabalho. Falta bom senso, raciocínio lúcido, boa vontade, iniciativa. Os seres humanos não se ocuparam em conhecer a real finalidade da vida e, na sua indolência, se tornaram joguete nas mãos daqueles que se julgam aptos para isso. O ser humano está se afastando de sua essência espiritual. Tem faltado consciência de sua responsabilidade com o futuro, tendo sido displicente ao longo dos séculos com a vida, seu futuro, sua sustentabilidade. EUA, Europa e Rússia estão se desgastando em guerras, enquanto a China vai produzindo, acumulando dólares e riquezas.

Educar para bom preparo para a vida e o trabalho está difícil porque as crianças são mantidas presas ao sistema, sem vivências práticas, que lhes dariam um descortínio da vida real, aguçando a inteligência, o bom senso, a correta interpretação dos acontecimentos para acumular experiências úteis. Quanto mais tempo elas passam na escola e manuseando as mídias sociais, mais desatentos e sem iniciativas vão ficando. Há muitas teorias, mas é na vida prática que surgem a compreensão, a eficiência e a independência.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

NÃO SE TORNE ENGRENAGEM, SEJA HUMANO

Vivemos uma era de transformações profundas, de aceleração e incertezas. O trabalho está se transformando e nós, com ele. Não se torne uma engrenagem entre máquinas e metas, seja humano.

Vivemos tempos em que a lógica da eficiência e a aspereza ameaçam engolir o sentido da vida. Tudo é meta, tudo é entrega, tudo é urgência. Mas há algo em nós que não cabe nessa engrenagem. Algo que sente, que intui, que resiste. A tecnologia avança, os modelos de trabalho mudam, a pressão cresce. Tudo se move com velocidade, mas, muitas vezes, o sentido se desfaz no caminho. Neste cenário, preservar a humanidade nas relações de trabalho deixou de ser uma escolha: tornou-se um ato de resistência.

A lógica da eficiência, quando levada ao extremo, tende a esvaziar o espaço do encontro. Pessoas passam a funcionar mais do que a conviver. É preciso realizar o trabalho sem perder a humanidade. E quanto mais a atividade se mecaniza, mais aqueles que raciocinam com profundidade, que intuem, sentem, refletem, se ressentem.

Não se torne engrenagem entre máquinas e metas. Há uma diferença entre funcionar e viver. Entre cumprir tarefas e realizar um propósito. Entre competir e colaborar. Não é só sobre salários ou formatos híbridos com trabalho presencial ou remoto. É sobre a tensão interior de trabalhar em ambientes onde propósito e pertencimento foram substituídos por metas frias e relações frágeis, muitas vezes de aparências enganadoras.

E há ainda o desencontro que se aprofunda; o que as empresas querem nem sempre dialoga com o que as pessoas buscam. As organizações pedem resultado, agilidade, resiliência. Os colaboradores pedem escuta, sentido e condições dignas de atuar. Quando esses propósitos não se alinham, surgem desentendimentos. E quando esses desentendimentos são ignorados, surgem rupturas. Essa é a situação atual que envolve competição, disputas e lutas por riqueza e poder.

Mas em meio à pressão por resultados, metas e inovação, não podemos esquecer que é possível, sim, seguir adiante sem cair, nem empurrar o outro que caminha ao lado. Puxar o tapete do outro para se beneficiar não significa crescer.

Resistir, hoje, é também agir com ética. É recusar o cinismo do falso profissionalismo daqueles que cobiçam o poder acima de tudo. É afirmar, com convicção, que cuidar das relações no trabalho não é ingenuidade, é maturidade. É possível evoluir sem ferir, competir sem derrubar, inovar sem desumanizar. Mas no atual viver áspero é importante ser prudente e estar vigilante sobre o que se passa ao nosso redor e tomar decisões defensivas.

O trabalho sempre fez parte da vida humana. A natureza oferece tudo, mas requer trabalho. Lavradores, mineiros, artesãos, técnicos, especialistas. A produção em larga escala, a automação, a busca do máximo ganho com mínimo custo, tudo foi gerando transformações tecnológicas e organizacionais, mas acarretando a perda silenciosa de significado, gerando o vazio existencial.

Na atual aspereza da vida tudo depende do computador e das máquinas. Os seres humanos se tornaram um número, perderam a essência e o bom senso. Desumanização. A alma foi isolada e o cérebro não está suportando tanta pressão. Colapso mental. Os seres humanos perderam o rumo, e não conseguem achar soluções.

