A IMPORTÂNCIA DE PREPARAR AS NOVAS GERAÇÕES

Cultivai a beleza e despertai a intuição. Em nenhuma época as novas gerações ficaram tão descuidadas em seu preparo para a vida como agora. A questão é que as crianças devem ser orientadas desde cedo. Vale lembrar também que a adolescência sempre foi marcada pela melancolia dos jovens que percebem a dor do mundo sem compreendê-la, sem encontrar alguém que explicasse claramente as causas e consequências, e sobre o significado e a finalidade da vida. A maioria passava por essa fase que, entre farras e bebedeiras, era logo esquecida.

Os jovens devem se conscientizar que a adolescência é a fase da passagem da criança para o ser adulto para que possam se tornar autoconscientes, dotados de discernimento e bom senso, de modo a compreenderem o funcionamento das leis universais da Criação e evoluir.

Enquanto os seres humanos vão levando a vida, muitos numa luta áspera pela sobrevivência condigna, os líderes globais se reuniram recentemente para definir os rumos da guerra na Ucrânia, isto é, discutir o futuro que nos aguarda, pacífico ou belicoso. Que façam uso do bom senso e procurem agir de forma que seja feita a vontade do Criador, assim na Terra como no céu.

No Brasil, continuamos em déficit geral, exportando as matérias-primas; a indústria secando, importando muito, renda baixando, educação decaindo. Qual será o futuro das novas gerações? O Banco Central (BC) cria dinheiro. Governos desequilibram as contas tomando dinheiro financiado. O mercado olha para o risco. O BC utiliza a taxa de juros para controlar a moeda. Quem define a taxa? De onde vem o dinheiro para pagar os juros? Quem arca com o ônus?

O sistema seguiu os anseios dos homens para conquistar riqueza e poder gerando desigualdades e disparidades entre as nações. Teóricos desenvolveram teorias econômicas que justificassem essa situação, enquanto outros semeavam a rebelião das massas. Os seres humanos são desiguais entre si, mas as nações mais desenvolvidas poderiam ter colaborado para que as mais atrasadas encontrassem um caminho para sair da pobreza para uma existência condigna.

Cada pessoa faz o que quer com o dinheiro próprio. O básico numa nação é o bom preparo para a vida e o trabalho, produzir bens essenciais e necessários, remuneração condizente e a busca do equilíbrio. As nações querem levar vantagens umas sobre as outras. Os governantes querem tirar proveito e se perpetuarem no poder, e vão desvirtuando tudo. Externamente, fazem acordos cedendo as riquezas e o mercado. Internamente, vão mantendo a população sem bom preparo, oferecendo pão e circo. Em vez de empregos, oferecem auxílios, e tudo vai se desmanchando. De repente a nação se torna um amontoado de gente com crescente desigualdade na renda. Os gastos públicos aumentando. Os impostos também, enquanto o PIB fica estagnado. Para gerar renda e consumir bem é necessário produzir.

Os seres humanos, em geral, e as novas gerações, em particular, estão se desconectando de sua essência. Ao se afastar das leis espirituais da Criação, o ser humano se desconectou de sua alma espiritual. Lamentavelmente, a aspereza global é uma construção da humanidade. Em outras palavras, perguntado sobre o futuro da humanidade, o autor de Sapiens, Yuval Harari, recomenda a reconstrução da confiança na espécie humana.

O tempo dos estadistas sábios concorrendo aos cargos eletivos já passou. O tempo das tesouras na manipulação do poder está no fim. Estamos no tempo dos dominadores do Estado a ferro e fogo, buscando a destruição dos concorrentes. O ser humano se tornou uma peça no mecanismo. Saudade de um tempo distante. Virá o tempo no qual os seres humanos serão humanos e construirão uma civilização respeitando as leis da Criação, atraindo Luz sobre a Terra.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

PARA ONDE CAMINHA A HUMANIDADE?

O pragmatismo está ampliando a confrontação econômica. Novas formas de produzir e comercializar vão surgindo com mais rigidez e agilidade. No cenário global, devido ao afastamento da espiritualidade, o dinheiro e o poder se tornaram os deuses dos seres humanos que se ligaram ao materialismo. Direita. Esquerda. Dólar. Yuan. Nesse meio, os direitos universais permanecem determinados pelos homens cujas resoluções são tomadas exclusivamente pelas ponderações intelectivas. Há milênios não há consideração pela lei maior de não causar danos ao próximo para satisfazer a própria cobiça. Os Estados Unidos se esforçam em manter o poder do dólar. Por outro lado, a China, com a força da sua economia, busca colocar o yuan ao lado, ou até acima do dólar.

Aumenta a tensão e palavras mais fortes passam a ser usadas pelos líderes. Há quem diga que não será agora, mas a situação vai afunilando e há quem diga que a Terceira Guerra Mundial já começou, mas a humanidade, indolente e estressada, não tem energia para perceber o que está se passando. Antes, as pessoas acompanhavam o que acontecia e percebiam o certo e o errado. Agora falta a empatia e a percepção dos rumos para onde estamos nos encaminhando. Quem consegue entender a realidade da geopolítica global do século 21? Nessa realidade, nada é o que parece ser.

