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QUE O BRASIL DE AMANHÃ NÃO SEJA A VENEZUELA DE HOJE

A situação do povo venezuelano tem sido marcada por crise econômica profunda, instabilidade política e dificuldades humanitárias. Trata-se de mais uma situação típica da humanidade. Um grupo se posta à frente das riquezas e com sua cobiça açambarca tudo, deixando de cumprir a tarefa de administrar a nação para o bem geral e melhora das condições gerais de vida.

A história está cheia de momentos em que a riqueza da nação é capturada por poucos, enquanto a maioria fica com migalhas; isso não é exclusivo da Venezuela. É quase um padrão recorrente quando instituições são frágeis e o poder se concentra demais, controlando os recursos naturais, as instituições políticas, os meios de comunicação e de coerção. É a captura do Estado por grupos que se colocam entre o povo e suas próprias riquezas.

Na Venezuela, a inflação atinge níveis extremos. Faltam alimentos, medicamentos e combustível e cerca de 82% da população vive na pobreza, sendo que mais da metade em pobreza extrema. Cerca de 7,7 milhões de venezuelanos deixaram o país em busca de condições melhores.

O característico bom humor do brasileiro está sendo solapado. O Brasil tem sido chamado “o país do futuro”, mas não tem sido bem conduzido e as condições gerais de vida não evoluíram tendo, em muitos casos, regredido, podendo se tornar no futuro uma sub-nação semelhante a atual situação da Venezuela.

Apesar de a Venezuela possuir as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, o petróleo tem sustentado o Estado, mas não tem resultado em melhores condições de vida para o povo marcadas por pobreza, inflação e serviços públicos colapsados.

É mais um triste episódio da trajetória declinante da humanidade. O povo tem de receber bom preparo para a vida e se esforçar para obter melhora. O governo e as elites devem contribuir nesse sentido. Retirado do poder, o presidente da Venezuela, é preciso que haja a interrupção da sangria, como escreveu o autor Eduardo Galeano. É preciso que haja dignidade humana e progresso na Venezuela e em toda a América Latina.

A democracia do Estado-nação tem sido atropelada pela tomada do poder por grupos que impõem governo forte. Ludwig von Mises, defensor do liberalismo e da economia de mercado, desenvolveu críticas vigorosas ao controle governamental, seja sob regimes totalitários ou democráticos, demonstrando como a interferência estatal distorce os mecanismos econômicos, inviabilizando seu funcionamento e levando ao caos. Em geral, o planejamento estatal tem provocado a desorganização econômica e social, sufocando a liberdade individual e a prosperidade das nações.

O planejamento centralizado com fortes estruturas de controle se opõe à ordem espontânea dos mercados. O sistema de preços é detonado. As escolhas individuais ficam restritas. Recentemente o Capitalismo de Estado e o intervencionismo têm produzido acumulação mercantilista de capital através de produção voltada para a exportação, gerando aumento da produtividade, avanço tecnológico e ampliação do mercado interno mantido sob rígido controle.

O que se depreende desse sistema é a aniquilação das individualidades, a tendência para a estagnação do desenvolvimento da massa humana submetida a rígidos controles de comportamento social, minando a base universal do desenvolvimento espontâneo. Sem dúvida, a coerção sobre a liberdade individual acaba restringindo o querer pessoal que, impossibilitado de se transformar em ação, gera estagnação, mas essa é uma tendência que vai se esboçando em ambos os sistemas.

Há milênios, a massa humana tem sido distraída com ninharias para não achar as respostas sobre os enigmas da vida, anulando o livre querer íntimo, enterrando o saber espiritual. A sociedade tendeu para o sistema: para os amigos que pensam igual, tudo; para aqueles que não se submetem às imposições, o rigor das leis criadas pelos homens.

O confronto entre os Estados Unidos e a China é também o confronto entre esses sistemas. Mas se o capitalismo de mercado não deu à humanidade vigoroso impulso para o seu aprimoramento através da busca da Luz da Verdade, o Capitalismo de Estado restringe ainda mais o ser humano, vedando a busca da compreensão da vida através da busca do saber espiritualista, o qual dá a real dimensão da vida amparada na atuação das leis universais da Criação, que existem desde sempre dando ao espírito humano a possibilidade de se reerguer do mundo material para o espiritual, a sua origem não captada pela ciência cerebrina.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

PARA ONDE CAMINHA A HUMANIDADE?

O pragmatismo está ampliando a confrontação econômica. Novas formas de produzir e comercializar vão surgindo com mais rigidez e agilidade. No cenário global, devido ao afastamento da espiritualidade, o dinheiro e o poder se tornaram os deuses dos seres humanos que se ligaram ao materialismo. Direita. Esquerda. Dólar. Yuan. Nesse meio, os direitos universais permanecem determinados pelos homens cujas resoluções são tomadas exclusivamente pelas ponderações intelectivas. Há milênios não há consideração pela lei maior de não causar danos ao próximo para satisfazer a própria cobiça. Os Estados Unidos se esforçam em manter o poder do dólar. Por outro lado, a China, com a força da sua economia, busca colocar o yuan ao lado, ou até acima do dólar.

Aumenta a tensão e palavras mais fortes passam a ser usadas pelos líderes. Há quem diga que não será agora, mas a situação vai afunilando e há quem diga que a Terceira Guerra Mundial já começou, mas a humanidade, indolente e estressada, não tem energia para perceber o que está se passando. Antes, as pessoas acompanhavam o que acontecia e percebiam o certo e o errado. Agora falta a empatia e a percepção dos rumos para onde estamos nos encaminhando. Quem consegue entender a realidade da geopolítica global do século 21? Nessa realidade, nada é o que parece ser.

Com suas cobiças, os seres humanos desvirtuam tudo. Os colaboradores deveriam receber ações das empresas e dessa forma participar do bolo da riqueza formada. Isso ainda não aconteceu no livre mercado nem no capitalismo de Estado com postulados marxistas. As ações foram deslocadas para o cassino onde a riqueza se concentra e a desigualdade aumenta. As condições gerais de vida não têm sido preocupação, e tudo agora converge para uma forma mecânica de comércio e distribuição consumista. Não há a percepção de para onde a humanidade está se encaminhando.

Grande parte, ou seja, mais de 90% dos indivíduos perderam a voz e o interesse, permanecendo submetidos e acomodados, sem refletir sobre a vida e o futuro. A economia global gerou a criação de um montão de dinheiro para aparar os desatinos especulativos e achatou o salário no ocidente. A população enfraquecida perdeu a esperança e a energia, e a luta pela sobrevivência se tornou um marchar sem propósitos nobres. O que vai acontecer? Qual será o futuro da população sem preparo?

O futuro depende do bom preparo das novas gerações para a vida e o trabalho. Temos de acrescentar energia e coesão. A energia está ligada à motivação. Mas se os indivíduos não souberem qual é a real finalidade da vida, ficarão zanzando sem rumo, sem coesão nos projetos enobrecedores voltados para alcançar melhores condições.

Jesus veio porque a humanidade já se encaminhava para o abismo. Mostrou a Criação e a finalidade da vida, sob a Luz da Verdade, de forma simples e natural através de parábolas. Muito disso acabou sendo perdido, e as novas gerações, submetidas a conceitos errados, perderam o rumo, mas tem de buscá-lo para se tornarem seres humanos de valor que contribuem para a melhora geral. É uma dívida da sociedade que tem de ser resgatada antes que seja tarde demais.

