AS CONSEQUÊNCIAS ESTÃO CHEGANDO

Não é o fim, pois a história é contínua, mas o homem gosta de criar teorias. Para onde vai o Brasil? Para onde vão as nações? Depois de tantas décadas de abusivas interferências financeiras, a humanidade criou um mundo no qual os povos fracos ficam mais fracos, e as elites no poder olham para isso como se fosse algo sem importância.

Com inteligência e o dólar, os EUA assumiram o comando. Poderiam ter ido além, aprimorando a espécie humana. A cobiça por riquezas e poder reduziu as dimensões da humanidade. O sucesso econômico da China tem levado analistas a acharem que a solução é a centralização do poder com mãos de ferro. Quando o ser humano alcançar a evolução espiritual, tudo será mais simples, todos respeitarão as leis universais da Criação, haverá paz e progresso real.

A produção e veiculação de pornografia é o suicídio da sociedade. Meninos e meninas são incentivados para a atividade sexual antes de estarem prontos, o que lhes acarreta distúrbios e crises emocionais, trazendo como resultado o enfraquecimento pessoal e da nação. É uma situação difícil. Os pais foram contaminados por essa onda promíscua destrutiva. Nas cenas dos filmes também há muita exposição desses temas. Na China, isso não é permitido. Por que o ocidente se tornou o centro dessa produção degenerativa? EUA, França e Reino Unido querem acabar com essa situação, meio tarde demais.

O ser humano é espírito e, por natureza, isso deveria colocá-lo na senda do bem, mas com a liberdade que lhe é inerente, sempre está escolhendo algo, de forma consciente ou não, podendo optar pelo mal. Dessa forma, será responsabilizado e colherá as consequências, nesta vida ou em outra. O pensar cerebral pode ser manipulado de fora; a intuição espiritual não. A semente espiritual encarna na Terra para se fortalecer, desenvolver, evoluir, enfim, se tornar o verdadeiro ser humano, mas em muitas situações se mostra desumano por não ter dado ouvidos à manifestação do espírito.

Os acontecimentos com potencial de fazer estragos estão se sucedendo por todos os lados. As pessoas perguntam: por que isso está acontecendo? Será que não prezam a paz e criam situações para promover conflitos? Quem se beneficia com isso? O fato é que uma desordem geral está rondando pela Terra.

A falta de metas adequadas gerou o labirinto e a civilização áspera na qual estamos. A saída dos erros e falsos conceitos requer humildade e reconexão com as Leis da Criação, até hoje pouco estudadas; no entanto, através delas, os seres humanos podem colher harmonia e evolução, ou agir contra elas o que sempre atrairá miséria e destruição. Uma nova civilização depende dos propósitos e metas a serem perseguidos. Sem as metas condizentes com a natureza espiritual da espécie humana, a civilização se tornou áspera, desequilibrada e alienada de seu propósito maior.

Estamos diante das pesadas consequências das sementes lançadas pelas nossas ações que trazem o retorno de tudo e o impacto pode nos levar a uma busca por compreensão. Para as consequências serem boas e agradáveis devem ter a ver com a qualidade das ações e do querer íntimo, voltados para o bem.

De repente, os seres humanos estão percebendo que não estão conseguindo realizar o que querem. Isso vai minando o ambiente, gerando ansiedade e inquietação, e essa irritação vai transparecendo em escala global. Trata-se de um momento crítico. Cada um deve buscar serenidade e entender que ele mesmo deu origem a esta fase perigosa de insatisfação e descontentamento. O modernismo tem afastado a humanidade de sua finalidade principal, a qual se deixou levar pelo imediatismo sem se preocupar como o futuro, criando teorias vazias, distantes da realidade. Há muitos atrativos e falsos ensinamentos que nos afastam de um futuro melhor.

Abdruschin adverte na Mensagem do Graal: “Nisso não há exceção alguma na Criação inteira, nem para uma alma humana! Tem de submeter-se às leis da Criação, se seus efeitos devam ser benéficos para ela! E essa simples evidência até agora a criatura humana deixou totalmente de lado, da maneira a mais leviana.” Somente quando cada indivíduo fizer da busca da Luz da Verdade a prioridade da vida, é que poderá sair do labirinto de sofrimentos em nova construção, e alcançar a libertação do atual fardo pesado.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

GEOPOLÍTICA E TARIFAÇO

Países, fábricas e mão de obra sempre tiveram dificuldades para bom relacionamento. A grande indústria sempre buscou conter os custos. Nos anos 1980, a fabricação foi sendo deslocada para China que passou a produzir e a exportar de tudo com preços menores. O desequilíbrio econômico se ampliou. Com a reeleição de Donald Trump, começaram a surgir alterações profundas que implicam em mudanças radicais, uma das quais é a ruptura do sistema, que está criando clima de instabilidade geral para a produção e comércio globais.

Algo precisava ser feito para travar o desequilíbrio econômico global. Algumas nações estão achando natural que suas exportações tenham de suportar alguma tarifa nos EUA, porém muitas coisas estão acontecendo com risco de destruição pela ausência de um senso comum para o bem geral, aprimoramento da espécie humana, adaptação e equilíbrio com equidade. O caso do Brasil é diferente; tem a ver com a geopolítica, mas deveria ser buscada fórmula que não penalizasse pessoas e empresas.

