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O DEVER DAS NAÇÕES

A economia mundial se transformou a partir dos anos 1980 devido ao ingresso da Ásia na industrialização com a integração de elevado contingente de mão de obra de menor custo, enquanto o Brasil patinava na crise da dívida externa. Através de câmbio favorável, a China passou a exportar de tudo com baixo custo e se transformou na grande fábrica mundial.

A superprodução na China não foi prevista nem por Marx. Algo inesperado que em poucos anos gerou o maior reboliço na indústria. Isso porque aquele país se aplicou intensamente em produzir de tudo, aproveitando a disponibilidade de mão de obra farta de baixo custo. Desenvolvidos, os canais comerciais entregam bens com preços menores. Os efeitos disso causaram impactos para as nações, especialmente no que se refere a empregos e salários, o que contribuiu para reduzir a renda e a qualidade de vida.

No Brasil, com o plano real, o dólar ficou barato e os importados com preços menores que os bens fabricados internamente. Os governos deixaram a economia seguir, aproveitando os preços menores para combater a inflação; mas com o descuido das contas públicas, a inflação retornou, mesmo com baixa nos empregos. Nas cidades, há mais violência e crimes.

Qual é o dever das nações? O que a globalização trouxe de bom para as nações em geral? O Brasil perdeu fábricas, atrasou o desenvolvimento tecnológico, descuidou da segurança pública, falhou na educação e preparo das novas gerações para a vida, estagnou na infraestrutura, aumentou a dívida. Dizer que o endividamento decorre do déficit da previdência pública é camuflar décadas de má gestão. Afinal, a quem pertence o Brasil e seus recursos naturais?

A economia mundial tomou rumos extravagantes. Os ativos financeiros se tornaram um campo de poderoso jogo que diariamente movimenta bilhões apartados da economia real onde se produz, gerando empregos, comércio e consumo. Some-se a isso a forma displicente como os governos tratam a administração pública e a finança. A qualidade de vida e o aprimoramento da população há tempos deixaram de ser a prioridade, prevalecendo a luta pelo poder interno e externo com guerras econômicas e armadas.

Na discussão da inflação, influi a criação de dinheiro e o aumento da procura. Tivemos ambos os fatores atuando em conjunto. Na inatividade gerada pela pandemia, governos criaram dinheiro para oferecer auxílio emergencial para a população. De repente os consumidores tiveram um extra nas mãos que foi direcionado para o consumo. No cenário conturbado, houve aumento da procura e seus efeitos ainda estão atuando. A tapioca derivada da mandioca custava no início da crise R$4,10 o quilo. Hoje custa R$7,99. Um processo difícil de ajustar.

As engrenagens que movimentam a engenharia econômica se referem à população e sua preocupação com o abastecimento, com o dinheiro que tem para gastar, e com a flutuação da inflação. Freadas no movimento derrubam empregos. Ao lado disso há a grande engrenagem das finanças: Bolsas, câmbio e juros, e criação de dinheiro, que provocam reações nas engrenagens. Quando a situação fica crítica os governantes são pressionados a segurar o castelo para que não caia por terra, seja criando mais dinheiro, ou cortando juros, ou desvalorizando a moeda. Quais são os riscos decorrentes desse cenário?

Falta no mundo a compreensão do significado da vida. Geração, nascimento, infância, vida adulta, velhice, afinal para quê? O rumo certo seria o de cada pessoa se tornar uma beneficiadora da Criação, mas acabou sendo uma perturbadora. A Terra foi dotada dos recursos necessários, mas a ganância produziu desequilíbrios.

Os jovens estão emburrecendo porque abandonaram a leitura, e não há estímulos para ler bons livros. Pessoas que leem e escrevem de forma adequada estão em falta. Pessoas com raciocínio lúcido se tornaram uma raridade. Quão distante a humanidade se encontra de onde deveria estar? Os problemas se acumulam por séculos.

A querida cidade de São Paulo, polo de recepção da Luz, completou 470 anos, atraindo pessoas de todas as regiões. Em meio a tantos problemas, o mais grave foi o relaxamento quanto ao bom preparo das novas gerações e compreensão da vida, para que pudessem estar à altura dos desafios, encontrando soluções para o progresso integral de seu povo.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

AS DECISÕES ECONÔMICAS FRENTE AOS RISCOS

Além das guerras, estão ocorrendo catástrofes em maior quantidade. No Japão, houve um terremoto causando mortes e desespero. O Brasil fez a passagem para o ano novo em relativa paz, mas falta união e sinceridade na busca de um mundo melhor e humano de fato. A humanidade enfrenta o desânimo das novas gerações que estão antecipando o seu desgaste e não nutrem propósitos de vida, colocando o futuro sob ameaça.

Ter esperanças positivas é importante, mas não suficiente. Cada ser humano tem de se movimentar agindo com o propósito efetivo de contribuir para a paz e o aprimoramento com saúde, sabedoria e alegria para que, efetivamente, construa de forma benéfica e espalhe belezas pelo planeta.

