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O TEMPO ESTÁ ENCURTANDO

A Terra, a estrela dos seres humanos, é onde tinham um tempo determinado para evoluir espiritualmente. Mas foram sufocando a sua essência, perdendo a generosidade e a consideração para com o próximo, destruindo o planeta em vez de embelezá-lo. As pessoas se deixaram envolver pela indolência.

Tudo está contaminado há séculos, dando a falsidades a aparência de ser verdade, seja buscando conteúdos “antes, ou depois de 2020”, período em que começaram a ocorrer mudanças. As aparências vão mudando e segurando a atenção, mas percebe-se que há algo em formação. Muitas pessoas falam de Jesus, mas é muito difícil falar Dele, pois sua essência provém do divinal, enquanto a criatura humana é espírito cuja vida tem por finalidade alcançar a evolução. Para viver na Terra é necessário um corpo. Para receber um corpo é necessário pai e mãe. São as incontornáveis leis da Criação.

O tempo disponível se torna cada vez mais curto. O que fazer com o contingente humano que habita a Terra? Como mantê-lo ocupado para que não crie confusão? Com a Inteligência Artificial pretendem estabelecer o poder geral unificado transformando o ser humano em coisa, mas de forma invisível, a Inteligência Natural, movida pelas leis cósmicas, com os ingredientes fornecidos pelas ações da humanidade, vai preparando a grande colheita, a separação do joio do trigo.

Compreender o que está se passando no planeta exige o abandono dos desgastados conceitos sobre o significado da vida. A lei cósmica é simples: nossos atos são sementes que obrigam à colheita futura. No alvorecer do século 21, as leis cósmicas estão acelerando a colheita, pois o tempo está no limite. Isso implica em que milhões de seres humanos tenham de voltar para a Terra num novo corpo, no ambiente áspero que cultivaram, como oportunidade para nova semeadura que produza melhores frutos e possam tirar o pé da lama.

Há um agravamento progressivo das condições de vida na Terra, mas os homens permanecem procurando ouro. Tivemos a pandemia, a guerra entre Rússia e Ucrânia. Em seguida a guerra no oriente médio iniciada com o ataque terrorista a Israel, que gerou uma troca de chumbo com o Irã, e não se sabe até onde isso vai.

As mesquinhas questões da humanidade em sua arrogância e cobiças se tornam mais complicadas ainda desde que a alma foi posta na inatividade, levando à sua irrestrita subordinação ao intelecto. Foram milênios de decadência e devassidão sem que houvesse uma guinada para a espiritualidade, ampliando o sofrimento e a miséria. As trombetas clamam pela justiça das leis divinas.

Assim são os fenômenos naturais, tudo vai acontecendo de forma progressiva para fins determinados. Tudo se acha interligado. A finalidade primordial é a evolução espiritual dos seres humanos de forma consciente, para isso receberam o livre arbítrio, para decidirem por si seguir as leis naturais da Criação que representam a Vontade de Deus, “seja feita a vossa Vontade”. É como se estivessem em cima do muro, de um lado há jardins iluminados e sabedoria, do outro, atraentes prazeres obscuros. Cada ser humano tem o poder de decidir por si o caminho que quer seguir.

Há zilhões em dinheiro no estoque monetário, mas os preços seguem aumentando. O planeta Terra se acha em fase danosa de pobreza e miséria devido às cobiças e ao apego ao materialismo. Isso nos leva a ampliar a forma de pensar. Durante milênios a humanidade desdenhou da paz e não se empenhou em formar um ambiente propício ao progresso real e à evolução espiritual, o que teria levado a um inimaginado progresso material. Há milênios a verdade vem sendo ocultada para desviar os seres humanos da real finalidade da vida. Hoje poucos a procuram. O tempo vai encurtando. Procurai e achareis o caminho que eleva a espécie humana ao ponto em que deveria estar.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

AS TRANSFORMAÇÕES UNIVERSAIS QUE AFETAM A PAZ

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) aprovou projeto proposto pelo governo estadual paulista para a criação de escola cívico-militar. “O Programa Escola Cívico-Militar visa melhorar a qualidade da educação no ensino fundamental, médio e profissional, por meio de um modelo de gestão de excelência nas áreas pedagógica e administrativa, além de atividades cívico-militares.” É uma iniciativa que poderá criar no estudante mais respeito pela escola e pelos professores.

Está surgindo uma tendência nefasta no preparo das novas gerações para a vida e o trabalho porque a educação básica não está apresentando resultados satisfatórios. Os jovens se mostram descontentes, insatisfeitos e, por outro lado, pouco se esforçam; grande parcela tem dificuldade para ler e escrever com clareza. Os professores vivem sob tensão. Se os alunos tivessem recebido educação não haveria essa vergonhosa necessidade de vigiar o comportamento violento nas escolas.