A indolência mental e espiritual e a aversão à reflexão nos empurram para respostas rasas, incompletas. Analisar e refletir intuitivamente dá trabalho, mas esse trabalho interior é como a santificação das horas de descanso que nos protege da mecanização insensível. Porque, no fundo, humanizar não é retroceder; é a única forma de evoluir com sentido, buscando caminhos produtivos e realizadores. É o que nos permite não apenas trabalhar, mas viver com inteireza, de corpo e alma. Tudo conspira contra. O grande desafio desta época é seguir em frente, sem deixar de ser verdadeiramente humano.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

DESARRANJO NA ECONOMIA GLOBAL

A economia enfrenta desafios que se somam. Sem dinheiro, nada se pode fazer e ele tem seu custo. A atividade precisa gerar um retorno que pague seus custos e tenha uma sobra para pagar o custo do dinheiro e a devolução do valor tomado como financiamento. Tudo ia caminhando, mas com a entrada da China no mercado com preços menores, os impactos não tardaram a surgir, e produzir no ocidente deixou de gerar ganhos.

Mesmo com a volatilidade, muito dinheiro foi direcionado para o mercado financeiro. E surgiram as guerras encarecendo o custo da energia, ampliando o desarranjo econômico e financeiro. Já se percebe que a situação requer mais do que simplesmente mexer na política monetária e cambial, mas não está fácil encontrar soluções que promovam o equilíbrio econômico global para propiciar paz e progresso entre os povos.

Quando surgiu o Estado-Nação houve uma esperançosa reação do povo descontente com o poder absoluto dos reis. Mas o que fez o Estado-Nação ao longo do século 20? A julgar pela qualidade de vida, observa-se estagnação e retrocesso. Quando surgem as conversas sobre as tais novas ordens mundiais não fica claro o que se passa. Os donos do poder estão saturados do domínio da classe governante do Estado-Nação, e querem acabar com isso para criar zonas livres da interferência governamental, de modo que o capital atue livremente sem ter que se submeter ao emaranhado de leis e ao policiamento estatal, mas isso é complicado para ser implantado, a menos que o Estado-Nação perca o rumo totalmente, o que pode gerar crises internas, de econômicas a sociais, financeiras, educacionais e de segurança, o que já vem acontecendo.

O homem é o lobo do homem. Se os seres humanos cumprissem a sua tarefa, a vida na Terra seria paradisíaca, e não esse salve-se quem puder atual. No geral, a situação do Estado-Nação se complica, a começar pela corrupção administrativa e o avanço do poder econômico. Agora grupos clandestinos com elevado potencial financeiro estão ingressando no mercado com muito dinheiro. A governança vai se fragilizando. O poder paralelo se fortalece. As nações se enfraquecem. O dinheiro público, oriundo da arrecadação e empréstimos, continua sendo mal gerido e está sumindo. O Estado-Nação vai se desestruturando. Como restabelecer o bom ordenamento da gestão pública que conduza ao progresso sadio?

A exemplo do que aconteceu no passado, parece que a China criou uma nova Companhia das Índias Globais para captar matérias-primas e consumidores. O fato é que a transferência da produção fabril para a China criou o maior superávit comercial, gerando um desequilíbrio global. As nações democráticas abusaram das finanças e acabaram perdendo o seu padrão salarial. Agora há salários baixos, lojas fechando, dívidas crescendo e não se sabe como isso vai ficar. Os EUA se apressam na busca para recuperar o equilíbrio.

A descoberta do Brasil representava uma alternativa para escapar da Europa corrupta e para ser um lar para desenvolvimento dos seres humanos. Logo surgiram os inimigos. A imperatriz Leopoldina sofreu várias tentativas de assassinato. Em 1822, o país alcançou a independência política. Mas não tardou a surgirem os inimigos. Em 1889, ocorreu um golpe e o Brasil entrou numa rota de decadência da qual não conseguiu se livrar.

Há uma forte discussão sobre o regime de trabalho 6×1, seis dias de trabalho, um de folga. Conflitos e desentendimentos no trabalho se arrastam há milênios. Se antes envolvia patrões e empregados, hoje envolve o Capitalismo Ocidental, o Capitalismo de Estado, o governo, os sindicatos. Superado o desumano regime escravocrata, o egoísmo e as cobiças perturbaram o desenvolvimento natural e equilibrado, e o relacionamento justo entre empresários e trabalhadores. Não deveria ser assim. A humanidade forma um conjunto que deveria atuar em harmonia em função da finalidade da vida.