Com suas cobiças, os seres humanos desvirtuam tudo. Os colaboradores deveriam receber ações das empresas e dessa forma participar do bolo da riqueza formada. Isso ainda não aconteceu no livre mercado nem no capitalismo de Estado com postulados marxistas. As ações foram deslocadas para o cassino onde a riqueza se concentra e a desigualdade aumenta. As condições gerais de vida não têm sido preocupação, e tudo agora converge para uma forma mecânica de comércio e distribuição consumista. Não há a percepção de para onde a humanidade está se encaminhando.

Grande parte, ou seja, mais de 90% dos indivíduos perderam a voz e o interesse, permanecendo submetidos e acomodados, sem refletir sobre a vida e o futuro. A economia global gerou a criação de um montão de dinheiro para aparar os desatinos especulativos e achatou o salário no ocidente. A população enfraquecida perdeu a esperança e a energia, e a luta pela sobrevivência se tornou um marchar sem propósitos nobres. O que vai acontecer? Qual será o futuro da população sem preparo?

O futuro depende do bom preparo das novas gerações para a vida e o trabalho. Temos de acrescentar energia e coesão. A energia está ligada à motivação. Mas se os indivíduos não souberem qual é a real finalidade da vida, ficarão zanzando sem rumo, sem coesão nos projetos enobrecedores voltados para alcançar melhores condições.

Jesus veio porque a humanidade já se encaminhava para o abismo. Mostrou a Criação e a finalidade da vida, sob a Luz da Verdade, de forma simples e natural através de parábolas. Muito disso acabou sendo perdido, e as novas gerações, submetidas a conceitos errados, perderam o rumo, mas tem de buscá-lo para se tornarem seres humanos de valor que contribuem para a melhora geral. É uma dívida da sociedade que tem de ser resgatada antes que seja tarde demais.

O que é o ser humano? Por que nasceu na Terra? Qual é a finalidade da vida? O homem é espírito que nasceu num corpo terreno para se tornar verdadeiro ser humano. As leis universais da natureza impulsionaram a evolução. O homem tem um corpo animal, mas é espírito com vontade própria e capacidade de raciocinar, que reencarna várias vezes para se fortalecer e voltar à casa, à sua origem, mas sufocou o espírito e perdeu o rumo, aprisionando-se à Terra onde impôs o caos. Conhecereis a Luz da Verdade e Ela vos libertará.

Estuda-se de tudo, mas há poucas reflexões sobre a finalidade da vida. O que cada ser humano tem de fazer? Precisa ampliar seu discernimento, ser forte, ter energia, raciocinar com lucidez, refletir intuitivamente, aprender de forma contínua com a vida, com os acontecimentos e cultivar a sua individualidade. Enfim, contribuir para a melhora das condições gerais de vida.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

A FINALIDADE DA VIDA: ENTRE A INDOLÊNCIA E O DESPERTAR

A humanidade, ao longo dos séculos, tem vivido como quem esqueceu o propósito de sua própria existência. Em vez de buscar o aprimoramento interior, a sabedoria e a convivência harmônica, muitos, dominados pelo ego e pela vaidade, se perdem em alvos rasteiros: comer, beber, se divertir, acumular bens, competir por status, consumir sem medida, ter riqueza e poder. O trabalho, que deveria ser construtivo e abençoado, virou punição, o tempo virou mercadoria e o outro, virou ameaça.

Essa inversão de valores transformou o viver numa luta pela sobrevivência e o espírito caiu no sono e na inatividade. A compreensão da verdadeira finalidade da vida é cultivar virtudes, contribuir com o mundo, encontrar sentido, reconhecer as consequências das próprias decisões, não causar danos para satisfazer as próprias cobiças, mas a busca nesse sentido foi substituída por metas imediatistas e vazias. O resultado é um planeta em crise, uma sociedade ansiosa, sem rumo e estagnada.

Apesar de a Terra dispor de muitos recursos, é lamentável que a humanidade sempre tenha vivido na escassez de bens essenciais e com falta de bom preparo para a vida e o trabalho. Ou seja, não buscou a real finalidade da vida e se enredou nas ninharias que nada acrescentam à qualidade de cada indivíduo e ao seu aprimoramento. Os dirigentes globais e nacionais, e as pessoas em geral, devem olhar atentamente para esse fato que tem causado caos e miséria, com tantas guerras em andamento ou temporariamente em espera.

As questões e anseios da população deveriam ser centrais para a governança, algo que em geral não acontece; ademais, esses anseios nem sempre se apresentam com seriedade e nobreza, ficando nos aspectos mais grosseiros da sobrevivência, revelando a ausência de propósitos elevados que estejam em consonância com a finalidade da vida e com as leis da Criação. As atividades de lazer são importantes e necessárias, mas não são a finalidade essencial da vida.

Mas ainda há tempo. Redescobrir a finalidade da vida é possível. Basta olhar para dentro de si e ouvir o silêncio, deixar o espírito falar através das intuições, e lembrar que viver é mais do que existir: é crescer, servir, beneficiar, embelezar. Como sensibilizar os seres humanos que ainda raciocinam com lucidez, para que se esforcem para dar uma virada na forma errada em que estão vivendo?

