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A NATUREZA NÃO NEGOCIA: ADVERTE E REAGE

Um chamado à lucidez ecológica: a Terra levou bilhões de anos para se tornar um lar hospitaleiro aos seres humanos. De partículas cósmicas ao florescimento da vida, cada etapa foi cuidadosamente moldada pelas leis da natureza — leis que não foram escritas por mãos humanas, mas são universais e sustentam tudo o que somos. No entanto, em nome do progresso, temos ignorado esses imutáveis códigos ancestrais.

Grandes obras, como a barragem hidrelétrica de Motuo, projetada para ser a maior usina hidrelétrica do planeta no rio Yarlung Tsangpo, na Região Autônoma do Tibete, é um majestoso projeto que revela o poder da engenharia, o poder do homem e, ao mesmo tempo, a displicência que nos afasta do essencial: a preservação da natureza, o equilíbrio ecológico. Ao desviar o curso natural do rio Yarlung Tsangpo, que alimenta comunidades da Índia e Bangladesh, o ser humano interfere nos sistemas da natureza, sem conhecer exatamente que consequências poderão resultar disso.

Esse tipo de atitude da humanidade, sequiosa por ganhos e obras faraônicas para se evidenciar, se opõe à preservação das condições de sustentabilidade da natureza e seus automáticos sistemas. Um exemplo no Brasil é o da Nova Raposo, planejada para interligar as cidades paulistas de Cotia, Itapecerica da Serra e Embu das Artes, cujo projeto ameaça derrubar milhares de árvores nativas, fragmentar corredores ecológicos e comprometer mananciais vitais como o rio Embu-Mirim e o rio Cotia.

Evidencia-se a fragilidade da conexão entre o Rodoanel e a BR-116, que continua travando o acesso aos municípios de Embu das Artes e Itapecerica da Serra. Trata-se de um problema conhecido há anos, mas ainda sem solução eficiente. Uma das justificativas para o prolongamento da Nova Raposo seria aliviar essa pressão viária, criando nova rota justamente no coração de áreas de preservação, o que tende a induzir ocupações precárias e desordenadas, como já ocorreu nas bordas do próprio Rodoanel e da BR-116.

A falta de adequação, através de planejamento integrado com a natureza e em audiências públicas, revela um modelo de desenvolvimento que prioriza o fluxo de veículos, mas negligencia o direito à cidade, à natureza e à participação popular dos defensores da sustentação da vida. Essa obra também tem como proposta estratégica conectar diretamente a Rodovia Castelo Branco (SP-280) à Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), criando novo eixo de escoamento logístico que passaria por zonas de Mata Atlântica e áreas de preservação permanente.

Estima-se que mais de 350 nascentes e 50 km² de Mata Atlântica serão impactados, colocando em risco mais de 300 espécies da fauna local, incluindo onças-pardas, bugios e jaguatiricas. Na natureza nada é supérfluo. A estupidez humana, embriagada por objetivos econômicos e conquistas tecnológicas, tornou-se incapaz de ver o invisível: os segredos do salutar equilíbrio. Perdemos a reverência pelas coisas naturais criadas sem a participação do ser humano, as quais estão à disposição de todos como alimentos, o ar, o solo, a água, o sol, e esquecemos que conhecimento sem humildade se transforma em ferramenta insensata de destruição.

Esse cenário é consequência de um modelo histórico que trocou as ferrovias, menos poluentes e mais integradoras, pelas rodovias, consolidando o tráfego de carretas que consomem óleo diesel e emitem toneladas de CO₂ todos os dias. A lógica rodoviarista transformou a paisagem e a política pública, priorizando asfalto ao invés de mobilidade sustentável. Aquilo que deveria ser um país abençoado evoluindo em paz se apresenta caótico e desordenado nas ruas e rodovias estreitas.

Mas nem tudo está perdido. Ainda existem olhares atentos, mãos cuidadosas e vozes que insistem em lembrar que progresso sem respeito à natureza, que nutre nosso corpo, é retrocesso. Que restauração e preservação é tão valiosa quanto inovação. Que estudar a natureza e suas leis, absolutamente lógicas, é um dever, não para dominá-la, mas para aprender com ela e obter os frutos que oferece.

No entanto, em nome do progresso, temos ignorado esses códigos ancestrais. Grandes obras, como a barragem hidrelétrica de Motuo no Tibete, ou o projeto de prolongamento da Rodovia Nova Raposo em São Paulo, revelam a capacidade da engenharia e, ao mesmo tempo, a cegueira que nos afasta do essencial: o equilíbrio ecológico. Acontecimentos  graves estão mostrando que o humanismo estagnou desde longa data: mentiras, aspereza, arrogância, prepotência. Restaurar o humanismo e o equilíbrio econômico entre as nações é o único caminho que pode fortalecer a paz e o progresso.

Os problemas exigem soluções, mas a natureza e suas leis não negociam. Esta frase não é metáfora; é advertência. Quando violamos seus ritmos, ela reage e responde com secas, destruição do solo, enchentes, extinções, não por punição, mas por consequência.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

 

REENCARNAÇÃO E AS LEIS DA CRIAÇÃO

É óbvio que a reencarnação existe desde que os primeiros seres humanos se encarnaram na Terra. A semente espiritual inconsciente tinha o impulso para se tornar consciente; para isso era necessário um solo adequado. No “Faça-se a Luz” surgiu a Criação, a Terra a primeira estrela para abrigar os seres humanos.

O espírito humano encontrou pronto um corpo de origem animal que deu, enfim, o ensejo ao nascimento na Terra, da espécie espiritual que precisava de um campo distante de sua origem para o seu pleno desenvolvimento e fortalecimento, para adquirir a consciência e a autoconsciência, para poder reingressar à sua origem, tudo seguindo rigorosamente o funcionamento das leis universais da Criação. Esse saber era amplamente conhecido pelos Sábios da Suméria e perdurou em sua clareza até a época da construção da Grande Pirâmide do Egito. Posteriormente, foi recebendo influências no sentido de encobrir a verdade simples e natural.

Cada vida terrena representa uma fase de desenvolvimento e transformação. Do passado remoto não restaram informações claras e completas, que naquela época eram transmitidas de geração em geração através do boca a boca.

Tradições antigas

Hinduísmo: ciclo do samsara (nascimento, morte e renascimento) regido pelo karma. Derivado da tradição védica, que afirma que a vida terrena é apenas um elo de um longo processo de aprendizado e purificação. O objetivo não é “morrer bem”, mas viver de forma que a próxima existência (ou a libertação final) reflita um amadurecimento da alma. (Surgiu cerca de 1500 a.C., embora a tradição oral seja muito mais antiga).

Budismo: a reencarnação ocorre de forma contínua até a pessoa alcançar a iluminação (Nirvana). Surgiu mais ou menos em torno da metade do 1º milênio a.C., notadamente nas primeiras escolas indianas: Upanishads, Jainismo, Budismo, surgiu a palavra reencarnação expressando a volta do espírito a um novo corpo terreno. ([1] Wikipedia).

