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COMO AGIR NO SÉCULO 21?

No início do século 20, o Brasil já estava no regime republicano, com eleições para escolha do presidente e demais integrantes da gestão da nação. No geral, tivemos um período marcado por grandes guerras, lutas sociais e culturais, e uma grande mudança na percepção dos seres humanos sobre o significado da vida. O Brasil passou a contrair mais dívidas externas, e na medida em que ia pagando, mais dívidas foram surgindo. A população era calma. A economia era frágil, voltada para a agricultura de exportação, as pessoas e as famílias viviam influenciadas pela igreja, pelo rádio e, em menor escala, pelos jornais e revistas.

Terminada a primeira grande guerra mundial, a Europa tentava desenvolver um período de reconstrução, enquanto a Alemanha se arrastava diante da dívida de guerra. Nos Estados Unidos estavam se formando as condições para a grande crise de 1929 que abalou a insípida economia global. No Brasil e América do Sul, a situação também se arrastava.

E veio a segunda grande guerra mundial. Miséria para todos os lados. Alemanha e Japão vencidos. Inglaterra e Europa arrasadas. E surgia o dólar trazendo novas esperanças e ilusões. Na América Latina, o clima era de quintal dos outros, como até hoje. Argentina fornecia carne; Brasil, café e açúcar. No restante, minérios especiais como prata e cobre. Os poderosos querem as riquezas e mais poder. América Latina e África ainda são quintal dos outros com a colaboração de políticos e suas negociatas.

Com o fim da segunda grande guerra, novas esperanças acendiam nos corações aflitos. As pessoas eram sentimentais, criavam fantasias mentais, mas ainda havia um pequeno vestígio de intuição, ou seja, a voz do espírito, que dava um pouco de leveza. Isso foi até aos anos 1970. Poderia ter havido uma guinada qualitativa da humanidade voltada para a espiritualidade, pois tudo apelava para isso.

Eis que surgiu a televisão com sua força avassaladora sobre as mentes de adultos e crianças, e dependia de todos a direção que seria dada. Em vez de um incentivo ao aprimoramento mental e espiritual, venceu a manipulação. As pessoas queriam lazer, diversão, vida mansa. E tudo isso veio no pacote que incluía desinformação e consumismo. A venda de tudo foi crescendo, até dos cigarros, nocivos para a saúde. As novas gerações iam emburrecendo, o marketing político definia os candidatos vencedores.

No século 21, a humanidade se apresenta apática, sem força de vontade, desanimada, agindo como robô. Mas novas guerras estão se inserindo no cenário, roubando a paz, trazendo inquietação e sofrimentos. A queda moral e espiritual prossegue fazendo da vida na Terra um processo insustentável.

Quem se habilita a reconhecer os estragos promovidos pela própria humanidade? Falta coragem e humildade para que haja o reconhecimento dos erros e a escolha do caminho adequado à espécie humana. Sem esse reconhecimento, não pode haver transformação verdadeira. Reconhecer o erro, assumir responsabilidade e buscar o caminho certo sob a luz da verdade é algo que ultrapassa fronteiras, religiões e posições de poder. As tragédias e sofrimentos são o derradeiro chamado à consciência que qualquer ser humano pode compreender, se estiver disposto a olhar para dentro de si, e então optar conscientemente pelo rumo certo que eleva a própria espécie.

O século 21 está se caracterizando por um intenso avanço tecnológico, inversamente ao declínio moral e espiritual. A inquietação e a ansiedade são o denominador comum, e isso vai deixando os indivíduos estressados, incapazes para realizar reflexões intuitivas nos momentos de folga. Os seres humanos estão sendo arrastados pelo relógio acelerado do tempo, deveriam resistir e fazer pequenas pausas, sempre que puderem, para avaliarem a forma áspera como estão vivendo e perceberem que têm de buscar uma sadia mudança de rumo.

 

OLHE ATENTAMENTE À SUA VOLTA

Afastados da parte invisível da vida, os seres humanos vão em frente meio às cegas, sem perceber tudo o que se passa à sua volta. Pare, olhe atentamente, perceba que tudo está sendo tecido no campo invisível do qual fazemos parte e cuja ligação foi rompida. Escorregar no atoleiro é fácil; difícil é sair. Nesse jogo há muitos interesses, inclusive o de manter o desgaste dos EUA, que vão envolvendo as autoridades. São as consequências de décadas dedicadas ao acúmulo financeiro, deixando tudo o mais em segundo plano, inclusive o aprimoramento da espécie humana que permanece resvalando para os baixios, sem alvos enobrecedores. Quanto mais passa o tempo, mais afunda e mais difícil será retornar a um viver feliz com naturalidade.

As nações estão se voltando para autocracia ostensiva. No passado, pode ser que isso tenha sido maquiado, ocultado, mas sempre houve homens do estilo tirânico que impunham a sua vontade de forma leve ou pesada. Muitas coisas estão no limite do estresse. Até turbina de avião explode com o aumento da pressão. Com a necessidade de tomar decisões rápidas, muitas acabam surgindo de forma abrupta, pois não há tempo para consultas amplas. A IA tem respostas sensatas, mas quem quer ouvi-las?