A população da Terra está calculada em 8 bilhões de almas encarnadas, mas por que chegou a esse número? O espírito humano veio para a Terra para se desenvolver e retornar à origem, mas enredou-se e teve de voltar muitas vezes acima do que seria necessário, aumentando a população. O Juízo Final é o tempo do balanço e do expurgo. Se os seres humanos cumprissem a sua tarefa, a vida na Terra seria paradisíaca e não esse áspero salve-se quem puder atual.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

A PALAVRA DE JESUS HOJE

Em meio a tantas informações negativas, falsas ou verdadeiras, a humanidade mostra desânimo com tantos conflitos e precisa de uma pausa para ser aproveitada, um tempo para profundas reflexões antes que seja tarde demais. Observa-se uma exaustão coletiva, algo que muita gente ao redor do mundo está sentindo. Quando um conflito se arrasta, quando as informações se contradizem, quando cada notícia parece pior que a anterior, a humanidade entra num estado de suspensão e não consegue resolver conflitos sem usar violência. Faltam palavras e gestos nobres.

Estamos vivendo momentos decisivos. Para aqueles que merecem, uma pausa para refletir sobre a vida surge como uma oportunidade, talvez derradeira, o “Ser ou Não Ser”. Temos a capacitação da livre resolução, o sim ou não, mas o intelecto é restrito, não enxerga além e, dessa forma, não vislumbra o todo, o grande valor da vida para o espírito humano, e assim permanece preso a muitas ações em desacordo com as leis da vida. Sem clareza, poderá continuar errando, tomando decisões destrutivas.

Em sua restrição, o intelecto não enxerga o todo, gerando o dilema que acompanha a humanidade desde sempre: a liberdade de escolher, mas sem a intuição ativa, vai agindo sem dar muita atenção às consequências. Muitas pessoas não compreendem as leis da vida, e por isso tomam decisões que parecem racionais no curto prazo, mas são devastadoras no longo.

Estamos sendo confrontados com a pergunta: “vocês querem continuar existindo como espécie consciente, responsável, ou preferem repetir ciclos de declínio moral e destruição?”. Ainda há a possibilidade de fazer escolhas, mas tudo está estreitando. O que vemos hoje no mundo é liberdade sem lucidez, poder sem responsabilidade, inteligência sem sabedoria.

Os homens acreditam em suas capacitações e dificilmente reconhecem seus erros com humildade, e isso representa o gatilho da tragédia humana. Não querem atender às leis da vida, mas com seu ego astucioso não vacilam em manter contato com o mal desencadeando destruição na ilusão de que assim terão mais poder. A recusa em reconhecer limites morais, espirituais e naturais é o que empurra a humanidade para o abismo. O momento é de escolha decisiva e de arcar com as consequências. Falta um salto moral e espiritual.

É algo que muitos sentem, mas poucos conseguem expressar com essa nitidez. Falta lucidez e sinceridade. A humanidade só avança quando tem coragem de olhar para o próprio estrago, reconhecer o erro e escolher um caminho diferente. Sem esse reconhecimento, não pode haver transformação verdadeira. Reconhecer o erro, assumir responsabilidade e buscar o caminho certo é algo que ultrapassa fronteiras, religiões e posições de poder. É um chamado à consciência que qualquer ser humano pode compreender, se estiver disposto a olhar para dentro de si.

As cobiças por poder já dominavam o mundo quando Jesus veio, trazendo Luz e Verdade para a humanidade que havia caído nas ciladas das trevas subordinadas ao anticristo. Os Discípulos de Jesus se esforçavam, expondo a própria vida na divulgação dos ensinamentos recebidos sobre a Vontade de Deus, até hoje pouco compreendida, embora os seres humanos sempre digam: seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no céu.

Os primeiros escritos sobre as Palavras de Jesus começaram a surgir anos após a crucificação, de memórias falhas, de compreensões erradas, de distorções do real sentido, até caírem no interesse dos imperadores romanos. Por séculos, o afastamento do ser humano de sua essência espiritual se foi consolidando, gerando um viver áspero e cruel, o que se observa nitidamente nas barbaridades cometidas por aqueles sem coração. A queda moral e espiritual prossegue fazendo da vida na Terra um inferno.