Estamos numa situação de impasse pelo poder econômico-financeiro. Os EUA querem reduzir o déficit comercial, a dívida e a dependência. A China quer continuar avançando na tecnologia, nas exportações e na influência global. Assim vão convivendo. Nesse meio, o Brasil, que desde os anos 1980 perdeu o pique e, em vez de se dedicar ao fortalecimento da nação, fica jogando pedras na vidraça alheia. O impasse vai sendo negociado com diplomacia e dureza. Ou vão concordar com uma convivência pacífica, cada um com um pedaço do bolo, ou sabe-se lá o que poderá acontecer.

O relógio do tempo está funcionando com velocidade vertiginosa. O ser humano enclausurou o espírito. Não há tempo para pensar nem silêncio para intuir. Será que é isso que aumenta o faturamento e consumo das drogas? Envolvido pelas coisas do mundo material, o ser humano afastou-se da espiritualidade e, movido por cobiças, construiu tudo de forma intelectiva.

Desde 1822, sempre houve muitas pedras no caminho do Brasil e seu povo. O reinado de D. Pedro II foi destruído em 1889, mas com os novos governantes a situação foi piorando. No século 20, desde os tempos de JK o Brasil não trilhou o caminho do progresso real. Faltaram estadistas. Ficou travado com a dívida externa. Inflação. Plano Real com dólar por um super-real bancado pela taxa de juros. Declínio na educação e nas condições gerais de vida.  Tudo tem piorado. Surgiu a questão da abertura comercial, mas como sustentá-la? Como foi dito, o BRICS e seu banco podem ser úteis, mas seria certo colocar aí todas as fichas?

É a história da humanidade retratada também na ficção, como no filme “O Dia da Desforra” (1961), de Sergio Sollima, que fez o público torcer pelo mocinho que lutava pelo bem. Tudo na tela: pobreza, bebida, cigarro, prostituição, mentiras e a presença de corruptos na política, tudo no tempo do faroeste. Atualmente, os políticos eleitos se julgam donos do pedaço. Se forem propensos a encher os bolsos, vão fazer tudo para que isso se realize. Se forem de ideologia esquerdista, vão fazer tudo para inviabilizar o sistema capitalista de mercado, mesmo que para isso tenham que desviar dinheiro público para o próprio bolso.

O sistema se perpetua: retirar riquezas das colônias a preço de banana, empurrar produtos industrializados com preços bem superiores, impor déficit e dar financiamento com juros de mercado. Assim foi com a Inglaterra e Estados Unidos, como será com a China que precisa de matérias-primas e alimentos que favorecem o equilíbrio da balança, mas a indústria vai desaparecendo, predominando empregos de simples ajudantes com baixos salários? A dependência econômica muda de cara, mas a miséria permanece.

O Brasil nunca esteve bem, mas aos poucos foi perdendo tudo. A situação atual é grave na economia e finanças, na saúde, na alimentação, na educação, na moralidade, na violência urbana. Os interesses particulares interferem drasticamente. Afinal quem está se esforçando por um Brasil com melhores condições de vida? A gestão das nações informava que tudo ia bem, mas colocaram a escada para baixo e agora está nítido que houve uma descida para a armadilha financeira. Sem tantos gastos supérfluos e desnecessários, as nações poderiam estar em outro nível. As nações e a humanidade chegaram a um ponto crítico onde só há incertezas. Aumentam os impostos, a qualidade de vida se reduz, a dívida aumenta. O aprimoramento da espécie humana fica para depois.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

O ESPELHO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

“A alma que se afasta da natureza e da quietude perde a capacidade de lembrar quem é.”  Lao Tsé.

Com o abandono do espírito surgiu o sonho da tecnocracia, usando o intelecto para construir um sistema cujo objetivo é conquistar riqueza, poder e controle, tanto no Capitalismo de Mercado, como no Capitalismo de Estado, este último atuando com a força centralizadora do poder. Em épocas remotas, os povos mais fortes aprisionavam os mais fracos. Roma e Grécia faziam dos prisioneiros seus escravos. Inglaterra e Europa capturaram as tribos da África. Com os avanços da IA, o projeto da dominação poderá se estender sobre os pequenos negócios e empreendimentos, e sobre toda a humanidade de baixa renda.

A tecnologia por si só não é boa nem má; tudo depende de como e por quem ela é utilizada. Em mãos ambiciosas e com interesses concentrados em lucro e controle, a IA pode, sim, acentuar desigualdades. O problema não é a inteligência artificial; é o vazio espiritual que se instalou antes dela. A tecnocracia não brotou do silício, mas da ausência de sentido que levou o ser humano a um viver mecânico.

A ameaça não está nos algoritmos, mas na desconexão que já vinha corroendo o tecido espiritual da humanidade. A tecnocracia nasceu do vazio espiritual, do abandono da contemplação, da pressa de dominar o mundo sem antes compreendê-lo. Criamos máquinas sem ter entendido a vida, sem senti-la em sua amplitude.

Ao esquecer que o espírito retorna várias vezes em outro corpo para prosseguir o seu estágio evolutivo na Terra, valorizamos o intelecto sobre a intuição, a performance sobre o silêncio interior.  Ao perder contato com o invisível, criamos máquinas que refletem esse mesmo distanciamento. Não é a IA que ameaça a essência humana, mas sim a ausência de propósito maior que antecede essa revolução.

