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USE A INTUIÇÃO

David J. Lieberman, psicoterapeuta considerado como autoridade renomada internacionalmente nas áreas de comportamento humano e relacionamentos interpessoais e autor de Como Decifrar Mentes, explica bem as atitudes daqueles que não querem o brilho da verdade e buscam obscurecer os fatos para que as pessoas não descubram quais são seus reais objetivos. Seja numa conversa casual ou numa negociação de alto risco, é fundamental saber identificar o nível de sinceridade das pessoas, perceber as emoções que elas escondem e saber ler nas entrelinhas. De longa data, a humanidade tem sido afastada da verdade para que viva de forma acomodada.

Na Roma Antiga, usavam o subterfúgio do pão e circo; os métodos atuais são mais sofisticados. Aquilo que Lieberman explica na escala pessoal, também se passa na escala ampla para manter a massa na indolência indiferente ao real significado da existência do ser humano. Na avaliação das situações é muito importante ouvir a própria intuição. “E conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará!” (João 8:32)

“Alguém que faz um relato mentiroso geralmente se concentra muito em detalhes irrelevantes para tentar passar profundidade. A conversa é temperada com minúcias para nos distrair da verdade, como se estivesse jogando areia na nossa cara”, explica Lieberman. “Apesar de as pessoas que dizem a verdade geralmente serem mais diretas, é preciso cautela nas avaliações.” Para Lieberman, quando houver muita coisa em jogo – negociações, interrogatórios, questões envolvendo abuso, roubo ou fraude – é possível aprender a poupar tempo, dinheiro, energia e sofrimento ao distinguir quem tem boas intenções de quem não tem. E quais são os profissionais que mais mentem em suas ocupações?” Este trecho é parte da matéria: “Como entrar na mente dos outros” publicada no jornal Valor Econômico em 05.01.2024.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: TECNOLOGIA A FAVOR OU CONTRA A HUMANIDADE?

Falta foco e soluções para as questões fundamentais da vida como trabalho, alimentação, educação, moradia e aprimoramento humano. O percentual de pobreza e precariedade foi crescendo pela Terra sem parar, assim como a concentração da riqueza. A miséria humana tende a se alastrar com provável colapso nas áreas de abastecimento de água, alimentos, empregos e saneamento básico.

O tão divulgado ChatGPT, fruto da tecnologia de Inteligência Artificial (IA), é uma aplicação construída pela OpenAI, empresa norte-americana que teve Elon Musk como um dos seus fundadores. Essa tecnologia se baseia num modelo gerativo de linguagem que rapidamente busca respostas para as perguntas, superando a agilidade mental do ser humano. O que diria a IA sobre a origem da vida e sua finalidade? Ela voaria sobre milhões de noções existentes, parciais e incompletas, e daria sua sentença situando o viver no limite da matéria, o que para muitas pessoas poderia ser considerado como verdade.

No entanto, os seres humanos têm de perceber que são espírito e não apenas a matéria perecível, uma conclusão que a máquina jamais chegará, assim como não saberá qual é a real motivação dos usuários, pois num mundo repleto de ódios, poderia se tornar altamente destrutiva.

O dinheiro, essa poderosa invenção, hoje criado do nada, comanda a vida na Terra, e se multiplica sem nada produzir, gerando abismos que terão de ser ultrapassados. A humanidade ainda não encontrou a forma equilibrada de criar dinheiro, mas isso não impede a ação de seus controladores, dos oportunistas, dos especuladores, e a vida que deveria ser bela e feliz fica desvalorizada diante da moeda que compra tudo, até o caráter dos homens.

Na sua trajetória, o dinheiro que acabou sendo criado pelo arbítrio de uma elite, faz a economia girar, mas se o excesso não for represado, perde valor, arruína os preços. A maneira encontrada foi elevar a taxa de juros, pois o dinheiro solto acelera a jogatina da bolsa, valorizando os papéis de forma artificial, ao mesmo tempo em que desvaloriza as moedas. Os preços sobem, os salários baixam. Os custos sobem, as vendas caem. Então as atividades vão ficando estagnadas. Baixa a renda. Empregos se reduzem. Alimentos e energia extrapolam. A economia das nações fica engessada.

