Posts

UMA PREGAÇÃO DE JOÃO BATISTA PARA A HUMANIDADE ATUAL

João Batista é uma das figuras mais marcantes da história da humanidade: profeta, pregador no deserto, o escolhido para batizar Jesus. Um líder espiritual, profundo conhecedor do saber ofertado pelos profetas. Preparador do caminho para Jesus, não falava por si, mas inspirado pela Luz que se aproximava diante da qual nenhuma máscara pode permanecer.

Seres humanos do século 21, despertem da indolência espiritual, saiam desse caminho que conduz ao abismo da destruição, tão ao agrado da raça de víboras, que servindo ao inimigo da Luz, seduziu os seres humanos com tentações e falsos caminhos.

Em menos de dois milênios, a Terra, criada em bilhões de anos, se acha esfolada de todos os lados. Com cerca de oito bilhões de almas reencarnadas, há fome e miséria. Falam sobre a paz, mas não abandonam o egocentrismo, a arrogância, a violência. As lutas entre povos, religiões e nações estão num crescente. São lutas acirradas pelas cobiças por riqueza e poder como em nenhuma outra época. Querem justiça, mas sem renunciar aos privilégios. Dizem buscar a Luz da Verdade, mas se abrigam na sombra das mentiras confortadoras. Clamam por esperança, mas com sua má vontade, alimentam a própria decomposição.

Vocês se tornaram especialistas em procurar culpados e encontrar desculpas a si mesmos.

Culpam governos, culpam sistemas, culpam o passado, mas não olham para si mesmos, para aquilo que semeiam com as próprias ações. Condenam a corrupção lá fora, mas a toleram dentro de si. O mundo está envolto em trevas porque vocês mesmos se afastaram da Luz e acolheram as imoralidades.

Clamam por liberdade, mas se acorrentam aos conceitos errados sobre a vida, ao consumismo desenfreado, aos pendores, ao ego, ao orgulho. Transformaram a vida em espetáculo, a fé em comércio, a compaixão em marketing. Vocês se acostumaram a ver o sofrimento e a decadência como entretenimento, e a injustiça como rotina.

Arrependam-se, não com lágrimas teatrais, mas com renúncia real, com força de vontade para a própria renovação. Sejam rigorosos consigo mesmos. O arrependimento verdadeiro dói, corta, exige renúncia, mas não é suficiente. O querer a renovação tem de se transformar em ação. Os seres humanos pressentem que devem buscar a cura, mas não agem com firmeza porque isso requer humildade espiritual.

Vocês querem mudança sem esforço, virtude sem disciplina, renovação sem perseverança, salvação sem examinar o que é certo e o que é errado em suas atitudes. Não se iludam, a justiça divina é severa. Os seres humanos estão perdidos não por falta de sinais, mas por indolência do espírito e falta de coragem de reconhecer que, espontaneamente, se afastaram do significado e finalidade da vida concedida pelo Amor de Deus.

Seres humanos, vocês pressentem o que é certo, mas dão preferência ao que é prazeroso, ao que não exige o olhar interior. É indispensável purificar o foco dos pensamentos e deixar de fortalecer o mal. Endireitem as veredas enquanto ainda há tempo. Parem de negociar com o mal. Parem de justificar o injustificável. Parem de acolher as trevas e os seus conceitos errados sobre a vida, ao invés de acolher a Luz e a Verdade com humildade.

O relógio universal assinala o fim do tempo concedido aos seres humanos para o desenvolvimento do espírito. O juízo não é ameaça; é consequência. Na crença cega, o espírito ficou estagnado, mas será despertado pelos tremores e estrondos que já estão atingindo a Terra.

O ser humano é espírito. Quanto mais o espírito tiver se desenvolvido, mais humano será o ser. A verdade não se curva aos seus desejos. A verdade não muda para agradar vocês. A verdade permanece, é eterna, imutável, representa a Vontade Perfeita do Criador que se inscreve nas leis universais da Criação, e vocês é que precisam se voltar para ela. O tempo acabou. É agora ou jamais, é como disse o discípulo João, (8:32): “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”.

Obs.: Recriação literária contemporânea, feita com a colaboração do Copilot, a IA da Microsoft

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

A COLHEITA PLANETÁRIA DO SÉCULO 21

A tarefa das nações deveria possibilitar o consumo dos bens essenciais, promover projetos de moradias, criar oportunidades de empregos para que os indivíduos pudessem ter um viver condigno sem precisar depender dos auxílios do governo. É essencial dar às novas gerações bom preparo para a vida e o trabalho, para que se aprimorem como seres humanos. Isso deveria ser o alvo de todas as nações, mas envolvidos por cobiças de riqueza e poder, os dirigentes não cumprem a tarefa que lhes compete, e a humanidade decai física, moral e espiritualmente, não cumprindo a finalidade da vida.

Assim, a displicência foi tomando conta, deixando de favorecer o aprimoramento da humanidade. O cinema, por exemplo, tem apresentado belas imagens e histórias, mas também a trajetória da decadência da humanidade devido aos vícios e pendores nefastos, tais como o consumo de cigarro, bebidas, drogas, além de sexualidade degenerada. Tudo acolhido pelas massas indolentes. O viver artificial de aparências provoca a sensação de vazio. O ser humano não aproveita bem o tempo concedido, não aproveita adequadamente seu tempo de permanência na Terra.

