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O DEVER DAS NAÇÕES

A economia mundial se transformou a partir dos anos 1980 devido ao ingresso da Ásia na industrialização com a integração de elevado contingente de mão de obra de menor custo, enquanto o Brasil patinava na crise da dívida externa. Através de câmbio favorável, a China passou a exportar de tudo com baixo custo e se transformou na grande fábrica mundial.

A superprodução na China não foi prevista nem por Marx. Algo inesperado que em poucos anos gerou o maior reboliço na indústria. Isso porque aquele país se aplicou intensamente em produzir de tudo, aproveitando a disponibilidade de mão de obra farta de baixo custo. Desenvolvidos, os canais comerciais entregam bens com preços menores. Os efeitos disso causaram impactos para as nações, especialmente no que se refere a empregos e salários, o que contribuiu para reduzir a renda e a qualidade de vida.

No Brasil, com o plano real, o dólar ficou barato e os importados com preços menores que os bens fabricados internamente. Os governos deixaram a economia seguir, aproveitando os preços menores para combater a inflação; mas com o descuido das contas públicas, a inflação retornou, mesmo com baixa nos empregos. Nas cidades, há mais violência e crimes.

Qual é o dever das nações? O que a globalização trouxe de bom para as nações em geral? O Brasil perdeu fábricas, atrasou o desenvolvimento tecnológico, descuidou da segurança pública, falhou na educação e preparo das novas gerações para a vida, estagnou na infraestrutura, aumentou a dívida. Dizer que o endividamento decorre do déficit da previdência pública é camuflar décadas de má gestão. Afinal, a quem pertence o Brasil e seus recursos naturais?

A economia mundial tomou rumos extravagantes. Os ativos financeiros se tornaram um campo de poderoso jogo que diariamente movimenta bilhões apartados da economia real onde se produz, gerando empregos, comércio e consumo. Some-se a isso a forma displicente como os governos tratam a administração pública e a finança. A qualidade de vida e o aprimoramento da população há tempos deixaram de ser a prioridade, prevalecendo a luta pelo poder interno e externo com guerras econômicas e armadas.

Na discussão da inflação, influi a criação de dinheiro e o aumento da procura. Tivemos ambos os fatores atuando em conjunto. Na inatividade gerada pela pandemia, governos criaram dinheiro para oferecer auxílio emergencial para a população. De repente os consumidores tiveram um extra nas mãos que foi direcionado para o consumo. No cenário conturbado, houve aumento da procura e seus efeitos ainda estão atuando. A tapioca derivada da mandioca custava no início da crise R$4,10 o quilo. Hoje custa R$7,99. Um processo difícil de ajustar.

As engrenagens que movimentam a engenharia econômica se referem à população e sua preocupação com o abastecimento, com o dinheiro que tem para gastar, e com a flutuação da inflação. Freadas no movimento derrubam empregos. Ao lado disso há a grande engrenagem das finanças: Bolsas, câmbio e juros, e criação de dinheiro, que provocam reações nas engrenagens. Quando a situação fica crítica os governantes são pressionados a segurar o castelo para que não caia por terra, seja criando mais dinheiro, ou cortando juros, ou desvalorizando a moeda. Quais são os riscos decorrentes desse cenário?

Falta no mundo a compreensão do significado da vida. Geração, nascimento, infância, vida adulta, velhice, afinal para quê? O rumo certo seria o de cada pessoa se tornar uma beneficiadora da Criação, mas acabou sendo uma perturbadora. A Terra foi dotada dos recursos necessários, mas a ganância produziu desequilíbrios.

Os jovens estão emburrecendo porque abandonaram a leitura, e não há estímulos para ler bons livros. Pessoas que leem e escrevem de forma adequada estão em falta. Pessoas com raciocínio lúcido se tornaram uma raridade. Quão distante a humanidade se encontra de onde deveria estar? Os problemas se acumulam por séculos.

A querida cidade de São Paulo, polo de recepção da Luz, completou 470 anos, atraindo pessoas de todas as regiões. Em meio a tantos problemas, o mais grave foi o relaxamento quanto ao bom preparo das novas gerações e compreensão da vida, para que pudessem estar à altura dos desafios, encontrando soluções para o progresso integral de seu povo.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

A FINALIDADE ESPIRITUAL DA VIDA

Longe vai o tempo em que os seres humanos estavam integrados à natureza. Com intuição atuante e raciocínio lúcido, deveriam ter prosseguido na compreensão correta do significado da vida, da Criação e de suas leis. Com o surgimento da arrogância, do orgulho e da vaidade, o ser humano começou a se sentir como semideus, que ao invés de compreender a grandiosidade do Deus único, criador de todos os mundos e dessa forma afastou-se do caminho da elevação de sua alma.