Os jovens estão virando robôs agressivos e mal-educados. Não dá para continuar assim. O sistema de educação básica está doente. É preciso que haja mudanças positivas. As crianças precisam do contato com a natureza e serem orientadas sobre como ela funciona, o que abrirá suas mentes para conhecimentos mais elevados. A natureza é a grande doadora para a humanidade.

No Brasil, há décadas, o fantasma da incompetência vem reduzindo a produção e com ela empregos, renda, consumo, melhora das condições gerais de vida e cidades mais hospitaleiras. A nação precisa de muitas coisas, especialmente a reconstrução do sul requer muitos itens e mão de obra. É preciso entender que está acontecendo uma mudança radical, o que exige ficar atento e buscar novos caminhos que reduzam custos e agilizem a solução sem tanta dependência de importados.

A nação está muito atrasada; o mais grave é o atraso no bom preparo das novas gerações, que estão involuindo. Tudo promove o atraso: a corrupção, o imediatismo político, TV e filmes, o embrutecimento sexual, as drogas. Se isso não for superado, não há nada mais a fazer. Estamos mal no bom preparo para a vida. Neste Brasil, onde nascem 48 bebês por hora de mães com idade inferior a 19 anos, vítimas de abuso sexual, são necessárias ações que façam a esperança renascer.

As massas são movimentadas de cá para lá por astuciosos programas de manipulação, e a indolência individual favorece os manipuladores. Nunca se ouviu falar de um programa de conscientização sobre a finalidade da vida e a origem do ser humano. O planeta Terra se acha sob o impacto das transformações universais; é o mundo manifestando a decepção com o comportamento da humanidade. Essa é a hora de se fazer as pazes e olhar para o Alto com atitude respeitosa. Mas em vez disso, os homens se rivalizam provocando conflitos quando deveriam estar se preparando para enfrentar a tormenta, buscando pôr em prática na Terra a meta de alcançar o aprimoramento da espécie humana, que tem agido de forma irresponsável como nenhuma outra espécie.

Estimativas de crescimento da população indicam 9,7 bilhões para 2050, mas o que está sendo feito para enfrentar esse aumento? A humanidade continua na direção de sempre: produzir para exportar, de preferência onde o custo seja o menor. Os consumidores são atraídos para comprar. Por trás disso há muitos problemas que precisam de solução, pois o declínio da espécie humana está em andamento.

Nem mesmo os mais chegados a Jesus compreenderam a profundidade das palavras do Mestre, por isso ele dizia que o Filho do Homem virá para mais uma vez explicar, aos que procuram, a Criação e a finalidade da vida.

Os hábitos estão mudando. Os consumidores estão limitando seus gastos com refeições fora de casa. Após 2020 tudo foi se modificando, frustrando as expectativas de que tudo voltaria a ser como antes da pandemia. Com os custos subindo e as receitas caindo, muitas coisas foram afetadas criando incertezas quanto ao futuro. As novas gerações vão se comportando de outra maneira, mas têm de procurar o jeito certo para dar espaço ao ser humano completo, com o espírito conduzindo as ações em conformidade com as leis naturais da Criação, e o intelecto planejando e executando essas necessárias ações.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

MENTES CADA VEZ MAIS ESTREITAS

O estreitamento mental vem de longe, começou com o cinema, passando pela TV e atingiu o clímax com o streaming. Estudantes têm dificuldades para ler e escrever textos simples. Mentes emburrecidas e embrutecidas podem ter afetado as novas gerações geneticamente, assim como aconteceu com o cérebro do raciocínio e com o cerebelo capacitado a captar as intuições oriundas de uma esfera com mais leveza. O ser humano tem de esforçar para obter a reversão dessa situação anômala.

O planeta Terra é a grande hospedaria, dotada de todos os recursos necessários, destinada à evolução espiritual. Cabe à espécie humana contribuir beneficiando e embelezado, mas os homens querem riqueza e poder. A vida é boa, a natureza é maravilhosa, e os seres humanos o que são? Criaram regulamentos para controlar tudo. Há uma transformação universal em andamento que nos obrigará a seguir as leis naturais da Criação. Em nossa era materialista não há reflexão; não há diálogo com o eu interior; não há intuição; já não há Criatividade, algo que surge do eu interior, a aplicação integral do ser que se manifesta mais fortemente nas artes. Distantes da voz interior, agora muitas pessoas estão puxando conversa com a Inteligência Artificial.

Na economia, apesar de uma dívida próxima a 80% do PIB, o Brasil ainda permanece em grande atraso geral, o que é agravado pelo declínio na educação. O mundo vive o drama da guerra monetária com anseios de partilha no poder do dólar. Os juros do FED mexem com tudo. O efeito colateral da taxa elevada de juros nos EUA é que aumenta a procura por dólares causando perdas nas outras moedas.