A escritora Jane Austen, nascida em 16 de dezembro de 1775, em Steventon, Hampshire, Inglaterra, disse que para o casamento funcionar deve haver afinidade entre os cônjuges. Quando há infelicidade do casal e uma vida artificial, a consequência grave se evidencia nos filhos gerados sem amor. A feminilidade tem missão própria na Criação. Mas nada deprecia as mulheres se não vierem a casar ou não tiverem filhos. Há muitos conceitos errados, produzindo sofrimentos e aviltando a criatura feminina, cuja finalidade fundamental é favorecer o aprimoramento da espécie humana. O viver na Terra se apresenta numa das fases mais conturbadas da história, vamos aguardar que disso possa surgir o rumo certo que eleve cada indivíduo à posição que lhe cabe na Criação.

No Brasil, desde 1889 faltam estadistas patriotas, competentes, idôneos. Em 2026 haverá uma nova oportunidade. Precisamos de candidatos adequados, de eleitores que saibam fazer a escolha. Se a oportunidade for perdida, o país corre o risco de se tornar uma sub nação. Não podemos deixar isso acontecer. Alguém falou que viver aqui é perda de tempo. Uma fala infeliz, pois o Brasil é a Terra de Vera Cruz que deveria ser uma verdadeira pátria para os seres humanos em sua passagem pela Terra, mas tudo foi sendo deturpado. Viver atualmente na Terra, apesar do caos existente, é uma graça do Amor Divino que possibilita o reconhecimento da finalidade da vida sob a Luz da Verdade, libertando dos conceitos errados.

As tensões críticas globais tendem a aumentar. Estados Unidos e China reforçam os seus interesses no Brasil e América Latina. Há um mercado promissor e muitos recursos valiosos. Mas 2026 vai assinalar a atuação das leis da natureza, até agora pouco prezadas e compreendidas, as quais poderiam estar atuando pelo bem geral. Mas agora apresentam sua atuação saneadora, a colheita, arrastando para a destruição tudo o que trava o progresso real, impedindo a paz na Terra e a alegria à pessoas de boa vontade.

De janeiro a novembro de 2025, os informativos econômicos informaram que a China alcançou um trilhão de dólares de superavit na balança comercial. Qual é a surpresa? Há mais de 20 anos as nações pararam de produzir, passando a importar de tudo, gerando o desequilíbrio econômico global que agora se tornou claramente visível. A China se aproveitou da situação acumulando reserva significativa. Assim a humanidade displicente vai cavando a própria ruína. Numa economia desequilibrada globalmente, as nações estão impondo tarifas aos produtos importados. Talvez seja um pouco tarde para salvar a indústria nacional.

O caos está montado. O ser humano é espírito que dever ser mediador para atrair Luz para a Terra, mas vaidoso, achando-se muito especial, quer ser a Luz, e com isso espalha escuridão. A IA amplia a nossa capacidade, contudo, nada além da matéria, e isso poderá alterar a trajetória natural da humanidade cuja essência é espiritual. Afastando-nos da alma, nos tornamos máquina limitada ao tempo espaço e perdemos a visão ampla da vida.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

AS GUERRAS E A PRECARIZAÇÃO GERAL

O ano de 1929 assinalou uma crise de amplitude mundial que veio como consequência e alerta para a humanidade buscar caminhos estáveis. Mas passado um tempo, foi esquecida. Sem correção do rumo, adentramos no século 21, quando o Filho do Homem, prometido por Jesus, desencadeará o julgamento das decisões sobre os seres humanos, previsto por muitas pessoas, porém de forma obscura não despertando maiores atenções, pois o relógio do juízo final se aproxima da hora decisiva.

O cenário econômico e social dos anos 1930 acabou levando à grande conflagração. Crise econômica, desemprego, avanço das ideias comunistas. Apostas e cinema mantinham a população distraída. A Segunda Guerra Mundial, de 1939 a 1945, provocou transformação geral. O imperialismo inglês e francês perderam força, o nazismo foi eliminado, despontou o dólar. Atualmente, também há forte sedução pelas apostas e consumo de mídias sociais de baixo nível. Além disso, há focos e rumores de guerra. O PIB da China está encostando no PIB americano, líder até então, enquanto muitas nações estão em déficits, e a característica dominante é a boataria e as incertezas em meio à ameaça de crescimento da inflação e seus efeitos sobre a economia.

Passados 80 anos da Segunda Grande Guerra, somos levados a crer que há uma Terceira encomendada, mas se em 1939 havia a esperança para buscar algo melhor, em 2025 há muitas incertezas; pessoas de bom senso sabem como as guerras são cruéis, mas os acontecimentos se precipitam e vão empurrando a humanidade para o ponto sem volta, sem saber exatamente o que está buscando. Nesta era de turbulências, a cada dia surgem novas surpresas. As guerras têm custo elevado. A economia vai seguindo como pode, a precarização geral vai aumentando.

O ser humano é espírito dotado de livre resolução e raciocínio, faz seus planos de acordo com o seu querer, lamentavelmente voltado para mesquinhas cobiças. Muitas advertências foram emitidas pela Luz, mas a humanidade não buscou o rumo certo. Acima de tudo paira a atuação das leis universais da Criação, justas, severas, incorruptíveis, trazendo de volta tudo que o ser humano semear. Elas atuam de acordo com o tempo estipulado, mas agora, impulsionadas pela força da Luz, estão acelerando os efeitos, desorganizando os planos. A aceleração vai se tornando perceptível, surpreendendo a humanidade em sua impotência diante da força superior.