Mesmo com todas as exportações do agro, há déficit nas contas internas e externas. Quanto tempo leva para desequilibrar as contas, criando passivo impagável superior às reservas? Quando isso acontece a nação começa a entregar seu patrimônio perdendo a autonomia como já acontece em vários casos. É esse destino que querem para o Brasil?

Apesar da dívida elevada, da instabilidade cambial e dos juros, no passado o Brasil produzia nas pequenas fábricas e dava empregos. Atualmente as fábricas fecharam e tudo ficou dependendo de importações com preços menores, mas a renda estagnou e caiu. A nação continua aumentando gastos. O futuro é preocupante. Os cavaleiros políticos querem vencer mesmo que tenham que sacrificar o animal.

Submetidas às técnicas de manipulação e a uma enxurrada de mensagens enganosas para levar a acreditar em inverdades construídas tecnicamente, as pessoas, em especial as espiritualmente indolentes, estão sendo conduzidas ao emburrecimento geral, que faz desaparecer a clareza no pensar e o raciocínio lúcido, o qual deve ser formado a partir de lampejos intuitivos procedentes do eu interior, aquela percepção que surge de repente indicando um caminho, uma solução.

É lamentável a situação do mundo. Obstinados e teimosos, os homens não buscam o caminho da paz. Os EUA poderiam ter sido o grande modelo de liberdade e progresso para as nações, pois atraíram pessoas de alto potencial, mas ao final tudo se voltou para o materialismo. A sua população vive bem, mas a fantasia está acabando. Com o dólar nas mãos, as autoridades passaram a estender o poder de forma lucrativa em todas as direções. O desapontamento do povo poderá gerar muitas dificuldades internas e, do lado de fora, os concorrentes querem o poder; isso poderá acarretar um sofrimento inaudito para os seres humanos da Terra.

No que diz respeito à acumulação da riqueza monetária, a prioridade tem sido assegurar contínua ampliação da quantidade de dinheiro líquido, o que cria um embaraço entre o atendimento das reais necessidade da espécie humana e a ânsia de acumular dinheiro com pronta liquidez. Para isso foram desenvolvidas as engrenagens da acumulação que passaram a orientar tudo, porém gerando instabilidade e a centralização do dinheiro e seu poder de forma crescente, deixando o atendimento às necessidades fundamentais em segundo plano. Grandes investimentos são bancados pelo Estado que, uma vez em funcionamento, ensejam a privatização. Atualmente visando ampliar o seu espaço, a China se tornou a grande investidora pelo mundo.

A norma tem sido buscar ganho financeiro e poder a qualquer custo. Mas disso resultaram estragos de monta na espécie humana que se afastou do devido lugar que deveria ocupar, tendo também descuidado do autoaprimoramento e da natureza, que espelha o pulsar da vida no planeta. Tudo depende de dinheiro que está caro como meio para combater a perda de poder aquisitivo da moeda. Por isso serão produzidos menos bens. O que fazer para que a miséria não aumente mais ainda? Tudo teria sido tão melhor, mais belo, se as pessoas buscassem seriamente o significado da vida e do Amor do Criador, que por graça permite o desenvolvimento e transformação da semente espiritual em genuíno ser humano.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

USE A INTUIÇÃO

David J. Lieberman, psicoterapeuta considerado como autoridade renomada internacionalmente nas áreas de comportamento humano e relacionamentos interpessoais e autor de Como Decifrar Mentes, explica bem as atitudes daqueles que não querem o brilho da verdade e buscam obscurecer os fatos para que as pessoas não descubram quais são seus reais objetivos. Seja numa conversa casual ou numa negociação de alto risco, é fundamental saber identificar o nível de sinceridade das pessoas, perceber as emoções que elas escondem e saber ler nas entrelinhas. De longa data, a humanidade tem sido afastada da verdade para que viva de forma acomodada.

Na Roma Antiga, usavam o subterfúgio do pão e circo; os métodos atuais são mais sofisticados. Aquilo que Lieberman explica na escala pessoal, também se passa na escala ampla para manter a massa na indolência indiferente ao real significado da existência do ser humano. Na avaliação das situações é muito importante ouvir a própria intuição. “E conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará!” (João 8:32)

“Alguém que faz um relato mentiroso geralmente se concentra muito em detalhes irrelevantes para tentar passar profundidade. A conversa é temperada com minúcias para nos distrair da verdade, como se estivesse jogando areia na nossa cara”, explica Lieberman. “Apesar de as pessoas que dizem a verdade geralmente serem mais diretas, é preciso cautela nas avaliações.” Para Lieberman, quando houver muita coisa em jogo – negociações, interrogatórios, questões envolvendo abuso, roubo ou fraude – é possível aprender a poupar tempo, dinheiro, energia e sofrimento ao distinguir quem tem boas intenções de quem não tem. E quais são os profissionais que mais mentem em suas ocupações?” Este trecho é parte da matéria: “Como entrar na mente dos outros” publicada no jornal Valor Econômico em 05.01.2024.