O que aconteceria se a moeda da China desvalorizasse 50%? As alíquotas alfandegárias aumentadas se tornariam sem efeito? Quer dizer, um dólar equivaleria em torno de 12 yuans, o que deixaria os produtos chineses mais baratos. A economista Christine Lagarde, atual presidente do BCE, fala que a economia mundial precisa ser reformulada. Aumentam as conversas sobre a adoção do dinheiro digital. Tudo parece lances de um jogo que estamos longe de entender.

Enfim, estamos diante da grande competição entre as nações desenvolvidas do ocidente e a China, que se tornou a fábrica do mundo e quer ampliar seu faturamento. Baixando os preços venderia mais? Pode ser que sim, mas com certeza criaria grandes danos para o esforço de renascimento industrial de algumas nações. Com tantas incertezas os consumidores estão mais disciplinados em seus gastos, mesmo porque com a desvalorização do dinheiro, estão comprando menos por conta da perda de poder aquisitivo.

Na Terra, o estreitamento é geral: crise econômica, alterações climáticas, risco de os alimentos produzidos não serem suficientes, guerras ao vivo nas TVs, juventude sem rumo. Figuradamente, estamos diante da colheita de todas as sementes que a humanidade lançou com seu modo de atuar, mas em festanças comendo e bebendo, se divertindo, logo tudo o que é desagradável é esquecido, sem que se perceba o que está se passando na Criação.

É necessário semear e cultivar as sementes do bem para amenizar a aspereza, para que surja a era do ser humano completo, com o espírito conduzindo as ações em conformidade com as leis da Criação, e o intelecto planejando e executando as necessárias ações.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

O PODER SEDUTOR DO DINHEIRO

Dinheiro e Poder, que dupla!

O dinheiro público é muito sedutor, está lá, esperando. No passado, encontravam-se estadistas mais austeros. Pedro II é um exemplo, mas no tempo dele o Brasil não era uma república de bananas. Hoje sabemos se um país é eficiente bastando olhar para suas dívidas. A maioria das nações estão endividadas e sua população enfrenta dificuldades.

Estamos na época das incertezas. Tudo requer cuidado e bom senso, nas contas pessoais e nas das organizações. As contas públicas passaram a exigir o máximo cuidado e prudência, pois os eventos extraordinários estão acontecendo diante de contas detonadas e dívidas aumentadas.

Os governantes improvisam, aumentam a criação de dinheiro, e assim surge a inflação. A taxa de juros dos Estados Unidos, através do dólar, exerce ampla influência nas finanças globais, afetando de forma marcante os países dependentes que necessitam acompanhá-lo para que suas moedas não desvalorizem

Vale lembrar que os Incas viviam bem, não conheciam a pobreza; tinham uma civilização pacífica com os vizinhos e não faziam uso do dinheiro, uma vez que, para eles, o ouro fazia parte das maravilhas da Terra. Esmeravam-se no trabalho que consideravam como parte das suas vidas. A chegada dos europeus, sequiosos por ouro, nos anos 1530, detonou tudo. E ainda hoje, em todo o planeta, os seres humanos se digladiam pelo dinheiro e poder, apesar da sua fragilidade e da brevidade da permanência no corpo terreno.

O Estado-nação deveria ser o território onde um povo poderia se desenvolver por meio do próprio esforço material e espiritual, como fazia a antiga civilização Inca. Mas o Estado-nação se tornou o mercadão onde alguns faturam alto e por isso não querem mudanças, mas o povo caiu na desigual distribuição da renda e perdeu a força de vontade. Aumentar a produção está difícil, por isso o aumento da dívida está causando aumento de impostos e tentativas para cortar despesas. A economia do século 20 não trouxe a esperada melhora nas condições de vida. Os países atrasados estão empobrecendo.

Nesta fase conturbada de guerra monetária e econômica, pouco se fala sobre a evolução da espécie humana. Grande parte da população consegue sobreviver, embora com alimentação nem sempre saudável e nutriente. O uso do celular e outros equipamentos estão afetando a forma de pensar e falar. É fundamental o bom conhecimento do idioma para pensar e falar com clareza. As novas gerações estão se tornando como máquinas insensíveis, agindo de forma rígida, sem flexibilidade.

Na Terra estão reencarnando muitos espíritos que não aproveitaram o tempo para se fortaleceram em outras vidas, numa nova oportunidade para evoluírem dominando o cérebro e conduzindo os pensamentos para atividades construtivas e enobrecedoras. Para sair desse labirinto o caminho é o aprimoramento espiritual.

O ocidente acomodou-se ao transferir fábricas, ampliando o mercado financeiro. As consequências já surgiram. A força de trabalho está ficando com nível inferior no preparo para a vida. Alguns países estão se armando, se fazem isso por certo irão à guerra, e depois, o que acontecerá?