A educação infantil foi descuidada. Os olhos das crianças não estão sendo despertados para a vida. Perdem horas nos jogos eletrônicos, vício que rouba energia e disposição para conhecer a vida e o mundo. Fragilizaram o cérebro e a intuição. “Brain rot” é o termo usado na internet para descrever o efeito de conteúdos de baixa qualidade e excesso de mídia em redes sociais, que pode afetar a concentração, memória e raciocínio. Ele pode ser traduzido como “apodrecimento cerebral” ou “deterioração mental”.

Nas tomadas de resoluções, os seres humanos têm de ficar atentos sobre a interferência do ego que arrasta inveja, cobiça, ódio, vaidade, eliminando a pureza da intuição e dos pensamentos que deveriam estar voltados para o bem geral, mas que em vez disso atraem o mal. O ser humano se esforça para fazer algo bem-feito, tem de saber a causa real, se faz por si mesmo, para se engrandecer, aumentar a autoconfiança, ou se quer reconhecimento, algo difícil de esperar daqueles que espremem o limão e jogam a casca fora.

Os conteúdos de baixa qualidade e o consumo excessivo de mídia, especialmente em redes sociais, afetam a concentração, a memória e o raciocínio. Vagando a esmo em seus desejos e pensamentos voláteis, os seres humanos não estabelecem um rumo. Seguimos dando trombadas, falta-nos a decisão fundamental de colocar o aprimoramento da nossa espécie como principal meta, afastando-nos da precarização geral da vida. Sem isso, tudo o mais não passa de mero paliativo. O erro e a mentira dominam. Tudo fora do eixo. Aproxima-se a era da grande colheita, a grande tribulação. Só a Luz da Verdade poderá restaurar o equilíbrio geral.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

DA PRIMEIRA À QUARTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

É necessário olhar a história, observando que a Revolução Industrial foi um divisor, separando o passado, que era mais ligado à natureza, dando início a processos modernos e agressivos. Após as duas grandes guerras mundiais, chegou a ser esboçado um período dourado na obscura trajetória da humanidade, mas por não ter sustentação, pouco tempo durou. As mudanças não se aprofundaram, foram aparentes, mas a cobiça por riqueza e poder permaneceu. O resultado é o caos atual.

Depois de tantas tragédias e sofrimentos, a busca contínua da humanidade pelo lado do bem poderia ter se firmado após a Segunda Guerra, mas os homens do mercado queriam aproveitar a capacidade produtiva, precisavam de consumidores e foram seduzindo as massas para priorizar o conforto, os prazeres, a vaidade. Se uma Terceira Guerra acontecer a população da Terra poderá ser drasticamente reduzida, então talvez o ser humano se humanize de fato percebendo que a sua essência é espírito.

A realidade é dinâmica, nada fica parado, tanto pode perseguir o certo como o errado. Apesar dos inúmeros tropeços, a humanidade chegou à Quarta Revolução Industrial como resultado de uma longa jornada de transformações tecnológicas, sociais e econômicas que deveriam contribuir para o aprimoramento da própria espécie.

Relembrando a trajetória das quatro Revoluções Industriais, a primeira delas, ocorrida de 1760 a 1850, foi marcada pela utilização de máquinas a vapor, do carvão como energia e maior foco na indústria têxtil. A criação da eletricidade caracterizou a Segunda Revolução industrial, que durou de 1850 a 1950, possibilitando a fabricação em massa, a produção de aço e exploração do petróleo. A informática e a robótica, especificamente, permitiram o avanço da automação industrial e junto com a popularização da internet marcaram a Terceira Revolução (1950 a 2000). E finalmente de 2010 até hoje, a Quarta Revolução industrial permitiu a criação e emprego de tecnologias inovadoras como a Inteligência Artificial, a Internet das Coisas (IoT) e big data, entre outras, impulsionando a biotecnologia e demais segmentos produtivos.

Do vapor ao circuito integrado. Da força do vapor à lógica do silício. Mentes como as de Watt, Kilby e Noyce edificaram o salto entre eras — um percurso histórico e espiritual onde intuição virou estrutura, e estrutura se fez evolução e revolução. As novas tecnologias, incluindo a impressão 3D, nanotecnologia e neurotecnologia já começaram a se integrar e a transformar todos os setores. A partir dos anos 2000, o acesso à internet e aos smartphones criou uma base de dados gigantesca e conectividade global. Diferente da automação da Terceira Revolução, agora as máquinas aprendem, tomam decisões e se adaptam.

Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial, defende que a atual revolução não é apenas uma extensão da anterior, mas uma nova fase na qual o homem vai sendo conduzido para se integrar ao novo sistema, causando impactos profundos na forma como vivemos e trabalhamos. A Quarta Revolução Industrial não é só sobre tecnologia, pois está avançando e alterando o significado dado ao ser humano: como nos relacionamos, trabalhamos e até como pensamos. O desafio maior talvez seja a evolução ética e consciente da humanidade diante dessas ferramentas poderosas.

O grande diferencial atual é que o ser humano está sendo conduzido para dentro das engrenagens, ou seja, é ele que tem que se adaptar às coisas novas, e não o contrário. Isso sai da naturalidade. As novas gerações já mostram isso, parece que perderam algo. No futuro deverá surgir a Revolução que emparelhará o ser humano com a sua essência, o espírito; sem isso, poderá caminhar na direção oposta e se tornar apenas algo como uma máquina sem coração. É esse o grande dilema da nossa era: a desconexão entre progresso externo e a evolução interior do ser humano.

