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MENSAGEM AOS PEQUENOS E MÉDIOS EMPRESÁRIOS

A situação econômica está complicada. Custos sobem, vendas caem. Está difícil selecionar colaboradores. O que se poderia dizer para pequenos e médios empresários? No Brasil, tudo foi ficando diferente. A partir dos anos 1980, o país entrou num processo de estagnação. A indústria deu um “cavalo de pau” e perdeu a força de reação. Atualmente, as dificuldades são maiores, as oportunidades estão se restringindo e a renda salarial, caindo.

Quem sobreviveu ao golpe precisa de muita atenção, porque a situação muda de forma rápida. Os pequenos e médios empresários, e os empreendedores, devem ficar atentos e bem-preparados para manter a clientela, não relaxando a qualidade e o atendimento. Não devem tomar dinheiro emprestado a descoberto, precisam conter os gastos para formar uma reserva e aumentar o capital de giro próprio.

A equipe precisa estar automotivada. Com frequência, grupos atuam com dinamismo por um tempo, mas é comum adentrar numa fase mais lenta, tipo zona de conforto. A atualidade exige renovada disposição diária para enfrentar as dificuldades buscando soluções prontamente, como no famoso “não deixar a peteca cair”.

Estamos vendo horrorosas ocorrências de inadimplência. Teve lojas Americanas, Braskem, Raizen, Master. Poderíamos ver nisso displicência com a finança, ou será que outros fatores foram a causa?

Durante anos, o mundo aceitou produtos baratos, importados de economias de Capitalismo de Estado porque ajudavam a conter a inflação. Permitiam consumo maior com renda estagnada. Reduziam custos industriais. Pareciam inofensivos. As nações aceitaram porque era conveniente. Agora pagam o preço. As ondas de choque começam a aparecer, como o equilíbrio global que está se rompendo. As consequências já estão visíveis com a desindustrialização acelerada em vários países, além da dependência estratégica de cadeias externas, tensões comerciais crescentes, perda de autonomia tecnológica e falta de preparo das novas gerações.

Os jovens precisam de oportunidades e cada nação não pode continuar da forma como se estivesse em desmanche. Isso tudo está gerando um ambiente insustentável. Com tantos recursos, o que falta para o Brasil ser uma nação com qualidade de vida decente? A riqueza é conquistada com trabalho e produção, e tem de ser partilhada com equilíbrio, mas tem se concentrado em poucas mãos que querem permanecer dominando tudo.

As novas gerações estão crescendo num mundo repleto de instabilidades. Está faltando a noção de pertencimento, confiança no futuro, motivação para construir, coragem para sonhar e se pôr em movimento para alcançar os sonhos. E uma sociedade sem sonho vira uma sociedade enrijecida, desmotivada. Diante disso, o futuro da humanidade está sob ameaça, pois está faltando propósito e coesão diante de alvos enobrecedores prejudicados pelo individualismo egocêntrico. Falta o anseio de humanizar a civilização. E a gravidade é que isso não está sendo discutido pela sociedade com a seriedade necessária. É preciso despertar nos jovens o anseio para conhecer a origem do ser humano e a finalidade da vida.

O dinheiro corre como rio, não dá para fugir. O oceano monetário cresce, quer juros, uma minoria tem o controle. Juros comem a receita tributária das nações, enquanto as condições de vida vão apertando. Mas não dá para ficar se lamentando. É preciso manter o ritmo do barco. Perceber as tormentas à distância e se resguardar. Tem de se manter firme, prosseguir, alcançar alguma estabilidade para não ser levado pela correnteza e para conquistar resultados.

Para dizer algo mais seria necessário conhecer melhor a situação do empreendimento para descobrir gargalos ocultos e os caminhos mais adequados. A verdade é simples e natural. Com perseverança, desenvolvendo um trabalho sério para atingir os objetivos, será possível ultrapassar as dificuldades e colher resultados positivos.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

O ESTADO TECNOCRÁTICO E O DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL

O momento é revelador. O salve-se quem puder foi mantido velado por longo período e camuflado por arranjos, e vem à tona, revelando a sua crueza e aspereza. Cada nação precisa de governantes competentes, sábios e dispostos a defender seu território, seu povo e suas riquezas. Os feudos dentro de cada nação estão em vias de serem eliminados, ou isso ou a nação não passará de mera colônia a serviço de interesses externos.

A questão dos Estados-nação seria bem mais simples se os seres humanos buscassem o conhecimento da finalidade da vida e das leis universais que a regem. Na ausência disso, tudo foi tomando rumo artificial, segundo os interesses dos grupos que foram assumindo o domínio, tais como igreja, senhores feudais, reis e governantes. Raramente as gestões alcançaram a meta do desenvolvimento integral do ser humano. Faltava o alvo espiritual da vida.

Aqueles que são intuitivos querem a coesão das vontades voltadas para o bem geral. Os intelectivos cobiçam poder e riqueza, dividem para dominar. A atuação de oligarcas é sempre a mesma. Um grupo que entra no poder para se beneficiar e quer se manter por séculos. Às vezes chamam os tecnocratas para dar uma aparência de que a situação vai mudar para melhor, mas vai piorando, ou seja, o problema são os objetivos desses grupos. Se estivessem voltados para o bem geral e a melhora das condições de vida da população, o planeta teria feições humanas e belas.