Grandiosa e poderosa é a natureza. Os homens não a compreendem, não a preservam. As consequências estão surgindo. A energia do Sol invade a atmosfera. Pesquisadores falam da forte influência dessa estrela. Será que há algum dinamizador do Sol, tipo asteroide ou cometa, intensificando a atividade solar?

Simbolicamente, o mundo se divide em Céu, Terra, Inferno. No Céu está o reino espiritual de onde se origina o espírito humano. Acima dele, o inalcançável Divinal, a Luz criadora. Abaixo da Terra está o chamado inferno, com seus degraus para o submundo. A Terra é a “estrela” concedida aos seres humanos para o fortalecimento e desenvolvimento de seu espírito que é intermediário e deve, com sua livre vontade, abrir o canal para o Alto e carrear energia espiritual para o mundo material, beneficiando-o. Mas também pode dirigir o canal para baixo, fazendo ponte para que a escória dos baixios possa subir e destruir tudo de bom que contribui para a elevação espiritual do ser humano.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

DIA DA EDUCAÇÃO

“A educação do homem começa no momento do seu nascimento; antes de falar, antes de entender, já se instrui.” Rousseau. “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.” Immanuel Kant.

Foi somente há 24 anos que surgiu a ideia de criar o Dia da Educação, instituído em 28 de abril de 2000 durante o primeiro fórum mundial da educação, em Dakar, no Senegal. O objetivo era promover reflexões e discussões que contribuíssem para dar bom preparo para as novas gerações, o futuro da humanidade. Mas parece que estamos ficando distantes disso, pois todos os dias são dias para a educação.

A educação prepara os jovens para o mundo, por isso a participação dos professores é muito importante, e não apenas os que estão nas salas de aula, mas todos que exercem alguma influência sobre as crianças, pois são modelos. O importante é o que move esses indivíduos em suas vidas. Mas, atualmente, qual é a motivação do professor diante do desinteresse dos jovens que parecem estar sem propósitos e sem força de vontade?

O ser humano traz em si o anseio para entender a razão do viver. A educação deve formar verdadeiros indivíduos empenhados no próprio aprimoramento, cuja essência desperta para a ação construtiva e embelezadora. A decadência se torna inevitável quando a nossa essência deixa de ser cultivada e acaba se perdendo. A partir disso vão se abrindo abismos que sugam os anseios enobrecedores da juventude.

A ansiedade está se espalhando entre crianças e adultos. Muitas coisas estão mudando de forma rápida, não há rotinas tranquilas, tudo é urgente, o tempo vai escapando, os dias passando. O que se nota é que tudo está fora do lugar porque deixamos de dedicar um tempo para entender nosso papel na vida que passa ligeira. Para que nascemos? De onde viemos? Falta-nos fazer as perguntas certas que nos levem a obter respostas construtivas.

Direita versus Esquerda é um lamentável desvio da humanidade que deveria estar unida na melhora das condições de vida e do aprimoramento. O ser humano é criatura espiritual; somos peregrinos em busca da evolução que, devido às cobiças e vaidade, perdemos o rumo. Quão longe ainda estamos da verdade. Foram séculos de obediência cega. A verdade apresenta pontas afiadas, e a moda agora, no novo absolutismo que vai progredindo, é opor embaraços e resistências à verdade.

A finalidade prioritária da vida é a evolução espiritual, mas apegadas ao materialismo, as pessoas têm diferentes visões. Os Incas trabalhavam duro, deixaram estradas e cidades, alegravam-se caprichando no trabalho, não havia dinheiro, nem pobreza, mas com a chegada dos espanhóis tudo mudou.

E, atualmente, o que querem os jovens estudantes? Em meio a guerras e crises econômicas eles estão ficando sem saber como viver. A questão teve direcionamento errado e invertido, uma vez que os adultos procuraram se adaptar à forma de agir dos jovens, e em meio à rebeldia, muitas coisas boas estão se perdendo. Qual caminho seguir? Todos terão de se adaptar às leis da Criação para alcançar a paz e evolução, mas as trevas se opõem, fecham os caminhos e os indolentes aplaudem.

As novas gerações estão sendo conduzidas por programas de tarefas como se fossem robôs. Os sistemas são rígidos, apresentam o objetivo e o meio de realização. Assim não há envolvimento profundo, a execução fica sem compromisso, típico de uma sociedade enrijecida. A vida plena requer atuação de corpo e alma. O movimento ficou lento e vai empurrando tudo para baixo. É preciso ter força de vontade para não afundar, levantar a cabeça, sair da escuridão para enxergar o que está se passando no mundo. Abrir os olhos, olhar para o Alto para aproximar-se da Luz e achar o caminho para evoluir.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

MUNDO DE MENTIRAS

O ser humano se afastou daquilo que devia ser e criou um mundo de mentiras. Em geral o viver passou a ser artificial. Os indivíduos agem como se estivessem interpretando um papel. Não há reflexão, vão falando o que lhes vem à mente de forma confusa. Não pensam além da satisfação das necessidades do corpo e da diversão. Na infância, todos têm uma instintiva percepção simples da vida, mas ao se tornarem adultos ficam embotados, seguindo numa rotina automática. A infância é simples e natural, mas os adultos se permitem agir como lobos, atacando tudo que se interponha às suas cobiças e vaidades.