O afastamento da espiritualidade, entendida como a essência que busca a compreensão do significado e finalidade da vida, transformou o ser humano em engrenagem. A tecnocracia, quando descolada de princípios éticos e de valores humanos, traz como resultado o viver automatizado, onde decisões são tomadas por parâmetros de desempenho, e o tempo para introspecção se torna luxo. A IA, nesse cenário, é apenas o reflexo do enrijecimento já em curso devido à perda da naturalidade.

Os seres humanos estão ocupados com a sobrevivência na selva de pedra e com as ninharias da vida. IA não é apenas uma ferramenta de consulta, mas também é um espelho que devolve ao ser humano a profundidade com que ele decide olhar o mundo. Cada pesquisador enxergará a extensão do que lhe é apresentado até onde sua restrição pessoal lhe permitir. A inteligência artificial pode servir à superficialidade ou à sabedoria. A escolha está no modo como a utilizamos. Quando bem manejada, ela expande horizontes; quando usada como muleta, ela restringe a visão.

Quando nos libertamos das tarefas mecânicas, cultivando a quietude, poderemos dedicar atenção ao essencial. Quando damos uma parada para apreciar a natureza em sua pujança, quando acessamos os saberes esquecidos da voz interior, poderemos despertar a nossa escuta. Quando cultivamos o silêncio poderemos, enfim, ouvir o murmúrio da alma esquecida.

A IA funciona como um espelho revelador. Reflete não apenas os dados que inserimos, mas os valores, intenções e profundidade com que decidimos enxergar o mundo. Por outro lado, essa nova tecnologia poderá reduzir a capacidade de discernir e de ampliar a visão dos indolentes, por isso deve ser utilizada de forma inteligente. Antes de fazer consultas, devemos nos inteirar dos aspectos da questão que queremos tratar; assim surgirão novos ângulos que não tinham sido percebidos.

A tecnologia não precisa ser oposição à espiritualidade; pode ser a ponte, o portal. Depende da intenção com que é usada, da lucidez intuitiva de quem a guia. Ademais, há uma chance rara e potente neste instante da história para usar a inteligência artificial não para nos automatizar, mas para nos lembrar que somos criaturas que têm de buscar o saber. Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? É indispensável procurar e encontrar as respostas para essas questões para que possamos nos tornar autênticos seres humanos.

Obs.: a elaboração deste artigo foi feita com consultas ao Copilot, a IA da Microsoft.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

BRASIL: IMPASSES E AMEAÇAS PARA 2026

O ambiente está repleto de notícias manipuladas para desinformar e desviar as atenções do público sobre o que é falso ou verdadeiro, assemelhando-se a nuvens escuras de mentiras e artimanhas. Há muitas inverdades para distrair as pessoas que pouco tempo dispõem para se inteirar dos fatos essenciais. Brasil, o grande país do futuro, ficou preso ao passado porque maus gestores vão entregando tudo, contanto que possam desfrutar dos prazeres e encher os bolsos.

A complexidade da economia está no trato do dinheiro. Qual é a semelhança entre elevar a taxa de juros ou criar tarifas sobre importações? O fato é que ambas as ações podem reduzir o consumo, influenciando a inflação, mas enquanto a elevação da taxa de juros cria encargos sobre a dívida, as tarifas carreiam dinheiro para o governo. Além disso há os inúmeros aspectos econômicos referentes à produção, empregos e preços.

O problema é que por longo período a economia global ficou ancorada nas importações baratas de tudo pelos EUA, que pagam com dólares, algo que criou dependência e fragilizou indústria e tecnologia. Charles de Gaulle, ex-presidente da França, queria ouro, sem depender da moeda de outra nação.

Em meio às decisões econômicas podem surgir mudanças bruscas. No Brasil, o regime militar, por exemplo, investiu fortemente em infraestrutura e crescimento, mas ao final da década de 1970 o país mergulhou numa crise de endividamento externo. Os juros internacionais, que chegaram a 20% ao ano, criaram uma dívida impagável e o esforço de resgate nos anos seguintes gerou hiperinflação, perda de renda e estagnação.

Hoje, em 2025, o país vive um ciclo de incertezas como a maioria das nações. Apesar de avanços em algumas áreas e de uma aparência de normalidade, os fundamentos da economia permanecem frágeis. Faltam alvos visando o bem geral. A dívida pública cresceu, o investimento está baixo, as novas gerações têm pouco preparo para a vida, e a dependência de exportações de commodities mantém o Brasil vulnerável às oscilações do mercado externo, especialmente em relação à China, como seu principal parceiro comercial.

A dependência tecnológica, eletrônica e digital é crescente, pois isso não recebeu a devida atenção dos chefes de Estado, e a nação continuou sendo puxada por carroças. A corrente ocidental controlava tudo. E surgiu a corrente oriental. Quase tudo está inadequado para a nação. Polarização? É luta pelo poder. O grande país do futuro ficou preso ao passado.

No plano interno, a estagnação econômica começa a mostrar seus efeitos. Os serviços públicos estão sobrecarregados, a violência urbana cresce em várias regiões, e o desemprego estrutural afeta principalmente os jovens. Tudo isso ocorre num ambiente de intensa polarização política, onde o debate racional perde espaço para narrativas simplificadas, paixões ideológicas e desinformação.