Abdruschin, autor de Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, obra esclarecedora da Palavra trazida por Jesus, explica na dissertação O Pai Nosso: “o ser humano desconhece a jubilosa gratidão de usufruir de modo alegre a existência consciente que lhe foi dada, coparticipando na grande Criação para o bem de seu ambiente, assim como é desejado por Deus ou por Deus com razão esperado! Tampouco pressente que é justamente isso, somente isso, que contém seu próprio e verdadeiro bem, seu progresso e sua ascensão.”

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

OS SÁBIOS DA SUMÉRIA E A HUMANIDADE

Os sábios da Suméria buscavam a integração do ser humano com as leis universais da Criação. Mantinham escolas para orientar os habitantes procedentes de vilarejos distantes, assim como enviavam sábios que auxiliavam as pessoas a se tornarem verdadeiros seres humanos, fortes e corajosos beneficiadores da vida e da natureza. Os indivíduos queriam desenvolver e fortalecer o espírito e alcançar o aprimoramento da própria espécie como a grande finalidade da vida. Foram os sumérios que receberam a incumbência de construir e gravar na Grande Pirâmide do Egito a trajetória declinante escolhida pela humanidade. Os sumérios foram o povo mais desenvolvido espiritualmente sobre a Terra.

No entanto, as trevas sob o comando de Lúcifer, queriam o oposto disso, queriam tornar os seres humanos inúteis e imprestáveis para que se perdessem. Com mentiras e falsidades, criou-se a falsa felicidade, afastando as pessoas da Luz da Verdade, fortalecedora do espírito, promotora da verdadeira felicidade. Tudo conspira para transformar o ser humano em parte da máquina, com a essência espiritual inativa, restringindo a sua condição de ser humano.

Viemos para termos a oportunidade de desenvolver o espírito; isso requer várias encarnações, mas descuidamos disso e hoje colhemos as consequências. Indivíduos e povos, a exemplo da natureza, deveriam beneficiar, embelezar e evoluir. Estagnados espiritualmente, criaram um viver áspero e insustentável. Agora, na grande colheita, têm a oportunidade de reverter a decadência, ou aprofundá-la mais ainda.

Em vez de fortalecer o espírito, o ser humano se afastou de sua essência espiritual e foi se mecanizando progressivamente; dessa forma, não obteve mais energia e saberes procedentes de esferas mais elevadas que deveria aplicar na sua atividade. Por outro lado, tudo que maquinava com seu cérebro intelectivo não tinha força criadora, gerando aridez e aspereza.

É como se fosse uma galé, um antigo tipo de navio movido a remos e velas. Todos seriam como remadores conduzindo o barco para terras seguras. Mas o grupo que segurava as velas foi se destacando e tirando os remadores da jogada, conduzindo o navio na direção dos interesses próprios. Não tardou para se tornar perceptível que o navio havia perdido a força invisível, oriunda da vontade intuitiva dos remadores; o brilho de outrora foi sendo perdido e a nave Terra se acha doente e atormentada.

Os seres humanos abriram as entranhas do interior da Terra perfurando poços no fundo do solo e do mar, escavaram ouro destruindo montanhas, a beleza e a sustentabilidade. Despejaram sujeira e venenos no ar, no solo e nos rios e mares. A Terra derrama lágrimas de tristeza porque as riquezas foram extraídas, mas na superfície há destruição e miséria. A Terra está ficando doente por causa das feridas abertas. Os homens derramam sangue para obter riqueza e poder, e quando saem da Terra só levam na alma o registro do que fizeram de bem e de mal.

E, de novo, estão surgindo conversas e informações sobre o capítulo do Apocalipse constante da Bíblia, ou seja, o expurgo. Há muita simbologia e previsões difíceis de serem compreendidas, apontando para a difícil situação em que a humanidade se encontra, tendendo a dias ainda piores. A questão é: o que querem os seres humanos? O que querem os jovens para o futuro? É aí que está o problema, pois faltam propósitos e determinação; as pessoas estão levando o seu viver sem saber aonde vão chegar. O vazio existencial está se ampliando. A tecnologia avançou bastante, mas com o atraso no esperado desenvolvimento do espírito, o ser humano perdeu o rumo e se encontra em meio a uma crise emocional sem precedentes, sem saber como voltar à normalidade.