Quanto mais religiões foram sendo criadas, mais o ser humano foi se afastando do mundo natural, da vida real, e vai seguindo como perturbador que não age como deveria. No século 21, a humanidade espiritualmente adormecida se acha sem rumo, e a sustentabilidade está no limite, assim como a economia e a natureza.

A alma foi deixada de lado, o cérebro entrou no ritmo frio e mecânico das máquinas programadas, restringindo a espécie humana apenas aos aspectos materiais e sociais da vida. Houve tantos abusos e pressões que se pode dizer que grande parte esteja com alguma deficiência em seu cérebro. Na Terra, a aspereza está aumentando. Não há mais dissimulação. As pessoas estão sendo submetidas às imposições feitas por meio da força física ou psicológica.

A humanidade não entendeu por que se tornou necessária a encarnação do Filho; sem isso, já teria se autodestruído. Também não compreendeu e não conservou intactas as palavras severas de amor que Ele ancorou na Terra com o próprio sangue. Dois mil anos depois a situação é muito pior, pois a decadência atingiu tudo. Muitos dos assassinos estão de novo na Terra para colherem o que semearam.

O Poderoso Criador dá ao espírito humano a necessária oportunidade de nascer no mundo material para evoluir. Todos os corpos humanos são gerados da mesma forma e, “no meio da gravidez, é feita a ligação do espírito ao pequeno corpo, e o próprio sangue começa a circular” (O Mistério do Sangue, Mensagem do Graal). Enquanto a humanidade afundava, com guerras de conquistas, escravização e afastamento da Luz Primordial, veio Jesus para restabelecer a união perdida. Dois mil anos se passaram e pouco sabemos do porquê e como Jesus nasceu, mas tudo seguiu as leis naturais da Criação, e tudo foi sendo esquecido ou deturpado.

Desde 1945 o dólar se tornou a moeda mundial. Existem várias moedas que flutuam sem paridades fixas, submissas ao dólar que expressa a maioria das operações econômicas e financeiras. As contas sempre foram o ponto crítico que manteve o Brasil se arrastando com dívidas internas e externas.

Com tantas riquezas naturais, faltaram estadistas. O endividamento externo começou na Independência e foi prosseguindo. Na virada para a República, novo festival de dívidas. A atual reserva em dólares mal cobre a dívida externa. Vai daí que o dólar está oscilando mais. Um bilhão em swaps cambiais do BC colocados para inibir a volatilidade; quem subscreveu? Proteção contra desvalorização, ou especulação?

No filme de 2008, O dia em que a Terra parou, Keanu Reeves interpreta Klaatu, um ser ficcional que afirma: “este planeta está morrendo, a espécie humana o está matando. Eu vim salvar a Terra. Não podemos arriscar. Se a Terra morrer, vocês morrem. Se vocês morrerem, a Terra sobreviverá.” São palavras pesadas que poucos compreenderam, mas que bem poderão ser aproveitadas por seres humanos mal-intencionados. Em verdade, a espécie humana está sujeita à lei da reciprocidade, a colheita de todas as suas resoluções. Os que se esforçam sinceramente para se tornarem novos sobreviverão.

Falta o alvo da busca do bem geral com a participação consciente de todos. Tudo está áspero, não há amenização. Estamos numa embrulhada mundial confusa; quem sabe o que realmente está acontecendo, quem está puxando os cordéis? Há pretendentes que torcem para o fim do dólar para poderem ter o mesmo privilégio. Com tantas elevadas dívidas soberanas encabeçadas pelos EUA, não seria algo oportuno uma nova grande guerra?

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

Imprensa e inquietação

A palavra imprensa tem origem na prensa, máquina usada para imprimir jornais. Inicialmente significou o jornal impresso em papel, transmitindo informações gerais ao público, mas hoje representa algo mais amplo, abrangendo diversos meios de comunicação, como jornais, revistas, rádio, cinema, televisão e internet. A palavra mídia é a adaptação do vocábulo “media”, derivado de “médium”. Podemos dizer que mídia significa o mesmo que imprensa, ou seja, é mais do que o ambiente por onde uma mensagem é transmitida, pois influencia comportamentos e percepções. É aí que está a questão principal.