O Brasil e sua maravilhosa floresta amazônica requerem que os homens reconheçam e respeitem as leis universais da natureza em seus projetos para não atrair ruína. Houve um tempo no qual as pessoas aqui nascidas tinham esperança de um futuro melhor, percebiam o que acontecia, participavam. Atualmente, tudo mudou; o viver está difícil, as ruas e estradas estreitas estão lotadas de automóveis, ônibus e caminhões. O estresse é geral. O que era empatia virou algoritmo.  O que era consideração, agora é indiferença.

Com a aproximação das eleições de 2026, o país poderá repetir os erros do passado: a busca por salvadores da pátria, o apelo ao populismo e o desprezo pelas instituições democráticas. Sem reformas estruturais e uma liderança com visão de longo prazo, o Brasil não sairá da estagnação e atraso.

O ocidente do norte se serviu do ocidente do sul. A crescente influência chinesa na América Latina, com investimentos em infraestrutura, energia e tecnologia, coloca o Brasil diante de um impasse: manter uma posição neutra no cenário global ou alinhar-se claramente a um dos polos de poder. Essa decisão poderá influenciar profundamente o futuro da economia, da diplomacia e da soberania da nação.

Há incertezas sobre o futuro. Os sinais são claros: ou a nação encara suas fragilidades de frente e começa a se reconstruir com seriedade e autonomia, dando bom preparo para as novas gerações, ou seguirá oscilando nas mãos de gestores interesseiros, enquanto grande parte da população indolente permanece alheia à gravidade do momento.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

A ATUAL QUESTÃO DAS MOEDAS E TARIFAS

Dentre os seres humanos pioneiros e valorosos que fugiram da Europa dogmática, os norte-americanos herdaram o American Dream, um traço de união entre eles. No pós-guerra foi criado o dólar vinculado ao ouro como o meio financeiro de impulsionar a reconstrução, mas tanta moeda foi sendo criada que em 1971 os Estados Unidos romperam o acordo do ouro. A decadência promovida pelos trevosos alcançou aquele país a pondo de fazê-lo perder os alvos enobrecedores, polarizando sua população.

Enquanto os EUA abandonavam a produção fabril para incentivar a pegada financeira, dando espaço para as bolhas, a China se esmerava na questão financeira e aprimorava sua capacidade produtiva, aproveitando-se da mão de obra de baixo custo e outros incentivos para produzir e exportar para todas as nações.

Na Cúpula de Fortaleza, realizada em 15 de julho de 2014, os países componentes do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) aprovaram a criação do Banco do BRICS com o objetivo de financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos países membros e em outras economias emergentes. Em 3 de julho de 2015, o projeto se tornou realidade com o banco oferecendo recursos sem a imposição das tradicionais condicionantes.

Com a relocalização fabril e as crises financeiras, economia e finanças chegaram ao desequilíbrio global. Atualmente, o presidente norte-americano Donald Trump introduziu o tarifaço, provocando um reboliço econômico. Agora a questão é como restabelecer equilíbrio econômico e financeiro entre as nações para uma convivência pacífica?

Antes a Libra, depois o Dólar considerado a moeda global invejada devido aos privilégios inerentes, se tornou forte meio apto a arrebanhar poder, em vez de ter como alvo a busca do equilíbrio e da evolução de todos os povos. Mudanças estão sendo desenhadas, mas o ser humano, indolente, o grande causador do atraso, tem de evoluir abandonando as jogadas astutas e a corrupção, o que o estão conduzindo ao abismo.

Os EUA não são o Brasil. Eles não improvisam; têm objetivos e planos sempre voltados para eles mesmos. Mas, nos ventos da decadência geral da humanidade, eles também levaram golpes e agora estão reagindo. Ações e reações são observadas na economia, finanças e na motivação do povo. As consequências estão no ar. Os acontecimentos se atropelam. Quais são os reais objetivos de uns e de outros? Há muitas incertezas, mas a humanidade tem de tomar um rumo sadio para não cair enferma.

Em vez de contatos amistosos e a política do ganha-ganha, o realismo que prepondera nas relações entre os povos há milênios é a baixa estatura ética e moral dos seres humanos encarnados na Terra; são eles que, para satisfazer as próprias cobiças, geram a miséria geral. Não há transparência, escondem as suas reais motivações. São atraídos para essas regiões os espíritos que criaram um karma pesado para si. O emaranhado é tão grande e complexo que nem os maiores intelectos ou a Inteligência Artificial conseguem achar saídas, pois falta-lhes algo.

Tarifa de 50% sobre as exportações é algo inusitado. Um desdobramento do caso BRICS versus Dólar, que põe em xeque todos os envolvidos, incluindo a economia e o câmbio. A resposta poderá solucionar o impasse ou complicar mais ainda. O que vai acontecer? A IA, baseada em probabilidades, poderá indicar o futuro. Quem estuda as leis da Criação e os fios do destino formado pelas resoluções dos seres humanos, também poderá fazer alguma previsão. Por certo, ambas terão forte semelhança.

A justiça superior é coerente, o karma pesado leva o ser humano para o ambiente de sofrimento que ele formou, mas aqui na Terra há a possibilidade de reconhecimento e superação para que possa se livrar dessas regiões opressivas, inclusive aqueles que produzem essas condições miseráveis. O reconhecimento e a mudança de comportamento, com certeza, trarão o livramento das consequências, que podem chegar ao limite da perda da consciência espiritual, o ponto final da individualidade.