As pessoas lúcidas devem ser chamadas para a vida, ou seja, aquelas que ainda pensam com alguma clareza, sentem com profundidade e não se conformam com os rumos que seus semelhantes vêm trilhando. Mas os acontecimentos imprevistos mostram que estamos no tempo da virada.

Vivemos numa era em que a inteligência se dispersa em distrações sem utilidade, enquanto a sensibilidade espiritual fica enclausurada e o ser humano se esconde atrás de máscaras. Os lúcidos estão percebendo o vazio de tudo isso, das metas rasteiras, a dor da miséria e falta do essencial, o absurdo da guerra e o desperdício de uma vida sem propósito num tempo concedido para a evolução do espírito.

É hora de despertar antes que seja tarde demais, pois, com a indolência espiritual, isso se tornará impossível. É hora de buscar a realidade da vida com palavras, com gestos, com exemplos. Não se trata de convencer com discursos, mas de inspirar com coerência, despertar a coragem para sair da rotina paralisante. É hora de viver com sentido, mesmo em meio ao caos, cientes de que todos contribuíram para isso. De mostrar que é possível uma vida mais bela, com mais utilidade, mais humana por estar em concordância com a finalidade de fortalecer e enobrecer o espírito.

A virada começa em cada um, mas não termina aí. Ela se espalha como chama silenciosa, acendendo consciências adormecidas. E quando os lúcidos se unem, coesos no alvo de elevar a humanidade, o viver muda para melhor e a Terra se torna o que sempre deveria ter sido: o paraíso terrestre hospedando seres humanos para se fortalecerem e se desenvolverem, com a sua livre decisão, como era esperado pelo Criador Todo Poderoso.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

OS ÍNDICES E O APRIMORAMENTO HUMANO

Após séculos de monarquia, a sociedade deu ao Estado-nação uma estrutura tecnocrática, o qual acabou sendo gerenciado pela política burocrática, mas atualmente muitas nações mostram estagnação e dívidas. Não houve preocupação com o aprimoramento da espécie humana, o que teria, por si, elevado o crescimento e o desenvolvimento econômico de forma compatível com a população, com bom preparo para a vida e o trabalho, mas a realidade revela falta de preparo. No Brasil, cerca de metade da população carece de alfabetização plena.

A dívida das nações é considerada, no jargão econômico, “passivo” para o governo e toda a população, e “ativo” para aplicadores do setor privado. O problema maior não é a dívida em si, mas faltam bem feitorias gerais, e o que aparece é só o passivo. A soma das dívidas soberanas está próxima a 100% do PIB global, enquanto a dívida global atingiu US$ 337,7 trilhões no segundo trimestre 2025. A pergunta é se os EUA e outras nações não devessem tanto, onde estaria todo esse dinheiro? Talvez nem tivesse sido criado.

Governantes estão endividando as nações, criando dinheiro e dívidas, pagando mais juros e precarizando a vida da população que tem a sua renda corroída. O engenhoso sistema financeiro, atualizado ao longo dos séculos, promove acúmulo de riqueza desigual e controle das nações que se endividam. De forma permanente, parte da riqueza produzida vai sendo absorvida pelo sistema, no entanto a questão mais dramática é a desfaçatez de muitos governantes que endividam a nação, sem que isso traga para a população a continuada melhora das condições gerais de vida e o aprimoramento, revelando que dessa forma o sistema tende a fragilizar e destruir a humanidade.

Argentina e Brasil são bons exemplos de desleixo nas contas públicas. Vivem caindo no labirinto financeiro. A Argentina, como outras nações, enfrenta os efeitos das próprias decisões políticas, com dependência externa e desequilíbrios estruturais.

Em meio a perdas na renda, pessoas que conversavam, trocavam ideias e faziam intercâmbio de saberes, não fazem mais isso. Atualmente, o algoritmo se tornou dominante, as pessoas desaprenderam o significado do diálogo, estão perdendo a capacidade de se comunicar, a individualidade e a capacidade de compreender o que está se passando, vão ficando parecidas com os robôs, ou seja, perdem a visão sobre a própria vida e vão se arrastando sem estabelecer alvos pessoais.

A sensação de que estamos numa fase de incertezas com aperto financeiro está levando as pessoas a serem mais cautelosas com os seus gastos. O dinheiro saía do bolso, mas voltava; o clima atual é de incertezas sobre o amanhã.

Os tecnocratas criaram índices relativos às atividades desenvolvidas, tais como o PIB (Produto Interno Bruto) para medir o tamanho da economia, somando todos os bens e serviços produzidos em um país durante um ano; o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) criado pela ONU, que quer mostrar o desenvolvimento de um país no que tange à qualidade de vida da população, examinando a renda per capita em relação ao PIB, a educação (anos de estudo e escolaridade esperada) e a expectativa de vida (saúde).

Há ainda o IFH (Índice de Felicidade Humana), um relatório anual da ONU para medir a felicidade global, classificando os países com base em indicadores como saúde mental, apoio social, confiança nas instituições e generosidade. O Brasil subiu para a 36ª posição no ranking de 2024, uma colocação melhor em relação ao ano anterior.