Muitos profetas foram enviados para orientar e advertir, mas suas vozes não foram ouvidas. Diante da calamidade que os humanos iam preparando, uma parte de Deus veio para a Terra em Jesus, que com Amor e severidade passou a falar sobre o funcionamento das leis da Criação. Mas os seres humanos teriam de quebrar as amarras que os prendiam a um saber falso. Na indolência espiritual dominante, esses ensinamentos foram se tornando incômodos, principalmente para aqueles que se beneficiavam com o comodismo das massas que se sentiram ameaçados em seus privilégios obtidos com a dominação que exerciam sobre o povo.

Colocando de lado a capacidade de refletir intuitivamente, os seres humanos foram se deixando afastar da realidade da vida, ficando envolvidos por uma realidade paralela criada astutamente, rigidamente mantida, atendendo às preferências e pendores aos quais se algemaram. A humanidade prossegue em sua marcha funesta cujo fim será a autodestruição. Uma nova época deve surgir. Uma nova sabedoria se torna indispensável contrariando a mania de grandeza e as cobiças.

Aqueles que procuram pela Luz da Verdade têm de quebrar as amarras, livrando-se de todas as trevas, esforçando-se para compreender direito a Palavra do Senhor, recuperando a intuição para se libertarem da entorpecedora realidade falsa criada para manter a humanidade cativa e inerte, impedindo-a de fortalecer o próprio espírito para que se eleve, cumprindo a finalidade real da vida.

“Por isso, despertai! Somente na convicção repousa a verdadeira crença, e a convicção só vem através de exames e análises irrestritas! Sede seres vivos na maravilhosa Criação de vosso Deus!” (Abdruschin, Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal).

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

O QUE ESPERAM OS LÍDERES MUNDIAIS?

Com conflitos e guerras, as condições gerais de vida estão piorando. Um novo rumor de guerra veio da América do Sul explorada há mais de 500 anos. Assim como hoje temos o presente inóspito, o futuro que se desenha poderá ser ainda pior. O confronto na área econômica mundial está latente. Cresce pelo mundo uma animosidade perigosa; acirra-se a luta pela sobrevivência.

As informações contraditórias vão minando a paciência das pessoas. Faltam ponderação e serenidade. Serenidade atrai serenidade. Na atualidade, ninguém está plenamente bem. Cada um está enfrentando sua própria batalha da vida e isso vai se expandindo pelo mundo.

Num cenário de elevada população, estamos enfrentando crise social e financeira, na produção e nos custos. A produção externa apresenta custo inferior ao praticado internamente, seja pelos componentes e mão de obra, ou mesmo devido aos subsídios, o que acarreta grande desequilíbrio, afetando empregos e renda, comércio e consumo. Ainda não foi encontrada uma fórmula que possa reequilibrar; alguns teóricos falam que a saída estaria na eclosão de nova guerra.

As novas gerações foram empurradas para a escuridão e desalento. Há um alarmante índice de suicídio de jovens. O que pensam as pessoas do comando geral sobre a situação na Ucrânia, Oriente Médio, Guiana e outras regiões? Como a humanidade pode admitir esse descalabro? Faria parte da falada correção populacional do planeta? Estadistas eficientes são afastados. Poder tem preço? Compra-se?

Depois da queda das torres gêmeas, o filme O mundo Depois de Nós mostra a cidade de Nova Iorque em chamas e a convulsão das massas diante do isolamento e falta de informações. Seria a previsão da decadência americana de dentro para fora, a queda do dólar? O viver esteve muito tempo no mundo da fantasia, mas agora se percebe que há séculos havia em tudo o propósito de manter as pessoas presas às futilidades e à manipulação.

Tomando o exemplo de Kevin, do filme Esqueceram de Mim, fazendo compras no mercado, e comparando os preços daquela época com agora, o economista Peter Schiff mostra a tendência continuada do dinheiro perder valor. Será que o dinheiro digital vai solucionar? As coisas mudaram. A queda no poder de compra levou os consumidores a buscarem preços menores. O endividamento é uma alternativa perigosa para empresas e pessoas que tiveram baixa nas receitas. A elevação da taxa de juros internacional pegou de surpresa. Empresas tentam resolver, algumas ficaram sem alternativas diante dos desequilíbrios mundiais aumentados.

O grande problema da humanidade é que a parcela que se julgou superior passou a desafiar a natureza e suas leis, estagnando seu avanço no conhecimento da Criação, prejudicando os mecanismos de sustentabilidade. Por outro lado, a população em geral, que deveria trilhar o caminho do aprimoramento, também estagnou e declinou. A humanidade está no limite.

