O CAPITALISMO E O PROGRESSO HARMÔNICO

Dizem os pesquisadores que as imposições da Igreja, repaginando os ensinamentos claros e naturais trazidos da Luz por Jesus, fomentaram a busca por alternativas. Surgiram grupos e seitas, mas o caminho que começavam a seguir tinha similaridade com o caminho do qual se afastavam. Darwin criou a teoria da evolução das espécies com alguma conformidade com a atuação das leis da natureza, mas não alcançou a conclusão do todo, sobre a atuação da natureza e suas leis universais. A sua teoria da seleção natural foi incorporada como sendo a lei da vida na qual vencem os que mais se adaptam às mudanças, abandonando a lei de não causar danos ao próximo para obter vantagens.

Enquanto a religião perdia influência, as elites se apegavam a Darwin. O Capitalismo e a criação do dinheiro foram empregados para alcançar interesses particulares. Depois de séculos surgiu o Capitalismo de Estado. O problema do capitalismo, seja de Mercado ou de Estado, está nos homens. Ansiosos por riquezas e poder, sacrificam tudo pelo capital que, em vez servir à humanidade, passa a se servir dela, afastando os seres humanos do significado e finalidade da vida.

O capital deixou de ser ferramenta e passou a ser a prioridade. O sistema deveria produzir bem-estar e fortalecimento dos povos com educação de qualidade e bom preparo para a vida, mas a prioridade é acumulação concentrada. Em meio a isso há o fator criação de dinheiro, com efeitos ainda não plenamente compreendidos. É difícil imaginar as consequências da criação do dinheiro e dívidas de forma desmedida e divorciada da produção de bens essenciais. Os propósitos da vida estão sendo postos de lado como o próprio ser humano que precisa de liberdade para a evolução de seu espírito. A economia moderna se desconectou da natureza e da realidade, desde que o homem, com o intelecto restrito, passou a priorizar as questões materialistas da vida.

A criação de dinheiro do nada e o crescimento das dívidas públicas e privadas, quando não são acompanhados pela produção real de bens e serviços, criam uma riqueza financeira tipo bolha que não oferece estabilidade, podendo ser facilmente corroída. Quando o dinheiro se multiplica mais rápido do que a produção essencial, como as de alimentos, energia, infraestrutura e conhecimento, tudo vai perdendo estabilidade, alterando os preços. A economia se desconecta da vida, tudo passa a se mover por algoritmos, expectativas e especulação.

Nações produzem riqueza, mas falta sentido enobrecedor. O poder econômico deveria priorizar o bem comum e a elevação da qualidade humana. A falta disso explica por que tantas pessoas, em tantos países, sentem que “algo está errado”, mesmo quando os indicadores econômicos parecem positivos.

O que está em jogo é a forma como a humanidade organiza o viver que passou a servir ao capital, e não o contrário. Cada povo tem de se fortalecer, se desenvolver por si, sem que outros imponham dificuldades que afetem o bom preparo das novas gerações para a vida. A economia deve estar voltada para sustentar a vida.

Qual é o objetivo das famílias e dos indivíduos? O que pensam sobre o futuro? Que tipo de civilização vamos deixar para as próximas gerações? A humanidade deveria estar sempre ansiando por futuro melhor e agindo para isso. As condições de vida na Terra estão apertando de forma progressiva. Tempos de dificuldades adormecidas que estão despertando. A economia de mercado tem mantido o controle da atividade econômica através do dólar. A ascensão da China fortaleceu a confrontação geoeconômica que traz embutida a questão de como o capital deve ser gerido, e qual é o papel do Estado na economia, na sociedade, e sobre a liberdade individual.

O capitalismo bem poderia visar a melhoria das condições gerais de vida e da qualidade humana. Dinheiro, riqueza e poder se tornaram a grande prioridade da humanidade; isso se reflete em tudo. Falta bom preparo das novas gerações para a vida, as quais estão caindo na estagnação.

Estamos gerando uma civilização que mais parece ser destinada a robôs do que a seres humanos autênticos. Isso está atraindo depressão, doenças, caos. Quando chegarem ao limite insustentável, muitas coisas serão arrastadas para a ruína. A força da atuação das leis universais da Criação impulsionará a renovação, priorizando as questões essenciais que atendam à finalidade da vida, seja na educação, nas atividades, na consideração para com o próximo. Seremos todos peregrinos em busca da Luz, a fonte da vida para a paz e progresso harmônico da alma, corpo e mente.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

SERES HUMANOS DESCARTÁVEIS

A indolência é considerada como preguiça, como a falta de disposição, inércia, apatia, moleza e falta de vontade para agir ou se esforçar. Em sentido mais amplo, trata-se da indolência espiritual, ou seja, é o espírito que deveria se interessar pela vida e seu significado, mas em vez disso fica flautando como a cigarra, jogando fora seu precioso tempo. Na indolência, o ser humano não se desenvolve, não alcança a posição que deveria, permanece estagnado pela falta de esforço pessoal, enquanto as condições gerais de vida vão perdendo qualidade.

Com o surgimento do dinheiro e do crédito, a economia global traçou novo rumo. Houve um raro momento de abundância, que logo cedeu lugar para a austeridade. Seja no ocidente ou na China a situação é semelhante. A produção tem sido feita com máquinas, materiais e mão de obra de baixo custo. A meta é produzir coisas vendáveis por valor superior ao custo, produzindo um excedente que se concentra. Fora isso, nada mais tem interessado à humanidade.

