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AMÉRICA LATINA – COMO CHEGAMOS AO 6 A 4

Depois de 120 minutos de sufoco da equipe da Argentina contra Espanha, fiquei pensando no atraso do Brasil e da América Latina. Vamos aproveitar o futebol para fazer um resumo desses mais de 500 anos, até chegarmos ao 6 a 4. O jogo, com toda a sua dramaticidade, paixão e reviravoltas, é a metáfora perfeita para a nossa complexa história econômica e social; é a cara da América Latina. Afinal, se o placar contra a Europa hoje nos parece desfavorável, o jogo é longo e a bola ainda está rolando. A Argentina não conseguia ultrapassar a defesa da Espanha. O mesmo acontece com a América Latina que não consegue ultrapassar as barreiras econômicas.

Foram sociedades latino-americanas moldadas pela enorme desigualdade, com base no trabalho escravo e no latifúndio. Esse “estilo de jogo” centralizou o poder e a riqueza, criando uma base frágil para o desenvolvimento interno. Mais de 300 anos jogando trancados na defesa, exportando ouro, prata e açúcar. As regras foram ditadas pelo adversário. A riqueza gerada financiou a infraestrutura dele, enquanto ficamos com a desigualdade. Entramos em campo com a tática imposta de exportar matéria-prima e importar manufaturados, consolidando uma base de profunda desigualdade.

Esses países foram a grande “fazenda” e a “mina” da Europa (ouro, prata, açúcar, café). Enquanto a Europa acumulava capital para sua futura industrialização, a América Latina se especializava em exportar matéria-prima e importar produtos manufaturados. O “atraso” da América Latina é o reflexo da sua inserção histórica global como fornecedora de recursos de baixo valor e consumidora de alta tecnologia.

Brasil, Argentina e México tentaram mudar a estratégia com a “Substituição de Importações” (produzir internamente o que antes era comprado fora). No século 20, o Brasil contava com população majoritariamente jovem e um mercado interno gigantesco. Foi o momento em que foram criadas indústrias de base, mas ainda dependendo de tecnologia estrangeira. Instabilidade política crônica, golpes de Estado e ditaduras mantiveram o atraso.

Conquistamos a independência política, mas mudamos apenas de “técnico”, mantendo a dependência econômica e a instabilidade no vestiário. Tentamos propor o jogo com a industrialização, mas tomamos o gol de contra-ataque nos anos 1980, quando os juros americanos de 20% explodiram nossa dívida e nos empurraram para a hiperinflação.

O Plano Real estabilizou o time, domou inflação, mas o uso prolongado do dólar artificialmente barato cobrou o seu preço, funcionou como um “carrinho por trás” na nossa própria indústria, que nunca se recuperou totalmente. O boom das commodities trouxe dinheiro rápido, mas aprofundou a desindustrialização. Voltamos a ser o grande fornecedor de recursos brutos, perdendo espaço na corrida tecnológica global.

O Brasil entra em campo neste ano eleitoral sob forte incerteza, precisando decidir se continuará jogando na retranca da dependência de commodities ou se desenhará uma nova estratégia focada em educação e tecnologia para parar de tomar gols do exterior. Chegamos ao ano eleitoral no meio do fogo cruzado entre EUA e China pela busca das terras raras e disputa pela moeda global. A velha sedução das massas feita pelos marqueteiros políticos na TV evoluiu. Hoje, o jogo é ditado pela guerra de algoritmos e redes sociais. Na arquibancada, as massas, anestesiadas pelas redes sociais e capturadas pelas ilusões, sofrem um esvaziamento existencial, apostando a sobrevivência no azar. O apito de 2026 é dramático. As massas, sem bom preparo, estão agora com foco nas bets e nos prazeres.

Ignorando a finalidade da vida, a humanidade não consegue segurar o desmanche. Muitas coisas que estão acontecendo atualmente fazem parte do jogo competitivo China/EUA. Para obter melhoras, um povo tem de estar consciente de que está vivendo em situação precária, que não é o viver apropriado para a espécie humana. Uma população que luta diariamente contra o endividamento, sem tempo para o pensamento crítico e capturada por telas, não reúne forças para formular um projeto de nação de longo prazo.

Para que ocorra uma mudança real, a sociedade precisa romper o estado de anestesia provocado pelas redes sociais, pela polarização política cega ou pelos vícios, e atingir a autoconsciência de que o nível atual de sobrevivência não é digno da espécie humana. Resultado final: o placar de 6 a 4 reflete que, apesar de termos recursos naturais vitais e criatividade de sobra, estamos perdendo o jogo por falta de empenho na construção de um projeto tático de longo prazo. A reversão desse quadro não virá de um “salvador da pátria,” mas sim do resgate da consciência dos indivíduos e da humanidade no sentido de que o gol é alcançar o desenvolvimento humano pleno.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

A SOBREVIVÊNCIA E A BUSCA PELA VERDADE

O inocente condenado já não estava mais na Terra. A sua essência divina havia retornado para o Pai, ao lado do Espírito Santo. Os discípulos se esforçavam em divulgar o pouco que haviam compreendido sobre as leis da Criação explicadas por Jesus. Em Jerusalém, não havia espaço para falarem sobre o legado de Jesus. Em Roma, eram perseguidos e açoitados. Algumas sementes ficaram aderidas às almas de legítimos buscadores da Luz da Verdade. Histórias inverossímeis e antinaturais se espalhavam.