Tudo gira em torno do dinheiro. As dívidas também representam dinheiro. O Império Romano espalhou moedas de prata que fizeram sucesso. Mas as moedas sempre despertaram guerras, em vez de serem um meio apropriado para o progresso. Os EUA se debatem para manter o dólar. China faz oposição. E as nações, sem condições de produzir, se endividam. O petróleo e os alimentos permanecem como bens vitais. As alternativas da humanidade estão se estreitando, tanto quanto em Ormuz.

No passado, Leonardo Da Vinci não estava adivinhando o futuro de forma mística, mas sim observando a ambição humana e extrapolando as consequências de suas ações. Observando a natureza de forma continuada, acabou percebendo intuitivamente causas e efeitos, a lei da reciprocidade, ou seja, o ser humano colhe o que semeia. Os cientistas posteriores não tinham a visão especial para perceber a vida humana além do mundo material, e não se tornaram os construtores beneficiadores que deveriam ser. Da Vinci via o homem como um elemento que causaria grande desordem no planeta, correndo de “um hemisfério para outro” e desequilibrando os elementos da natureza.

Atualmente, o planeta está passando por uma poli crise. A decadência geral da humanidade está sendo fabricada por aqueles que se afastaram da real finalidade da vida e se apegaram, de forma crescente, ao dinheiro e à vaidade como as únicas prioridades da vida. A questão fundamental é que o futuro depende da direção que as novas gerações vão dar à própria vida, e do jeito como está indo, não é nada animador. Os jovens se sentem oprimidos diante da aspereza reinante, não aceitam mais a crença sem análise, algo que ficou complicado tanto na religião como na vida mundana.

O ser humano sente que precisa da lógica e coerência, mas o saber ficou restrito ao imediatismo. Perdeu-se o amplo saber sobre a vida e sua real finalidade. Muitas pessoas fazem o sinal da cruz dizendo “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, no entanto, não sabem exatamente o que estão dizendo. O Espírito Santo é o Filho do Homem, anunciado por Jesus, a atuação da Vontade Divina através das leis da Criação.

Oitenta anos depois da grande guerra, a humanidade se acha próxima do abismo, sente as dores, mas sem se esforçar na procura pela Luz, nada encontrará. A nova guerra tende a espalhar os seus efeitos sobre a economia desequilibrada piorando muitas coisas, agitando a mente, gerando inquietação. Para que haja paz entre os homens de boa vontade é fundamental o reconhecimento da realidade espiritual da vida e, para isso, o ser humano precisa sair do marasmo mental e espiritual e olhar atentamente à sua volta.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

E SURGIU O ESTADO-NAÇÃO

Olhar a história é fundamental, pois ela contém muitas situações críticas que formaram a situação atual. Como dizem os cientistas atômicos: o relógio do juízo final está próximo das 12 horas. A humanidade se apegou ao dinheiro, gerando a concentração da riqueza. A desigualdade na participação da riqueza produzida e a polarização são o resultado. Cerca de 1,8 bilhão de jovens olham assustados para o futuro. A humanidade precisa de renovação e da busca pelo saber da finalidade da vida para se colocar no lugar que lhe cabe.

No passado, havia subordinação à igreja e ao rei. E surgiu o Estado-nação capacitado para criar dinheiro, mas os governos se tornaram entreguistas, gastadores vorazes, endividaram as nações, sempre sequiosos para elevar a carga tributária. Os governos gastam muito e vão criando dinheiro e dívidas. Os especuladores jogam e põem as finanças em risco. Para segurar o caos, os governos emitem mais e aumentam a dívida. Onde isso vai levar? O Estado-nação, em sua soberania, se tornou um ente pesado, difícil de governar, perturbando a economia. Supõem-se que ajustes estão sendo gerados. O que virá agora?

Há milênios os tiranos cobiçam riqueza e poder. No topo, os mandantes; abaixo, as massas dormentes sem direitos, só obediência às regras e vida rasteira. É a fatalidade da vida cômoda sem reflexões sobre o sentido da vida. É a sina das massas indolentes, a subordinação cega.

O novo Papa tem uma questão difícil para resolver sobre os déficits financeiros do Vaticano. Para sustentar os gastos é preciso que haja receitas. De onde vem e para onde vai o dinheiro? A crença numa vida única muitas vezes reforça comportamentos imediatistas, centrados no materialismo, no dinheiro e na satisfação pessoal. Sem uma perspectiva mais ampla, os princípios mais elevados, como responsabilidade, aprendizado contínuo e conexão espiritual, permanecerão abandonados, criando passivo espiritual ao lado do financeiro. Enquanto o ser humano continuar sendo direcionado para a crença de uma vida única, tudo permanecerá difícil, atendendo aos interesses egoísticos, o que dificulta o reconhecimento da realidade espiritual.

Os seres humanos têm uma existência limitada há alguns anos, isso deveria despertar o anseio pela busca do “Procurai e Achareis”; isso é fundamental para que não se percam no emaranhado das cobiças e vaidades. Como agirá o sucessor do Papa Francisco? O que fará com os tabus? Como agirá com as novas gerações? Esperemos que busque a renovação de teorias sem base nas leis universais da Criação, isto é, sem naturalidade. A finalidade da vida deve ser a elevação espiritual sem causar danos a outros devido às cobiças.

