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A CIVILIDADE NA CRISE E A GRATIDÃO

A civilidade é mais que educação; é a postura interior. Civilidade não é apenas boas maneiras. É a capacidade de agir com dignidade e gratidão pela oportunidade da vida, mesmo quando o mundo está em crise generalizada. É recusar a lógica do “cada um por si”. É não explorar o medo alheio. É não buscar vantagens às custas da fragilidade do outro. É manter a integridade e serenidade quando tudo ao redor parece instável.

Simbolicamente, o cerne dos cavaleiros do Apocalipse é a balança da justiça que está pendendo para o lado escuro da humanidade, em decorrência de suas próprias escolhas, o que representa o falhar daqueles que se detiveram nas ninharias da vida, em vez de buscar o desenvolvimento do espírito, e nisso foram criadas as condições para o caos que se aproxima. Nesse meio, muitos encontrarão o caminho que eleva, caso se esforcem para isso.

Enquanto não sentirem a vontade de trilhar um novo caminho com uma sintonização voltada para o bem geral e para o aprimoramento moral e espiritual, as dificuldades continuarão crescendo. Como levar avante uma civilidade em tempos de crise, e que não esconda a dureza da realidade? Como direcionar essas informações ao povo em geral?

Vivemos um período em que a humanidade parece ter chegado ao limite de seus próprios caminhos. Pandemias, guerras, instabilidade econômica, crises ambientais e tensões sociais revelam algo que vai além dos fatos: mostram que perdemos a sintonia com aquilo que sustenta a vida em comum.

Durante milênios, avançamos em ciência, tecnologia e poder material, mas abandonamos algo essencial: a capacidade de usufruir com gratidão a existência consciente que nos foi dada, contribuindo para o bem geral do ambiente em que vivemos. Como escreveu Abdruschin, Na Luz da Verdade: “o ser humano desconhece a jubilosa gratidão de usufruir de modo alegre a existência consciente que lhe foi dada, coparticipando na grande Criação para o bem de seu ambiente.”

Essa ausência de gratidão e responsabilidade interior se manifesta hoje em todos os níveis: na política, na economia, nas relações sociais e até na vida íntima das pessoas. O resultado é um mundo que parece sempre à beira do colapso, onde cada crise se soma à anterior e onde a sensação de insegurança se tornou permanente.

Mas não estamos condenados a repetir esse ciclo. A mudança começa no bom querer. Nenhuma reforma política, nenhum plano econômico e nenhuma liderança será suficiente enquanto o ser humano não desejar, de forma sincera, trilhar um novo caminho. Um caminho baseado em liberdade para decidir, responsabilidade pessoal, respeito e consideração ao outro, cooperação, verdade, sobriedade, consciência moral, e compromisso com o bem comum e a continuada busca de melhores condições de vida e aprimoramento da espécie. Sem essa base, qualquer sistema desmorona.

As famílias, escolas e profissionais de saúde têm de formar pilares de equilíbrio. Num tempo de ansiedade coletiva, esses três núcleos precisam caminhar juntos. Necessitamos de famílias que conversem, acolham e orientem; de escolas que ensinem os conteúdos adequados ao bom preparo para a vida, mas também autocontrole, empatia e pensamento crítico; de profissionais de saúde que compreendam o impacto emocional das crises e ajudem a sociedade a não sucumbir ao pânico. Sem essa rede, a população fica vulnerável a discursos de ódio, manipulação e desespero.

As instituições e a economia requerem responsabilidade compartilhada. Governos, empresas, bancos, escolas e cidadãos precisam agir com sobriedade. Não é tempo de oportunismo. É tempo de transparência, prudência, cooperação, respeito aos limites e compromisso com a estabilidade social. A economia não é um jogo de vencedores e perdedores; é o sistema equilibrado que deve sustentar a vida de todos.

Falta um alarme, um chamado à sintonização correta. O mundo não mudará apenas com leis, decretos ou eleições. Ele mudará quando cada pessoa decidir alinhar sua vontade ao bem geral, ao aprimoramento moral e ao respeito pela vida. Essa sintonização não é abstrata. Ela se expressa em cada gesto, cada escolha, cada palavra tudo unido, voltado para o bem geral.

É possível viver com dignidade mesmo em tempos difíceis. É possível reconstruir a confiança e criar uma cultura de paz, responsabilidade e verdade. Mas isso exige que cada um de nós desperte para a grandeza e a responsabilidade de ser humano diante da grandiosa finalidade da vida para nos tornarmos bons feitores do planeta que constroem um futuro cada vez melhor.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

COMO AGIR NO SÉCULO 21?

No início do século 20, o Brasil já estava no regime republicano, com eleições para escolha do presidente e demais integrantes da gestão da nação. No geral, tivemos um período marcado por grandes guerras, lutas sociais e culturais, e uma grande mudança na percepção dos seres humanos sobre o significado da vida. O Brasil passou a contrair mais dívidas externas, e na medida em que ia pagando, mais dívidas foram surgindo. A população era calma. A economia era frágil, voltada para a agricultura de exportação, as pessoas e as famílias viviam influenciadas pela igreja, pelo rádio e, em menor escala, pelos jornais e revistas.