As cidades vão inchando, se tornando inviáveis para os indivíduos, para os governos, para a humanidade. O que fazer para sobreviver sem se endividar? Tendo em vista a continuada decadência espiritual da humanidade, nada foi como poderia e deveria ter sido. Os elevados valores humanos não influenciaram na melhoria das condições de vida e no progresso espiritual. Nos anos após a segunda guerra mundial houve momentânea sensibilização, mas logo a seguir a imagem dos dias difíceis se foram apagando da memória, e de novo a humanidade trilhou o caminho da indolência espiritual, da acomodação, da preguiça de pensar com clareza sobre a vida e seu significado.

A tecnologia deveria ser empregada para elevar o espírito humano, mas tem sido usada prioritariamente para fins imediatistas, contribuindo para a destruição e esvaziamento da sensibilidade e capacitações humanas. O ser humano não pode ser transformado num ser insensível, que perdeu o contato com o eu interior, que não sabe aproveitar as suas horas de lazer para se instruir e se aprimorar, optando por jogar fora o seu precioso tempo com futilidades. Os Estados-Nação acabaram sendo rebaixados à condição de objeto a serviço de interesses particulares de cobiças por riqueza e poder, por isso agora oscilam.

Quando caímos num congestionamento com milhares de caminhões, ônibus e automóveis, a única saída é esperar pacientemente. Mas quando vemos os preços subindo, os empregos desaparecendo, o descontentamento e o medo ditando o ódio, surge a percepção que estamos em meio ao caos final, mas não se trata do fim de tudo, e sim um processo natural de restauração e recomeço para os seres humanos que perceberem, enfim, que são espírito e não apenas a matéria perecível na qual se aprisionaram. Em verdade, isso é um chamado para despertar da dormência, refletir, ampliar a consciência e desfazer conceitos errados, para então racionar com lucidez, simplicidade, clareza e naturalidade, de modo a semear um mundo melhor com gratidão, amor e paz.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

A INTUIÇÃO E O CORPO TERRENO

Os seres humanos são dotados do cerebelo, o canal da intuição, e do cérebro que forma os pensamentos. O intelecto e sua capacitação de raciocinar dão ao ser humano a sensação de grandeza, e com ela vem a vaidade, a inveja e a cobiça, e pensamentos que atraem a igual espécie. Empolgados, os seres humanos passaram a dar ênfase à capacidade de raciocinar, transmitindo-a aos seus descendentes.

Isso foi formando uma barreira que impede o surgimento das intuições mais nobres, ou seja, a voz do espírito que se transforma em pensamentos também subordinados à lei da atração da igual espécie. Daí a importância do mandamento de que para alcançar paz e felicidade é indispensável conservar puro o foco dos pensamentos, pois sem isso estes vão se tornando dominantes, e a intuição deixa de ser ouvida e transmitida para o cérebro que vai ficando sujeito às influências externas recebidas através dos pensamentos.

Por exemplo, o indivíduo sabe que beber em excesso é prejudicial, que fumar é nocivo e tantas coisas que ele faz mesmo sabendo que são erradas e contra as leis da Criação, mas as faz porque perdeu o domínio de si mesmo, tendo permitido o domínio dos pensamentos que são influenciados através da atração da igual espécie.

