Posts

COMO AGIR NO SÉCULO 21?

No início do século 20, o Brasil já estava no regime republicano, com eleições para escolha do presidente e demais integrantes da gestão da nação. No geral, tivemos um período marcado por grandes guerras, lutas sociais e culturais, e uma grande mudança na percepção dos seres humanos sobre o significado da vida. O Brasil passou a contrair mais dívidas externas, e na medida em que ia pagando, mais dívidas foram surgindo. A população era calma. A economia era frágil, voltada para a agricultura de exportação, as pessoas e as famílias viviam influenciadas pela igreja, pelo rádio e, em menor escala, pelos jornais e revistas.

Terminada a primeira grande guerra mundial, a Europa tentava desenvolver um período de reconstrução, enquanto a Alemanha se arrastava diante da dívida de guerra. Nos Estados Unidos estavam se formando as condições para a grande crise de 1929 que abalou a insípida economia global. No Brasil e América do Sul, a situação também se arrastava.

E veio a segunda grande guerra mundial. Miséria para todos os lados. Alemanha e Japão vencidos. Inglaterra e Europa arrasadas. E surgia o dólar trazendo novas esperanças e ilusões. Na América Latina, o clima era de quintal dos outros, como até hoje. Argentina fornecia carne; Brasil, café e açúcar. No restante, minérios especiais como prata e cobre. Os poderosos querem as riquezas e mais poder. América Latina e África ainda são quintal dos outros com a colaboração de políticos e suas negociatas.

Com o fim da segunda grande guerra, novas esperanças acendiam nos corações aflitos. As pessoas eram sentimentais, criavam fantasias mentais, mas ainda havia um pequeno vestígio de intuição, ou seja, a voz do espírito, que dava um pouco de leveza. Isso foi até aos anos 1970. Poderia ter havido uma guinada qualitativa da humanidade voltada para a espiritualidade, pois tudo apelava para isso.

Eis que surgiu a televisão com sua força avassaladora sobre as mentes de adultos e crianças, e dependia de todos a direção que seria dada. Em vez de um incentivo ao aprimoramento mental e espiritual, venceu a manipulação. As pessoas queriam lazer, diversão, vida mansa. E tudo isso veio no pacote que incluía desinformação e consumismo. A venda de tudo foi crescendo, até dos cigarros, nocivos para a saúde. As novas gerações iam emburrecendo, o marketing político definia os candidatos vencedores.

No século 21, a humanidade se apresenta apática, sem força de vontade, desanimada, agindo como robô. Mas novas guerras estão se inserindo no cenário, roubando a paz, trazendo inquietação e sofrimentos. A queda moral e espiritual prossegue fazendo da vida na Terra um processo insustentável.

Quem se habilita a reconhecer os estragos promovidos pela própria humanidade? Falta coragem e humildade para que haja o reconhecimento dos erros e a escolha do caminho adequado à espécie humana. Sem esse reconhecimento, não pode haver transformação verdadeira. Reconhecer o erro, assumir responsabilidade e buscar o caminho certo sob a luz da verdade é algo que ultrapassa fronteiras, religiões e posições de poder. As tragédias e sofrimentos são o derradeiro chamado à consciência que qualquer ser humano pode compreender, se estiver disposto a olhar para dentro de si, e então optar conscientemente pelo rumo certo que eleva a própria espécie.

O século 21 está se caracterizando por um intenso avanço tecnológico, inversamente ao declínio moral e espiritual. A inquietação e a ansiedade são o denominador comum, e isso vai deixando os indivíduos estressados, incapazes para realizar reflexões intuitivas nos momentos de folga. Os seres humanos estão sendo arrastados pelo relógio acelerado do tempo, deveriam resistir e fazer pequenas pausas, sempre que puderem, para avaliarem a forma áspera como estão vivendo e perceberem que têm de buscar uma sadia mudança de rumo.

 

E SURGIU O ESTADO-NAÇÃO

Olhar a história é fundamental, pois ela contém muitas situações críticas que formaram a situação atual. Como dizem os cientistas atômicos: o relógio do juízo final está próximo das 12 horas. A humanidade se apegou ao dinheiro, gerando a concentração da riqueza. A desigualdade na participação da riqueza produzida e a polarização são o resultado. Cerca de 1,8 bilhão de jovens olham assustados para o futuro. A humanidade precisa de renovação e da busca pelo saber da finalidade da vida para se colocar no lugar que lhe cabe.

No passado, havia subordinação à igreja e ao rei. E surgiu o Estado-nação capacitado para criar dinheiro, mas os governos se tornaram entreguistas, gastadores vorazes, endividaram as nações, sempre sequiosos para elevar a carga tributária. Os governos gastam muito e vão criando dinheiro e dívidas. Os especuladores jogam e põem as finanças em risco. Para segurar o caos, os governos emitem mais e aumentam a dívida. Onde isso vai levar? O Estado-nação, em sua soberania, se tornou um ente pesado, difícil de governar, perturbando a economia. Supõem-se que ajustes estão sendo gerados. O que virá agora?

Há milênios os tiranos cobiçam riqueza e poder. No topo, os mandantes; abaixo, as massas dormentes sem direitos, só obediência às regras e vida rasteira. É a fatalidade da vida cômoda sem reflexões sobre o sentido da vida. É a sina das massas indolentes, a subordinação cega.