Aplicativos, algoritmos, rotinas automatizadas… tudo parece querer moldar o ser humano para ser mais eficiente, mais conectado, mais produtivo. Mas não se enxerga espaço para a espiritualidade e a atuação da intuição, que está sendo travada. Quando a atuação se divorcia da alma,  perde-se estatura, abrindo o caminho para a desumanização. Já tivemos situações terríveis por causa disso.

Estamos precisando de uma revolução interior que nos leve para a tecnologia com alma, criada para promover bem-estar, significado e reconexão com valores essenciais, e gerar lucros. O sistema educacional tem de se abrir para o cultivo da sabedoria, empatia e espiritualidade, além das habilidades técnicas. Neste mundo cheio de ruídos e conversas vazias de conteúdo, necessitamos criar espaços para o silêncio e para reaprender a escutar a nós mesmos, à nossa própria intuição.

Unir espiritualidade, tecnologia e consciência deve ser a grandiosa e única tarefa apta a resgatar o ser humano de sua inércia perante a vida e sua finalidade. Um passo que requer coragem e força de vontade para sair do atual ambiente áspero e vazio, fortalecendo a saúde física, mental e da alma, alcançando a paz e o progresso real.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

GEOPOLÍTICA E TARIFAÇO

Países, fábricas e mão de obra sempre tiveram dificuldades para bom relacionamento. A grande indústria sempre buscou conter os custos. Nos anos 1980, a fabricação foi sendo deslocada para China que passou a produzir e a exportar de tudo com preços menores. O desequilíbrio econômico se ampliou. Com a reeleição de Donald Trump, começaram a surgir alterações profundas que implicam em mudanças radicais, uma das quais é a ruptura do sistema, que está criando clima de instabilidade geral para a produção e comércio globais.

Algo precisava ser feito para travar o desequilíbrio econômico global. Algumas nações estão achando natural que suas exportações tenham de suportar alguma tarifa nos EUA, porém muitas coisas estão acontecendo com risco de destruição pela ausência de um senso comum para o bem geral, aprimoramento da espécie humana, adaptação e equilíbrio com equidade. O caso do Brasil é diferente; tem a ver com a geopolítica, mas deveria ser buscada fórmula que não penalizasse pessoas e empresas.

Estamos numa situação de impasse pelo poder econômico-financeiro. Os EUA querem reduzir o déficit comercial, a dívida e a dependência. A China quer continuar avançando na tecnologia, nas exportações e na influência global. Assim vão convivendo. Nesse meio, o Brasil, que desde os anos 1980 perdeu o pique e, em vez de se dedicar ao fortalecimento da nação, fica jogando pedras na vidraça alheia. O impasse vai sendo negociado com diplomacia e dureza. Ou vão concordar com uma convivência pacífica, cada um com um pedaço do bolo, ou sabe-se lá o que poderá acontecer.

O relógio do tempo está funcionando com velocidade vertiginosa. O ser humano enclausurou o espírito. Não há tempo para pensar nem silêncio para intuir. Será que é isso que aumenta o faturamento e consumo das drogas? Envolvido pelas coisas do mundo material, o ser humano afastou-se da espiritualidade e, movido por cobiças, construiu tudo de forma intelectiva.

Desde 1822, sempre houve muitas pedras no caminho do Brasil e seu povo. O reinado de D. Pedro II foi destruído em 1889, mas com os novos governantes a situação foi piorando. No século 20, desde os tempos de JK o Brasil não trilhou o caminho do progresso real. Faltaram estadistas. Ficou travado com a dívida externa. Inflação. Plano Real com dólar por um super-real bancado pela taxa de juros. Declínio na educação e nas condições gerais de vida.  Tudo tem piorado. Surgiu a questão da abertura comercial, mas como sustentá-la? Como foi dito, o BRICS e seu banco podem ser úteis, mas seria certo colocar aí todas as fichas?

É a história da humanidade retratada também na ficção, como no filme “O Dia da Desforra” (1961), de Sergio Sollima, que fez o público torcer pelo mocinho que lutava pelo bem. Tudo na tela: pobreza, bebida, cigarro, prostituição, mentiras e a presença de corruptos na política, tudo no tempo do faroeste. Atualmente, os políticos eleitos se julgam donos do pedaço. Se forem propensos a encher os bolsos, vão fazer tudo para que isso se realize. Se forem de ideologia esquerdista, vão fazer tudo para inviabilizar o sistema capitalista de mercado, mesmo que para isso tenham que desviar dinheiro público para o próprio bolso.

O sistema se perpetua: retirar riquezas das colônias a preço de banana, empurrar produtos industrializados com preços bem superiores, impor déficit e dar financiamento com juros de mercado. Assim foi com a Inglaterra e Estados Unidos, como será com a China que precisa de matérias-primas e alimentos que favorecem o equilíbrio da balança, mas a indústria vai desaparecendo, predominando empregos de simples ajudantes com baixos salários? A dependência econômica muda de cara, mas a miséria permanece.