O capitalismo foi a maneira encontrada pelos homens para ampliar a produção, mas a prioridade foi direcionada para o ganho e a acumulação através do aproveitamento de mão de obra barata, surgindo daí o conflito entre o capital e o trabalho. Vários sistemas foram criados, mas em nenhum havia o propósito de eliminar o conflito. Faltou humanismo. Muita miséria foi produzida. A sociedade tem se desumanizado. Não há paz e progresso.

A riqueza produzida tem sido direcionada para produzir mais riqueza. Uma grande parcela é encaminhada ao mercado financeiro e vai inflando e aglutinando poder. A tecnologia avança, substituindo a mão de obra, e não se sabe o que fazer com as pessoas que ficarem fora do mercado de trabalho. Como obterão renda? A capacidade de produzir vai aumentando, mas a renda do consumidor está encolhendo. É preciso encontrar soluções que promovam o desenvolvimento dos seres humanos, antes que se tornem peças inertes, inúteis e descartáveis.

Uma parte dos ganhos poderia ser investida em melhoras gerais das condições de vida, e na premiação de colaboradores aplicados; isso sim seria a adequada contribuição social. O dinheiro circula em um sistema fechado de ativos financeiros, criando bolhas enquanto a economia real sofre com a falta de investimento e com a estagnação salarial.

A mais preocupante questão da humanidade é a indolência espiritual. Vivendo na Terra, cada indivíduo deveria se interessar pela vida e seu significado, mas em vez disso desperdiça seu tempo, correndo o risco de se tornar descartável. O trabalho faz parte da vida. A remuneração tem de ser condizente. Que a renda universal em estudos não se torne muleta incapacitante.

A força de vontade está cedendo lugar para a pasmaceira como resultado da cultura que prioriza o entretenimento fácil em vez das análises com profundidade. Em sua indolência, o ser humano deixa de ser o sujeito que beneficia o mundo, para se tornar o indivíduo que não conversa mais com o eu interior para entender a vida, e que passou a viver em função de estímulos vindos do exterior.
A arte reflete os valores da civilização. Quando ela se torna deprimente, focada na baixaria e em ideologias destrutivas, ela deixa de elevar a alma de forma intuitiva para se tornar o espelho da decadência.

O ano de 2026 está abrindo as portas, vamos em frente com firmeza e alegria. Mas o ano novo principia com sintomas adversos em várias regiões. Há a questão da Rússia que aperta a Ucrânia. Taiwan que se mantém como questão delicada. Os atritos no oriente médio se estendem até o Irã. E de repente também na América Latina afloram conflitos a partir da Venezuela, estagnada pelo governo forte.

Para assumir o comando da economia, o dólar passou por um longo processo, mas agora, após mais de 80 anos, está com doenças semelhantes às da libra no início do século 20. Um longo período não muda de forma brusca. A guerra econômica está se aprofundando, uma questão muito difícil envolvendo finanças, tecnologia e recursos naturais escassos. Tudo exerce influência. A moral vem primeiro, com papel fundamental. Há mentiras, cobiças e falsidades. A política segue essa linha. O reflexo disso tudo poderá levar a humanidade às portas do inferno.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

O CAOS ESTÁ SENDO CRIADO

No passado longínquo, havia o sacerdote rei que agia com justiça, seguindo as leis universais da Criação. A decadência espiritual foi introduzindo tirania, despotismo, cobiças de poder, e a riqueza que envolve várias esferas do poder. Vieram as monarquias, o Estado-nação, o capitalismo de mercado e o capitalismo de Estado, que atualmente está em visível confronto. A democracia republicana estagnou e retrocedeu em vez de evoluir para formas justas e equilibradas de governar. Diante disso, a Terra se encontra caótica com o avanço de tumultos e do direito da força.

Sem a sensibilidade intuitiva, o ser humano vai enrijecendo, agindo de forma mecânica, o que elimina alvos enobrecedores em toda a extensão. Restabelecer a sensibilidade intuitiva, isto é, a do coração, significa recuperar a empatia, e assim os objetivos da boa vontade surgem, unindo e fortalecendo o grupo.

O século 20 assinalou a efetiva separação do ser humano do seu “eu interior”, a sua alma, que com isso perdeu sua essência. O homem acabou sendo dominado pela razão, ou pelo raciocínio. Platão reconhecia que acima do corpo perecível paira a alma imortal. Toda estruturação vai se tornando mecânica, o homem também. É algo dito como governo tecnocrático, que vai desumanizando o ser em vez de aprimorar o eu interior.

O ser humano é espírito que dever ser um mediador para atrair Luz para a Terra, mas vaidoso, achando-se muito especial, quer ser a Luz, e com isso espalha escuridão em vez de atrair Luz para a Criação. A cada retorno do espírito para a matéria, o indivíduo vai ao encontro da moradia e das condições que teceu para si, que podem ser boas ou péssimas, a beleza disso é que pode reconstruir tudo com capricho.