O novo Papa tem uma questão difícil para resolver sobre os déficits financeiros do Vaticano. Para sustentar os gastos é preciso que haja receitas. De onde vem e para onde vai o dinheiro? A crença numa vida única muitas vezes reforça comportamentos imediatistas, centrados no materialismo, no dinheiro e na satisfação pessoal. Sem uma perspectiva mais ampla, os princípios mais elevados, como responsabilidade, aprendizado contínuo e conexão espiritual, permanecerão abandonados, criando passivo espiritual ao lado do financeiro. Enquanto o ser humano continuar sendo direcionado para a crença de uma vida única, tudo permanecerá difícil, atendendo aos interesses egoísticos, o que dificulta o reconhecimento da realidade espiritual.

Os seres humanos têm uma existência limitada há alguns anos, isso deveria despertar o anseio pela busca do “Procurai e Achareis”; isso é fundamental para que não se percam no emaranhado das cobiças e vaidades. Como agirá o sucessor do Papa Francisco? O que fará com os tabus? Como agirá com as novas gerações? Esperemos que busque a renovação de teorias sem base nas leis universais da Criação, isto é, sem naturalidade. A finalidade da vida deve ser a elevação espiritual sem causar danos a outros devido às cobiças.

A questão fundamental é que o futuro da humanidade depende da direção que as novas gerações vão dar à própria vida, e do jeito como está indo não é nada animador. Atualmente, os jovens não aceitam mais a crença sem análise, algo que ficou complicado tanto na religião como na vida mundana. O ser humano sente que precisa da lógica e coerência, mas o saber ficou restrito a ponto de não saber mais o que é masculino e feminino, tendo perdido o saber da real finalidade da vida. Não há o que estranhar se os jovens se sentem perdidos e sem rumo.

A humanidade afundava na escuridão. Jesus, o Amor de Deus, veio para religá-la com a Luz da Verdade. O anticristo, através de seus asseclas, tem detonado tudo. Jesus prometeu para a época das atribulações a vinda do Filho do Homem, trazendo aumentada força da Luz. Oitenta anos depois da grande guerra mundial, a humanidade se acha mais próxima do abismo, sente as dores, mas sem se esforçar na procura pela Luz, nada encontrará. Para que haja paz entre os homens de boa vontade é fundamental o reconhecimento da realidade espiritual da vida e, para isso, o ser humano precisa sair do marasmo mental e espiritual.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

BRASÍLIA NA VISÃO DE DOM BOSCO

Ao se aproximar das terras do Brasil disse Cabral: esta é a Terra de Vera Cruz. No século XIX, Dom Bosco teve um sonho em que um anjo lhe mostrava uma região entre os paralelos 15° e 20º que se tornaria uma grande civilização rica e próspera. A capital do Brasil foi fundada exatamente nessa área geográfica. “O Brasil é um país escolhido para ser um centro de espiritualidade, uma ancoragem da Luz da Verdade, cujas irradiações encerram auxílio e salvação.” (Roselis von Sass, Revelações Inéditas da História do Brasil).

Na América do Sul, os europeus apareceram a partir do ano 1500, em busca de ouro. Assim foi sendo explorado tudo e todos. Aqueles que foram libertados do trabalho escravo não encontraram oportunidades de subsistência digna. O país do futuro não deu certo. Ganância externa e interna travaram a nação e seu povo. Todo potencial foi brecado. A precariedade tomou conta e a população, em sua vida difícil, permanece sendo enganada e iludida, sem bom preparo para a vida. Quando o Brasil vai sair desse marasmo?

No passado, falava-se sobre os princípios universais, mas com a financeirização da vida e do poder, passaram a valer os interesses financeiros. A produção fabril perdeu espaço, mas a China, com preços menores, se tornou forte na economia real e finanças, inviabilizando a competição ocidental.

A questão do dinheiro e seu lastro não está clara. O dinheiro se amplia através de ganhos e valorizações dos bens, então como fica o lastro? Quem deve ser o responsável pela criação e controle? Há muitas manobras oportunistas e especulativas. EUA cria dólares e tira proveitos. As demais nações se tornaram dependentes. A China, com custos baixos, acumulou reserva financeira e atua de forma global. A humanidade ainda não encontrou a forma sadia de criar dinheiro,

No passado, havia o sacerdote rei que agia com justiça seguindo as leis universais da Criação. A decadência espiritual foi introduzindo tirania, despotismo, cobiças de poder e riqueza que envolve várias esferas do poder. Vieram as monarquias, o Estado-nação, o capitalismo de mercado e o capitalismo de Estado. A democracia republicana estagnou e retrocedeu em vez de evoluir para formas justas e equilibradas de governar o destino da humanidade. Diante disso, a Terra se encontra caótica com o avanço de tumultos e do direito da força, contrária à vida e sua finalidade.
A situação é grave. A classe média já era porque a renda do trabalho fica estagnada e vai baixando, perdendo poder aquisitivo. Tudo arrasta para a acomodação. Tudo vai nivelando por baixo. As pessoas estão sem energia, se queixando da vida que levam, do emprego que têm e tudo o mais. Estamos na grande colheita, hora de se movimentar, sair da estagnação e agradecer por tudo.