Trezentos anos depois, Constantino, Imperador, criou a Igreja Romana repaginando os ensinamentos de Jesus. Surgiam os dogmas criados pelos homens. Por séculos, predominava a visão mostrada pela Igreja sobre a vida. O saber sobre as reencarnações foi posto de lado. A convicção de que as consequências das sementes lançadas pelas ações dos seres humanos teriam de ser colhidas se foi tornando tênue.

A Igreja mantinha seus adeptos subordinados às suas normas. Legiões frequentavam as igrejas. Uma efervescência se tornava perceptível. Lutero rompeu as amarras propondo reformas. Muitas guerras surgiram. Aos poucos surgia uma classe diferenciada: a dos empreendedores e banqueiros. Os seres humanos intelectivos tinham abandonado a voz do próprio espírito e passaram a se julgar divinos. As monarquias cederam lugar ao Estado-nação.

As atividades financeiras e industriais ganhavam novo espaço. Com a descoberta da utilização da força gerada pelo vapor foi desenvolvido o capital produtivo. Tinha início a utilização de mão de obra assalariada, que até então era ligada à terra e à produção agropastoril, mas que não tinha participação na riqueza produzida, dando origem às divergências entre o capital e o trabalho. A divisão do trabalho criou a linha de montagem e em sua indolência os seres humanos acabam se tornando peças descartáveis

A situação atual vai apertando. As contas sobem. Os governos aumentam os impostos. Sem condições, as pessoas ficam devendo. A função das cidades e das nações é possibilitar que as necessidades dos seres humanos sejam atendidas.

O papel dos seres humanos é essencial, pois devem se pautar por algo mais do que o viver puramente instintivo. O ser humano é matéria perecível vivificada pelo espírito. Quanto mais o espírito for desenvolvido, mais humano será o ser com as suas individualidades.

Lamentavelmente, a classe política tem se desviado de sua missão, introduzindo prepotência e tirania, deixando muitas cidades se transformarem em algo infernal. As cidades e as nações devem estar estruturadas para oferecer oportunidades de continuada melhora das condições gerais de vida.

No pós-guerra houve um breve período de leveza. Aos poucos, as pessoas passaram a ser atraídas pelas novidades. Pressentiam a existência de uma Verdade natural, mas sem força de vontade se deixavam seduzir pelos prazeres da vida. A moralidade se tornou relativa, cada um agia de forma irresponsável.

Os sistemas criados pelo intelecto e pela tecnocracia vão se colocando à frente da busca da compreensão espiritualista, a real dimensão da vida amparada na atuação das leis universais da Criação dando ao espírito humano a possibilidade de se reerguer do mundo material para o espiritual, a sua origem, ainda não captada pela ciência cerebrina. Faltam propósitos e preparo para a vida.

A alma tem de buscar a serenidade, mas esquecida e abandonada, não consegue atuar no ser humano dominado pelo cérebro atormentado. As pessoas vivem correndo para aproveitar o tempo. Não há tempo para o silêncio, nem que seja momentâneo para examinar a si mesmo e o que se passa em redor. O ser humano é espírito, uma realidade esquecida. Desconectado do eu interior, afastou-se da finalidade da vida e não entende que está em meio à grande colheita de todas as ações, as sementes lançadas por seu querer.

A festa acabou. O que vai mudar no ano novo? A vida continuará acelerada, e cada vez mais mecânica. Tudo no piloto automático, principalmente o adormecido ser humano diante da vida. As pessoas queriam escapar do sistema de submissão ao modo áspero de viver e se sentiam atraídas por alternativas, sociais e religiosas, mas assim como em Jerusalém, há dois milênios, as trevas atuam desembaraçadamente, conduzindo o querer dos seres humanos para as coisas baixas, visando impedir que se disponham a salvar a si mesmos buscando a Luz da Verdade prometida por Jesus. “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará!” (João 8:32).

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

O SANTO GRAAL NA HISTÓRIA

Provavelmente muitas pessoas conhecem o Santo Graal como o cálice sagrado da Última Ceia ou como o segredo de uma linhagem de sangue oculta, popularizada por Hollywood e best-sellers como O Código Da Vinci. Mas, e se a história que nos contaram estiver olhando para o lugar errado?

O Santo Graal atravessou séculos como o símbolo máximo do inacessível. Curiosamente, essa mística é tão poderosa que transbordou a literatura medieval e invadiu o nosso vocabulário contemporâneo. Hoje, em artigos jornalísticos, ensaios científicos e discussões acadêmicas, a expressão “o Santo Graal” é frequentemente usada de forma figurada. Fala-se do “Santo Graal da física”, ou como sendo algo extraordinário em qualquer campo da atividade humana.

A essência literária e mística do Graal, chamado na antiguidade de o cálice da vida, está conectada à jornada de autoconhecimento, à cavalaria arturiana e ao esoterismo dos Templários do que à crucificação de Jesus. A ligação com o sangue de Cristo foi uma roupagem posterior criada para assimilar um mito que já era extremamente poderoso e antigo.