Como chegamos a esta situação caótica? Ao longo dos séculos, o querer dos seres humanos foi sendo tecido por etapas: religiões, jacobinismo, darwinismo, nacionalismo, marxismo, fascismo, nazismo. A guerra fria foi o confronto entre o capitalismo e comunismo. No século 21, surge um novo capítulo, o confronto entre o capitalismo de iniciativa privada, dos Estados Unidos, e o capitalismo de Estado, da China.

No fundo, as ideologias ressaltam o poder do homem mais apto para vencer e dominar, com sua força e sua astúcia intelectiva. Nietzsche se encaixa nessa história, no final do século 19, como o pensador que denunciou os limites do racionalismo idolatrado pelos materialistas, e da frouxa moral vigente, propondo uma ruptura radical com os pseudovalores da modernidade. Ele propôs que o ser humano deve reencontrar sua alma criadora.

Provavelmente Darwin não havia pensado que os homens criariam o Darwinismo Social, uma ideologia do século 19 que aplicou, de forma inadequada, os conceitos de evolução e seleção natural das espécies às sociedades humanas. Queriam crer que a “sobrevivência do mais apto” justificaria desigualdades, o imperialismo, o racismo e a hierarquização de grupos, vendo a extinção de “sociedades inferiores” como parte do progresso natural, e sendo usado para justificar atrocidades como o escravagismo, o colonialismo e o nazismo.

O caótico momento presente resulta da falta de bom preparo das novas gerações para a vida e o trabalho. Sem essa formação, não há futuro condigno, permanecendo a espécie humana vivendo de ilusões e circo, afastada do significado da vida e suas leis naturais. Assim foram sendo construídas as ideologias que estão circulando no século 21, tendendo para estabelecer governo tecnocrático forte.

Nos anos 1930, Abdruschin lançou, na Alemanha, a sua obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, visando recolocar o ser humano diante das leis universais da natureza e da Criação. A obra é um chamado à responsabilidade individual, à verdade interior e à reconexão com o espiritual. Sua obra está disponível em vários idiomas para que os seres humanos possam se libertar dos conceitos errados sobre a vida. Enquanto muitos se perdiam em ideologias e guerras, Abdruschin apontava para a necessidade de, com simplicidade, clareza e naturalidade, sair das sombras e retornar à Luz, ao sentido maior da existência.

Apresentada em linguagem simples, clara e natural, a obra é indicada para todos que estão buscando um profundo entendimento da espiritualidade e da existência humana através da ótica das leis universais da Criação. É realmente uma obra que provoca reflexão profunda.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

UMA PREGAÇÃO DE JOÃO BATISTA PARA A HUMANIDADE ATUAL

João Batista é uma das figuras mais marcantes da história da humanidade: profeta, pregador no deserto, o escolhido para batizar Jesus. Um líder espiritual, profundo conhecedor do saber ofertado pelos profetas. Preparador do caminho para Jesus, não falava por si, mas inspirado pela Luz que se aproximava diante da qual nenhuma máscara pode permanecer.

Seres humanos do século 21, despertem da indolência espiritual, saiam desse caminho que conduz ao abismo da destruição, tão ao agrado da raça de víboras, que servindo ao inimigo da Luz, seduziu os seres humanos com tentações e falsos caminhos.

Em menos de dois milênios, a Terra, criada em bilhões de anos, se acha esfolada de todos os lados. Com cerca de oito bilhões de almas reencarnadas, há fome e miséria. Falam sobre a paz, mas não abandonam o egocentrismo, a arrogância, a violência. As lutas entre povos, religiões e nações estão num crescente. São lutas acirradas pelas cobiças por riqueza e poder como em nenhuma outra época. Querem justiça, mas sem renunciar aos privilégios. Dizem buscar a Luz da Verdade, mas se abrigam na sombra das mentiras confortadoras. Clamam por esperança, mas com sua má vontade, alimentam a própria decomposição.

Vocês se tornaram especialistas em procurar culpados e encontrar desculpas a si mesmos.

Culpam governos, culpam sistemas, culpam o passado, mas não olham para si mesmos, para aquilo que semeiam com as próprias ações. Condenam a corrupção lá fora, mas a toleram dentro de si. O mundo está envolto em trevas porque vocês mesmos se afastaram da Luz e acolheram as imoralidades.

Clamam por liberdade, mas se acorrentam aos conceitos errados sobre a vida, ao consumismo desenfreado, aos pendores, ao ego, ao orgulho. Transformaram a vida em espetáculo, a fé em comércio, a compaixão em marketing. Vocês se acostumaram a ver o sofrimento e a decadência como entretenimento, e a injustiça como rotina.

Arrependam-se, não com lágrimas teatrais, mas com renúncia real, com força de vontade para a própria renovação. Sejam rigorosos consigo mesmos. O arrependimento verdadeiro dói, corta, exige renúncia, mas não é suficiente. O querer a renovação tem de se transformar em ação. Os seres humanos pressentem que devem buscar a cura, mas não agem com firmeza porque isso requer humildade espiritual.

Vocês querem mudança sem esforço, virtude sem disciplina, renovação sem perseverança, salvação sem examinar o que é certo e o que é errado em suas atitudes. Não se iludam, a justiça divina é severa. Os seres humanos estão perdidos não por falta de sinais, mas por indolência do espírito e falta de coragem de reconhecer que, espontaneamente, se afastaram do significado e finalidade da vida concedida pelo Amor de Deus.