O que é o ser humano? Por que nasceu na Terra? Qual é a finalidade da vida? O homem é espírito que nasceu num corpo terreno para se tornar verdadeiro ser humano. As leis universais da natureza impulsionaram a evolução. O homem tem um corpo animal, mas é espírito com vontade própria e capacidade de raciocinar, que reencarna várias vezes para se fortalecer e voltar à casa, à sua origem, mas sufocou o espírito e perdeu o rumo, aprisionando-se à Terra onde impôs o caos. Conhecereis a Luz da Verdade e Ela vos libertará.

Estuda-se de tudo, mas há poucas reflexões sobre a finalidade da vida. O que cada ser humano tem de fazer? Precisa ampliar seu discernimento, ser forte, ter energia, raciocinar com lucidez, refletir intuitivamente, aprender de forma contínua com a vida, com os acontecimentos e cultivar a sua individualidade. Enfim, contribuir para a melhora das condições gerais de vida.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

NA LUZ DA VERDADE – MENSAGEM DO GRAAL

A obra “Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal”, escrita por Abdruschin (pseudônimo de Oskar Ernst Bernhardt, 1875-1941), é um trabalho de cunho espiritual e filosófico com foco em apresentar as Leis da Natureza (ou Leis da Criação) e sua relevância para o Universo e a vida humana cotidiana.

Aqui estão as principais informações que você pode obter sobre a obra:

Leis da Natureza/Criação:  O ponto central é a explanação das leis imutáveis que regem o Universo, como a Lei da Atração (dar e receber) e a Lei da Ação e Reação (plantar e colher). A obra mostra que essas leis são encontradas na simplicidade do dia a dia e não há acasos.

Destino e Responsabilidade Individual: Abdruschin destaca que o ser humano tem livre-arbítrio para fazer escolhas, mas está inseparavelmente ligado à responsabilidade pelas consequências. A obra orienta que os pensamentos, palavras e ações do indivíduo moldam seu próprio destino.

Questões Fundamentais da Existência: São abordados enigmas profundos, buscando respostas para perguntas como:

– Quem somos?

– De onde viemos?

– Para onde vamos?

– Qual a finalidade da vida terrena?

– Por que existe tanto sofrimento na Terra?

Objetividade e Convicção: O livro incentiva o leitor a olhar a realidade com objetividade, a desmistificar dogmas e a transformar a crença em convicção através de análises irrestritas.

Formato: A obra é geralmente publicada em três volumes e consiste em diversas dissertações.

Sobre o Autor e o Livro

Abdruschin é o pseudônimo de Oskar Ernst Bernhardt, nascido na Saxônia, Alemanha, em 1875. Ele enfatizava que os leitores deveriam se concentrar nas palavras da Mensagem e não na pessoa do autor.

Natureza da Obra: É apresentada como Mensagem do Graal e é descrita como algo completamente novo, sem conexão com filosofias ou crenças religiosas existentes, buscando esclarecer o Livro da Criação.

História: A primeira edição em alemão foi publicada em 1931. A primeira tradução para o português surgiu em 1934. Em 1938 Abdruschin foi feito prisioneiro da Gestapo e sua obra proibida de circular. Impedido de se encontrar com seus amigos, ele efetuou a revisão de sua obra em prisão domiciliar, reunindo as dissertações escolhidas em três volumes, mas que só puderam ser impressas no pós-guerra. Atualmente, a obra está publicada em vários idioma

Apresentada em linguagem simples, clara e natural, é indicada para aqueles que buscam um profundo entendimento da espiritualidade e da existência humana através da ótica das leis universais da Criação. É realmente uma obra que provoca reflexão profunda.

O vídeo https://www.youtube.com/watch?v=n8kThZj-bRo apresenta a obra e suas principais temáticas.

Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal. Cada Manhã Traz Uma Nova Oportunidade de Decidir. (Essas informações foram obtidas com a colaboração da IA Gemini).

Leia abaixo um trecho de Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, Abdruschin, Dissertação Culto:

“O Filho de Deus deu aos seres humanos, do modo mais simples e mais claro, na sua Palavra, o caminho certo pelo qual deviam conduzir sua existência terrena, correspondente à tecedura da Criação, a fim de, através das leis de Deus que se manifestam no tecer da Criação, serem apoiados auxiliadoramente e elevados às alturas luminosas, para obterem paz e alegria aqui na Terra.

Recompensa e castigo para o ser humano estão no tecer da Criação, que é conduzido de modo constante e imutável pela própria vontade de Deus. Nisso reside também a condenação ou salvação! É inexorável e justo, sempre objetivo, sem arbitrariedades.

Nisso jaz a incomensurável grandeza de Deus, Seu amor, Sua justiça. Isto é, em Sua obra, que Ele legou às criaturas humanas, ao lado de muitos outros seres, como morada e pátria.

É, pois, chegado o tempo de as criaturas humanas terem de alcançar esse saber para chegarem com a mais completa convicção ao reconhecimento da atuação de Deus, que se exprime em Sua obra!

Então todos os seres humanos encontrar-se-ão de modo inabalável aqui na Terra, com a mais jubilosa vontade de trabalhar, com os olhos soerguidos gratamente para Deus, pois o reconhecimento os ligará para sempre através do saber!

Para transmitir aos seres humanos tal saber, que lhes dá uma convicção nítida e compreensível da atuação de Deus, em Sua justiça e em Seu amor, escrevi a obra “Na Luz da Verdade”, que não deixa lacunas, contém resposta a cada pergunta, traz esclarecimentos aos seres humanos de quão maravilhosos são os caminhos na Criação, os quais muitos servidores da Sua vontade mantêm.” Santo, porém, é só Deus!”

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

DA PRIMEIRA À QUARTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

É necessário olhar a história, observando que a Revolução Industrial foi um divisor, separando o passado, que era mais ligado à natureza, dando início a processos modernos e agressivos. Após as duas grandes guerras mundiais, chegou a ser esboçado um período dourado na obscura trajetória da humanidade, mas por não ter sustentação, pouco tempo durou. As mudanças não se aprofundaram, foram aparentes, mas a cobiça por riqueza e poder permaneceu. O resultado é o caos atual.

Depois de tantas tragédias e sofrimentos, a busca contínua da humanidade pelo lado do bem poderia ter se firmado após a Segunda Guerra, mas os homens do mercado queriam aproveitar a capacidade produtiva, precisavam de consumidores e foram seduzindo as massas para priorizar o conforto, os prazeres, a vaidade. Se uma Terceira Guerra acontecer a população da Terra poderá ser drasticamente reduzida, então talvez o ser humano se humanize de fato percebendo que a sua essência é espírito.

A realidade é dinâmica, nada fica parado, tanto pode perseguir o certo como o errado. Apesar dos inúmeros tropeços, a humanidade chegou à Quarta Revolução Industrial como resultado de uma longa jornada de transformações tecnológicas, sociais e econômicas que deveriam contribuir para o aprimoramento da própria espécie.

Relembrando a trajetória das quatro Revoluções Industriais, a primeira delas, ocorrida de 1760 a 1850, foi marcada pela utilização de máquinas a vapor, do carvão como energia e maior foco na indústria têxtil. A criação da eletricidade caracterizou a Segunda Revolução industrial, que durou de 1850 a 1950, possibilitando a fabricação em massa, a produção de aço e exploração do petróleo. A informática e a robótica, especificamente, permitiram o avanço da automação industrial e junto com a popularização da internet marcaram a Terceira Revolução (1950 a 2000). E finalmente de 2010 até hoje, a Quarta Revolução industrial permitiu a criação e emprego de tecnologias inovadoras como a Inteligência Artificial, a Internet das Coisas (IoT) e big data, entre outras, impulsionando a biotecnologia e demais segmentos produtivos.