O calor nas grandes cidades com população elevada está abrasador e vai causar danos ambientais e mentais. Com mais de oito bilhões de pessoas no mundo muito se fala em correção populacional. Espera-se que inovações tecnológicas contribuam na produção de alimentos, mas no caso de escassez, instabilidade dos habitats, conflitos e doenças, poderão surgir impactos substanciais afetando a população.

Jamais os jovens deveriam desistir da vida. Há hipóteses sobre as causas que levaram adolescentes à perda de ânimo e à atitude extrema, mas é preciso ouvir essas crianças, saber delas qual é o seu estado interior, o que pensam da vida, seu significado, sua finalidade, e buscar as soluções.

Desde cedo, fortes apelos empurram os jovens para a atividade sexual, agora para fumar maconha também. Fumar qualquer cigarro é um crime que o indivíduo comete contra si mesmo e contra os não fumantes. Desalentados, deixam que sua alma se fragilize. Os jovens precisam de atividades beneficiadoras. A nação precisa de cidadãos fortes, com coragem para superar os obstáculos, aprender e produzir continuamente. Nesse contexto, que futuro os líderes mundiais estão esperando para a humanidade?

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

A TÃO SONHADA E NECESSÁRIA PAZ MUNDIAL

O querer e as ações moldam o futuro. Cuidar das finanças é essencial para todos: indivíduos, famílias, empresas e governo. A educação deve contribuir para formar seres humanos com sabedoria e bom senso e que pensem em assegurar a paz no presente e no futuro. Acontecimentos drásticos estão chamando a atenção sobre os rumos que estão sendo seguidos. Nos caminhos percorridos, as pessoas foram capazes de tudo, rebaixando suas essências.

Os juros americanos atraem dólares do mundo e das bolsas, desvalorizando ativos, enxugando a liquidez, baixando inflação, o que fortalece a moeda norte-americana, mas aumenta a dívida. Muitos comentaristas falam que a economia voou alto e que tem de abaixar, mas como será a aterrissagem? A segunda feira trágica de 1987 deu-se no mês de outubro. Em 2023, há muitos fantasmas assombrando a economia e a vida. Os políticos têm interesses que se contrapõem. Os comentaristas lançam dúvidas sem propor soluções, e assim o temor vai crescendo, jogando a população numa situação crítica e danosa, sem alvos enobrecedores.

O FED age para recuperação do dólar. Os políticos não atentam para a gravidade da situação. Não se olha para a amplitude da vida. Falta esperança na melhoria geral. Disse o Papa Francisco que o mundo está desmoronando, mas não é só no clima e na natureza e suas catástrofes; os alicerces morais vêm sendo corroídos há mais de setenta anos, e não se vê luz nesse túnel descendente. O planeta está se tornando ingovernável pela falta de seres humanos sábios.

Apesar do temor de recessão nos países desenvolvidos nas últimas semanas, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse que vê maiores chances de a economia global fazer uma aterrissagem suave à frente. Segundo ela, a economia mundial demonstrou uma “resiliência notável” e o primeiro semestre de 2023 trouxe “boas notícias”, principalmente, por conta de uma demanda por serviços mais forte do que o esperado e “progressos tangíveis” na luta contra a inflação.

A China, de outra parte, anunciou a adoção oficial de nova criptomoeda como a sua moeda oficial. Qual a finalidade desse novo projeto monetário? O projeto da civilização do dinheiro possibilitou a ampliação do poder nas mãos de grupos que praticaram a arte da multiplicação. Hoje tudo depende do dinheiro, o rei que reina acima das mercadorias e do trabalho. O dinheiro se presta para pagamento, a mercadoria universal, o denominador abstrato dos bens, mas também é poder na mão de quem o detém. Adorado e idolatrado acima de tudo pelos seres humanos, embora a verdadeira riqueza seja ofertada pela natureza. Perdendo a ligação com a natureza, perdemos tudo.

Antigas profecias anunciavam que o futuro traria a fome. O sol também chama a atenção para que os homens pensem seriamente na vida e sua finalidade, e não se entreguem cegamente ao poder do dinheiro, mas construam e beneficiem o planeta para evitar as penúrias. Havia uma expectativa. Algo para acontecer. Uma nova doença. Uma crise econômica. E todos foram surpreendidos por ação terrorista, inclusive o povo de Israel. Precisamos de Paz na Terra e evolução espiritual.

Muito preocupante são os recentes acontecimentos no oriente médio. Em 1973, o mundo tinha sido sacudido por uma guerra e pela crise do petróleo. E de repente estamos vivendo uma situação complicada no tabuleiro mundial pelas consequências que poderão provocar no já conturbado século 21. Haja serenidade.

Estamos num momento decisivo para a humanidade que se deixou arrastar para os prazeres mundanos e se encontra desorientada diante de um planeta devastado pelas cobiças e imediatismo. O homem se tornou o lobo do homem. Como dar um basta ao derramamento de sangue?