A questão fundamental é que o futuro da humanidade depende da direção que as novas gerações vão dar à própria vida, e do jeito como está indo não é nada animador. Atualmente, os jovens não aceitam mais a crença sem análise, algo que ficou complicado tanto na religião como na vida mundana. O ser humano sente que precisa da lógica e coerência, mas o saber ficou restrito a ponto de não saber mais o que é masculino e feminino, tendo perdido o saber da real finalidade da vida. Não há o que estranhar se os jovens se sentem perdidos e sem rumo.

A humanidade afundava na escuridão. Jesus, o Amor de Deus, veio para religá-la com a Luz da Verdade. O anticristo, através de seus asseclas, tem detonado tudo. Jesus prometeu para a época das atribulações a vinda do Filho do Homem, trazendo aumentada força da Luz. Oitenta anos depois da grande guerra mundial, a humanidade se acha mais próxima do abismo, sente as dores, mas sem se esforçar na procura pela Luz, nada encontrará. Para que haja paz entre os homens de boa vontade é fundamental o reconhecimento da realidade espiritual da vida e, para isso, o ser humano precisa sair do marasmo mental e espiritual.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

GUERRAS DE ÚLTIMA GERAÇÃO

Lembre-se, pensamento é ação. Se você desenvolve pensamentos voltados para o bem, isso irá contribuir para o bem geral. Por isso, não deixe que pensamentos maldosos se aproximem do foco dos pensamentos.

O bom senso sempre está presente em pessoas que têm um mínimo de intuição; é ela que adverte quando a pessoa atravessa a linha protetora das leis naturais universais da Criação. Justamente por isso, muitos homens que querem alcançar seus interesses egocêntricos fogem delas, mas é um engano, nada escapa, a colheita sempre vem.

Em vez de ter como meta o aprimoramento da própria espécie, os homens se tornaram egocêntricos e criaram o maior desequilíbrio geral no planeta, na economia e finanças, na educação e cultura. A falência é moral. A destruição da paz é a consequência.

A humanidade desdenha da atuação da lei universal da reciprocidade. Quem semeia colhe, e isso faz com que todos nós sempre estaremos sujeitos a acontecimentos imprevistos que executam a desdenhada justiça superior. Em meio às crescentes turbulências, aguardemos confiantes a Justiça Divina.

Antes, as guerras eram travadas longe do conhecimento de grande parte das populações. Hoje chegam imagens de combates ao vivo. Isso pesa sobre a psique das pessoas, causando abalos fortes. No planeta com mais de oito bilhões de almas encarnadas, com o poder distribuído entre as nações, porém subordinado aos interesses econômicos globais, é difícil saber qual é o objetivo. Embora muitas coisas possam ser previstas, a realidade não é como um jogo de tabuleiro ou eletrônico onde as jogadas têm um limite. A melhor guerra é aquela que possa ser resolvida antes de ser iniciada, para que a humanidade possa se aprimorar de forma harmoniosa e pacífica.

Fora dos centros de decisão, pouco sabemos. Há quem diga que tudo está sob controle, e o que pode acontecer está previsto e precificado, mas parece que no mundo, onde deveria haver paz e progresso, tudo está fora do lugar, o desequilíbrio é geral. Os homens pensam que são senhores, mas desconhecem as forças que movem os fios do destino. Vamos aguardar com esperança de que tudo que vier será para o bem geral.

O homem egocêntrico é o lobo do homem. No feudalismo, já havia o objetivo de fazer o homem trabalhar e pagar por isso com parte do que produzisse. Com esse princípio, associado às teorias de Darwin, de que o mundo pertence aos mais aptos e fortes, homens que perderam a humildade espiritual, esquecidos de que a vida é um breve lapso de tempo no qual é dado à criatura humana a possibilidade de fortalecer o espírito, tornando-se autoconsciente, fizeram da busca da riqueza e poder a prioridade de sua vida.

Ao longo dos séculos, os egocêntricos buscaram um substituto para o domínio e controle do solo para extrair renda, evoluindo para a criação do dinheiro e seu controle, daí surgindo o rentismo egocêntrico, mais feroz ainda na escravização das massas e na produção de miséria, açambarcando toda riqueza, como se mostra visivelmente no generalizado desequilíbrio econômico-financeiro global, pelo qual a humanidade está passando.

Apesar da interdependência, as nações e os povos estão adentrando numa fase turbulenta. Com o afastamento das leis universais da Criação, por séculos vem sendo gerado um processo de desequilíbrio geral. As nações deveriam ter se preocupado com o progresso harmônico da humanidade. Os desequilíbrios estão provocando nova acomodação pacífica ou belicosa, com mútua consideração ou com uso da força. A miséria e a ignorância têm de ser extirpadas da humanidade, a mais importante espécie sobre o planeta, que não está ocupando a posição que lhe cabe.

O ser humano é espírito que encarna no mundo material por concessão do Amor de Deus, para adquirir autoconsciência e retornar à casa, o Paraíso, no mundo espiritual. Para quem pesquisa o sentido da vida, recomendo o livro Na Luz da Verdade, de Abdruschin, que foi aprisionado pelos nazistas, inimigos da Luz, com amplas explicações sobre Jesus, o Filho de Deus, e a Bíblia.