No entanto, falta o índice essencial: o IAEH – Índice do Aprimoramento da Espécie Humana, a qual, ultimamente, vem apresentando significativo declínio. Nele deveriam estar refletidas a qualidade das pessoas, o seu preparo para a vida, o seu discernimento, a sua capacidade de raciocinar com lucidez e prosseguir aprendendo sempre para trabalhar, ter uma renda condigna, contribuir para a melhora das condições gerais de vida. Enfim, agir como ser humano de qualidade.

Os robôs podem ser iguais entre si, mas os humanos são dotados de características individuais que não devem ser sufocadas; precisam buscar continuadamente o caminho do aprimoramento da espécie, algo em que a IA precisa ter ativa participação como a grande justificativa de ter sido descoberta. É preciso despertar novamente a individualidade do ser humano para que não seja transformado num simples número de identificação, mas que alcance o apogeu material, mental e espiritual, ficando apto a utilizar todo o potencial do cérebro, cerebelo e da alma, para fazer reflexões intuitivas abrangentes sobre a vida e sua finalidade, e evoluir.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

CICLOS DE EXPANSÃO E DE MISÉRIA

A nossa história é marcada por ciclos de expansão e de crise, crescimento e miséria. Desde as primeiras civilizações, buscamos dominar a natureza, acumular saberes e garantir a sobrevivência. Mas esse impulso, que nos levou à agricultura, à escrita, à ciência, também nos conduziu à guerra, à escravidão e à desigualdade. Os ensinamentos de Jesus, interpretados pela Igreja, se tornaram o manual da civilização. Paralelamente, no século 18, foram surgindo grupos contestando a hegemonia, buscando se apoiar na ciência restrita ao tempo-espaço para comandar a espécie humana.

Na modernidade, o progresso técnico acelerou as revoluções industriais, urbanização, globalização. Criamos máquinas, mercados e redes que conectam o planeta. No século XX, ideologias disputaram o futuro, tais como capitalismo, socialismo, fascismo. A promessa era de liberdade, igualdade ou ordem, mas muitas vezes veio acompanhada de destruição.

A espécie humana alcançou grande poder como nunca, mas também passou a enfrentar dilemas éticos, ecológicos e espirituais profundos, porém não surgiram fortes buscas do saber sobre a finalidade da vida. Hoje, a humanidade estressada vive a era da hiper conexão e da crise climática, da inteligência artificial e da solidão digital. Muito dinheiro foi criado, e muita pobreza surgiu. No entanto, a espiritualidade, a filosofia e a arte poderão ganhar força oferecendo caminhos para compreender a causa do sofrimento, a mudança e a finitude. Pode-se dizer até que ainda há alguma esperança para a espécie humana sair da lama.

O Brasil vive um desgaste econômico e social com desigualdade persistente, concentração de renda e exclusão. A desconfiança nas instituições enfraquece o senso de pertencimento. Embora haja o risco de retração de liberdades e aumento do controle, a população tem de ser forte e ansiar pela melhora das condições de vida e da própria espécie, como meio de escapar da crescente decadência que poderá levar o Brasil a uma posição de terra de ninguém, onde os mais fortes e gananciosos tomarão os recursos preciosos.

O individualismo, o consumismo e a polarização dificultam a construção de um novo modo de vida equilibrado, sem que se saiba o que virá depois. O cenário geral de incertezas quanto ao futuro, no trabalho, na política, na economia, na segurança, poderá levar a humanidade a uma ruptura. Há alguma probabilidade de que na atual instabilidade, a busca pelo sentido da vida possa se intensificar.

Tudo pode levar à ruptura dos enrijecidos modelos mentais de comportamento. Os seres humanos poderão dar início a nova fase examinando, seriamente, o que é progresso, sucesso e felicidade para que possam surgir novas formas de viver, produzir e se relacionar. O futuro é incerto, mas oferece possibilidades.

A natureza foi dotada com tudo que a humanidade necessita. A água, o ar, o conhecimento, a paz, são bens que pertencem a todos. A educação não deve formar apenas profissionais, mas formar seres humanos de valor, responsáveis que contribuam para o bem geral. A espiritualidade, a intuição, a arte, são ferramentas para entender os enigmas da vida. O abismo da ambição e da cobiça é real. Ele se manifesta quando o poder se torna fim em si mesmo. A riqueza é acumulada friamente para satisfazer as cobiças. O outro é visto como obstáculo que pode prejudicar as conquistas.

A história mostra que quando tudo é feito em função do materialismo, sem limites nem propósitos enobrecedores, os impérios caem, civilizações colapsam, mas se houver verdadeira arte, será a única coisa que sobrará. Um novo ciclo de misérias se avizinha. Porém, renascimentos são possíveis quando há coragem de mudar, de abandonar o egocentrismo e se esforçar para que o aprimoramento da espécie humana seja alcançado.