Moisés, Jesus, Maomé e Abdruschin tiveram uma trajetória histórica que deveria ter dado unidade à busca pela Luz da Verdade do Altíssimo, mas isso requer força de vontade. Sombras de ódio e medo assolam a humanidade que, com humildade, perante o Criador de Todos os Mundos, deveria ter se dedicado ao fortalecimento e aprimoramento espiritual. Como reencontrar o caminho para um viver de acordo com as leis da Criação? Em meio à turbulência materialista, falta clareza e o sincero querer de paz para alcançar o alvo da vida, ou seja, o real progresso espiritual.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

AS CONSEQUÊNCIAS DA DEPENDÊNCIA ECONÔMICA

Todos sabem como é delicada a situação de depender de terceiros, mas por que deixam que isso aconteça? O Brasil sempre ficou atrelado a interesses externos, desde a produção e exportação de açúcar, café, entre outras commodities. Com tantos recursos naturais e mão de obra, o país poderia ter construído uma economia menos dependente e se tornado mais próspero. Sem visão e sem empenho, os governantes do país o acorrentaram aos poderes e interesses externos há mais de 200 anos. O atraso latino-americano vem desde as repúblicas montadas para atender a interesses particulares. A população até que ensaiou uma evolução, mas a pobreza material e espiritual domina amplamente.

Em meio a tantas desgraças, a sociedade se sente acossada pela síndrome de pânico, sendo que na América Latina esse problema é mais grave ainda. As pessoas estão assustadas, inquietas. Em meio às crises econômicas esse é mais um fator para manter a estagnação geral.

A moeda é dita como produto do Estado, mas na verdade é o poder na mão daqueles que o comandam, e razão da revolta de outros, cuja moeda está longe de ser a moeda internacional que todos acolhem. Se ela sair do físico virtual e passar para o digital possibilitará a ampliação do controle dos movimentos. Aí entram as dúvidas sobre as atividades da sociedade moderna e a grande sombra que permeia os cartéis no mercado das drogas que atuam como multinacionais escorregadias e bem estruturadas. Haverá algum tipo de arranjo?

Cautela é a palavra para o momento. O Brasil está perto do labirinto das dívidas dominantes, mas ainda não está nesse nível. Precisa cuidar atentamente das contas e não permitir que políticas governamentais imediatistas lancem a nação numa vala profunda. Se a inflação mundial se instalar, o Brasil será fisgado pelas importações que terão seus custos elevados, algo a ser meticulosamente planejado.

O espírito intui, o intelecto raciocina. Quando o espírito não se fortalece e deixa o intelecto se impor, a intuição vai perdendo força e o indivíduo também perde a força de vontade, e vai se acomodando, pois lhe faltam propósitos. Assim, vai deixando a vida rolar e, consequentemente, seu pensar vai perdendo naturalidade, simplicidade, agilidade e clareza. O pensamento fica confuso e o raciocínio perde a lucidez; é o enrijecimento.

Então os especialistas que buscam atender aos interesses do poder, acham que a solução para lidar com a questão do baixo aprendizado das novas gerações deverá ser introduzir o pensamento artificial direcionado pelas máquinas para que os indivíduos tenham alguma funcionalidade para o sistema, mas com isso o ser humano acaba perdendo a sua a essência, a conexão com a alma.

É lamentável a situação em que se encontra grande parte dos estudantes. Inseguros, sem clareza no pensar, estão sem rumo. A velha estrutura foi impactada pelo realismo das poucas expectativas para o futuro. O que fazer? Para que fazer? O que somos nós? O que é a vida? O desemprego dos jovens é brutal. Em vez de ser eterno aprendiz, em meio à estagnação, as novas gerações estão desaprendendo a viver. Infelizmente a qualidade da educação tem piorado. Aulas chatas, alunos desinteressados.

Como os estudantes poderão ter prazer de estudar e construir o próprio futuro se perderam a esperança em um mundo melhor, e estão desconectados da própria alma e da intuição, que são a essência do ser humano? Deveriam estar sabendo ler e escrever bem. O meio digital é importante no ensino e poderá ser um simplificador em meio a tantas teorias distantes da realidade, raramente utilizadas ao longo da vida; mas o professor deve explicar na lousa, fazendo uso do giz para boa conexão com os alunos e para facilitar a compreensão do conteúdo abordado na aula.

Aprender com quem sabe fazer. Aprender fazendo. Esse parece ser o jeito certo de aprender em vez de ser envolvido por toda a teoria para depois se ajustar na vida real; o ensino precisa de atualização ante a aceleração geral. Muitos estudantes gostariam de ter aulas que os tornassem aptos para utilizar na prática e imediatamente o conhecimento adquirido. O Brasil está ficando para trás e caminhando aceleradamente para a dependência econômica e tecnológica, comprometendo seriamente o futuro.