Assim, o espírito do ser humano vai caindo na inatividade, deixando de cumprir a tarefa de introduzir no seu viver a força espiritual recebida através das intuições bloqueadas pelo cérebro mais fortalecido, em oposição ao cerebelo, mantendo inativo o espírito vivificador do corpo, enquanto os pensamentos vão se desenvolvendo velozmente na trilha dos pendores e da vontade mental. Ou seja, o cérebro pertencente ao corpo perecível assume o comando do querer através dos pensamentos, enquanto o espírito se enfraquece na inatividade, em vez de lutar, se fortalecer e impor a intuição, o querer espiritual, ao cérebro e ao corpo, para que a executem no mundo material, construindo e beneficiando tudo. (Ver a dissertação O Anticristo, Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, https://www.graal.org.br/)

Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

INTUIÇÃO, RACIOCÍNIO, INTELECTO

Nas escolas básicas falava-se em aplicar o raciocínio para resolver problemas. Nos cursos mais avançados falava-se no Intelecto e sua objetividade, evitava-se a palavra Intuição, mas as coisas difíceis ficavam mais fáceis de serem entendidas quando surgia a explicação intuitiva, sem que se soubesse exatamente o que era a intuição. Na verdade, a tal objetividade era ostentação dos homens de intelecto que tornavam as coisas mais difíceis do que são, com o objetivo de dominar e se impor.

Podemos compreender a palavra “raciocínio” como a ação do cérebro e a palavra “intelecto” como o cérebro do raciocínio super desenvolvido, que acabou travando a intuição, ficando os seres humanos dominados por ele, sem captar a intuição extra material através do cerebelo, que atua como uma antena receptora que permaneceu estagnada em seu desenvolvimento natural, enquanto o cérebro do raciocínio, ou intelecto, foi cultivado excessivamente de modo unilateral, representando o grande mal da humanidade, pois cerebelo e cérebro deveriam se desenvolver em paralelo, para fortalecer a percepção intuitiva e desenvolver o raciocínio lúcido, fazendo da criatura humana verdadeiro ser humano que reconhece e segue as leis naturais da Criação, a Vontade de Deus.

Dizer seres humanos dominados pelo intelecto, ou dominados pelo raciocínio, significa a mesma coisa. (Ver a obra Na Luz da Verdade, Mensagem do Graal, de Abdruschin)

Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

DECADÊNCIA DA ESPÉCIE HUMANA

A humanidade está atravessando uma fase difícil. Egos e cobiças impedem a união de esforços para o bem geral; então surgem guerras econômicas, das vacinas, das comunicações, e a verdade desaparece. O cérebro frontal tem sido programado para permanecer conectado ao negativismo, bloqueando a conexão intuitiva com a espontânea alegria de viver. Angustiadas, as pessoas deixam de ouvir a voz interior, a própria intuição, uma breve percepção de algo que devemos reter, antes que inúmeras interferências tentem apagá-la. O sono reparador concede o necessário descanso ao cérebro, mas tem sido dificultado pela agitação desta era de turbulências. Manter a serenidade é o requisito para uma vida longa e lúcida. A época exige seriedade no trato do que é essencial para a vida; não dá para desperdiçar tempo com ninharias.

A ansiedade, o nervosismo, a insatisfação e o descontrole emocional são altamente danosos para o ambiente, mas também vão causando danos nos neurônios, os quais vão se manifestar mais tarde através do mau funcionamento do cérebro. No entanto, como as crianças, temos de alcançar o sereno estado da espontânea alegria de viver, fazendo o que gostamos, gostando do que fazemos, sem perder de vista o nosso propósito de vida, nosso alvo elevado.

Os políticos se instalam no poder para conduzir a nação para o bem geral, mas a atração que o poder exerce é muito forte, o que os faz deixar de lado sua tarefa e passam a fazer tudo para manter o poder em suas mãos, mesmo que, para alcançar seus objetivos egoísticos, tenham de se submeter aos ditames da geoeconomia mundial. Como foi possível que o Brasil, dotado de tantos recursos, chegasse ao descalabro das moradias precárias que surgiram pelas grandes cidades sem esgoto, com mosquitos de todos os tipos? Falta educação e estadistas honrados.

