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VIVER DESEQUILIBRADO

Na Criação, somos todos peregrinos com a oportunidade de evoluir. Os homens criaram o dinheiro e a civilização do dinheiro, sem ele nada se faz. O dinheiro tornou-se o motivador de todas as ações, inclusive as criminosas, de indivíduos e Estados, e das discórdias também. Apesar de toda a riqueza estar nos recursos naturais, onde falta dinheiro, sobra miséria.

A concentração continuada do dinheiro criou alguns mecanismos de distribuição, mas isso não resolve a questão da miséria humana, enraizada na baixa cultura, que nada acrescenta, e na falta de preparo para a vida, pois a concentração e as disparidades na renda são próprias do capitalismo, o que impõe a necessidade de criar mecanismos para manter o equilíbrio.

As nações se dividem entre as que produzem e controlam os bens e o dinheiro, as extratoras de matérias-primas e consumidoras de bens, e as rodeadas de muita pobreza. O consumo dos recursos naturais está no limite da capacidade do planeta. O sistema continua seguindo a rota do abismo. Mudar essa situação não é fácil, pois foram sendo incorporados muitos artificialismos para aumentar os ganhos.

O caminho pensado para mudanças é o da imposição de normas reguladoras que reduzam a utilização dos recursos naturais; isso já está acontecendo. Em sua mania de grandeza, os tiranos querem subjugar povos e territórios. Reduzem-se empregos, renda, consumo. As dívidas dos Estado-nação seguem aumentando, reduzindo sua autonomia. A movimentação do dinheiro passa a ser controlada até nos centavos.

As quantidades de produtos diminuem. Preços sobem. As escolas nivelam por baixo. Atividades lúdicas são criadas para manter a população ocupada. Castelos de areia foram construídos, mas não estão resistindo aos vendavais que se aproximam trazendo a grande colheita para os indivíduos. Em algumas nações, multidões vão às ruas para exigir soluções. É triste a realidade histórica da humanidade que precisa se manter em guerra para evitar mais guerras, aumentando a miséria. Bilhões de dólares são queimados nesses conflitos e mesmo sofrendo muito, a espécie humana não busca o lugar que lhe cabe, e vai decaindo.

O século 21 se apresenta forte e severo, diferente de todos os anteriores. Paira a ideia de desmanche geral, pois muitas coisas estão emperrando ao mesmo tempo. No meio da confusão, a alma agitada se sente perdida. A humanidade está domesticada e sem rumo. Estamos num ano eleitoral em muitas nações; quatro bilhões de eleitores definirão seus governantes. Há candidatos acomodados com a situação atual e os insatisfeitos propondo mudanças.

Os conquistadores pilharam as riquezas e fizeram escravos. A miséria na América Latina e na África empurrou para fora milhões de pessoas. A bem dizer, toda a tragédia da humanidade decorre da cobiça por riqueza e poder, e devido à ausência de aspirações nobres e elevadas. Aumenta o consumo de drogas. O que leva as pessoas a usarem substâncias prejudiciais que provocam a morte? São aquelas que se afastaram do significado e finalidade da vida e do viver consciente, simples e natural. Os indivíduos vagam pela vida sem rumo, vão jogando fora o tempo concedido, o vazio de suas vidas se torna um tormento que os levam a se refugiar nas drogas, em vez de buscar fortalecimento, evolução e desenvolvimento.

O Brasil perdeu fábricas e empregos. Atrasou na tecnologia, falhou na educação e preparo das novas gerações para a vida. Estagnou na infraestrutura, a dívida cresceu. A violência urbana aumentou. O que se poderia fazer para equilibrar a situação antes que aumentem a insatisfação e a violência?

A humanidade se robotiza e age mecanicamente, seguindo regras, sem ouvir a intuição sobre o que é o certo. É preciso reagir e escapar desse processo que enfraquece a alma e a força do querer próprio. Perdemos o rumo e nos afastamos daquilo que era esperado de nós, e agora precisamos urgentemente recuperar o rumo certo antes que seja tarde demais.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

O FIM DO FUTURO

Como se forma o futuro dos povos? Como esperar que seja possível construir um futuro de paz e progresso se atualmente observa-se que poucas pessoas conservaram a sensibilidade da alma e não querem ouvir a voz interior da consciência? O querer tem vacilado diante dos vendavais das cobiças e da desconfiança. Uma população despreparada dá ouvidos a promessas irrealizáveis e se nega a entender as causas do sofrimento e miséria que avançam pelo mundo. O cérebro foi afastado do eu interior para, na indolência, acolher promessas irrealizáveis, pois cada ser humano colhe o que semeia com suas ações, e todos têm de se esforçar através do movimento certo.