O Brasil nunca esteve bem, mas aos poucos foi perdendo tudo. A situação atual é grave na economia e finanças, na saúde, na alimentação, na educação, na moralidade, na violência urbana. Os interesses particulares interferem drasticamente. Afinal quem está se esforçando por um Brasil com melhores condições de vida? A gestão das nações informava que tudo ia bem, mas colocaram a escada para baixo e agora está nítido que houve uma descida para a armadilha financeira. Sem tantos gastos supérfluos e desnecessários, as nações poderiam estar em outro nível. As nações e a humanidade chegaram a um ponto crítico onde só há incertezas. Aumentam os impostos, a qualidade de vida se reduz, a dívida aumenta. O aprimoramento da espécie humana fica para depois.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

BRASIL: IMPASSES E AMEAÇAS PARA 2026

O ambiente está repleto de notícias manipuladas para desinformar e desviar as atenções do público sobre o que é falso ou verdadeiro, assemelhando-se a nuvens escuras de mentiras e artimanhas. Há muitas inverdades para distrair as pessoas que pouco tempo dispõem para se inteirar dos fatos essenciais. Brasil, o grande país do futuro, ficou preso ao passado porque maus gestores vão entregando tudo, contanto que possam desfrutar dos prazeres e encher os bolsos.

A complexidade da economia está no trato do dinheiro. Qual é a semelhança entre elevar a taxa de juros ou criar tarifas sobre importações? O fato é que ambas as ações podem reduzir o consumo, influenciando a inflação, mas enquanto a elevação da taxa de juros cria encargos sobre a dívida, as tarifas carreiam dinheiro para o governo. Além disso há os inúmeros aspectos econômicos referentes à produção, empregos e preços.

O problema é que por longo período a economia global ficou ancorada nas importações baratas de tudo pelos EUA, que pagam com dólares, algo que criou dependência e fragilizou indústria e tecnologia. Charles de Gaulle, ex-presidente da França, queria ouro, sem depender da moeda de outra nação.

Em meio às decisões econômicas podem surgir mudanças bruscas. No Brasil, o regime militar, por exemplo, investiu fortemente em infraestrutura e crescimento, mas ao final da década de 1970 o país mergulhou numa crise de endividamento externo. Os juros internacionais, que chegaram a 20% ao ano, criaram uma dívida impagável e o esforço de resgate nos anos seguintes gerou hiperinflação, perda de renda e estagnação.

Hoje, em 2025, o país vive um ciclo de incertezas como a maioria das nações. Apesar de avanços em algumas áreas e de uma aparência de normalidade, os fundamentos da economia permanecem frágeis. Faltam alvos visando o bem geral. A dívida pública cresceu, o investimento está baixo, as novas gerações têm pouco preparo para a vida, e a dependência de exportações de commodities mantém o Brasil vulnerável às oscilações do mercado externo, especialmente em relação à China, como seu principal parceiro comercial.

A dependência tecnológica, eletrônica e digital é crescente, pois isso não recebeu a devida atenção dos chefes de Estado, e a nação continuou sendo puxada por carroças. A corrente ocidental controlava tudo. E surgiu a corrente oriental. Quase tudo está inadequado para a nação. Polarização? É luta pelo poder. O grande país do futuro ficou preso ao passado.

No plano interno, a estagnação econômica começa a mostrar seus efeitos. Os serviços públicos estão sobrecarregados, a violência urbana cresce em várias regiões, e o desemprego estrutural afeta principalmente os jovens. Tudo isso ocorre num ambiente de intensa polarização política, onde o debate racional perde espaço para narrativas simplificadas, paixões ideológicas e desinformação.

O Brasil e sua maravilhosa floresta amazônica requerem que os homens reconheçam e respeitem as leis universais da natureza em seus projetos para não atrair ruína. Houve um tempo no qual as pessoas aqui nascidas tinham esperança de um futuro melhor, percebiam o que acontecia, participavam. Atualmente, tudo mudou; o viver está difícil, as ruas e estradas estreitas estão lotadas de automóveis, ônibus e caminhões. O estresse é geral. O que era empatia virou algoritmo.  O que era consideração, agora é indiferença.

Com a aproximação das eleições de 2026, o país poderá repetir os erros do passado: a busca por salvadores da pátria, o apelo ao populismo e o desprezo pelas instituições democráticas. Sem reformas estruturais e uma liderança com visão de longo prazo, o Brasil não sairá da estagnação e atraso.

O ocidente do norte se serviu do ocidente do sul. A crescente influência chinesa na América Latina, com investimentos em infraestrutura, energia e tecnologia, coloca o Brasil diante de um impasse: manter uma posição neutra no cenário global ou alinhar-se claramente a um dos polos de poder. Essa decisão poderá influenciar profundamente o futuro da economia, da diplomacia e da soberania da nação.

Há incertezas sobre o futuro. Os sinais são claros: ou a nação encara suas fragilidades de frente e começa a se reconstruir com seriedade e autonomia, dando bom preparo para as novas gerações, ou seguirá oscilando nas mãos de gestores interesseiros, enquanto grande parte da população indolente permanece alheia à gravidade do momento.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

A DESCONHECIDA REENCARNAÇÃO

A transição da fase infantil para a vida adulta exerce forte impacto na alma das novas gerações. A humanidade se afastou do saber sobre a reencarnação, isso pode ter rompido um elo essencial entre o ser humano e sua jornada espiritual. Segundo um estudo publicado pela Revista Transformar, o conhecimento da reencarnação tem o potencial de promover o melhoramento da humanidade por despertar a consciência individual e coletiva. A ideia é que, ao compreender a vida como um ciclo contínuo de aprendizado, o ser humano se torna mais responsável por suas ações, mais empático e menos preso ao imediatismo materialista.