Seres humanos, vocês pressentem o que é certo, mas dão preferência ao que é prazeroso, ao que não exige o olhar interior. É indispensável purificar o foco dos pensamentos e deixar de fortalecer o mal. Endireitem as veredas enquanto ainda há tempo. Parem de negociar com o mal. Parem de justificar o injustificável. Parem de acolher as trevas e os seus conceitos errados sobre a vida, ao invés de acolher a Luz e a Verdade com humildade.

O relógio universal assinala o fim do tempo concedido aos seres humanos para o desenvolvimento do espírito. O juízo não é ameaça; é consequência. Na crença cega, o espírito ficou estagnado, mas será despertado pelos tremores e estrondos que já estão atingindo a Terra.

O ser humano é espírito. Quanto mais o espírito tiver se desenvolvido, mais humano será o ser. A verdade não se curva aos seus desejos. A verdade não muda para agradar vocês. A verdade permanece, é eterna, imutável, representa a Vontade Perfeita do Criador que se inscreve nas leis universais da Criação, e vocês é que precisam se voltar para ela. O tempo acabou. É agora ou jamais, é como disse o discípulo João, (8:32): “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”.

Obs.: Recriação literária contemporânea, feita com a colaboração do Copilot, a IA da Microsoft

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

QUE O BRASIL DE AMANHÃ NÃO SEJA A VENEZUELA DE HOJE

A situação do povo venezuelano tem sido marcada por crise econômica profunda, instabilidade política e dificuldades humanitárias. Trata-se de mais uma situação típica da humanidade. Um grupo se posta à frente das riquezas e com sua cobiça açambarca tudo, deixando de cumprir a tarefa de administrar a nação para o bem geral e melhora das condições gerais de vida.

A história está cheia de momentos em que a riqueza da nação é capturada por poucos, enquanto a maioria fica com migalhas; isso não é exclusivo da Venezuela. É quase um padrão recorrente quando instituições são frágeis e o poder se concentra demais, controlando os recursos naturais, as instituições políticas, os meios de comunicação e de coerção. É a captura do Estado por grupos que se colocam entre o povo e suas próprias riquezas.

Na Venezuela, a inflação atinge níveis extremos. Faltam alimentos, medicamentos e combustível e cerca de 82% da população vive na pobreza, sendo que mais da metade em pobreza extrema. Cerca de 7,7 milhões de venezuelanos deixaram o país em busca de condições melhores.

O característico bom humor do brasileiro está sendo solapado. O Brasil tem sido chamado “o país do futuro”, mas não tem sido bem conduzido e as condições gerais de vida não evoluíram tendo, em muitos casos, regredido, podendo se tornar no futuro uma sub-nação semelhante a atual situação da Venezuela.

Apesar de a Venezuela possuir as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, o petróleo tem sustentado o Estado, mas não tem resultado em melhores condições de vida para o povo marcadas por pobreza, inflação e serviços públicos colapsados.

É mais um triste episódio da trajetória declinante da humanidade. O povo tem de receber bom preparo para a vida e se esforçar para obter melhora. O governo e as elites devem contribuir nesse sentido. Retirado do poder, o presidente da Venezuela, é preciso que haja a interrupção da sangria, como escreveu o autor Eduardo Galeano. É preciso que haja dignidade humana e progresso na Venezuela e em toda a América Latina.

A democracia do Estado-nação tem sido atropelada pela tomada do poder por grupos que impõem governo forte. Ludwig von Mises, defensor do liberalismo e da economia de mercado, desenvolveu críticas vigorosas ao controle governamental, seja sob regimes totalitários ou democráticos, demonstrando como a interferência estatal distorce os mecanismos econômicos, inviabilizando seu funcionamento e levando ao caos. Em geral, o planejamento estatal tem provocado a desorganização econômica e social, sufocando a liberdade individual e a prosperidade das nações.

O planejamento centralizado com fortes estruturas de controle se opõe à ordem espontânea dos mercados. O sistema de preços é detonado. As escolhas individuais ficam restritas. Recentemente o Capitalismo de Estado e o intervencionismo têm produzido acumulação mercantilista de capital através de produção voltada para a exportação, gerando aumento da produtividade, avanço tecnológico e ampliação do mercado interno mantido sob rígido controle.

O que se depreende desse sistema é a aniquilação das individualidades, a tendência para a estagnação do desenvolvimento da massa humana submetida a rígidos controles de comportamento social, minando a base universal do desenvolvimento espontâneo. Sem dúvida, a coerção sobre a liberdade individual acaba restringindo o querer pessoal que, impossibilitado de se transformar em ação, gera estagnação, mas essa é uma tendência que vai se esboçando em ambos os sistemas.

Há milênios, a massa humana tem sido distraída com ninharias para não achar as respostas sobre os enigmas da vida, anulando o livre querer íntimo, enterrando o saber espiritual. A sociedade tendeu para o sistema: para os amigos que pensam igual, tudo; para aqueles que não se submetem às imposições, o rigor das leis criadas pelos homens.