A humanidade está sendo impactada pelo tipo de mensagem que a mídia distribui pelo planeta e, no presente, os conteúdos são desanimadores, mostrando o esgarçado tecido social no século 21. Enfim, estamos na era em que tudo que esteve oculto por longo período agora é mostrado abertamente para aqueles que têm olhos para ver. As aparências têm sido um manto vistoso cujas dobras escondem segredos. Os abusos de poder se esparramam pelo mundo. Tudo aquilo que era imaginado secretamente por mentes sem regras morais surge como realidade concreta. E por que está sendo dessa forma?

No início do século 20, Inglaterra e França, habituadas com seu poder senhorial, impunham ao mundo a sua cultura e seus produtos. De repente a Alemanha entra firme no mercado com produtos de boa qualidade e preços menores, atraindo a preferência do público. Surgiram as rusgas comerciais e não demorou para que elas se transformassem na Primeira Grande Guerra Mundial (1914 a 1918). Encerrada a guerra, as nações não conseguiram estabelecer com firmeza a paz e o progresso. Veio a crise de 1929 e a economia mundial hibernou, sendo sacudida pelo estrondo de um novo conflito que seria a Segunda Guerra Mundial (1939 a 1945) envolvendo a Alemanha, Japão e Itália contra o resto do mundo. Foi aí que se projetou a nação americana, que deu o golpe fulminante e, com a Europa devastada, o dólar se tornou o impulsionador da reconstrução.

Os Estados Unidos se tornaram a nação dominante, o dólar se tornou a moeda reserva, mas o planeta não alcançou um progresso equitativo entre os povos, ficando a maior parte do bolo com o ocidente do norte. O comunismo que pretendia acabar com a pobreza decretando o confisco geral dos bens, deu em nada, surgindo a esquerda socialista que vai lançando seus tentáculos visando ampliar sua influência pelo mundo.

A partir dos anos 1980, o leste asiático, encabeçado pela China, foi surgindo com produtos baratos, o que resultou em superávits na sua balança comercial, dando início à volumosa reserva em dólares. Com produtos simples, a China foi subindo os degraus tecnológicos e seus produtos passaram a se rivalizar com os do Ocidente. Acentuam-se as rusgas comerciais, aumenta o protecionismo. A dívida americana e os embargos financeiros, criados na guerra entre Rússia e Ucrânia, despertam receios quanto à segurança do dólar como moeda de reserva.

Apesar da matança nas guerras, permanece a falta de bom senso; estamos diante de um cenário semelhante ao que deu origem à Primeira e Segunda Guerra, com a diferença de que há uma crise climática, população calculada em 8 bilhões de almas encarnadas sem bom preparo para a vida que estão se distanciando das religiões, e risco de escassez de alimentos. Diariamente a imprensa coloca essas questões em pauta de forma inquietante. A humanidade se mostra exausta diante de um viver áspero e acelerado, sem espaço para propósitos enobrecedores, e que vai reduzindo a esperança de dias melhores. O que querem os líderes? O que vai acontecer? Uma terceira guerra poderá trazer a maior destruição e derrame de sangue já produzidos pelo ser humano na face da Terra, mas como evitar essa catástrofe se falta boa vontade?

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

COMO LIDAR COM A DURA REALIDADE

Se olharmos para os acontecimentos apresentados nos telejornais veremos imagens de ações terríveis praticadas por pessoas que jamais se poderia imaginar que fossem capazes de decair tanto. Isso acontece porque a alma foi deixada de lado e, em consequência, o cérebro entrou no ritmo frio e mecânico das máquinas programadas, o que está transformando a espécie humana, restringindo-a apenas aos aspectos materiais e sociais da vida. Houve tantos abusos que se pode dizer que grande parte sofre de alguma enfermidade em seu cérebro.

O que a humanidade está fazendo com a alma que vivifica o corpo e capta a intuição espiritual? A aspereza está aumentando. Não há mais dissimulação na prática de imposições por meio da força física ou psicológica. Tudo começa a se embaralhar. Coisas inadmissíveis estão acontecendo. A humanidade decaiu abaixo do nível de dois milênios atrás. Os homens julgam-se fortes e donos de tudo, querem impor a sua vontade pessoal sem se importarem com o que é certo e justo. O Ocidente produz armas com dinheiro criado do nada e dívidas. As armas são usadas nas guerras. Quem tira proveito disso? Quem paga a conta?

Não se quer reconhecer que a busca da evolução é a real finalidade da vida. Sem conhecer e respeitar as leis naturais da Criação, o ser humano se torna nocivo e destrutivo. Quando se fala leis da Criação, significa as leis que regem o universo. A palavra universo engloba tudo o que existe. É a unidade que se revela na diversidade.