Chegamos até aqui com dores e ilusões. Podemos seguir adiante com sabedoria e esperança, se tivermos a humildade de aprender com os erros do passado, e a ousadia para construir um futuro digno com generosidade e responsabilidade. É preciso cultivar o silêncio e o diálogo. O silêncio nos conecta ao “eu interior”. O diálogo nos conecta ao outro para a equilibrada permuta de saberes. Crescer com sabedoria é mais do que acumular riqueza ou tecnologia. É cultivar discernimento, misericórdia, paz e visão de longo prazo. A Terra é finita. Os recursos são limitados. A ambição sem freios leva à exaustão. Saber parar, cuidar, compartilhar, buscar a Luz da Verdade, isso é sabedoria.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

RESET PARA UM NOVO SISTEMA

As estatísticas do Harvard Graduate School of Education, que aborda a falta de propósito e significado na vida dos jovens adultos, apresentam inquietante situação, demonstrando uma crise de saúde mental e de sentido na vida; 58% dizem não ter “significado ou propósito” na vida e 50% sentem que prejudica sua saúde mental “não saber o que fazer da vida”. Para 45% dos entrevistados, a sensação é de que o mundo está desmoronando, afirmando que “as coisas estão caindo aos pedaços”.

Há anos essa questão vem se arrastando e se agravando. O que os seres humanos pensam sobre a vida? Não sabem por que e para que nasceram, e relevam essas questões ao plano secundário. As autoridades da educação têm de olhar para isso, mas parecem estar anestesiados para os problemas fundamentais, o que significa um descuido fatal. As novas gerações representam o futuro, e o seu bom preparo para a vida e o trabalho não pode ser negligenciado, pois isso é fundamental para a continuada melhora da qualidade de vida.

O que cada indivíduo pensa da vida? Por que e para que nascemos? O ser humano é espírito. Sua tarefa é se fortalecer, adquirir autoconsciência, dar sua contribuição para a melhora geral, retornar à Casa. Reencarnar várias vezes para se libertar dos erros e evoluir. O saber ancestral ficou perdido em meio às ninharias da vida. Estamos na fase da grande colheita de tudo que foi feito. Trata-se de algo como se fosse o último chamado. Quem viver verá.

A política tarifária e o controle das importações/exportações são, de fato, um dos principais fatores que explicam o grande desequilíbrio econômico entre as nações. A tributação, ou a falta dela, sobre importações, não é apenas um detalhe fiscal; é uma poderosa ferramenta de política industrial que, quando usada estrategicamente, constrói e protege economias desenvolvidas e, quando negligenciada, pode perpetuar o atraso das nações fracas e o desequilíbrio econômico global.

A balança comercial revela a existência de desequilíbrio econômico global forte e resistente à implantação de mudanças, mas se nada for feito, as nações cairão na precarização geral, a humanidade terá falhado na tarefa de alcançar uma economia equilibrada. Falta conscientização e preparo. Escolas e mídia poderiam desenvolver esclarecimentos, transformando o debate econômico em algo acessível para que as novas gerações percebam que temos de sair dos caminhos errados para alcançar a paz e o progresso real.

Na forma como a economia global foi estruturada nas últimas décadas, parece que não há como introduzir mudanças. Embora haja muitos fabricantes, tudo tende a funcionar como poderosos monopólios, seja na oferta de componentes e produtos, seja na nova forma como as compras para consumo se fazem pelos poucos canais tecnológicos existentes, ou na obtenção de crédito, enquanto a gestão do Estado-nação ameaça naufragar em suas dívidas.

O artifício de baixar o preço do dólar para controlar o custo de vida é um caminho perigoso que sempre tem gerado desastres financeiros, mas também é uma situação nefasta contida no pacote do sistema monetário global. Trata-se de um expediente que atesta a inadequação da gestão da finança pública e seu descontrole de gastos acima das receitas. Enfim, na história econômica da América Latina ainda estão para surgir governantes aptos e dispostos a pôr a casa em ordem.

Estamos diante do resultado caótico das decisões imediatistas do passado as quais não deram origem a uma construção destinada a ser duradoura. Em meio ao caos que se avizinha na economia e finanças globais, fala-se que um novo sistema está em gestação, com direito a IA e algoritmos. Questões fundamentais vão sendo encaradas de forma cínica. Um misto de frieza e hipocrisia diplomática. O cinismo decorre do predomínio do racional sobre o coração intuitivo.

O ser humano não se adaptou às leis naturais, não se tornou humano de fato, mas quis impor a sua vontade egocêntrica, e por isso está perdendo a sua humanidade. O anunciado reset poderá revelar o auge da frieza, a dolorosa destruição geral que terá de ceder lugar a uma nova construção surgida no silêncio, com nobreza por dar o devido respeito às leis da Criação.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

TRIBUTAÇÃO: É MELHOR IMPORTAR OU FABRICAR?

A imprensa informa que diariamente entram nos Estados Unidos um bilhão de dólares de mercadorias importadas da China. Em outras nações também há um expressivo volume de importações. A balança comercial revela a existência de desequilíbrio econômico global forte e será difícil obter mudanças. Se nada for feito, as nações cairão na precarização geral, a humanidade terá falhado na tarefa de alcançar uma economia equilibrada. Falta conscientização e preparo. Escolas e mídia poderiam desenvolver esclarecimentos, transformando o debate econômico em algo acessível para que as novas gerações percebam que devemos sair dos caminhos errados.