Parece que, atualmente, a Terra está carregada de pessoas desanimadas, ignorantes sobre o significado da vida caem no colapso mental. As novas gerações, ao saírem da infância, encontram um mundo inóspito e, desesperançadas, perdem o rumo. Há muitas questões espinhosas que estão piorando e as pessoas querem fugir delas; os mais jovens se escondem. É desgastante tratar delas, mas não tem jeito, é preciso se armar de coragem, afastar os espinhos, resolver, seguir em frente para não estagnar geral como deixaram acontecer com o espírito, mas ele tem de ser redespertado com força e coragem para atuar.

De forma nebulosa, dois terços da população mundial acreditam na reencarnação, o que mostra que, apesar do afastamento institucional ou cultural em algumas regiões, essa intuição permanece viva em muitas consciências. Mas não basta ter uma ideia da reencarnação; é imperioso saber qual é a causa e a finalidade. Vamos pesquisando e construindo a compreensão da verdade. A natureza e suas leis formam a base para o reconhecimento. E reconhecemo-nos na sua força misteriosa, mas não buscamos a origem, pois isso requer humildade, sinceridade e reflexão intuitiva. Mas, em geral, os homens são tendenciosos e dogmáticos, não buscam a luz da verdade.

Há diferentes tradições, do espiritismo ao hinduísmo, passando por correntes filosóficas modernas, que abordam a reencarnação como chave para o autoconhecimento e a ética. Mas a história poderá nos mostrar como esse saber foi sendo silenciado ao longo do tempo. Os seres humanos se afastaram da espiritualidade e deixaram surgir o descontentamento, esquecendo que já tiveram outras encarnações nas quais se deixaram envolver pelos erros, abrindo espaço para a penetração das ideologias que buscam por culpados e por líderes que se dizem sensíveis às dificuldades das pessoas menos privilegiadas, prometendo melhoras. No entanto, não há inocentes; é a colheita. Cada um é responsável pela situação em que se encontra nesta vida, a qual lhe dá a oportunidade de fazer nova semeadura voltada para o bem, e para emergir.

As guerras desequilibram o corpo e a alma – o revestimento do espírito -, mais ainda por estarem sendo transmitidas ao vivo pelas diversas mídias. Os homens não percebem as conexões das suas resoluções com a atuação das leis universais da Criação. Toda ação provoca reação. Quando as cobiças dominam, a paz e o progresso vão embora. Toda a ação tem de estar voltada para o bem geral. É esse o grande segredo da paz, evolução e felicidade. Perguntas que todos deveriam estar fazendo: como melhorar as condições gerais de vida? Como melhorar a educação e o bom preparo das novas gerações? Como melhorar a saúde, a paz e o relacionamento entre os povos? Como cada ser humano poderá contribuir para o bem geral?

A atual situação complicada do dinheiro e das finanças é uma questão global. Vários fatores promoveram essa situação, sendo o crescimento da população e sua indolência e cobiças, alguns dos principais. A criação do sistema monetário, a partir do ouro chegando ao dinheiro virtual, gerou a possibilidade de os donos do dinheiro controlarem as nações e os povos, criando, como consequência, a civilização onde o dinheiro fala mais alto e se torna dominante.

Tudo passou a ser decidido em função do dinheiro. Se examinarmos atentamente o que se passa na Terra, perceberemos que o homem não nasceu para viver escravizado ao materialismo. Os seres humanos desperdiçam o precioso tempo na Terra para o que é essencial na vida: o fortalecimento e desenvolvimento do espírito, mas o castelo econômico construído pela humanidade materialista já ameaça ruir. Paz na Terra para os seres humanos de boa vontade, voltados para o bem.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

CÉREBRO, INTUIÇÃO E SENTIMENTALISMO

Os seres humanos perderam a noção de como administrar o trabalho do cérebro impondo uma sobrecarga que já passou do limite natural, gerando desarranjos, alguns irreversíveis. É um estado em que o cérebro, submetido a demandas excessivas e contínuas, começa a falhar em suas funções mais básicas: atenção, memória, tomada de decisão e regulação emocional.

O sistema executivo cerebral entra em colapso, afetando planejamento, foco e memória. O estresse crônico se instala, gerando ansiedade, depressão, irritabilidade e até desarranjos nos relacionamentos. Vivemos uma epidemia de transtornos mentais. O Brasil lidera os índices globais de ansiedade. A velocidade da informação atropela o tempo da escuta, da empatia, da contemplação. Os acontecimentos, as comunicações e informações irrompem fortemente, afastando a busca pelas soluções.

Se quisermos um futuro mais humano, precisamos começar pela infância e isso requer uma transformação nos sistemas educacionais para que as novas gerações sejam ensinadas desde cedo. Precisamos nos movimentar, mas sem perder o ritmo natural de receber e retribuir. Muitas escolas ainda operam como linha de montagem, podando as individualidades.

Mas o ser humano não aprende como uma máquina; tem de vivenciar para saber. O contato com a natureza melhora a atenção, reduz o estresse, estimula a criatividade e a assimilação do ritmo natural. Os professores têm que se emparelhar com o ritmo natural e promover vínculos afetivos.

As novas gerações precisam receber bom preparo para a vida e o trabalho, mas isso deve ser feito sem moldar as individualidades que surgem com a intuição. No entanto, essa tem sido confundida com o sentimentalismo e, por isso, rejeitada. A intuição é o querer interior que se manifesta como lampejos indicando caminhos. O sentimentalismo, por outro lado, é uma amplificação das emoções, muitas vezes teatral ou desproporcional, que pode obscurecer a clareza interior e levar a decisões erradas.