Terminada a primeira grande guerra mundial, a Europa tentava desenvolver um período de reconstrução, enquanto a Alemanha se arrastava diante da dívida de guerra. Nos Estados Unidos estavam se formando as condições para a grande crise de 1929 que abalou a insípida economia global. No Brasil e América do Sul, a situação também se arrastava.

E veio a segunda grande guerra mundial. Miséria para todos os lados. Alemanha e Japão vencidos. Inglaterra e Europa arrasadas. E surgia o dólar trazendo novas esperanças e ilusões. Na América Latina, o clima era de quintal dos outros, como até hoje. Argentina fornecia carne; Brasil, café e açúcar. No restante, minérios especiais como prata e cobre. Os poderosos querem as riquezas e mais poder. América Latina e África ainda são quintal dos outros com a colaboração de políticos e suas negociatas.

Com o fim da segunda grande guerra, novas esperanças acendiam nos corações aflitos. As pessoas eram sentimentais, criavam fantasias mentais, mas ainda havia um pequeno vestígio de intuição, ou seja, a voz do espírito, que dava um pouco de leveza. Isso foi até aos anos 1970. Poderia ter havido uma guinada qualitativa da humanidade voltada para a espiritualidade, pois tudo apelava para isso.

Eis que surgiu a televisão com sua força avassaladora sobre as mentes de adultos e crianças, e dependia de todos a direção que seria dada. Em vez de um incentivo ao aprimoramento mental e espiritual, venceu a manipulação. As pessoas queriam lazer, diversão, vida mansa. E tudo isso veio no pacote que incluía desinformação e consumismo. A venda de tudo foi crescendo, até dos cigarros, nocivos para a saúde. As novas gerações iam emburrecendo, o marketing político definia os candidatos vencedores.

No século 21, a humanidade se apresenta apática, sem força de vontade, desanimada, agindo como robô. Mas novas guerras estão se inserindo no cenário, roubando a paz, trazendo inquietação e sofrimentos. A queda moral e espiritual prossegue fazendo da vida na Terra um processo insustentável.

Quem se habilita a reconhecer os estragos promovidos pela própria humanidade? Falta coragem e humildade para que haja o reconhecimento dos erros e a escolha do caminho adequado à espécie humana. Sem esse reconhecimento, não pode haver transformação verdadeira. Reconhecer o erro, assumir responsabilidade e buscar o caminho certo sob a luz da verdade é algo que ultrapassa fronteiras, religiões e posições de poder. As tragédias e sofrimentos são o derradeiro chamado à consciência que qualquer ser humano pode compreender, se estiver disposto a olhar para dentro de si, e então optar conscientemente pelo rumo certo que eleva a própria espécie.

O século 21 está se caracterizando por um intenso avanço tecnológico, inversamente ao declínio moral e espiritual. A inquietação e a ansiedade são o denominador comum, e isso vai deixando os indivíduos estressados, incapazes para realizar reflexões intuitivas nos momentos de folga. Os seres humanos estão sendo arrastados pelo relógio acelerado do tempo, deveriam resistir e fazer pequenas pausas, sempre que puderem, para avaliarem a forma áspera como estão vivendo e perceberem que têm de buscar uma sadia mudança de rumo.

 

TURBULÊNCIA OU REBULIÇO?

A situação global apresenta forte turbulência. Antigamente se usava a palavra rebuliço, que significa agitação intensa, confusão, tumulto ou desordem, com pessoas alvoroçadas em meio a situações caóticas. Muitas vozes se levantam apontando culpados, algumas com fatos, outras manifestando sua raiva sem apresentar as causas com clareza. Há muita gente torcendo para que a guerra continue e quer ver a derrocada do povo americano, mas a sua continuidade atingirá toda a humanidade.

A tarefa difícil é seguir em frente sem tropeços. A fase é de complexidade e de bombardeio de informações. É fundamental definir os objetivos imediatos e os futuros num ambiente em constante mudança. Sentir a realidade e as tendências. Manter a serenidade, a simplicidade e a clareza no pensar, são armas fundamentais. Tudo tem uma causa. Muitas são as ocorrências pesadas, mas temos de nos isolar, reconhecer o errado, e buscar força, coragem e confiança nas leis universais da Criação.

Na verdade, estamos diante de uma situação que vem se formando há milênios pela displicência dos seres humanos que não quiseram levar em consideração a real finalidade da vida. Nisso, dois fatos se destacam: a prepotência dos homens e a desvalorização dos matrimônios, que trouxeram como consequência a forma errada de preparar os filhos para a vida como seres humanos de qualidade, responsáveis, voltados para o bem geral. O que poderia resultar disso? O relevante seria buscar a causa dessa displicência, mas parece que uma sonolência geral atingiu o ser humano que, entretido pelas ninharias da vida, perdeu a clareza em sua forma de raciocinar.

Às vezes acontece num lar que, por descuido, pais e mães permitem a entrada de uma ovelha negra e terão um pesado fardo para carregar ao longo de sua vida. No entanto, pai e mãe têm de encarar com toda seriedade a geração de filhos para ficarem sintonizados na atração de uma alma de boa índole, auxiliando-a no seu desenvolvimento para que se torne uma personalidade útil e beneficiadora da vida.