A civilização celta começou a se expandir pela Europa Central e pelas Ilhas Britânicas por volta de 1200 a.C., ou seja, há mais de 3.200 anos, mas na realidade o conhecimento do Graal é bem anterior, porém faltam dados históricos que comprovem isso. Segundo Sirona Knight, no livro Explorando o Druísmo Celta: “O cálice representa o caldeirão mágico, o Graal, a fonte da vida e o poço da inspiração”. Quando o escritor francês Chrétien de Troyes escreveu a primeira obra sobre o tema em 1180 (Percival ou o Conto do Graal), o objeto não rinha relação com o cálice da época de Cristo.

Na busca do Rei Arthur, o Graal foi definido como o “Símbolo da plenitude espiritual”. A busca dos cavaleiros da Távola Redonda era um teste de caráter, honra e maturidade espiritual. Encontrar o Graal significava restaurar a ordem cósmica e a justiça no reino de Arthur.

A conexão com a Ordem dos Templários ganhou força no início do século XIII através da obra Parzival, de Wolfram von Eschenbach. Através do autor Robert de Boron, anos depois de Chrétien de Troyes, a Igreja e a literatura fundiram essa relíquia dita pagã com o cálice de José de Arimateia, numa estratégia medieval comum para absorver os mitos celtas e bretões que o povo se recusava a esquecer.

A teoria do “Porto Graal”, dos Templários, que teria gerado o nome do país (Portus Cale, cuja tradução seria Porto Graal), deu origem a Portugal. Uma leitura esotérica defende que os Templários não buscavam um objeto mágico, mas sim algo mais elevado ligado com a cruz isósceles, a vera cruz.

Os poetas foram inspirados, mas misturaram fantasias. Dan Brown, em Código Da Vinci, criou uma ficção bem articulada, mas irreal. Restaram os templários, que teriam criado o Porto Graal, e talvez estivessem mais perto da verdade.

É na perspectiva espiritual trazida por Abdruschin que o mistério do Graal encontra sua explicação mais grandiosa e despida de fantasias humanas. Na Mensagem do Graal, Abdruschin explica que o Pentecostes é o envio da Força Espiritual, partindo da esfera Divina, chegando para toda a Criação através do Supremo Templo do Graal. É o momento em que ocorre a Renovação da Força na Criação. Trata-se de um jorro de energia cósmica pura vindo diretamente do Divino, indispensável para manter a vitalidade da Criação em movimento, expandida e viva.

É um Fenômeno Cíclico que se repete de tempos em tempos, como o dia da efusão de forças. O evento narrado na Bíblia, com a participação dos discípulos, foi o reflexo físico desse jorro que atinge toda a Criação de forma perfeitamente natural. O Santo Graal é a realidade viva, o elevado e inacessível ponto de transição entre o Divinal e a Criação. Uma taça onde borbulha a energia da vida, a fonte primordial de onde emana a força divina, pura e vivificante que sustenta o universo inteiro. Sem essa radiação, o cosmos simplesmente teria de definhar, pois ela é a energia vital que sustenta a Criação.

Obs.: Este artigo foi escrito com a colaboração do Gemini, a IA do Google.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

PROBLEMAS COM AS DÍVIDAS

A circulação saudável do dinheiro deve permitir o giro para produzir bens, pagar custos, impostos e dívidas, e sobrar algum lucro. Fatores econômicos podem travar esse giro, como crises, concorrência de importados, queda na renda da população, taxa de juros, e quando isso acontece os consumidores reduzem as compras, inclusive de alimentos, aumentam as dívidas, dificultando a quitação. Pode ocorrer imperícia gerencial. Pode ocorrer desvios de dinheiro e fraudes. Se a população cair nas apostas, vai ver o seu dinheiro sendo sugado e perdido. Parece que todas essas coisas estão acontecendo simultaneamente e, com isso, a economia do Brasil se apresenta fragilizada.

Com o risco aumentado na região de Ormuz, as seguradoras deixaram de operar. O prêmio de seguro dos navios de petróleo ficou inviável. Pelo visto, não dá para prever quando as seguradoras irão voltar ao normal, o que vai requerer o fim da guerra, mas como e quando a guerra terá fim?

Ouvir as mulheres é essencial. Catherine Vautrin, ministra das Forças Armadas da França, e Yvette Cooper, ministra das Relações Exteriores britânica, usam de bom senso ao falarem da necessidade de retorno da paz por via diplomática. A humanidade tem vivido apegada ao crescimento para que os cidadãos tenham uma vida condigna, mas as incertezas geradas com a guerra estão afetando tudo, sem que surja uma luz nesse túnel escuro.

O que vai acontecer é a pergunta oculta que está no coração das pessoas. Mas não se ouvem respostas. Os pesquisadores lidam com uma enormidade de dados, transferindo o trabalho para as novas supermáquinas de IA. Evidentemente, um mercado que se estriba em apostas é algo que foge da naturalidade, podendo atrair resultados desagradáveis. No universo, a lei da atração da igual espécie atua em tudo. A espécie não é o que a coisa aparenta, mas a intenção oculta pela qual surgiu. É aí que reside a chave. A espécie predominante vai ditar o veredicto, bom ou mau, dependendo das intenções dos seres humanos, e a IA começa a aprender isso.