A situação real é que o espírito fica aprisionado no corpo dominado pelo cérebro e pelos instintos corporais, sem ter condições de se manifestar para colocar em movimento a essência do ser humano. A vida é um eterno aprendizado, uma jornada para evoluir, mas aqui chegando, as pessoas se esquecem da finalidade da existência e se deleitam com as ninharias do mundo material enquanto o espírito cai na indolência e fraqueza, e não cumpre nem dez por cento do que poderia e deveria.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

O ALVO DA HUMANIDADE

A obra da Criação foi ofertada aos seres humanos para o seu desenvolvimento espiritual em paz e progresso, mas estes acorrentaram-se ao mundo material julgando-se seus donos. O que a humanidade deveria ter aprendido com a pandemia iniciada em 2020? O homem perdeu a naturalidade, ou seja, a própria essência, tornando-se artificial, do jeitão que construiu a máquina Inteligência Artificial (IA), artificial como ele próprio.

No terreno material, com certeza a IA vence o jogo, mas em confronto com o espiritual humano o que a máquina poderá fazer? Talvez a mesma coisa, isto é, continuar trabalhando para apagar a essência humana e dominar a sociedade que perdeu simplicidade, clareza e naturalidade – atributos essenciais do ser humano. As pessoas falam do espírito esclarecido, que são os dotados de bom senso e gratidão. Seria ingenuidade achar que muitas pessoas que falam desembaraçadamente sobre a vida prontamente acolheriam a Luz da Verdade com alegria na alma e sinceridade.

Estamos enfrentando uma fase de muitos abalos emocionais. As primeiras 24 horas são muito difíceis, mas há abalos que persistem no tempo, que deixam as pessoas sem vontade, sem iniciativa. É preciso ter um alvo, ir em frente, observar o querer interior que às vezes fica tão fraco que nem o percebemos. Sair do marasmo, ter um querer forte e ir atrás logo, ou seja, pôr-se em movimento em busca de um alvo, e assim ir caminhando pelos dias. Quanto mais para, mais parado fica. Às vezes é uma simples vontade, fraquinha, que a pessoa deixa passar. A vontade é expressão do querer, tem de ser examinada e gerar ação e alegria.

Fim de uma era? As livrarias não atraem as novas gerações. Acabou o encanto da transformação do homem que buscava saberes com independência. Hoje os caminhos rígidos que o cérebro percorre são inflexíveis como trilhas de circuitos eletrônicos. Qual será o futuro da espécie humana que caminha desanimada por ruas sujas com detritos?

As cidades americanas mostradas nos filmes são o sonho dos brasileiros, com ruas arborizadas, jardins sem muros, crianças nas escolas. Mas a desgraça é mundial, pois a espécie humana em vez de evoluir está regredindo; isso tem a ver com economia, cultura, espiritualidade. A prefeita de São Francisco, London Nicole Breed, fala sobre os problemas de sua cidade que ainda não voltou ao normal na pós-pandemia, com muitos moradores de rua e uso de drogas. “O vício precisa ser tratado sem leniência. Requer força, não tolerância”. Mas se ela visse o centro velho de São Paulo teria um choque. O materialismo, a crença no poder do dinheiro afastaram os seres humanos de sua essência, e aí o abismo se abre sem piedade.

O alvo econômico das nações é deter o poder econômico e militar. Tudo visa o acúmulo de riqueza, dinheiro corrente, ouro, empresas e papéis lucrativos, monopólio de produção e de tecnologia. Isso produz desequilíbrios, pois a economia deixou de estar voltada para o bem-estar e aprimoramento da espécie humana, e quando isso é deixado de lado o declínio é inevitável, seja na moralidade e ética e até no próprio ser humano, na sua imunidade, e no funcionamento do cérebro cujas engrenagens estão emperrando, uniformizando o pensamento das novas gerações, eliminando a individualidade e criatividade.

Através das teorias econômicas, as nações falam em “vantagens comparativas” para comparar diferenças de produção e comércio, baseando-se em um mesmo produto, o que parece razoável dada as diversidades regionais. No entanto, cada nação deve organizar oportunidades e o atendimento das necessidades básicas de seu povo, o que torna natural a troca, o comércio de bens diferentes, por exemplo, como sal ou açúcar.

Mesmo supondo que sejam bem administradas, é nesse contexto que se instalou o grande desequilíbrio entre as nações, enquanto algumas mal conseguem o equivalente para pagar o que importam, tendo até de contrair empréstimos para isso; outras produzem um excedente financeiro que as capacita a financiar e investir em outras nações, tornando-se dominadoras e impositivas. Como solucionar o impasse de forma que cada nação que se esforça tenha possibilidade de progredir e não ficar para sempre dependente de outras? Então, não seria isso o alvo adequado para a humanidade?