Na falta das crianças terem o que pensar e fazer, as telas estão tomando conta, arrastando-as para uma vida sedentária quando deveriam estar brincando junto à natureza. Ninguém mais se preocupa com a finalidade da vida. As crianças crescem sem ter a mínima ideia de porquê nasceram, e ainda culpam os pais por terem nascido.

No pós-guerra, os economistas tomaram a dianteira, mas os germes do desequilíbrio já estavam no solo da economia. As metas da humanidade, que deveriam ser o atendimento das suas necessidades de forma adequada, foi mostrando sua cara com cobiças por prazeres, riqueza e poder, a qualquer custo, mesmo que tivesse de aprisionar pessoas para vendê-las como fator de produção, sem vontade, sem o direito da livre resolução inerente ao ser humano.

As guerras começam de forma rápida. O que era para terminar logo vai se alongando. E os controladores do dólar, que substituiu a libra, dominaram tudo. Num dado momento surgiu uma classe média com acesso a bens, educação e moradia, mas o processo se inverteu e regrediu, assim como as classes C e D que decaíram a níveis precários. Os desequilíbrios foram crescendo. Hoje, uma só nação tem superávit de exportação de mais de um trilhão de dólares, enquanto a maioria das nações têm dívida elevada e não sabe como pagar. Como sair dessa situação e passar para um viver que produza felicidade e o aprimoramento da espécie humana?

Para que haja paz entre os homens de boa vontade é fundamental o reconhecimento da realidade espiritual da vida e, para isso, é preciso sair do marasmo mental e espiritual e agir como verdadeiro ser humano. Oitenta anos depois da grande guerra a humanidade se acha bem próxima do abismo, sente as dores, mas sem se esforçar na busca da Luz, não encontrará a solução.

Somos dotados da capacidade de pensar, raciocinar e refletir intuitivamente, tudo isso para termos consciência própria da vida e sua finalidade. Ao renunciar a essa capacidade e aceitar as verdades impostas pela religião, poder econômico ou pelo Estado, nos tornamos escravos. Não utilizamos os talentos recebidos, e assim perdemos a nossa essência. A humanidade vai regredindo a um bando de acomodados com preguiça de pensar e agir. Somente o saber da Luz da Verdade das leis universais da Criação poderá trazer libertação.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

OLHE ATENTAMENTE À SUA VOLTA

Afastados da parte invisível da vida, os seres humanos vão em frente meio às cegas, sem perceber tudo o que se passa à sua volta. Pare, olhe atentamente, perceba que tudo está sendo tecido no campo invisível do qual fazemos parte e cuja ligação foi rompida. Escorregar no atoleiro é fácil; difícil é sair. Nesse jogo há muitos interesses, inclusive o de manter o desgaste dos EUA, que vão envolvendo as autoridades. São as consequências de décadas dedicadas ao acúmulo financeiro, deixando tudo o mais em segundo plano, inclusive o aprimoramento da espécie humana que permanece resvalando para os baixios, sem alvos enobrecedores. Quanto mais passa o tempo, mais afunda e mais difícil será retornar a um viver feliz com naturalidade.

As nações estão se voltando para autocracia ostensiva. No passado, pode ser que isso tenha sido maquiado, ocultado, mas sempre houve homens do estilo tirânico que impunham a sua vontade de forma leve ou pesada. Muitas coisas estão no limite do estresse. Até turbina de avião explode com o aumento da pressão. Com a necessidade de tomar decisões rápidas, muitas acabam surgindo de forma abrupta, pois não há tempo para consultas amplas. A IA tem respostas sensatas, mas quem quer ouvi-las?

Tudo gira em torno do dinheiro. As dívidas também representam dinheiro. O Império Romano espalhou moedas de prata que fizeram sucesso. Mas as moedas sempre despertaram guerras, em vez de serem um meio apropriado para o progresso. Os EUA se debatem para manter o dólar. China faz oposição. E as nações, sem condições de produzir, se endividam. O petróleo e os alimentos permanecem como bens vitais. As alternativas da humanidade estão se estreitando, tanto quanto em Ormuz.

No passado, Leonardo Da Vinci não estava adivinhando o futuro de forma mística, mas sim observando a ambição humana e extrapolando as consequências de suas ações. Observando a natureza de forma continuada, acabou percebendo intuitivamente causas e efeitos, a lei da reciprocidade, ou seja, o ser humano colhe o que semeia. Os cientistas posteriores não tinham a visão especial para perceber a vida humana além do mundo material, e não se tornaram os construtores beneficiadores que deveriam ser. Da Vinci via o homem como um elemento que causaria grande desordem no planeta, correndo de “um hemisfério para outro” e desequilibrando os elementos da natureza.

Atualmente, o planeta está passando por uma poli crise. A decadência geral da humanidade está sendo fabricada por aqueles que se afastaram da real finalidade da vida e se apegaram, de forma crescente, ao dinheiro e à vaidade como as únicas prioridades da vida. A questão fundamental é que o futuro depende da direção que as novas gerações vão dar à própria vida, e do jeito como está indo, não é nada animador. Os jovens se sentem oprimidos diante da aspereza reinante, não aceitam mais a crença sem análise, algo que ficou complicado tanto na religião como na vida mundana.