As falhas e inoperância das gestões geraram as ideias do Estado Tecnocrático como meio de conduzir a humanidade a uma situação de vida equilibrada, eliminando a miséria. Esse tipo de gestão técnica e autoritária está levando o planeta ao descalabro pela desumanização da espécie humana. Muitas coisas já estão sob ameaça de ruir como a educação das novas gerações, a convivência pacífica, o sistema monetário. Urge dar um basta na mecanização da mente. O ser humano tem de se tornar um verdadeiro ser humano, algo que depende fundamentalmente do seu desenvolvimento espiritual ao lado do racional.

O espetáculo eleitoral mexe com a população. Já atraiu mais as atenções. Caiu um pouco em desprestígio e confiabilidade. Quando as pessoas tiverem excelente preparo para a vida haverá mais fidelidade. Definir quem vai dirigir os rumos de uma nação é extremamente importante. Há riquezas, há cidadãos, há qualidade de vida. Há recursos naturais e financeiros altamente cobiçados, por isso a eleição em nações como o Brasil é um acontecimento global. Quem vai ficar com o Brasil e com São Paulo? Se vacilar fica tudo com eles. Como promover mudanças na condução do Brasil atrasado e corrupto, com ênfase no fortalecimento da nação e seu povo?

As transformações estão em andamento sem que haja melhora geral. As nações estão endividadas. O superávit comercial da China vai aumentando. O ser humano está perdendo sua essência. As novas gerações perderam capacitações especiais, sem conquistar outras, e estão se tornando dependentes das postagens recebidas pelo smartphone. Perderam o dom de usar as palavras com ponderação e sabedoria.

Os jovens devem ir à escola para dar prosseguimento ao seu preparo para a vida e o trabalho. Estudar a Criação e suas leis para que esse conhecimento possa ser utilizado para o bem da humanidade. Se estão diante de um professor ao vivo, têm de estar atentos ao que está sendo ensinado. Sem bom preparo das novas gerações, o que fica comprometido é o futuro da humanidade. A convivência está difícil. O essencial é restabelecer a conexão com o eu interior, se esforçar para refletir de forma intuitiva, buscar o saber do significado e finalidade da vida e das leis universais que a regem para realmente se tornar ser humano.

O relógio implantado pelos cientistas apontando a hora do terror é mais uma fonte de advertência para a humanidade. Grandes transformações universais estão em andamento. Há um reboliço geral e muito desentendimento. É gritante o embate geoeconômico entre EUA e China, mas a agitação é geral. Em eras longínquas, foi concedido ao espírito humano a possibilidade de adquirir autoconsciência para se tornar útil e beneficiador, e agora terá de prestar contas.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

POR QUE A INQUIETAÇÃO ESTÁ AUMENTANDO?

A pergunta que todos fazem: somos mais ricos, temos mais remédios, vivemos mais tempo, porém uma inquietação geral atravessa o planeta; por quê? O viver na Terra estava tumultuado no século 20, mas havia uma certa ordem, ainda que um rumo meio nebuloso. No século 21 parece que tudo desandou, não há uma direção, muitas pessoas se acham perdidas.

Os seres humanos receberam na natureza os elementos que necessitam para a sua subsistência, mas precisam entrar com o trabalho de forma natural, sem abusos, de maneira metódica e continuada. Com o surgimento da produção industrial no século 18 consolidou-se a ideia de que, para dar andamento à produção, é necessário que haja ganhos. Produzir exige trabalho, por isso surgiu a classe dos assalariados, que podiam consumir mediante o salário recebido. Inicialmente, as jornadas eram longas e os salários baixos, algo que ainda não está plenamente resolvido. O sistema sempre foi cercado de desentendimentos entre o que se produz e o que se recebe, estabelecendo-se desigualdade na distribuição da renda.

As novas gerações estão perdendo capacitações especiais, sem conquistar outras, a não ser o uso dos dedos na tela do smartphone. Quem perdeu com isso foi a própria humanidade que reduziu as habilidades para o progresso e bom relacionamento. O que fazer agora? Descontentes com a situação, os jovens do século 21 se rebelam, mas, desatentos, não anseiam consumo elevado. Com pouca perseverança, não manifestam grande interesse pelo trabalho formal.

No entanto, os jovens devem reconhecer que para consumir é necessário trabalhar. O essencial é restabelecerem a enfraquecida conexão com o eu interior, de modo a que se esforcem para refletir intuitivamente, buscar o saber do significado e finalidade da vida e das leis universais que a regem para realmente se tornarem seres humanos. É notório que estejam reduzindo a capacidade de se comunicarem, ou seja, o dom de poder formar palavras para dialogarem, resolver dificuldades, exteriorizar os nobres sentimentos da alma. Poucas pessoas estão se utilizando da palavra de forma correta, com seriedade e sinceridade.

Os acontecimentos atropelam as estruturas. Apesar das duas grandes guerras sangrentas, o século 20 foi o derradeiro na esperança da humanidade de alcançar um futuro melhor. O século 21 começou com estrondos de Nova York à Brasília. Tudo em rebuliço. Acabou o ordenamento geral da vida. A causa disso está nas bases frágeis nas quais a humanidade construiu a sua trajetória, e que agora não está suportando o peso das consequências geradas. Apesar da rigidez e do despotismo, nada pode deter o desmanche de tudo que foi erigido sobre bases falsas e enganadoras. Tem de surgir uma nova e sadia construção da sociedade assentada na justiça das leis universais da Criação que visam o desenvolvimento e o fortalecimento do espírito do ser humano.