Fim do futuro significa que o querer da humanidade não tem mais repercussão sobre o futuro já delineado por ela através dos séculos, tendo agora de seguir pelos canais abertos por suas resoluções. A fruta está na árvore, ainda meio verde. Quando ficará madura? Na hora certa será colhida. Estão delineadas as crises econômicas e sociais, o desequilíbrio geral nas relações entre indivíduos e povos, os conflitos, os confrontos, as inquietações, assim como a oportunidade para quem quer respostas. Quem as procurar com afinco e sinceridade achará essa promessa, ou seja, só a encontrará quem realmente procurar.

Desde o tempo da Grande Pirâmide do Egito foi dado à humanidade informações sobre a vinda do Juiz Universal e das consequências do desvio por caminhos errados em oposição ao desenvolvimento espiritual. Lamentavelmente, muitas das placas deixadas com a inscrição das palavras esclarecedoras foram destruídas sem que o seu conteúdo pudesse ser divulgado.

Muitos profetas como Moisés, Isaías, Buda, Zoroastro e Lao Tse vieram para advertir. Cada um deu explicações ao modo de compreensão de sua época, no entanto, com as interpretações erradas formou-se uma confusão sem que fosse percebido que tudo fazia parte do mesmo acontecimento: a vinda do Filho do Homem. Isaías anunciou a vinda de Emanuel. Na Pérsia, Zoroastro dizia ser um servo de Ahuramazda, o Criador Todo Poderoso, um anunciador do Saoshyant, aquele que trará esclarecimentos e paz. Um oráculo romano, provavelmente oriundo dos livros Sibilinos, dizia “Deus enviará um rei que livrará toda a Terra de toda guerra em obediência aos nobres mandamentos da Criação”. E, segundo João 15:26 – “Enfim, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de Verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim”.

Os discípulos também não entenderam tudo que Jesus explicou, e restaram só fragmentos. Daí decorreu a interpretação incorreta sobre o Filho do Homem, prometido por Jesus, para mais uma vez trazer para a humanidade o esclarecimento da Criação e encerrar o tempo concedido ao espírito humano para o desenvolvimento. Jesus sempre se referia a outra pessoa quando mencionava o Filho do Homem. Pedro acertou ao dizer “tu és Cristo, o Filho de Deus”, quer dizer o Filho do Homem é uma outra pessoa.

O ser humano é espírito-alma que precisa de vivências na Terra para se fortalecer. No corpo, no mundo material, o espírito foi bloqueado, deixou de atuar, não evoluiu apesar de ter ressuscitado na carne várias vezes. O vazio existencial o faz procurar, mas teria de se abrir para a Luz da Verdade trazida por Jesus Cristo, porém o real significado foi sendo perdido nos séculos. Abdruschin rescreveu os ensinamentos de Jesus na linguagem de século 20, mas para entender há que se ler com a alma.

Se os seres humanos não se empenharem com seriedade, visando construir um mundo decente, digno da própria espécie, a decadência e embrutecimento será inevitável, e o caos tomará conta da Terra. Acontecimentos brutais nos pegam de surpresa, desanimando e entristecendo. O dia do ajuste final, ou seja, o fim do futuro e início de uma nova era não está distante. A Justiça Divina, a paz e o respeito às leis da Criação serão impostas pelo Filho do Homem para o bem dos espiritualmente humildes.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

O DINHEIRO E AS NOVAS GERAÇÕES

Faz tempo que o sistema político dito democrático foi corrompido e se afastou de sua finalidade. Não há mais estadistas empenhados em criar melhor futuro, predominando interesses e cobiças. Mas não só os estadistas perderam estatura, o mal atinge a própria humanidade que não conhece a finalidade da própria vida, não se esforça para isso, não cumpre a sua tarefa e por isso está se tornando coisa.