O ser humano sente que precisa da lógica e coerência, mas o saber ficou restrito ao imediatismo. Perdeu-se o amplo saber sobre a vida e sua real finalidade. Muitas pessoas fazem o sinal da cruz dizendo “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, no entanto, não sabem exatamente o que estão dizendo. O Espírito Santo é o Filho do Homem, anunciado por Jesus, a atuação da Vontade Divina através das leis da Criação.

Oitenta anos depois da grande guerra, a humanidade se acha próxima do abismo, sente as dores, mas sem se esforçar na procura pela Luz, nada encontrará. A nova guerra tende a espalhar os seus efeitos sobre a economia desequilibrada piorando muitas coisas, agitando a mente, gerando inquietação. Para que haja paz entre os homens de boa vontade é fundamental o reconhecimento da realidade espiritual da vida e, para isso, o ser humano precisa sair do marasmo mental e espiritual e olhar atentamente à sua volta.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

PROBLEMAS COM AS DÍVIDAS

A circulação saudável do dinheiro deve permitir o giro para produzir bens, pagar custos, impostos e dívidas, e sobrar algum lucro. Fatores econômicos podem travar esse giro, como crises, concorrência de importados, queda na renda da população, taxa de juros, e quando isso acontece os consumidores reduzem as compras, inclusive de alimentos, aumentam as dívidas, dificultando a quitação. Pode ocorrer imperícia gerencial. Pode ocorrer desvios de dinheiro e fraudes. Se a população cair nas apostas, vai ver o seu dinheiro sendo sugado e perdido. Parece que todas essas coisas estão acontecendo simultaneamente e, com isso, a economia do Brasil se apresenta fragilizada.

Com o risco aumentado na região de Ormuz, as seguradoras deixaram de operar. O prêmio de seguro dos navios de petróleo ficou inviável. Pelo visto, não dá para prever quando as seguradoras irão voltar ao normal, o que vai requerer o fim da guerra, mas como e quando a guerra terá fim?

Ouvir as mulheres é essencial. Catherine Vautrin, ministra das Forças Armadas da França, e Yvette Cooper, ministra das Relações Exteriores britânica, usam de bom senso ao falarem da necessidade de retorno da paz por via diplomática. A humanidade tem vivido apegada ao crescimento para que os cidadãos tenham uma vida condigna, mas as incertezas geradas com a guerra estão afetando tudo, sem que surja uma luz nesse túnel escuro.

O que vai acontecer é a pergunta oculta que está no coração das pessoas. Mas não se ouvem respostas. Os pesquisadores lidam com uma enormidade de dados, transferindo o trabalho para as novas supermáquinas de IA. Evidentemente, um mercado que se estriba em apostas é algo que foge da naturalidade, podendo atrair resultados desagradáveis. No universo, a lei da atração da igual espécie atua em tudo. A espécie não é o que a coisa aparenta, mas a intenção oculta pela qual surgiu. É aí que reside a chave. A espécie predominante vai ditar o veredicto, bom ou mau, dependendo das intenções dos seres humanos, e a IA começa a aprender isso.

Essa tem sido a grande questão. Em épocas mais amenas, havia confiança e metas mais elevadas. Com desprendimento, as pessoas se auxiliavam no enfrentamento das adversidades e na busca de melhores condições gerais de vida. Mas isso é passado. As pessoas se calam para não revelar o que estão querendo e pensando. Adormecidas, com os olhos vendados, precisam despertar para a vida real. Elas se fecham em seus interesses pessoais, falta um propósito comum.

Antes as pessoas em geral percebiam os acontecimentos numa lógica simples. Hoje, o ego é mais pronunciado e grosseiro, individualista, mantendo-se na defensiva, criando uma camada protetora, quase como uma couraça. Em vez de dialogar, as pessoas se protegem apresentando justificativas sem querer reconhecer que algo tem de ser corrigido.

Se as pessoas ouvem o que não gostam, não respondem, seguem com outras questões. As preocupações se voltam exclusivamente para os aspectos materiais da vida. Em vez de argumentar, a pessoa muda de assunto, silencia ou se afasta. Tais atitudes podem significar medo de perder o controle. Elas não têm mais o entendimento comum sobre a vida o que possibilita diálogos sobre as questões essenciais.

As pessoas se comunicavam com o eu interior, a consciência, mas isso se tornou raro. Com o eu interior atuante, os diálogos eram produtivos. O que se passa hoje é o aumento geral da aspereza. Tudo frio, pesado, afetando as novas gerações. A pesquisa do IBGE sobre a crise emocional dos adolescentes mostra que há jovens que dizem que viver não vale a pena. O fato é que a real finalidade da vida se tornou desconhecida para a humanidade. Enquanto isso, tudo vai ficando como está, para ver como é que vai ficar.

A conclusão é de que a humanidade construiu uma antinatural realidade da vida, na qual tudo depende do dinheiro, o que acarreta frustrações e doenças. Os jovens têm de ser motivados a pesquisar a real finalidade da vida. Para que nascemos? Reconhecer a alegria de ser útil construtor, beneficiador, embelezador da vida.