O momento é complicado. Os Estados Unidos não estão mais sozinhos, pois agora há um concorrente na economia global. Uma enxurrada de mentiras e meias verdades desorientam. Há muitas incertezas. Ninguém sabe para onde estamos indo. Não dá para acreditar que os EUA atacariam militarmente para conquistar a Groelândia.
A humanidade se ligou rigidamente ao mundo material esquecendo que há outras esferas que interagem no viver, tendo deixado de procurar o sentido e a finalidade da vida, ou seja, entrou num viver mecanizado voltado para segurança, comida, abundância, tranquilidade, lazer.

A IA chega num momento especial em que as novas gerações estão perdendo habilidades que promovem o fortalecimento individual. Isso se deve ao fato de que na vida agitada não está sobrando espaço para reflexões intuitivas e avaliações pessoais e dos acontecimentos. A IA poderia contribuir alertando para que cada indivíduo não abandonasse irremediavelmente a sua origem espiritual, perdendo a sua humanidade. Ao se afastarem da natureza, a pessoas se afastaram da sua alma, o que explica o retrocesso e o aumento de atos desumanos.

Pesquisadores dizem que estamos no ponto de viragem, ponto de ruptura, ou ponto de grandes transformações universais. Há um reboliço geral e muito desentendimento. Aparentemente, é gritante o embate geoeconômico entre os Estados Unidos e a China. Há movimentos agitados na periferia. No fundo, a turbulência geral está no ponto em que a humanidade chegou em sua trajetória. Em eras longínquas foi concedido ao espírito humano a possibilidade de adquirir autoconsciência para se tornar útil e beneficiador. Agora o ser humano está sendo examinado para demonstrar a que veio.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

O CAPITALISMO E O PROGRESSO HARMÔNICO

Dizem os pesquisadores que as imposições da Igreja, repaginando os ensinamentos claros e naturais trazidos da Luz por Jesus, fomentaram a busca por alternativas. Surgiram grupos e seitas, mas o caminho que começavam a seguir tinha similaridade com o caminho do qual se afastavam. Darwin criou a teoria da evolução das espécies com alguma conformidade com a atuação das leis da natureza, mas não alcançou a conclusão do todo, sobre a atuação da natureza e suas leis universais. A sua teoria da seleção natural foi incorporada como sendo a lei da vida na qual vencem os que mais se adaptam às mudanças, abandonando a lei de não causar danos ao próximo para obter vantagens.

Enquanto a religião perdia influência, as elites se apegavam a Darwin. O Capitalismo e a criação do dinheiro foram empregados para alcançar interesses particulares. Depois de séculos surgiu o Capitalismo de Estado. O problema do capitalismo, seja de Mercado ou de Estado, está nos homens. Ansiosos por riquezas e poder, sacrificam tudo pelo capital que, em vez servir à humanidade, passa a se servir dela, afastando os seres humanos do significado e finalidade da vida.

O capital deixou de ser ferramenta e passou a ser a prioridade. O sistema deveria produzir bem-estar e fortalecimento dos povos com educação de qualidade e bom preparo para a vida, mas a prioridade é acumulação concentrada. Em meio a isso há o fator criação de dinheiro, com efeitos ainda não plenamente compreendidos. É difícil imaginar as consequências da criação do dinheiro e dívidas de forma desmedida e divorciada da produção de bens essenciais. Os propósitos da vida estão sendo postos de lado como o próprio ser humano que precisa de liberdade para a evolução de seu espírito. A economia moderna se desconectou da natureza e da realidade, desde que o homem, com o intelecto restrito, passou a priorizar as questões materialistas da vida.

A criação de dinheiro do nada e o crescimento das dívidas públicas e privadas, quando não são acompanhados pela produção real de bens e serviços, criam uma riqueza financeira tipo bolha que não oferece estabilidade, podendo ser facilmente corroída. Quando o dinheiro se multiplica mais rápido do que a produção essencial, como as de alimentos, energia, infraestrutura e conhecimento, tudo vai perdendo estabilidade, alterando os preços. A economia se desconecta da vida, tudo passa a se mover por algoritmos, expectativas e especulação.

Nações produzem riqueza, mas falta sentido enobrecedor. O poder econômico deveria priorizar o bem comum e a elevação da qualidade humana. A falta disso explica por que tantas pessoas, em tantos países, sentem que “algo está errado”, mesmo quando os indicadores econômicos parecem positivos.

O que está em jogo é a forma como a humanidade organiza o viver que passou a servir ao capital, e não o contrário. Cada povo tem de se fortalecer, se desenvolver por si, sem que outros imponham dificuldades que afetem o bom preparo das novas gerações para a vida. A economia deve estar voltada para sustentar a vida.