O confronto entre os Estados Unidos e a China é também o confronto entre esses sistemas. Mas se o capitalismo de mercado não deu à humanidade vigoroso impulso para o seu aprimoramento através da busca da Luz da Verdade, o Capitalismo de Estado restringe ainda mais o ser humano, vedando a busca da compreensão da vida através da busca do saber espiritualista, o qual dá a real dimensão da vida amparada na atuação das leis universais da Criação, que existem desde sempre dando ao espírito humano a possibilidade de se reerguer do mundo material para o espiritual, a sua origem não captada pela ciência cerebrina.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

A COLHEITA PLANETÁRIA DO SÉCULO 21

A tarefa das nações deveria possibilitar o consumo dos bens essenciais, promover projetos de moradias, criar oportunidades de empregos para que os indivíduos pudessem ter um viver condigno sem precisar depender dos auxílios do governo. É essencial dar às novas gerações bom preparo para a vida e o trabalho, para que se aprimorem como seres humanos. Isso deveria ser o alvo de todas as nações, mas envolvidos por cobiças de riqueza e poder, os dirigentes não cumprem a tarefa que lhes compete, e a humanidade decai física, moral e espiritualmente, não cumprindo a finalidade da vida.

Assim, a displicência foi tomando conta, deixando de favorecer o aprimoramento da humanidade. O cinema, por exemplo, tem apresentado belas imagens e histórias, mas também a trajetória da decadência da humanidade devido aos vícios e pendores nefastos, tais como o consumo de cigarro, bebidas, drogas, além de sexualidade degenerada. Tudo acolhido pelas massas indolentes. O viver artificial de aparências provoca a sensação de vazio. O ser humano não aproveita bem o tempo concedido, não aproveita adequadamente seu tempo de permanência na Terra.

A escritora Jane Austen, nascida em 16 de dezembro de 1775, em Steventon, Hampshire, Inglaterra, disse que para o casamento funcionar deve haver afinidade entre os cônjuges. Quando há infelicidade do casal e uma vida artificial, a consequência grave se evidencia nos filhos gerados sem amor. A feminilidade tem missão própria na Criação. Mas nada deprecia as mulheres se não vierem a casar ou não tiverem filhos. Há muitos conceitos errados, produzindo sofrimentos e aviltando a criatura feminina, cuja finalidade fundamental é favorecer o aprimoramento da espécie humana. O viver na Terra se apresenta numa das fases mais conturbadas da história, vamos aguardar que disso possa surgir o rumo certo que eleve cada indivíduo à posição que lhe cabe na Criação.

No Brasil, desde 1889 faltam estadistas patriotas, competentes, idôneos. Em 2026 haverá uma nova oportunidade. Precisamos de candidatos adequados, de eleitores que saibam fazer a escolha. Se a oportunidade for perdida, o país corre o risco de se tornar uma sub nação. Não podemos deixar isso acontecer. Alguém falou que viver aqui é perda de tempo. Uma fala infeliz, pois o Brasil é a Terra de Vera Cruz que deveria ser uma verdadeira pátria para os seres humanos em sua passagem pela Terra, mas tudo foi sendo deturpado. Viver atualmente na Terra, apesar do caos existente, é uma graça do Amor Divino que possibilita o reconhecimento da finalidade da vida sob a Luz da Verdade, libertando dos conceitos errados.

As tensões críticas globais tendem a aumentar. Estados Unidos e China reforçam os seus interesses no Brasil e América Latina. Há um mercado promissor e muitos recursos valiosos. Mas 2026 vai assinalar a atuação das leis da natureza, até agora pouco prezadas e compreendidas, as quais poderiam estar atuando pelo bem geral. Mas agora apresentam sua atuação saneadora, a colheita, arrastando para a destruição tudo o que trava o progresso real, impedindo a paz na Terra e a alegria à pessoas de boa vontade.

De janeiro a novembro de 2025, os informativos econômicos informaram que a China alcançou um trilhão de dólares de superavit na balança comercial. Qual é a surpresa? Há mais de 20 anos as nações pararam de produzir, passando a importar de tudo, gerando o desequilíbrio econômico global que agora se tornou claramente visível. A China se aproveitou da situação acumulando reserva significativa. Assim a humanidade displicente vai cavando a própria ruína. Numa economia desequilibrada globalmente, as nações estão impondo tarifas aos produtos importados. Talvez seja um pouco tarde para salvar a indústria nacional.

O caos está montado. O ser humano é espírito que dever ser mediador para atrair Luz para a Terra, mas vaidoso, achando-se muito especial, quer ser a Luz, e com isso espalha escuridão. A IA amplia a nossa capacidade, contudo, nada além da matéria, e isso poderá alterar a trajetória natural da humanidade cuja essência é espiritual. Afastando-nos da alma, nos tornamos máquina limitada ao tempo espaço e perdemos a visão ampla da vida.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

A IMPORTÂNCIA DE PREPARAR AS NOVAS GERAÇÕES

Cultivai a beleza e despertai a intuição. Em nenhuma época as novas gerações ficaram tão descuidadas em seu preparo para a vida como agora. A questão é que as crianças devem ser orientadas desde cedo. Vale lembrar também que a adolescência sempre foi marcada pela melancolia dos jovens que percebem a dor do mundo sem compreendê-la, sem encontrar alguém que explicasse claramente as causas e consequências, e sobre o significado e a finalidade da vida. A maioria passava por essa fase que, entre farras e bebedeiras, era logo esquecida.