Voltando à questão das dívidas, quem vai tomar empréstimos, seja pessoa ou empresa, tem de, simultaneamente, planejar como vai pagar. Se gastar tudo que recebe, vai faltar. Nas atuais condições de vida, é indispensável guardar um pouco, formar uma reserva. Como se dizia, quem guarda tem.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

E SURGIU O ESTADO-NAÇÃO

Olhar a história é fundamental, pois ela contém muitas situações críticas que formaram a situação atual. Como dizem os cientistas atômicos: o relógio do juízo final está próximo das 12 horas. A humanidade se apegou ao dinheiro, gerando a concentração da riqueza. A desigualdade na participação da riqueza produzida e a polarização são o resultado. Cerca de 1,8 bilhão de jovens olham assustados para o futuro. A humanidade precisa de renovação e da busca pelo saber da finalidade da vida para se colocar no lugar que lhe cabe.

No passado, havia subordinação à igreja e ao rei. E surgiu o Estado-nação capacitado para criar dinheiro, mas os governos se tornaram entreguistas, gastadores vorazes, endividaram as nações, sempre sequiosos para elevar a carga tributária. Os governos gastam muito e vão criando dinheiro e dívidas. Os especuladores jogam e põem as finanças em risco. Para segurar o caos, os governos emitem mais e aumentam a dívida. Onde isso vai levar? O Estado-nação, em sua soberania, se tornou um ente pesado, difícil de governar, perturbando a economia. Supõem-se que ajustes estão sendo gerados. O que virá agora?

Há milênios os tiranos cobiçam riqueza e poder. No topo, os mandantes; abaixo, as massas dormentes sem direitos, só obediência às regras e vida rasteira. É a fatalidade da vida cômoda sem reflexões sobre o sentido da vida. É a sina das massas indolentes, a subordinação cega.

O novo Papa tem uma questão difícil para resolver sobre os déficits financeiros do Vaticano. Para sustentar os gastos é preciso que haja receitas. De onde vem e para onde vai o dinheiro? A crença numa vida única muitas vezes reforça comportamentos imediatistas, centrados no materialismo, no dinheiro e na satisfação pessoal. Sem uma perspectiva mais ampla, os princípios mais elevados, como responsabilidade, aprendizado contínuo e conexão espiritual, permanecerão abandonados, criando passivo espiritual ao lado do financeiro. Enquanto o ser humano continuar sendo direcionado para a crença de uma vida única, tudo permanecerá difícil, atendendo aos interesses egoísticos, o que dificulta o reconhecimento da realidade espiritual.

Os seres humanos têm uma existência limitada há alguns anos, isso deveria despertar o anseio pela busca do “Procurai e Achareis”; isso é fundamental para que não se percam no emaranhado das cobiças e vaidades. Como agirá o sucessor do Papa Francisco? O que fará com os tabus? Como agirá com as novas gerações? Esperemos que busque a renovação de teorias sem base nas leis universais da Criação, isto é, sem naturalidade. A finalidade da vida deve ser a elevação espiritual sem causar danos a outros devido às cobiças.

A questão fundamental é que o futuro da humanidade depende da direção que as novas gerações vão dar à própria vida, e do jeito como está indo não é nada animador. Atualmente, os jovens não aceitam mais a crença sem análise, algo que ficou complicado tanto na religião como na vida mundana. O ser humano sente que precisa da lógica e coerência, mas o saber ficou restrito a ponto de não saber mais o que é masculino e feminino, tendo perdido o saber da real finalidade da vida. Não há o que estranhar se os jovens se sentem perdidos e sem rumo.

A humanidade afundava na escuridão. Jesus, o Amor de Deus, veio para religá-la com a Luz da Verdade. O anticristo, através de seus asseclas, tem detonado tudo. Jesus prometeu para a época das atribulações a vinda do Filho do Homem, trazendo aumentada força da Luz. Oitenta anos depois da grande guerra mundial, a humanidade se acha mais próxima do abismo, sente as dores, mas sem se esforçar na procura pela Luz, nada encontrará. Para que haja paz entre os homens de boa vontade é fundamental o reconhecimento da realidade espiritual da vida e, para isso, o ser humano precisa sair do marasmo mental e espiritual.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

BRASÍLIA NA VISÃO DE DOM BOSCO

Ao se aproximar das terras do Brasil disse Cabral: esta é a Terra de Vera Cruz. No século XIX, Dom Bosco teve um sonho em que um anjo lhe mostrava uma região entre os paralelos 15° e 20º que se tornaria uma grande civilização rica e próspera. A capital do Brasil foi fundada exatamente nessa área geográfica. “O Brasil é um país escolhido para ser um centro de espiritualidade, uma ancoragem da Luz da Verdade, cujas irradiações encerram auxílio e salvação.” (Roselis von Sass, Revelações Inéditas da História do Brasil).

Na América do Sul, os europeus apareceram a partir do ano 1500, em busca de ouro. Assim foi sendo explorado tudo e todos. Aqueles que foram libertados do trabalho escravo não encontraram oportunidades de subsistência digna. O país do futuro não deu certo. Ganância externa e interna travaram a nação e seu povo. Todo potencial foi brecado. A precariedade tomou conta e a população, em sua vida difícil, permanece sendo enganada e iludida, sem bom preparo para a vida. Quando o Brasil vai sair desse marasmo?

No passado, falava-se sobre os princípios universais, mas com a financeirização da vida e do poder, passaram a valer os interesses financeiros. A produção fabril perdeu espaço, mas a China, com preços menores, se tornou forte na economia real e finanças, inviabilizando a competição ocidental.