Qual é o objetivo das famílias e dos indivíduos? O que pensam sobre o futuro? Que tipo de civilização vamos deixar para as próximas gerações? A humanidade deveria estar sempre ansiando por futuro melhor e agindo para isso. As condições de vida na Terra estão apertando de forma progressiva. Tempos de dificuldades adormecidas que estão despertando. A economia de mercado tem mantido o controle da atividade econômica através do dólar. A ascensão da China fortaleceu a confrontação geoeconômica que traz embutida a questão de como o capital deve ser gerido, e qual é o papel do Estado na economia, na sociedade, e sobre a liberdade individual.

O capitalismo bem poderia visar a melhoria das condições gerais de vida e da qualidade humana. Dinheiro, riqueza e poder se tornaram a grande prioridade da humanidade; isso se reflete em tudo. Falta bom preparo das novas gerações para a vida, as quais estão caindo na estagnação.

Estamos gerando uma civilização que mais parece ser destinada a robôs do que a seres humanos autênticos. Isso está atraindo depressão, doenças, caos. Quando chegarem ao limite insustentável, muitas coisas serão arrastadas para a ruína. A força da atuação das leis universais da Criação impulsionará a renovação, priorizando as questões essenciais que atendam à finalidade da vida, seja na educação, nas atividades, na consideração para com o próximo. Seremos todos peregrinos em busca da Luz, a fonte da vida para a paz e progresso harmônico da alma, corpo e mente.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

SERES HUMANOS DESCARTÁVEIS

A indolência é considerada como preguiça, como a falta de disposição, inércia, apatia, moleza e falta de vontade para agir ou se esforçar. Em sentido mais amplo, trata-se da indolência espiritual, ou seja, é o espírito que deveria se interessar pela vida e seu significado, mas em vez disso fica flautando como a cigarra, jogando fora seu precioso tempo. Na indolência, o ser humano não se desenvolve, não alcança a posição que deveria, permanece estagnado pela falta de esforço pessoal, enquanto as condições gerais de vida vão perdendo qualidade.

Com o surgimento do dinheiro e do crédito, a economia global traçou novo rumo. Houve um raro momento de abundância, que logo cedeu lugar para a austeridade. Seja no ocidente ou na China a situação é semelhante. A produção tem sido feita com máquinas, materiais e mão de obra de baixo custo. A meta é produzir coisas vendáveis por valor superior ao custo, produzindo um excedente que se concentra. Fora isso, nada mais tem interessado à humanidade.

O capitalismo foi a maneira encontrada pelos homens para ampliar a produção, mas a prioridade foi direcionada para o ganho e a acumulação através do aproveitamento de mão de obra barata, surgindo daí o conflito entre o capital e o trabalho. Vários sistemas foram criados, mas em nenhum havia o propósito de eliminar o conflito. Faltou humanismo. Muita miséria foi produzida. A sociedade tem se desumanizado. Não há paz e progresso.

A riqueza produzida tem sido direcionada para produzir mais riqueza. Uma grande parcela é encaminhada ao mercado financeiro e vai inflando e aglutinando poder. A tecnologia avança, substituindo a mão de obra, e não se sabe o que fazer com as pessoas que ficarem fora do mercado de trabalho. Como obterão renda? A capacidade de produzir vai aumentando, mas a renda do consumidor está encolhendo. É preciso encontrar soluções que promovam o desenvolvimento dos seres humanos, antes que se tornem peças inertes, inúteis e descartáveis.

Uma parte dos ganhos poderia ser investida em melhoras gerais das condições de vida, e na premiação de colaboradores aplicados; isso sim seria a adequada contribuição social. O dinheiro circula em um sistema fechado de ativos financeiros, criando bolhas enquanto a economia real sofre com a falta de investimento e com a estagnação salarial.

A mais preocupante questão da humanidade é a indolência espiritual. Vivendo na Terra, cada indivíduo deveria se interessar pela vida e seu significado, mas em vez disso desperdiça seu tempo, correndo o risco de se tornar descartável. O trabalho faz parte da vida. A remuneração tem de ser condizente. Que a renda universal em estudos não se torne muleta incapacitante.

A força de vontade está cedendo lugar para a pasmaceira como resultado da cultura que prioriza o entretenimento fácil em vez das análises com profundidade. Em sua indolência, o ser humano deixa de ser o sujeito que beneficia o mundo, para se tornar o indivíduo que não conversa mais com o eu interior para entender a vida, e que passou a viver em função de estímulos vindos do exterior.
A arte reflete os valores da civilização. Quando ela se torna deprimente, focada na baixaria e em ideologias destrutivas, ela deixa de elevar a alma de forma intuitiva para se tornar o espelho da decadência.

O ano de 2026 está abrindo as portas, vamos em frente com firmeza e alegria. Mas o ano novo principia com sintomas adversos em várias regiões. Há a questão da Rússia que aperta a Ucrânia. Taiwan que se mantém como questão delicada. Os atritos no oriente médio se estendem até o Irã. E de repente também na América Latina afloram conflitos a partir da Venezuela, estagnada pelo governo forte.