Os tiranos não querem o brilho da verdade e buscam obscurecer os fatos para que a população não descubra quais são seus reais objetivos. De longa data a humanidade tem sido afastada da verdade para que viva de forma acomodada. Na Roma Antiga usavam o subterfúgio do pão e circo; os métodos atuais são mais sofisticados para manter a massa na indolência e indiferente ao real significado da existência do ser humano, deixando de ouvir a própria intuição.

Atualmente, o dinheiro é o condutor da forma de viver. Sem a participação dele nada acontece e a fome pode aumentar. Os componentes da elite financeira não o desprezam, acumulam riqueza, sendo proprietários dos meios de produção, ou seja, do capital. Na Terra se avolumam as crises econômicas, sociais e ambientais, mas o dinheiro e os bens não devem ser desprezados; o errado é o ganho ter se tornado a finalidade da vida, pois ao lado de uma existência condigna, os seres humanos também precisam formar um patrimônio espiritual.

Os jovens anteciparam o seu ingresso na vida adulta, estão cansados e desiludidos com a própria vida. Com o declínio espiritual da humanidade, não há sistema econômico-social que resista. Os tiranos se aproveitam para ampliar o seu domínio, mas o que eles querem, o que pensam da vida? O homem precisa de liberdade para exercer o seu livre arbítrio com responsabilidade. As novas gerações não estão recebendo bom preparo para uma forma de viver condigna.

No imediatismo vigente não há preocupação em construir futuro melhor; as coisas pioram, pois falta o essencial, falta o objetivo de construir um mundo melhor e aprimorar a espécie humana. A decadência é o resultado. É o declínio espiritual e moral e só com um longo processo de renovação poderemos assumir a posição que nos cabe.

Há décadas as nações têm sido malgovernadas, parece que não querem o bem e o progresso, e o resultado é o endividamento crescente. O dinheiro vai para o ralo do bolso de alguém. Enfim, qual é o plano? Frear o crescimento e o desenvolvimento dos indivíduos? Pode ser que haja um plano para uniformizar a humanidade num sistema de crédito digital com controle de tudo o que fizerem e comprarem. Seria um novo sistema de dominação impondo falsa felicidade. Para se tornar verdadeiro ser humano o homem precisa desenvolver a sua individualidade, exercer o seu livre arbítrio e arcar com as consequências, buscando a verdade para evoluir.

Grande parte das pessoas estão enrijecidas, pois perderam a flexibilidade e o cérebro funciona por linhas rígidas como um circuito impresso, uma vez que a intuição foi inteiramente devastada. O ser humano não conversa mais com o eu interior perdendo o bom senso, e suas decisões percorrem os rígidos caminhos que se instalaram no cérebro.

Os erros criaram as trevas. As pessoas são direcionadas unilateralmente para sobreviver; outros não se interessam por nada. A prioridade geral deveria ser compreender o significado e a finalidade da vida. “E conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará!” (João 8:32). Vem aí a atuação do Filho do Homem, prometido por Jesus. No século 21, abrem-se os canais para que cada pessoa receba tudo o que fez por merecer.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

A FINALIDADE ESPIRITUAL DA VIDA

Longe vai o tempo em que os seres humanos estavam integrados à natureza. Com intuição atuante e raciocínio lúcido, deveriam ter prosseguido na compreensão correta do significado da vida, da Criação e de suas leis. Com o surgimento da arrogância, do orgulho e da vaidade, o ser humano começou a se sentir como semideus, que ao invés de compreender a grandiosidade do Deus único, criador de todos os mundos e dessa forma afastou-se do caminho da elevação de sua alma.

Muitos profetas foram enviados para orientar e advertir, mas suas vozes não foram ouvidas. Diante da calamidade que os humanos iam preparando, uma parte de Deus veio para a Terra em Jesus, que com Amor e severidade passou a falar sobre o funcionamento das leis da Criação. Mas os seres humanos teriam de quebrar as amarras que os prendiam a um saber falso. Na indolência espiritual dominante, esses ensinamentos foram se tornando incômodos, principalmente para aqueles que se beneficiavam com o comodismo das massas que se sentiram ameaçados em seus privilégios obtidos com a dominação que exerciam sobre o povo.

Colocando de lado a capacidade de refletir intuitivamente, os seres humanos foram se deixando afastar da realidade da vida, ficando envolvidos por uma realidade paralela criada astutamente, rigidamente mantida, atendendo às preferências e pendores aos quais se algemaram. A humanidade prossegue em sua marcha funesta cujo fim será a autodestruição. Uma nova época deve surgir. Uma nova sabedoria se torna indispensável contrariando a mania de grandeza e as cobiças.