Há séculos a humanidade vem perdendo o rumo, espalhando com suas ações muitos estopins com fogo pela Terra. Não se sabe onde e quando vão detonar. Descontentes com os conflitos, muitos seres humanos de cérebro grande esqueceram a alma, são ateus. As novas gerações, desanimadas, não sabem para que nasceram. E tudo isso surgiu dos conceitos errados sobre a vida e sua finalidade. As pessoas têm que se libertar dessa condição.

Os seres humanos se afastam da alma, e perdendo a essência espiritual, vão se transformando numa coisa que não cumpre a finalidade de sua existência, mas com seu querer e suas ações vão produzindo o caos que tende ao limite extremo. Infelizmente a situação é essa. Teorias e ideologias camuflam as reais intenções alimentadas pelas cobiças de poder e dinheiro, impondo seus objetivos. As autoridades conhecem bem as consequências da dívida pública, mas por que não se movem para mantê-la sob controle?

Estar vivo é a grande oportunidade de superação, mas exige coragem e perseverança. Se a pessoa tem um emprego que não é bom deve agradecer, pois é o que está colhendo. Tem de se aplicar e reconhecer. Nesse esforço, com certeza lançará boas sementes que se tornarão colheita. Assim deve ser com todos. Pais, filhos avós. A humanidade caiu na indolência e estagnação, tudo empurra para a moleza, mas tem de ser forte, se esforçar, evoluir visando a melhora das condições gerais de vida. É preciso buscar a Luz da Verdade para não cair no abismo da autodestruição.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

GUERRAS DE ÚLTIMA GERAÇÃO

Lembre-se, pensamento é ação. Se você desenvolve pensamentos voltados para o bem, isso irá contribuir para o bem geral. Por isso, não deixe que pensamentos maldosos se aproximem do foco dos pensamentos.

O bom senso sempre está presente em pessoas que têm um mínimo de intuição; é ela que adverte quando a pessoa atravessa a linha protetora das leis naturais universais da Criação. Justamente por isso, muitos homens que querem alcançar seus interesses egocêntricos fogem delas, mas é um engano, nada escapa, a colheita sempre vem.

Em vez de ter como meta o aprimoramento da própria espécie, os homens se tornaram egocêntricos e criaram o maior desequilíbrio geral no planeta, na economia e finanças, na educação e cultura. A falência é moral. A destruição da paz é a consequência.

A humanidade desdenha da atuação da lei universal da reciprocidade. Quem semeia colhe, e isso faz com que todos nós sempre estaremos sujeitos a acontecimentos imprevistos que executam a desdenhada justiça superior. Em meio às crescentes turbulências, aguardemos confiantes a Justiça Divina.

Antes, as guerras eram travadas longe do conhecimento de grande parte das populações. Hoje chegam imagens de combates ao vivo. Isso pesa sobre a psique das pessoas, causando abalos fortes. No planeta com mais de oito bilhões de almas encarnadas, com o poder distribuído entre as nações, porém subordinado aos interesses econômicos globais, é difícil saber qual é o objetivo. Embora muitas coisas possam ser previstas, a realidade não é como um jogo de tabuleiro ou eletrônico onde as jogadas têm um limite. A melhor guerra é aquela que possa ser resolvida antes de ser iniciada, para que a humanidade possa se aprimorar de forma harmoniosa e pacífica.

Fora dos centros de decisão, pouco sabemos. Há quem diga que tudo está sob controle, e o que pode acontecer está previsto e precificado, mas parece que no mundo, onde deveria haver paz e progresso, tudo está fora do lugar, o desequilíbrio é geral. Os homens pensam que são senhores, mas desconhecem as forças que movem os fios do destino. Vamos aguardar com esperança de que tudo que vier será para o bem geral.

O homem egocêntrico é o lobo do homem. No feudalismo, já havia o objetivo de fazer o homem trabalhar e pagar por isso com parte do que produzisse. Com esse princípio, associado às teorias de Darwin, de que o mundo pertence aos mais aptos e fortes, homens que perderam a humildade espiritual, esquecidos de que a vida é um breve lapso de tempo no qual é dado à criatura humana a possibilidade de fortalecer o espírito, tornando-se autoconsciente, fizeram da busca da riqueza e poder a prioridade de sua vida.

Ao longo dos séculos, os egocêntricos buscaram um substituto para o domínio e controle do solo para extrair renda, evoluindo para a criação do dinheiro e seu controle, daí surgindo o rentismo egocêntrico, mais feroz ainda na escravização das massas e na produção de miséria, açambarcando toda riqueza, como se mostra visivelmente no generalizado desequilíbrio econômico-financeiro global, pelo qual a humanidade está passando.

Apesar da interdependência, as nações e os povos estão adentrando numa fase turbulenta. Com o afastamento das leis universais da Criação, por séculos vem sendo gerado um processo de desequilíbrio geral. As nações deveriam ter se preocupado com o progresso harmônico da humanidade. Os desequilíbrios estão provocando nova acomodação pacífica ou belicosa, com mútua consideração ou com uso da força. A miséria e a ignorância têm de ser extirpadas da humanidade, a mais importante espécie sobre o planeta, que não está ocupando a posição que lhe cabe.

O ser humano é espírito que encarna no mundo material por concessão do Amor de Deus, para adquirir autoconsciência e retornar à casa, o Paraíso, no mundo espiritual. Para quem pesquisa o sentido da vida, recomendo o livro Na Luz da Verdade, de Abdruschin, que foi aprisionado pelos nazistas, inimigos da Luz, com amplas explicações sobre Jesus, o Filho de Deus, e a Bíblia.