Para assumir o comando da economia, o dólar passou por um longo processo, mas agora, após mais de 80 anos, está com doenças semelhantes às da libra no início do século 20. Um longo período não muda de forma brusca. A guerra econômica está se aprofundando, uma questão muito difícil envolvendo finanças, tecnologia e recursos naturais escassos. Tudo exerce influência. A moral vem primeiro, com papel fundamental. Há mentiras, cobiças e falsidades. A política segue essa linha. O reflexo disso tudo poderá levar a humanidade às portas do inferno.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

O CAOS ESTÁ SENDO CRIADO

No passado longínquo, havia o sacerdote rei que agia com justiça, seguindo as leis universais da Criação. A decadência espiritual foi introduzindo tirania, despotismo, cobiças de poder, e a riqueza que envolve várias esferas do poder. Vieram as monarquias, o Estado-nação, o capitalismo de mercado e o capitalismo de Estado, que atualmente está em visível confronto. A democracia republicana estagnou e retrocedeu em vez de evoluir para formas justas e equilibradas de governar. Diante disso, a Terra se encontra caótica com o avanço de tumultos e do direito da força.

Sem a sensibilidade intuitiva, o ser humano vai enrijecendo, agindo de forma mecânica, o que elimina alvos enobrecedores em toda a extensão. Restabelecer a sensibilidade intuitiva, isto é, a do coração, significa recuperar a empatia, e assim os objetivos da boa vontade surgem, unindo e fortalecendo o grupo.

O século 20 assinalou a efetiva separação do ser humano do seu “eu interior”, a sua alma, que com isso perdeu sua essência. O homem acabou sendo dominado pela razão, ou pelo raciocínio. Platão reconhecia que acima do corpo perecível paira a alma imortal. Toda estruturação vai se tornando mecânica, o homem também. É algo dito como governo tecnocrático, que vai desumanizando o ser em vez de aprimorar o eu interior.

O ser humano é espírito que dever ser um mediador para atrair Luz para a Terra, mas vaidoso, achando-se muito especial, quer ser a Luz, e com isso espalha escuridão em vez de atrair Luz para a Criação. A cada retorno do espírito para a matéria, o indivíduo vai ao encontro da moradia e das condições que teceu para si, que podem ser boas ou péssimas, a beleza disso é que pode reconstruir tudo com capricho.

Como chegamos a esta situação caótica? Ao longo dos séculos, o querer dos seres humanos foi sendo tecido por etapas: religiões, jacobinismo, darwinismo, nacionalismo, marxismo, fascismo, nazismo. A guerra fria foi o confronto entre o capitalismo e comunismo. No século 21, surge um novo capítulo, o confronto entre o capitalismo de iniciativa privada, dos Estados Unidos, e o capitalismo de Estado, da China.

No fundo, as ideologias ressaltam o poder do homem mais apto para vencer e dominar, com sua força e sua astúcia intelectiva. Nietzsche se encaixa nessa história, no final do século 19, como o pensador que denunciou os limites do racionalismo idolatrado pelos materialistas, e da frouxa moral vigente, propondo uma ruptura radical com os pseudovalores da modernidade. Ele propôs que o ser humano deve reencontrar sua alma criadora.

Provavelmente Darwin não havia pensado que os homens criariam o Darwinismo Social, uma ideologia do século 19 que aplicou, de forma inadequada, os conceitos de evolução e seleção natural das espécies às sociedades humanas. Queriam crer que a “sobrevivência do mais apto” justificaria desigualdades, o imperialismo, o racismo e a hierarquização de grupos, vendo a extinção de “sociedades inferiores” como parte do progresso natural, e sendo usado para justificar atrocidades como o escravagismo, o colonialismo e o nazismo.

O caótico momento presente resulta da falta de bom preparo das novas gerações para a vida e o trabalho. Sem essa formação, não há futuro condigno, permanecendo a espécie humana vivendo de ilusões e circo, afastada do significado da vida e suas leis naturais. Assim foram sendo construídas as ideologias que estão circulando no século 21, tendendo para estabelecer governo tecnocrático forte.

Nos anos 1930, Abdruschin lançou, na Alemanha, a sua obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, visando recolocar o ser humano diante das leis universais da natureza e da Criação. A obra é um chamado à responsabilidade individual, à verdade interior e à reconexão com o espiritual. Sua obra está disponível em vários idiomas para que os seres humanos possam se libertar dos conceitos errados sobre a vida. Enquanto muitos se perdiam em ideologias e guerras, Abdruschin apontava para a necessidade de, com simplicidade, clareza e naturalidade, sair das sombras e retornar à Luz, ao sentido maior da existência.

Apresentada em linguagem simples, clara e natural, a obra é indicada para todos que estão buscando um profundo entendimento da espiritualidade e da existência humana através da ótica das leis universais da Criação. É realmente uma obra que provoca reflexão profunda.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

QUE O BRASIL DE AMANHÃ NÃO SEJA A VENEZUELA DE HOJE

A situação do povo venezuelano tem sido marcada por crise econômica profunda, instabilidade política e dificuldades humanitárias. Trata-se de mais uma situação típica da humanidade. Um grupo se posta à frente das riquezas e com sua cobiça açambarca tudo, deixando de cumprir a tarefa de administrar a nação para o bem geral e melhora das condições gerais de vida.

A história está cheia de momentos em que a riqueza da nação é capturada por poucos, enquanto a maioria fica com migalhas; isso não é exclusivo da Venezuela. É quase um padrão recorrente quando instituições são frágeis e o poder se concentra demais, controlando os recursos naturais, as instituições políticas, os meios de comunicação e de coerção. É a captura do Estado por grupos que se colocam entre o povo e suas próprias riquezas.