Surgiram grandes dificuldades para os países que optaram por terceirizar a produção fabril. Os Estados Unidos enfrentam dificuldades jamais previstas. No Brasil, 50% da força de trabalho está sem emprego; faltam insumos essenciais e a tecnologia estagnou. Mais de 60% da população brasileira teve perda de renda nesta fase de parada geral. O dinheiro deixou de circular pelo mundo. Falta união de esforços visando o bem do país, pois a agenda da vaidade e da cobiça se volta para a conquista do poder.

Há muita coisa desequilibrada na economia. Faltou interesse e esforços para a compreensão do que estava se armando desde os anos 1970 e de buscar rumos mais adequados. Michael Hudson, economista e professor de Economia da Universidade de Missouri Kansas City disse: “A riqueza não é mais feita aqui (EUA) pela industrialização. É feita financeiramente, principalmente por meio de ganhos de capital.”

Não dá para competir com salário de 400 dólares por semana contra 600 por mês. No Brasil faltou uma coordenação para impedir que tantos países caíssem na depressão produtiva para que não se tornassem dependentes de tudo. O Brasil exporta as matérias primas para importar manufaturados. Os seres humanos do capitalismo selvagem criaram a agonia, mas o socialismo com mão de ferro, impondo-se sobre os mais fracos, também não será a solução. Antes terá de ocorrer a modificação do ser humano e sua sintonização.

O que se poderia dizer sobre tantos seres humanos materialistas cheios de cobiças que criaram sistemas para dominar e açambarcar as riquezas naturais? Aumenta a demanda mundial. Os preços dos itens essenciais continuam em alta. O desequilíbrio mundial na produção e na demografia, e outros fatores, estão afetando os preços, ampliando a ameaça de precarização geral. Trump tentou alguma mudança; Bolsonaro está sensível; agora entra Biden. Provavelmente nenhum deles terá condições para criar mudanças para melhor, pois foram séculos de decadência da espécie humana, o que se agravou nos últimos 50 anos, mormente o declínio espiritual, ético e moral.

A geoeconomia que visa dominar povos e riquezas naturais. Os diversos povos deveriam se desenvolver uns ao lado dos outros, em paz, se pautando em conformidade com as leis da vida e tendo a mãe natureza como a grande provedora e concessora de benesses e riquezas. A vida é a grande travessia para a Luz. É preciso força de vontade para seguir em frente e não se deixar arrastar para caminhos errados.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

A GRANDE TRAVESSIA

A vida é uma grande travessia para a Luz. É preciso força de vontade para seguir em frente. O ser humano é dotado de cérebro para raciocinar e cerebelo para intuir. O cerebelo é a ponte que liga o querer do espírito com a matéria. O cérebro é dotado da capacitação intelectiva, o raciocínio para executar o querer e não para se sobrepor travando o espírito. O espírito é vida, mais conhecido como alma ou coração, deve estar no comando com a força espiritual da vontade intuitiva.

O cérebro se tornou um foco de doenças. Elimine aflições oriundas de pensamentos negativos. Os psiquiatras recomendam compostos químicos. É preciso disciplinar a mente, ouvir a intuição e conservar puro o foco dos pensamentos. O cerebelo recebe a força da correnteza espiritual que paira acima da matéria. O raciocínio foi assumindo o comando, impedindo essa conexão.

O ser humano fortaleceu o cérebro, deixando o cerebelo estagnado. O raciocínio quer tomar conta de tudo, impor a sua vontade impedindo a manifestação do espírito. Com o cerebelo atuante, se manifesta a força de vontade do espírito, ampliando a compreensão da vida, distinguindo os caminhos certos para seguir. O espírito no comando é o natural na Criação, mas foi subjugado pelo intelecto e sua capacidade de raciocinar.