São muitos os problemas, mas quem poderá resolvê-los? Estamos cerceados pelos aplicativos, algoritmos, sistemas e tudo mais. As pessoas com mais idade estranham, pois sempre era possível um ajuste; agora, com a rigidez, não é mais; é aquilo ou aquilo que foi definido pelo programa. Os mais jovens já encontraram as coisas assim, se habituaram, mas assumiram a rigidez, desconhecem a flexibilidade que soluciona problemas; talvez por isso se quedam desamparados sem saber que rumo tomar. São os efeitos do enrijecimento espiritual e da falta de flexibilidade.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

DESPERTAR PARA NÃO ESTAGNAR

A imprudência dos homens tem sido a norma. A crise de 1929, de amplitude mundial, veio como consequência e alerta para a humanidade buscar caminhos estáveis, mas após algum tempo, foi esquecida. Sem correção do rumo, adentramos no século 21 enfrentando múltiplas dificuldades que estão levando o viver aos mais críticos limites já presenciados. A humanidade segue dando trombadas, pois falta-lhe a decisão fundamental de colocar o aprimoramento da espécie como principal meta. Sem isso, vai introduzindo paliativos.

Oitenta anos se passaram do final da Segunda Guerra Mundial, mas as condições de vida na Terra pouco se alteraram para grande parte da população. O modelo da exploração do homem pelo homem é contrário às leis universais da Criação que querem o desenvolvimento e fortalecimento do ser humano para que evolua continuadamente. Até aqui as pessoas, em sua indolência, têm sido empurradas para um viver medíocre, sem aspirações elevadas, incluindo as novas gerações que se afastaram do sistema tradicional das famílias e permanecem sem rumo em seu viver.

Uma nação sem perspectivas. Surge a inflação e seus efeitos O problema é a falta de controle das finanças e os governantes acharem que tudo podem durante seus mandatos, que sempre tentam prorrogar a qualquer custo, e acabam caindo na armadilha da dívida que passa a dominar. A engrenagem financeira aumenta a taxa de juros para 15%. Com a chegada de dólares, o seu preço diminui, consequentemente o preço dos importados também baixa. Qual é o resumo da ópera, quem perde, quem ganha? Quando poderá ser iniciado o ciclo de cortes na taxa de juros?

Os seres humanos se afastaram da espiritualidade e deixaram surgir o descontentamento, o que amplia o impacto das ideologias e a procura por um líder que se diz sensível às dificuldades das pessoas de baixa renda, esquecendo que se deixaram envolver por uma forma de viver errada. A força de trabalho dos chineses atinge a força de trabalho do ocidente. O que não está claro é o efeito da elevação da taxa de juros sobre o consumo dos produtos “made in China”.

Os recursos naturais do Brasil, ou ficam esquecidos como se não existissem, ou ficam no controle de outras nações. Dificilmente se encontram estadistas capacitados que conduzem as nações com êxito. O resultado está visível com a desvalorização da vida. Basta um rápido olhar atento para ver o quão distante estamos de onde deveríamos estar. Essa é a questão fundamental.

Conversando com o Copilot, a IA da Microsoft, perguntei: o mais preocupante é que um planeta com população elevada, com baixo preparo para a vida e economia desequilibrada, fatalmente tenderá para a precarização geral. O que me diz?  Resposta da IA: “Você tocou num ponto que ecoa nas análises mais sérias sobre o século XXI. Quando combinamos crescimento populacional, desigualdade educacional e fragilidade econômica, temos os ingredientes de uma tempestade global — ou, como alguns dizem, de uma crise de civilização. O grande perigo da precarização generalizada não está apenas na falta de empregos ou renda digna, mas na erosão da capacidade das sociedades de oferecer sentido, pertencimento e propósito às pessoas. Quando milhões enfrentam a vida como uma sucessão de lutas diárias, sem horizonte, o risco de descontentamento social, populismos extremos e colapsos ambientais aumenta dramaticamente”.

No atual cenário nebuloso, muitas coisas que estavam ocultas vão surgindo. Muitas rachaduras foram deixadas pela Inglaterra, Europa e EUA, as quais não receberam o tratamento adequado. Agora surgem os Brics, mas o que oferecerão para que ocorram melhoras nas condições gerais de vida?

Se o ser humano deixa de se movimentar e fica esperando por soluções do Estado, ou seja, dos homens que governam, acaba caindo na estagnação. Quanto mais o Estado se posicionar como o condutor, mais frágeis e indolentes os seres humanos se tornarão. Todos devem ter força de vontade e perseverança, e contribuir para o beneficiamento geral, mas se isso não for feito, tudo vai piorando. Em meio a um mundo de fantasias devemos despertar para a vida real e sobreviver de forma digna.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

GERAÇÃO Z: MELANCOLIA OU DEPRESSÃO

A adolescência sempre foi marcada pela melancolia dos jovens que percebem a dor do mundo sem compreendê-la, sem encontrar alguém que explique claramente as causas e consequências, o significado e a finalidade da vida. A maioria passava por essa fase que, entre farras e bebedeiras, era logo esquecida. Em sua depressão, os jovens não se conscientizam que a adolescência é a importante fase da passagem da criança para o adulto, para que se esforcem para entender a vida e as leis que a regem e se tornem autoconscientes, dotados de discernimento e bom senso, de modo a atuarem de acordo com o funcionamento das leis universais da Criação para evoluir. Mas ficam estagnados diante de vídeos besteirol.