Do vapor ao circuito integrado. Da força do vapor à lógica do silício. Mentes como as de Watt, Kilby e Noyce edificaram o salto entre eras — um percurso histórico e espiritual onde intuição virou estrutura, e estrutura se fez evolução e revolução. As novas tecnologias, incluindo a impressão 3D, nanotecnologia e neurotecnologia já começaram a se integrar e a transformar todos os setores. A partir dos anos 2000, o acesso à internet e aos smartphones criou uma base de dados gigantesca e conectividade global. Diferente da automação da Terceira Revolução, agora as máquinas aprendem, tomam decisões e se adaptam.

Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial, defende que a atual revolução não é apenas uma extensão da anterior, mas uma nova fase na qual o homem vai sendo conduzido para se integrar ao novo sistema, causando impactos profundos na forma como vivemos e trabalhamos. A Quarta Revolução Industrial não é só sobre tecnologia, pois está avançando e alterando o significado dado ao ser humano: como nos relacionamos, trabalhamos e até como pensamos. O desafio maior talvez seja a evolução ética e consciente da humanidade diante dessas ferramentas poderosas.

O grande diferencial atual é que o ser humano está sendo conduzido para dentro das engrenagens, ou seja, é ele que tem que se adaptar às coisas novas, e não o contrário. Isso sai da naturalidade. As novas gerações já mostram isso, parece que perderam algo. No futuro deverá surgir a Revolução que emparelhará o ser humano com a sua essência, o espírito; sem isso, poderá caminhar na direção oposta e se tornar apenas algo como uma máquina sem coração. É esse o grande dilema da nossa era: a desconexão entre progresso externo e a evolução interior do ser humano.

Aplicativos, algoritmos, rotinas automatizadas… tudo parece querer moldar o ser humano para ser mais eficiente, mais conectado, mais produtivo. Mas não se enxerga espaço para a espiritualidade e a atuação da intuição, que está sendo travada. Quando a atuação se divorcia da alma,  perde-se estatura, abrindo o caminho para a desumanização. Já tivemos situações terríveis por causa disso.

Estamos precisando de uma revolução interior que nos leve para a tecnologia com alma, criada para promover bem-estar, significado e reconexão com valores essenciais, e gerar lucros. O sistema educacional tem de se abrir para o cultivo da sabedoria, empatia e espiritualidade, além das habilidades técnicas. Neste mundo cheio de ruídos e conversas vazias de conteúdo, necessitamos criar espaços para o silêncio e para reaprender a escutar a nós mesmos, à nossa própria intuição.

Unir espiritualidade, tecnologia e consciência deve ser a grandiosa e única tarefa apta a resgatar o ser humano de sua inércia perante a vida e sua finalidade. Um passo que requer coragem e força de vontade para sair do atual ambiente áspero e vazio, fortalecendo a saúde física, mental e da alma, alcançando a paz e o progresso real.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

A NATUREZA NÃO NEGOCIA: ADVERTE E REAGE

Um chamado à lucidez ecológica: a Terra levou bilhões de anos para se tornar um lar hospitaleiro aos seres humanos. De partículas cósmicas ao florescimento da vida, cada etapa foi cuidadosamente moldada pelas leis da natureza — leis que não foram escritas por mãos humanas, mas são universais e sustentam tudo o que somos. No entanto, em nome do progresso, temos ignorado esses imutáveis códigos ancestrais.

Grandes obras, como a barragem hidrelétrica de Motuo, projetada para ser a maior usina hidrelétrica do planeta no rio Yarlung Tsangpo, na Região Autônoma do Tibete, é um majestoso projeto que revela o poder da engenharia, o poder do homem e, ao mesmo tempo, a displicência que nos afasta do essencial: a preservação da natureza, o equilíbrio ecológico. Ao desviar o curso natural do rio Yarlung Tsangpo, que alimenta comunidades da Índia e Bangladesh, o ser humano interfere nos sistemas da natureza, sem conhecer exatamente que consequências poderão resultar disso.

Esse tipo de atitude da humanidade, sequiosa por ganhos e obras faraônicas para se evidenciar, se opõe à preservação das condições de sustentabilidade da natureza e seus automáticos sistemas. Um exemplo no Brasil é o da Nova Raposo, planejada para interligar as cidades paulistas de Cotia, Itapecerica da Serra e Embu das Artes, cujo projeto ameaça derrubar milhares de árvores nativas, fragmentar corredores ecológicos e comprometer mananciais vitais como o rio Embu-Mirim e o rio Cotia.

Evidencia-se a fragilidade da conexão entre o Rodoanel e a BR-116, que continua travando o acesso aos municípios de Embu das Artes e Itapecerica da Serra. Trata-se de um problema conhecido há anos, mas ainda sem solução eficiente. Uma das justificativas para o prolongamento da Nova Raposo seria aliviar essa pressão viária, criando nova rota justamente no coração de áreas de preservação, o que tende a induzir ocupações precárias e desordenadas, como já ocorreu nas bordas do próprio Rodoanel e da BR-116.

A falta de adequação, através de planejamento integrado com a natureza e em audiências públicas, revela um modelo de desenvolvimento que prioriza o fluxo de veículos, mas negligencia o direito à cidade, à natureza e à participação popular dos defensores da sustentação da vida. Essa obra também tem como proposta estratégica conectar diretamente a Rodovia Castelo Branco (SP-280) à Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), criando novo eixo de escoamento logístico que passaria por zonas de Mata Atlântica e áreas de preservação permanente.

Estima-se que mais de 350 nascentes e 50 km² de Mata Atlântica serão impactados, colocando em risco mais de 300 espécies da fauna local, incluindo onças-pardas, bugios e jaguatiricas. Na natureza nada é supérfluo. A estupidez humana, embriagada por objetivos econômicos e conquistas tecnológicas, tornou-se incapaz de ver o invisível: os segredos do salutar equilíbrio. Perdemos a reverência pelas coisas naturais criadas sem a participação do ser humano, as quais estão à disposição de todos como alimentos, o ar, o solo, a água, o sol, e esquecemos que conhecimento sem humildade se transforma em ferramenta insensata de destruição.

Esse cenário é consequência de um modelo histórico que trocou as ferrovias, menos poluentes e mais integradoras, pelas rodovias, consolidando o tráfego de carretas que consomem óleo diesel e emitem toneladas de CO₂ todos os dias. A lógica rodoviarista transformou a paisagem e a política pública, priorizando asfalto ao invés de mobilidade sustentável. Aquilo que deveria ser um país abençoado evoluindo em paz se apresenta caótico e desordenado nas ruas e rodovias estreitas.

Mas nem tudo está perdido. Ainda existem olhares atentos, mãos cuidadosas e vozes que insistem em lembrar que progresso sem respeito à natureza, que nutre nosso corpo, é retrocesso. Que restauração e preservação é tão valiosa quanto inovação. Que estudar a natureza e suas leis, absolutamente lógicas, é um dever, não para dominá-la, mas para aprender com ela e obter os frutos que oferece.

No entanto, em nome do progresso, temos ignorado esses códigos ancestrais. Grandes obras, como a barragem hidrelétrica de Motuo no Tibete, ou o projeto de prolongamento da Rodovia Nova Raposo em São Paulo, revelam a capacidade da engenharia e, ao mesmo tempo, a cegueira que nos afasta do essencial: o equilíbrio ecológico. Acontecimentos  graves estão mostrando que o humanismo estagnou desde longa data: mentiras, aspereza, arrogância, prepotência. Restaurar o humanismo e o equilíbrio econômico entre as nações é o único caminho que pode fortalecer a paz e o progresso.