Os jovens devem se conscientizar que a adolescência é a fase da passagem da criança para o ser adulto para que possam se tornar autoconscientes, dotados de discernimento e bom senso, de modo a compreenderem o funcionamento das leis universais da Criação e evoluir.

Enquanto os seres humanos vão levando a vida, muitos numa luta áspera pela sobrevivência condigna, os líderes globais se reuniram recentemente para definir os rumos da guerra na Ucrânia, isto é, discutir o futuro que nos aguarda, pacífico ou belicoso. Que façam uso do bom senso e procurem agir de forma que seja feita a vontade do Criador, assim na Terra como no céu.

No Brasil, continuamos em déficit geral, exportando as matérias-primas; a indústria secando, importando muito, renda baixando, educação decaindo. Qual será o futuro das novas gerações? O Banco Central (BC) cria dinheiro. Governos desequilibram as contas tomando dinheiro financiado. O mercado olha para o risco. O BC utiliza a taxa de juros para controlar a moeda. Quem define a taxa? De onde vem o dinheiro para pagar os juros? Quem arca com o ônus?

O sistema seguiu os anseios dos homens para conquistar riqueza e poder gerando desigualdades e disparidades entre as nações. Teóricos desenvolveram teorias econômicas que justificassem essa situação, enquanto outros semeavam a rebelião das massas. Os seres humanos são desiguais entre si, mas as nações mais desenvolvidas poderiam ter colaborado para que as mais atrasadas encontrassem um caminho para sair da pobreza para uma existência condigna.

Cada pessoa faz o que quer com o dinheiro próprio. O básico numa nação é o bom preparo para a vida e o trabalho, produzir bens essenciais e necessários, remuneração condizente e a busca do equilíbrio. As nações querem levar vantagens umas sobre as outras. Os governantes querem tirar proveito e se perpetuarem no poder, e vão desvirtuando tudo. Externamente, fazem acordos cedendo as riquezas e o mercado. Internamente, vão mantendo a população sem bom preparo, oferecendo pão e circo. Em vez de empregos, oferecem auxílios, e tudo vai se desmanchando. De repente a nação se torna um amontoado de gente com crescente desigualdade na renda. Os gastos públicos aumentando. Os impostos também, enquanto o PIB fica estagnado. Para gerar renda e consumir bem é necessário produzir.

Os seres humanos, em geral, e as novas gerações, em particular, estão se desconectando de sua essência. Ao se afastar das leis espirituais da Criação, o ser humano se desconectou de sua alma espiritual. Lamentavelmente, a aspereza global é uma construção da humanidade. Em outras palavras, perguntado sobre o futuro da humanidade, o autor de Sapiens, Yuval Harari, recomenda a reconstrução da confiança na espécie humana.

O tempo dos estadistas sábios concorrendo aos cargos eletivos já passou. O tempo das tesouras na manipulação do poder está no fim. Estamos no tempo dos dominadores do Estado a ferro e fogo, buscando a destruição dos concorrentes. O ser humano se tornou uma peça no mecanismo. Saudade de um tempo distante. Virá o tempo no qual os seres humanos serão humanos e construirão uma civilização respeitando as leis da Criação, atraindo Luz sobre a Terra.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

O NATAL E AS INCERTEZAS PARA 2026

Na dissertação Natal, da obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, de Abdruschin, o autor explica o estranho comportamento dos adultos diante da festa do Natal. Destaco estas palavras: “Coisas mais sérias! Com essas coisas mais sérias referem-se somente à caça às coisas da Terra, isto é, trabalho do raciocínio! O raciocínio rechaça depressa e para longe as recordações, a fim de não perder a primazia, quando uma vez é dado lugar à intuição! Em todos esses fatos aparentemente tão pequenos reconhecer-se-iam as maiores coisas, se o raciocínio somente desse tempo para isso. Mas ele tem o predomínio e luta por isso com toda a astúcia e malícia. Isto é, não ele propriamente, mas na realidade luta aquilo que se utiliza dele como instrumento e que se esconde atrás dele: as trevas!

Imagine uma situação qualquer em que você tenha de pedir algo importante a uma pessoa, algo que ela poderia ceder sem qualquer dificuldade. Você pede, as palavras entram pelos ouvidos, os olhos veem a forma como a pessoa está pedindo. A intuição percebe que ela está precisando ser atendida, mas nesse momento surgem pensamentos na mente, e num minuto a pessoa pensa: por que tenho de atender; ela que se esforce para conseguir o que precisa. O raciocínio intelectivo, não permite a abnegação, impede que seja feita a boa ação. Assim, em muitas situações, a intuição é ágil, mas logo é travada, o raciocínio quer dominar, não deixa que a intuição se fortaleça e indique o caminho a seguir.

Grande parte da humanidade ainda não compreendeu que o Criador enviou em Jesus uma parte de si, para se encarnar na Terra, escurecida pelos conceitos errados sobre a vida que as trevas facilmente incutiram no cérebro dos seres humanos, para que afundassem espiritualmente e se destruíssem mutuamente. Ele foi enviado para trazer energia da Luz, a Verdade, a libertação espiritual, igualmente incompreendida e manipulada.