A intuição é a raiz da individualidade autêntica. O maior desafio do ser humano é reaprender a confiar nela, não como um capricho emocional, mas como uma forma legítima de sabedoria que requer a ajuda do raciocínio para ser posta em prática. É na clareza do silêncio, junto à natureza, que a intuição se fortalece.

A produção e o comércio global estão desiquilibrados. No moderno mercantilismo, a maioria das nações está regredindo, sobra para as novas gerações fritarem hambúrgueres e lavar pratos. Países priorizam a obtenção de superávits comerciais, acumulando reservas e protegendo suas indústrias com subsídios e tarifas. O crescimento parece travado, o consumo retraído e as oportunidades, para as novas gerações, cada vez mais limitadas. As nações se endividam, o dinheiro perde valor, mas não há recomposição do salário, e o consumo se restringe.

Ocorrem desequilíbrios comerciais crônicos, com países exportadores acumulando riqueza e países importadores se endividando. Desindustrialização em massa em nações que abriram seus mercados sem contrapartidas, como o Brasil e parte da Europa. Concentração da produção ocorrem em poucos países, como China, EUA, Japão, que dominam setores estratégicos, coordenando as cadeias produtivas globais onde a produção de um bem ou serviço é fragmentada em várias etapas realizadas em diferentes países.

O mercado de trabalho apresenta baixa mobilidade social, oferta de empregos precários e mal remunerados, desilusão com o modelo econômico, que parece beneficiar poucos e excluir muitos, algo que gera frustração, desânimo e revolta das novas gerações. A sensação é de que estamos nos tornando engrenagens de um sistema automatizado, onde a alma é sufocada pela lógica fria da eficiência, buscando a minimização dos custos para melhorar os ganhos.

O mundo está em transição; o arcaico e o astuto não estão resistindo às pressões. A aceleração geral está inviabilizando o retorno a um ritmo adequado. Falta educação voltada para o futuro que seja capaz de ensinar habilidades que resistam à automação, estimulando a criatividade, o pensamento crítico, a empatia e o correto uso da tecnologia.

A desumanização não é apenas um fenômeno social; é um colapso silencioso da empatia, da escuta e do sentido de pertencimento. A desumanização é a perda da capacidade de enxergar o outro como um igual, um peregrino com a oportunidade de querer encontrar a Luz. É preciso rever os sistemas educacionais para que as novas gerações sejam ensinadas desde a infância a se movimentar e evoluir no ritmo natural.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

LIBRA, DÓLAR E DEPOIS?

Dinheiro é vendaval. É poder. Produzir dinheiro é fácil, não tem custo, mas a indisciplina promove a desvalorização, a perda de poder de compra da população, a concentração da riqueza. Governos querem o controle. Banqueiros querem o controle. Produzem muito dinheiro, mas a maioria das nações vive mal e cheias de dívidas. A população, em vez de evoluir, está decaindo; as novas gerações estão desanimadas. A questão do dinheiro do mundo e sua produção é algo que, para ter bom funcionamento, requer seres humanos de qualidade, sérios, empenhados em ampliar o bem geral e as condições de vida.

Como voltar na história para saber em que momento houve equilíbrio nas relações econômicas e financeiras entre os povos? Em que momento a cobiça por poder e riqueza desvirtuou tudo e o ser humano passou a escravizar outro ser humano? O fato é que a humanidade vive isso de longa data sob diversas formas. Nas terras do Brasil, esse regime de trabalho perdurou por mais de 300 anos. Pelo planeta, a massa sempre esteve sob pressão dos dominadores fortes.

A libra, a robusta moeda do império inglês, dominou o cenário nos séculos 18 e 19. No século 20, no pós-guerra, o dólar americano assumiu o comando e reina há 80 anos, mas a economia global se acha desequilibrada. Ouro era a moeda, depois o papel dinheiro dominou, mas agora há desconfiança. A situação do império americano e do dólar estão em xeque. O PIB americano tem dificuldades para se expandir enquanto a dívida tem crescido de forma continuada. A libra cedeu lugar ao dólar, e será que este cederá ao yuan? Pressionado, o presidente Trump adotou o tarifaço sobre as importações, pondo em evidência a fragilidade da economia e finanças globais.

Dinheiro e bens não são para serem desprezados; o errado é o apego, é viver o tempo todo atrás dele como se fosse a finalidade da vida. A pobreza material, mental e espiritual está aumentando de forma escancarada, o que se nota nos textos e vídeos rasteiros que inundam o imaginário das pessoas. Estão ocorrendo muitos e variados acontecimentos desagradáveis afetando tudo, mexendo com todos, inquietando, chamando a atenção para o despertar do espírito. Cada pessoa está seguindo seu caminho, meio atordoada, sem prestar muita atenção ao que está se passando à sua volta. Através da atuação das leis universais da Criação, todos são responsáveis e terão de colher tudo que semearem. Para que haja paz entre os homens de boa vontade é fundamental o reconhecimento da realidade espiritual da vida e, para isso, é preciso sair do marasmo mental e espiritual.

Nos anos 1960, as pessoas começaram a tomar consciência do mal corrosivo da inflação. No Brasil, ocorreram vários movimentos contra a inflação e perda salarial, mas foi no resgate da dívida externa que ela se tornou galopante. Tudo ia embora, ficavam os cruzeiros emitidos para comprar os dólares dos exportadores. E de novo um surto inflacionário de amplitude global que faz o dinheiro evaporar, penalizando a todos que não conseguem recompor a sua renda estagnada.