As intrincadas engrenagens da produção, empregos, comércio, dinheiro, juros estão emperrando. O dinheiro dita o poder. As finanças fazem movimentação independente da economia que produz bens e paga salários. Há na Terra permanente instabilidade. As crises promovem reequilíbrio provisório, até que surja nova crise. Ninguém sabe exatamente o que quer da vida. Flutua no ar uma confusa sensação de desmanche, enquanto seguimos caminhando sem o adequado rumo que possibilite a real evolução.

Diante do medo, alguns agentes fazem reservas que se acumulam. Nações constituíram reservas produzindo mercadorias destinadas à exportação, manipulando o câmbio, empregando mão de obra de baixo custo, subsidiando. Dependendo da taxa de juros, muitos pegam financiamentos para especular. Em vez de ser direcionada para a melhora das condições gerais de vida, a massa de liquidez flui como rio atrás de ganhos, criando bolhas, mas se algo travar o retorno do dinheiro, logo aparece o pânico.

No Brasil, a dificuldade tem sido a balança de pagamentos externos que interfere na taxa de juros. No geral, a tendência para juros mais altos rebaixa as Bolsas. Se os juros baixam, a Bolsa sobe. Se os juros sobem, sobrecarregam a dívida, o dólar baixa, assim como a Bolsa. Analistas admitem que uma baixa poderá ocorrer. Nessa gangorra há os que perdem e os que ganham, mas a época é de alarmismo, gerando medo e ódio.

A humanidade não construiu um sistema econômico equilibrado porque os que participam da produção da riqueza são pouco reconhecidos e o resultado é a concentração da riqueza e aumento da miséria, gerando nos homens a sensação de que tudo podem. A miséria está aumentando. Há muitos oportunistas que agem com maldade para satisfazer suas cobiças. O mundo inquieto começa a sentir medo e o medo gera ódio. A humanidade está perdendo a sua essência, a sua intuição. O monstruoso espetáculo da matança de pessoas por seus semelhantes gira pelo mundo.

O Brasil e sua população precisam de forte união para alcançar a educação que dê às novas gerações bom preparo para um viver condigno com a nossa espécie. É isso ou a ruína. A situação é simples, pois as eternas leis universais estão promovendo com severidade e justiça a grande colheita da humanidade. “Procurai e achareis” a onipotência do Criador.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

INQUIETAÇÃO MUNDIAL

Todos nós precisamos de trabalho, moradia, alimentação e bom preparo para a vida, e para isso devemos nos esforçar. A coisa é simples assim, mas em geral as coisas não acontecem dessa forma porque muitas pessoas criam complicações para que possam ocultar suas cobiças e egoísmo.

A Terra e a natureza eram respeitadas pela humanidade intuitiva como gratidão ao Criador Todo Poderoso e suas leis. O cérebro intelectivo e o raciocínio se desenvolveram, e com isso o homem achou que podia tudo e se tornou destruidor sem alcançar a compreensão do significado e finalidade da vida.

A humanidade se afastou da natureza que nos concede tudo e, querendo dominá-la, já destruiu muitas coisas. Urge colocar o saber sobre a natureza como prioridade em todos os níveis escolares, sua beleza, sua coerência, suas leis lógicas, antes que seja tarde demais. Estamos diante da mudança climática. Frio e calor se revezam. O calor super é explicado com a massa de ar quente. A questão é se, além disso, o sol está enviando mais calor para a Terra.

Os especialistas analisam a situação geral e enxergam problemas graves em todas as áreas. Falam em falta de bom senso dos líderes, em gastos sem disciplina, da displicente emissão de dinheiro e dívida, de caos ambiental, citam a aproximação de forte recessão econômica mundial. Aumentam os rumores de guerra. E quando muitos falam em guerra e caos, como falar em paz? Há bandeiras de todas as cores, mas a bandeira branca é neutra, representa a necessária paz entre os homens de boa vontade.

O lucro é muito importante para as atividades econômicas, mas se tornou meta investir o mínimo para obter o máximo de ganho, e isso tem sido aplicado a tudo porque o ganho se tornou a prioridade máxima da vida. Indivíduos, famílias, empresas e organizações, e o Estado, todos querem o poder e riqueza. E tudo está à venda.

Muitas pessoas possuem grande capacidade de raciocinar, mas o raciocínio é produto do cérebro perecível, incapaz de captar a força espiritual que dá vida ao corpo. Na trajetória do ser humano, cada um tem a liberdade de escolher a estrada. Muitos seguem pela estrada do abismo e caem na inquietação. Poucos se esforçam para achar a estrada certa que explica a Criação e eleva.

As pessoas em geral não se interessam em saber nada sobre o além, de onde vieram e dos efeitos de suas ações. Basta observar os pensamentos. Não faz muito tempo os pensamentos carregavam bondade, generosidade, consideração, produzindo bom humor e serenidade. Havia amizade e confiança. Atualmente, há um tsunami de pensamentos nefastos como ódio, cobiças, luxúria e inveja entre outros, e isso está influenciando os humores, contaminando as pessoas que tenham em si algo dessa espécie.