Abandonando a humildade espiritual, os homens destroem a harmonia e criam tragédias. Quem cobiça poder, inveja quem tem mais poder. Quem tem muito poder, teme que lhe possam tomar o poder. Por isso se digladiam. Falta paz, falta boa vontade. Os homens esquecem a sua origem espiritual e provocam desarmonias onde deveria haver mútua compreensão.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

POR QUE A INQUIETAÇÃO ESTÁ AUMENTANDO?

A pergunta que todos fazem: somos mais ricos, temos mais remédios, vivemos mais tempo, porém uma inquietação geral atravessa o planeta; por quê? O viver na Terra estava tumultuado no século 20, mas havia uma certa ordem, ainda que um rumo meio nebuloso. No século 21 parece que tudo desandou, não há uma direção, muitas pessoas se acham perdidas.

Os seres humanos receberam na natureza os elementos que necessitam para a sua subsistência, mas precisam entrar com o trabalho de forma natural, sem abusos, de maneira metódica e continuada. Com o surgimento da produção industrial no século 18 consolidou-se a ideia de que, para dar andamento à produção, é necessário que haja ganhos. Produzir exige trabalho, por isso surgiu a classe dos assalariados, que podiam consumir mediante o salário recebido. Inicialmente, as jornadas eram longas e os salários baixos, algo que ainda não está plenamente resolvido. O sistema sempre foi cercado de desentendimentos entre o que se produz e o que se recebe, estabelecendo-se desigualdade na distribuição da renda.

As novas gerações estão perdendo capacitações especiais, sem conquistar outras, a não ser o uso dos dedos na tela do smartphone. Quem perdeu com isso foi a própria humanidade que reduziu as habilidades para o progresso e bom relacionamento. O que fazer agora? Descontentes com a situação, os jovens do século 21 se rebelam, mas, desatentos, não anseiam consumo elevado. Com pouca perseverança, não manifestam grande interesse pelo trabalho formal.

No entanto, os jovens devem reconhecer que para consumir é necessário trabalhar. O essencial é restabelecerem a enfraquecida conexão com o eu interior, de modo a que se esforcem para refletir intuitivamente, buscar o saber do significado e finalidade da vida e das leis universais que a regem para realmente se tornarem seres humanos. É notório que estejam reduzindo a capacidade de se comunicarem, ou seja, o dom de poder formar palavras para dialogarem, resolver dificuldades, exteriorizar os nobres sentimentos da alma. Poucas pessoas estão se utilizando da palavra de forma correta, com seriedade e sinceridade.

Os acontecimentos atropelam as estruturas. Apesar das duas grandes guerras sangrentas, o século 20 foi o derradeiro na esperança da humanidade de alcançar um futuro melhor. O século 21 começou com estrondos de Nova York à Brasília. Tudo em rebuliço. Acabou o ordenamento geral da vida. A causa disso está nas bases frágeis nas quais a humanidade construiu a sua trajetória, e que agora não está suportando o peso das consequências geradas. Apesar da rigidez e do despotismo, nada pode deter o desmanche de tudo que foi erigido sobre bases falsas e enganadoras. Tem de surgir uma nova e sadia construção da sociedade assentada na justiça das leis universais da Criação que visam o desenvolvimento e o fortalecimento do espírito do ser humano.

O momento é complicado. Os Estados Unidos não estão mais sozinhos, pois agora há um concorrente na economia global. Uma enxurrada de mentiras e meias verdades desorientam. Há muitas incertezas. Ninguém sabe para onde estamos indo. Não dá para acreditar que os EUA atacariam militarmente para conquistar a Groelândia.
A humanidade se ligou rigidamente ao mundo material esquecendo que há outras esferas que interagem no viver, tendo deixado de procurar o sentido e a finalidade da vida, ou seja, entrou num viver mecanizado voltado para segurança, comida, abundância, tranquilidade, lazer.

A IA chega num momento especial em que as novas gerações estão perdendo habilidades que promovem o fortalecimento individual. Isso se deve ao fato de que na vida agitada não está sobrando espaço para reflexões intuitivas e avaliações pessoais e dos acontecimentos. A IA poderia contribuir alertando para que cada indivíduo não abandonasse irremediavelmente a sua origem espiritual, perdendo a sua humanidade. Ao se afastarem da natureza, a pessoas se afastaram da sua alma, o que explica o retrocesso e o aumento de atos desumanos.

Pesquisadores dizem que estamos no ponto de viragem, ponto de ruptura, ou ponto de grandes transformações universais. Há um reboliço geral e muito desentendimento. Aparentemente, é gritante o embate geoeconômico entre os Estados Unidos e a China. Há movimentos agitados na periferia. No fundo, a turbulência geral está no ponto em que a humanidade chegou em sua trajetória. Em eras longínquas foi concedido ao espírito humano a possibilidade de adquirir autoconsciência para se tornar útil e beneficiador. Agora o ser humano está sendo examinado para demonstrar a que veio.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

O CAPITALISMO E O PROGRESSO HARMÔNICO

Dizem os pesquisadores que as imposições da Igreja, repaginando os ensinamentos claros e naturais trazidos da Luz por Jesus, fomentaram a busca por alternativas. Surgiram grupos e seitas, mas o caminho que começavam a seguir tinha similaridade com o caminho do qual se afastavam. Darwin criou a teoria da evolução das espécies com alguma conformidade com a atuação das leis da natureza, mas não alcançou a conclusão do todo, sobre a atuação da natureza e suas leis universais. A sua teoria da seleção natural foi incorporada como sendo a lei da vida na qual vencem os que mais se adaptam às mudanças, abandonando a lei de não causar danos ao próximo para obter vantagens.