Essa tem sido a grande questão. Em épocas mais amenas, havia confiança e metas mais elevadas. Com desprendimento, as pessoas se auxiliavam no enfrentamento das adversidades e na busca de melhores condições gerais de vida. Mas isso é passado. As pessoas se calam para não revelar o que estão querendo e pensando. Adormecidas, com os olhos vendados, precisam despertar para a vida real. Elas se fecham em seus interesses pessoais, falta um propósito comum.

Antes as pessoas em geral percebiam os acontecimentos numa lógica simples. Hoje, o ego é mais pronunciado e grosseiro, individualista, mantendo-se na defensiva, criando uma camada protetora, quase como uma couraça. Em vez de dialogar, as pessoas se protegem apresentando justificativas sem querer reconhecer que algo tem de ser corrigido.

Se as pessoas ouvem o que não gostam, não respondem, seguem com outras questões. As preocupações se voltam exclusivamente para os aspectos materiais da vida. Em vez de argumentar, a pessoa muda de assunto, silencia ou se afasta. Tais atitudes podem significar medo de perder o controle. Elas não têm mais o entendimento comum sobre a vida o que possibilita diálogos sobre as questões essenciais.

As pessoas se comunicavam com o eu interior, a consciência, mas isso se tornou raro. Com o eu interior atuante, os diálogos eram produtivos. O que se passa hoje é o aumento geral da aspereza. Tudo frio, pesado, afetando as novas gerações. A pesquisa do IBGE sobre a crise emocional dos adolescentes mostra que há jovens que dizem que viver não vale a pena. O fato é que a real finalidade da vida se tornou desconhecida para a humanidade. Enquanto isso, tudo vai ficando como está, para ver como é que vai ficar.

A conclusão é de que a humanidade construiu uma antinatural realidade da vida, na qual tudo depende do dinheiro, o que acarreta frustrações e doenças. Os jovens têm de ser motivados a pesquisar a real finalidade da vida. Para que nascemos? Reconhecer a alegria de ser útil construtor, beneficiador, embelezador da vida.

Voltando à questão das dívidas, quem vai tomar empréstimos, seja pessoa ou empresa, tem de, simultaneamente, planejar como vai pagar. Se gastar tudo que recebe, vai faltar. Nas atuais condições de vida, é indispensável guardar um pouco, formar uma reserva. Como se dizia, quem guarda tem.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

UMA PREGAÇÃO DE JOÃO BATISTA PARA A HUMANIDADE ATUAL

João Batista é uma das figuras mais marcantes da história da humanidade: profeta, pregador no deserto, o escolhido para batizar Jesus. Um líder espiritual, profundo conhecedor do saber ofertado pelos profetas. Preparador do caminho para Jesus, não falava por si, mas inspirado pela Luz que se aproximava diante da qual nenhuma máscara pode permanecer.

Seres humanos do século 21, despertem da indolência espiritual, saiam desse caminho que conduz ao abismo da destruição, tão ao agrado da raça de víboras, que servindo ao inimigo da Luz, seduziu os seres humanos com tentações e falsos caminhos.

Em menos de dois milênios, a Terra, criada em bilhões de anos, se acha esfolada de todos os lados. Com cerca de oito bilhões de almas reencarnadas, há fome e miséria. Falam sobre a paz, mas não abandonam o egocentrismo, a arrogância, a violência. As lutas entre povos, religiões e nações estão num crescente. São lutas acirradas pelas cobiças por riqueza e poder como em nenhuma outra época. Querem justiça, mas sem renunciar aos privilégios. Dizem buscar a Luz da Verdade, mas se abrigam na sombra das mentiras confortadoras. Clamam por esperança, mas com sua má vontade, alimentam a própria decomposição.

Vocês se tornaram especialistas em procurar culpados e encontrar desculpas a si mesmos.

Culpam governos, culpam sistemas, culpam o passado, mas não olham para si mesmos, para aquilo que semeiam com as próprias ações. Condenam a corrupção lá fora, mas a toleram dentro de si. O mundo está envolto em trevas porque vocês mesmos se afastaram da Luz e acolheram as imoralidades.

Clamam por liberdade, mas se acorrentam aos conceitos errados sobre a vida, ao consumismo desenfreado, aos pendores, ao ego, ao orgulho. Transformaram a vida em espetáculo, a fé em comércio, a compaixão em marketing. Vocês se acostumaram a ver o sofrimento e a decadência como entretenimento, e a injustiça como rotina.

Arrependam-se, não com lágrimas teatrais, mas com renúncia real, com força de vontade para a própria renovação. Sejam rigorosos consigo mesmos. O arrependimento verdadeiro dói, corta, exige renúncia, mas não é suficiente. O querer a renovação tem de se transformar em ação. Os seres humanos pressentem que devem buscar a cura, mas não agem com firmeza porque isso requer humildade espiritual.

Vocês querem mudança sem esforço, virtude sem disciplina, renovação sem perseverança, salvação sem examinar o que é certo e o que é errado em suas atitudes. Não se iludam, a justiça divina é severa. Os seres humanos estão perdidos não por falta de sinais, mas por indolência do espírito e falta de coragem de reconhecer que, espontaneamente, se afastaram do significado e finalidade da vida concedida pelo Amor de Deus.