Aqueles que procuram pela Luz da Verdade têm de quebrar as amarras, livrando-se de todas as trevas, esforçando-se para compreender direito a Palavra do Senhor, recuperando a intuição para se libertarem da entorpecedora realidade falsa criada para manter a humanidade cativa e inerte, impedindo-a de fortalecer o próprio espírito para que se eleve, cumprindo a finalidade real da vida.

“Por isso, despertai! Somente na convicção repousa a verdadeira crença, e a convicção só vem através de exames e análises irrestritas! Sede seres vivos na maravilhosa Criação de vosso Deus!” (Abdruschin, Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal).

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

O QUE ESPERAM OS LÍDERES MUNDIAIS?

Com conflitos e guerras, as condições gerais de vida estão piorando. Um novo rumor de guerra veio da América do Sul explorada há mais de 500 anos. Assim como hoje temos o presente inóspito, o futuro que se desenha poderá ser ainda pior. O confronto na área econômica mundial está latente. Cresce pelo mundo uma animosidade perigosa; acirra-se a luta pela sobrevivência.

As informações contraditórias vão minando a paciência das pessoas. Faltam ponderação e serenidade. Serenidade atrai serenidade. Na atualidade, ninguém está plenamente bem. Cada um está enfrentando sua própria batalha da vida e isso vai se expandindo pelo mundo.

Num cenário de elevada população, estamos enfrentando crise social e financeira, na produção e nos custos. A produção externa apresenta custo inferior ao praticado internamente, seja pelos componentes e mão de obra, ou mesmo devido aos subsídios, o que acarreta grande desequilíbrio, afetando empregos e renda, comércio e consumo. Ainda não foi encontrada uma fórmula que possa reequilibrar; alguns teóricos falam que a saída estaria na eclosão de nova guerra.

As novas gerações foram empurradas para a escuridão e desalento. Há um alarmante índice de suicídio de jovens. O que pensam as pessoas do comando geral sobre a situação na Ucrânia, Oriente Médio, Guiana e outras regiões? Como a humanidade pode admitir esse descalabro? Faria parte da falada correção populacional do planeta? Estadistas eficientes são afastados. Poder tem preço? Compra-se?

Depois da queda das torres gêmeas, o filme O mundo Depois de Nós mostra a cidade de Nova Iorque em chamas e a convulsão das massas diante do isolamento e falta de informações. Seria a previsão da decadência americana de dentro para fora, a queda do dólar? O viver esteve muito tempo no mundo da fantasia, mas agora se percebe que há séculos havia em tudo o propósito de manter as pessoas presas às futilidades e à manipulação.

Tomando o exemplo de Kevin, do filme Esqueceram de Mim, fazendo compras no mercado, e comparando os preços daquela época com agora, o economista Peter Schiff mostra a tendência continuada do dinheiro perder valor. Será que o dinheiro digital vai solucionar? As coisas mudaram. A queda no poder de compra levou os consumidores a buscarem preços menores. O endividamento é uma alternativa perigosa para empresas e pessoas que tiveram baixa nas receitas. A elevação da taxa de juros internacional pegou de surpresa. Empresas tentam resolver, algumas ficaram sem alternativas diante dos desequilíbrios mundiais aumentados.

O grande problema da humanidade é que a parcela que se julgou superior passou a desafiar a natureza e suas leis, estagnando seu avanço no conhecimento da Criação, prejudicando os mecanismos de sustentabilidade. Por outro lado, a população em geral, que deveria trilhar o caminho do aprimoramento, também estagnou e declinou. A humanidade está no limite.

O calor nas grandes cidades com população elevada está abrasador e vai causar danos ambientais e mentais. Com mais de oito bilhões de pessoas no mundo muito se fala em correção populacional. Espera-se que inovações tecnológicas contribuam na produção de alimentos, mas no caso de escassez, instabilidade dos habitats, conflitos e doenças, poderão surgir impactos substanciais afetando a população.

Jamais os jovens deveriam desistir da vida. Há hipóteses sobre as causas que levaram adolescentes à perda de ânimo e à atitude extrema, mas é preciso ouvir essas crianças, saber delas qual é o seu estado interior, o que pensam da vida, seu significado, sua finalidade, e buscar as soluções.