Enquanto a religião perdia influência, as elites se apegavam a Darwin. O Capitalismo e a criação do dinheiro foram empregados para alcançar interesses particulares. Depois de séculos surgiu o Capitalismo de Estado. O problema do capitalismo, seja de Mercado ou de Estado, está nos homens. Ansiosos por riquezas e poder, sacrificam tudo pelo capital que, em vez servir à humanidade, passa a se servir dela, afastando os seres humanos do significado e finalidade da vida.

O capital deixou de ser ferramenta e passou a ser a prioridade. O sistema deveria produzir bem-estar e fortalecimento dos povos com educação de qualidade e bom preparo para a vida, mas a prioridade é acumulação concentrada. Em meio a isso há o fator criação de dinheiro, com efeitos ainda não plenamente compreendidos. É difícil imaginar as consequências da criação do dinheiro e dívidas de forma desmedida e divorciada da produção de bens essenciais. Os propósitos da vida estão sendo postos de lado como o próprio ser humano que precisa de liberdade para a evolução de seu espírito. A economia moderna se desconectou da natureza e da realidade, desde que o homem, com o intelecto restrito, passou a priorizar as questões materialistas da vida.

A criação de dinheiro do nada e o crescimento das dívidas públicas e privadas, quando não são acompanhados pela produção real de bens e serviços, criam uma riqueza financeira tipo bolha que não oferece estabilidade, podendo ser facilmente corroída. Quando o dinheiro se multiplica mais rápido do que a produção essencial, como as de alimentos, energia, infraestrutura e conhecimento, tudo vai perdendo estabilidade, alterando os preços. A economia se desconecta da vida, tudo passa a se mover por algoritmos, expectativas e especulação.

Nações produzem riqueza, mas falta sentido enobrecedor. O poder econômico deveria priorizar o bem comum e a elevação da qualidade humana. A falta disso explica por que tantas pessoas, em tantos países, sentem que “algo está errado”, mesmo quando os indicadores econômicos parecem positivos.

O que está em jogo é a forma como a humanidade organiza o viver que passou a servir ao capital, e não o contrário. Cada povo tem de se fortalecer, se desenvolver por si, sem que outros imponham dificuldades que afetem o bom preparo das novas gerações para a vida. A economia deve estar voltada para sustentar a vida.

Qual é o objetivo das famílias e dos indivíduos? O que pensam sobre o futuro? Que tipo de civilização vamos deixar para as próximas gerações? A humanidade deveria estar sempre ansiando por futuro melhor e agindo para isso. As condições de vida na Terra estão apertando de forma progressiva. Tempos de dificuldades adormecidas que estão despertando. A economia de mercado tem mantido o controle da atividade econômica através do dólar. A ascensão da China fortaleceu a confrontação geoeconômica que traz embutida a questão de como o capital deve ser gerido, e qual é o papel do Estado na economia, na sociedade, e sobre a liberdade individual.

O capitalismo bem poderia visar a melhoria das condições gerais de vida e da qualidade humana. Dinheiro, riqueza e poder se tornaram a grande prioridade da humanidade; isso se reflete em tudo. Falta bom preparo das novas gerações para a vida, as quais estão caindo na estagnação.

Estamos gerando uma civilização que mais parece ser destinada a robôs do que a seres humanos autênticos. Isso está atraindo depressão, doenças, caos. Quando chegarem ao limite insustentável, muitas coisas serão arrastadas para a ruína. A força da atuação das leis universais da Criação impulsionará a renovação, priorizando as questões essenciais que atendam à finalidade da vida, seja na educação, nas atividades, na consideração para com o próximo. Seremos todos peregrinos em busca da Luz, a fonte da vida para a paz e progresso harmônico da alma, corpo e mente.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

O NATAL E AS INCERTEZAS PARA 2026

Na dissertação Natal, da obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, de Abdruschin, o autor explica o estranho comportamento dos adultos diante da festa do Natal. Destaco estas palavras: “Coisas mais sérias! Com essas coisas mais sérias referem-se somente à caça às coisas da Terra, isto é, trabalho do raciocínio! O raciocínio rechaça depressa e para longe as recordações, a fim de não perder a primazia, quando uma vez é dado lugar à intuição! Em todos esses fatos aparentemente tão pequenos reconhecer-se-iam as maiores coisas, se o raciocínio somente desse tempo para isso. Mas ele tem o predomínio e luta por isso com toda a astúcia e malícia. Isto é, não ele propriamente, mas na realidade luta aquilo que se utiliza dele como instrumento e que se esconde atrás dele: as trevas!

Imagine uma situação qualquer em que você tenha de pedir algo importante a uma pessoa, algo que ela poderia ceder sem qualquer dificuldade. Você pede, as palavras entram pelos ouvidos, os olhos veem a forma como a pessoa está pedindo. A intuição percebe que ela está precisando ser atendida, mas nesse momento surgem pensamentos na mente, e num minuto a pessoa pensa: por que tenho de atender; ela que se esforce para conseguir o que precisa. O raciocínio intelectivo, não permite a abnegação, impede que seja feita a boa ação. Assim, em muitas situações, a intuição é ágil, mas logo é travada, o raciocínio quer dominar, não deixa que a intuição se fortaleça e indique o caminho a seguir.