Destruição, guerras, misérias e sofrimentos têm sido semeados ao longo do tempo pela humanidade. Não há inocentes. O conteúdo da obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, de Abdruschin (1875-1941), destina-se a dar aos seres humanos uma aproximação da realidade espiritual da vida, uma vez mostrada por Jesus, como meio de recuperar a inocência perdida, mas isso fica na dependência do querer e do esforço de cada indivíduo. É preciso que cada um de nós tenha suficiente força de vontade para recuperar a condição de ser humano espiritualizado.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

UMA PREGAÇÃO DE JOÃO BATISTA PARA A HUMANIDADE ATUAL

João Batista é uma das figuras mais marcantes da história da humanidade: profeta, pregador no deserto, o escolhido para batizar Jesus. Um líder espiritual, profundo conhecedor do saber ofertado pelos profetas. Preparador do caminho para Jesus, não falava por si, mas inspirado pela Luz que se aproximava diante da qual nenhuma máscara pode permanecer.

Seres humanos do século 21, despertem da indolência espiritual, saiam desse caminho que conduz ao abismo da destruição, tão ao agrado da raça de víboras, que servindo ao inimigo da Luz, seduziu os seres humanos com tentações e falsos caminhos.

Em menos de dois milênios, a Terra, criada em bilhões de anos, se acha esfolada de todos os lados. Com cerca de oito bilhões de almas reencarnadas, há fome e miséria. Falam sobre a paz, mas não abandonam o egocentrismo, a arrogância, a violência. As lutas entre povos, religiões e nações estão num crescente. São lutas acirradas pelas cobiças por riqueza e poder como em nenhuma outra época. Querem justiça, mas sem renunciar aos privilégios. Dizem buscar a Luz da Verdade, mas se abrigam na sombra das mentiras confortadoras. Clamam por esperança, mas com sua má vontade, alimentam a própria decomposição.

Vocês se tornaram especialistas em procurar culpados e encontrar desculpas a si mesmos.

Culpam governos, culpam sistemas, culpam o passado, mas não olham para si mesmos, para aquilo que semeiam com as próprias ações. Condenam a corrupção lá fora, mas a toleram dentro de si. O mundo está envolto em trevas porque vocês mesmos se afastaram da Luz e acolheram as imoralidades.

Clamam por liberdade, mas se acorrentam aos conceitos errados sobre a vida, ao consumismo desenfreado, aos pendores, ao ego, ao orgulho. Transformaram a vida em espetáculo, a fé em comércio, a compaixão em marketing. Vocês se acostumaram a ver o sofrimento e a decadência como entretenimento, e a injustiça como rotina.

Arrependam-se, não com lágrimas teatrais, mas com renúncia real, com força de vontade para a própria renovação. Sejam rigorosos consigo mesmos. O arrependimento verdadeiro dói, corta, exige renúncia, mas não é suficiente. O querer a renovação tem de se transformar em ação. Os seres humanos pressentem que devem buscar a cura, mas não agem com firmeza porque isso requer humildade espiritual.

Vocês querem mudança sem esforço, virtude sem disciplina, renovação sem perseverança, salvação sem examinar o que é certo e o que é errado em suas atitudes. Não se iludam, a justiça divina é severa. Os seres humanos estão perdidos não por falta de sinais, mas por indolência do espírito e falta de coragem de reconhecer que, espontaneamente, se afastaram do significado e finalidade da vida concedida pelo Amor de Deus.

Seres humanos, vocês pressentem o que é certo, mas dão preferência ao que é prazeroso, ao que não exige o olhar interior. É indispensável purificar o foco dos pensamentos e deixar de fortalecer o mal. Endireitem as veredas enquanto ainda há tempo. Parem de negociar com o mal. Parem de justificar o injustificável. Parem de acolher as trevas e os seus conceitos errados sobre a vida, ao invés de acolher a Luz e a Verdade com humildade.

O relógio universal assinala o fim do tempo concedido aos seres humanos para o desenvolvimento do espírito. O juízo não é ameaça; é consequência. Na crença cega, o espírito ficou estagnado, mas será despertado pelos tremores e estrondos que já estão atingindo a Terra.