Os problemas exigem soluções, mas a natureza e suas leis não negociam. Esta frase não é metáfora; é advertência. Quando violamos seus ritmos, ela reage e responde com secas, destruição do solo, enchentes, extinções, não por punição, mas por consequência.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

 

REENCARNAÇÃO E AS LEIS DA CRIAÇÃO

É óbvio que a reencarnação existe desde que os primeiros seres humanos se encarnaram na Terra. A semente espiritual inconsciente tinha o impulso para se tornar consciente; para isso era necessário um solo adequado. No “Faça-se a Luz” surgiu a Criação, a Terra a primeira estrela para abrigar os seres humanos.

O espírito humano encontrou pronto um corpo de origem animal que deu, enfim, o ensejo ao nascimento na Terra, da espécie espiritual que precisava de um campo distante de sua origem para o seu pleno desenvolvimento e fortalecimento, para adquirir a consciência e a autoconsciência, para poder reingressar à sua origem, tudo seguindo rigorosamente o funcionamento das leis universais da Criação. Esse saber era amplamente conhecido pelos Sábios da Suméria e perdurou em sua clareza até a época da construção da Grande Pirâmide do Egito. Posteriormente, foi recebendo influências no sentido de encobrir a verdade simples e natural.

Cada vida terrena representa uma fase de desenvolvimento e transformação. Do passado remoto não restaram informações claras e completas, que naquela época eram transmitidas de geração em geração através do boca a boca.

Tradições antigas

Hinduísmo: ciclo do samsara (nascimento, morte e renascimento) regido pelo karma. Derivado da tradição védica, que afirma que a vida terrena é apenas um elo de um longo processo de aprendizado e purificação. O objetivo não é “morrer bem”, mas viver de forma que a próxima existência (ou a libertação final) reflita um amadurecimento da alma. (Surgiu cerca de 1500 a.C., embora a tradição oral seja muito mais antiga).

Budismo: a reencarnação ocorre de forma contínua até a pessoa alcançar a iluminação (Nirvana). Surgiu mais ou menos em torno da metade do 1º milênio a.C., notadamente nas primeiras escolas indianas: Upanishads, Jainismo, Budismo, surgiu a palavra reencarnação expressando a volta do espírito a um novo corpo terreno. ([1] Wikipedia).

Na visão védica, a alma (atman) é eterna e percorre um ciclo de nascimentos e mortes (saṃsara), guiada pela lei de causa e efeito (karma). Cada vida oferece oportunidade de aprendizado e purificação, e o objetivo final é alcançar moksha, a libertação desse ciclo, unindo-se ao princípio supremo (Brahman). Essa jornada não é castigo, mas um processo natural de evolução espiritual, onde cada ação é uma semente que germinará nesta ou em outras existências.

“Viver não é atender, como os animais ou plantas, somente às necessidades naturais. Viver é mover-se, movimentar-se, mostrar que estamos vivos. Viver é aproveitar ao máximo todos os momentos, seja no trabalho, seja na meditação. Esse modo de viver, sim, é que nos tira da rotina e nos prepara para um verdadeiro viver no Além, quando chegar a hora oportuna, a nossa hora de partir daqui.” ([14] Buddha, graal).

Importante ressaltar que o karma é a lei natural da reciprocidade ou de causa e efeito segundo a qual cada ação, palavra ou pensamento gera consequências inevitáveis que se ligam à alma, acompanhando-a para vidas futuras, onde surgirão as oportunidades de corrigir erros, cumprir resgates e amadurecer espiritualmente.

Na Grécia antiga, filósofos como Pitágoras e Platão também propuseram conceitos semelhantes de pré-existência da alma e ciclos de renascimento ([2] E-Pubs), ([3] Wikipedia).

Os povos germânicos e nórdicos, antes da cristianização, tinham memórias de renascimentos; por exemplo, nos versos da Edda e registros sobre os Teutões ([4] Wikipedia).

A adolescência sempre foi marcada pela melancolia dos jovens que percebem a dor do mundo sem compreendê-la, sem encontrar alguém que explique claramente as causas e consequências, o significado e a finalidade da vida. A maioria passava por essa fase que, entre farras e bebedeiras, era logo esquecida. Mas atualmente nem isso. Em sua depressão, os jovens não se conscientizam que a adolescência é a importante fase da passagem da criança para o ser adulto, para que se esforcem para entender a vida e as leis que a regem de forma a se tornarem verdadeiros seres humanos autoconscientes, dotados de discernimento e bom senso, para sempre se esforçarem para compreender o funcionamento das leis universais da Criação e evoluir.

O ser humano é espírito. A semente espiritual encarna na Terra para se fortalecer, desenvolver, evoluir, enfim, se tornar o verdadeiro ser humano. Mas em muitas situações se mostra desumano por não ter promovido a manifestação do espírito.

Os seres humanos se encarnaram na Terra para fortalecer e desenvolver a autoconsciência do espírito, mas se desconectaram da própria alma.

A essência do ser humano é espírito que se manifesta pela voz interior ou eu interior e a intuição. O intelecto está embutido na massa cerebral capacitada a raciocinar logicamente, mas sempre restrito ao tempo-espaço. Ao longo do tempo, o eu interior foi sendo calado, enquanto o intelecto ia crescendo, se tornando dominador, ou seja, o ser humano foi se afastando de sua essência, de sua alma, e isso o restringe ao corpo terreno temporário e perecível. Ao se afastar da Luz, a consequência é que o espírito deixa de contribuir, ficando o ser humano restrito ao materialismo, em nível inferior ao qual deveria estar e evoluir sempre. Em meio a aridez reinante é muito bom ver pessoas falando da necessidade da reconexão com o próprio espírito.

Milênios foram perdidos sem proveito para a real finalidade da encarnação. As pessoas não se esforçaram para reconhecer e respeitar as leis da Criação, a vontade do Criador. Se não ansiarem pela Luz da Verdade, esforçando-se para encontrá-la, serão arrastados para a destruição de sua identidade, junto com tudo que se afastou da Luz.

“A vida atual, com todos os sucessos e derrotas, ligações de amor e de ódio, anseios e frustrações, nada mais é do que o reflexo de vidas passadas, pois tudo tem efeito recíproco, refluindo, inevitavelmente, ao ponto de partida. Aprofundando-se no tema, o ser humano descobrirá que, com a atuação presente, pode corrigir eventuais falhas do passado, forjando um futuro melhor.” (Roselis von Sass, livro Fios do Destino determinam a vida humana).

Primeiros desafios e rejeição no cristianismo

Na época de Jesus, a ideia da reencarnação sobrevivia vagamente entre os discípulos e nas pequenas aldeias afastadas. Jesus encontrou a humanidade extremamente enrijecida e não pôde falar tudo que queria:

(João 16:12) “Eu ainda tenho muitas verdades que desejo vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. 13: Mas quando vier aquele, o Espírito da Verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos revelará tudo o que há de vir.”

Muitos fundadores da Igreja dos séculos II a IV rejeitaram explicitamente a reencarnação, como, por exemplo, Justin Martyr, Irenaeus, Tertullian e Jerome, alegando incompatibilidade com a ressurreição corporal e a redenção única em Cristo ([5] comparativereligion.com). O conceito de ressureição era então confundido com o renascimento em outro corpo.