A questão do dinheiro e seu lastro não está clara. O dinheiro se amplia através de ganhos e valorizações dos bens, então como fica o lastro? Quem deve ser o responsável pela criação e controle? Há muitas manobras oportunistas e especulativas. EUA cria dólares e tira proveitos. As demais nações se tornaram dependentes. A China, com custos baixos, acumulou reserva financeira e atua de forma global. A humanidade ainda não encontrou a forma sadia de criar dinheiro,

No passado, havia o sacerdote rei que agia com justiça seguindo as leis universais da Criação. A decadência espiritual foi introduzindo tirania, despotismo, cobiças de poder e riqueza que envolve várias esferas do poder. Vieram as monarquias, o Estado-nação, o capitalismo de mercado e o capitalismo de Estado. A democracia republicana estagnou e retrocedeu em vez de evoluir para formas justas e equilibradas de governar o destino da humanidade. Diante disso, a Terra se encontra caótica com o avanço de tumultos e do direito da força, contrária à vida e sua finalidade.
A situação é grave. A classe média já era porque a renda do trabalho fica estagnada e vai baixando, perdendo poder aquisitivo. Tudo arrasta para a acomodação. Tudo vai nivelando por baixo. As pessoas estão sem energia, se queixando da vida que levam, do emprego que têm e tudo o mais. Estamos na grande colheita, hora de se movimentar, sair da estagnação e agradecer por tudo.

Há séculos a humanidade vem perdendo o rumo, espalhando com suas ações muitos estopins com fogo pela Terra. Não se sabe onde e quando vão detonar. Descontentes com os conflitos, muitos seres humanos de cérebro grande esqueceram a alma, são ateus. As novas gerações, desanimadas, não sabem para que nasceram. E tudo isso surgiu dos conceitos errados sobre a vida e sua finalidade. As pessoas têm que se libertar dessa condição.

Os seres humanos se afastam da alma, e perdendo a essência espiritual, vão se transformando numa coisa que não cumpre a finalidade de sua existência, mas com seu querer e suas ações vão produzindo o caos que tende ao limite extremo. Infelizmente a situação é essa. Teorias e ideologias camuflam as reais intenções alimentadas pelas cobiças de poder e dinheiro, impondo seus objetivos. As autoridades conhecem bem as consequências da dívida pública, mas por que não se movem para mantê-la sob controle?

Estar vivo é a grande oportunidade de superação, mas exige coragem e perseverança. Se a pessoa tem um emprego que não é bom deve agradecer, pois é o que está colhendo. Tem de se aplicar e reconhecer. Nesse esforço, com certeza lançará boas sementes que se tornarão colheita. Assim deve ser com todos. Pais, filhos avós. A humanidade caiu na indolência e estagnação, tudo empurra para a moleza, mas tem de ser forte, se esforçar, evoluir visando a melhora das condições gerais de vida. É preciso buscar a Luz da Verdade para não cair no abismo da autodestruição.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

GUERRAS DE ÚLTIMA GERAÇÃO

Lembre-se, pensamento é ação. Se você desenvolve pensamentos voltados para o bem, isso irá contribuir para o bem geral. Por isso, não deixe que pensamentos maldosos se aproximem do foco dos pensamentos.

O bom senso sempre está presente em pessoas que têm um mínimo de intuição; é ela que adverte quando a pessoa atravessa a linha protetora das leis naturais universais da Criação. Justamente por isso, muitos homens que querem alcançar seus interesses egocêntricos fogem delas, mas é um engano, nada escapa, a colheita sempre vem.

Em vez de ter como meta o aprimoramento da própria espécie, os homens se tornaram egocêntricos e criaram o maior desequilíbrio geral no planeta, na economia e finanças, na educação e cultura. A falência é moral. A destruição da paz é a consequência.

A humanidade desdenha da atuação da lei universal da reciprocidade. Quem semeia colhe, e isso faz com que todos nós sempre estaremos sujeitos a acontecimentos imprevistos que executam a desdenhada justiça superior. Em meio às crescentes turbulências, aguardemos confiantes a Justiça Divina.

Antes, as guerras eram travadas longe do conhecimento de grande parte das populações. Hoje chegam imagens de combates ao vivo. Isso pesa sobre a psique das pessoas, causando abalos fortes. No planeta com mais de oito bilhões de almas encarnadas, com o poder distribuído entre as nações, porém subordinado aos interesses econômicos globais, é difícil saber qual é o objetivo. Embora muitas coisas possam ser previstas, a realidade não é como um jogo de tabuleiro ou eletrônico onde as jogadas têm um limite. A melhor guerra é aquela que possa ser resolvida antes de ser iniciada, para que a humanidade possa se aprimorar de forma harmoniosa e pacífica.

Fora dos centros de decisão, pouco sabemos. Há quem diga que tudo está sob controle, e o que pode acontecer está previsto e precificado, mas parece que no mundo, onde deveria haver paz e progresso, tudo está fora do lugar, o desequilíbrio é geral. Os homens pensam que são senhores, mas desconhecem as forças que movem os fios do destino. Vamos aguardar com esperança de que tudo que vier será para o bem geral.

