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A PALAVRA DE JESUS HOJE

Em meio a tantas informações negativas, falsas ou verdadeiras, a humanidade mostra desânimo com tantos conflitos e precisa de uma pausa para ser aproveitada, um tempo para profundas reflexões antes que seja tarde demais. Observa-se uma exaustão coletiva, algo que muita gente ao redor do mundo está sentindo. Quando um conflito se arrasta, quando as informações se contradizem, quando cada notícia parece pior que a anterior, a humanidade entra num estado de suspensão e não consegue resolver conflitos sem usar violência. Faltam palavras e gestos nobres.

Estamos vivendo momentos decisivos. Para aqueles que merecem, uma pausa para refletir sobre a vida surge como uma oportunidade, talvez derradeira, o “Ser ou Não Ser”. Temos a capacitação da livre resolução, o sim ou não, mas o intelecto é restrito, não enxerga além e, dessa forma, não vislumbra o todo, o grande valor da vida para o espírito humano, e assim permanece preso a muitas ações em desacordo com as leis da vida. Sem clareza, poderá continuar errando, tomando decisões destrutivas.

Em sua restrição, o intelecto não enxerga o todo, gerando o dilema que acompanha a humanidade desde sempre: a liberdade de escolher, mas sem a intuição ativa, vai agindo sem dar muita atenção às consequências. Muitas pessoas não compreendem as leis da vida, e por isso tomam decisões que parecem racionais no curto prazo, mas são devastadoras no longo.

Estamos sendo confrontados com a pergunta: “vocês querem continuar existindo como espécie consciente, responsável, ou preferem repetir ciclos de declínio moral e destruição?”. Ainda há a possibilidade de fazer escolhas, mas tudo está estreitando. O que vemos hoje no mundo é liberdade sem lucidez, poder sem responsabilidade, inteligência sem sabedoria.

Os homens acreditam em suas capacitações e dificilmente reconhecem seus erros com humildade, e isso representa o gatilho da tragédia humana. Não querem atender às leis da vida, mas com seu ego astucioso não vacilam em manter contato com o mal desencadeando destruição na ilusão de que assim terão mais poder. A recusa em reconhecer limites morais, espirituais e naturais é o que empurra a humanidade para o abismo. O momento é de escolha decisiva e de arcar com as consequências. Falta um salto moral e espiritual.

É algo que muitos sentem, mas poucos conseguem expressar com essa nitidez. Falta lucidez e sinceridade. A humanidade só avança quando tem coragem de olhar para o próprio estrago, reconhecer o erro e escolher um caminho diferente. Sem esse reconhecimento, não pode haver transformação verdadeira. Reconhecer o erro, assumir responsabilidade e buscar o caminho certo é algo que ultrapassa fronteiras, religiões e posições de poder. É um chamado à consciência que qualquer ser humano pode compreender, se estiver disposto a olhar para dentro de si.

As cobiças por poder já dominavam o mundo quando Jesus veio, trazendo Luz e Verdade para a humanidade que havia caído nas ciladas das trevas subordinadas ao anticristo. Os Discípulos de Jesus se esforçavam, expondo a própria vida na divulgação dos ensinamentos recebidos sobre a Vontade de Deus, até hoje pouco compreendida, embora os seres humanos sempre digam: seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no céu.

Os primeiros escritos sobre as Palavras de Jesus começaram a surgir anos após a crucificação, de memórias falhas, de compreensões erradas, de distorções do real sentido, até caírem no interesse dos imperadores romanos. Por séculos, o afastamento do ser humano de sua essência espiritual se foi consolidando, gerando um viver áspero e cruel, o que se observa nitidamente nas barbaridades cometidas por aqueles sem coração. A queda moral e espiritual prossegue fazendo da vida na Terra um inferno.

Abdruschin, autor de Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, obra esclarecedora da Palavra trazida por Jesus, explica na dissertação O Pai Nosso: “o ser humano desconhece a jubilosa gratidão de usufruir de modo alegre a existência consciente que lhe foi dada, coparticipando na grande Criação para o bem de seu ambiente, assim como é desejado por Deus ou por Deus com razão esperado! Tampouco pressente que é justamente isso, somente isso, que contém seu próprio e verdadeiro bem, seu progresso e sua ascensão.”