Na visão védica, a alma (atman) é eterna e percorre um ciclo de nascimentos e mortes (saṃsara), guiada pela lei de causa e efeito (karma). Cada vida oferece oportunidade de aprendizado e purificação, e o objetivo final é alcançar moksha, a libertação desse ciclo, unindo-se ao princípio supremo (Brahman). Essa jornada não é castigo, mas um processo natural de evolução espiritual, onde cada ação é uma semente que germinará nesta ou em outras existências.

“Viver não é atender, como os animais ou plantas, somente às necessidades naturais. Viver é mover-se, movimentar-se, mostrar que estamos vivos. Viver é aproveitar ao máximo todos os momentos, seja no trabalho, seja na meditação. Esse modo de viver, sim, é que nos tira da rotina e nos prepara para um verdadeiro viver no Além, quando chegar a hora oportuna, a nossa hora de partir daqui.” ([14] Buddha, graal).

Importante ressaltar que o karma é a lei natural da reciprocidade ou de causa e efeito segundo a qual cada ação, palavra ou pensamento gera consequências inevitáveis que se ligam à alma, acompanhando-a para vidas futuras, onde surgirão as oportunidades de corrigir erros, cumprir resgates e amadurecer espiritualmente.

Na Grécia antiga, filósofos como Pitágoras e Platão também propuseram conceitos semelhantes de pré-existência da alma e ciclos de renascimento ([2] E-Pubs), ([3] Wikipedia).

Os povos germânicos e nórdicos, antes da cristianização, tinham memórias de renascimentos; por exemplo, nos versos da Edda e registros sobre os Teutões ([4] Wikipedia).

A adolescência sempre foi marcada pela melancolia dos jovens que percebem a dor do mundo sem compreendê-la, sem encontrar alguém que explique claramente as causas e consequências, o significado e a finalidade da vida. A maioria passava por essa fase que, entre farras e bebedeiras, era logo esquecida. Mas atualmente nem isso. Em sua depressão, os jovens não se conscientizam que a adolescência é a importante fase da passagem da criança para o ser adulto, para que se esforcem para entender a vida e as leis que a regem de forma a se tornarem verdadeiros seres humanos autoconscientes, dotados de discernimento e bom senso, para sempre se esforçarem para compreender o funcionamento das leis universais da Criação e evoluir.

O ser humano é espírito. A semente espiritual encarna na Terra para se fortalecer, desenvolver, evoluir, enfim, se tornar o verdadeiro ser humano. Mas em muitas situações se mostra desumano por não ter promovido a manifestação do espírito.

Os seres humanos se encarnaram na Terra para fortalecer e desenvolver a autoconsciência do espírito, mas se desconectaram da própria alma.

A essência do ser humano é espírito que se manifesta pela voz interior ou eu interior e a intuição. O intelecto está embutido na massa cerebral capacitada a raciocinar logicamente, mas sempre restrito ao tempo-espaço. Ao longo do tempo, o eu interior foi sendo calado, enquanto o intelecto ia crescendo, se tornando dominador, ou seja, o ser humano foi se afastando de sua essência, de sua alma, e isso o restringe ao corpo terreno temporário e perecível. Ao se afastar da Luz, a consequência é que o espírito deixa de contribuir, ficando o ser humano restrito ao materialismo, em nível inferior ao qual deveria estar e evoluir sempre. Em meio a aridez reinante é muito bom ver pessoas falando da necessidade da reconexão com o próprio espírito.

Milênios foram perdidos sem proveito para a real finalidade da encarnação. As pessoas não se esforçaram para reconhecer e respeitar as leis da Criação, a vontade do Criador. Se não ansiarem pela Luz da Verdade, esforçando-se para encontrá-la, serão arrastados para a destruição de sua identidade, junto com tudo que se afastou da Luz.

“A vida atual, com todos os sucessos e derrotas, ligações de amor e de ódio, anseios e frustrações, nada mais é do que o reflexo de vidas passadas, pois tudo tem efeito recíproco, refluindo, inevitavelmente, ao ponto de partida. Aprofundando-se no tema, o ser humano descobrirá que, com a atuação presente, pode corrigir eventuais falhas do passado, forjando um futuro melhor.” (Roselis von Sass, livro Fios do Destino determinam a vida humana).

Primeiros desafios e rejeição no cristianismo

Na época de Jesus, a ideia da reencarnação sobrevivia vagamente entre os discípulos e nas pequenas aldeias afastadas. Jesus encontrou a humanidade extremamente enrijecida e não pôde falar tudo que queria:

(João 16:12) “Eu ainda tenho muitas verdades que desejo vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. 13: Mas quando vier aquele, o Espírito da Verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos revelará tudo o que há de vir.”

Muitos fundadores da Igreja dos séculos II a IV rejeitaram explicitamente a reencarnação, como, por exemplo, Justin Martyr, Irenaeus, Tertullian e Jerome, alegando incompatibilidade com a ressurreição corporal e a redenção única em Cristo ([5] comparativereligion.com). O conceito de ressureição era então confundido com o renascimento em outro corpo.

Embora Orígenes, do século III, tenha especulado sobre pré-existência da alma, ele não ensinava reencarnação como se entende hoje, e sua posição acabou sendo condenada mais tarde ([6] reddit.com).

Teorias das Religiões

No cristianismo primitivo, alguns grupos gnósticos e correntes místicas aceitavam ideias próximas à reencarnação. Mas, a partir dos séculos IV e V, com a consolidação da Igreja como instituição de amplitude global, essa doutrina foi sendo rejeitada. O II Concílio de Constantinopla (553 d.C.) teria condenado certas ideias associadas à “pré-existência da alma” (relacionadas a Orígenes), cortando o vínculo com qualquer noção de reencarnação.

A decisão dogmática, o impulso decisivo em 553 d.C.

No Segundo Concílio de Constantinopla (553 d.C.), a reencarnação foi abolida, condenando formalmente quem defendesse a preexistência da alma, como Orígenes e suas ideias, tornando essa posição herética ([7] reddit.com).

O imperador Justiniano I, e possivelmente a imperatriz Theodora, tiveram papel decisivo no encerramento do debate e na supressão dessas ideias na teologia oficial da Igreja ([8] platonicsurrealism.com), ([9] reincarnationresearch.com).

A salvação passou a ser vista como algo que ocorre numa só única vida, reforçando a urgência de aderir à fé correta.

No judaísmo, ideias de reencarnação (como a gilgul cabalística) ficaram restritas a tradições místicas e esotéricas, não sendo aceitas no judaísmo rabínico oficial.

No islã, o Alcorão não apoia a reencarnação; a doutrina majoritária defende um único julgamento após a morte. Movimentos sufis (místicos) preservaram conceitos semelhantes, mas discretamente.

Algumas correntes místicas ou heréticas sobreviveram secretamente, como os gnósticos, carpocracianos, valentinians, e grupos da Cabala judaica como o gilgul ([3] e [11] Wikipedia), ([10] interfaith.org).

No mundo islâmico, a reencarnação não é aceita na doutrina oficial, mas persistiu entre os sufis e os druze, que ainda hoje a defendem ativamente ([11] e [12] Wikipedia).

Influência política

Unificar doutrina ajudava a manter coesão social e controle. Uma crença na reencarnação dá tempo e espaço para a evolução moral, enquanto que a crença em juízo único, após a morte, cria mais urgência e obediência imediata às normas religiosas e às leis dos homens.