Desde cedo, fortes apelos empurram os jovens para a atividade sexual, agora para fumar maconha também. Fumar qualquer cigarro é um crime que o indivíduo comete contra si mesmo e contra os não fumantes. Desalentados, deixam que sua alma se fragilize. Os jovens precisam de atividades beneficiadoras. A nação precisa de cidadãos fortes, com coragem para superar os obstáculos, aprender e produzir continuamente. Nesse contexto, que futuro os líderes mundiais estão esperando para a humanidade?

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

ANO NOVO!

Muitas pessoas dizem que buscam a Luz da Verdade e o bem, porém poucas agem com sinceridade nessa direção. Muitas pessoas carregam um grande descontentamento com a sua atual situação, fruto de suas próprias decisões. Sempre olhando para os outros, vão logo atribuindo a eles culpa e ficam cismando o quanto são especiais e que não merecem pelo que estão passando.

O ano de 2023 já era, as coisas pouco mudaram, a indolência espiritual permanece atuante, cada um se achando melhor que os outros. Falta a rigorosa sinceridade para olhar primeiro para si, ver os próprios erros e se dispor a agir com naturalidade. Ao redor, se forma um ambiente pesado de insatisfação e descontentamento. Cobiças e maus pensamentos impedem a harmonização e a aproximação da espontânea alegria de viver.

O ano novo está na nossa frente para ser bem aproveitado por todos no esforço de fazer do mundo um lugar melhor para um viver com Amor, compreensão e generosidade, mas também com a rigorosa severidade ensinada por Jesus em oposição aos procedimentos errados e maldosos conduzidos pelas cobiças e astucia intelectiva.

2024 chegou! Ter esperanças positivas é importante, mas não suficiente. Cada ser humano tem de se movimentar agindo com o propósito efetivo de contribuir para a paz e o aprimoramento da humanidade para que, efetivamente, construa de forma benéfica e espalhe belezas pelo Planeta.

Feliz ano novo, com saúde, sabedoria e alegria!

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

REPENTINAS REAÇÕES DA NATUREZA

2023 está na reta final. O ano começou com ares amenos, mas logo foram surgindo acontecimentos marcantes. Há muito blá-blá-blá, conversas vazias, tudo está caminhando acelerado, mas as pessoas estão meio sem rumo, pois não veem o futuro com clareza e deixam o tempo presente ir passando.

Os governantes colhem os efeitos da irresponsabilidade financeira e buscam reforçar o caixa. Há um projeto de reforma tributária em tramitação no Congresso do Brasil e a população quer saber se a voragem tributária, que já está em 35% do PIB, vai aumentar, sendo que na Índia o índice é de 19%. O gigante tem recebido facadas de todos os lados e sua população vai perdendo energia e se tornando fraca.

As nações estão endividadas. Quão longe a humanidade está daquilo que deveria ser? Os desajustes estão presentes em todos os aspectos: educação, saúde, qualidade de vida, qualidade humana. Cada um faz o que lhe aprouver sem receios, sem autocensura como se tivesse cérebro doente, mas a displicência está se defrontando com a repentina reação da natureza, descontente com a estupidez que diariamente vai agredindo tudo de forma insensata.

Sem o devido respeito às leis da natureza está sendo cavado um grande abismo. O homem tem vivido divorciado da natureza; além de não a compreender, agiu de forma destrutiva e não se preparou para enfrentar os colapsos. As massas de ar estão favorecendo o aumento da insolação provocando exagerado aumento da temperatura.

Foi concedido todo o tempo. Foram dadas muitas oportunidades, agora tudo está áspero como resultado do que foi semeado. Cada ser humano tem de se esforçar por si mesmo. Com a atuação voltada para o bem, ajudamos. A humanidade sonhava com um futuro fantasioso. Mas isso era uma vez; agora há um realismo áspero.

As grandes dificuldades e os grandes problemas entre indivíduos, empresas e organizações, entre governantes e nações, decorrem da ausência de um simples ato de perdão sincero. As pessoas guardam ressentimento de situações em que surgiu um desacordo, um choque de vontades, e se isso não for sanado, continuará perturbando, podendo chegar até ao ódio cego e desejo de revide. Perdoe sinceramente, liberte-se.