Embora Orígenes, do século III, tenha especulado sobre pré-existência da alma, ele não ensinava reencarnação como se entende hoje, e sua posição acabou sendo condenada mais tarde ([6] reddit.com).

Teorias das Religiões

No cristianismo primitivo, alguns grupos gnósticos e correntes místicas aceitavam ideias próximas à reencarnação. Mas, a partir dos séculos IV e V, com a consolidação da Igreja como instituição de amplitude global, essa doutrina foi sendo rejeitada. O II Concílio de Constantinopla (553 d.C.) teria condenado certas ideias associadas à “pré-existência da alma” (relacionadas a Orígenes), cortando o vínculo com qualquer noção de reencarnação.

A decisão dogmática, o impulso decisivo em 553 d.C.

No Segundo Concílio de Constantinopla (553 d.C.), a reencarnação foi abolida, condenando formalmente quem defendesse a preexistência da alma, como Orígenes e suas ideias, tornando essa posição herética ([7] reddit.com).

O imperador Justiniano I, e possivelmente a imperatriz Theodora, tiveram papel decisivo no encerramento do debate e na supressão dessas ideias na teologia oficial da Igreja ([8] platonicsurrealism.com), ([9] reincarnationresearch.com).

A salvação passou a ser vista como algo que ocorre numa só única vida, reforçando a urgência de aderir à fé correta.

No judaísmo, ideias de reencarnação (como a gilgul cabalística) ficaram restritas a tradições místicas e esotéricas, não sendo aceitas no judaísmo rabínico oficial.

No islã, o Alcorão não apoia a reencarnação; a doutrina majoritária defende um único julgamento após a morte. Movimentos sufis (místicos) preservaram conceitos semelhantes, mas discretamente.

Algumas correntes místicas ou heréticas sobreviveram secretamente, como os gnósticos, carpocracianos, valentinians, e grupos da Cabala judaica como o gilgul ([3] e [11] Wikipedia), ([10] interfaith.org).

No mundo islâmico, a reencarnação não é aceita na doutrina oficial, mas persistiu entre os sufis e os druze, que ainda hoje a defendem ativamente ([11] e [12] Wikipedia).

Influência política

Unificar doutrina ajudava a manter coesão social e controle. Uma crença na reencarnação dá tempo e espaço para a evolução moral, enquanto que a crença em juízo único, após a morte, cria mais urgência e obediência imediata às normas religiosas e às leis dos homens.

Em impérios e reinos cristianizados, era mais fácil governar quando a teologia reforçava que a salvação dependia da Igreja nesta vida.

Influência cultural

Povos ocidentais passaram a associar progresso e sucesso à vida presente, deixando de lado visões cíclicas. A filosofia greco-romana dominante acabou se inclinando mais ao racionalismo materialista ou a formas de espiritualidade que não incluíam a reencarnação.

O ser humano é espírito; por natureza isso deveria colocá-lo na senda do bem, subordinando o cérebro a isso; mas ele tem em si a liberdade de escolha, sempre está escolhendo algo, de forma consciente ou não. O pensar cerebral pode ser manipulado de fora; a intuição espiritual, não. Como o cérebro tem sobrepujado o espírito, pode em sua liberdade de escolha, optar pelo mal, mas será responsabilizado e colherá as consequências nesta ou em outra vida.

Diante da cobiça dos homens por riqueza e poder, a espiritualidade foi marginalizada, tratada como superstição ou escapismo, em vez de ser o centro da existência. Temos que cuidar da saúde, que impõe várias necessidades, como alimentação, moradia, prazeres, etc., mas o ser humano não nasceu só para isso. A questão dos propósitos requer amplitude. O modernismo tem afastado a humanidade de sua finalidade principal.

A falta de metas adequadas à espécie humana gerou a civilização áspera na qual estamos, o labirinto. A Saída do Labirinto dos erros e falsos conceitos requer humildade e reconexão com as Leis da Criação. Uma nova civilização depende dos propósitos e metas que forem definidos. Sem as metas condizentes com a natureza espiritual da espécie humana, a civilização se tornou áspera, desequilibrada e alienada de seu propósito maior.

Se os seres humanos tivessem rechaçado de forma veemente o princípio errado lançado pelo inimigo da Luz, o anticristo, para destruir o espírito humano, tudo teria sido diferente e teriam cumprido a sua tarefa na Terra.

Supressão e esquecimento

Textos antigos favoráveis à reencarnação foram abandonados ou reinterpretados. Estudos de natureza espiritual, ligados ao reconhecimento de que o ser humano reencarna várias vezes, foram marginalizadas ou associadas à superstição. Na Idade Média europeia, qualquer ensino não alinhado ao dogma oficial era perseguido como heresia. À medida que novas reencarnações iam surgindo, mais o ser humano ia se afastando da realidade espiritual.

Persistência subterrânea

Apesar disso, a ideia nunca desapareceu totalmente. Nas Américas, povos indígenas preservaram crenças em renascimentos e espíritos que retornam à tribo. No misticismo europeu, alquimistas e ocultistas mantiveram ensinamentos reencarnacionistas. No Oriente, o conceito se manteve vivo nas religiões indianas e no budismo, influenciando o Ocidente novamente a partir do século XIX. A vida continua após o desenlace da alma. A reencarnação do ser humano é coisa séria; são coisas com as quais não se deve brincar nem fazer disso circo para diversão.

Memória de vidas passadas

De forma coerente, em várias tradições espirituais, há o conceito de que os espíritos reencarnados na matéria grosseira não devem se lembrar conscientemente de quem foram em vidas passadas para, dessa forma, poderem tomar decisões livres de influências do passado.

A lembrança seria revelada apenas se e quando fosse útil ao desenvolvimento atual. Isso evita distrações e o apego a papéis passados, o viver inerte nas lembranças do que já passou. Assim como um estudante não precisa rever todas as anotações do ano anterior para aprender no ano seguinte, o espírito prossegue a lição no ponto em que parou.

Viver e vivenciar o presente com propósito. Ter foco no momento presente. Aproveitar a encarnação para o progresso espiritual e moral. Como esclarece a Mensagem do Graal, de Abdruschin, buscar a Verdade e ajustar-se às leis da Criação é dever do ser humano. ([14] graal.org.br).

A finalidade da vida é reconhecer e ajustar-se às leis espirituais que regem a Criação — como causa e efeito, semeadura e colheita, afinidade, aproveitando o tempo precioso de forma construtiva para evoluir e adquirir a autoconsciência, cultivar clareza interior, agir com retidão e contribuir para o embelezamento e melhores condições gerais de vida, unindo o Céu e a Terra, o Aquém, onde estamos, e o Além, a matéria fina da Criação.

Se as pessoas em geral tivessem esse saber natural, muita angústia e medo se dissipariam, e com certeza viveriam de forma mais tranquila e proveitosa. Falta um esforço nesse sentido, ou seja, encarar a vida com mais serenidade, sabendo que a morte não é o fim, mas uma etapa de continuidade. Valorizar mais o presente, porque compreenderiam que cada experiência é oportunidade única no processo evolutivo. Assumir mais responsabilidade moral, entendendo que tudo o que semeiam retorna inevitavelmente pela lei de causa e efeito.

Cada ser humano renasce no ambiente que preparou para si em vidas passadas. O desafio é que vivemos num tempo em que o imediatismo, o materialismo e a distração constante abafam a intuição e o interesse por reflexões profundas. É preciso um esforço consciente, tanto individual, cultivando esse saber, quanto coletivo, criando ambientes onde esse conhecimento possa florescer.