Em impérios e reinos cristianizados, era mais fácil governar quando a teologia reforçava que a salvação dependia da Igreja nesta vida.

Influência cultural

Povos ocidentais passaram a associar progresso e sucesso à vida presente, deixando de lado visões cíclicas. A filosofia greco-romana dominante acabou se inclinando mais ao racionalismo materialista ou a formas de espiritualidade que não incluíam a reencarnação.

O ser humano é espírito; por natureza isso deveria colocá-lo na senda do bem, subordinando o cérebro a isso; mas ele tem em si a liberdade de escolha, sempre está escolhendo algo, de forma consciente ou não. O pensar cerebral pode ser manipulado de fora; a intuição espiritual, não. Como o cérebro tem sobrepujado o espírito, pode em sua liberdade de escolha, optar pelo mal, mas será responsabilizado e colherá as consequências nesta ou em outra vida.

Diante da cobiça dos homens por riqueza e poder, a espiritualidade foi marginalizada, tratada como superstição ou escapismo, em vez de ser o centro da existência. Temos que cuidar da saúde, que impõe várias necessidades, como alimentação, moradia, prazeres, etc., mas o ser humano não nasceu só para isso. A questão dos propósitos requer amplitude. O modernismo tem afastado a humanidade de sua finalidade principal.

A falta de metas adequadas à espécie humana gerou a civilização áspera na qual estamos, o labirinto. A Saída do Labirinto dos erros e falsos conceitos requer humildade e reconexão com as Leis da Criação. Uma nova civilização depende dos propósitos e metas que forem definidos. Sem as metas condizentes com a natureza espiritual da espécie humana, a civilização se tornou áspera, desequilibrada e alienada de seu propósito maior.

Se os seres humanos tivessem rechaçado de forma veemente o princípio errado lançado pelo inimigo da Luz, o anticristo, para destruir o espírito humano, tudo teria sido diferente e teriam cumprido a sua tarefa na Terra.

Supressão e esquecimento

Textos antigos favoráveis à reencarnação foram abandonados ou reinterpretados. Estudos de natureza espiritual, ligados ao reconhecimento de que o ser humano reencarna várias vezes, foram marginalizadas ou associadas à superstição. Na Idade Média europeia, qualquer ensino não alinhado ao dogma oficial era perseguido como heresia. À medida que novas reencarnações iam surgindo, mais o ser humano ia se afastando da realidade espiritual.

Persistência subterrânea

Apesar disso, a ideia nunca desapareceu totalmente. Nas Américas, povos indígenas preservaram crenças em renascimentos e espíritos que retornam à tribo. No misticismo europeu, alquimistas e ocultistas mantiveram ensinamentos reencarnacionistas. No Oriente, o conceito se manteve vivo nas religiões indianas e no budismo, influenciando o Ocidente novamente a partir do século XIX. A vida continua após o desenlace da alma. A reencarnação do ser humano é coisa séria; são coisas com as quais não se deve brincar nem fazer disso circo para diversão.

Memória de vidas passadas

De forma coerente, em várias tradições espirituais, há o conceito de que os espíritos reencarnados na matéria grosseira não devem se lembrar conscientemente de quem foram em vidas passadas para, dessa forma, poderem tomar decisões livres de influências do passado.

A lembrança seria revelada apenas se e quando fosse útil ao desenvolvimento atual. Isso evita distrações e o apego a papéis passados, o viver inerte nas lembranças do que já passou. Assim como um estudante não precisa rever todas as anotações do ano anterior para aprender no ano seguinte, o espírito prossegue a lição no ponto em que parou.

Viver e vivenciar o presente com propósito. Ter foco no momento presente. Aproveitar a encarnação para o progresso espiritual e moral. Como esclarece a Mensagem do Graal, de Abdruschin, buscar a Verdade e ajustar-se às leis da Criação é dever do ser humano. ([14] graal.org.br).

A finalidade da vida é reconhecer e ajustar-se às leis espirituais que regem a Criação — como causa e efeito, semeadura e colheita, afinidade, aproveitando o tempo precioso de forma construtiva para evoluir e adquirir a autoconsciência, cultivar clareza interior, agir com retidão e contribuir para o embelezamento e melhores condições gerais de vida, unindo o Céu e a Terra, o Aquém, onde estamos, e o Além, a matéria fina da Criação.

Se as pessoas em geral tivessem esse saber natural, muita angústia e medo se dissipariam, e com certeza viveriam de forma mais tranquila e proveitosa. Falta um esforço nesse sentido, ou seja, encarar a vida com mais serenidade, sabendo que a morte não é o fim, mas uma etapa de continuidade. Valorizar mais o presente, porque compreenderiam que cada experiência é oportunidade única no processo evolutivo. Assumir mais responsabilidade moral, entendendo que tudo o que semeiam retorna inevitavelmente pela lei de causa e efeito.

Cada ser humano renasce no ambiente que preparou para si em vidas passadas. O desafio é que vivemos num tempo em que o imediatismo, o materialismo e a distração constante abafam a intuição e o interesse por reflexões profundas. É preciso um esforço consciente, tanto individual, cultivando esse saber, quanto coletivo, criando ambientes onde esse conhecimento possa florescer.

A humanidade podia e deveria ter promovido o aprimoramento da própria espécie, mas parece que em vez disso fez o contrário, chegando aos extremos da decadência, onde desistir de tudo é o caminho que abriu. A situação geral é crítica. Naturalmente, desistir de tudo e da vida não é o caminho correto, mas essa situação surgiu do emaranhado dos conceitos errados e falsos sobre a vida e sua finalidade, como se fosse um labirinto. O princípio errado lançado pelas trevas para destruir o espírito humano foi acolhido pela humanidade. São muitas tentações e falsos conceitos para desviar. Somente quando cada indivíduo fizer da busca da Luz da Verdade a prioridade da vida é que poderá sair do labirinto dos erros e alcançar a libertação em nova construção.

Conclusão

A rejeição da reencarnação em grande parte do Ocidente foi consequência de uma combinação entre teologia (ressurreição vs. renascimento), influência política (especialmente o Império Bizantino) e atos institucionais (concílios e condenações). Apesar disso, em várias partes do mundo, como na Índia, no judaísmo místico, em sociedades tradicionais africanas (ex. os Ogbanje dos Igbo) e nos Druze, a ideia continuou viva e ativa até os dias atuais ([2] E-Pubs), ([13] Wikipedia).

No Brasil, a Federação Espírita Brasileira (FEB), fundada em 1884, é uma entidade de utilidade pública que se constitui numa importante e influente organização que reconhece a reencarnação do ser humano.

Interessante saber do histórico: (ressureição vs. renascimento). Biologicamente, pelas leis naturais, não há ressureição do corpo material. O espírito que necessita de nova reencarnação busca ficar na proximidade de uma mulher grávida para se ligar ao corpo em formação (Abdruschin, Na Luz da Verdade, O Mistério do Nascimento). Então, o importante é saber que esta não é a primeira vez que estamos na Terra. Agora cada um tem de viver o presente, aproveitar bem o precioso tempo concedido para reconhecer o significado e a finalidade da vida, e as leis que a regem e respeitá-las para alcançar evolução espiritual e felicidade.