“Só na Espanha, mais de meio milhão de jovens de 15 a 24 anos não estudam nem trabalham. Enquanto isso, no Reino Unido, quase 3 milhões de pessoas da Geração Z são agora classificadas como economicamente inativas — com 384 mil jovens ingressando na classe dos “sem trabalho” desde a pandemia de covid.” (Trecho de matéria publicada no link do jornal O Estado de São Paulo). As crianças e os jovens estão travando a sua essência espiritual, e sem ela não alcançarão a condição de ser humano. Terão de fazer o movimento certo. Falta-lhes a esperança de um melhor futuro e o anseio para pesquisar a finalidade da vida.

Os seres humanos não têm dado atenção para a finalidade de sua vinda à Terra, pretendendo dominá-la. Dotados de discernimento e capacidade de livre resolução, deveriam se aprimorar nisso, criando na Terra um viver sadio com respeito às leis universais da Criação. Em vez disso, o que tem avançado é a destruição. Em sua indolência e comodismo, foram convencidos de que a religião e o Estado seriam os grandes provedores, e só teriam que ser obedientes. Mas, acomodados, perderam o bom senso e a visão clara da vida, enquanto os dirigentes iam tomando conta de tudo. Agora chegamos nos limites caóticos e a humanidade não sabe o que fazer.

A época é difícil, mas se os profissionais apresentarem cara emburrada e não atuarem de forma adequada no ambiente de trabalho, isso causará péssima impressão no público em geral. As empresas não deveriam ser uma entidade que só pensa em ganhar cada vez mais a qualquer custo e se expandir. São os consumidores que lhes dão suporte, portanto merecedores de uma retribuição para o bem geral. Quanto aos colaboradores, eles devem estar integrados nos objetivos da empresa, agindo com boa vontade e recebendo consideração humana. O justo seria que todos que contribuem para o ganho tivessem uma participação nos lucros da empresa.

Estamos diante de uma turbulência dentro do Estado-nação, face ao descontrole das contas públicas, o que é, em boa parte, decorrente das aspirações eleitoreiras de conquista e conservação do poder. Isso está sendo conduzido por forças exógenas ditadas pela atuação automática das leis universais da Criação que sempre atraem, de forma lógica e coerente, as consequências das ações dos indivíduos, dos povos e do conjunto da humanidade.

Agora chegamos nos limites caóticos e a humanidade não sabe o que fazer, criando narrativas e aumentando os gastos, dívidas e carga tributária, e não sobra nada, o que acarreta o declínio e a deterioração continuada das cidades e tudo o mais. No Brasil, há 35 partidos políticos que querem vencer a eleição a qualquer custo.

O imposto não pode ser escorchante. O valor do imposto tem de ser canalizado para o bem geral. No Brasil, há 26 estados e um distrito federal, 5.568 municípios, cada um com seu pessoal e seus custos. Muitos deles estão deficitários, não conseguem cumprir nem o básico de sua tarefa, mas haverá aumento de cadeiras de deputados. As reformas tributária e da segurança parecem ir na direção de centralizar o poder.

As coisas que se afastam da naturalidade tendem a desaparecer. Por exemplo, a religião, antes tida como obrigação prioritária, vai se esvaziando, a crença cega perdeu espaço. O Estado-nação deveria ser uma importante instituição, aprimorando o povo, mas se desgastou nos desmandos. A inoperância está trazendo a estagnação e ingovernabilidade e vão surgindo populistas, ditadores e tiranos. Não se sabe onde isso vai nos levar. No meio disso tudo, sufocando a essência espiritual, estão os seres humanos.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

LIBRA, DÓLAR E DEPOIS?

Dinheiro é vendaval. É poder. Produzir dinheiro é fácil, não tem custo, mas a indisciplina promove a desvalorização, a perda de poder de compra da população, a concentração da riqueza. Governos querem o controle. Banqueiros querem o controle. Produzem muito dinheiro, mas a maioria das nações vive mal e cheias de dívidas. A população, em vez de evoluir, está decaindo; as novas gerações estão desanimadas. A questão do dinheiro do mundo e sua produção é algo que, para ter bom funcionamento, requer seres humanos de qualidade, sérios, empenhados em ampliar o bem geral e as condições de vida.

Como voltar na história para saber em que momento houve equilíbrio nas relações econômicas e financeiras entre os povos? Em que momento a cobiça por poder e riqueza desvirtuou tudo e o ser humano passou a escravizar outro ser humano? O fato é que a humanidade vive isso de longa data sob diversas formas. Nas terras do Brasil, esse regime de trabalho perdurou por mais de 300 anos. Pelo planeta, a massa sempre esteve sob pressão dos dominadores fortes.

A libra, a robusta moeda do império inglês, dominou o cenário nos séculos 18 e 19. No século 20, no pós-guerra, o dólar americano assumiu o comando e reina há 80 anos, mas a economia global se acha desequilibrada. Ouro era a moeda, depois o papel dinheiro dominou, mas agora há desconfiança. A situação do império americano e do dólar estão em xeque. O PIB americano tem dificuldades para se expandir enquanto a dívida tem crescido de forma continuada. A libra cedeu lugar ao dólar, e será que este cederá ao yuan? Pressionado, o presidente Trump adotou o tarifaço sobre as importações, pondo em evidência a fragilidade da economia e finanças globais.