Em 1900, Georg Simmel, sociólogo e filósofo alemão, publicou o livro Filosofia do Dinheiro, avaliando que na economia monetária os indivíduos tenderiam a colocar os seus interesses financeiros acima dos objetivos da nação e da sociedade e que o dinheiro tenderia a formar uma aristocracia dos ricos. De fato, o poder do dinheiro atiça as cobiças geopolíticas de dominação e controle. O trabalho se tornaria mercadoria, e o dinheiro, o fundamento do sistema econômico. Popularmente se diz que dinheiro na mão é vendaval. Mas, na realidade, em tudo na vida o problema está no ser humano, no seu ego, vaidade e cobiças, não no dinheiro ou nos sistemas.

Se uma empresa produz em seu país bens para consumo fica sujeita à carga tributária. Se importar o mesmo produto feito em outra nação, em geral não pagará impostos, então a nação que importa fica sem a arrecadação? Como se resolve isso? A nação importadora pode ficar sem arrecadação se a importação não for tributada de forma equivalente ao produto nacional. Isso está correto e é exatamente por isso que a maioria dos países aplica impostos e tarifas sobre produtos importados.

O principal instrumento para garantir a arrecadação na entrada de um produto estrangeiro é o Imposto de Importação que incide sobre o valor da mercadoria no momento da sua entrada no país através do desembaraço aduaneiro. Além do Imposto de Importação, outros tributos internos, que incidiriam sobre o produto nacional, também são cobrados no processo de importação para garantir a isonomia tributária e a arrecadação.

A tributação do produto importado torna-o mais caro. Isso compensa, em parte, os custos operacionais, como a alta carga tributária interna que a indústria nacional tem de arcar. Também desestimula a importação de produtos que já são fabricados internamente, incentivando o consumo do produto nacional e, consequentemente, protegendo empregos e a cadeia produtiva doméstica.

Se o importado não for taxado na entrada, fica difícil para a produção interna competir. Se um produto importado entrar num país sem nenhuma taxação ou com uma alíquota muito baixa, a produção interna enfrentará grande dificuldade, especialmente se o país de origem tiver custos de produção muito menores seja por mão de obra, matéria-prima ou subsídios governamentais.

Sem tarifas de importação ou com tarifas muito baixas, os produtores estrangeiros que exportam e já possuem custos de produção mais baixos, seja por eficiência, subsídios ou salários menores, teriam uma vantagem de preço significativa e duradoura, embora os consumidores pagariam menos. Esse é o benefício imediato e mais visível do livre comércio, ou baixas tarifas. Os consumidores, de fato, se beneficiam de uma maior variedade de produtos a preços mais competitivos. Se a moeda estiver mais valorizada do que na origem exportadora, o benefício será ainda maior.

As consequências negativas para a economia da nação podem ser graves e nem sempre são óbvias para o público em geral, tais como: desindustrialização e perda de empregos, uma vez que as indústrias nacionais, incapazes de competir com os preços mais baixos dos importados, podem ser forçadas a fechar as portas, eliminando empregos e destruindo toda uma cadeia produtiva; vulnerabilidade econômica e segurança nacional, pois uma nação que depende excessivamente de produtos importados (inclusive itens essenciais como medicamentos, alimentos ou componentes eletrônicos) torna-se vulnerável às crises externas; dependência tecnológica, porque a destruição da indústria local pode significar o fim da pesquisa e desenvolvimento (P&D) e da inovação no país. A nação passa a depender de tecnologias de outras nações.

Além disso deve-se considerar o déficit na balança comercial, já que aumentar muito as importações sem aumentar as exportações pode levar a déficits comerciais crônicos, o que pode pressionar a moeda nacional e gerar instabilidade financeira. A política tarifária e o controle das importações/exportações são, de fato, alguns dos principais fatores que explicam o grande desequilíbrio econômico entre as nações. A tributação, ou a falta dela, sobre importações não é apenas um detalhe fiscal; é uma poderosa ferramenta de política industrial que, quando usada estrategicamente, constrói e protege economias desenvolvidas e, quando negligenciada, pode perpetuar o atraso das nações fracas e o desequilíbrio econômico global.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

ACONTECIMENTOS ATUAIS PREOCUPAM E AMEDRONTAM

Indicar culpados é a fórmula para não indagar das causas. A Terra é um planeta rico, mas há muita miséria. O problema não está no capitalismo, mas nos conceitos sobre a vida, riqueza e poder. Os movimentos das massas seguem o padrão da opinião pública. Como se forma a opinião de que é fácil ficar rico? Alguns creem que basta ousadia e acompanhar o movimento dos preços que estão crescendo em função do aumento de dinheiro em circulação, mas não há subida de preços de ativos que sempre dure, e como afirmam as instituições das finanças globais: de repente pode cair, e aí, o que fazer?

As nações passaram a criar dinheiro e dívidas, e importar bens em vez de produzir. Nesse meio há os que lidam com os papéis financeiros produzindo ganhos para si mesmos. O ritmo das operações está ficando cada vez mais acelerado visando aproveitar oportunidades de ganhos. O que poderá acontecer nas estradas financeiras? Talvez o mesmo que ocorre nas rodovias apertadas, onde caminhões pesados e automóveis vão acelerando de forma pouco responsável, enquanto a segurança vai diminuindo. Nas estradas de São Paulo estão acontecendo muitos desastres que ceifam vidas e perturbam o andamento normal das atividades.