O QUE ESPERAM OS LÍDERES MUNDIAIS?

Com conflitos e guerras, as condições gerais de vida estão piorando. Um novo rumor de guerra veio da América do Sul explorada há mais de 500 anos. Assim como hoje temos o presente inóspito, o futuro que se desenha poderá ser ainda pior. O confronto na área econômica mundial está latente. Cresce pelo mundo uma animosidade perigosa; acirra-se a luta pela sobrevivência.

As informações contraditórias vão minando a paciência das pessoas. Faltam ponderação e serenidade. Serenidade atrai serenidade. Na atualidade, ninguém está plenamente bem. Cada um está enfrentando sua própria batalha da vida e isso vai se expandindo pelo mundo.

Num cenário de elevada população, estamos enfrentando crise social e financeira, na produção e nos custos. A produção externa apresenta custo inferior ao praticado internamente, seja pelos componentes e mão de obra, ou mesmo devido aos subsídios, o que acarreta grande desequilíbrio, afetando empregos e renda, comércio e consumo. Ainda não foi encontrada uma fórmula que possa reequilibrar; alguns teóricos falam que a saída estaria na eclosão de nova guerra.

As novas gerações foram empurradas para a escuridão e desalento. Há um alarmante índice de suicídio de jovens. O que pensam as pessoas do comando geral sobre a situação na Ucrânia, Oriente Médio, Guiana e outras regiões? Como a humanidade pode admitir esse descalabro? Faria parte da falada correção populacional do planeta? Estadistas eficientes são afastados. Poder tem preço? Compra-se?

Depois da queda das torres gêmeas, o filme O mundo Depois de Nós mostra a cidade de Nova Iorque em chamas e a convulsão das massas diante do isolamento e falta de informações. Seria a previsão da decadência americana de dentro para fora, a queda do dólar? O viver esteve muito tempo no mundo da fantasia, mas agora se percebe que há séculos havia em tudo o propósito de manter as pessoas presas às futilidades e à manipulação.

Tomando o exemplo de Kevin, do filme Esqueceram de Mim, fazendo compras no mercado, e comparando os preços daquela época com agora, o economista Peter Schiff mostra a tendência continuada do dinheiro perder valor. Será que o dinheiro digital vai solucionar? As coisas mudaram. A queda no poder de compra levou os consumidores a buscarem preços menores. O endividamento é uma alternativa perigosa para empresas e pessoas que tiveram baixa nas receitas. A elevação da taxa de juros internacional pegou de surpresa. Empresas tentam resolver, algumas ficaram sem alternativas diante dos desequilíbrios mundiais aumentados.

O grande problema da humanidade é que a parcela que se julgou superior passou a desafiar a natureza e suas leis, estagnando seu avanço no conhecimento da Criação, prejudicando os mecanismos de sustentabilidade. Por outro lado, a população em geral, que deveria trilhar o caminho do aprimoramento, também estagnou e declinou. A humanidade está no limite.

O calor nas grandes cidades com população elevada está abrasador e vai causar danos ambientais e mentais. Com mais de oito bilhões de pessoas no mundo muito se fala em correção populacional. Espera-se que inovações tecnológicas contribuam na produção de alimentos, mas no caso de escassez, instabilidade dos habitats, conflitos e doenças, poderão surgir impactos substanciais afetando a população.

Jamais os jovens deveriam desistir da vida. Há hipóteses sobre as causas que levaram adolescentes à perda de ânimo e à atitude extrema, mas é preciso ouvir essas crianças, saber delas qual é o seu estado interior, o que pensam da vida, seu significado, sua finalidade, e buscar as soluções.

Desde cedo, fortes apelos empurram os jovens para a atividade sexual, agora para fumar maconha também. Fumar qualquer cigarro é um crime que o indivíduo comete contra si mesmo e contra os não fumantes. Desalentados, deixam que sua alma se fragilize. Os jovens precisam de atividades beneficiadoras. A nação precisa de cidadãos fortes, com coragem para superar os obstáculos, aprender e produzir continuamente. Nesse contexto, que futuro os líderes mundiais estão esperando para a humanidade?

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

ALENTO GERAL

É estarrecedor o nível a que a humanidade decaiu. Há uma geoeconomia tenebrosa na qual os líderes tiram proveitos sem favorecer o aprimoramento humano. Atualmente as novas gerações perderam a força de vontade. Há um desalento geral, falta de ânimo e de propósitos enobrecedores, mas a cobiça por riqueza e poder tem aumentado, o que pode arrastar o planeta para ruína total, inerente à desumanização progressiva. As pessoas nascem na “Escola da Vida” prioritariamente para evoluir, se humanizar, mas está faltando conscientização e motivação para essa prioridade fundamental.