Sabemos o que as religiões ao longo dos milênios têm enaltecido o ser humano para obter acolhida, um degrau para quem anseia pela Luz, mas para isso há que ter humildade espiritual. Falta uma busca sincera dos ensinamentos de Jesus sob a Luz da Verdade. O problema é a indolência, a preguiça. A falta de vontade de se esforçar. Que despertem, que deixem de colocar o espírito no quarto escuro, esquecido.

De todas as desgraças provocadas pela humanidade na Terra o que sobrou só foi a arte. O coração é uma forma de se referir à alma, ao espírito, à essência do ser humano. O intelecto é a poderosa ferramenta que permite ao homem avançar no mundo material, mas sempre deverá seguir as leis da natureza. De fato, a humanidade está emburrecendo, a alma pouco fala, as intuições nobres se extinguem. As telas absorvem as atenções gerais, e não sobra tempo para o ser humano evoluir. Sem o coração a arte se mecaniza.

E a mecanização avança tanto na iniciativa privada como nas atividades do Estado. Os programas de computadores determinam o que se pode e o que não se pode fazer; nesse meio, o líder vai ficando sem espaço. As pessoas estão perdendo a iniciativa, se o computador não alertar, ficam paradas. Tudo direcionado para o ganho máximo. No show de famosa cantora Taylor Swift, mil fãs desmaiaram com o calor, acima de 50 graus, e uma jovem faleceu. Se o Sol passar a emitir mais calor, o que acontecerá? É a falta que faz um líder sábio para examinar as condições e impedir absurdos. O líder espiritualizado não consegue interferir dado o enrijecimento e egos vaidosos; muitas vezes ele só pode observar e esperar ser chamado para ajudar na solução com suas vivências e intuição.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

ALENTO GERAL

É estarrecedor o nível a que a humanidade decaiu. Há uma geoeconomia tenebrosa na qual os líderes tiram proveitos sem favorecer o aprimoramento humano. Atualmente as novas gerações perderam a força de vontade. Há um desalento geral, falta de ânimo e de propósitos enobrecedores, mas a cobiça por riqueza e poder tem aumentado, o que pode arrastar o planeta para ruína total, inerente à desumanização progressiva. As pessoas nascem na “Escola da Vida” prioritariamente para evoluir, se humanizar, mas está faltando conscientização e motivação para essa prioridade fundamental.

Ocidente e Oriente miraram no crescimento do capital financeiro deixando de lado o capital humano, isto é, o desenvolvimento integral do ser humano, sua qualidade física, mental, espiritual. Agora, com a permanência da inflação, novamente, mais penalizada será a população em geral. É necessária a atuação de estadistas e empresários sábios que cooperem para que haja equilíbrio na economia interna e externa.

As finanças têm a sua importância, mas o capital humano não pode permanecer na displicência, pois as novas gerações não estão recebendo bom preparo para a vida comprometendo um futuro melhor. É preciso que os jovens estejam atentos e acordem, pois se ficarem acomodados serão dominados pela base que receberam na infância, passando a serem simples produtos de massa, e não verdadeiros seres humanos, com discernimento próprio. Para um bom desenvolvimento, as crianças precisam ser incentivadas para contar e escrever histórias.

Certa criança não compreendia as brigas e conflitos e disse: “Por que as pessoas fazem tantas maldades, será que ninguém explicou que a vida pode ser maravilhosa? Uma pessoa de coração não faz maldades. Elas não aprenderam que o coração deve ser o condutor?”

Muitas atividades estão se ressentindo. Com as grandes transformações na área econômica, os modelos anteriores perdem espaço diante das gigantes da internet. Custos crescem. Salários dos trabalhadores em geral se comprimem. Como superar as crises e manter as condições sociais da população?

Na periferia proliferam as moradias precárias. As cidades estão crescendo para cima, mas no chão o trânsito é caótico. Os da direita defendem o capital e seus detentores; os da esquerda defendem o poder na mão dos homens de Estado, mas a população é manipulada, distraída com muito circo e pouco pão para que não seja um incômodo. Tudo está ficando difícil, os responsáveis percebem isso, mas sem saber o que fazer vão enrolando, e alguns cuidam de encher o próprio bolso.