A humanidade podia e deveria ter promovido o aprimoramento da própria espécie, mas parece que em vez disso fez o contrário, chegando aos extremos da decadência, onde desistir de tudo é o caminho que abriu. A situação geral é crítica. Naturalmente, desistir de tudo e da vida não é o caminho correto, mas essa situação surgiu do emaranhado dos conceitos errados e falsos sobre a vida e sua finalidade, como se fosse um labirinto. O princípio errado lançado pelas trevas para destruir o espírito humano foi acolhido pela humanidade. São muitas tentações e falsos conceitos para desviar. Somente quando cada indivíduo fizer da busca da Luz da Verdade a prioridade da vida é que poderá sair do labirinto dos erros e alcançar a libertação em nova construção.

Conclusão

A rejeição da reencarnação em grande parte do Ocidente foi consequência de uma combinação entre teologia (ressurreição vs. renascimento), influência política (especialmente o Império Bizantino) e atos institucionais (concílios e condenações). Apesar disso, em várias partes do mundo, como na Índia, no judaísmo místico, em sociedades tradicionais africanas (ex. os Ogbanje dos Igbo) e nos Druze, a ideia continuou viva e ativa até os dias atuais ([2] E-Pubs), ([13] Wikipedia).

No Brasil, a Federação Espírita Brasileira (FEB), fundada em 1884, é uma entidade de utilidade pública que se constitui numa importante e influente organização que reconhece a reencarnação do ser humano.

Interessante saber do histórico: (ressureição vs. renascimento). Biologicamente, pelas leis naturais, não há ressureição do corpo material. O espírito que necessita de nova reencarnação busca ficar na proximidade de uma mulher grávida para se ligar ao corpo em formação (Abdruschin, Na Luz da Verdade, O Mistério do Nascimento). Então, o importante é saber que esta não é a primeira vez que estamos na Terra. Agora cada um tem de viver o presente, aproveitar bem o precioso tempo concedido para reconhecer o significado e a finalidade da vida, e as leis que a regem e respeitá-las para alcançar evolução espiritual e felicidade.

Muitas pessoas não sabem mais o que é a vida, seu significado e finalidade. Instalou-se a ignorância. Onde encontrar a oportunidade de desenvolver estudos espirituais com lógica e coerência? A obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, de Abdruschin, editada em vários idiomas, é uma Verdadeira Universidade Espiritual para todos que a estudarem com afinco e humildade, empregando objetividade e reflexão intuitiva.

Biologicamente a ressurreição física literal contraria as leis conhecidas da natureza (o corpo material, uma vez decomposto, não volta à vida). Para o espírito, a vida continua, e a reencarnação, entendida como o renascer e a volta do espírito a uma nova vida corpórea, harmoniza-se com a lógica das leis naturais, inclusive com a observação de ciclos presentes em toda a vida orgânica.

A visão de Abdruschin em Na Luz da Verdade, O Mistério do Nascimento, mostra a reencarnação como um processo natural e ordenado: o espírito, após desprender-se do corpo anterior, permanece em outro plano invisível, a matéria fina, ou além, denominação mais conhecida. No momento certo aproxima-se de mulheres grávidas, visando uma nova encarnação que se dá no meio da gravidez. A geração de filhos exige alta responsabilidade de pais e mães, pois se trata da oportunidade da reencarnação de um espírito. As futuras mães têm de manter vigilância máxima para não permitir que uma alma sobrecarregada, sem anseio pela Luz, possa se aproximar do seu lar.

Resumindo, a reencarnação pode ser considerada como a “ressurreição” que assinala a continuidade da vida individual do espírito, ofertada pelo funcionamento das leis divinas do Criador, para que, embora não se lembrando do seu passado, prossiga em sua jornada de desenvolvimento e fortalecimento, para que, de forma autoconsciente, com as vestes limpas, possa retornar à sua origem, de onde partiu, com anseio de se tornar autoconsciente. Como tudo na Criação chegará o tempo do exame, o julgamento para verificar se o ser humano aproveitou o precioso tempo que lhe foi concedido para desenvolver os talentos espirituais, ou se o desperdiçou inutilmente com as ninharias da vida.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

Ob.: Este artigo foi desenvolvido com o auxílio do ChatGTP na realização das pesquisas:

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Referências:

[1]:https://en.wikipedia.org/wiki/Sa%E1%B9%83s%C4%81ra?utm_source=chatgpt.com “Saṃsāra”

[2]:https://www.epubs.utah.edu/index.php/historia/article/view/578/429?utm_source=chatgpt.com “The Argument over Reincarnation in Early Christianity | Utah Historical Review”

[3]: https://en.wikipedia.org/wiki/Carpocrates?utm_source=chatgpt.com “Carpocrates”

[4]:https://en.wikipedia.org/wiki/Rebirth_in_Germanic_paganism?utm_source=chatgpt.com “Rebirth in Germanic paganism”

[5]:https://comparativereligion.com/reincarnation3.html?utm_source=chatgpt.com “Comparative ReligionReincarnation and Christianity”

[6]:https://www.reddit.com/r/AskBibleScholars/comments/1bo4ee5?utm_source=chatgpt.com “Was \”reincarnation\” removed from the bible?”

[7]:https://www.reddit.com/r/pastlives/comments/pay8tq?utm_source=chatgpt.com “The Unedited, Unfiltered History of Christianity & the Truth about Reincarnation as an early christian belief-History records that the early Christin church believed in Reincarnation and of the souls journey back to oneness with God. This all changed by Imperial decree some 500 plus years after…”

[8]:https://platonicsurrealism.com/christianity-and-reincarnation/?utm_source=chatgpt.com “Christianity and Reincarnation Platonic Surrealism”

[9]:https://reincarnationresearch.com/reincarnation-in-the-new-testament-and-christianity/?utm_source=chatgpt.com “Reincarnation Research”

[10]:https://www.interfaith.org/community/threads/529/?utm_source=chatgpt.com “Rebirth/Reincarnation in Christianity | Interfaith forums

[11]:https://en.wikipedia.org/wiki/Christianity_and_Druze?utm_source=chatgpt.com “Christianity and Druze

[12]: https://en.wikipedia.org/wiki/Druze?utm_source=chatgpt.com “Druze

[13]: https://en.wikipedia.org/wiki/Inouwa?utm_source=chatgpt.com “Inouwa”

[14]:https://www.graal.org.br/collections/abdruschin/products/na-luz-da-verdade-mensagem-do-graal

CENÁRIO GLOBAL ASSUSTADOR

A humanidade parece dopada, não viu o que estava se armando. Cada nação tem de assegurar a sua autonomia. A história mostra que sempre houve grupos que queriam dominar tudo: religião, produção, finanças, comportamento. A Inglaterra chegou a ser designada como a dona dos mares.

No cenário que vem se alinhando há décadas, os Estados Unidos são os detentores da produção de dólares, a cobiçada moeda global que compra tudo e comanda as finanças, mas também é a nação mais endividada. A China construiu a oficina global de manufaturas com custos imbatíveis, exportando para todas as nações, alcançando um desenvolvimento sem precedentes. Duas forças que disputam influência e poder global.

Poderíamos dizer que as novas tarifas adotadas estão atuando como um antidoping da economia global, ultimamente movida por superavaliação dos ativos financeiros, crédito fácil, produção global de custos baixos, mas não se sabe aonde isso chegará. Para manter a atração do dólar, os juros subiram, mas a economia e o mercado de ativos financeiros querem juros baixos. A China precisa do livre comércio para continuar expandindo a sua produção fabril e influência.