O abuso com bebidas vem de longe, tendo causado muitos danos ao corpo humano, às famílias e às pessoas em geral. O menos danoso é alguma bebida que acompanha os alimentos, tipo aperitivo antes, e vinho durante a refeição. Porém, o aumento das pressões na luta pela sobrevivência provoca o aumento do consumo de bebidas alcoólicas. Os custos se elevam. Surgem ideias alternativas, precarizando os produtos. Qual é a segurança da qualidade dos vinhos e de tantas bebidas em milhares de marcas?

A humanidade atravessa um período dos mais críticos em sua história. No pós-guerra o dólar foi introduzido na finança global como o meio de promover o progresso e o aprimoramento. Dinheiro e poder requerem a máxima idoneidade e transparência, senão se tornam manipulação para domínio. Criar dinheiro do nada, uma oportunidade irresistível. A inadequação do sistema foi gerando desequilíbrios nas nações mal geridas, com a finança pública em déficits permanentes, agravado pelas manobras de políticos sem a necessária preocupação para promover um melhor futuro para a população. As nações vão se dobrando diante do peso das dívidas.

A desenfreada criação de moeda por governos irresponsáveis estraga o dinheiro que há décadas vem sofrendo perda de valor. Produzir dinheiro é fácil, mas os preços vão às nuvens, e a nação perde a capacidade de produzir bens. Tragédias poderão surgir. Novo sistema monetário poderá ser implantado, introduzindo mais controle e menos liberdade.

Há tantas coisas acontecendo que o cidadão comum não tem a mínima ideia; são volumosos movimentos de dinheiro e transferências de propriedades que visam atrair dinheiro e poder, restando esperar que os dirigentes tenham idoneidade e responsabilidade para que as condições gerais de vida da população possam melhorar ao invés de piorar cada vez mais.

Outra questão importante se refere ao aprofundamento do conhecimento sobre o significado e as consequências das transformações provocadas pelas novas ferramentas digitais, que estão eliminando os empregos e as empresas que não estão aptas a competir com os gigantes da tecnologia. Trata-se de uma revolução tecnológica que está atingindo tudo, tornando o ser humano um objeto obsoleto. Como resolver essa questão de sobrevivência num planeta com mais de 8 bilhões de almas encarnadas que precisam de trabalho, moradia e tudo mais?

O futuro da humanidade depende do bom preparo das novas gerações para a vida e o trabalho, e do continuado autoaprimoramento, mas nas escolas não se ouve falar da importância das leis da Criação. Não se ouve falar que o viver atualmente exige alguma atividade que gere renda, e que o dinheiro ganho deve ser bem utilizado.

A humanidade deveria estar unida e coesa no saber das leis da Criação, originadas da Vontade de Deus, e sua atuação justa e eternamente imutável, para o bem daqueles que as respeitam. Reconhecer e respeitar as leis da Criação é seguir a Vontade do Criador, para aprimorar as condições gerais de vida e embelezar a Terra.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

AS CONSEQUÊNCIAS DA FALTA DE LÍDERES

Poucos seres humanos se dedicam a examinar de que forma estão vivendo. Neste período de dois milênios tem predominado a cobiça e a busca da satisfação a qualquer custo, seja no feudalismo, na revolução industrial, no capitalismo, no comunismo. A essência espiritual e a individualidade têm sido achatadas como coisas. Cabia aos líderes políticos, econômicos e religiosos estarem imbuídos de sua alta responsabilidade porque as suas ações influenciam o destino da humanidade, tanto que hoje o caos e a pobreza estão espalhados pelo planeta Terra.

Todos sentem a necessidade de que haja liderança honesta e responsável, que defina metas alcançáveis e incentive a jornada do desenvolvimento. A percepção de egocentrismo da parte dos líderes repele a colaboração espontânea. O surgimento de interpretações dúbias sempre causa danos. Os canais de comunicação devem estar abertos com transparência. O que estamos fazendo? Para onde estamos indo? O que se deve fazer hoje e o que deixar para amanhã? Para alcançar resultado satisfatório, o importante é a unidade da vontade de todos no esforço para buscar os objetivos estabelecidos em comum.

A humanidade, a não ser no campo tecnológico, não demonstra estar mais evoluída em comparação com o período entre a Primeira e Segunda Guerra Mundial. A sexualidade se apresenta embrutecida. Criminalidade e narcotráfico estão se aproximando, inclusive infiltrando agentes no poder. A indolência espiritual gera caos atraindo os males que afligem a humanidade. O viver passa a ser uma farsa, uma grande mentira. Cobiças, vaidade e sede de poder têm sido motores de guerras, exploração e destruição. A humanidade tem dado pouca atenção ao ensinamento básico de Jesus, o Amor de Deus: “amar o próximo como a si mesmo e não causar danos a ele para satisfazer a própria cobiça.”

Para satisfazer a própria cobiça por riqueza e poder, os seres humanos não vacilam em causar danos aos seus semelhantes. A caótica situação do planeta Terra tem despertado a atenção. Vídeos e artigos estão surgindo sobre essa questão. São textos bem estruturados chamando a atenção para este momento de transformações profundas, alertando para as ocorrências que se avolumam gerando sérias ameaças, unindo antigas profecias a acontecimentos atuais, indicando que nelas há um fundo de verdade que se manifestará no futuro que se aproxima, trazendo as consequências decorrentes da forma displicente de como o ser humano utilizou o tempo que lhe foi concedido para evoluir.