Na Venezuela, a inflação atinge níveis extremos. Faltam alimentos, medicamentos e combustível e cerca de 82% da população vive na pobreza, sendo que mais da metade em pobreza extrema. Cerca de 7,7 milhões de venezuelanos deixaram o país em busca de condições melhores.

O característico bom humor do brasileiro está sendo solapado. O Brasil tem sido chamado “o país do futuro”, mas não tem sido bem conduzido e as condições gerais de vida não evoluíram tendo, em muitos casos, regredido, podendo se tornar no futuro uma sub-nação semelhante a atual situação da Venezuela.

Apesar de a Venezuela possuir as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, o petróleo tem sustentado o Estado, mas não tem resultado em melhores condições de vida para o povo marcadas por pobreza, inflação e serviços públicos colapsados.

É mais um triste episódio da trajetória declinante da humanidade. O povo tem de receber bom preparo para a vida e se esforçar para obter melhora. O governo e as elites devem contribuir nesse sentido. Retirado do poder, o presidente da Venezuela, é preciso que haja a interrupção da sangria, como escreveu o autor Eduardo Galeano. É preciso que haja dignidade humana e progresso na Venezuela e em toda a América Latina.

A democracia do Estado-nação tem sido atropelada pela tomada do poder por grupos que impõem governo forte. Ludwig von Mises, defensor do liberalismo e da economia de mercado, desenvolveu críticas vigorosas ao controle governamental, seja sob regimes totalitários ou democráticos, demonstrando como a interferência estatal distorce os mecanismos econômicos, inviabilizando seu funcionamento e levando ao caos. Em geral, o planejamento estatal tem provocado a desorganização econômica e social, sufocando a liberdade individual e a prosperidade das nações.

O planejamento centralizado com fortes estruturas de controle se opõe à ordem espontânea dos mercados. O sistema de preços é detonado. As escolhas individuais ficam restritas. Recentemente o Capitalismo de Estado e o intervencionismo têm produzido acumulação mercantilista de capital através de produção voltada para a exportação, gerando aumento da produtividade, avanço tecnológico e ampliação do mercado interno mantido sob rígido controle.

O que se depreende desse sistema é a aniquilação das individualidades, a tendência para a estagnação do desenvolvimento da massa humana submetida a rígidos controles de comportamento social, minando a base universal do desenvolvimento espontâneo. Sem dúvida, a coerção sobre a liberdade individual acaba restringindo o querer pessoal que, impossibilitado de se transformar em ação, gera estagnação, mas essa é uma tendência que vai se esboçando em ambos os sistemas.

Há milênios, a massa humana tem sido distraída com ninharias para não achar as respostas sobre os enigmas da vida, anulando o livre querer íntimo, enterrando o saber espiritual. A sociedade tendeu para o sistema: para os amigos que pensam igual, tudo; para aqueles que não se submetem às imposições, o rigor das leis criadas pelos homens.

O confronto entre os Estados Unidos e a China é também o confronto entre esses sistemas. Mas se o capitalismo de mercado não deu à humanidade vigoroso impulso para o seu aprimoramento através da busca da Luz da Verdade, o Capitalismo de Estado restringe ainda mais o ser humano, vedando a busca da compreensão da vida através da busca do saber espiritualista, o qual dá a real dimensão da vida amparada na atuação das leis universais da Criação, que existem desde sempre dando ao espírito humano a possibilidade de se reerguer do mundo material para o espiritual, a sua origem não captada pela ciência cerebrina.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

A IMPORTÂNCIA DE PREPARAR AS NOVAS GERAÇÕES

Cultivai a beleza e despertai a intuição. Em nenhuma época as novas gerações ficaram tão descuidadas em seu preparo para a vida como agora. A questão é que as crianças devem ser orientadas desde cedo. Vale lembrar também que a adolescência sempre foi marcada pela melancolia dos jovens que percebem a dor do mundo sem compreendê-la, sem encontrar alguém que explicasse claramente as causas e consequências, e sobre o significado e a finalidade da vida. A maioria passava por essa fase que, entre farras e bebedeiras, era logo esquecida.

Os jovens devem se conscientizar que a adolescência é a fase da passagem da criança para o ser adulto para que possam se tornar autoconscientes, dotados de discernimento e bom senso, de modo a compreenderem o funcionamento das leis universais da Criação e evoluir.

Enquanto os seres humanos vão levando a vida, muitos numa luta áspera pela sobrevivência condigna, os líderes globais se reuniram recentemente para definir os rumos da guerra na Ucrânia, isto é, discutir o futuro que nos aguarda, pacífico ou belicoso. Que façam uso do bom senso e procurem agir de forma que seja feita a vontade do Criador, assim na Terra como no céu.

No Brasil, continuamos em déficit geral, exportando as matérias-primas; a indústria secando, importando muito, renda baixando, educação decaindo. Qual será o futuro das novas gerações? O Banco Central (BC) cria dinheiro. Governos desequilibram as contas tomando dinheiro financiado. O mercado olha para o risco. O BC utiliza a taxa de juros para controlar a moeda. Quem define a taxa? De onde vem o dinheiro para pagar os juros? Quem arca com o ônus?