O homem egocêntrico é o lobo do homem. No feudalismo, já havia o objetivo de fazer o homem trabalhar e pagar por isso com parte do que produzisse. Com esse princípio, associado às teorias de Darwin, de que o mundo pertence aos mais aptos e fortes, homens que perderam a humildade espiritual, esquecidos de que a vida é um breve lapso de tempo no qual é dado à criatura humana a possibilidade de fortalecer o espírito, tornando-se autoconsciente, fizeram da busca da riqueza e poder a prioridade de sua vida.

Ao longo dos séculos, os egocêntricos buscaram um substituto para o domínio e controle do solo para extrair renda, evoluindo para a criação do dinheiro e seu controle, daí surgindo o rentismo egocêntrico, mais feroz ainda na escravização das massas e na produção de miséria, açambarcando toda riqueza, como se mostra visivelmente no generalizado desequilíbrio econômico-financeiro global, pelo qual a humanidade está passando.

Apesar da interdependência, as nações e os povos estão adentrando numa fase turbulenta. Com o afastamento das leis universais da Criação, por séculos vem sendo gerado um processo de desequilíbrio geral. As nações deveriam ter se preocupado com o progresso harmônico da humanidade. Os desequilíbrios estão provocando nova acomodação pacífica ou belicosa, com mútua consideração ou com uso da força. A miséria e a ignorância têm de ser extirpadas da humanidade, a mais importante espécie sobre o planeta, que não está ocupando a posição que lhe cabe.

O ser humano é espírito que encarna no mundo material por concessão do Amor de Deus, para adquirir autoconsciência e retornar à casa, o Paraíso, no mundo espiritual. Para quem pesquisa o sentido da vida, recomendo o livro Na Luz da Verdade, de Abdruschin, que foi aprisionado pelos nazistas, inimigos da Luz, com amplas explicações sobre Jesus, o Filho de Deus, e a Bíblia.

Abandonando a humildade espiritual, os homens destroem a harmonia e criam tragédias. Quem cobiça poder, inveja quem tem mais poder. Quem tem muito poder, teme que lhe possam tomar o poder. Por isso se digladiam. Falta paz, falta boa vontade. Os homens esquecem a sua origem espiritual e provocam desarmonias onde deveria haver mútua compreensão.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

REMATE FINAL

Em tudo que os seres humanos fazem o que sobressai é a geleia da inconsistência no bem. Nessa geleia há muito do ego, do individualismo, da falta de humildade de quem está vivo por aqui para conhecer a Criação e suas leis universais que visam o desenvolvimento do espírito.

No passado, o dinheiro era validado pelo ouro e, em seu processo evolutivo, foi perdendo a sua materialidade, tornando-se dígito. No entanto, seu poder dominante ainda permanece, por isso há uma luta pelo seu controle, e para definir câmbio e juros. Hoje, muito dinheiro se acha meio fora da economia real, mas sempre presente quando se depara com oportunidades de ser ampliado por ganhos. Nessas condições, o dinheiro pode provocar desarranjos perturbadores de difícil solução.

Nações devedoras estão consumindo mais do que estão produzindo. Mas a dependência do dinheiro para as atividades econômicas impõe que a moeda seja confiável. As nações atrasadas como o Brasil caem nas dívidas, mas o dinheiro some, e está feita a dependência. No país controlador do dólar, a dívida se acumula e o poder vai se mantendo.

A substituição por outra moeda e outro controlador, aparentemente, não mudaria nada, só o nome da moeda. Para haver mudança real é preciso que haja mudança da mentalidade predadora do homem que quer tudo para si, renegando a finalidade espiritual da sua vinda para a Terra num corpo material perecível, para evoluir junto a outros, buscando o conhecimento sobre a atuação das leis universais da Criação e aplicá-las para um viver pacífico e harmonioso, com progresso para todos os povos.

Apesar da interdependência as nações, várias estão adentrando numa fase turbulenta. Por séculos vem sendo gerado um processo de desequilíbrio geral. As nações deveriam ter se preocupado com o progresso harmônico da humanidade. Os desequilíbrios estão provocando nova acomodação, e o tempo dirá se será pacífico ou belicoso, com mútua consideração ou com uso da força. A miséria e a ignorância têm de ser extirpadas da humanidade, a mais importante espécie sobre o planeta.

Os seres humanos criam as realidades artificiais, com a intenção de ocultarem o que realmente estão fazendo para interesses próprios. Assim, a massa vai sendo enganada e tomando decisões que são contra ela mesma, sem perceber as consequências com clareza. Quando surge alguém que quer estabelecer uma existência harmônica, é tido como um estranho no ninho, sujeito a represálias e à desmoralização, para que tudo possa continuar na mesma, sem que surjam reações. Então informações falsas e fictícias se tornam aceitas como verdadeiras. Assim tem sido a história da humanidade e do Brasil.

Estamos em ano eleitoral, a pergunta é: o que querem os eleitores hoje? O que vão querer daqui a dez meses? Quantos querem auxílios financeiros? Quantos querem oportunidades de bons empregos, boas escolas e saúde? Quantos estão revoltados com os abusos cometidos com o dinheiro que a população entrega ao governo?
Desde 1889, a nação não tomou o impulso esperado. A classe política tem se mostrado decadente. Falta esperança de que o Brasil alcance mais consistência e desfaça a imagem pejorativa de falta de seriedade. Quantos eleitores pensam dessa forma? Como votarão?