Ocidente e Oriente miraram no crescimento do capital financeiro deixando de lado o capital humano, isto é, o desenvolvimento integral do ser humano, sua qualidade física, mental, espiritual. Agora, com a permanência da inflação, novamente, mais penalizada será a população em geral. É necessária a atuação de estadistas e empresários sábios que cooperem para que haja equilíbrio na economia interna e externa.

As finanças têm a sua importância, mas o capital humano não pode permanecer na displicência, pois as novas gerações não estão recebendo bom preparo para a vida comprometendo um futuro melhor. É preciso que os jovens estejam atentos e acordem, pois se ficarem acomodados serão dominados pela base que receberam na infância, passando a serem simples produtos de massa, e não verdadeiros seres humanos, com discernimento próprio. Para um bom desenvolvimento, as crianças precisam ser incentivadas para contar e escrever histórias.

Certa criança não compreendia as brigas e conflitos e disse: “Por que as pessoas fazem tantas maldades, será que ninguém explicou que a vida pode ser maravilhosa? Uma pessoa de coração não faz maldades. Elas não aprenderam que o coração deve ser o condutor?”

Muitas atividades estão se ressentindo. Com as grandes transformações na área econômica, os modelos anteriores perdem espaço diante das gigantes da internet. Custos crescem. Salários dos trabalhadores em geral se comprimem. Como superar as crises e manter as condições sociais da população?

Na periferia proliferam as moradias precárias. As cidades estão crescendo para cima, mas no chão o trânsito é caótico. Os da direita defendem o capital e seus detentores; os da esquerda defendem o poder na mão dos homens de Estado, mas a população é manipulada, distraída com muito circo e pouco pão para que não seja um incômodo. Tudo está ficando difícil, os responsáveis percebem isso, mas sem saber o que fazer vão enrolando, e alguns cuidam de encher o próprio bolso.

Com seu livre arbítrio o homem pode escolher a escada que sobe rumo à humanização, ou a que desce aos abismos do embrutecimento. Pode escolher desenvolvimento e elevação do espírito, ou agarrar-se ao mundo material na crença de que com a morte tudo se acaba. Pelo que se observa, a escolha foi para a descida, que também afundou a Terra que se distanciou do Céu. Mas a aspereza é brutal e as engrenagens estão emperrando em todos os setores da vida. As profecias apontavam para a conflagração geral, todos contra todos, mas ainda há uma certa disciplina; o dia da grande colheita está se aproximando.

A atmosfera de esperança no futuro está cedendo lugar para um clima de incertezas e receios gerais que enfraqueceram a demanda. O sistema induzia à ideia de que haveria continuada melhora geral; como isso não ocorreu, o comportamento dos consumidores se tornou contido. As coisas começaram a piorar com o surgimento do polo fabril asiático, com menor custo de mão de obra e que sofre menos impacto das crises financeiras e taxas de juros, que passou a produzir para exportar. As autoridades têm de buscar o equilíbrio na atividade econômica a fim de que haja produção, renda e consumo, e um bom alento sobre o futuro.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

SINTONIZAÇÃO DA HUMANIDADE

Ao longo da trajetória da humanidade muitas transformações foram ocorrendo, o que está intimamente ligado à sintonização dos seres humanos, isto é, o seu querer pode tanto atrair o bem geral, como inóspitas condições de vida. No passado distante vivíamos num sistema de subsistência em que a economia era natural com a produção voltada para os bens essenciais. O modo de vida era simples e o ponto alto eram as reuniões nas montanhas onde manifestávamos nossa gratidão aos seres da natureza, os enteais, servos auxiliadores do Criador.

Os seres humanos tinham toda liberdade para decidir o próprio rumo, mas com arrogância se afastaram da natureza e de sua proteção. Escolhendo caminhos errados, se esqueceram da finalidade espiritual da vida e chafurdaram nas ninharias do mundo material, que se acha em decomposição pela ação do Juízo Final, mas será resgatado e renovado pelo Filho do Homem prometido por Jesus, e tudo terá de se tornar novo para poder subsistir.

O sofrimento infligido ao povo judeu fez despertar o reconhecimento do Deus Único, o Criador de todos os mundos. Veio Moisés para libertar e conduzir seu povo para uma região onde viveriam em respeito às leis de Deus. Moisés ficou decepcionado com a rebeldia daqueles que não tiveram paciência e forjaram o bezerro de ouro.

Sorrateiramente as trevas atacavam para impedir o progresso espiritual. A decadência foi tão descomunal que rompeu a conexão dos seres humanos com a fonte da Luz; se Jesus, não reconhecido pela humanidade indolente e influenciada pelas trevas, não tivesse restabelecido a conexão com a Luz, já teria se autodestruído, antes da vinda do Filho do Homem, também de origem divina, para completar os esclarecimentos sobre a Criação e suas leis e a concluir o Juízo Final.