Como consequência da vontade, tudo volta, o bom ou o mau querer semeados. Pensamentos voltados para o bem elevam o ser humano. Em meio às aflições as pessoas querem eliminar a ansiedade, mas isso só se dará com “a volta ao natural, para o caminho da Vontade do Criador que quer que as obras dos seres humanos sejam grandes e perfluídas por intuições vivas! E a vitória do espírito será também simultaneamente a vitória do mais puro amor!” (Mensagem do Graal)

A obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, de Abdruschin, não é uma nova religião; ela oferece a compreensão do significado da vida, da Criação e das leis do Criador. Saiba mais em: https://www.graal.org.br/

A vida é uma travessia; é preciso força de vontade para seguir em frente e procurar A LUZ DA VERDADE! Enfim, “Conhecereis a Luz da Verdade e ela vos libertará”.

https://youtu.be/MS73d0F_H3k

INTELECTO E RACIOCÍNIO

O intelecto é a habilidade de pensar de forma lógica para entender as coisas da Terra. O raciocínio é o processo de pensar e questionar sobre algo de forma lógica. No entanto, essa habilidade de pensar e raciocinar de modo lógico se restringe ao mundo material, ao tempo-espaço. O correto, segundo as leis do Criador, seria o espírito guiando através das intuições (cerebelo), e o ser humano, utilizando-se de sua habilidade intelectiva (cérebro) para desenvolver o raciocínio de forma lógica.

Hoje em dia isso não ocorre com frequência porque o ser humano se tornou orgulhoso e vaidoso de suas habilidades intelectivas para raciocinar de forma lógica, sem perceber que se tornou restrito, desconectado da amplitude da vida que vai além do mundo material até ao espiritual. O raciocínio do ser humano, indispensável para o viver no mundo material, é produto do cérebro restrito ao tempo e espaço. Falta ao raciocínio aquilo que é chamado coração, que na verdade é a condução do espírito.

“A parte do cérebro (o cerebelo) que deve constituir a ponte para o espírito, ou melhor, a ponte do espírito para tudo o que é terreno, ficou, portanto, paralisada com isso, uma ligação rompida, ou bastante afrouxada, com o que o ser humano se privou de toda a ação do espírito e com isso também da possibilidade de tornar seu raciocínio “animado”, espiritualizado e vivificado. Ambas as partes do cérebro deveriam ter sido desenvolvidas bem uniformemente, para uma atividade comum e harmônica, como tudo no corpo. O espírito guiando e o raciocínio executando aqui na Terra. Torna-se assim evidente que toda a atividade do corpo, e até mesmo este, nunca podem ser o que deveriam ser. Esse acontecimento se manifesta naturalmente através de tudo! Porque com isso falta o essencial para todas as coisas terrenas!” (o livro Na Luz da Verdade Mensagem do Graal contém amplos esclarecimentos sobre esse tema).

CÉREBRO E CEREBELO

Todos nós temos dois cérebros, o grande e o pequeno, também denominados respectivamente frontal e posterior, ou cérebro e cerebelo. Conforme esclarece Abdruschin, no livro Na Luz da Verdade, também conhecido como Mensagem do Graal, o cerebelo é o cérebro da intuição. Recebe os lampejos intuitivos e pelas ligações internas os envia para o cérebro frontal, o do raciocínio ou intelecto, que recebe a informação e a ajusta às condições gerais da vida. O cerebelo também tem a capacitação da reflexão intuitiva que vai além da análise feita com o raciocínio. Se o ser humano cultivar a pureza, sua intuição se tornará mais clara e firme, dando mais força à sua vontade interior na condução das ações.

Mas se o ser humano tiver força de vontade preguiçosa, o raciocínio vai tomando conta para assumir o controle, impedindo que a intuição se manifeste e conduza. O cérebro do raciocínio é um mecanismo susceptível a manipulações e vem sendo estudado por psicólogos e outros cientistas, desde Charles Darwin, que percebeu que o ser humano, assim como os animais instintivos, se deixa levar pela imitação e associação de ideias.