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

 

CRIATURA COM ALMA

O ser humano é dotado de alma, corpo e mente. A alma capacita a mente a pesquisar a verdade das leis universais que regem a vida. Quanto mais a alma evoluir, mais sábio o ser humano se tornará. E se a mente subjuga a alma, o cérebro assume o comando, mas por ser manipulável e influenciável, e sem visão clara e ampla sobre o significado da vida, passa a criar leis terrenas. Quanto mais leis são criadas, mais confusão vai sendo gerada, pois a essência esconde objetivos de cobiças e logro. Restabeleça-se a vontade para o bem e tudo se tornará simples e natural. A criatura humana é a única que permanece fora do lugar que deveria ocupar na Criação, pois está sufocando a sua essência que lhe possibilita tornar-se um verdadeiro ser humano.

Há a expectativa de que a Inteligência Artificial (AI) venha absorver uma série de atividades profissionais, afetando o mercado de trabalho, mas a máquina jamais conseguirá trabalhar com a alma, característica dos seres humanos. A humanidade está fora do lugar que lhe cabe, pois se tornou displicente com o aprimoramento da própria espécie, deixando de exercer plenamente sua capacitação emocional, comportamental e de assimilação da cultura terrena.

Os seres humanos estão abdicando de suas capacitações de examinar, ponderar, refletir de forma intuitiva, o que permite a ampliação e dominação da manipulação agora facilitada pelos novos recursos tecnológicos. Enquanto as espécies em geral seguem a trajetória do autoaprimoramento, a espécie humana tem feito o inverso e tem se deixado mecanizar e retroceder.

Mais de bilhão de pessoas vivem com algum transtorno mental, segundo a Organização Mundial da Saúde. A depressão e outros sintomas desagradáveis também se manifestam na falta de motivação, num fraco querer. Isso está ocorrendo na vida pessoal e profissional, uma dose de desânimo que precisa ser combatida com força de vontade e propósitos enobrecedores na forma como agimos, como fazemos as coisas, dando vida com a atividade da intuição, pois é isso o que diferencia o ser humano do animal e da máquina, que pode substituir o trabalho com eficiência e menor custo, mas jamais dará vida ao trabalho com a energia do espírito. Serão obras efêmeras, frias, sem calor, feitas para seres humanos cuja alma dormita e não está participando da vida como é esperado.

Embora muitas pessoas não queiram acreditar, a Criação segue uma linha coerente, justa e lógica, mas há muitas lacunas no saber. O ser humano tradicional que ouvia a alma está surdo. Não ouve mais, não lê, não examina, não analisa. Cada indivíduo, cada povo, a humanidade inteira, sempre colhem o que semeiam. A fase é a da colheita geral, tudo de uma vez, sem trégua, num período relativamente curto, onde terão melhor colheita aqueles que buscarem reconhecer e viver de acordo com as leis do Criador.

A atividade sexual faz parte da natureza humana, mas a finalidade do casamento vai além da satisfação sexual. Homens e mulheres são dotados de características diferentes, mas juntos deveriam ter construído um viver paradisíaco na Terra. Em vez disso entraram em intermináveis desentendimentos e conflitos que dificultam a vida e acabam se refletindo nos filhos, que deveriam ser gerados com toda responsabilidade e cuidados com carinho e severidade para que se tornem fortes, aptos a conduzir a própria vida ao se tornarem adultos.

No passado distante, a mulher recebia toda consideração por ser a cuidadora do lar e a grande conselheira que, com sua delicada intuição, indicava caminhos para o homem, o grande defensor da feminilidade, que queria viver voltado para o bem geral. Mas isso era uma vez; homens e mulheres foram embrutecendo deixando que o egoísmo, vaidades e cobiças determinassem os seus caminhos.

Os fios de nossos destinos são invisíveis, estão além de nossa capacidade de ver, compreender e controlar. Tudo na vida é regido pelo funcionamento automático das leis da Criação, que expressam a perfeição da Vontade do Criador, trazendo para cada criatura humana a colheita de tudo que semeou com o seu querer, pensamentos, palavras e ações, podendo assim sempre dirigir o destino para o progresso e a felicidade, e tornar-se verdadeiro ser humano com a alma atuante.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

UM NOVO CAMINHO PARA A HUMANIDADE

A vida foi seguindo: família, escola, namoro, casamento, filhos. O tempo passando: pizza, vinho, futebol, trabalho. De repente, algo estranho fez tudo mudar, como a perda de rumo, perda de interesse e motivação, desânimo, a sensação de vazio se estendendo pelo mundo, a ansiedade aumentando. Qual rumo seguir?