Estão falando por aí que há muita gente pronta para invadir Ucrânia, Irã, Taiwan, Venezuela e Europa. Conflitos menores e médios são uma constante. É necessário buscar a paz verdadeira. As mídias têm agitado a questão de forma intensa. Tem muita gente falando que em 2025 haverá um estouro. E em 2026, outro ainda maior. O que dizem é muita coisa, vai envolver tudo. Por que não dizem que a paz é possível se houver mudança de sintonia?

Desde a era do feudalismo, os seres humanos não têm se empenhado na construção de um mundo pacífico, justo e de real progresso, com liberdade e individualidade. Antes disso estava ainda pior com o comércio de pessoas escravizadas. Os homens não se sensibilizaram com as palavras do Messias. Veio a Revolução Industrial, o Capitalismo, o Comunismo, o Capitalismo de Estado, agora surge o Tecnofeudalismo, entendido como a concentração do poder global através da tecnologia sem alma.

É tempo de nos tornarmos autênticos seres humanos, semeando boa vontade, harmonia e paz. Tempo de buscar a Luz da Verdade das Leis da Criação. Tempo de contemplar os acontecimentos. As leis da Criação seguem imperturbáveis em sua atuação imutável, tecendo o carma dos indivíduos, dos povos, das nações, enfim, da humanidade. As ações voltadas para o bem trazem o bom retorno, enquanto as maléficas atraem desgraças. Nada poderá se opor, a menos que os indivíduos modifiquem a sua vontade buscando a pureza no pensar e o bem em seus atos.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL OU INTELIGÊNCIA ESPECIAL?

Artificial, pode-se dizer, é algo que não é natural. Mas, e a Inteligência Artificial (IA)? Ela foi criada pelo homem, mas não é como uma flor artificial inerte, apesar de sua beleza. Muito se fala sobre a IA, seus prós e contras, pois essa ferramenta tecnológica vai buscar as informações na internet e cria um conjunto especial de palavras e frases que fazem sentido.

Propus a seguinte questão para o Copilot da Microsoft: “Vemos tantos especialistas caminhando sem clareza, deixando de lado o essencial. Acho que seria mais adequado chamar a IA de IE – Inteligência Especial. É imperioso que em sua origem seja integrada aos objetivos prioritários da humanidade: sobrevivência, aprimoramento da espécie humana, e continuada melhora das condições gerais de vida”.

A resposta veio de forma instantânea, apresentando interessantíssimas ideias nas quais fiz alguns ajustes e complementos. Segundo o Copilot, a ideia de renomear a IA como Inteligência Especial (IE) é mais do que semântica: é um chamado ético. Porque se essa tecnologia é realmente especial, ela deve servir a propósitos igualmente especiais. A IE seria como aliada da humanidade, ou seja, daqueles que se empenham no aprimoramento da espécie.

Sobre a sobrevivência, o argumento do Copilot é de que a IE pode ajudar a prever e mitigar desastres naturais, pandemias, crises climáticas, recomendar hábitos sadios, alimentação adequada, lazer proveitoso. Pode otimizar o uso de recursos, reduzir desperdícios e promover sustentabilidade e apontar substâncias nocivas para que não causem danos como o metanol adicionado às bebidas.

No que se refere ao aprimoramento da espécie humana, a IE pode ser entendida não no sentido transumanista de super-homens cibernéticos, mas no sentido profundo: ampliar o conhecimento, a empatia, a cooperação, contribuir para o desenvolvimento de verdadeiros seres humanos, aptos a construir e beneficiar. A IE pode democratizar o acesso à educação, à saúde, à cultura, elevando o potencial de cada pessoa, ou seja, pode contribuir para a formação de verdadeiros seres humanos para a vida e o trabalho.

E com relação à melhoria contínua das condições de vida, a IE pode automatizar o que é penoso, liberar tempo para o que é criativo, incentivar o lazer junto à natureza e fortalecer a reflexão intuitiva. E, o mais importante: levar a descobrir como atuam as leis universais da Criação porque permitirá a concepção de oportunidades para o desenvolvimento individual com liberdade e criatividade, de forma a identificar injustiças, propor soluções mais justas e eficazes, além de fortalecer a qualidade de vida.

Mas isso exige escolhas conscientes, tais como: governança ética, pois sem isso a IE pode ser usada para vigilância, manipulação e exclusão; acompanhamento do equilíbrio nas contas entre receitas e gastos públicos, dando sinal de alarme ao se aproximar do déficit; a busca do equilíbrio nas relações econômicas com outras nações; transparência e inclusão – os algoritmos devem ser compreensíveis e acessíveis a todos.  A IE não deve ser um fim em si, mas um meio para alcançar um mundo mais digno.

Finalizando, o Copilot concordou com a minha conclusão: muitos especialistas avançam em alvos menores, que não promovem a evolução, porque esqueceram que, ao lado do progresso técnico, deve ser buscado o aprimoramento espiritual. A IE pode e deve contribuir para esse nobre objetivo, ou seja, iluminar esse caminho para que a humanidade não se afaste da sua essência.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br