A educação e o bom preparo para a vida são essenciais. Pouco se reconhece que a busca da evolução é a finalidade da vida. Sem conhecer e respeitar as leis naturais da Criação o ser humano se torna nocivo e destrutivo. Quando se fala leis da Criação, significa as leis que regem o universo inteiro. A palavra universo engloba tudo o que existe. É a unidade que se revela na diversidade.

No século 21 estão surgindo simultaneamente todas as consequências das decisões inadequadas e interesseiras, e percebe-se que vai ficando difícil o retorno a uma situação menos desequilibrada. Inquieta, a humanidade indaga o que é isso, o que está se passando, poderia ser a aproximação da profecia do Apocalipse? Há vários livros que examinam essa questão chegando à conclusão de que estamos numa fase de transformações universais superior à nossa capacidade de compreensão. “O Livro do Juízo Final”, de Roselis von Sass, explica essa situação geral da humanidade e mostra um caminho.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

BOM SENSO INTUITIVO

Os governantes, em geral, são desmazelados com o dinheiro e as contas. Falta responsabilidade na gestão financeira pública. É bom lembrar que neste ano ocorrerão eleições em 5570 municípios, alguns deles com orçamento bilionário; é muita tentação para grupos inescrupulosos. A questão não deveria ser elevar a carga tributária, mas impedir escandalosas negociações que concentram o dinheiro em poucas mãos, que é um problema existente em grande parte das nações. A população precisa de saúde, educação, bom preparo para a vida, oportunidades de trabalho, salários adequados, mas é mais fácil aumentar os impostos e criar auxílios para a população despreparada e sem trabalho condigno.

A população, em sua grande maioria, não tem dinheiro, e o que consegue receber vai tudo embora no atendimento às necessidades essenciais ou supérfluas, refluindo para o centro de controle. Governos, instituições financeiras e Bancos Centrais poderiam dar um rumo adequado para a economia, o que resultaria em melhoras nas condições gerais de vida e no aprimoramento da espécie humana, mas as cobiças não deixam que isso aconteça. As elites mundiais se reúnem em amplos eventos, mas ficam longe do que poderia ser para alcançarmos a paz e a felicidade geral.

Como se explica o crescimento das nações asiáticas? Seria por causa do câmbio, da mão de obra de menor custo, da globalização? Que efeito isso tem provocado no ocidente? A indústria brasileira vem decaindo desde os anos 1980, evidenciando-se o achatamento da renda per capita que perdeu poder de compra. Qual a solução que poderia promover melhora na renda?

Cada nação emite o seu dinheiro, mas não há paridade entre as moedas, dando margem a jogadas. Muitas moedas não têm credibilidade nas transações internacionais por faltar-lhes estabilidade. Estaria em gestação a federação mundial dos Bancos Centrais para dar um jeito nisso?

Assim como a fragilidade das moedas, também as novas gerações estão sendo fragilizadas. Os jovens pouco leem. Que tipo de leitura está sendo oferecida na escola pública? O Ministério da Educação tem de selecionar livros que apresentem o enobrecimento do ser humano.

Em 1890 surgia o livro O Cortiço, de Aluísio Azevedo, citado em aula por alguns professores. Mas essa obra literária avança por um campo obscuro por abordar a miséria humana, e segue num rumo negativo, focalizando a animalização dos personagens e, consequentemente, a ação baseada na desnaturalização dos instintos naturais, tais como os sexuais e os de sobrevivência. Atualmente, não só a qualidade dos livros tem decaído, mas as comunicações em geral, porque mostram selvageria e embrutecimento do ser humano. É o nível progredindo para baixo, penetrando no cérebro dos jovens, arrastando tudo para a violência e imundície.

Os jovens estão perdendo a flexibilidade e a capacidade de raciocinar com lucidez em decorrência do embrutecimento e perda do bom senso intuitivo. As atividades que provocam mecanização do cérebro já mostram suas consequências. Pior do que exercer algum trabalho na infância de forma adequada é o roubo da infância a que as crianças estão sendo submetidas, sendo jogadas em atividades que pertencem à idade adulta, chegando a causar danos irreparáveis. Outra questão é a padronização e a mecanização cerebral em função das atividades ligadas à internet que vai moldando a atuação mecânica, restringindo a visão mais ampla sobre a vida.

Em meio à sua maior crise moral e social, a humanidade se defronta com fortes rumores de conflitos que apontam para uma provável e arrasadora Terceira Guerra Mundial. A humanidade tem de buscar uma mensagem de saber sobre a Criação e suas leis que promovam a recuperação do bom senso intuitivo e a convivência pacífica para sair dos caminhos errados por ela mesma criados.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br