Seres humanos, vocês pressentem o que é certo, mas dão preferência ao que é prazeroso, ao que não exige o olhar interior. É indispensável purificar o foco dos pensamentos e deixar de fortalecer o mal. Endireitem as veredas enquanto ainda há tempo. Parem de negociar com o mal. Parem de justificar o injustificável. Parem de acolher as trevas e os seus conceitos errados sobre a vida, ao invés de acolher a Luz e a Verdade com humildade.

O relógio universal assinala o fim do tempo concedido aos seres humanos para o desenvolvimento do espírito. O juízo não é ameaça; é consequência. Na crença cega, o espírito ficou estagnado, mas será despertado pelos tremores e estrondos que já estão atingindo a Terra.

O ser humano é espírito. Quanto mais o espírito tiver se desenvolvido, mais humano será o ser. A verdade não se curva aos seus desejos. A verdade não muda para agradar vocês. A verdade permanece, é eterna, imutável, representa a Vontade Perfeita do Criador que se inscreve nas leis universais da Criação, e vocês é que precisam se voltar para ela. O tempo acabou. É agora ou jamais, é como disse o discípulo João, (8:32): “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”.

Obs.: Recriação literária contemporânea, feita com a colaboração do Copilot, a IA da Microsoft

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

NATAL, A LIBERTAÇÃO ESPIRITUAL

Natal, o grandioso dia em que o Filho de Deus veio ao mundo para libertar o espírito humano do aprisionamento aos conceitos errados, provenientes das trevas que arrastavam a humanidade para o abismo. Mas, para isso, cada ser humano tem de lutar pela liberdade do espírito através da sintonização correta nas leis universais que mantém a Criação, e que foram formadas pela Vontade do Criador.

Atentar para as novas gerações é dever da humanidade, assim como é dever dar a elas bom preparo para a vida e o trabalho, para que se tornem seres humanos de qualidade, independentes, e que contribuam para a continuada melhora das condições de vida na Terra. O ser humano é espírito que dever ser mediador para atrair Luz para a Terra, mas vaidoso, achando-se muito especial, quer ser a Luz e, com isso, espalha escuridão.

A Terra é uma especial estrela criada para possibilitar o desenvolvimento da espécie humana. Os pais são responsáveis para dar às crianças bom preparo para que se tornem seres humanos de valor, adultos fortes com propósitos de vida. Infelizmente há muita influência trevosa que quer arrastar os jovens para a inutilidade.

Afastado da alma, cada indivíduo se torna máquina limitada ao tempo espaço, e ao criar a IA, deu enorme amplitude à sua capacidade; contudo, não vai além da matéria, do espaço-tempo, mas isso poderá ser suficiente para estagnar a sua trajetória natural, cuja essência é espiritual.

As nações se desorganizam. O Estado de Direito submerge. A insegurança vai tomando conta. As guerras continuam fazendo vítimas, enlouquecendo os jovens que vão para os campos de batalha. Na política entre as nações, nada sai de graça. Sempre há negociação e troca de algo nos acordos. O que está acontecendo no Brasil e outras nações é o resultado de governança que deixou de cumprir o seu dever de promover o consumo dos bens essenciais, assegurar trabalho para que as pessoas não dependam do auxílio do governo, e dar às novas gerações bom preparo para a vida e o trabalho. Sem isso, as nações se tornam presas fáceis dos lobos internacionais.

As tensões críticas globais tendem a aumentar. Na questão do relacionamento dos Estados Unidos com o Brasil, prevalece a disputa visível entre China e EUA, pois esse último quer assegurar o domínio do dólar na economia global. Estados Unidos e China dão força aos seus interesses no Brasil e na América Latina. Há um mercado promissor e muitos recursos valiosos a serem captados.

O ano de 2026 vai ser marcante, assinalando a atuação das leis da natureza, até agora pouco prezadas e compreendidas, as quais, através do querer dos seres humanos, poderiam estar atuando pelo bem geral, mas agora apresentam sua atuação saneadora, arrastando para a destruição tudo que trava o progresso real, impedindo que haja paz na Terra e alegria entre os indivíduos de boa vontade.

A força motriz da história está no querer dos seres humanos que movem o atuar das leis da Criação, as quais tecem os fios do destino, trazendo de volta a colheita das ações de cada pessoa, podendo elevar ou afundar a humanidade como consequência.

Na conturbada década de 1930, Abdruschin lançou na Alemanha a sua obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, visando recolocar o ser humano diante das leis universais da natureza e da Criação. A obra é um chamado à responsabilidade individual, à verdade interior e à reconexão com o espiritual. Em sua linguagem simples, clara e natural, é indicada para aqueles que buscam o entendimento da espiritualidade e da existência humana através da ótica das leis universais da Criação. Uma obra que provoca a necessária reflexão intuitiva.

Na Terra, todos os seres humanos são peregrinos em busca da Luz para poderem voltar à casa. Após Jesus ter feito o grande sacrifício de trazer a verdade sobre a Criação, para libertar o espírito humano das trevas, foram criadas várias religiões, mas a animosidade surgida eliminou a busca, e a humanidade deixou de procurar, por isso não consegue mais achar a Luz do Criador para construir, em paz e harmonia, o grande progresso que pode e deve alcançar.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

A COP30 E O FUTURO

Há milênios os homens se esforçam para apagar o saber sobre o Criador de Todos os Mundos. Tudo acontece de acordo com as leis da Criação que expressam a Vontade de Deus. Os homens se afastaram do Criador e passaram a julgar que tudo decorre espontaneamente da evolução natural e, na luta pela sobrevivência, os fracos perecem, os mais aptos sobrevivem e os mais fortes dominam; chamam isso de processo darwinista, a geração espontânea, ir da matéria à vida impulsionada pelas condições do meio ambiente, sobrevivendo e se desenvolvendo pela seleção natural.