De onde vem a vida? A natureza é fabulosa, pois nela há vida e movimento, seja no solo, no ar, na água. Com tantos problemas na Terra, o que vão fazer em Marte? Quanto tempo demora para se chegar lá? Os seres humanos buscam o que está distante, meio fora do alcance, mas descuidaram da Terra, explorando-a e destruindo. É espantoso quanto gastam estupidamente para satisfazer as próprias cobiças por riqueza e poder. Tragicamente quase nada foi feito para deter o retrocesso mental e espiritual da espécie humana nos últimos 50 anos.

Os efeitos da cultura da jovialidade tudo faz para ocultar a naturalidade do ciclo da vida. Em tempos passados, os idosos eram considerados sábios. Agora esse contingente tem a saúde agravada por sintomas de doenças decorrentes da falta de cuidados com o corpo e hábitos errados e exagerados, além da alimentação inadequada na qualidade e preparo. Alegria e gratidão deveriam ser as motivações essenciais, mas na falta disso surgem conflitos na mente por questões mal resolvidas. É o momento para refletir sobre o significado da vida e buscar a ascensão espiritual.

Nesta fase tão mecânica temos de oferecer aos jovens uma base que os habilite a desenvolver um projeto de vida e de crescimento pessoal de forma consciente. De maneira geral, as novas gerações não têm recebido bom preparo para seguir pela estrada da vida construindo e beneficiando. Ou são lançadas no conformismo e estagnação, ou torpedeadas com ideologias marcadas pelo ódio. Em ambas as alternativas, falta uma visão elevada tendente a conduzir a humanidade para o aprimoramento pessoal e melhor futuro, sendo impulsionadas para a perda da própria essência, em vez do fortalecimento de cada indivíduo para que se movimente em busca de seus sonhos de evoluir, construir e beneficiar em paz e liberdade. É indispensável alfabetizar adequadamente e promover a leitura para formar seres humanos com raciocínio lúcido, fortes, aptos e dispostos a construir um Brasil melhor.

A crescente miséria pelas cidades indica que há algo errado na trajetória do ser humano. O que será? O carma? A desigualdade na apropriação dos recursos naturais? O querer egoístico? Ou será o resultado do retrocesso espiritual que se intensificou a partir das décadas finais do século 20? É tudo isso, uma coisa em decorrência da outra, a grande semeadura esquecida que está apresentando os frutos todos de uma vez. A grande catástrofe para a humanidade será se as novas gerações continuarem perdendo a sua essência humana.

Os jovens trazem renovação, mas precisam da base sólida adquirida no lar com carinho e severidade, para que se tornem aptos e dispostos a darem a sua contribuição para o bem geral. Sem isso, perdem o rumo, desperdiçam o tempo concedido para o autoaprimoramento. Estamos numa fase em que as dificuldades estão aumentando. No atual deserto de inspirações e ideais nobres, buscar o enobrecimento do viver é algo essencial. O tempo se torna curto, faz-se o que é possível, mas o movimento certo é indispensável. Os interesses menores cerceiam as boas iniciativas.

Cada indivíduo, cada povo, a humanidade inteira, sempre colhem o que semeiam. A fase é a da colheita geral, tudo de uma vez, sem trégua, num período relativamente curto, onde terão melhor colheita aqueles que buscarem reconhecer e viver de acordo com as leis do Criador. No Brasil e no mundo atravessamos a crise gerada pelo ser humano que abandonou a intuição, a voz do espírito.

Recursos naturais limitados, ameaça de falta de alimentos, murmúrios de guerra grande. O que deveria surgir para impedir o esvaziamento da essência humana? Que caminho a humanidade deveria seguir? Romper a estagnação em que caiu buscando a evolução espiritual, integrando a ciência com a natureza e suas leis, para dela colher o que de melhor nos oferece, sem agredi-la destrutivamente.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

INTUIÇÃO, RACIOCÍNIO, INTELECTO

Nas escolas básicas falava-se em aplicar o raciocínio para resolver problemas. Nos cursos mais avançados falava-se no Intelecto e sua objetividade, evitava-se a palavra Intuição, mas as coisas difíceis ficavam mais fáceis de serem entendidas quando surgia a explicação intuitiva, sem que se soubesse exatamente o que era a intuição. Na verdade, a tal objetividade era ostentação dos homens de intelecto que tornavam as coisas mais difíceis do que são, com o objetivo de dominar e se impor.

Podemos compreender a palavra “raciocínio” como a ação do cérebro e a palavra “intelecto” como o cérebro do raciocínio super desenvolvido, que acabou travando a intuição, ficando os seres humanos dominados por ele, sem captar a intuição extra material através do cerebelo, que atua como uma antena receptora que permaneceu estagnada em seu desenvolvimento natural, enquanto o cérebro do raciocínio, ou intelecto, foi cultivado excessivamente de modo unilateral, representando o grande mal da humanidade, pois cerebelo e cérebro deveriam se desenvolver em paralelo, para fortalecer a percepção intuitiva e desenvolver o raciocínio lúcido, fazendo da criatura humana verdadeiro ser humano que reconhece e segue as leis naturais da Criação, a Vontade de Deus.