Na Terra, todos os seres humanos são peregrinos em busca da Luz para alcançar a alegria de voltar à casa. Os seres humanos criaram as religiões, mas a animosidade surgida eliminou a busca, e com isso deixaram de procurar, por isso não conseguem achar a Luz do Criador para construir a paz e o grande progresso em harmonia que devem alcançar.

Para onde vai o Brasil? O país já vinha sofrendo desde a crise da dívida externa, e a ruptura do plano real representou um forte abalo. A precariedade se esparramou de tal forma que em 20 anos a região metropolitana de São Paulo está irreconhecível. Tendo sido eliminada grande parte dos bons empregos, o governo deu ênfase aos auxílios.

Quem vai abocanhar os seus recursos naturais? Decadência geral, tendência a se tornar sub nação sem lei, sem ordem. Manter a população com pouca cultura e muito entretenimento para que continue desinteressada de tudo que se passa, como o loteamento das riquezas da nação.

O ano 2025 está na reta final. No Brasil, a curva continua em declínio afastando a nação do que foi um dia, e mais ainda do que deveria ser. Em todas as nações, a humanidade está sendo pressionada. A renda vem caindo e com ela o nível de preparo das novas gerações. As incertezas se voltam para o dinheiro, as finanças globais, as dívidas das nações, mas vem aí a Copa 2026 com muita distração.

Atentar para as novas gerações é dever da humanidade, assim como é dever dar a elas bom preparo para a vida e o trabalho, para que se tornem seres humanos de qualidade, independentes, e que contribuam para a continuada melhora das condições de vida na Terra. Quando conseguiremos alcançar um estágio melhor? Faltam planos de continuada melhora das condições gerais de vida e da qualidade de vida.

O ser humano é espírito que deve agir como mediador para atrair Luz para a Terra, mas vaidoso, achando-se muito especial, quer ser a Luz, e com isso espalha escuridão. Afastando-se da alma o ser humano se torna máquina limitada ao tempo espaço, e ao criar a IA deu enorme amplitude à sua capacidade, contudo não vai além da esfera material, do espaço-tempo, mas isso poderá ser suficiente para estagnar a trajetória natural da espécie humana cuja essência é espiritual.

Mas vale lembrar que o Natal é a irradiação do Amor Divino, que desce à Terra para a alegria dos seres humanos! Conhecereis a Luz da Verdade e ela vos libertará. Veja mais em: https://youtu.be/8a2IN6zpUic

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

NATAL, A LIBERTAÇÃO ESPIRITUAL

Natal, o grandioso dia em que o Filho de Deus veio ao mundo para libertar o espírito humano do aprisionamento aos conceitos errados, provenientes das trevas que arrastavam a humanidade para o abismo. Mas, para isso, cada ser humano tem de lutar pela liberdade do espírito através da sintonização correta nas leis universais que mantém a Criação, e que foram formadas pela Vontade do Criador.

Atentar para as novas gerações é dever da humanidade, assim como é dever dar a elas bom preparo para a vida e o trabalho, para que se tornem seres humanos de qualidade, independentes, e que contribuam para a continuada melhora das condições de vida na Terra. O ser humano é espírito que dever ser mediador para atrair Luz para a Terra, mas vaidoso, achando-se muito especial, quer ser a Luz e, com isso, espalha escuridão.

A Terra é uma especial estrela criada para possibilitar o desenvolvimento da espécie humana. Os pais são responsáveis para dar às crianças bom preparo para que se tornem seres humanos de valor, adultos fortes com propósitos de vida. Infelizmente há muita influência trevosa que quer arrastar os jovens para a inutilidade.

Afastado da alma, cada indivíduo se torna máquina limitada ao tempo espaço, e ao criar a IA, deu enorme amplitude à sua capacidade; contudo, não vai além da matéria, do espaço-tempo, mas isso poderá ser suficiente para estagnar a sua trajetória natural, cuja essência é espiritual.

As nações se desorganizam. O Estado de Direito submerge. A insegurança vai tomando conta. As guerras continuam fazendo vítimas, enlouquecendo os jovens que vão para os campos de batalha. Na política entre as nações, nada sai de graça. Sempre há negociação e troca de algo nos acordos. O que está acontecendo no Brasil e outras nações é o resultado de governança que deixou de cumprir o seu dever de promover o consumo dos bens essenciais, assegurar trabalho para que as pessoas não dependam do auxílio do governo, e dar às novas gerações bom preparo para a vida e o trabalho. Sem isso, as nações se tornam presas fáceis dos lobos internacionais.

As tensões críticas globais tendem a aumentar. Na questão do relacionamento dos Estados Unidos com o Brasil, prevalece a disputa visível entre China e EUA, pois esse último quer assegurar o domínio do dólar na economia global. Estados Unidos e China dão força aos seus interesses no Brasil e na América Latina. Há um mercado promissor e muitos recursos valiosos a serem captados.

O ano de 2026 vai ser marcante, assinalando a atuação das leis da natureza, até agora pouco prezadas e compreendidas, as quais, através do querer dos seres humanos, poderiam estar atuando pelo bem geral, mas agora apresentam sua atuação saneadora, arrastando para a destruição tudo que trava o progresso real, impedindo que haja paz na Terra e alegria entre os indivíduos de boa vontade.