Darwin e seus parceiros, com sua mania de grandeza, tinham bloqueado o espírito, por isso não podiam assimilar o saber elevado. Julgavam serem os mais aptos para conduzir a humanidade, ignorando que o ser humano é espírito que, através da evolução das espécies, recebeu um corpo para atuar na Terra e se desenvolver.

A natureza é o grande presente para a sobrevivência, a qual surgiu da atuação das leis universais do Criador, embora tenha sido incluída nos ardis para afastar o ser humano do saber da existência do Criador de Todos os Mundos, que se encontra em distância inacessível.

Os cientistas sempre apresentam muitas ideias, mas a Terra continua se deteriorando. Deveriam olhar para coisas simples e respeitar as leis da natureza, em vez de prosseguir derrubando árvores e espalhando resíduos; deveriam plantar árvores, preservar os mananciais, organizar o manuseio do lixo e ampliar o saneamento. Muitas vezes as soluções mais eficazes estão nas ações simples e locais, que respeitam os ciclos naturais e promovem a continuada melhora das condições gerais de vida. A Terra não precisa de ideias mirabolantes; precisa de respeito, cuidado e ação contínua.

Mais uma vez se reuniram, na COP30, líderes e conceituados cientistas para examinar a situação do planeta, desta vez na cidade de Belém, no Brasil. Antes de tudo, o que a Terra e a natureza mais precisam é de respeito. Pesquisadores perceberam a existência de leis na física, química e biologia. São as leis universais da natureza que estão aí desde sempre. Respeitar a Terra é reconhecer e estudar essas leis imutáveis e dar a elas a devida consideração para não transformar nosso planeta num deserto com enormes bolsões de lixo, degelo das calotas polares, rios mortos, mares sufocados por resíduos, florestas derrubadas em nome do progresso. A Terra se contorce sob o peso das decisões imediatistas dos seres humanos.

A atividade humana gera problemas e resíduos. O que fazer? Isso deveria ser examinado antes e buscada a solução, mas o imediatismo e os interesses financeiros ficam à frente, e quando a sociedade se der conta, o planeta estará rachando. As novas gerações não estão entendendo o que está acontecendo. Ensinar é estimular nos estudantes a capacidade de adquirir conhecimentos. Os estudantes têm de aprender a ler e escrever, e fazer contas. Um segundo idioma é essencial. Têm de entender que a Terra é o lar que hospeda os seres humanos em sua passagem evolutiva.

Em seu movimento orbital, a Terra se movimenta segundo leis naturais que não podem ser violadas sem consequências. A IA pode ser muito útil, mas o professor tem de ensinar como fazer pesquisa. O aluno deve desenvolver um trabalho por si próprio, fazer a redação e a exposição oral. Se não conseguir aprender e vivenciar o aprendizado, transformando-o em ação, então não tem mais jeito, prejudicará a mais nobre vida do planeta que deveria beneficiar, jamais destruir; deixará tudo para os robôs.

As leis naturais atuam na mais severa lógica; o bem e o mal atraem a igual espécie. A humanidade ainda não descobriu uma visão de mundo adequada ao convívio pacífico e próspero. No período da construção da Grande Pirâmide do Egito, os sumérios fundamentados na Luz da Verdade, vivenciaram uma fase especial, mas a partir daí tudo se foi deturpando com as cobiças.

O estresse é geral. Pessoas, nações, tudo. Qual será o futuro da humanidade? Bastaria que tivesse ouvido e seguido apenas um dos muitos ensinamentos que lhe foram outorgados: “Ama ao próximo como a ti mesmo. Respeite-o como ser humano. Nunca o prejudiques conscientemente, nem seu corpo, nem sua alma, tampouco seus bens terrenos ou sua reputação!”

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

MANIFESTO PELO DESPERTAR DA HUMANIDADE

Diante da aceleração desordenada dos acontecimentos imprevistos, da rigidez das decisões e da fragilidade das lideranças, este manifesto está sendo erguido como um sopro da Luz da Verdade para a libertação de milênios de enganos sobre a vida, um chamado ao despertar da indolência espiritual que está rebaixando o ser humano, implantando tristeza e miséria sobre a Terra, de forma opressora. Um chamado urgente para sensibilizar os corações adormecidos.

Vivemos tempos em que o dinheiro se move cegamente como se a prioridade da vida fosse a corrida do ouro, enquanto as consciências se acomodam. Com a falta de equilíbrio financeiro, as nações se debatem em déficits, dívidas avassaladoras e desconfianças. A tecnologia avança, mas o espírito dorme. Os caminhos escolhidos em oposição às Leis da Criação conduzem aos abismos. A humanidade, em sua pressa, esqueceu o essencial: a finalidade e o sentido da vida, a beleza do existir, a dignidade do ser.

Com seu ego e vaidade, os seres humanos erigiram uma obra que tende a cair em escombros. Muitos acontecimentos imprevistos estão chamando a atenção, indicando que se aproxima o tempo no qual os seres humanos serão julgados por suas ações praticadas ao longo das suas reencarnações.