O ser humano é espírito. Quanto mais o espírito tiver se desenvolvido, mais humano será o ser. A verdade não se curva aos seus desejos. A verdade não muda para agradar vocês. A verdade permanece, é eterna, imutável, representa a Vontade Perfeita do Criador que se inscreve nas leis universais da Criação, e vocês é que precisam se voltar para ela. O tempo acabou. É agora ou jamais, é como disse o discípulo João, (8:32): “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”.

Obs.: Recriação literária contemporânea, feita com a colaboração do Copilot, a IA da Microsoft

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

O NATAL E AS INCERTEZAS PARA 2026

Na dissertação Natal, da obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, de Abdruschin, o autor explica o estranho comportamento dos adultos diante da festa do Natal. Destaco estas palavras: “Coisas mais sérias! Com essas coisas mais sérias referem-se somente à caça às coisas da Terra, isto é, trabalho do raciocínio! O raciocínio rechaça depressa e para longe as recordações, a fim de não perder a primazia, quando uma vez é dado lugar à intuição! Em todos esses fatos aparentemente tão pequenos reconhecer-se-iam as maiores coisas, se o raciocínio somente desse tempo para isso. Mas ele tem o predomínio e luta por isso com toda a astúcia e malícia. Isto é, não ele propriamente, mas na realidade luta aquilo que se utiliza dele como instrumento e que se esconde atrás dele: as trevas!

Imagine uma situação qualquer em que você tenha de pedir algo importante a uma pessoa, algo que ela poderia ceder sem qualquer dificuldade. Você pede, as palavras entram pelos ouvidos, os olhos veem a forma como a pessoa está pedindo. A intuição percebe que ela está precisando ser atendida, mas nesse momento surgem pensamentos na mente, e num minuto a pessoa pensa: por que tenho de atender; ela que se esforce para conseguir o que precisa. O raciocínio intelectivo, não permite a abnegação, impede que seja feita a boa ação. Assim, em muitas situações, a intuição é ágil, mas logo é travada, o raciocínio quer dominar, não deixa que a intuição se fortaleça e indique o caminho a seguir.

Grande parte da humanidade ainda não compreendeu que o Criador enviou em Jesus uma parte de si, para se encarnar na Terra, escurecida pelos conceitos errados sobre a vida que as trevas facilmente incutiram no cérebro dos seres humanos, para que afundassem espiritualmente e se destruíssem mutuamente. Ele foi enviado para trazer energia da Luz, a Verdade, a libertação espiritual, igualmente incompreendida e manipulada.

Na Terra, todos os seres humanos são peregrinos em busca da Luz para alcançar a alegria de voltar à casa. Os seres humanos criaram as religiões, mas a animosidade surgida eliminou a busca, e com isso deixaram de procurar, por isso não conseguem achar a Luz do Criador para construir a paz e o grande progresso em harmonia que devem alcançar.

Para onde vai o Brasil? O país já vinha sofrendo desde a crise da dívida externa, e a ruptura do plano real representou um forte abalo. A precariedade se esparramou de tal forma que em 20 anos a região metropolitana de São Paulo está irreconhecível. Tendo sido eliminada grande parte dos bons empregos, o governo deu ênfase aos auxílios.

Quem vai abocanhar os seus recursos naturais? Decadência geral, tendência a se tornar sub nação sem lei, sem ordem. Manter a população com pouca cultura e muito entretenimento para que continue desinteressada de tudo que se passa, como o loteamento das riquezas da nação.

O ano 2025 está na reta final. No Brasil, a curva continua em declínio afastando a nação do que foi um dia, e mais ainda do que deveria ser. Em todas as nações, a humanidade está sendo pressionada. A renda vem caindo e com ela o nível de preparo das novas gerações. As incertezas se voltam para o dinheiro, as finanças globais, as dívidas das nações, mas vem aí a Copa 2026 com muita distração.

Atentar para as novas gerações é dever da humanidade, assim como é dever dar a elas bom preparo para a vida e o trabalho, para que se tornem seres humanos de qualidade, independentes, e que contribuam para a continuada melhora das condições de vida na Terra. Quando conseguiremos alcançar um estágio melhor? Faltam planos de continuada melhora das condições gerais de vida e da qualidade de vida.

O ser humano é espírito que deve agir como mediador para atrair Luz para a Terra, mas vaidoso, achando-se muito especial, quer ser a Luz, e com isso espalha escuridão. Afastando-se da alma o ser humano se torna máquina limitada ao tempo espaço, e ao criar a IA deu enorme amplitude à sua capacidade, contudo não vai além da esfera material, do espaço-tempo, mas isso poderá ser suficiente para estagnar a trajetória natural da espécie humana cuja essência é espiritual.