Muitas pessoas não sabem mais o que é a vida, seu significado e finalidade. Instalou-se a ignorância. Onde encontrar a oportunidade de desenvolver estudos espirituais com lógica e coerência? A obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, de Abdruschin, editada em vários idiomas, é uma Verdadeira Universidade Espiritual para todos que a estudarem com afinco e humildade, empregando objetividade e reflexão intuitiva.

Biologicamente a ressurreição física literal contraria as leis conhecidas da natureza (o corpo material, uma vez decomposto, não volta à vida). Para o espírito, a vida continua, e a reencarnação, entendida como o renascer e a volta do espírito a uma nova vida corpórea, harmoniza-se com a lógica das leis naturais, inclusive com a observação de ciclos presentes em toda a vida orgânica.

A visão de Abdruschin em Na Luz da Verdade, O Mistério do Nascimento, mostra a reencarnação como um processo natural e ordenado: o espírito, após desprender-se do corpo anterior, permanece em outro plano invisível, a matéria fina, ou além, denominação mais conhecida. No momento certo aproxima-se de mulheres grávidas, visando uma nova encarnação que se dá no meio da gravidez. A geração de filhos exige alta responsabilidade de pais e mães, pois se trata da oportunidade da reencarnação de um espírito. As futuras mães têm de manter vigilância máxima para não permitir que uma alma sobrecarregada, sem anseio pela Luz, possa se aproximar do seu lar.

Resumindo, a reencarnação pode ser considerada como a “ressurreição” que assinala a continuidade da vida individual do espírito, ofertada pelo funcionamento das leis divinas do Criador, para que, embora não se lembrando do seu passado, prossiga em sua jornada de desenvolvimento e fortalecimento, para que, de forma autoconsciente, com as vestes limpas, possa retornar à sua origem, de onde partiu, com anseio de se tornar autoconsciente. Como tudo na Criação chegará o tempo do exame, o julgamento para verificar se o ser humano aproveitou o precioso tempo que lhe foi concedido para desenvolver os talentos espirituais, ou se o desperdiçou inutilmente com as ninharias da vida.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

Ob.: Este artigo foi desenvolvido com o auxílio do ChatGTP na realização das pesquisas:

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Referências:

[1]:https://en.wikipedia.org/wiki/Sa%E1%B9%83s%C4%81ra?utm_source=chatgpt.com “Saṃsāra”

[2]:https://www.epubs.utah.edu/index.php/historia/article/view/578/429?utm_source=chatgpt.com “The Argument over Reincarnation in Early Christianity | Utah Historical Review”

[3]: https://en.wikipedia.org/wiki/Carpocrates?utm_source=chatgpt.com “Carpocrates”

[4]:https://en.wikipedia.org/wiki/Rebirth_in_Germanic_paganism?utm_source=chatgpt.com “Rebirth in Germanic paganism”

[5]:https://comparativereligion.com/reincarnation3.html?utm_source=chatgpt.com “Comparative ReligionReincarnation and Christianity”

[6]:https://www.reddit.com/r/AskBibleScholars/comments/1bo4ee5?utm_source=chatgpt.com “Was \”reincarnation\” removed from the bible?”

[7]:https://www.reddit.com/r/pastlives/comments/pay8tq?utm_source=chatgpt.com “The Unedited, Unfiltered History of Christianity & the Truth about Reincarnation as an early christian belief-History records that the early Christin church believed in Reincarnation and of the souls journey back to oneness with God. This all changed by Imperial decree some 500 plus years after…”

[8]:https://platonicsurrealism.com/christianity-and-reincarnation/?utm_source=chatgpt.com “Christianity and Reincarnation Platonic Surrealism”

[9]:https://reincarnationresearch.com/reincarnation-in-the-new-testament-and-christianity/?utm_source=chatgpt.com “Reincarnation Research”

[10]:https://www.interfaith.org/community/threads/529/?utm_source=chatgpt.com “Rebirth/Reincarnation in Christianity | Interfaith forums

[11]:https://en.wikipedia.org/wiki/Christianity_and_Druze?utm_source=chatgpt.com “Christianity and Druze

[12]: https://en.wikipedia.org/wiki/Druze?utm_source=chatgpt.com “Druze

[13]: https://en.wikipedia.org/wiki/Inouwa?utm_source=chatgpt.com “Inouwa”

[14]:https://www.graal.org.br/collections/abdruschin/products/na-luz-da-verdade-mensagem-do-graal

TEMPO DE COLHEITA

Sabedoria e alegria. Grande é o Senhor Todo-Poderoso e suas leis que refletem a sua Vontade Criadora. Tudo que uma pessoa faz, pensa e fala forma os fios do destino que agora estão agitados em busca da finalização.

Na fase da grande colheita, há problemas e dificuldades de todos os tipos, em todos os lados, de acordo com as sementes lançadas. A situação geral vem se complicando há décadas. Foi estabelecido um outro padrão na economia, tudo fácil, dinheiro mais barato, fábricas fechando, importados chegando. Um dia teriam de surgir as consequências. Com a introdução e ampliação do uso da informática em tudo, especialmente na utilização de robôs para atendimento ao consumidor, novas dificuldades estão surgindo e sempre ocorrem problemas com as palavras: não foi possível e não há nenhuma pessoa para resolver.

Durante longo período, a irresponsabilidade com o futuro foi criando uma situação global complicada de difícil correção dos rumos, pois os seres humanos produziram muitos desequilíbrios na Terra, e quando se mexe numa questão, outras complicações aparecem. No Brasil, a dívida cresce. Andar pelas ruas se tornou perigoso. As cadeias estão lotadas. No geral, por trás das guerras está a questão do poder e controle das riquezas. As dívidas das nações estão acima de 100 trilhões de dólares, o dinheiro perde valor. Uma guerra global promoveria o caos, gerando oportunidade para tomada do poder mundial restringindo a liberdade, impondo normas, afastando o ser humano ainda mais do reconhecimento de sua essência espiritual.

Há uma letargia, um distanciamento da vida real, só aparências ilusórias. O corpo é vivificado pelo espírito. Se o espírito está fraco, permanece inativo, não comanda o corpo e o cérebro, o eu interior não se manifesta buscando a Verdade. Do saber antigo pouco restou. O corpo se move de acordo com os modelos aprendidos pelo cérebro, falta-lhe a autoconsciência e força de vontade espiritual para se tornar sério buscador da Verdade.

Algo sério deve estar presente no ato de gerar um novo ser com a consciência de que se trata de dar oportunidade para uma alma se encarnar. Bilhões delas estão à procura da oportunidade de receber um corpo para atuar na Terra. É importante que haja seriedade do casal para atrair uma alma que quer evoluir e precisa nascer. O descuido se vinga amargamente abrindo espaço para as chamadas ovelhas negras, que vindo para o mundo material, se sobrecarregam com ações perniciosas, afundando mais, tudo sendo regulado pela atuação das leis universais da Criação, através da livre resolução do ser humano.