Os seres humanos têm de atentar, com humildade, para os últimos chamados da Luz que estão chegando através dos rugidos da natureza, como os derradeiros apelos à coerência lógica, à inspiração, à reconstrução do indivíduo que se afastou da essência espiritual, para que possa surgir uma nova humanidade na qual a economia sirva à vida, a política sirva à justiça, e a cultura sirva à elevação do espírito, em alegre gratidão ao Criador Todo Poderoso, doador da vida. E tudo isso temos de fazer rapidamente, despertar o espírito com todo empenho porque ainda somos humanos. Porque ainda há Luz ao nosso redor e ainda é possível alcançá-la, porque ainda resta um pouco de tempo. A humanidade adentrou em tempos sombrios, só a Luz da Verdade tem poder para eliminar a escuridão.

É hora de parar, olhar e intuir que urge escapar:

– Da rotina paralisante que esvazia os dias.

– Da precarização da vida em nome de uma eficiência sem alma.

– Da política do medo, da omissão e da indiferença.

– Da economia que deve ter por alvo a melhora das condições de vida.

Os Alvos a serem conquistados:

– Que o viver tenha sentido e coragem para buscar as causas do atraso da humanidade.

– Que a verdade seja a luz que indica o caminho.

– Que o espírito humano seja capaz de se elevar acima da mesquinhez e da apatia.

– Que a transformação comece no íntimo de cada indivíduo consciente e autoconsciente.

A Convocação a todos, em prol da busca da Luz da Verdade:

– Aos sábios, para novamente ousarem sonhar com lucidez e com a intuição.

– Aos líderes, para servirem com humildade e visão, sempre visando o bem.

– Aos jovens, para que não se conformem com o vazio em que a existência humana foi jogada.

– Aos povos, para se reconectarem com a Terra e a natureza, com o sagrado e com a Luz da Verdade do Espírito Santo para construírem na Terra um viver laborioso, em harmonia, semelhante ao do paraíso.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

AS CONSEQUÊNCIAS ESTÃO CHEGANDO

Não é o fim, pois a história é contínua, mas o homem gosta de criar teorias. Para onde vai o Brasil? Para onde vão as nações? Depois de tantas décadas de abusivas interferências financeiras, a humanidade criou um mundo no qual os povos fracos ficam mais fracos, e as elites no poder olham para isso como se fosse algo sem importância.

Com inteligência e o dólar, os EUA assumiram o comando. Poderiam ter ido além, aprimorando a espécie humana. A cobiça por riquezas e poder reduziu as dimensões da humanidade. O sucesso econômico da China tem levado analistas a acharem que a solução é a centralização do poder com mãos de ferro. Quando o ser humano alcançar a evolução espiritual, tudo será mais simples, todos respeitarão as leis universais da Criação, haverá paz e progresso real.

A produção e veiculação de pornografia é o suicídio da sociedade. Meninos e meninas são incentivados para a atividade sexual antes de estarem prontos, o que lhes acarreta distúrbios e crises emocionais, trazendo como resultado o enfraquecimento pessoal e da nação. É uma situação difícil. Os pais foram contaminados por essa onda promíscua destrutiva. Nas cenas dos filmes também há muita exposição desses temas. Na China, isso não é permitido. Por que o ocidente se tornou o centro dessa produção degenerativa? EUA, França e Reino Unido querem acabar com essa situação, meio tarde demais.

O ser humano é espírito e, por natureza, isso deveria colocá-lo na senda do bem, mas com a liberdade que lhe é inerente, sempre está escolhendo algo, de forma consciente ou não, podendo optar pelo mal. Dessa forma, será responsabilizado e colherá as consequências, nesta vida ou em outra. O pensar cerebral pode ser manipulado de fora; a intuição espiritual não. A semente espiritual encarna na Terra para se fortalecer, desenvolver, evoluir, enfim, se tornar o verdadeiro ser humano, mas em muitas situações se mostra desumano por não ter dado ouvidos à manifestação do espírito.

Os acontecimentos com potencial de fazer estragos estão se sucedendo por todos os lados. As pessoas perguntam: por que isso está acontecendo? Será que não prezam a paz e criam situações para promover conflitos? Quem se beneficia com isso? O fato é que uma desordem geral está rondando pela Terra.

A falta de metas adequadas gerou o labirinto e a civilização áspera na qual estamos. A saída dos erros e falsos conceitos requer humildade e reconexão com as Leis da Criação, até hoje pouco estudadas; no entanto, através delas, os seres humanos podem colher harmonia e evolução, ou agir contra elas o que sempre atrairá miséria e destruição. Uma nova civilização depende dos propósitos e metas a serem perseguidos. Sem as metas condizentes com a natureza espiritual da espécie humana, a civilização se tornou áspera, desequilibrada e alienada de seu propósito maior.

Estamos diante das pesadas consequências das sementes lançadas pelas nossas ações que trazem o retorno de tudo e o impacto pode nos levar a uma busca por compreensão. Para as consequências serem boas e agradáveis devem ter a ver com a qualidade das ações e do querer íntimo, voltados para o bem.