Abandonando a humildade espiritual, os homens destroem a harmonia e criam tragédias. Quem cobiça poder, inveja quem tem mais poder. Quem tem muito poder, teme que lhe possam tomar o poder. Por isso se digladiam. Falta paz, falta boa vontade. Os homens esquecem a sua origem espiritual e provocam desarmonias onde deveria haver mútua compreensão.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

REMATE FINAL

Em tudo que os seres humanos fazem o que sobressai é a geleia da inconsistência no bem. Nessa geleia há muito do ego, do individualismo, da falta de humildade de quem está vivo por aqui para conhecer a Criação e suas leis universais que visam o desenvolvimento do espírito.

No passado, o dinheiro era validado pelo ouro e, em seu processo evolutivo, foi perdendo a sua materialidade, tornando-se dígito. No entanto, seu poder dominante ainda permanece, por isso há uma luta pelo seu controle, e para definir câmbio e juros. Hoje, muito dinheiro se acha meio fora da economia real, mas sempre presente quando se depara com oportunidades de ser ampliado por ganhos. Nessas condições, o dinheiro pode provocar desarranjos perturbadores de difícil solução.

Nações devedoras estão consumindo mais do que estão produzindo. Mas a dependência do dinheiro para as atividades econômicas impõe que a moeda seja confiável. As nações atrasadas como o Brasil caem nas dívidas, mas o dinheiro some, e está feita a dependência. No país controlador do dólar, a dívida se acumula e o poder vai se mantendo.

A substituição por outra moeda e outro controlador, aparentemente, não mudaria nada, só o nome da moeda. Para haver mudança real é preciso que haja mudança da mentalidade predadora do homem que quer tudo para si, renegando a finalidade espiritual da sua vinda para a Terra num corpo material perecível, para evoluir junto a outros, buscando o conhecimento sobre a atuação das leis universais da Criação e aplicá-las para um viver pacífico e harmonioso, com progresso para todos os povos.

Apesar da interdependência as nações, várias estão adentrando numa fase turbulenta. Por séculos vem sendo gerado um processo de desequilíbrio geral. As nações deveriam ter se preocupado com o progresso harmônico da humanidade. Os desequilíbrios estão provocando nova acomodação, e o tempo dirá se será pacífico ou belicoso, com mútua consideração ou com uso da força. A miséria e a ignorância têm de ser extirpadas da humanidade, a mais importante espécie sobre o planeta.

Os seres humanos criam as realidades artificiais, com a intenção de ocultarem o que realmente estão fazendo para interesses próprios. Assim, a massa vai sendo enganada e tomando decisões que são contra ela mesma, sem perceber as consequências com clareza. Quando surge alguém que quer estabelecer uma existência harmônica, é tido como um estranho no ninho, sujeito a represálias e à desmoralização, para que tudo possa continuar na mesma, sem que surjam reações. Então informações falsas e fictícias se tornam aceitas como verdadeiras. Assim tem sido a história da humanidade e do Brasil.

Estamos em ano eleitoral, a pergunta é: o que querem os eleitores hoje? O que vão querer daqui a dez meses? Quantos querem auxílios financeiros? Quantos querem oportunidades de bons empregos, boas escolas e saúde? Quantos estão revoltados com os abusos cometidos com o dinheiro que a população entrega ao governo?
Desde 1889, a nação não tomou o impulso esperado. A classe política tem se mostrado decadente. Falta esperança de que o Brasil alcance mais consistência e desfaça a imagem pejorativa de falta de seriedade. Quantos eleitores pensam dessa forma? Como votarão?

Muitas pessoas ficam abismadas ao verem a velocidade dos acontecimentos inesperados. O movimento circular da lei do retorno das ações dos seres humanos está acelerado pela atuação das leis da Criação, que impulsionam todos os fios do destino gerados pelas ações, palavras, pensamentos e sentimentos, para o remate final. Quer dizer, consequências que levariam séculos para retornar, terão que retornar num curto intervalo de tempo, o que provocará turbulência de magnitude jamais vista. Temos de estar preparados, pois os acontecimentos atingirão nações, organizações, famílias e indivíduos.

A característica da economia global tem sido o mercantilismo comercial e financeiro, isto é, levar vantagens. Um plano ousado e justo seria um sistema de equivalência no qual houvesse entre as nações o equilíbrio na balança comercial e financeira. Se houvesse o equilíbrio econômico, não haveria um trilhão de superávit da China e as nações estariam progredindo conjuntamente, eliminando a miséria e a ignorância que pesam sobre a humanidade.

Na vida tudo é passageiro, mas há uma finalidade essencial. Quem a conhece? A esperança que nos anima é a promessa de que procurando, e acolhendo a Luz da Verdade, ela libertará os seres humanos dos erros trevosos que a escravizam.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM AS NOVAS GERAÇÕES?

Preocupante é o futuro da humanidade e especialmente das novas gerações, algo que não está sendo olhado. Os jovens estão meio apartados do sistema; como conduzi-los para a busca do sentido da vida? O ser humano está se afastando da sua essência e ficando sem rumo. Uma alma perdida na escuridão criada pelos homens. Os jovens não estão perdidos por falta de capacidade. Eles estão desalinhados com um mundo que está mudando de forma acelerada devido à instabilidade do trabalho, excesso de informação, falta de propósito, pressão por performance, comparação constante nas redes, sensação de que “nada é suficiente”.