Com seu livre arbítrio o homem pode escolher a escada que sobe rumo à humanização, ou a que desce aos abismos do embrutecimento. Pode escolher desenvolvimento e elevação do espírito, ou agarrar-se ao mundo material na crença de que com a morte tudo se acaba. Pelo que se observa, a escolha foi para a descida, que também afundou a Terra que se distanciou do Céu. Mas a aspereza é brutal e as engrenagens estão emperrando em todos os setores da vida. As profecias apontavam para a conflagração geral, todos contra todos, mas ainda há uma certa disciplina; o dia da grande colheita está se aproximando.

A atmosfera de esperança no futuro está cedendo lugar para um clima de incertezas e receios gerais que enfraqueceram a demanda. O sistema induzia à ideia de que haveria continuada melhora geral; como isso não ocorreu, o comportamento dos consumidores se tornou contido. As coisas começaram a piorar com o surgimento do polo fabril asiático, com menor custo de mão de obra e que sofre menos impacto das crises financeiras e taxas de juros, que passou a produzir para exportar. As autoridades têm de buscar o equilíbrio na atividade econômica a fim de que haja produção, renda e consumo, e um bom alento sobre o futuro.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

AMA AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO

É muito triste para nós brasileiros, tradicionalmente calmos e pacíficos, ver os trágicos acontecimentos iniciados de forma inesperada com ataques ao povo das cidades de Israel. O sofrimento geral nos afeta por empatia, pois o povo brasileiro possui sensibilidade atuante, já extraviada em grande parte do mundo materialista. Entristece e assusta ver a paz mundial estar sob ameaça.

As nações não se entendem. O poder age acobertado na sombra. Nações, organizações e entidades têm o poder diluído. Quem pode, manda. A manada segue sem maiores reflexões. Assim o mundo caminha para o abismo. Não se trata de tomar partido, pois a questão maior é a humanidade que ainda não encontrou o caminho da convivência pacífica. Na guerra das comunicações, a verdade fica oculta; o que interessa é a manipulação da massa. Muitas pessoas acabam se tornado como a máquina. Não ouvem mais a voz interior. Se isso está acontecendo com os mais velhos, o que será das novas gerações?

Na engrenagem mundial, o ser humano é um grão de areia, mas a sua arrogância é enorme. Os acontecimentos iam caminhando. Guerra da Ucrânia e Rússia, dinheiro digital, eleições, Taiwan, juros, bolsas, inteligência artificial. De repente acontece um trágico e impiedoso ataque aleatório contra o povo de cidades de Israel seguido de forte retaliação. Comoção geral. Uma emergência na trajetória do mundo. A surpresa e os fatos levaram os Estados Unidos a marcar sua presença, pois estamos diante de uma situação que produz imprevisível tensão mundial que requer hábeis negociadores.

Agarrados ao perecível mundo material, e para satisfazer as próprias cobiças, os seres humanos não vacilaram em colocar de lado a amplitude do amor ao próximo, deixando de ouvir a própria consciência, e em vez de paz e progresso espiritual criaram o inferno na Terra. No mundo atual tudo gira em torno do dinheiro. Muitas atividades ilícitas são toleradas porque envolvem dinheiro, mesmo sujo, e principalmente, ganhos. O homem tem a capacidade da livre resolução: o sim ou o não, mas mesmo que não possa realizá-la, fica atrelado a ela.

No país do dólar, a recessão demora mais a chegar afetando a taxa de juros, mas seu efeito pode chegar de repente. Na América Latina é mais complicado. O capital sempre busca oportunidades de ganhos; e se essas estão na Ásia, fábricas fecham e mudam criando a relocalização da indústria. É um procedimento considerado correto pela análise econômica, mas outras considerações também deveriam entrar em cena, pois a população perde trabalho, o nível decai, e surgem cidades fantasmas que não conseguem se sustentar, aumentando a violência urbana.

De longa data os seres humanos têm vivido sem o necessário respeito aos Mandamentos de Deus, servindo prioritariamente a si mesmos e às suas cobiças. Na época em que Jesus disse: “Colocai o Senhor teu Deus acima de todas as coisas, e ama ao teu próximo como a ti mesmo”, os discípulos compreenderam claramente, mas com o passar do tempo foram surgindo conceitos distorcendo a amplitude das palavras, e os seres humanos deixaram de praticar o verdadeiro amor ao próximo, até que Abdruschin, em sua obra Mensagem do Graal, iluminou o conceito com a Luz da Verdade: “Permitido vos é peregrinar através das Criações por vosso desejo, tornando-vos autoconscientes; contudo, não deveis causar sofrimento algum a outrem, a fim de satisfazer com isso a própria cobiça.”