Dizer seres humanos dominados pelo intelecto, ou dominados pelo raciocínio, significa a mesma coisa. (Ver a obra Na Luz da Verdade, Mensagem do Graal, de Abdruschin)

Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

NA CRISE, MANDA QUEM PODE

Quem é responsável pela pandemia? A humanidade tem vivido de forma egoísta e desprezando as leis da natureza, fazendo tudo errado por ignorância e por cobiça, provocando o aparecimento e disseminação dos vírus. O rol das consequências dos erros é enorme; fiquemos com apenas um: tivemos mais de 300 anos de trabalho escravo no Brasil, pensem nessa maldade e insensatez. Quando finalmente a família imperial proibiu a escravidão em 1888, D. Pedro II foi destronado e expulso, e começou uma república na mão de despreparados que cederam o poder a um grupo de entreguistas corruptos.

A vacina é uma etapa importante, mas vai resolver tudo? Ela é uma parte da solução, mas os cuidados devem permanecer com distanciamento, uso da máscara nos contatos, fugir das aglomerações. Estamos numa fase de grandes rupturas, nada será mais como antes.

A questão da sobrevivência econômica não deve estar relacionada ao atendimento de interesses dos poderosos, mas com muito bom senso é preciso impedir a desestruturação da economia que vem cambaleando há décadas, pois isso poderá levar o Brasil a cair num abismo de miséria e desordem difícil de recuperar.

A economia se organiza ou desorganiza num processo. Nos anos 1970 havia, em São Paulo e outros estados, promissora indústria eletroeletrônica. Com o advento da Zona Franca (ZF), as fábricas fecharam e foram importar através de Manaus. Em 50 anos nada se fez pelo avanço tecnológico. Como fazer da ZF de Manaus algo efetivo no avanço do Brasil?

Nos anos 1980, o Brasil, pressionado pelo resgate da dívida externa, fomentou a inflação. Veio o plano real que tabelou o preço do dólar. Importar ficava mais barato que produzir. Os empregos foram embora. A indústria não resistiu. Como organizar a economia se a globalização converge para produzir na Ásia com custo da mão de obra menor em 80%? Há um amplo desequilíbrio mundial na economia e no avanço tecnológico que está arrastando o mundo para a precarização geral. Não bastam auxílios emergenciais, é preciso dar sustentabilidade ao trabalho e à renda, e promover continuidade do aprendizado prático do jovem aprendiz, além do ensino escolar.

A humanidade se encontra diante da grande colheita de todas as suas ações. Se quisermos um mundo melhor, em continuado progresso, se faz necessário acabar essa luta por riqueza, poder e dominação travada pelos poderosos sobre a grande massa, e pôr em prática a estreita cooperação, visando o bem geral e a sustentabilidade. O mesmo se aplica ao relacionamento entre as nações e as pessoas em geral. Não há equilíbrio. O que prevalece é produzir onde o custo seja baixo, como na Ásia, para vender aos que ainda podem pagar. O poder e os ganhos ficam com os graúdos e a miséria vai aumentando.

Num mundo onde a regra é a mentira e a falsidade, falar a verdade é provocar os beneficiados. Intuição e raciocínio lúcido são indispensáveis. O presidente norte-americano Biden disse ter intuído o desejo do povo americano e desenvolve plano de trilhões de dólares para recuperação da economia e empregos. A grande questão não é intuir o que o povo quer, mas intuir o que é necessário fazer para eliminar as causas do declínio humano e econômico. O capitalismo de Estado chinês parece que funciona na base da prospecção de oportunidades geoeconômicas, tirando o melhor proveito delas e no “manda quem pode” sem ser contrariado.

Enfrentamos um período turbulento com ataques e golpes baixos contra o Brasil. Estamos diante de uma incógnita, qual será o futuro do país? Alcançaremos o progresso ou cairemos no abismo da ignorância e precarização geral?

Para não cair no entorpecimento manipulador e fugir da indolência, o tempo tem de ser aproveitado de forma enriquecedora e criativa, semeando o bem, o que atrai alegria e felicidade. A moda agora é mostrar as coisas feias da vida, desmoralizar o ser humano. Na mídia em geral e nos filmes observamos um padrão negativo. Antes ainda dava para se distrair, agora na grande maioria das apresentações, só há tóxicos que mantêm os seres humanos olhando para os baixios da vida onde não há esperança. Desvalidos e extenuados, eles têm de reunir as forças que lhes restam para procurar a prometida Luz da Verdade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br