Muitas pessoas ficam abismadas ao verem a velocidade dos acontecimentos inesperados. O movimento circular da lei do retorno das ações dos seres humanos está acelerado pela atuação das leis da Criação, que impulsionam todos os fios do destino gerados pelas ações, palavras, pensamentos e sentimentos, para o remate final. Quer dizer, consequências que levariam séculos para retornar, terão que retornar num curto intervalo de tempo, o que provocará turbulência de magnitude jamais vista. Temos de estar preparados, pois os acontecimentos atingirão nações, organizações, famílias e indivíduos.

A característica da economia global tem sido o mercantilismo comercial e financeiro, isto é, levar vantagens. Um plano ousado e justo seria um sistema de equivalência no qual houvesse entre as nações o equilíbrio na balança comercial e financeira. Se houvesse o equilíbrio econômico, não haveria um trilhão de superávit da China e as nações estariam progredindo conjuntamente, eliminando a miséria e a ignorância que pesam sobre a humanidade.

Na vida tudo é passageiro, mas há uma finalidade essencial. Quem a conhece? A esperança que nos anima é a promessa de que procurando, e acolhendo a Luz da Verdade, ela libertará os seres humanos dos erros trevosos que a escravizam.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

MENSAGEM AOS PEQUENOS E MÉDIOS EMPRESÁRIOS

A situação econômica está complicada. Custos sobem, vendas caem. Está difícil selecionar colaboradores. O que se poderia dizer para pequenos e médios empresários? No Brasil, tudo foi ficando diferente. A partir dos anos 1980, o país entrou num processo de estagnação. A indústria deu um “cavalo de pau” e perdeu a força de reação. Atualmente, as dificuldades são maiores, as oportunidades estão se restringindo e a renda salarial, caindo.

Quem sobreviveu ao golpe precisa de muita atenção, porque a situação muda de forma rápida. Os pequenos e médios empresários, e os empreendedores, devem ficar atentos e bem-preparados para manter a clientela, não relaxando a qualidade e o atendimento. Não devem tomar dinheiro emprestado a descoberto, precisam conter os gastos para formar uma reserva e aumentar o capital de giro próprio.

A equipe precisa estar automotivada. Com frequência, grupos atuam com dinamismo por um tempo, mas é comum adentrar numa fase mais lenta, tipo zona de conforto. A atualidade exige renovada disposição diária para enfrentar as dificuldades buscando soluções prontamente, como no famoso “não deixar a peteca cair”.

Estamos vendo horrorosas ocorrências de inadimplência. Teve lojas Americanas, Braskem, Raizen, Master. Poderíamos ver nisso displicência com a finança, ou será que outros fatores foram a causa?

Durante anos, o mundo aceitou produtos baratos, importados de economias de Capitalismo de Estado porque ajudavam a conter a inflação. Permitiam consumo maior com renda estagnada. Reduziam custos industriais. Pareciam inofensivos. As nações aceitaram porque era conveniente. Agora pagam o preço. As ondas de choque começam a aparecer, como o equilíbrio global que está se rompendo. As consequências já estão visíveis com a desindustrialização acelerada em vários países, além da dependência estratégica de cadeias externas, tensões comerciais crescentes, perda de autonomia tecnológica e falta de preparo das novas gerações.

Os jovens precisam de oportunidades e cada nação não pode continuar da forma como se estivesse em desmanche. Isso tudo está gerando um ambiente insustentável. Com tantos recursos, o que falta para o Brasil ser uma nação com qualidade de vida decente? A riqueza é conquistada com trabalho e produção, e tem de ser partilhada com equilíbrio, mas tem se concentrado em poucas mãos que querem permanecer dominando tudo.

As novas gerações estão crescendo num mundo repleto de instabilidades. Está faltando a noção de pertencimento, confiança no futuro, motivação para construir, coragem para sonhar e se pôr em movimento para alcançar os sonhos. E uma sociedade sem sonho vira uma sociedade enrijecida, desmotivada. Diante disso, o futuro da humanidade está sob ameaça, pois está faltando propósito e coesão diante de alvos enobrecedores prejudicados pelo individualismo egocêntrico. Falta o anseio de humanizar a civilização. E a gravidade é que isso não está sendo discutido pela sociedade com a seriedade necessária. É preciso despertar nos jovens o anseio para conhecer a origem do ser humano e a finalidade da vida.

O dinheiro corre como rio, não dá para fugir. O oceano monetário cresce, quer juros, uma minoria tem o controle. Juros comem a receita tributária das nações, enquanto as condições de vida vão apertando. Mas não dá para ficar se lamentando. É preciso manter o ritmo do barco. Perceber as tormentas à distância e se resguardar. Tem de se manter firme, prosseguir, alcançar alguma estabilidade para não ser levado pela correnteza e para conquistar resultados.

Para dizer algo mais seria necessário conhecer melhor a situação do empreendimento para descobrir gargalos ocultos e os caminhos mais adequados. A verdade é simples e natural. Com perseverança, desenvolvendo um trabalho sério para atingir os objetivos, será possível ultrapassar as dificuldades e colher resultados positivos.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br