Dinheiro e bens não são para serem desprezados; o errado é o apego, é viver o tempo todo atrás dele como se fosse a finalidade da vida. A pobreza material, mental e espiritual está aumentando de forma escancarada, o que se nota nos textos e vídeos rasteiros que inundam o imaginário das pessoas. Estão ocorrendo muitos e variados acontecimentos desagradáveis afetando tudo, mexendo com todos, inquietando, chamando a atenção para o despertar do espírito. Cada pessoa está seguindo seu caminho, meio atordoada, sem prestar muita atenção ao que está se passando à sua volta. Através da atuação das leis universais da Criação, todos são responsáveis e terão de colher tudo que semearem. Para que haja paz entre os homens de boa vontade é fundamental o reconhecimento da realidade espiritual da vida e, para isso, é preciso sair do marasmo mental e espiritual.

Nos anos 1960, as pessoas começaram a tomar consciência do mal corrosivo da inflação. No Brasil, ocorreram vários movimentos contra a inflação e perda salarial, mas foi no resgate da dívida externa que ela se tornou galopante. Tudo ia embora, ficavam os cruzeiros emitidos para comprar os dólares dos exportadores. E de novo um surto inflacionário de amplitude global que faz o dinheiro evaporar, penalizando a todos que não conseguem recompor a sua renda estagnada.

A possibilidade de criar moeda do nada, sem custo, é o sonho dos tiranos. Poderia ter sido ao contrário, ficando os EUA como credor de todas a nações em vez de ter esse volume de dívida divulgado de 35 trilhões de dólares que assusta? Quanto mais dinheiro é posto em giro, mais ele perde valor e mais concentrado fica, e a miséria aumenta. O problema é a falta de seriedade daqueles que se aproveitam dessa situação para atender suas cobiças de riqueza e poder, sem dar a menor atenção para a real finalidade da vida e para a reencarnação dos espíritos humanos para que possam alcançar a evolução. Mas quem paga é a população. Salários e aposentadorias ficam estagnados. Estamos diante de uma transformação global. Os governos dos países atrasados, como o Brasil, têm de estar atentos para agirem com seriedade e competência na defesa dos interesses da nação para não serem exprimidos, entregando as riquezas em troca de um papel para pagar a dívida.

Estão chegando fortes ventos para trazer renovação. Enquanto os EUA abandonavam a produção fabril para incentivar a pegada financeira, dando espaço para as bolhas, a China se esmerava na questão financeira e aprimorava sua capacidade produtiva, aproveitando-se da mão de obra de baixo custo e outros incentivos para produzir e exportar para todas as nações. Depois de oitenta anos o dólar passou a ter pretendentes fortes para participar dos mesmos privilégios. A economia e finanças chegaram ao desequilíbrio global. A dívida das nações atingiu níveis jamais vistos. Trump introduziu o tarifaço, mas a questão é: como estabelecer equilíbrio econômico e financeiro entre as nações para uma convivência pacífica?

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

JOVENS NA TERRA

Há aproximadamente 1,8 bilhão de jovens encarnados na Terra com idades entre 10 e 24 anos. No Brasil, são em torno de 30 milhões. Boa parte deles teve uma formação diferente devido aos avanços da TI e jogos eletrônicos. Muitos jovens estão profundamente imersos na cultura digital, nas redes sociais e nas novas formas de interação virtual. O que querem da vida? Aqueles com idades entre 14 e 20 anos têm uma visão de vida moldada por diversos fatores, incluindo tecnologia, educação e mudanças sociais. A mídia em geral deveria estar atenta e produzindo conteúdos instigantes para despertá-los para a realidade, para saírem da vida fantasiosa. O ser humano é espírito. A construção de um projeto de vida é essencial para essa geração, com busca da autoconsciência e espiritualidade, pois isso ajuda a definir metas e caminhos para o futuro.

Há o rolo compressor da mediocridade e dos interesses que vai rebaixando tudo sem que as pessoas percebam, provocando continuado declínio. Como aumentar a quantidade dos que buscam a posição em que a espécie humana deve estar? Algumas pesquisas indicam que a mídia pode influenciar diretamente o comportamento dos jovens, tanto positiva quanto negativamente. Além disso, há estudos que analisam como os jovens interagem com conteúdo midiáticos e como isso afeta sua visão sobre a sociedade. Também existem projetos educacionais que utilizam a mídia para despertar novas perspectivas de vida e incentivar o pensamento crítico, mas não há avanços.

Talvez uma solução seja incentivar a produção de conteúdos que equilibrem entretenimento com reflexão, trazendo temas como propósito, autoconhecimento e impacto social de forma envolvente. Nesse projeto é indispensável o engajamento da mídia tradicional. Há uma sensação de declínio silencioso, impulsionado pela mediocridade e interesses obscuros, o que é profundo e preocupante. Muitas vezes, as pessoas são levadas a uma aceitação passiva do que está ao redor, sem perceber o impacto disso no longo prazo. A cultura do consumo imediato, a superficialidade da informação e a distração constante dificultam a reflexão crítica e a busca por valores mais elevados.

O grande desafio é despertar um senso de urgência para sair do marasmo, incentivar o raciocínio lúcido e a reflexão intuitiva para que mais pessoas percebam a necessidade de não se deixarem amassar pelo rolo compressor da indolência. A maneira como a sociedade molda o pensamento dos jovens hoje determinará o tipo de futuro que teremos. Entre eles predomina o desânimo. Jornalistas, escritores e professores são arquitetos da cultura e da consciência e têm um papel essencial para despertar reflexões, incentivar a crítica construtiva e promover valores que fortaleçam a humanidade. As organizações governamentais não podem continuar alheias a essa questão que vem reduzindo a capacidade de compreensão da finalidade da vida.