A terra despontou como fator de poder, sendo que os nobres eram detentores da terra, e os vassalos trabalhavam nela. Os seres humanos foram se distanciando da natureza e da compreensão da vida e seu significado. Os trabalhadores da terra se tornaram servos. Com o passar do tempo foi surgindo a classe dos comerciantes e dos emprestadores de dinheiro a juros. Os antagonismos não tardaram a surgir entre camponeses, nobres, comerciantes e emprestadores de dinheiro.

O comércio florescia, dando início à produção artesanal de bens, o que se transformou em fábricas que necessitavam de capital e impunham condições desumanas aos trabalhadores. Juros e impostos absorviam grande parte do resultado do trabalho. Ao longo do tempo surgiram interesses econômicos, ideologias e guerras. Surgia a civilização do dinheiro, o materialismo como a sintonização básica da humanidade, tudo precificado. Aos poucos a busca pelo desenvolvimento espiritual foi sendo eliminada da Terra e, consequentemente, a boa vontade e a paz entre as pessoas.

No século 21, a humanidade enfrenta as consequências dos abusos cometidos na emissão de papel-moeda e sua utilização de forma desordenada e estúpida. Antigas profecias anunciavam que o futuro traria a fome. O sol, com energia reforçada, chama a atenção para que os homens pensem seriamente na vida e sua finalidade, e não se entreguem cegamente ao poder do dinheiro, mas construam e beneficiem o planeta diante das penúrias atraídas.

É uma situação que se arrasta desde o final da segunda guerra. Faltaram líderes sábios para anteverem o futuro e impedirem que se chegasse a esse beco de sangue em que a população de um não-Estado tem de arcar com as consequências das atitudes de um grupo armado informal, sem status jurídico. Faz tempo que a humanidade se afastou da sabedoria e com sua sintonização errada surgiu a escravidão, a decadência, e o aperfeiçoamento da energia nuclear para destruir.

As guerras são sempre danosas e revelam a falta de maturidade da espécie humana que veio para a Terra a fim de alcançar fortalecimento e desenvolvimento do espírito, mas caiu no abismo dos desejos egocêntricos e na imoralidade. Aumenta o sofrimento na Terra. Faltam sabedoria e alegria. Precisamos de Paz na Terra e evolução espiritual.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

AS LEIS DO AQUÉM E DO ALÉM

A humanidade se afastou da natureza e suas leis. Esqueceu a ancestralidade e o significado da vida. Esqueceu de sua essência espiritual. Inventou um dinheiro instável e flutuante, o qual se tornou o fundamento de todas as atividades. Em meio a todas as barbaridades praticadas contra a natureza, parece estar chegando um novo ciclo de atividade solar aumentada, o que está alterando o clima do nosso planeta.

As pessoas viviam para aproveitar a vida com lazer e prazeres. Isso está no fim. Não utilizaram o tempo para compreender o funcionamento das leis da Criação e evoluir, e agora não entendem os acontecimentos que estão espalhando inquietação. As crianças estão expostas a muitos exemplos errados e prejudiciais. A criança que aprende com os pais sobre o funcionamento das leis da Criação terá a grande chance de se esforçar para ser um verdadeiro ser humano.

O planeta está sujeito a um forte abalo. Os seres humanos nasceram na Terra, mas não se prepararam para a vida de forma natural. Inventaram o dinheiro, mas não criaram os mecanismos necessários para evitar a deterioração da moeda. Agora colhemos as consequências. Apesar de a programação das TVs apelar sistematicamente para a atividade sexual, na vida difícil, homens e mulheres estão evitando gerar filhos, acarretando o envelhecimento da população.

Os políticos sonham com poder permanente e sempre que podem caminham nessa direção. No ocidente, com a proeminência do dólar americano, o poder econômico tem mantido o controle do poder. Com o capitalismo chinês, o Estado controla o poder econômico e tudo o mais. Nisso surge o grande embate que se trava no ocidente: para onde vai o Brasil e as nações latino-americanas?

O essencial é como fazer tudo melhorar: saúde, segurança pública, educação e preparo para a vida. Esse deveria ser um objetivo da humanidade, das nações, das elites dominantes. Mas o que tem prevalecido são as cobiças e as tiranias disfarçadas que agora mostram as suas reais intenções. China e EUA estariam se preparando para entrar em acordo? Novo tratado de Tordesilhas Washington – Pequim? Estariam dividindo o mundo: recursos naturais, tecnologia, mercados consumidores, influência e domínio sobre os povos, ou se preparando para a guerra?

Os homens preparam o terreno para implantar seus planos de poder e dominação. As leis da Criação trazem as consequências do falhar da humanidade. As incoerências são inacreditáveis. Por exemplo, produzem alimento para vender, mas se o preço cai, destroem as plantações para não baixar o preço. Se estão em guerra, impedem que o inimigo receba comida. Na história da economia mundial, os que produzem riqueza com o trabalho em geral ficam com pequena parcela, consomem pouco, alimentação simples, vestimentas comuns; temerosos, buscam poupar; o grosso fica concentrado nas mãos de poucos, que em geral optam por importar especiarias para consumir.