A força motriz da história está no querer dos seres humanos que movem o atuar das leis da Criação, as quais tecem os fios do destino, trazendo de volta a colheita das ações de cada pessoa, podendo elevar ou afundar a humanidade como consequência.

Na conturbada década de 1930, Abdruschin lançou na Alemanha a sua obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, visando recolocar o ser humano diante das leis universais da natureza e da Criação. A obra é um chamado à responsabilidade individual, à verdade interior e à reconexão com o espiritual. Em sua linguagem simples, clara e natural, é indicada para aqueles que buscam o entendimento da espiritualidade e da existência humana através da ótica das leis universais da Criação. Uma obra que provoca a necessária reflexão intuitiva.

Na Terra, todos os seres humanos são peregrinos em busca da Luz para poderem voltar à casa. Após Jesus ter feito o grande sacrifício de trazer a verdade sobre a Criação, para libertar o espírito humano das trevas, foram criadas várias religiões, mas a animosidade surgida eliminou a busca, e a humanidade deixou de procurar, por isso não consegue mais achar a Luz do Criador para construir, em paz e harmonia, o grande progresso que pode e deve alcançar.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

PARA ONDE CAMINHA A HUMANIDADE?

O pragmatismo está ampliando a confrontação econômica. Novas formas de produzir e comercializar vão surgindo com mais rigidez e agilidade. No cenário global, devido ao afastamento da espiritualidade, o dinheiro e o poder se tornaram os deuses dos seres humanos que se ligaram ao materialismo. Direita. Esquerda. Dólar. Yuan. Nesse meio, os direitos universais permanecem determinados pelos homens cujas resoluções são tomadas exclusivamente pelas ponderações intelectivas. Há milênios não há consideração pela lei maior de não causar danos ao próximo para satisfazer a própria cobiça. Os Estados Unidos se esforçam em manter o poder do dólar. Por outro lado, a China, com a força da sua economia, busca colocar o yuan ao lado, ou até acima do dólar.

Aumenta a tensão e palavras mais fortes passam a ser usadas pelos líderes. Há quem diga que não será agora, mas a situação vai afunilando e há quem diga que a Terceira Guerra Mundial já começou, mas a humanidade, indolente e estressada, não tem energia para perceber o que está se passando. Antes, as pessoas acompanhavam o que acontecia e percebiam o certo e o errado. Agora falta a empatia e a percepção dos rumos para onde estamos nos encaminhando. Quem consegue entender a realidade da geopolítica global do século 21? Nessa realidade, nada é o que parece ser.

Com suas cobiças, os seres humanos desvirtuam tudo. Os colaboradores deveriam receber ações das empresas e dessa forma participar do bolo da riqueza formada. Isso ainda não aconteceu no livre mercado nem no capitalismo de Estado com postulados marxistas. As ações foram deslocadas para o cassino onde a riqueza se concentra e a desigualdade aumenta. As condições gerais de vida não têm sido preocupação, e tudo agora converge para uma forma mecânica de comércio e distribuição consumista. Não há a percepção de para onde a humanidade está se encaminhando.

Grande parte, ou seja, mais de 90% dos indivíduos perderam a voz e o interesse, permanecendo submetidos e acomodados, sem refletir sobre a vida e o futuro. A economia global gerou a criação de um montão de dinheiro para aparar os desatinos especulativos e achatou o salário no ocidente. A população enfraquecida perdeu a esperança e a energia, e a luta pela sobrevivência se tornou um marchar sem propósitos nobres. O que vai acontecer? Qual será o futuro da população sem preparo?

O futuro depende do bom preparo das novas gerações para a vida e o trabalho. Temos de acrescentar energia e coesão. A energia está ligada à motivação. Mas se os indivíduos não souberem qual é a real finalidade da vida, ficarão zanzando sem rumo, sem coesão nos projetos enobrecedores voltados para alcançar melhores condições.

Jesus veio porque a humanidade já se encaminhava para o abismo. Mostrou a Criação e a finalidade da vida, sob a Luz da Verdade, de forma simples e natural através de parábolas. Muito disso acabou sendo perdido, e as novas gerações, submetidas a conceitos errados, perderam o rumo, mas tem de buscá-lo para se tornarem seres humanos de valor que contribuem para a melhora geral. É uma dívida da sociedade que tem de ser resgatada antes que seja tarde demais.

O que é o ser humano? Por que nasceu na Terra? Qual é a finalidade da vida? O homem é espírito que nasceu num corpo terreno para se tornar verdadeiro ser humano. As leis universais da natureza impulsionaram a evolução. O homem tem um corpo animal, mas é espírito com vontade própria e capacidade de raciocinar, que reencarna várias vezes para se fortalecer e voltar à casa, à sua origem, mas sufocou o espírito e perdeu o rumo, aprisionando-se à Terra onde impôs o caos. Conhecereis a Luz da Verdade e Ela vos libertará.

Estuda-se de tudo, mas há poucas reflexões sobre a finalidade da vida. O que cada ser humano tem de fazer? Precisa ampliar seu discernimento, ser forte, ter energia, raciocinar com lucidez, refletir intuitivamente, aprender de forma contínua com a vida, com os acontecimentos e cultivar a sua individualidade. Enfim, contribuir para a melhora das condições gerais de vida.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br