O mundo ficou super agitado com muitas informações, muitas coisas acontecendo, muitas dificuldades surgindo. O dinheiro, cada vez mais difícil e mais sujeito à perda de valor, está deixando de ser um papel na mão, disponível a qualquer momento, e se tornando dígito de aplicativo que fica sob o controle dos bancos. Diante desse maremoto, os jovens não conseguem prestar atenção na voz interior ditada pela essência humana.

Há um vazio interior. As novas gerações estão crescendo num mundo repleto de instabilidades. Está faltando a noção de pertencimento, confiança no futuro, motivação para construir, coragem para sonhar e se pôr em movimento para alcançar os sonhos. E uma sociedade sem sonho vira uma sociedade enrijecida. Diante disso, o futuro da humanidade está sob ameaça, pois está faltando propósito, coesão diante de alvos enobrecedores prejudicados pelo individualismo egocêntrico, e anseio de humanizar a civilização. E a gravidade é que isso não está sendo discutido pela sociedade com a seriedade necessária.

Como despertar nos jovens o desejo para conhecer a origem do ser humano e a finalidade da vida? A reconexão tem de sair do imaginário e se voltar para algo real e dinâmico como a natureza, com sua beleza e suas leis lógicas, e daí para a arte, para o cultivo do silêncio, a análise das relações, identificando as artificiais e as interesseiras, e as verdadeiramente sinceras. Desde cedo a criança tem de aprender a lei natural do equilíbrio, ou seja, retribuir por tudo que receber.

Como conduzir os jovens de volta ao sentido da vida? Não devem continuar afastados da essência humana e precisam de orientação sobre isso. No passado, eles tinham mais iniciativa e força de vontade. Conheciam pessoas inspiradoras, professores marcantes, buscavam livros esclarecedores. Ou seja, isso requer participação de todos, das famílias, dos responsáveis pelo sistema de educação, dos professores e, principalmente, dos jovens que precisam ter o anseio do saber.

No abandono da falta de sentido, falta o pertencimento, o acolhimento. É importante sentir-se parte de algo significativo, ter um objetivo construtivo na busca de melhores condições de vida, onde haja coesão com pessoas cuja vontade esteja dirigida para o bem geral, sem fantasias. Pessoas capazes de enxergar o que se passa ao seu redor, ansiosas para ampliar o saber sobre a vida, dispostas a dialogar e permutar saberes. Enfim, pessoas que querem criar beleza à sua volta, de serem criativas e de sentirem-se vivas e participantes da maravilhosa jornada do ser humano em busca do fortalecimento da individualidade do seu eu interior.

Olhar para a frente, ter visão de longo prazo. As coisas surgem no tempo com a perseverança no alvo. Os jovens precisam de orientação, inspiração, descortinar caminhos, firmeza e estabilidade emocional. Os adultos podem e devem auxiliar e orientá-los, sem imposição, sem exigências, pois eles são o futuro da humanidade.

Na adolescência, com o despertar da força sexual, os jovens querem o belo, mas se deparam com a aspereza da vida. E tudo conspira contra, visando arrastá-los para a sordidez que abafa o encantamento da juventude. Sufocado o encantamento pela vida, o jovem perde a força e se torna folha morta arrastada pelo vento da ignorância. O encantamento não pode ser destroçado, uma vez que, sem ele, o jovem perde o anseio do saber, e cai na massa inerte incapaz de refletir intuitivamente sobre a vida e sobre as causas do declínio geral da humanidade.

Devem lutar para sair da escuridão da ignorância buscando a Luz da Verdade para se libertarem dos conceitos errados sobre a vida. É na beleza da vida e da natureza e suas leis que o jovem deve reencontrar o encantamento sem o qual nenhuma criatura consegue alcançar o alvo de se tornar verdadeiro ser humano, participante da grande obra construtiva e beneficiadora do mundo.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

O ESTADO TECNOCRÁTICO E O DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL

O momento é revelador. O salve-se quem puder foi mantido velado por longo período e camuflado por arranjos, e vem à tona, revelando a sua crueza e aspereza. Cada nação precisa de governantes competentes, sábios e dispostos a defender seu território, seu povo e suas riquezas. Os feudos dentro de cada nação estão em vias de serem eliminados, ou isso ou a nação não passará de mera colônia a serviço de interesses externos.

A questão dos Estados-nação seria bem mais simples se os seres humanos buscassem o conhecimento da finalidade da vida e das leis universais que a regem. Na ausência disso, tudo foi tomando rumo artificial, segundo os interesses dos grupos que foram assumindo o domínio, tais como igreja, senhores feudais, reis e governantes. Raramente as gestões alcançaram a meta do desenvolvimento integral do ser humano. Faltava o alvo espiritual da vida.

Aqueles que são intuitivos querem a coesão das vontades voltadas para o bem geral. Os intelectivos cobiçam poder e riqueza, dividem para dominar. A atuação de oligarcas é sempre a mesma. Um grupo que entra no poder para se beneficiar e quer se manter por séculos. Às vezes chamam os tecnocratas para dar uma aparência de que a situação vai mudar para melhor, mas vai piorando, ou seja, o problema são os objetivos desses grupos. Se estivessem voltados para o bem geral e a melhora das condições de vida da população, o planeta teria feições humanas e belas.