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

MESSIAH

Na série primorosa de ficção da Netflix, um homem carismático se envolve com religião e geopolítica, tornando-se um mensageiro, como ele próprio se autodenomina, e arrasta multidões de seres humanos que esperam o Guia Espiritual de acordo com suas crenças. Jesus Cristo disse que não voltaria, e em seu lugar viria o Filho do Homem, mas se retornasse à Terra, como seria recebido pelos poderosos?

A presença de um estranho no ninho não é bem-vinda, pois os homens poderosos, do ocidente e do oriente, são movidos pelas cobiças por riqueza, poder e influência, ficando preocupados e temerosos de que aquele homem carismático possa influenciar a massa contra o sistema. Estamos na fase dos falsos profetas. O seriado pode ser encarado como uma simulação dos acontecimentos perturbadores da ordem pública e suas consequências. É uma trama bem-feita com a amenização da tragédia provocada para restabelecer a rotina da vida.

Jesus, o Messias, encarnação de essência divina, há dois mil anos recebeu um corpo terreno da forma como todos o recebem, de acordo com as leis naturais. Ele trouxe a Luz da Verdade das leis naturais da Criação para a humanidade que havia perdido o rumo, por ter enclausurado o espírito, impedindo-o de atuar, o que a afastou do Criador e suas leis. Ao recompor a verdade perdida, e diante da conspiração trevosa dos sacerdotes, Jesus retornou à sua origem, pedindo ao Pai o envio do Filho do Homem para concluir os esclarecimentos sobre a Vontade de Deus, e aplicar o Juízo Final.

Com os erros de memória e inserções, pouco restou das palavras originais de Jesus, abrindo espaço para a crença cega, amparada em frágeis alicerces. Depois de milênios de conceitos errados tomados como verdades, a humanidade se encontra como um Titanic sem rumo em meio à grande colheita em andamento. A missão do Filho do Homem aqui na Terra é a continuação e a conclusão da missão do Filho de Deus, ambos genuínos emissários de Deus, trazendo a Força da Luz para purificação, elevação e renascimento. Agora é a hora em que a crença tem de se tornar convicção através de análises irrestritas em concordância com as leis naturais da Criação em sua lógica perfeita.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

BARRABÁS

Com a aproximação da Páscoa é oportuno pensarmos um pouco nos acontecimentos ligados à vida de Jesus Cristo. Aproveitemos o filme Barrabás (2019), do diretor russo Evgeniy Emelin, que começa apresentando o julgamento de Jesus, mostrando a vacilação de Pôncio Pilatos, que governou a província romana da Judeia entre os anos 26 e 36.d.C., e que lavou as mãos ao julgar um inocente, acusado pelo sumo sacerdote Caifás, que temia perder seu poder sobre o povo judeu, e dessa forma deixou que o povo o condenasse, libertando Barrabás, um criminoso com a mesma sentença.

O filme apresenta alguns personagens pouco conhecidos na história, como a bela Judite, irmã de Judas Iscariotes e amante de Caifás, e que teria insuflado seu irmão, que era apóstolo de Cristo, a buscar um lugar de destaque no poder e a trair e entregar Jesus aos seus algozes.

Também aparece Melchior, um dos reis magos que foram conduzidos até Jesus recém-nascido para protegê-lo com suas riquezas e poder, mas que o abandonaram sem cumprirem o que era esperado deles. Melchior, em conversa com Barrabás, diz-lhe que a beleza e as leis da natureza refletem a perfeição da Vontade de Deus.

Barrabás também tem uma conversa com o espírito de José, que diz que não é o pai biológico de Jesus, porém é omitido que tudo no mundo segue rigorosamente as leis naturais da Criação, tanto no nascimento como na morte terrena. Jesus, o Amor de Deus, veio para explicar a Criação aos seres humanos, mas a humanidade estava demasiadamente embotada para reconhecer a Luz da Verdade transmitida em Suas palavras.

Pouco restou do sentido dos ensinamentos de Jesus, originalmente explicados de forma simples e natural, ficando a mensagem da Luz incompreendida, tendo surgido o culto à pessoa Dele, muitas cisões e guerras religiosas, e a promessa de que os seres humanos sempre colherão o que semearem. E viria o Filho do Homem, o Espírito Santo, o Consolador, para auxiliar e restabelecer a verdade e examinar os feitos dos seres humanos durante o tempo que lhes foi concedido para o autodesenvolvimento.