Geração rebelde ou sem educação? Está difícil o relacionamento entre pais e filhos. Cada ser humano colhe o que semeia, mas há muita revolta e descontentamento. Na verdade, cada ser humano só tem a agradecer. Sair reclamando de sua vida é ingratidão, pois cada um dorme na cama que preparou para si mesmo. A melhora é sempre possível, mas cada pessoa tem de se esforçar no movimento certo.

Sem conhecer a finalidade espiritual da vida, tendo se agarrado exclusivamente à vida material e ao dinheiro, o ser humano criou um ambiente degenerado e destrutivo que agora repercute sobre todas as coisas. Os seres humanos acham que podem ser os donos da Terra, mas o juízo universal avança, ou seja, o tempo em que todos terão de prestar conta de seus atos. “A Criação avança ininterruptamente para frente e sacode todos os frutos apodrecidos” (Mensagem do Graal). Mas após a tempestade virá a bonança.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

CONVERSA COM O COPILOT DA MICROSOFT SOBRE EDUCAÇÃO

Decidi fazer uma experiência com o Copilot, programa da Microsoft que responde às perguntas que fazemos utilizando informações geradas com a Inteligência Artificial (IA). Achei notável. Confira o resultado a seguir:

Copilot: O que você acredita que pode ser feito, tanto em nível pessoal quanto coletivo, para incentivar um despertar do ser humano, da vida robotizada sem sentido além de buscar a satisfação das necessidades básicas como alimentos, bebidas e diversão, atualmente prejudicada pelo uso de drogas?

Dutra: Educação e bom preparo para a vida das novas gerações a partir da natureza, suas belezas, sua lógica e suas leis universais.

Copilot: Que proposta inspiradora! A educação enraizada na conexão com a natureza não só ensina conhecimentos acadêmicos, mas também promove valores essenciais como respeito, empatia e equilíbrio. A natureza, com suas belezas e leis universais, é uma verdadeira “sala de aula viva”, onde é possível aprender sobre interdependência, sustentabilidade e harmonia. Incorporar essa abordagem no preparo das novas gerações pode criar indivíduos mais conscientes, alinhados com os ritmos naturais e comprometidos com o bem coletivo. Programas educacionais que incluem atividades ao ar livre, jardinagem, observação da biodiversidade e até mesmo a compreensão de fenômenos naturais podem ser transformadores. Você acredita que esse tipo de educação deve começar desde a infância? E quais aspectos da relação com a natureza acha mais essenciais para incluir no aprendizado?

Dutra: Uma sala de aula viva; excelente!

Copilot: Exatamente! Imagine uma “sala de aula viva” onde cada árvore é um professor, cada rio uma lição, e cada estação do ano uma matéria diferente. Um ambiente onde as crianças e jovens aprendem não apenas a ciência por trás dos processos naturais, mas também os valores de equilíbrio, paciência e interconexão que a natureza ensina tão bem. Essa abordagem também pode cultivar um senso de pertencimento e responsabilidade em relação ao planeta, ao mesmo tempo que desperta a curiosidade natural e o prazer pela descoberta. Em tempos de desafios ambientais, essa conexão precoce com a natureza poderia inspirar futuras gerações a liderar mudanças positivas e inovadoras. Se começarmos a incluir mais “salas de aula vivas” na educação, quais experiências com a natureza você acha que seriam essenciais para essa transformação? Desde plantar uma árvore até explorar as estrelas?

Dutra: Sim, vai ampliando o saber de forma gradativa. Os burocratas da Educação têm de se conscientizar da importância dessa forma natural de ensinar.

Copilot: Exatamente! A educação baseada em experiências naturais e gradativas é uma ferramenta poderosa para formar indivíduos mais conscientes e conectados com o mundo à sua volta. A chave está em fazer com que os responsáveis pela formulação das políticas educacionais enxerguem a riqueza desse método. Integrar o aprendizado com a natureza não é apenas uma forma de ensinar conteúdos acadêmicos, mas também de cultivar valores como curiosidade, empatia e respeito. Talvez, ao demonstrar os benefícios dessa abordagem através de projetos bem-sucedidos, os burocratas possam ser mais receptivos. Iniciativas como escolas ao ar livre, programas de educação ambiental ou até colaborações com cientistas e ambientalistas podem mostrar os resultados positivos que essa pedagogia oferece. Você já imaginou como seria uma escola ideal, totalmente voltada para essa conexão com a natureza?

Dutra: O grande futuro maravilhoso da humanidade no planeta Terra.

Copilot: Que visão inspiradora! Imaginar o futuro da humanidade ancorado em harmonia, aprendizado e respeito mútuo com nosso planeta é, sem dúvida, um objetivo grandioso. Cada pequeno passo na direção dessa conexão mais profunda com a natureza e com os valores humanitários já é um grande avanço. Vamos sonhar com um futuro no qual educação, ética e espiritualidade guiem nossas ações.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

PROMESSAS IRREALIZÁVEIS

A cultura atual da humanidade contém muitas falhas e bases frágeis que estão sendo postas de lado gerando uma ruptura, e nada está sendo colocado no lugar. Quanto mais surgem avanços na tecnologia, mais o ser humano se afasta do seu “eu interior” que gera as individualidades, ficando todos muito parecidos, sem foco, levando uma vida vazia, sem propósitos enobrecedores.

Na vida moderna a fragmentação e a polarização é geral. Dividir e separar tudo e todos. A sensação de ser útil está sendo perdida, pois tudo vai acontecendo de forma acelerada, gerando aspereza, reduzindo a generosidade e empatia, e aumentando o individualismo, a inveja e a ânsia de se sobressair. Que futuro a humanidade poderá ter no atual ambiente decadente e sem motivação?

Foram décadas de descaso geral no ocidente com produção, empregos, consumo, bom preparo das novas gerações para a vida. A globalização permitiu a chegada de produtos com preços menores, e agora chegam os efeitos disso. Não vai ser fácil resolver, não há fórmulas mágicas. Só o trabalho constrói.

Como será o ajuste das relações econômicas entre EUA e China? A China tem capacidade econômica e financeira para produzir em larga escala com os custos mais baixos, mas sua produção é destinada a ser trocada por dólares. Deixando de produzir muitos itens, o ocidente vai perdendo a capacidade de obter ganhos de produtividade. Os déficits na balança comercial vão criando processo insustentável. Com a perda da capacidade de produzir e de preparar novas gerações, os países põem em risco o seu futuro. Há também a questão do gasto acima das receitas e dívidas elevadas.

O ser humano nasce na Terra para evoluir espiritualmente. Deve atentar para as questões materiais sem bloquear sua visão espiritual, pois se não fizer isso, fica retido no mundo material tendo de sempre retornar pela incapacidade de seguir para outras regiões mais elevadas. Esse fato tem a ver com o continuado acúmulo de pessoas no planeta, que ligadas aos pendores terrenos, não se esforçam para alcançar o autoaprimoramento, mas haverá um ponto de ruptura onde isso não será mais possível.

Os líderes ditam a forma da ação do Estado. Pelas leis primordiais da Criação deveriam conduzir a nação e o povo na direção do desenvolvimento e aprimoramento da espécie humana. Para assumir o poder é preciso ter pulso e sinceridade na execução da tarefa que lhe cabe. Mas terá de resistir ao contágio do poder.