O sistema seguiu os anseios dos homens para conquistar riqueza e poder gerando desigualdades e disparidades entre as nações. Teóricos desenvolveram teorias econômicas que justificassem essa situação, enquanto outros semeavam a rebelião das massas. Os seres humanos são desiguais entre si, mas as nações mais desenvolvidas poderiam ter colaborado para que as mais atrasadas encontrassem um caminho para sair da pobreza para uma existência condigna.

Cada pessoa faz o que quer com o dinheiro próprio. O básico numa nação é o bom preparo para a vida e o trabalho, produzir bens essenciais e necessários, remuneração condizente e a busca do equilíbrio. As nações querem levar vantagens umas sobre as outras. Os governantes querem tirar proveito e se perpetuarem no poder, e vão desvirtuando tudo. Externamente, fazem acordos cedendo as riquezas e o mercado. Internamente, vão mantendo a população sem bom preparo, oferecendo pão e circo. Em vez de empregos, oferecem auxílios, e tudo vai se desmanchando. De repente a nação se torna um amontoado de gente com crescente desigualdade na renda. Os gastos públicos aumentando. Os impostos também, enquanto o PIB fica estagnado. Para gerar renda e consumir bem é necessário produzir.

Os seres humanos, em geral, e as novas gerações, em particular, estão se desconectando de sua essência. Ao se afastar das leis espirituais da Criação, o ser humano se desconectou de sua alma espiritual. Lamentavelmente, a aspereza global é uma construção da humanidade. Em outras palavras, perguntado sobre o futuro da humanidade, o autor de Sapiens, Yuval Harari, recomenda a reconstrução da confiança na espécie humana.

O tempo dos estadistas sábios concorrendo aos cargos eletivos já passou. O tempo das tesouras na manipulação do poder está no fim. Estamos no tempo dos dominadores do Estado a ferro e fogo, buscando a destruição dos concorrentes. O ser humano se tornou uma peça no mecanismo. Saudade de um tempo distante. Virá o tempo no qual os seres humanos serão humanos e construirão uma civilização respeitando as leis da Criação, atraindo Luz sobre a Terra.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

O NATAL E AS INCERTEZAS PARA 2026

Na dissertação Natal, da obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, de Abdruschin, o autor explica o estranho comportamento dos adultos diante da festa do Natal. Destaco estas palavras: “Coisas mais sérias! Com essas coisas mais sérias referem-se somente à caça às coisas da Terra, isto é, trabalho do raciocínio! O raciocínio rechaça depressa e para longe as recordações, a fim de não perder a primazia, quando uma vez é dado lugar à intuição! Em todos esses fatos aparentemente tão pequenos reconhecer-se-iam as maiores coisas, se o raciocínio somente desse tempo para isso. Mas ele tem o predomínio e luta por isso com toda a astúcia e malícia. Isto é, não ele propriamente, mas na realidade luta aquilo que se utiliza dele como instrumento e que se esconde atrás dele: as trevas!

Imagine uma situação qualquer em que você tenha de pedir algo importante a uma pessoa, algo que ela poderia ceder sem qualquer dificuldade. Você pede, as palavras entram pelos ouvidos, os olhos veem a forma como a pessoa está pedindo. A intuição percebe que ela está precisando ser atendida, mas nesse momento surgem pensamentos na mente, e num minuto a pessoa pensa: por que tenho de atender; ela que se esforce para conseguir o que precisa. O raciocínio intelectivo, não permite a abnegação, impede que seja feita a boa ação. Assim, em muitas situações, a intuição é ágil, mas logo é travada, o raciocínio quer dominar, não deixa que a intuição se fortaleça e indique o caminho a seguir.

Grande parte da humanidade ainda não compreendeu que o Criador enviou em Jesus uma parte de si, para se encarnar na Terra, escurecida pelos conceitos errados sobre a vida que as trevas facilmente incutiram no cérebro dos seres humanos, para que afundassem espiritualmente e se destruíssem mutuamente. Ele foi enviado para trazer energia da Luz, a Verdade, a libertação espiritual, igualmente incompreendida e manipulada.

Na Terra, todos os seres humanos são peregrinos em busca da Luz para alcançar a alegria de voltar à casa. Os seres humanos criaram as religiões, mas a animosidade surgida eliminou a busca, e com isso deixaram de procurar, por isso não conseguem achar a Luz do Criador para construir a paz e o grande progresso em harmonia que devem alcançar.

Para onde vai o Brasil? O país já vinha sofrendo desde a crise da dívida externa, e a ruptura do plano real representou um forte abalo. A precariedade se esparramou de tal forma que em 20 anos a região metropolitana de São Paulo está irreconhecível. Tendo sido eliminada grande parte dos bons empregos, o governo deu ênfase aos auxílios.

Quem vai abocanhar os seus recursos naturais? Decadência geral, tendência a se tornar sub nação sem lei, sem ordem. Manter a população com pouca cultura e muito entretenimento para que continue desinteressada de tudo que se passa, como o loteamento das riquezas da nação.

O ano 2025 está na reta final. No Brasil, a curva continua em declínio afastando a nação do que foi um dia, e mais ainda do que deveria ser. Em todas as nações, a humanidade está sendo pressionada. A renda vem caindo e com ela o nível de preparo das novas gerações. As incertezas se voltam para o dinheiro, as finanças globais, as dívidas das nações, mas vem aí a Copa 2026 com muita distração.