As falhas e inoperância das gestões geraram as ideias do Estado Tecnocrático como meio de conduzir a humanidade a uma situação de vida equilibrada, eliminando a miséria. Esse tipo de gestão técnica e autoritária está levando o planeta ao descalabro pela desumanização da espécie humana. Muitas coisas já estão sob ameaça de ruir como a educação das novas gerações, a convivência pacífica, o sistema monetário. Urge dar um basta na mecanização da mente. O ser humano tem de se tornar um verdadeiro ser humano, algo que depende fundamentalmente do seu desenvolvimento espiritual ao lado do racional.

O espetáculo eleitoral mexe com a população. Já atraiu mais as atenções. Caiu um pouco em desprestígio e confiabilidade. Quando as pessoas tiverem excelente preparo para a vida haverá mais fidelidade. Definir quem vai dirigir os rumos de uma nação é extremamente importante. Há riquezas, há cidadãos, há qualidade de vida. Há recursos naturais e financeiros altamente cobiçados, por isso a eleição em nações como o Brasil é um acontecimento global. Quem vai ficar com o Brasil e com São Paulo? Se vacilar fica tudo com eles. Como promover mudanças na condução do Brasil atrasado e corrupto, com ênfase no fortalecimento da nação e seu povo?

As transformações estão em andamento sem que haja melhora geral. As nações estão endividadas. O superávit comercial da China vai aumentando. O ser humano está perdendo sua essência. As novas gerações perderam capacitações especiais, sem conquistar outras, e estão se tornando dependentes das postagens recebidas pelo smartphone. Perderam o dom de usar as palavras com ponderação e sabedoria.

Os jovens devem ir à escola para dar prosseguimento ao seu preparo para a vida e o trabalho. Estudar a Criação e suas leis para que esse conhecimento possa ser utilizado para o bem da humanidade. Se estão diante de um professor ao vivo, têm de estar atentos ao que está sendo ensinado. Sem bom preparo das novas gerações, o que fica comprometido é o futuro da humanidade. A convivência está difícil. O essencial é restabelecer a conexão com o eu interior, se esforçar para refletir de forma intuitiva, buscar o saber do significado e finalidade da vida e das leis universais que a regem para realmente se tornar ser humano.

O relógio implantado pelos cientistas apontando a hora do terror é mais uma fonte de advertência para a humanidade. Grandes transformações universais estão em andamento. Há um reboliço geral e muito desentendimento. É gritante o embate geoeconômico entre EUA e China, mas a agitação é geral. Em eras longínquas, foi concedido ao espírito humano a possibilidade de adquirir autoconsciência para se tornar útil e beneficiador, e agora terá de prestar contas.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

O CAPITALISMO E O PROGRESSO HARMÔNICO

Dizem os pesquisadores que as imposições da Igreja, repaginando os ensinamentos claros e naturais trazidos da Luz por Jesus, fomentaram a busca por alternativas. Surgiram grupos e seitas, mas o caminho que começavam a seguir tinha similaridade com o caminho do qual se afastavam. Darwin criou a teoria da evolução das espécies com alguma conformidade com a atuação das leis da natureza, mas não alcançou a conclusão do todo, sobre a atuação da natureza e suas leis universais. A sua teoria da seleção natural foi incorporada como sendo a lei da vida na qual vencem os que mais se adaptam às mudanças, abandonando a lei de não causar danos ao próximo para obter vantagens.

Enquanto a religião perdia influência, as elites se apegavam a Darwin. O Capitalismo e a criação do dinheiro foram empregados para alcançar interesses particulares. Depois de séculos surgiu o Capitalismo de Estado. O problema do capitalismo, seja de Mercado ou de Estado, está nos homens. Ansiosos por riquezas e poder, sacrificam tudo pelo capital que, em vez servir à humanidade, passa a se servir dela, afastando os seres humanos do significado e finalidade da vida.

O capital deixou de ser ferramenta e passou a ser a prioridade. O sistema deveria produzir bem-estar e fortalecimento dos povos com educação de qualidade e bom preparo para a vida, mas a prioridade é acumulação concentrada. Em meio a isso há o fator criação de dinheiro, com efeitos ainda não plenamente compreendidos. É difícil imaginar as consequências da criação do dinheiro e dívidas de forma desmedida e divorciada da produção de bens essenciais. Os propósitos da vida estão sendo postos de lado como o próprio ser humano que precisa de liberdade para a evolução de seu espírito. A economia moderna se desconectou da natureza e da realidade, desde que o homem, com o intelecto restrito, passou a priorizar as questões materialistas da vida.

A criação de dinheiro do nada e o crescimento das dívidas públicas e privadas, quando não são acompanhados pela produção real de bens e serviços, criam uma riqueza financeira tipo bolha que não oferece estabilidade, podendo ser facilmente corroída. Quando o dinheiro se multiplica mais rápido do que a produção essencial, como as de alimentos, energia, infraestrutura e conhecimento, tudo vai perdendo estabilidade, alterando os preços. A economia se desconecta da vida, tudo passa a se mover por algoritmos, expectativas e especulação.