Muitas pessoas se tornaram indolentes, não examinam, não analisam, vão aceitando tudo sem conversar com o eu interior, com a consciência. Há uma guerra na política. Uns relatam a corrupção no poder indignando a classe média. Em meio à pobreza material, mental e espiritual, outros usam a tática de jogar a pobreza, que vai aumentando, contra os que estão em melhores condições, culpando-os pela miséria alheia, enquanto prometem aos menos favorecidos melhoras irrealizáveis. Assim, para boa parcela dos eleitores, não há análise, se iludem, de forma apaixonada e cheia de ódio, votam nesses manipuladores como um tipo de vingança, mas a pobreza e a decadência prosseguem em seu avanço nivelando tudo por baixo.

Sempre aparecem candidatos fora do padrão do sistema no sentido de influenciar a massa indolente. O poder sobe à cabeça fortalecendo a arrogância e a vaidade. Mas o sistema é rígido, bloqueia alterações que possam afetar os interesses dos controladores intelectivos montados no poder. Falta a visão ampla que teme a justiça superior. Cobiças e inveja conduzem as ações que geram turbulência, e o caos mundial vai se ampliando.

As novas gerações não estão recebendo bom preparo para a vida; para isso seria necessário que os pais dessem o exemplo, mas a sobrevivência ficou atrelada à capacidade de obter dinheiro, o que não está fácil. Surgiu a civilização das aparências, o que se fala não é o que se faz. As alternativas vão se afunilando e os jovens, desanimando. E as atenções se voltam para o preparo de guerras.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

OS REFLEXOS DE TROIA NA CIVILIZAÇÃO ATUAL

Com muitos rumores de guerras, o século 21 se apresenta muito diferente do que se poderia esperar. Está mais feio, mais inóspito, com pouca alegria espontânea, com poucos vestígios de civilização humana. O que diria Cassandra, filha do rei de Troia, que enxergava o futuro de destruição causada pela leviandade de um filho irresponsável que trouxe consigo a frívola e arrogante Helena, mulher de Menelau, rei de Esparta? Helena se divertia por ter provocado Menelau. Por mais que Cassandra pedisse para que Páris devolvesse Helena, mais o casal orgulhoso se negava. Ai de nós, agora inicia-se o terrível destino de Troia! Os filhos trarão a mágoa para dentro dos muros. A escolha pela guerra é loucura. Troia, a cidade morta encharcada de sangue, jazia fumegante e coberta de cinzas.

A liberdade é essencial ao viver. Liberdade de buscar informações, analisar, refletir intuitivamente. Não se trata apenas da liberdade que o Estado deve assegurar, mas a liberdade de pesquisar os preceitos da crença. O Criador é Um, ao seu lado estão o Filho e o Espírito Santo. Do Filho há muitas informações, algumas alteradas pela memória falha, outras introduzidas pelo homem. Do Espírito Santo, pouco se sabe, pouco se pesquisou. Na Mensagem do Graal, Abdruschin apresenta esclarecimentos profundos, mas para muitos falta vontade para ampliar a pesquisa. Os humanos agem, mas de forma autônoma há no universo um gigantesco processo de transformações.

A maioria das nações está nas mãos de pessoas sem boa vontade, arrogantes, que julgam que tudo podem, mas o adoecimento do dinheiro e sua perda de poder de compra estão mexendo com a população. Com pouco pão, o circo institucional foi trocado pelo circo distribuído pela internet. A pobreza aumenta. Esgotada, a população pensa pouco, não aprendeu a refletir com clareza, e as decisões são movidas pelo descontentamento com a realidade política que se instalou para sugar os recursos das nações.

A China tem capacidade econômica e financeira para produzir em larga escala com os custos mais baixos, mas sua produção é destinada a ser trocada por dólares. Deixando de produzir muitos itens, o ocidente vai perdendo a capacidade de obter ganhos de produtividade. Os déficits na balança comercial são danosos. Com perda na capacidade de produzir e no bom preparo das novas gerações, os países põem em risco o seu futuro. Há também a questão do gasto acima das receitas e dívidas elevadas. Como será o ajuste entre EUA e China?

Dentre os horrores criados pelo homem, a guerra é super cruel. Só quem passou por isso, sabe o sofrimento que esses embates acarretam para a população e para aqueles que estão no ambiente das batalhas, assustados, sem poder dormir, se alimentar, atender às necessidades do corpo, em meio a bombas, fogo, fumaça, lama, corpos e sangue. Os arsenais estão abarrotados de armas. São trilhões de dólares lançados ao fogo. A todo momento somos atingidos por mensagens falando da guerra que se aproxima de tudo e de todos, mas não se fala em fazer esforços para a paz e a evolução da espécie humana.

Na vida moderna a sensação de ser útil está sendo perdida, pois tudo vai acontecendo de forma acelerada, gerando aspereza, reduzindo a generosidade e empatia, e aumentando o individualismo, a grosseria e a ânsia de sobressair. Indolentes, muitas pessoas não examinam, não analisam, vão aceitando tudo sem conversar com o eu interior, a consciência.

A cultura atual da humanidade contém muitas falhas e bases frágeis. Quanto mais surgem avanços na tecnologia, mais o ser humano se afasta do seu “eu interior” que gera as individualidades, ficando todos muito parecidos, sem foco, como máquinas conversando com máquinas. Vida vazia sem propósitos enobrecedores.

A natureza se rege por leis próprias, que o homem tentou contornar, mas isso não é possível. Tem de se adaptar e ensinar o funcionamento dessas leis para as novas gerações que estão se tornando ignorantes. A natureza é a base de todo conhecimento. Infelizmente, o homem ainda não quis atentar para isso, deixando o futuro sob ameaça. Qual é o destino da civilização dos homens? É notória a percepção desanimada da população sobre o futuro. Com ânimo e coragem, tem de buscar um novo caminho.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

A PODEROSA NATUREZA

O dinheiro é um vírus que corrompe tudo e quando a pessoa se “infecta”, dificilmente se livra.

O planeta Terra é a grande hospedaria destinada à evolução espiritual. Os homens querem riqueza e poder. O Estado-nação foi travado pelas ambições pessoais e ameaça ruir. A China, com sua reserva em dólares conquistada com as exportações, tem caixa único e controle. Agora procura ativos rentáveis que possam conservar e ampliar a reserva, enquanto os EUA, envolvidos em guerras, acumulou dívidas e precisa emitir moeda, comprometendo o dólar. Se a finalidade do planeta tivesse sido seguida, a situação mundial seria amena e pacífica.

Acabou a preocupação, cada um está fazendo o que quer como pode. A licenciosidade sexual posta em prática desde a infância está afetando a maioria dos jovens que se sentem perdidos, sem rumo, pois não receberam a correta educação e não conseguem estabelecer propósitos de vida enobrecedores para seguir em frente como seres humanos de qualidade, fortes, corajosos, autoconfiantes. Está faltando naturalidade em tudo. Vamos torcer pelo aprimoramento da espécie humana.