Os intelectivos só acreditam nas coisas materiais e no raciocínio que silenciou a intuição. Hoje em dia a manipulação da mente dos seres humanos, através do raciocínio, se tornou uma arma poderosa com a utilização das novas tecnologias associadas à psicologia das massas que teve impulso no século 20 com o advento do rádio e do cinema. Com isso, muitos hábitos intuitivos, nobres e sadios, foram substituídos por outros, introduzidos na mente através do cérebro do raciocínio para subordiná-la a interesses externos que vão subjugando o ser humano que acaba abdicando de suas capacitações e individualidades para agir de forma enrijecida como máquina sem flexibilidade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

LÍDERES SÁBIOS E PATRIOTAS

Durante séculos o mundo esteve olhando só para o dinheiro, esquecendo tudo o mais, deixando em segundo plano a riqueza que nos é dada pela natureza como o ar, a água e demais elementos essenciais para a vida, o que gerou desequilíbrio geral. A sociedade está sujeita a crises de todas as espécies que ocorrerão com frequência; eventos que evidenciarão a estupidez dos homens em relação à própria vida e à sustentabilidade do planeta.

Em sua trajetória para evoluir, o homem foi moldando o poder para atender à sua cobiça. A humanidade não reconheceu a origem de Jesus e a amplitude espiritual de seus ensinamentos. A Igreja, criada bem depois, dominou por séculos. Veio a era do dinheiro, o fim do poder dos reis, a criação dos Estados, o declínio do poder da Igreja e da sua interferência nas decisões. Surgiu o Estado laico.

A República foi se tornando corrupta e abusada. A globalização quis uniformizar as culturas. No auge da desfaçatez da classe política surgiram líderes com patriotismo. É necessário zelar pelo país para que os recursos naturais sejam utilizados para o progresso e bem geral. Uma esperança percorre o Brasil, mas a sociedade brasileira tem de se movimentar para extirpar o veneno da cobiça e corrupção.

O regime chinês, aproveitando-se de sua vasta mão de obra de baixo custo, criou o Capitalismo de Estado dirigido pela mão dos homens fortes do partido único, com poder absoluto, que mandam em tudo sem depender de congresso ou do poder judiciário. Provavelmente esse seja o modelo que os seres humanos materialistas querem implantar no mundo, subordinando tudo apenas às leis materiais afastadas da Luz e das leis da Criação acessíveis aos espíritos ativos que não se deixaram adormecer pelas ilusões do mundo material. Cada indivíduo tem que se movimentar em busca da Verdade, de sua libertação espiritual, evoluir, construir e beneficiar. Subir por si mesmo a escada que eleva.

Nada de tão grave ocorria na economia desde 1929 quando tudo parou. Se tudo está parado não há renda; sem renda fica difícil sustentar empreendimentos deficitários. Enfim, pouco podemos fazer e decidir enquanto a economia não entrar em ritmo normal. Até lá temos de ir levando do melhor jeito que pudermos. Cada país, com amor à pátria, terá de se dedicar intensamente na recuperação em seus limites, cuidando de seu povo e sua cultura. No entanto, tirar vantagens de outros povos e outras nações é algo que tem de ser banido para que haja paz e progresso.

O Brasil pouco cuidou do preparo das novas gerações e da criação de oportunidades, um problema que se arrasta desde a Lei Áurea, mas que se agravou com a crise da dívida externa gerida pelo FMI. O consenso de Washington, o neoliberalismo e a globalização enfiaram na cabeça dos governantes que, para criar riqueza, tinham de eliminar as barreiras alfandegárias e abrir o mercado sem este estar preparado, renunciando a própria cultura. Perdida, a classe política tratou de arrumar a si mesma e assim caímos na precarização.