Mas vale lembrar que o Natal é a irradiação do Amor Divino, que desce à Terra para a alegria dos seres humanos! Conhecereis a Luz da Verdade e ela vos libertará. Veja mais em: https://youtu.be/8a2IN6zpUic

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

NATAL, A LIBERTAÇÃO ESPIRITUAL

Natal, o grandioso dia em que o Filho de Deus veio ao mundo para libertar o espírito humano do aprisionamento aos conceitos errados, provenientes das trevas que arrastavam a humanidade para o abismo. Mas, para isso, cada ser humano tem de lutar pela liberdade do espírito através da sintonização correta nas leis universais que mantém a Criação, e que foram formadas pela Vontade do Criador.

Atentar para as novas gerações é dever da humanidade, assim como é dever dar a elas bom preparo para a vida e o trabalho, para que se tornem seres humanos de qualidade, independentes, e que contribuam para a continuada melhora das condições de vida na Terra. O ser humano é espírito que dever ser mediador para atrair Luz para a Terra, mas vaidoso, achando-se muito especial, quer ser a Luz e, com isso, espalha escuridão.

A Terra é uma especial estrela criada para possibilitar o desenvolvimento da espécie humana. Os pais são responsáveis para dar às crianças bom preparo para que se tornem seres humanos de valor, adultos fortes com propósitos de vida. Infelizmente há muita influência trevosa que quer arrastar os jovens para a inutilidade.

Afastado da alma, cada indivíduo se torna máquina limitada ao tempo espaço, e ao criar a IA, deu enorme amplitude à sua capacidade; contudo, não vai além da matéria, do espaço-tempo, mas isso poderá ser suficiente para estagnar a sua trajetória natural, cuja essência é espiritual.

As nações se desorganizam. O Estado de Direito submerge. A insegurança vai tomando conta. As guerras continuam fazendo vítimas, enlouquecendo os jovens que vão para os campos de batalha. Na política entre as nações, nada sai de graça. Sempre há negociação e troca de algo nos acordos. O que está acontecendo no Brasil e outras nações é o resultado de governança que deixou de cumprir o seu dever de promover o consumo dos bens essenciais, assegurar trabalho para que as pessoas não dependam do auxílio do governo, e dar às novas gerações bom preparo para a vida e o trabalho. Sem isso, as nações se tornam presas fáceis dos lobos internacionais.

As tensões críticas globais tendem a aumentar. Na questão do relacionamento dos Estados Unidos com o Brasil, prevalece a disputa visível entre China e EUA, pois esse último quer assegurar o domínio do dólar na economia global. Estados Unidos e China dão força aos seus interesses no Brasil e na América Latina. Há um mercado promissor e muitos recursos valiosos a serem captados.

O ano de 2026 vai ser marcante, assinalando a atuação das leis da natureza, até agora pouco prezadas e compreendidas, as quais, através do querer dos seres humanos, poderiam estar atuando pelo bem geral, mas agora apresentam sua atuação saneadora, arrastando para a destruição tudo que trava o progresso real, impedindo que haja paz na Terra e alegria entre os indivíduos de boa vontade.

A força motriz da história está no querer dos seres humanos que movem o atuar das leis da Criação, as quais tecem os fios do destino, trazendo de volta a colheita das ações de cada pessoa, podendo elevar ou afundar a humanidade como consequência.

Na conturbada década de 1930, Abdruschin lançou na Alemanha a sua obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, visando recolocar o ser humano diante das leis universais da natureza e da Criação. A obra é um chamado à responsabilidade individual, à verdade interior e à reconexão com o espiritual. Em sua linguagem simples, clara e natural, é indicada para aqueles que buscam o entendimento da espiritualidade e da existência humana através da ótica das leis universais da Criação. Uma obra que provoca a necessária reflexão intuitiva.

