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MANTENHA A SERENIDADE

Uma reflexão sobre o momento atual

A maioria das pessoas que vive no Brasil sente que a situação atual está insuportável, difícil de engolir. Não dá para ficar vendo as notícias, porque a imprensa impõe uma comunicação forte que gera medo e pânico. A internet, por sua vez, nos traz uma quantidade enorme de opiniões favoráveis e desfavoráveis sobre os assuntos atuais. Em toda essa enxurrada de informações não se sabe exatamente o que é verdade ou o que são mentiras misturadas com verdades, e muita desconfiança perturbadora é lançada. Assim, a maioria das pessoas se sente empurrada de um lado para o outro até perder o controle e ficar agressiva e raivosa, brigando, agindo impulsivamente de forma desastrosa. Então, vamos nos acalmar gerando pensamentos positivos, voltados para o bem, sem ódio.

Em vez de subir por meio da escada da evolução, os seres humanos estão descendo e a cada degrau que descem, mais baixarias e decisões inescrupulosas vão surgindo. Dessa forma, tudo vai regredindo, eliminando a compostura ética e moral, mas lá embaixo o abismo é grande e sem volta. Parece que não se trata só de pandemia. Algo mais grave está no ar e nada podemos fazer contra essa onda avassaladora que se precipita sobre a humanidade. É a grande colheita de tudo que a humanidade semeou. Temos de aguardar os acontecimentos com serenidade, semeando o bem.

Por milênios, sempre foi concedido aos seres humanos a visão correta da Criação através de pessoas inspiradas e guiadas para transmitir ensinamentos adequados ao povo e à época em que viveram como: Krishna, Zoraster, Buddha, Lao Tsé; mas suas palavras acabaram sendo esquecidas ou distorcidas com o tempo por aqueles que se colocaram como donos do saber para dominar.

A humanidade afundava de forma autodestrutiva. O Criador enviou uma parte de Si, Jesus o Amor de Deus. Se mantidas como foram originalmente pronunciadas, todas as mensagens convergiriam para a doutrina do Criador trazida para a humanidade nos ensinamentos proferidos por Jesus, dos quais pouco restou do sentido original proferido, ficando a mensagem da Luz incompreendida e posta de lado, surgindo um culto à pessoa. A obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, de Abdruschin, dá esclarecimentos a todas essas questões.

E cada vez mais a humanidade indolente se foi afastando da espiritualidade e suas leis universais, apegando-se ao perecível mundo material, empregando a força e a astúcia, desprezando a espiritualidade, a ética e a moral. Com isso, desenvolveu a ideia de que “os fins justificam os meios”, enaltecendo doutrinas materialistas como as de Maquiavel e Confúcio, empregando-as para alcançar suas cobiças, o que acabou gerando esta época confusa e caótica. Mas a Luz da Verdade continua brilhando para todos que a procurarem com sinceridade no coração.

As pessoas têm vivido voltadas unilateralmente para os aspectos materiais. “Preocupam-se com a comida, com a bebida, tratam de acumular quantidade maior ou menor de valores terrenos, esforçam-se por obter prazeres corporais e consideram quaisquer reflexões sobre coisas que não podem ver, como desperdício de tempo que, na opinião deles, poderia ser empregado muito melhor em recreio” (trecho da Mensagem do Graal). Estamos atravessando a era da aceleração que parece encurtar o tempo, acelerando as consequências das decisões dos seres humanos, e nada mais permanecerá oculto.

Qual é o sentido da vida para o corpo e a para alma? Quem sou eu? Por que nasci na Terra? Como tomar decisões acertadas sem conhecer o significado da vida e as leis que a regem? Somos hóspedes do planeta, a única espécie com livre arbítrio e raciocínio que age de forma errada e destrutiva tanto na parte física da sustentabilidade, como na psique humana através dos pensamentos e ações que se espalham pelo mundo, atraídos e atraindo a igual espécie.

A pandemia está quebrando a forma escarrapachada de viver. Os seres humanos se tornaram prisioneiros da ignorância e da mentira. A quarentena impede a continuidade da velha rotina, da forma de viver que o corpo e a mente haviam se habituado sem dar espaço ao espírito, aumentando e evidenciando o vazio interior. Povos antigos tinham a clara percepção que sem o anseio por algo mais elevado a vida terrena perde o seu valor. Em vez de ir progredindo naturalmente, esse anseio acabou sendo posto de lado na medida em que a humanidade se ligava mais estreitamente ao perecível mundo material. É preciso ter a coragem de despertar o anseio adormecido para o que é puro e elevado e, assim, caminhar pela maravilhosa Criação progredindo de forma vibrante e jubilosa.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

CARTÕES DE CRÉDITO E COVID-19

Há muitas pessoas displicentes com suas contas, especialmente com o cartão de crédito, mas com milhões de desempregados a questão assume outros contornos. Uma das causas é a Covid-19, mas é também tudo que aconteceu antes. A economia brasileira foi reduzindo a produção destinada ao mercado interno. Faltou melhor planejamento que buscasse o equilíbrio entre produção, trabalho, renda, tudo muito desigual no Brasil desde a fase do trabalho escravo. Como considerar boa para um país a globalização que leva os empregos e a produção para fora, desequilibrando a economia interna?