De repente, os seres humanos estão percebendo que não estão conseguindo realizar o que querem. Isso vai minando o ambiente, gerando ansiedade e inquietação, e essa irritação vai transparecendo em escala global. Trata-se de um momento crítico. Cada um deve buscar serenidade e entender que ele mesmo deu origem a esta fase perigosa de insatisfação e descontentamento. O modernismo tem afastado a humanidade de sua finalidade principal, a qual se deixou levar pelo imediatismo sem se preocupar como o futuro, criando teorias vazias, distantes da realidade. Há muitos atrativos e falsos ensinamentos que nos afastam de um futuro melhor.

Abdruschin adverte na Mensagem do Graal: “Nisso não há exceção alguma na Criação inteira, nem para uma alma humana! Tem de submeter-se às leis da Criação, se seus efeitos devam ser benéficos para ela! E essa simples evidência até agora a criatura humana deixou totalmente de lado, da maneira a mais leviana.” Somente quando cada indivíduo fizer da busca da Luz da Verdade a prioridade da vida, é que poderá sair do labirinto de sofrimentos em nova construção, e alcançar a libertação do atual fardo pesado.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

A DESCONHECIDA REENCARNAÇÃO

A transição da fase infantil para a vida adulta exerce forte impacto na alma das novas gerações. A humanidade se afastou do saber sobre a reencarnação, isso pode ter rompido um elo essencial entre o ser humano e sua jornada espiritual. Segundo um estudo publicado pela Revista Transformar, o conhecimento da reencarnação tem o potencial de promover o melhoramento da humanidade por despertar a consciência individual e coletiva. A ideia é que, ao compreender a vida como um ciclo contínuo de aprendizado, o ser humano se torna mais responsável por suas ações, mais empático e menos preso ao imediatismo materialista.

Parece que, atualmente, a Terra está carregada de pessoas desanimadas, ignorantes sobre o significado da vida caem no colapso mental. As novas gerações, ao saírem da infância, encontram um mundo inóspito e, desesperançadas, perdem o rumo. Há muitas questões espinhosas que estão piorando e as pessoas querem fugir delas; os mais jovens se escondem. É desgastante tratar delas, mas não tem jeito, é preciso se armar de coragem, afastar os espinhos, resolver, seguir em frente para não estagnar geral como deixaram acontecer com o espírito, mas ele tem de ser redespertado com força e coragem para atuar.

De forma nebulosa, dois terços da população mundial acreditam na reencarnação, o que mostra que, apesar do afastamento institucional ou cultural em algumas regiões, essa intuição permanece viva em muitas consciências. Mas não basta ter uma ideia da reencarnação; é imperioso saber qual é a causa e a finalidade. Vamos pesquisando e construindo a compreensão da verdade. A natureza e suas leis formam a base para o reconhecimento. E reconhecemo-nos na sua força misteriosa, mas não buscamos a origem, pois isso requer humildade, sinceridade e reflexão intuitiva. Mas, em geral, os homens são tendenciosos e dogmáticos, não buscam a luz da verdade.

Há diferentes tradições, do espiritismo ao hinduísmo, passando por correntes filosóficas modernas, que abordam a reencarnação como chave para o autoconhecimento e a ética. Mas a história poderá nos mostrar como esse saber foi sendo silenciado ao longo do tempo. Os seres humanos se afastaram da espiritualidade e deixaram surgir o descontentamento, esquecendo que já tiveram outras encarnações nas quais se deixaram envolver pelos erros, abrindo espaço para a penetração das ideologias que buscam por culpados e por líderes que se dizem sensíveis às dificuldades das pessoas menos privilegiadas, prometendo melhoras. No entanto, não há inocentes; é a colheita. Cada um é responsável pela situação em que se encontra nesta vida, a qual lhe dá a oportunidade de fazer nova semeadura voltada para o bem, e para emergir.

As guerras desequilibram o corpo e a alma – o revestimento do espírito -, mais ainda por estarem sendo transmitidas ao vivo pelas diversas mídias. Os homens não percebem as conexões das suas resoluções com a atuação das leis universais da Criação. Toda ação provoca reação. Quando as cobiças dominam, a paz e o progresso vão embora. Toda a ação tem de estar voltada para o bem geral. É esse o grande segredo da paz, evolução e felicidade. Perguntas que todos deveriam estar fazendo: como melhorar as condições gerais de vida? Como melhorar a educação e o bom preparo das novas gerações? Como melhorar a saúde, a paz e o relacionamento entre os povos? Como cada ser humano poderá contribuir para o bem geral?

A atual situação complicada do dinheiro e das finanças é uma questão global. Vários fatores promoveram essa situação, sendo o crescimento da população e sua indolência e cobiças, alguns dos principais. A criação do sistema monetário, a partir do ouro chegando ao dinheiro virtual, gerou a possibilidade de os donos do dinheiro controlarem as nações e os povos, criando, como consequência, a civilização onde o dinheiro fala mais alto e se torna dominante.

Tudo passou a ser decidido em função do dinheiro. Se examinarmos atentamente o que se passa na Terra, perceberemos que o homem não nasceu para viver escravizado ao materialismo. Os seres humanos desperdiçam o precioso tempo na Terra para o que é essencial na vida: o fortalecimento e desenvolvimento do espírito, mas o castelo econômico construído pela humanidade materialista já ameaça ruir. Paz na Terra para os seres humanos de boa vontade, voltados para o bem.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br