Todo mundo precisa abrir o olho para o mundo. As massas se acomodaram. O excesso de circo e pão imbeciliza. Os problemas se acumularam. A casta governante foi deixando para depois, e foi perdendo a credibilidade. O futuro está chegando, trazendo o acúmulo dos erros da humanidade que se aferrou ao mundo material, deixando de lado o espiritual. Os acontecimentos dramáticos dão ensejo para refletir sobre a vida e seu significado. O que somos nós?

Os homens querem poder; a sua lógica é a do imediatismo para continuarem se beneficiando. Cada povo e cada nação deveriam estar construindo e melhorando as condições de vida, promovendo evolução e convivência pacífica. O comércio deveria ser complementar entre as nações, mas o egoísmo criou a geoeconomia, o monopólio dos recursos naturais, o mercantilismo, o que requer armas para os países se imporem. O Ocidente fechou fábricas, perdeu o chão do aprendizado. No Brasil, a carga tributária está no limite, a economia não suporta aumentos. Os gastos não se reduzem. Seria importante fazer a economia e a produção crescerem, mas não está fácil.

No século 21, vão aparecendo as consequências do atuar da humanidade, nada mais é sagrado. Estamos perdendo a noção do significado da vida e não nos incomodamos se com nossas ações a destruirmos. A justiça da lei maior que deu origem à Criação alcançará a toda a humanidade.

Há uma sensação de desmanche, um desmoronar de amplitude, pois os povos perderam o rumo, se afastaram do real sentido da vida erigindo a civilização em bases artificiais. A produção de bens deveria estar direcionada para atender às necessidades dos seres humanos, mas o dinheiro e o poder são a prioridade. A produção se mantém estagnada, falta comida, mas o montante financeiro vai crescendo como bolha. São muitas variáveis interferindo. Atualmente a taxa de juros para o dólar é a preponderante

Mentiras são fabricadas para serem lançadas sobre o público. O ser humano se afastou daquilo que devia ser e criou o mundo das mentiras. Em geral o viver passou a ser artificial. Os indivíduos agem como se estivessem interpretando um papel, mas a espécie humana caminha para baixo. As novas gerações deveriam avançar mais do que as anteriores, mas por que estão retrocedendo? Com a velocidade da luz chegam à Terra as aumentadas descargas de energia lançadas pelo sol. Grandiosa e poderosa é a natureza. É nela que foi depositado tudo que a humanidade necessita para sua sobrevivência. Os homens não a compreendem, não a preservam. As consequências estão surgindo. Perdido o sentido da vida, tudo se perde.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

AS TRANSFORMAÇÕES UNIVERSAIS QUE AFETAM A PAZ

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) aprovou projeto proposto pelo governo estadual paulista para a criação de escola cívico-militar. “O Programa Escola Cívico-Militar visa melhorar a qualidade da educação no ensino fundamental, médio e profissional, por meio de um modelo de gestão de excelência nas áreas pedagógica e administrativa, além de atividades cívico-militares.” É uma iniciativa que poderá criar no estudante mais respeito pela escola e pelos professores.

Está surgindo uma tendência nefasta no preparo das novas gerações para a vida e o trabalho porque a educação básica não está apresentando resultados satisfatórios. Os jovens se mostram descontentes, insatisfeitos e, por outro lado, pouco se esforçam; grande parcela tem dificuldade para ler e escrever com clareza. Os professores vivem sob tensão. Se os alunos tivessem recebido educação não haveria essa vergonhosa necessidade de vigiar o comportamento violento nas escolas.

Os jovens estão virando robôs agressivos e mal-educados. Não dá para continuar assim. O sistema de educação básica está doente. É preciso que haja mudanças positivas. As crianças precisam do contato com a natureza e serem orientadas sobre como ela funciona, o que abrirá suas mentes para conhecimentos mais elevados. A natureza é a grande doadora para a humanidade.

No Brasil, há décadas, o fantasma da incompetência vem reduzindo a produção e com ela empregos, renda, consumo, melhora das condições gerais de vida e cidades mais hospitaleiras. A nação precisa de muitas coisas, especialmente a reconstrução do sul requer muitos itens e mão de obra. É preciso entender que está acontecendo uma mudança radical, o que exige ficar atento e buscar novos caminhos que reduzam custos e agilizem a solução sem tanta dependência de importados.

A nação está muito atrasada; o mais grave é o atraso no bom preparo das novas gerações, que estão involuindo. Tudo promove o atraso: a corrupção, o imediatismo político, TV e filmes, o embrutecimento sexual, as drogas. Se isso não for superado, não há nada mais a fazer. Estamos mal no bom preparo para a vida. Neste Brasil, onde nascem 48 bebês por hora de mães com idade inferior a 19 anos, vítimas de abuso sexual, são necessárias ações que façam a esperança renascer.

As massas são movimentadas de cá para lá por astuciosos programas de manipulação, e a indolência individual favorece os manipuladores. Nunca se ouviu falar de um programa de conscientização sobre a finalidade da vida e a origem do ser humano. O planeta Terra se acha sob o impacto das transformações universais; é o mundo manifestando a decepção com o comportamento da humanidade. Essa é a hora de se fazer as pazes e olhar para o Alto com atitude respeitosa. Mas em vez disso, os homens se rivalizam provocando conflitos quando deveriam estar se preparando para enfrentar a tormenta, buscando pôr em prática na Terra a meta de alcançar o aprimoramento da espécie humana, que tem agido de forma irresponsável como nenhuma outra espécie.

Estimativas de crescimento da população indicam 9,7 bilhões para 2050, mas o que está sendo feito para enfrentar esse aumento? A humanidade continua na direção de sempre: produzir para exportar, de preferência onde o custo seja o menor. Os consumidores são atraídos para comprar. Por trás disso há muitos problemas que precisam de solução, pois o declínio da espécie humana está em andamento.

Nem mesmo os mais chegados a Jesus compreenderam a profundidade das palavras do Mestre, por isso ele dizia que o Filho do Homem virá para mais uma vez explicar, aos que procuram, a Criação e a finalidade da vida.

Os hábitos estão mudando. Os consumidores estão limitando seus gastos com refeições fora de casa. Após 2020 tudo foi se modificando, frustrando as expectativas de que tudo voltaria a ser como antes da pandemia. Com os custos subindo e as receitas caindo, muitas coisas foram afetadas criando incertezas quanto ao futuro. As novas gerações vão se comportando de outra maneira, mas têm de procurar o jeito certo para dar espaço ao ser humano completo, com o espírito conduzindo as ações em conformidade com as leis naturais da Criação, e o intelecto planejando e executando essas necessárias ações.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

O PODER SEDUTOR DO DINHEIRO

Dinheiro e Poder, que dupla!

O dinheiro público é muito sedutor, está lá, esperando. No passado, encontravam-se estadistas mais austeros. Pedro II é um exemplo, mas no tempo dele o Brasil não era uma república de bananas. Hoje sabemos se um país é eficiente bastando olhar para suas dívidas. A maioria das nações estão endividadas e sua população enfrenta dificuldades.

Estamos na época das incertezas. Tudo requer cuidado e bom senso, nas contas pessoais e nas das organizações. As contas públicas passaram a exigir o máximo cuidado e prudência, pois os eventos extraordinários estão acontecendo diante de contas detonadas e dívidas aumentadas.