Nações produzem riqueza, mas falta sentido enobrecedor. O poder econômico deveria priorizar o bem comum e a elevação da qualidade humana. A falta disso explica por que tantas pessoas, em tantos países, sentem que “algo está errado”, mesmo quando os indicadores econômicos parecem positivos.

O que está em jogo é a forma como a humanidade organiza o viver que passou a servir ao capital, e não o contrário. Cada povo tem de se fortalecer, se desenvolver por si, sem que outros imponham dificuldades que afetem o bom preparo das novas gerações para a vida. A economia deve estar voltada para sustentar a vida.

Qual é o objetivo das famílias e dos indivíduos? O que pensam sobre o futuro? Que tipo de civilização vamos deixar para as próximas gerações? A humanidade deveria estar sempre ansiando por futuro melhor e agindo para isso. As condições de vida na Terra estão apertando de forma progressiva. Tempos de dificuldades adormecidas que estão despertando. A economia de mercado tem mantido o controle da atividade econômica através do dólar. A ascensão da China fortaleceu a confrontação geoeconômica que traz embutida a questão de como o capital deve ser gerido, e qual é o papel do Estado na economia, na sociedade, e sobre a liberdade individual.

O capitalismo bem poderia visar a melhoria das condições gerais de vida e da qualidade humana. Dinheiro, riqueza e poder se tornaram a grande prioridade da humanidade; isso se reflete em tudo. Falta bom preparo das novas gerações para a vida, as quais estão caindo na estagnação.

Estamos gerando uma civilização que mais parece ser destinada a robôs do que a seres humanos autênticos. Isso está atraindo depressão, doenças, caos. Quando chegarem ao limite insustentável, muitas coisas serão arrastadas para a ruína. A força da atuação das leis universais da Criação impulsionará a renovação, priorizando as questões essenciais que atendam à finalidade da vida, seja na educação, nas atividades, na consideração para com o próximo. Seremos todos peregrinos em busca da Luz, a fonte da vida para a paz e progresso harmônico da alma, corpo e mente.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

SERES HUMANOS DESCARTÁVEIS

A indolência é considerada como preguiça, como a falta de disposição, inércia, apatia, moleza e falta de vontade para agir ou se esforçar. Em sentido mais amplo, trata-se da indolência espiritual, ou seja, é o espírito que deveria se interessar pela vida e seu significado, mas em vez disso fica flautando como a cigarra, jogando fora seu precioso tempo. Na indolência, o ser humano não se desenvolve, não alcança a posição que deveria, permanece estagnado pela falta de esforço pessoal, enquanto as condições gerais de vida vão perdendo qualidade.

Com o surgimento do dinheiro e do crédito, a economia global traçou novo rumo. Houve um raro momento de abundância, que logo cedeu lugar para a austeridade. Seja no ocidente ou na China a situação é semelhante. A produção tem sido feita com máquinas, materiais e mão de obra de baixo custo. A meta é produzir coisas vendáveis por valor superior ao custo, produzindo um excedente que se concentra. Fora isso, nada mais tem interessado à humanidade.

O capitalismo foi a maneira encontrada pelos homens para ampliar a produção, mas a prioridade foi direcionada para o ganho e a acumulação através do aproveitamento de mão de obra barata, surgindo daí o conflito entre o capital e o trabalho. Vários sistemas foram criados, mas em nenhum havia o propósito de eliminar o conflito. Faltou humanismo. Muita miséria foi produzida. A sociedade tem se desumanizado. Não há paz e progresso.

A riqueza produzida tem sido direcionada para produzir mais riqueza. Uma grande parcela é encaminhada ao mercado financeiro e vai inflando e aglutinando poder. A tecnologia avança, substituindo a mão de obra, e não se sabe o que fazer com as pessoas que ficarem fora do mercado de trabalho. Como obterão renda? A capacidade de produzir vai aumentando, mas a renda do consumidor está encolhendo. É preciso encontrar soluções que promovam o desenvolvimento dos seres humanos, antes que se tornem peças inertes, inúteis e descartáveis.

Uma parte dos ganhos poderia ser investida em melhoras gerais das condições de vida, e na premiação de colaboradores aplicados; isso sim seria a adequada contribuição social. O dinheiro circula em um sistema fechado de ativos financeiros, criando bolhas enquanto a economia real sofre com a falta de investimento e com a estagnação salarial.

A mais preocupante questão da humanidade é a indolência espiritual. Vivendo na Terra, cada indivíduo deveria se interessar pela vida e seu significado, mas em vez disso desperdiça seu tempo, correndo o risco de se tornar descartável. O trabalho faz parte da vida. A remuneração tem de ser condizente. Que a renda universal em estudos não se torne muleta incapacitante.

A força de vontade está cedendo lugar para a pasmaceira como resultado da cultura que prioriza o entretenimento fácil em vez das análises com profundidade. Em sua indolência, o ser humano deixa de ser o sujeito que beneficia o mundo, para se tornar o indivíduo que não conversa mais com o eu interior para entender a vida, e que passou a viver em função de estímulos vindos do exterior.
A arte reflete os valores da civilização. Quando ela se torna deprimente, focada na baixaria e em ideologias destrutivas, ela deixa de elevar a alma de forma intuitiva para se tornar o espelho da decadência.