A predominância americana e do dólar estão entrando numa galeria estreita. Em 30 anos de preparo, a China alcançou uma posição especial na economia global, produzindo de tudo e fazendo acordos econômicos com várias nações. Trump trouxe, com o tarifaço, um despertar da letargia, mas há muitos interesses econômicos em jogo e perder é a última coisa que querem ouvir; a mesma situação se aplica à população que, em sua indolência, dificilmente aceita perdas nas condições gerais de vida. Enquanto isso, as estagnadas nações emergentes, como o Brasil, permanecem na posição de subserviente.

Os seres humanos deixaram a coisa rolar e a dependência se foi instalando. Mudar agora não está fácil. As discussões se assemelham ao “lavar roupa suja em público”. Enquanto os poderosos se engalfinham, os fios dos destinos estão conduzindo muitos acontecimentos imprevistos que afetam a todos, chamando a atenção para que ocorra o despertar do espírito apático.

Está ocorrendo um problema grave com as novas gerações. Especialistas apontam que há 289 milhões de nem-nem, nem escola, nem trabalho, causando grandes transformações. Há uma enormidade de crianças que estão no mesmo rumo. A geração digital tem todas as informações na palma da mão, mas está sem rumo, não sabe o que quer. Qual será o futuro das famílias? E da humanidade? Como deveria ser o desenvolvimento das crianças?

A existência na Terra é de curta duração, isso deveria despertar o retorno à busca: “Procurai e Achareis”, isso é o fundamental para que a humanidade não se perca no emaranhado das cobiças e vaidades. Como agirá o sucessor do Papa Francisco? O que fará com os tabus? Como chamará a humanidade e as novas gerações para a vida real? Esperemos que busque a renovação das teorias sem base nas leis universais da Criação, isto é, sem naturalidade. A finalidade da vida deve ser a elevação espiritual sem causar danos a outros para contemplar as próprias cobiças.

As novas gerações tem passado os anos da infância grudadas no celular ou tablet.  Dominadas por notificações, presas aos dispositivos eletrônicos, deixam o tempo passar sem o real aproveitamento para a finalidade a qual a vida na Terra se destina, e acabam ficando sem rumo. Com a forma de viver confinada ao superficialismo e sem reflexão profunda, os seres humanos estão perdendo a capacidade de ver e enxergar, discernir e interpretar o que está se passando à sua volta.

O apagão que surpreendeu a Europa teria sido influenciado por fenômenos solares, como tempestades geomagnéticas. É mais um acontecimento imprevisto chamando a atenção, mas cada pessoa prossegue isoladamente em seu caminho competitivo sem muita consideração para com o outro, ou no que se passa à sua volta. As condições gerais de vida e a convivência nunca estiveram tão abaladas como agora.

Os seres humanos querem dominar a Terra, deixando de reconhecer que não passam de meros hóspedes irresponsáveis, esquecendo que o dono de tudo é o Criador que concedeu a livre resolução aos seres humanos que deveriam buscar a Luz da Verdade, a ponte entre o céu e a Terra. Mas com sua indolência espiritual, de forma consciente ou não, acabam servindo ao anticristo. Logo perceberão que, através da atuação das leis universais da Criação, todos são responsáveis e terão de colher tudo que semearem.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

COMO SERÁ O ANO DE 2025?

O que acontecerá neste ano que começa agora? De acordo com a Lei da Criação, cada povo receberá o que fez por merecer. As sementes darão a respectiva colheita.

A humanidade deveria viver feliz e progredir material e espiritualmente, construindo e beneficiando a Terra, sua morada temporária, para alcançar fortalecimento e desenvolvimento espiritual, mas agarrou-se à riqueza material perecível. Um exemplo é o do Brasil, a Terra de Vera Cruz, vista no passado pelos europeus como a grande colônia, com muito ouro e demais riquezas para serem extraídas.

Atualmente, as notícias são pesadas. A subida do dólar mexe com tudo. Prevista há décadas, a guerra cambial ganhou novos ingredientes e avança provocando estragos. O Brasil, afetado pela desvalorização cambial de 27% em 2024, começa a sentir os efeitos na alta de preços que reduz o poder de compra da população em geral, que nunca teve um ambiente estável para alcançar a evolução.

A civilização se assentou sobre o dinheiro e o poder que ele confere, o que gerou a ganância e a desequilibrada situação da economia global. Quando o ser humano coloca como prioridade obter dinheiro a qualquer custo, surge a exploração egoística do homem e da natureza pelo próprio homem, e a civilização tende a se desestruturar. E não é isso que já está acontecendo nas nações?

Os seres humanos foram conduzidos para encarnação na Terra como meio para vivenciar e se fortalecerem espiritualmente, trazendo essa energia para a matéria para beneficiá-la e humanizá-la. Contudo, foram saindo dessa rota. Desde os anos 1800, o planeta vem sendo dominado pelos criadores da civilização voltada para o dinheiro e poder como prioridade absoluta, acima do atendimento das necessidades da humanidade e, cada vez mais, foram assumindo o controle das riquezas e tudo o mais, mas a miséria e a decadência se espalharam pela Terra gerando caos e desordem, e não há perspectiva de como retornar à naturalidade das leis da Criação. No entanto, estas, em sua atuação, trarão a renovação em meio aos estrondos e catástrofes antes de impor a paz aos homens de boa vontade.

A ciência econômica se dedicava à produção de bens para atender às necessidades humanas diante de um ambiente de escassez. A guinada para o dinheiro e o poder pôs essa meta em plano secundário; muito dinheiro foi direcionado para a produção de armamento destrutivo e agora o planeta enfrenta o desequilíbrio econômico sem que se saiba como restabelecer a naturalidade.

A estupidez dos homens está no auge. Houve milhares de mortos nas guerras do século 21 e prosseguem os testes com novas armas. A situação piora enquanto, em paralelo, se ampliam as divergências econômicas e monetárias sem solução à vista.

Muito se fala das guerras: Europa, OTAN, China, Rússia, Oriente Médio. As armas são poderosas. Mas quais são as reais motivações que movem as potências? O que os líderes querem? Interesses econômicos, militares, tudo pelo poder e dominação? Os americanos cansaram de guerras. Taiwan e Israel, dois destaques que estão a encobrir as cobiças maiores.

A doutrina que Jesus queria que os seres humanos compreendessem bem se constitui na atuação das leis universais da Criação, formadas pela perfeita Vontade de Deus, explicadas por Ele por meio de parábolas através de imagens da natureza. “Seja feita a Vossa Vontade assim na Terra como no Céu”. Mas os humanos queriam viver de acordo com a sua egoística vontade materialista.

Apesar de tudo, Feliz Ano Novo ansiando a paz! Que o Brasil, a Terra de Vera Cruz, se torne o verdadeiro lar de seres humanos. Saúde, Sabedoria e Alegria para todos nós.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

NINGUÉM CONVERSA MAIS

O modernismo e a consequente aceleração de tudo estão lançando as pessoas no isolamento e solidão. O bom relacionamento requer amizade. Aqueles encontros agradáveis, com boa conversa e delicada consideração se tornaram difíceis e, atualmente, as pessoas quase não conversam, não dialogam, não permutam saberes. Dominam as falas pelo WhatsApp, que é de grande utilidade, mas isso não pode ser classificado como uma boa conversa.