Grande parte da humanidade ainda não compreendeu que o Criador enviou em Jesus uma parte de si, para se encarnar na Terra, escurecida pelos conceitos errados sobre a vida que as trevas facilmente incutiram no cérebro dos seres humanos, para que afundassem espiritualmente e se destruíssem mutuamente. Ele foi enviado para trazer energia da Luz, a Verdade, a libertação espiritual, igualmente incompreendida e manipulada.

Na Terra, todos os seres humanos são peregrinos em busca da Luz para alcançar a alegria de voltar à casa. Os seres humanos criaram as religiões, mas a animosidade surgida eliminou a busca, e com isso deixaram de procurar, por isso não conseguem achar a Luz do Criador para construir a paz e o grande progresso em harmonia que devem alcançar.

Para onde vai o Brasil? O país já vinha sofrendo desde a crise da dívida externa, e a ruptura do plano real representou um forte abalo. A precariedade se esparramou de tal forma que em 20 anos a região metropolitana de São Paulo está irreconhecível. Tendo sido eliminada grande parte dos bons empregos, o governo deu ênfase aos auxílios.

Quem vai abocanhar os seus recursos naturais? Decadência geral, tendência a se tornar sub nação sem lei, sem ordem. Manter a população com pouca cultura e muito entretenimento para que continue desinteressada de tudo que se passa, como o loteamento das riquezas da nação.

O ano 2025 está na reta final. No Brasil, a curva continua em declínio afastando a nação do que foi um dia, e mais ainda do que deveria ser. Em todas as nações, a humanidade está sendo pressionada. A renda vem caindo e com ela o nível de preparo das novas gerações. As incertezas se voltam para o dinheiro, as finanças globais, as dívidas das nações, mas vem aí a Copa 2026 com muita distração.

Atentar para as novas gerações é dever da humanidade, assim como é dever dar a elas bom preparo para a vida e o trabalho, para que se tornem seres humanos de qualidade, independentes, e que contribuam para a continuada melhora das condições de vida na Terra. Quando conseguiremos alcançar um estágio melhor? Faltam planos de continuada melhora das condições gerais de vida e da qualidade de vida.

O ser humano é espírito que deve agir como mediador para atrair Luz para a Terra, mas vaidoso, achando-se muito especial, quer ser a Luz, e com isso espalha escuridão. Afastando-se da alma o ser humano se torna máquina limitada ao tempo espaço, e ao criar a IA deu enorme amplitude à sua capacidade, contudo não vai além da esfera material, do espaço-tempo, mas isso poderá ser suficiente para estagnar a trajetória natural da espécie humana cuja essência é espiritual.

Mas vale lembrar que o Natal é a irradiação do Amor Divino, que desce à Terra para a alegria dos seres humanos! Conhecereis a Luz da Verdade e ela vos libertará. Veja mais em: https://youtu.be/8a2IN6zpUic

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

NATAL, A LIBERTAÇÃO ESPIRITUAL

Natal, o grandioso dia em que o Filho de Deus veio ao mundo para libertar o espírito humano do aprisionamento aos conceitos errados, provenientes das trevas que arrastavam a humanidade para o abismo. Mas, para isso, cada ser humano tem de lutar pela liberdade do espírito através da sintonização correta nas leis universais que mantém a Criação, e que foram formadas pela Vontade do Criador.

Atentar para as novas gerações é dever da humanidade, assim como é dever dar a elas bom preparo para a vida e o trabalho, para que se tornem seres humanos de qualidade, independentes, e que contribuam para a continuada melhora das condições de vida na Terra. O ser humano é espírito que dever ser mediador para atrair Luz para a Terra, mas vaidoso, achando-se muito especial, quer ser a Luz e, com isso, espalha escuridão.

A Terra é uma especial estrela criada para possibilitar o desenvolvimento da espécie humana. Os pais são responsáveis para dar às crianças bom preparo para que se tornem seres humanos de valor, adultos fortes com propósitos de vida. Infelizmente há muita influência trevosa que quer arrastar os jovens para a inutilidade.

Afastado da alma, cada indivíduo se torna máquina limitada ao tempo espaço, e ao criar a IA, deu enorme amplitude à sua capacidade; contudo, não vai além da matéria, do espaço-tempo, mas isso poderá ser suficiente para estagnar a sua trajetória natural, cuja essência é espiritual.

As nações se desorganizam. O Estado de Direito submerge. A insegurança vai tomando conta. As guerras continuam fazendo vítimas, enlouquecendo os jovens que vão para os campos de batalha. Na política entre as nações, nada sai de graça. Sempre há negociação e troca de algo nos acordos. O que está acontecendo no Brasil e outras nações é o resultado de governança que deixou de cumprir o seu dever de promover o consumo dos bens essenciais, assegurar trabalho para que as pessoas não dependam do auxílio do governo, e dar às novas gerações bom preparo para a vida e o trabalho. Sem isso, as nações se tornam presas fáceis dos lobos internacionais.