Os governantes improvisam, aumentam a criação de dinheiro, e assim surge a inflação. A taxa de juros dos Estados Unidos, através do dólar, exerce ampla influência nas finanças globais, afetando de forma marcante os países dependentes que necessitam acompanhá-lo para que suas moedas não desvalorizem

Vale lembrar que os Incas viviam bem, não conheciam a pobreza; tinham uma civilização pacífica com os vizinhos e não faziam uso do dinheiro, uma vez que, para eles, o ouro fazia parte das maravilhas da Terra. Esmeravam-se no trabalho que consideravam como parte das suas vidas. A chegada dos europeus, sequiosos por ouro, nos anos 1530, detonou tudo. E ainda hoje, em todo o planeta, os seres humanos se digladiam pelo dinheiro e poder, apesar da sua fragilidade e da brevidade da permanência no corpo terreno.

O Estado-nação deveria ser o território onde um povo poderia se desenvolver por meio do próprio esforço material e espiritual, como fazia a antiga civilização Inca. Mas o Estado-nação se tornou o mercadão onde alguns faturam alto e por isso não querem mudanças, mas o povo caiu na desigual distribuição da renda e perdeu a força de vontade. Aumentar a produção está difícil, por isso o aumento da dívida está causando aumento de impostos e tentativas para cortar despesas. A economia do século 20 não trouxe a esperada melhora nas condições de vida. Os países atrasados estão empobrecendo.

Nesta fase conturbada de guerra monetária e econômica, pouco se fala sobre a evolução da espécie humana. Grande parte da população consegue sobreviver, embora com alimentação nem sempre saudável e nutriente. O uso do celular e outros equipamentos estão afetando a forma de pensar e falar. É fundamental o bom conhecimento do idioma para pensar e falar com clareza. As novas gerações estão se tornando como máquinas insensíveis, agindo de forma rígida, sem flexibilidade.

Na Terra estão reencarnando muitos espíritos que não aproveitaram o tempo para se fortaleceram em outras vidas, numa nova oportunidade para evoluírem dominando o cérebro e conduzindo os pensamentos para atividades construtivas e enobrecedoras. Para sair desse labirinto o caminho é o aprimoramento espiritual.

O ocidente acomodou-se ao transferir fábricas, ampliando o mercado financeiro. As consequências já surgiram. A força de trabalho está ficando com nível inferior no preparo para a vida. Alguns países estão se armando, se fazem isso por certo irão à guerra, e depois, o que acontecerá?

Grandiosa e poderosa é a natureza. Os homens não a compreendem, não a preservam. As consequências estão surgindo. A energia do Sol invade a atmosfera. Pesquisadores falam da forte influência dessa estrela. Será que há algum dinamizador do Sol, tipo asteroide ou cometa, intensificando a atividade solar?

Simbolicamente, o mundo se divide em Céu, Terra, Inferno. No Céu está o reino espiritual de onde se origina o espírito humano. Acima dele, o inalcançável Divinal, a Luz criadora. Abaixo da Terra está o chamado inferno, com seus degraus para o submundo. A Terra é a “estrela” concedida aos seres humanos para o fortalecimento e desenvolvimento de seu espírito que é intermediário e deve, com sua livre vontade, abrir o canal para o Alto e carrear energia espiritual para o mundo material, beneficiando-o. Mas também pode dirigir o canal para baixo, fazendo ponte para que a escória dos baixios possa subir e destruir tudo de bom que contribui para a elevação espiritual do ser humano.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

DIA DA EDUCAÇÃO

“A educação do homem começa no momento do seu nascimento; antes de falar, antes de entender, já se instrui.” Rousseau. “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.” Immanuel Kant.

Foi somente há 24 anos que surgiu a ideia de criar o Dia da Educação, instituído em 28 de abril de 2000 durante o primeiro fórum mundial da educação, em Dakar, no Senegal. O objetivo era promover reflexões e discussões que contribuíssem para dar bom preparo para as novas gerações, o futuro da humanidade. Mas parece que estamos ficando distantes disso, pois todos os dias são dias para a educação.

A educação prepara os jovens para o mundo, por isso a participação dos professores é muito importante, e não apenas os que estão nas salas de aula, mas todos que exercem alguma influência sobre as crianças, pois são modelos. O importante é o que move esses indivíduos em suas vidas. Mas, atualmente, qual é a motivação do professor diante do desinteresse dos jovens que parecem estar sem propósitos e sem força de vontade?

O ser humano traz em si o anseio para entender a razão do viver. A educação deve formar verdadeiros indivíduos empenhados no próprio aprimoramento, cuja essência desperta para a ação construtiva e embelezadora. A decadência se torna inevitável quando a nossa essência deixa de ser cultivada e acaba se perdendo. A partir disso vão se abrindo abismos que sugam os anseios enobrecedores da juventude.

A ansiedade está se espalhando entre crianças e adultos. Muitas coisas estão mudando de forma rápida, não há rotinas tranquilas, tudo é urgente, o tempo vai escapando, os dias passando. O que se nota é que tudo está fora do lugar porque deixamos de dedicar um tempo para entender nosso papel na vida que passa ligeira. Para que nascemos? De onde viemos? Falta-nos fazer as perguntas certas que nos levem a obter respostas construtivas.

Direita versus Esquerda é um lamentável desvio da humanidade que deveria estar unida na melhora das condições de vida e do aprimoramento. O ser humano é criatura espiritual; somos peregrinos em busca da evolução que, devido às cobiças e vaidade, perdemos o rumo. Quão longe ainda estamos da verdade. Foram séculos de obediência cega. A verdade apresenta pontas afiadas, e a moda agora, no novo absolutismo que vai progredindo, é opor embaraços e resistências à verdade.

A finalidade prioritária da vida é a evolução espiritual, mas apegadas ao materialismo, as pessoas têm diferentes visões. Os Incas trabalhavam duro, deixaram estradas e cidades, alegravam-se caprichando no trabalho, não havia dinheiro, nem pobreza, mas com a chegada dos espanhóis tudo mudou.

E, atualmente, o que querem os jovens estudantes? Em meio a guerras e crises econômicas eles estão ficando sem saber como viver. A questão teve direcionamento errado e invertido, uma vez que os adultos procuraram se adaptar à forma de agir dos jovens, e em meio à rebeldia, muitas coisas boas estão se perdendo. Qual caminho seguir? Todos terão de se adaptar às leis da Criação para alcançar a paz e evolução, mas as trevas se opõem, fecham os caminhos e os indolentes aplaudem.

As novas gerações estão sendo conduzidas por programas de tarefas como se fossem robôs. Os sistemas são rígidos, apresentam o objetivo e o meio de realização. Assim não há envolvimento profundo, a execução fica sem compromisso, típico de uma sociedade enrijecida. A vida plena requer atuação de corpo e alma. O movimento ficou lento e vai empurrando tudo para baixo. É preciso ter força de vontade para não afundar, levantar a cabeça, sair da escuridão para enxergar o que está se passando no mundo. Abrir os olhos, olhar para o Alto para aproximar-se da Luz e achar o caminho para evoluir.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br