Atentar para as novas gerações é dever da humanidade, assim como é dever dar a elas bom preparo para a vida e o trabalho, para que se tornem seres humanos de qualidade, independentes, e que contribuam para a continuada melhora das condições de vida na Terra. Quando conseguiremos alcançar um estágio melhor? Faltam planos de continuada melhora das condições gerais de vida e da qualidade de vida.

O ser humano é espírito que deve agir como mediador para atrair Luz para a Terra, mas vaidoso, achando-se muito especial, quer ser a Luz, e com isso espalha escuridão. Afastando-se da alma o ser humano se torna máquina limitada ao tempo espaço, e ao criar a IA deu enorme amplitude à sua capacidade, contudo não vai além da esfera material, do espaço-tempo, mas isso poderá ser suficiente para estagnar a trajetória natural da espécie humana cuja essência é espiritual.

Mas vale lembrar que o Natal é a irradiação do Amor Divino, que desce à Terra para a alegria dos seres humanos! Conhecereis a Luz da Verdade e ela vos libertará. Veja mais em: https://youtu.be/8a2IN6zpUic

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

A FINALIDADE DA VIDA: ENTRE A INDOLÊNCIA E O DESPERTAR

A humanidade, ao longo dos séculos, tem vivido como quem esqueceu o propósito de sua própria existência. Em vez de buscar o aprimoramento interior, a sabedoria e a convivência harmônica, muitos, dominados pelo ego e pela vaidade, se perdem em alvos rasteiros: comer, beber, se divertir, acumular bens, competir por status, consumir sem medida, ter riqueza e poder. O trabalho, que deveria ser construtivo e abençoado, virou punição, o tempo virou mercadoria e o outro, virou ameaça.

Essa inversão de valores transformou o viver numa luta pela sobrevivência e o espírito caiu no sono e na inatividade. A compreensão da verdadeira finalidade da vida é cultivar virtudes, contribuir com o mundo, encontrar sentido, reconhecer as consequências das próprias decisões, não causar danos para satisfazer as próprias cobiças, mas a busca nesse sentido foi substituída por metas imediatistas e vazias. O resultado é um planeta em crise, uma sociedade ansiosa, sem rumo e estagnada.

Apesar de a Terra dispor de muitos recursos, é lamentável que a humanidade sempre tenha vivido na escassez de bens essenciais e com falta de bom preparo para a vida e o trabalho. Ou seja, não buscou a real finalidade da vida e se enredou nas ninharias que nada acrescentam à qualidade de cada indivíduo e ao seu aprimoramento. Os dirigentes globais e nacionais, e as pessoas em geral, devem olhar atentamente para esse fato que tem causado caos e miséria, com tantas guerras em andamento ou temporariamente em espera.

As questões e anseios da população deveriam ser centrais para a governança, algo que em geral não acontece; ademais, esses anseios nem sempre se apresentam com seriedade e nobreza, ficando nos aspectos mais grosseiros da sobrevivência, revelando a ausência de propósitos elevados que estejam em consonância com a finalidade da vida e com as leis da Criação. As atividades de lazer são importantes e necessárias, mas não são a finalidade essencial da vida.

Mas ainda há tempo. Redescobrir a finalidade da vida é possível. Basta olhar para dentro de si e ouvir o silêncio, deixar o espírito falar através das intuições, e lembrar que viver é mais do que existir: é crescer, servir, beneficiar, embelezar. Como sensibilizar os seres humanos que ainda raciocinam com lucidez, para que se esforcem para dar uma virada na forma errada em que estão vivendo?

As pessoas lúcidas devem ser chamadas para a vida, ou seja, aquelas que ainda pensam com alguma clareza, sentem com profundidade e não se conformam com os rumos que seus semelhantes vêm trilhando. Mas os acontecimentos imprevistos mostram que estamos no tempo da virada.

Vivemos numa era em que a inteligência se dispersa em distrações sem utilidade, enquanto a sensibilidade espiritual fica enclausurada e o ser humano se esconde atrás de máscaras. Os lúcidos estão percebendo o vazio de tudo isso, das metas rasteiras, a dor da miséria e falta do essencial, o absurdo da guerra e o desperdício de uma vida sem propósito num tempo concedido para a evolução do espírito.

É hora de despertar antes que seja tarde demais, pois, com a indolência espiritual, isso se tornará impossível. É hora de buscar a realidade da vida com palavras, com gestos, com exemplos. Não se trata de convencer com discursos, mas de inspirar com coerência, despertar a coragem para sair da rotina paralisante. É hora de viver com sentido, mesmo em meio ao caos, cientes de que todos contribuíram para isso. De mostrar que é possível uma vida mais bela, com mais utilidade, mais humana por estar em concordância com a finalidade de fortalecer e enobrecer o espírito.

A virada começa em cada um, mas não termina aí. Ela se espalha como chama silenciosa, acendendo consciências adormecidas. E quando os lúcidos se unem, coesos no alvo de elevar a humanidade, o viver muda para melhor e a Terra se torna o que sempre deveria ter sido: o paraíso terrestre hospedando seres humanos para se fortalecerem e se desenvolverem, com a sua livre decisão, como era esperado pelo Criador Todo Poderoso.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br