As tensões críticas globais tendem a aumentar. Na questão do relacionamento dos Estados Unidos com o Brasil, prevalece a disputa visível entre China e EUA, pois esse último quer assegurar o domínio do dólar na economia global. Estados Unidos e China dão força aos seus interesses no Brasil e na América Latina. Há um mercado promissor e muitos recursos valiosos a serem captados.

O ano de 2026 vai ser marcante, assinalando a atuação das leis da natureza, até agora pouco prezadas e compreendidas, as quais, através do querer dos seres humanos, poderiam estar atuando pelo bem geral, mas agora apresentam sua atuação saneadora, arrastando para a destruição tudo que trava o progresso real, impedindo que haja paz na Terra e alegria entre os indivíduos de boa vontade.

A força motriz da história está no querer dos seres humanos que movem o atuar das leis da Criação, as quais tecem os fios do destino, trazendo de volta a colheita das ações de cada pessoa, podendo elevar ou afundar a humanidade como consequência.

Na conturbada década de 1930, Abdruschin lançou na Alemanha a sua obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, visando recolocar o ser humano diante das leis universais da natureza e da Criação. A obra é um chamado à responsabilidade individual, à verdade interior e à reconexão com o espiritual. Em sua linguagem simples, clara e natural, é indicada para aqueles que buscam o entendimento da espiritualidade e da existência humana através da ótica das leis universais da Criação. Uma obra que provoca a necessária reflexão intuitiva.

Na Terra, todos os seres humanos são peregrinos em busca da Luz para poderem voltar à casa. Após Jesus ter feito o grande sacrifício de trazer a verdade sobre a Criação, para libertar o espírito humano das trevas, foram criadas várias religiões, mas a animosidade surgida eliminou a busca, e a humanidade deixou de procurar, por isso não consegue mais achar a Luz do Criador para construir, em paz e harmonia, o grande progresso que pode e deve alcançar.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

A COP30 E O FUTURO

Há milênios os homens se esforçam para apagar o saber sobre o Criador de Todos os Mundos. Tudo acontece de acordo com as leis da Criação que expressam a Vontade de Deus. Os homens se afastaram do Criador e passaram a julgar que tudo decorre espontaneamente da evolução natural e, na luta pela sobrevivência, os fracos perecem, os mais aptos sobrevivem e os mais fortes dominam; chamam isso de processo darwinista, a geração espontânea, ir da matéria à vida impulsionada pelas condições do meio ambiente, sobrevivendo e se desenvolvendo pela seleção natural.

Darwin e seus parceiros, com sua mania de grandeza, tinham bloqueado o espírito, por isso não podiam assimilar o saber elevado. Julgavam serem os mais aptos para conduzir a humanidade, ignorando que o ser humano é espírito que, através da evolução das espécies, recebeu um corpo para atuar na Terra e se desenvolver.

A natureza é o grande presente para a sobrevivência, a qual surgiu da atuação das leis universais do Criador, embora tenha sido incluída nos ardis para afastar o ser humano do saber da existência do Criador de Todos os Mundos, que se encontra em distância inacessível.

Os cientistas sempre apresentam muitas ideias, mas a Terra continua se deteriorando. Deveriam olhar para coisas simples e respeitar as leis da natureza, em vez de prosseguir derrubando árvores e espalhando resíduos; deveriam plantar árvores, preservar os mananciais, organizar o manuseio do lixo e ampliar o saneamento. Muitas vezes as soluções mais eficazes estão nas ações simples e locais, que respeitam os ciclos naturais e promovem a continuada melhora das condições gerais de vida. A Terra não precisa de ideias mirabolantes; precisa de respeito, cuidado e ação contínua.

Mais uma vez se reuniram, na COP30, líderes e conceituados cientistas para examinar a situação do planeta, desta vez na cidade de Belém, no Brasil. Antes de tudo, o que a Terra e a natureza mais precisam é de respeito. Pesquisadores perceberam a existência de leis na física, química e biologia. São as leis universais da natureza que estão aí desde sempre. Respeitar a Terra é reconhecer e estudar essas leis imutáveis e dar a elas a devida consideração para não transformar nosso planeta num deserto com enormes bolsões de lixo, degelo das calotas polares, rios mortos, mares sufocados por resíduos, florestas derrubadas em nome do progresso. A Terra se contorce sob o peso das decisões imediatistas dos seres humanos.

A atividade humana gera problemas e resíduos. O que fazer? Isso deveria ser examinado antes e buscada a solução, mas o imediatismo e os interesses financeiros ficam à frente, e quando a sociedade se der conta, o planeta estará rachando. As novas gerações não estão entendendo o que está acontecendo. Ensinar é estimular nos estudantes a capacidade de adquirir conhecimentos. Os estudantes têm de aprender a ler e escrever, e fazer contas. Um segundo idioma é essencial. Têm de entender que a Terra é o lar que hospeda os seres humanos em sua passagem evolutiva.

Em seu movimento orbital, a Terra se movimenta segundo leis naturais que não podem ser violadas sem consequências. A IA pode ser muito útil, mas o professor tem de ensinar como fazer pesquisa. O aluno deve desenvolver um trabalho por si próprio, fazer a redação e a exposição oral. Se não conseguir aprender e vivenciar o aprendizado, transformando-o em ação, então não tem mais jeito, prejudicará a mais nobre vida do planeta que deveria beneficiar, jamais destruir; deixará tudo para os robôs.