A possibilidade de criar moeda do nada, sem custo, é o sonho dos tiranos. Poderia ter sido ao contrário, ficando os EUA como credor de todas a nações em vez de ter esse volume de dívida divulgado de 35 trilhões de dólares que assusta? Quanto mais dinheiro é posto em giro, mais ele perde valor e mais concentrado fica, e a miséria aumenta. O problema é a falta de seriedade daqueles que se aproveitam dessa situação para atender suas cobiças de riqueza e poder, sem dar a menor atenção para a real finalidade da vida e para a reencarnação dos espíritos humanos para que possam alcançar a evolução. Mas quem paga é a população. Salários e aposentadorias ficam estagnados. Estamos diante de uma transformação global. Os governos dos países atrasados, como o Brasil, têm de estar atentos para agirem com seriedade e competência na defesa dos interesses da nação para não serem exprimidos, entregando as riquezas em troca de um papel para pagar a dívida.

Estão chegando fortes ventos para trazer renovação. Enquanto os EUA abandonavam a produção fabril para incentivar a pegada financeira, dando espaço para as bolhas, a China se esmerava na questão financeira e aprimorava sua capacidade produtiva, aproveitando-se da mão de obra de baixo custo e outros incentivos para produzir e exportar para todas as nações. Depois de oitenta anos o dólar passou a ter pretendentes fortes para participar dos mesmos privilégios. A economia e finanças chegaram ao desequilíbrio global. A dívida das nações atingiu níveis jamais vistos. Trump introduziu o tarifaço, mas a questão é: como estabelecer equilíbrio econômico e financeiro entre as nações para uma convivência pacífica?

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

O FILHO DO HOMEM E O APOCALIPSE

Muito distante da Terra, a semente espiritual permanecia frágil e inconsciente diante da irradiação da força da Luz, mas ia despontando um impulso para conscientização, o que só poderia se dar através do fortalecimento numa bem determinada distância, e surgiu a Criação com suas leis universais fundamentadas na perfeição da Vontade de Deus.

Após muitos preparos, a semente espiritual pôde se encarnar na Terra para se fortalecer, evoluir e retornar autoconsciente à sua origem, mas no percurso das reencarnações saiu do caminho reto. O corpo perecível subjugou o espírito eterno e, assim, caminhava para o abismo.

Há dois mil anos, O Amor de Deus, essência divina, foi encarnado em Jesus, que veio para restabelecer a ligação com a Luz. Recusado pela humanidade, retornou ao Pai. As Palavras de Jesus, escritas muitos anos depois, arrastaram falhas de memória e imperfeições.

A humanidade afundava na escuridão. Jesus, o Amor de Deus, veio para religar os seres humanos à Luz da Verdade. O anticristo, através de seus asseclas, tem detonado tudo. Há milênios, os tiranos cobiçam riqueza e poder. No topo os mandantes; abaixo, as massas dormentes sem direitos. A fatalidade da vida cômoda sem reflexões sobre o sentido da vida. A sina das massas indolentes, a subordinação cega às regras e vida rasteira. Oitenta anos depois da grande guerra a humanidade se acha mais próxima do abismo, sente as dores, mas sem se esforçar na procura, nada encontrará.

Em João 16 – “E disse Jesus: Agora, porém, vou para aquele que me enviou, e nenhum de vocês me pergunta para onde vou. Em vez disso, entristecem-se por causa do que eu lhes disse. Mas, na verdade, é melhor para vocês que eu vá, pois, se eu não for, o Encorajador não virá. Se eu for, eu o enviarei a vocês. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Eu voltarei para o Pai e não me vereis mais. Quando vier o Espírito da Verdade, ele os conduzirá a toda a verdade. Falará sobre a Vontade de Deus e lhes anunciará o que ainda está para acontecer”.

Em Apocalipse 14:14 está mencionada a vinda do Filho do Homem, com uma coroa de ouro na cabeça e uma foice afiada na mão. O Filho do Homem, o Espírito Santo, oriundo da Luz da Verdade, o Portador do Evangelho Eterno, as leis da Criação, para os seres humanos que procuram incansavelmente, e também o Julgador, prometido por Jesus como a última possibilidade de salvação do espírito humano autoconsciente.

Longe vai o tempo em que os seres humanos estavam integrados à natureza. Com intuição atuante e raciocínio lúcido, deveriam ter prosseguido na compreensão correta do significado da vida e da Criação e suas leis.

Estão ocorrendo muitos e variados acontecimentos afetando tudo, mexendo com todos, inquietando, chamando a atenção para o despertar do espírito. Cada pessoa, seguindo seu caminho, meio atordoada, sem prestar muita atenção no que está se passando à sua volta.

Através da atuação das leis universais da Criação, todos são responsáveis e terão de colher tudo que semearem. Para que haja paz entre os homens de boa vontade é fundamental que haja o reconhecimento da realidade espiritual da vida e, para isso, o ser humano precisa sair do marasmo mental e espiritual.

Cabe ao ser humano entender o mundo e as leis universais que o regem, pois foram estabelecidas com a perfeição oriunda da Vontade de Deus, e também, se esforçar para se tornar ser humano verdadeiro, valoroso, com discernimento, bom senso e sabedoria, apto a beneficiar e construir um mundo melhor, com paz e felicidade.

Para saber mais sobre o Filho do Homem recomendo a obra Na Luz da Verdade, de Abdruschin, editada pela Ordem do Graal na Terra.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br