A humanidade está atingindo o ponto de viragem de tudo que atraiu e terá de arcar com as consequências. Antropoceno é definido como a época atual com os visíveis sinais de estresse causados pelo homem dominador no planeta, na natureza.

A sociedade perdeu o saber das leis da Criação. Gerar filhos é dar oportunidade a um espírito encarnar para sanar erros e evoluir, algo nobre, mas não é a finalidade principal do homem ou da mulher, pois cada um também nasceu para evoluir espiritualmente. Os idosos têm de aproveitar o tempo para estudar as leis espirituais da Criação e se tornarem úteis e beneficiadores.

Aquém e além são faces da mesma moeda. Abdruschin (1875-1941), autor da Mensagem do Graal, relata as consequências maléficas das teorias engendradas pelos homens e suas ações no campo material e espiritual. As leis percebidas no mundo material são as mesmas que atuam no mundo espiritual. Uma delas, a da atração da igual espécie que tem ampla atuação através da qualidade dos sentimentos, pensamentos e ações dos homens. Ou seja, se não houver pensamentos voltados para a pureza das intenções, a imoralidade promove o continuado aumento dela e destruição.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

ALGO VAI ACONTECER?

Os seres humanos receberam a Terra para um tempo de aprendizado, para fortalecer o espírito. Reconheciam a natureza como doadora e os entes da natureza, servos do Criador. Predaram a natureza, fonte da riqueza, criaram o dinheiro de papel e dominaram o planeta achando que estavam no comando, mas a natureza e seus entes agora mostrarão a sua força.

A situação mundial é grave, pois estamos diante de uma fase de transformações aceleradas e é triste ver o despreparo de grande parte da população induzida a um viver puramente instintivo: comer, beber, se divertir, afastado da verdadeira essência humana. Falta o preparo para um viver compatível com a espécie humana, situação que vem se agravando, uma vez que as pessoas estão se afastando da realidade da vida. “Os maus, sem dúvida, compreenderam algo que os bons ignoram”, segundo o cineasta Woody Allen. Mas isso não os livrará da colheita de tudo que semearem.

Ao antigo sistema de trocas foi introduzido o dinheiro intermediando, dando impulso ao comércio e produção visando ganhos. Moedas metálicas e papel moeda. Se o metal limitava a produção de moedas, o papel moeda é maleável em sua fácil impressão. Aqui o diabo fez a festa ao se produzir dinheiro do nada, um maravilhoso privilégio. Mas, por conta disso, surgiram vários inconvenientes, a começar pela inflação que é a perda do valor de compra, e a ampliação na desigualdade de participação no bolo, dando margem ao surgimento da pobreza absoluta e ao desequilíbrio monetário. O instrumento empregado para corrigir é a taxa de juros, que inibe o aumento da inflação, mas também causa desequilíbrios. Vamos tentando até encontrar melhor solução.

Quando se abate uma desgraça, geralmente rola o dinheiro público. Um maná de riqueza que vai para mãos duvidosas. O que farão? Atenderão às necessidades prementes da população, ou darão um jeito? Demonstrativos, comprovantes, podem ser obtidos. Quando há dinheiro extra tudo se facilita, gerando o desapontamento com gestões maldosas e oportunistas.

Irresponsavelmente os seres humanos querem levar vantagens causando prejuízos a outros. Um acúmulo de erros que ocorre não só no Brasil, ou seja, a secular displicência com as contas públicas, falta de seriedade, gastos inúteis não prioritários, desperdícios e desvios. Chegou no ponto crítico, já que a dívida se sobrepõe e não cede. Esse é o ponto a ser tratado objetivamente. Muita teoria nada resolve. O mundo está cheio de defeitos criados pelos homens. Por quê? Porque não percebem como a nossa passagem é efêmera, e como as condições do corpo e da mente se alteram com o passar do tempo; mesmo assim raramente buscam se inteirar do real significado da vida e das leis que a regem.

O futuro sempre deveria ter sido de progresso pacífico e evolução. A paz entre os homens depende da boa vontade, aquela que quer viver respeitando a lei máxima de não causar danos a outros seres humanos para satisfazer as próprias cobiças. Somos todos peregrinos em busca da Luz, algo esquecido pelos milênios de vaidades.

Uma das consequências desse modo de agir e pensar é o conflito entre Ucrânia e Rússia que se alonga mais do que se podia esperar. Além disso, há várias questões pendentes: o dinheiro, o trabalho, a educação, o sistema eleitoral. Na confusão existente parece que há uma perda de controle. Tudo no mundo ocorre de forma imprevista. O que será que vai acontecer no sistema eleitoral? E com o dinheiro, a renda, o trabalho?

O Brasil está recebendo uma enxurrada de dólares, seja pela taxa de juros, ou pela especulação com ativos que ficaram abaixo do valor, mas será terrível se resolverem ir embora todos ao mesmo tempo. Há muito burburinho sobre o dólar americano, a moeda reserva. O que vai acontecer com ele? Será confrontado por alguma moeda nova? Será substituído pela implantação da moeda mundial? Resistirá e permanecerá como a moeda que faz girar a economia mundial desde o pós-guerra?