Na Terra, todos os seres humanos são peregrinos em busca da Luz para poderem voltar à casa. Após Jesus ter feito o grande sacrifício de trazer a verdade sobre a Criação, para libertar o espírito humano das trevas, foram criadas várias religiões, mas a animosidade surgida eliminou a busca, e a humanidade deixou de procurar, por isso não consegue mais achar a Luz do Criador para construir, em paz e harmonia, o grande progresso que pode e deve alcançar.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

A COP30 E O FUTURO

Há milênios os homens se esforçam para apagar o saber sobre o Criador de Todos os Mundos. Tudo acontece de acordo com as leis da Criação que expressam a Vontade de Deus. Os homens se afastaram do Criador e passaram a julgar que tudo decorre espontaneamente da evolução natural e, na luta pela sobrevivência, os fracos perecem, os mais aptos sobrevivem e os mais fortes dominam; chamam isso de processo darwinista, a geração espontânea, ir da matéria à vida impulsionada pelas condições do meio ambiente, sobrevivendo e se desenvolvendo pela seleção natural.

Darwin e seus parceiros, com sua mania de grandeza, tinham bloqueado o espírito, por isso não podiam assimilar o saber elevado. Julgavam serem os mais aptos para conduzir a humanidade, ignorando que o ser humano é espírito que, através da evolução das espécies, recebeu um corpo para atuar na Terra e se desenvolver.

A natureza é o grande presente para a sobrevivência, a qual surgiu da atuação das leis universais do Criador, embora tenha sido incluída nos ardis para afastar o ser humano do saber da existência do Criador de Todos os Mundos, que se encontra em distância inacessível.

Os cientistas sempre apresentam muitas ideias, mas a Terra continua se deteriorando. Deveriam olhar para coisas simples e respeitar as leis da natureza, em vez de prosseguir derrubando árvores e espalhando resíduos; deveriam plantar árvores, preservar os mananciais, organizar o manuseio do lixo e ampliar o saneamento. Muitas vezes as soluções mais eficazes estão nas ações simples e locais, que respeitam os ciclos naturais e promovem a continuada melhora das condições gerais de vida. A Terra não precisa de ideias mirabolantes; precisa de respeito, cuidado e ação contínua.

Mais uma vez se reuniram, na COP30, líderes e conceituados cientistas para examinar a situação do planeta, desta vez na cidade de Belém, no Brasil. Antes de tudo, o que a Terra e a natureza mais precisam é de respeito. Pesquisadores perceberam a existência de leis na física, química e biologia. São as leis universais da natureza que estão aí desde sempre. Respeitar a Terra é reconhecer e estudar essas leis imutáveis e dar a elas a devida consideração para não transformar nosso planeta num deserto com enormes bolsões de lixo, degelo das calotas polares, rios mortos, mares sufocados por resíduos, florestas derrubadas em nome do progresso. A Terra se contorce sob o peso das decisões imediatistas dos seres humanos.

A atividade humana gera problemas e resíduos. O que fazer? Isso deveria ser examinado antes e buscada a solução, mas o imediatismo e os interesses financeiros ficam à frente, e quando a sociedade se der conta, o planeta estará rachando. As novas gerações não estão entendendo o que está acontecendo. Ensinar é estimular nos estudantes a capacidade de adquirir conhecimentos. Os estudantes têm de aprender a ler e escrever, e fazer contas. Um segundo idioma é essencial. Têm de entender que a Terra é o lar que hospeda os seres humanos em sua passagem evolutiva.

Em seu movimento orbital, a Terra se movimenta segundo leis naturais que não podem ser violadas sem consequências. A IA pode ser muito útil, mas o professor tem de ensinar como fazer pesquisa. O aluno deve desenvolver um trabalho por si próprio, fazer a redação e a exposição oral. Se não conseguir aprender e vivenciar o aprendizado, transformando-o em ação, então não tem mais jeito, prejudicará a mais nobre vida do planeta que deveria beneficiar, jamais destruir; deixará tudo para os robôs.

As leis naturais atuam na mais severa lógica; o bem e o mal atraem a igual espécie. A humanidade ainda não descobriu uma visão de mundo adequada ao convívio pacífico e próspero. No período da construção da Grande Pirâmide do Egito, os sumérios fundamentados na Luz da Verdade, vivenciaram uma fase especial, mas a partir daí tudo se foi deturpando com as cobiças.

O estresse é geral. Pessoas, nações, tudo. Qual será o futuro da humanidade? Bastaria que tivesse ouvido e seguido apenas um dos muitos ensinamentos que lhe foram outorgados: “Ama ao próximo como a ti mesmo. Respeite-o como ser humano. Nunca o prejudiques conscientemente, nem seu corpo, nem sua alma, tampouco seus bens terrenos ou sua reputação!”

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br