A economia moderna tomou o antigo jeito mercantilista de produzir para exportar e acumular riquezas e poder, visando superávit em suas contas externas, mas quando o mercado fecha devido a uma crise como a da pandemia, fica sem saber o que fazer. Deveria estar voltada para produzir para a própria população. Esse modelo satisfazia os interesses do mercado financeiro global, mas ao longo dos séculos, tem demonstrado que não promove progresso equilibrado entre as nações.

Foram séculos de descuidos com a saúde e com o preparo das novas gerações. Agora surgiu o dilema: vida ou economia. Mas o essencial é conhecer a finalidade da vida. A atual situação do Brasil mostra as consequências dos maus governos despreocupados com o equilíbrio das contas internas e externas, com o baixo nível de renda e falta de bom preparo da população. Um dos efeitos da má gestão são as muitas obras inacabadas, fruto de projetos ruins, falta de planejamento, e muitas vezes, corrupção.

Produzimos poucas coisas. Dependemos de importação de manufaturas que chegavam com preço arrasador. A renda caiu mais com o desemprego, um problema que se arrasta há décadas com a transferência da produção para a Ásia. As contas públicas e administração da dívida pública estão em caótica situação. Há um problema político de luta pelo poder, mas a economia sofre de males que se acumularam sem que recebessem um tratamento objetivo. O mercado interno é fraco e despreparado, a precarização externa chegou até aqui. Como solucionar esses problemas?

A economia de muitos países segue como carro velho que vai largando partes pela estrada. Apesar de um esfriamento da globalização, a economia mundial não indica a possibilidade de mudanças no sistema, rumando na direção da renda básica universal como a grande panaceia para acomodar a massa que enfrenta escassez de comida e educação.

O avanço econômico e tecnológico da China foi surpreendente. O grande problema dos seres humanos é que não conseguem estabelecer um progresso equilibrado. A transferência das fábricas para a China acarretou alguma melhora no sofrido povo de Mao Tse Tung, mas afetaram a renda e empregos noutras regiões, criando um novo protagonista nas finanças mundiais, gerando o grande desequilíbrio geral, agravado com desequilíbrio na natureza.

O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, disse que as explosões recentes em seu país foram provocadas pela detonação de 2.750 toneladas de nitrato de amônia, produto que tanto pode ser usado na fabricação de fertilizantes agrícolas quanto de explosivos. O Líbano se tornou um ponto de concentração das incoerências humanas e dos pensamentos maléficos que se materializam nos problemas criados pela humanidade, decorrentes da forma de viver em desacordo com as leis da Criação. Destruição, insegurança, desemprego, mortos e feridos, economia desequilibrada, crise no abastecimento.

A frase “sadio de alma, corpo e mente” mostra o conjunto que forma o ser humano: a alma ou espírito, no comando; e o corpo, do qual faz parte a mente através da atividade intelectiva, que deveria refletir intuitivamente, mas quer a supremacia, anulando o espírito e forjando um mundo áspero, sem coração, como é o mundo atual que alma nenhuma consegue reconhecer como humano.

A consideração humana é uma atitude vinculada à humildade espiritual. Pessoas arrogantes que se julgam superiores, oferecem pouca consideração ao próximo por considerá-lo insignificante. Insensíveis ao sofrimento alheio, caminham pela vida como se fossem os donos do mundo, buscando o máximo de satisfação para si mesmos. Como bem disse Abdruschin: “Concedido vos é peregrinar através da Criação! Caminhai de tal maneira, que não causeis sofrimento a outrem, para satisfazer com isso qualquer cobiça”. Pensando no bem geral, podemos contribuir fortemente para a paz e a bem-aventurança da humanidade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

A TERRA É ESFÉRICA

Uma das questões mais absurdas que surgiram nos últimos tempos foi a afirmação, por alguns grupos, de que a Terra é plana e não uma esfera, como já foi comprovado cientificamente e por inúmeros astronautas e fotos de satélites. Qual será a causa dessa discussão infundada e irreal? Seria por conta da estagnação na economia e no preparo dos jovens? Em 2020 vamos continuar na mediocridade? Há brigas por todos os lados. Cada pessoa só pensa em si e nas suas conveniências. Enquanto faltar um ideal entranhado nas pessoas visando o bem geral, a espécie humana continuará decaindo.