Vale lembrar que o dólar de prata foi instituído pelo governo americano em 1792. Depois veio o FED, em 1913. No pós-guerra, a libra foi substituída pelo dólar Breton Woods, que permaneceu dominante pelo mundo mesmo após a ruptura de 1971. O dólar americano poderia ser uma moeda permanente, mas abusos do governo ocorreram pelo relaxamento com o crescimento da dívida e formação de bolhas especulativas que fizeram tremer os alicerces. Falam em nova moeda, mas com isso os Estados Unidos passariam a ser uma nação dependente como as demais? Quem controlaria a moeda a ser criada? Que condições imporiam à humanidade? Seja como for, o que todos necessitamos é de uma visão de melhor futuro compartilhada por todos os povos.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

O DINHEIRO E OS BOMBEIROS

Tudo caminhava, embora aos trancos e barrancos. A pandemia deu uma travada. Dois anos depois começaram a aparecer os buracos que foram se desenvolvendo no setor imobiliário, nas bolsas, no comércio. A pandemia acarretou um choque de realismo eliminando superficialidades. Com isso, muitas famílias aproveitaram para planejar melhor os gastos. A economia ainda vive uma fase de ilusões que se opõe à necessidade de poupar, de fazer uma reserva. Restou um certo desânimo na população e nos empresários que tiveram redução de vendas e lucros.

Como atravessar os abismos abertos? Os governantes do Brasil têm imposto o imediatismo em tudo e o país não evoluiu como poderia, nem as famílias, e o PIB ficou inconsistente. Necessitamos de um PIB satisfatório para o atendimento das necessidades e para favorecer o progresso. Teria o abismo econômico ficado maior do que o esperado?

O dólar tinha boas condições de ser a moeda mundial, mas a interferência das ações especulativas minaram a sua imagem, gerando descontentamentos gerais, surgindo a percepção de se tratar de um privilégio exorbitante, um enorme poder que exige responsabilidade e bom senso para evitar ações unilaterais de confisco e descrédito. As divergências devem ser aparadas para que o conflito econômico-financeiro não avance para outras esferas. No entanto, diante das moedas existentes, o dólar está situado como a mais adequada para as finanças internacionais.

O dinheiro se tornou o componente básico da economia e da vida. Os bens em geral, para se transformarem em dinheiro, requerem uma fase de preparação e da reunião de componentes e montagem para estarem disponíveis. O dinheiro tem produção instantânea com influência imediata sobre a economia, por isso mesmo exige bom senso e responsabilidade para assegurar o equilíbrio e o bom funcionamento econômico. A displicência e demagogia com o dinheiro tem acarretado muitos problemas para a humanidade e miséria também. Os homens querem o privilégio de ter o controle do dinheiro para poderem controlar tudo.

O capitalismo de estado introduziu um forte dirigismo da produção de bens. O capitalismo financeiro democrático está fortalecendo os Bancos Centrais que aumentam sua influência no mercado financeiro através de sua capacitação de criar dinheiro, mas devem ser cautelosos para não se enredarem com o aumento dos riscos. O capitalismo de estado conseguirá atuar no dirigismo monetário? O que poderá surgir desse confronto? Os BCs são como os bombeiros que apagam os incêndios e devem ser cautelosos com o uso de combustível. Quem poderia imaginar que o dinheiro se tornaria essa coisa com volatilidade diária?

Os reis não precisam seduzir os eleitores para assumir o posto. Será que precisam convencer alguém que estão aptos? Atualmente, as eleições se tornaram circo, vence quem consegue fisgar os eleitores usando de todos os meios que o dinheiro possibilitar, apelando para o lado emocional para arrebatar sentimentos, mantendo a distração com mentiras e invencionices.

O reinado vem do berço, qual o fundamento? Monarquia ou república, qual a diferença? Em qual delas a população evolui continuamente vivendo em paz e felicidade? Cada povo tem o governo que merece. Estaria ocorrendo uma transformação mundial que eliminaria a soberania interfronteiras acabando com os sistemas eleitorais?

Os indivíduos têm de se tornarem verdadeiros seres humanos, não se restringindo ao básico: comida, bebida, prazeres e procriação. Poder e dinheiro formam a base onde se apoia a sociedade, e para distrair a atenção tudo é intermeado por relações sexuais. O sexo é o enigma, a motivação, que mantém muitos seres humanos obcecados, como se fosse a única finalidade da vida. O animal cumpre o seu papel, mas o homem, em vez de evoluir está regredindo.