As leis naturais atuam na mais severa lógica; o bem e o mal atraem a igual espécie. A humanidade ainda não descobriu uma visão de mundo adequada ao convívio pacífico e próspero. No período da construção da Grande Pirâmide do Egito, os sumérios fundamentados na Luz da Verdade, vivenciaram uma fase especial, mas a partir daí tudo se foi deturpando com as cobiças.

O estresse é geral. Pessoas, nações, tudo. Qual será o futuro da humanidade? Bastaria que tivesse ouvido e seguido apenas um dos muitos ensinamentos que lhe foram outorgados: “Ama ao próximo como a ti mesmo. Respeite-o como ser humano. Nunca o prejudiques conscientemente, nem seu corpo, nem sua alma, tampouco seus bens terrenos ou sua reputação!”

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

OS ÍNDICES E O APRIMORAMENTO HUMANO

Após séculos de monarquia, a sociedade deu ao Estado-nação uma estrutura tecnocrática, o qual acabou sendo gerenciado pela política burocrática, mas atualmente muitas nações mostram estagnação e dívidas. Não houve preocupação com o aprimoramento da espécie humana, o que teria, por si, elevado o crescimento e o desenvolvimento econômico de forma compatível com a população, com bom preparo para a vida e o trabalho, mas a realidade revela falta de preparo. No Brasil, cerca de metade da população carece de alfabetização plena.

A dívida das nações é considerada, no jargão econômico, “passivo” para o governo e toda a população, e “ativo” para aplicadores do setor privado. O problema maior não é a dívida em si, mas faltam bem feitorias gerais, e o que aparece é só o passivo. A soma das dívidas soberanas está próxima a 100% do PIB global, enquanto a dívida global atingiu US$ 337,7 trilhões no segundo trimestre 2025. A pergunta é se os EUA e outras nações não devessem tanto, onde estaria todo esse dinheiro? Talvez nem tivesse sido criado.

Governantes estão endividando as nações, criando dinheiro e dívidas, pagando mais juros e precarizando a vida da população que tem a sua renda corroída. O engenhoso sistema financeiro, atualizado ao longo dos séculos, promove acúmulo de riqueza desigual e controle das nações que se endividam. De forma permanente, parte da riqueza produzida vai sendo absorvida pelo sistema, no entanto a questão mais dramática é a desfaçatez de muitos governantes que endividam a nação, sem que isso traga para a população a continuada melhora das condições gerais de vida e o aprimoramento, revelando que dessa forma o sistema tende a fragilizar e destruir a humanidade.

Argentina e Brasil são bons exemplos de desleixo nas contas públicas. Vivem caindo no labirinto financeiro. A Argentina, como outras nações, enfrenta os efeitos das próprias decisões políticas, com dependência externa e desequilíbrios estruturais.

Em meio a perdas na renda, pessoas que conversavam, trocavam ideias e faziam intercâmbio de saberes, não fazem mais isso. Atualmente, o algoritmo se tornou dominante, as pessoas desaprenderam o significado do diálogo, estão perdendo a capacidade de se comunicar, a individualidade e a capacidade de compreender o que está se passando, vão ficando parecidas com os robôs, ou seja, perdem a visão sobre a própria vida e vão se arrastando sem estabelecer alvos pessoais.

A sensação de que estamos numa fase de incertezas com aperto financeiro está levando as pessoas a serem mais cautelosas com os seus gastos. O dinheiro saía do bolso, mas voltava; o clima atual é de incertezas sobre o amanhã.

Os tecnocratas criaram índices relativos às atividades desenvolvidas, tais como o PIB (Produto Interno Bruto) para medir o tamanho da economia, somando todos os bens e serviços produzidos em um país durante um ano; o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) criado pela ONU, que quer mostrar o desenvolvimento de um país no que tange à qualidade de vida da população, examinando a renda per capita em relação ao PIB, a educação (anos de estudo e escolaridade esperada) e a expectativa de vida (saúde).

Há ainda o IFH (Índice de Felicidade Humana), um relatório anual da ONU para medir a felicidade global, classificando os países com base em indicadores como saúde mental, apoio social, confiança nas instituições e generosidade. O Brasil subiu para a 36ª posição no ranking de 2024, uma colocação melhor em relação ao ano anterior.

No entanto, falta o índice essencial: o IAEH – Índice do Aprimoramento da Espécie Humana, a qual, ultimamente, vem apresentando significativo declínio. Nele deveriam estar refletidas a qualidade das pessoas, o seu preparo para a vida, o seu discernimento, a sua capacidade de raciocinar com lucidez e prosseguir aprendendo sempre para trabalhar, ter uma renda condigna, contribuir para a melhora das condições gerais de vida. Enfim, agir como ser humano de qualidade.

Os robôs podem ser iguais entre si, mas os humanos são dotados de características individuais que não devem ser sufocadas; precisam buscar continuadamente o caminho do aprimoramento da espécie, algo em que a IA precisa ter ativa participação como a grande justificativa de ter sido descoberta. É preciso despertar novamente a individualidade do ser humano para que não seja transformado num simples número de identificação, mas que alcance o apogeu material, mental e espiritual, ficando apto a utilizar todo o potencial do cérebro, cerebelo e da alma, para fazer reflexões intuitivas abrangentes sobre a vida e sua finalidade, e evoluir.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br