O viver em cidades como São Paulo fica cada dia mais complicado: trânsito apertado nas ruas e avenidas, poluição, renda baixa, ônibus e metrô lotados. Com todo avanço tecnológico, o projeto de 4×3 dias no trabalho, eliminando o 6×1, já deveria ter sido alcançado há muito tempo, de forma confortável, para que a população tivesse um tempo para seu aprimoramento, mas o mundo está entrando num hostil processo de aumento da miséria e escassez de alimentos.

Como disse o presidente da COP29, Mukhtar Babayev, estamos na rota da ruína. Por que a humanidade se acha nessa rota? É o acúmulo de problemas causados pela ganância e cobiça de poder. Com a falta de bom preparo para a vida, tudo vai ficando mais difícil; é uma situação insustentável. Estamos vivendo no presente o futuro ruim construído no passado, e permanecemos construindo mau futuro; como será o próximo futuro? Enquanto a humanidade não se pautar em concordância com as leis naturais da Criação, não poderá se livrar das catástrofes, nem com trilhões.

Com a inflação, muitas coisas dobraram de preço e apresentaram redução do tamanho. Um exemplo é o do papel higiênico, que teve uma diminuição de 20 metros e perdeu qualidade. Isso também ocorre com muitos itens essenciais, ou seja, traduzem o que está acontecendo com o dinheiro que está perdendo poder aquisitivo. Os problemas estruturais do dinheiro e a má gestão da finança pública ou privada estão apresentando as consequências pelo globo.

Vá a um restaurante ou a um supermercado e veja quantas pessoas que lá trabalham sabem um mínimo de aritmética. Ler e escrever de forma adequada também vai ser difícil. Agora há um novo problema atingindo as novas gerações que estão perdendo o bom senso e vivendo sem objetivos. Como dizem os pesquisadores: os jovens estão perdendo a vitalidade. A ansiedade é a resposta natural do corpo diante do estresse, que geralmente se manifesta como um sentimento de medo ou preocupação. Com isso, a humanidade está perdendo a sua força construtiva e a decadência poderá surgir de forma inevitável.

A humanidade vive de mentiras e não é de agora. A massa se deixou acomodar com mentiras que formaram a estrada larga da perdição, pois isso se coadunava com a sua moleza espiritual e com a preguiça de analisar os fatos. Muitas instituições se apresentam falidas por terem se amparado em bases falsas formadas por mentiras. O tempo está encurtando. Coragem, força de vontade e propósitos voltados para o bem são indispensáveis.

Na economia globalizada, a economia regional fica sem suporte porque as decisões macro que vão aglutinando finanças e produção, vêm de fora, e pouco resta fazer quando fábricas vão sendo fechadas para produzir em outro centro industrial. As pessoas nascem num determinado solo e lá deveriam prosperar, mas vários fatores criados pelo homem levam as pessoas a um movimento imigratório de abandono do solo onde nasceram em busca de melhores oportunidades para sobreviverem.

No crânio do ser humano dois cérebros trabalham em conjunto, o grande e o cerebelo. Segundo a obra Na Luz da Verdade, de Abdruschin, o cerebelo liga o cérebro com a alma através das intuições, mas ficou estagnado em seu desenvolvimento devido ao ser humano ter dado prioridade unilateral ao raciocínio cerebral, sem atentar para as intuições, a voz do espírito Os homens criaram o capitalismo e o comunismo, direita e esquerda, e estragaram muitas coisas, inclusive o futuro, devido à falta de bom preparo para a vida. Mas a verdade natural não tem ideologia. Não há mais conversas sobre a alma, o estudo da alma e suas sutilezas, tão comum no século passado. Tudo isso foi abandonado diante da parafernália da moderna tecnologia social que está considerando o ser humano como algo mecânico, sem alma, que esqueceu que o livre arbítrio é o querer da alma.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

AS MÁS AÇÕES DOS HOMENS NO PLANETA TERRA

O planeta se contorce diante das disputas por riquezas e territórios. As verdadeiras riquezas estão na exploração dos recursos naturais, e aos poucos tudo vai sendo válido na agenda das conquistas, seja na África, Ásia, Guiana ou Brasil. Bilhões de pessoas não receberam bom preparo para a vida. Uma mancha de ganância está espalhada pelo mundo. Os homens se matam por riqueza e poder. A Terra ficou inóspita. Os arsenais estão abarrotados de armas. São trilhões de dólares lançados ao fogo. A todo momento somos atingidos por mensagens falando da guerra que se aproxima de tudo e de todos, mas não se fala em fazer esforços para a paz e a evolução da espécie humana.

Tudo passou a depender do dinheiro, mas não é fácil obtê-lo. O auxílio emergencial teve bom efeito dinâmico, mas não dá para ser mantido. Distribuir dinheiro funciona, mas precisa vir junto com aumento da produção, do trabalho, da renda, consumo e bom preparo da população.

O sol vem dando sinais há tempos para a humanidade que não soube respeitar as florestas nem os rios e mares, nascentes e mananciais. De repente o sol aumentou a intensidade de suas erupções; a energia aumentada e quente encontrou um ambiente devastado e poluído, está empurrando a água do subsolo bem para o fundo; assim a secura tomou conta e o fogo destrói florestas que a natureza levou séculos para construir, algo que a humanidade não previu ou nem quis saber.

O momento é difícil. Desequilíbrio e caos se espalharam pelo mundo. O Brasil tem sido generoso na produção de alimentos, mas no mundo começa a se desenhar a ameaça da falta de comida e de esperança. O momento é de complicadas transformações. Os Estados-nação se acham sob ameaça, há anos não vêm sendo geridos da forma que deveriam, pondo as dívidas nas alturas.

O homem fortaleceu o seu intelecto e sua capacidade de raciocinar, julgou-se poderoso, anulou a participação da voz interior, a do espírito em suas decisões, que foram sendo tomadas cada vez com mais frieza, sem consideração pelo outro, igualmente um ser humano em peregrinação para evoluir. O problema está em cada indivíduo descontrolado que vive sem se ocupar com a finalidade da vida, e vai agindo displicentemente, provocando lutas e guerras para satisfazer suas cobiças e vaidades.

A decadência geral também está penetrando pela falsa cultura, influenciando as novas gerações, disseminando o uso de drogas. Intelectuais que insistem em justificar a destruição. Artistas que defendem uma vida desregrada e promíscua, desvalorizando a mulher, a mãe, e que zombam da beleza genuína.

Os recursos naturais vão escasseando e a população está aumentando com falta de bom preparo para a vida. Muitas crianças nascem num ambiente que favorece a indolência e comodismo, e vão crescendo completamente alheias ao significado da vida, sendo conduzidas para um viver fútil, em vez de receber bom preparo para uma vida útil para si e para o planeta. Nesse meio surgem as drogas sugeridas como solução para a vida vazia. O tempo passa, há violência nas ruas, a saúde se fragiliza. Muitos acabam tendo vida curta, nasceram e cresceram sem saber para quê.

O cérebro frontal ocupa grande parte da caixa craniana e tem abaixo de si o cerebelo que significa pequeno cérebro. Apesar de ter sido muito estudado, este órgão ainda é pouco compreendido em seu funcionamento e função. De onde procede a Inteligência Emocional? Há nisso algo mais do que a atividade cerebral pode dar. O cérebro ficou superdesenvolvido e o cerebelo estagnado. O eu interior e a intuição devem participar ativamente junto com o raciocínio, ampliando a percepção, fortalecendo a criatividade, encontrando soluções adequadas. Só assim poderá surgir o homem pleno.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br