O estudo da economia tem de levar em conta a história econômica, o que aconteceu e por quê. O mesmo vale para o tempo presente, o que está acontecendo nas questões essenciais, como produção, comércio, mão de obra, consumo, dinheiro e sua criação, juros e câmbio, bolsas, especulações, e o equilíbrio entre as nações. Não bastam os modelos matemáticos, é preciso entender por que há tanta miséria pelo mundo, fome, inflação. E então, usar a intuição e o cérebro para projetar um futuro melhor e evolução para a humanidade hospedada no planeta.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

A IMPORTÂNCIA DE RECUPERAR A INTUIÇÃO

Muito se fala no lampejo intuitivo, aquela percepção que surge de repente indicando um caminho, uma solução. Em psicologia, intuição é um processo involuntário e inconsciente que em dado momento apresenta uma solução para resolver alguma questão complicada, algo que ainda se constitui num enigma para a ciência. Apesar de existirem muitas teorias sobre o assunto, a ciência ainda tateia na busca da compreensão, isso faz com que muitos acreditem que a intuição é um processo especial que procede do “coração”, isto é, da alma.

Muitos seres humanos descarados não se envergonham em mentir e enganar as pessoas para benefício próprio, contrariando sua intuição admoestadora que quer advertir sobre a ação errada. Estamos diante de um momento mundial muito delicado, mas persistem os desentendimentos e conflitos entre os seres humanos. Será que não são capazes de resolver os problemas sem produzir caos e sofrimentos?

A intuição é a voz interior que mostra algo que está além da capacidade cerebral, mas que precisa da ajuda do cérebro para ser posta em prática. Trata-se, na verdade, de algo captado pela alma, pelo espírito que vivifica o corpo do ser humano. Essa é a característica fundamental que nos torna humanos de fato. Se essa capacitação for cerceada ou interrompida, o indivíduo deixa de ter o humano em si, passando a agir como um cérebro sem a condução da alma.

A espécie animal é composta por criaturas que cumprem o instinto: alimentação, sono, procriação na época em que a natureza provoca isso para o movimento de renovação, num convívio equilibrado. A espécie humana é espírito dotado de intuição e livre resolução, que deveria atender a todas as necessidades materiais e ir além para desenvolver-se, ampliar o raciocínio lúcido. Mas sufocou o espírito e a saudade do céu, do que é belo, e assim foi criando uma forma de viver inferior, afastada daquilo que deveria ser, agindo em nível que se situa abaixo do animal instintivo por natureza.

A inteligência artificial (IA) e demais tecnologias deveriam auxiliar o desenvolvimento da humanidade, mas elas não têm a intuição espiritual. Como tudo o mais, a IA entra no rolo compressor da ausência de objetivos enobrecedores da espécie humana, uma necessidade e finalidade tão evidente, mas jogada no rio do esquecimento como se fosse normal ter homens indolentes, inativos, crianças sem ter o que comer, sem receber bom preparo, moradias precárias, entre tantos outros fatores. São acontecimentos que não deveriam existir. Será que esse novo equipamento inteligente trará a solução, ou será incorporado ao modus operandi egoístico do ser humano dominado pelas cobiças?

Sem intuição, a voz interior que mostra algo que está além da capacidade cerebral, o ser humano perde o contato com as leis da natureza que regem a vida, e constrói a civilização do dinheiro e concreto. No mundo globalizado, governos locais se deixam envolver por interesses particulares e perdem força, e deixam de zelar pelo patrimônio natural que sustenta a vida, degradando o planeta, o habitat concedido para a evolução da humanidade.

Os seres humanos receberam a permissão de viver na Terra para se desenvolverem. Tudo estava pronto, mas com sua cobiça e prepotência a humanidade se tornou uma ameaça para o planeta e hoje está à deriva. As novas gerações estão sem rumo, sem força de vontade, dando cabeçadas sem saber o que fazer da vida.

A falta de leitura como fonte de aprendizado e reflexão intuitiva compromete e futuro. Os jovens têm de receber atenções gerais, pois são o futuro. Para não cair nas drogas, a base familiar é fundamental. É preciso ter força de vontade e propósitos enobrecedores, e uma noção mínima sobre a vida e seu significado. E ainda ter os conhecimentos básicos essenciais para raciocinar com lucidez. Num mundo em mutação acelerada, é fundamental estar apto a aprender sempre e se adaptar. É preciso impedir que as novas gerações se mecanizem, perdendo a essência humana, pois não somos máquinas. Liberdade, responsabilidade e individualidade, são fatores essenciais para evoluir.

Estaria a humanidade sendo conduzida para o beco sem saída, por não estar vigiando nem orando, nem percebendo que está sendo empurrada para a negação do humano em si? As engrenagens dos destinos estão em movimento. Os seres humanos continuam lançando sementes com suas decisões boas ou más. Importa o real querer e a intuição. O que surgirá disso tudo? Os homens imaginam que estão no comando, no entanto isso é uma ilusão e em breve perceberão o seu engano porque permanecem alheios a tudo que está acontecendo, e se acham diante da grande colheita desencadeada pelo Filho do Homem prometido por Jesus, que trará o auxílio para aqueles que Procuram a Verdade com esforço incansável e sinceridade.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br