O mundo precisa de líderes sábios que respeitem o solo pátrio para que cada povo possa aprimorar a si mesmo e a própria cultura. Os seres humanos, dominados pela cobiça, se tornaram desconfiados e estranhos uns aos outros. Raramente notamos um gesto de cordialidade e consideração ou uma palavra amistosa tão frequentes em épocas passadas. Os homens cobiçosos se julgam donos do planeta e impuseram suas ideias restritas ao povo despreparado e acomodado que tudo aceitou em troca de migalhas e diversão. Assim, o mundo foi rumando para o abismo, mas acima do homem estão as leis do Criador que trazem de forma impetuosa a colheita de tudo que foi semeado. A cura está no reconhecimento e obediência às Leis do Criador.

O cérebro é uma poderosa ferramenta para atuar raciocinando em conjunto com o cerebelo cuja função é captar a intuição proveniente da alma. Infelizmente, a intuição foi sufocada. O cerebelo ficou pouco desenvolvido e o raciocínio, raramente lúcido, se tornou dominante. Temos de pensar com clareza e reaprender a ouvir a voz da intuição. No entanto, atualmente há uma forte pressão que restringe, fechando os horizontes do ser humano que deveria se desenvolver e beneficiar tudo na Criação.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

ÓRFÃOS DA TERRA

A parte inicial da novela Órfãos da Terra, escrita por Thelma Guedes e Duca Rachid, mostra bem a situação da vida que a humanidade forjou ao se sobrepor às leis do Criador, o construtor e o dono da Terra, para que nela a semente espiritual pudesse se tornar o autêntico ser humano apto e capacitado para formar no planeta uma cópia do paraíso celeste.

Quando o ser humano se encarnou na Terra tudo já estava pronto sem que ele tivesse contribuído em nada; mas, com o correr do tempo, foi deixando de seguir cuidadosamente as leis da Criação com humildade perante o Senhor de Todos os Mundos, acarretando o surgimento da aspereza, miséria, brigas e guerras, inveja, cobiça de poder e ódio, e foi paulatinamente perdendo a condição de ser humano que ouve a própria consciência, o verdadeiro eu. Há um único Criador, mas os seres humanos criaram religiões que separam os homens em vez de uni-los em torno dos corretos propósitos de vida.

Vamos olhar para o personagem do despótico Aziz, homem rico que se julga superior a tudo o mais. Ele é uma pessoa cujo espírito está adormecido e dominado pela própria vontade intelectiva que só enxerga o mundo material visando alegrias e prazeres terrenos, incluindo-se nisso o desfrute do poder como recompensa pela sua astúcia e, por isso, quer que todos se curvem sob a sua vontade. Jamil, por sua vez, em sua humildade espiritual, tem uma percepção mais ampla da vida, ouve o íntimo e a sua consciência intuitiva que o admoesta sempre que as ações humanas se contrapõem às leis do Criador. Aparenta ser um ser humano cuja livre resolução não acorrentou o próprio espírito ao corpo terreno perecível; ele percebe a vida além do mundo material onde a vida se tornou uma luta pela sobrevivência.

Outrora, quando o espírito ainda conseguia se manifestar, era comum as pessoas se comunicarem com almas do além. Mas a espécie que atraíam dependia do querer interior, para o bem ou para o mal. Muitos poderosos se aconselhavam conscientemente com espíritos trevosos que lhes davam indicações de como poderiam aumentar o seu poder terreno através de ações ignóbeis que conduzem a humanidade para caminhos falsos, como se fosse um acordo de entrega da própria alma. Hoje nem isso ocorre; a influência se dá diretamente no cérebro frontal, de forma inconsciente, como se fossem pensamentos próprios cuja vaidade muito aprecia dando a sensação de grandeza ao intelecto, mas igualmente entregam sua alma ao mal.

Pelo visto, Thelma e Duca têm em mãos um excelente material para desenvolver uma novela ao agrado do público que, na luta do bem contra o mal, sempre fica na torcida, esperando que, de forma justa, cada um colha os frutos, saborosos ou amargos, daquilo que semearem em suas vidas.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7