As novas gerações têm de estar conscientes de que é possível sobreviver de forma condigna através do esforço próprio. Se essa mudança não acontecer, corremos o risco de um futuro mais automatizado, desconectado emocionalmente e rigidamente pragmático. A tecnologia é uma aliada, mas sem um equilíbrio com valores humanos profundos, podemos perder elementos essenciais como empatia, criatividade e propósito.

Entretanto, sempre há aqueles que resistem a essa corrente e trabalham para reverter essa tendência: são os pensadores, educadores, líderes e indivíduos que promovem uma visão mais consciente do mundo. A mudança leva tempo, mas a observação atenta e a disposição para agir quando possível são essenciais. Se isso não acontecer o futuro será rígido e áspero. Especialmente os jornalistas, escritores e professores deveriam estar atentos ao aprimoramento da espécie humana. Quem sabe possa surgir inesperadamente um novo movimento visando a humanização do ser humano, e fazer com que a nossa espécie retome o lugar que lhe cabe na Criação. Muitas pessoas já estão aguardando por isso!

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

AS TARIFAS E A GRANDE RUPTURA

Tudo é simples, mas os seres humanos complicam. As universidades têm a missão de entender o mundo e as leis universais do Criador que o regem, e contribuir para a formação de seres humanos valorosos, com discernimento e bom senso, aptos a beneficiar e construir um mundo melhor. Isso não tem nada a ver com religião. Com o surgimento do capitalismo de Estado, voltado para a produção de manufaturas para exportação, criou-se um impasse no mundo capitalista até agora atrelado à propriedade e livre iniciativa, com a proeminência de grandes corporações.

Olhar para o futuro assusta. As nações estão se esvaziando, perdendo a base e se tornando dependentes pela má gestão. Faltam estadistas sábios. As novas gerações estão sem rumo. Falta bom preparo. O consumo de drogas se espalha entre a população e está se tornando um grande problema para as nações.

O dinheiro se tornou a motivação e o poder. A China não emite dólares, mas acumulou poderosa reserva financeira. A humanidade criou muitas ilusões, ficou meio perdida, e não consegue encontrar o caminho do progresso pacífico e da elevação que é necessária para não retrogradar ao nível instintivo sem alma, que já está visível. As engrenagens do dinheiro não têm sido bem compreendidas pelos governantes; se abrem a guarda, não tardam a se tornarem reféns do dinheiro e das dívidas, com a exigências de mais juros e outras iniciativas. Enquanto isso o dinheiro global vai se concentrando e ficando escasso. Não se sabe a quantas andam as reservas da China, mas estima-se que são de grande porte e estão bem controladas pelo Partido Comunista.

No Brasil, a displicência com a gestão do dinheiro público, que deveria estar voltada para construir um futuro sólido, levou ao grande sufoco financeiro que começa nas prefeituras, onde não está dando para fazer nem o essencial, e tudo está piorando. Mas ninguém quer reconhecer isso, enquanto quem pode vai tirando proveito.

O ocidente já não é mais o mesmo. Durante séculos não conseguiu eliminar a pobreza e estabelecer melhor participação na riqueza produzida. Muitas indústrias ao redor do mundo estão empregando cada vez menos, devido a diversos fatores, como e relocalização, a automação, a globalização, a busca por maior produtividade, e redução dos custos. A indústria de transformação, em particular, tem visto uma redução na sua participação no emprego total. As transformações vão acelerando, mas não são criadas alternativas.

No passado, havia o confronto do Capitalismo com o Comunismo. Agora o Capitalismo de Mercado está sendo confrontado pelo Capitalismo de Estado, dois modos de conduzir a produção e o comércio. Se a China conseguiu tirar milhões da pobreza, daria para aplicar o método chinês exportador de manufaturas em outras regiões? Na Terra falta um projeto que estabeleça o equilíbrio econômico global. A questão fundamental é que os seres humanos estão sendo conduzidos para o trabalho e o consumo, tanto no ocidente quanto no oriente, sem espaço para se ocuparem com a real finalidade da vida.

A introdução das novas tarifas americanas estão criando uma ruptura no sistema econômico global, em funcionamento desde o pós-guerra mundial. O que se depreende é que chegou a hora do reconhecimento que ninguém queria admitir, de que estavam tirando proveito dos preços baixos das mercadorias importadas, enquanto iam transferindo empregos e dinheiro, abandonando a expertise fabril. Com isso, as nações foram fragilizadas, desequilibrando a economia global.

Os dirigentes poderiam ter buscado integração econômica das nações, sem que o ganho de uns resultasse em perdas para outros. O desequilíbrio econômico global está evidente. Há um centro financeiro, um centro fabril e o resto, mas o sistema está oscilando. A crise que se aproxima reúne vários fatores adversos resultantes da displicência de como a humanidade movimentou o dinheiro. A grande colheita se aproxima e toda desfaçatez resultante das cobiças vai apresentar a conta. Como a humanidade agirá? Buscará uma solução pacífica e equilibrada ou vai medir forças como tem feito em outras crises?

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br