O ano de 2026 está abrindo as portas, vamos em frente com firmeza e alegria. Mas o ano novo principia com sintomas adversos em várias regiões. Há a questão da Rússia que aperta a Ucrânia. Taiwan que se mantém como questão delicada. Os atritos no oriente médio se estendem até o Irã. E de repente também na América Latina afloram conflitos a partir da Venezuela, estagnada pelo governo forte.

Para assumir o comando da economia, o dólar passou por um longo processo, mas agora, após mais de 80 anos, está com doenças semelhantes às da libra no início do século 20. Um longo período não muda de forma brusca. A guerra econômica está se aprofundando, uma questão muito difícil envolvendo finanças, tecnologia e recursos naturais escassos. Tudo exerce influência. A moral vem primeiro, com papel fundamental. Há mentiras, cobiças e falsidades. A política segue essa linha. O reflexo disso tudo poderá levar a humanidade às portas do inferno.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

A COLHEITA PLANETÁRIA DO SÉCULO 21

A tarefa das nações deveria possibilitar o consumo dos bens essenciais, promover projetos de moradias, criar oportunidades de empregos para que os indivíduos pudessem ter um viver condigno sem precisar depender dos auxílios do governo. É essencial dar às novas gerações bom preparo para a vida e o trabalho, para que se aprimorem como seres humanos. Isso deveria ser o alvo de todas as nações, mas envolvidos por cobiças de riqueza e poder, os dirigentes não cumprem a tarefa que lhes compete, e a humanidade decai física, moral e espiritualmente, não cumprindo a finalidade da vida.

Assim, a displicência foi tomando conta, deixando de favorecer o aprimoramento da humanidade. O cinema, por exemplo, tem apresentado belas imagens e histórias, mas também a trajetória da decadência da humanidade devido aos vícios e pendores nefastos, tais como o consumo de cigarro, bebidas, drogas, além de sexualidade degenerada. Tudo acolhido pelas massas indolentes. O viver artificial de aparências provoca a sensação de vazio. O ser humano não aproveita bem o tempo concedido, não aproveita adequadamente seu tempo de permanência na Terra.

A escritora Jane Austen, nascida em 16 de dezembro de 1775, em Steventon, Hampshire, Inglaterra, disse que para o casamento funcionar deve haver afinidade entre os cônjuges. Quando há infelicidade do casal e uma vida artificial, a consequência grave se evidencia nos filhos gerados sem amor. A feminilidade tem missão própria na Criação. Mas nada deprecia as mulheres se não vierem a casar ou não tiverem filhos. Há muitos conceitos errados, produzindo sofrimentos e aviltando a criatura feminina, cuja finalidade fundamental é favorecer o aprimoramento da espécie humana. O viver na Terra se apresenta numa das fases mais conturbadas da história, vamos aguardar que disso possa surgir o rumo certo que eleve cada indivíduo à posição que lhe cabe na Criação.

No Brasil, desde 1889 faltam estadistas patriotas, competentes, idôneos. Em 2026 haverá uma nova oportunidade. Precisamos de candidatos adequados, de eleitores que saibam fazer a escolha. Se a oportunidade for perdida, o país corre o risco de se tornar uma sub nação. Não podemos deixar isso acontecer. Alguém falou que viver aqui é perda de tempo. Uma fala infeliz, pois o Brasil é a Terra de Vera Cruz que deveria ser uma verdadeira pátria para os seres humanos em sua passagem pela Terra, mas tudo foi sendo deturpado. Viver atualmente na Terra, apesar do caos existente, é uma graça do Amor Divino que possibilita o reconhecimento da finalidade da vida sob a Luz da Verdade, libertando dos conceitos errados.

As tensões críticas globais tendem a aumentar. Estados Unidos e China reforçam os seus interesses no Brasil e América Latina. Há um mercado promissor e muitos recursos valiosos. Mas 2026 vai assinalar a atuação das leis da natureza, até agora pouco prezadas e compreendidas, as quais poderiam estar atuando pelo bem geral. Mas agora apresentam sua atuação saneadora, a colheita, arrastando para a destruição tudo o que trava o progresso real, impedindo a paz na Terra e a alegria à pessoas de boa vontade.

De janeiro a novembro de 2025, os informativos econômicos informaram que a China alcançou um trilhão de dólares de superavit na balança comercial. Qual é a surpresa? Há mais de 20 anos as nações pararam de produzir, passando a importar de tudo, gerando o desequilíbrio econômico global que agora se tornou claramente visível. A China se aproveitou da situação acumulando reserva significativa. Assim a humanidade displicente vai cavando a própria ruína. Numa economia desequilibrada globalmente, as nações estão impondo tarifas aos produtos importados. Talvez seja um pouco tarde para salvar a indústria nacional.

O caos está montado. O ser humano é espírito que dever ser mediador para atrair Luz para a Terra, mas vaidoso, achando-se muito especial, quer ser a Luz, e com isso espalha escuridão. A IA amplia a nossa capacidade, contudo, nada além da matéria, e isso poderá alterar a trajetória natural da humanidade cuja essência é espiritual. Afastando-nos da alma, nos tornamos máquina limitada ao tempo espaço e perdemos a visão ampla da vida.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br