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

SINTONIZAÇÃO DA HUMANIDADE

Ao longo da trajetória da humanidade muitas transformações foram ocorrendo, o que está intimamente ligado à sintonização dos seres humanos, isto é, o seu querer pode tanto atrair o bem geral, como inóspitas condições de vida. No passado distante vivíamos num sistema de subsistência em que a economia era natural com a produção voltada para os bens essenciais. O modo de vida era simples e o ponto alto eram as reuniões nas montanhas onde manifestávamos nossa gratidão aos seres da natureza, os enteais, servos auxiliadores do Criador.

Os seres humanos tinham toda liberdade para decidir o próprio rumo, mas com arrogância se afastaram da natureza e de sua proteção. Escolhendo caminhos errados, se esqueceram da finalidade espiritual da vida e chafurdaram nas ninharias do mundo material, que se acha em decomposição pela ação do Juízo Final, mas será resgatado e renovado pelo Filho do Homem prometido por Jesus, e tudo terá de se tornar novo para poder subsistir.

O sofrimento infligido ao povo judeu fez despertar o reconhecimento do Deus Único, o Criador de todos os mundos. Veio Moisés para libertar e conduzir seu povo para uma região onde viveriam em respeito às leis de Deus. Moisés ficou decepcionado com a rebeldia daqueles que não tiveram paciência e forjaram o bezerro de ouro.

Sorrateiramente as trevas atacavam para impedir o progresso espiritual. A decadência foi tão descomunal que rompeu a conexão dos seres humanos com a fonte da Luz; se Jesus, não reconhecido pela humanidade indolente e influenciada pelas trevas, não tivesse restabelecido a conexão com a Luz, já teria se autodestruído, antes da vinda do Filho do Homem, também de origem divina, para completar os esclarecimentos sobre a Criação e suas leis e a concluir o Juízo Final.

A terra despontou como fator de poder, sendo que os nobres eram detentores da terra, e os vassalos trabalhavam nela. Os seres humanos foram se distanciando da natureza e da compreensão da vida e seu significado. Os trabalhadores da terra se tornaram servos. Com o passar do tempo foi surgindo a classe dos comerciantes e dos emprestadores de dinheiro a juros. Os antagonismos não tardaram a surgir entre camponeses, nobres, comerciantes e emprestadores de dinheiro.

O comércio florescia, dando início à produção artesanal de bens, o que se transformou em fábricas que necessitavam de capital e impunham condições desumanas aos trabalhadores. Juros e impostos absorviam grande parte do resultado do trabalho. Ao longo do tempo surgiram interesses econômicos, ideologias e guerras. Surgia a civilização do dinheiro, o materialismo como a sintonização básica da humanidade, tudo precificado. Aos poucos a busca pelo desenvolvimento espiritual foi sendo eliminada da Terra e, consequentemente, a boa vontade e a paz entre as pessoas.

No século 21, a humanidade enfrenta as consequências dos abusos cometidos na emissão de papel-moeda e sua utilização de forma desordenada e estúpida. Antigas profecias anunciavam que o futuro traria a fome. O sol, com energia reforçada, chama a atenção para que os homens pensem seriamente na vida e sua finalidade, e não se entreguem cegamente ao poder do dinheiro, mas construam e beneficiem o planeta diante das penúrias atraídas.

É uma situação que se arrasta desde o final da segunda guerra. Faltaram líderes sábios para anteverem o futuro e impedirem que se chegasse a esse beco de sangue em que a população de um não-Estado tem de arcar com as consequências das atitudes de um grupo armado informal, sem status jurídico. Faz tempo que a humanidade se afastou da sabedoria e com sua sintonização errada surgiu a escravidão, a decadência, e o aperfeiçoamento da energia nuclear para destruir.

As guerras são sempre danosas e revelam a falta de maturidade da espécie humana que veio para a Terra a fim de alcançar fortalecimento e desenvolvimento do espírito, mas caiu no abismo dos desejos egocêntricos e na imoralidade. Aumenta o sofrimento na Terra. Faltam sabedoria e alegria. Precisamos de Paz na Terra e evolução espiritual.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br