Tudo na Terra poderia ter sido diferente se o ser humano mantivesse sua intuição voltada para a melhora geral. A população perdeu a confiança nesses homens maus que fazem de tudo para satisfazer sua cobiça por riqueza e poder, e que se esforçaram para manter as massas na indolência e ignorância. No passado, vivíamos de forma mais natural, mais leve. As intuições eram ouvidas, e os pensamentos, as falas e as ações continham consideração e sinceridade; as pessoas se beneficiavam mutuamente com seu querer voltado para o bem geral.

Estamos enfrentando a tragédia do desatino administrativo. Milhares de municípios estão com as contas no vermelho. Há todo tipo de desfaçatez, nas licitações, no lixo, nas contratações, no exagero de funcionários. Nada de tratamento do esgoto. E, no entanto, muitos prefeitos estão lá para serem reeleitos com a ajuda da máquina para continuarem seu trabalho de destruição das cidades e da educação das crianças. O líder também precisa saber avaliar os seus colaboradores e, aproveitando os seus talentos, dar a eles oportunidades para realizar trabalho de qualidade com dedicação. Mas na política valem os interesses e acordos, pouco importando a capacidade profissional.

A situação atual do planeta atesta a incompetência administrativa e o despreparo geral. Os jovens precisam conhecer a trajetória espiritual da humanidade com seus erros e acertos. O mundo está adentrando em uma recessão geopolítica irreconciliável que vai se aprofundando. As crianças devem, desde cedo, entender que sem educação e consideração não conseguirão progredir na direção de se tornarem seres humanos de valor, espiritualmente fortes e responsáveis, benéficos a si mesmos e ao planeta. Para formar gerações fortes e sadias de corpo e alma, a prioridade básica está no bom preparo para uma vida autêntica.

Na vida em geral a ciumeira é grande, a inveja e cobiça, maiores ainda. Num mundo onde os ideais enobrecedores foram abandonados, vale só o dinheiro. Isso acontece em todos os setores, mais ainda no governo. Agentes públicos e privados imediatistas não se preocupam se estão aumentando as fragilidades econômicas, sociais, ambientais. Hoje, porém, há um entorpecimento geral diante da velocidade com que se apresentam as consequências das decisões. Todos os sistemas de governo deram errado devido ao imediatismo e cobiça de poder. O s preços sobem, os salários estão encolhendo. Por que isso está ocorrendo? Seria o preparo para uma nova moeda digital mundial?

A economia e a produção deveriam estar voltadas para o atendimento das necessidades da humanidade levando em conta as finalidades evolutivas da espécie. Mas o homem inventou o dinheiro subordinando tudo a ele, e em vez de servir à sua própria evolução, passou a se subordinar aos interesses do capital, subvertendo tudo.

A possibilidade da criação de uma nova moeda mundial já havia sido mencionada pelo historiador Niall Ferguson em seus documentários. Mas qual é a posição dos criadores de moeda que agem nos bastidores? Um bom tema para ser pesquisado, afinal se trata do futuro da humanidade que abandonou os ideais enobrecedores, passando a dar valor apenas ao dinheiro.

O que estamos oferecendo às novas gerações? A educação em atraso é a questão prioritária que merece as atenções de todos. Os seres humanos estão abdicando de suas capacitações individuais, passando a agir como robôs. A prioridade básica para fortalecer as novas gerações e o país está no bom preparo para a vida e de incentivos que aprimorem a espécie humana para que pesquisem seriamente o significado da vida, por quê e para que nascemos na Terra, que não é o centro do universo, nem é plana.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O ENIGMA DAS DOENÇAS E DOS SOFRIMENTOS

O mal-estar da civilização avança pelo mundo, da Europa à China e nas Américas. Qual é a origem? A humanidade está tomada pelo sentimento de insatisfação. A depressão se tornou a grande epidemia que mostra os seus efeitos no cérebro, porém mais do que doença mental, é uma doença da alma. Os seres humanos estão perdendo a naturalidade agindo de forma performática como se estivessem representando um papel aparentando ser o que não são. A insatisfação e a desesperança levam ao medo, este ao ódio, e este abre as portas para as “fúrias” – as constelações de sentimentos e pensamentos de revolta e vingança que se opõem as “benévolas” – as formas benéficas que visam a paz e a harmonia.

Para entender os problemas que afligem o mundo é preciso buscar as causas espirituais. O ser humano se entregou ao materialismo e para isso teve que sufocar a espiritualidade, mas o mundo material criado pelo intelecto é frio e áspero, rouba energia, enfraquece o ser humano e acarreta doenças.

“É justamente o sofrimento que obriga a humanidade de hoje a se ocupar mais com a sua existência na Criação. A mais ninguém é possível viver surda e cegamente, colocando-se de lado, pois o sofrimento chega para cada um de alguma forma. Enquanto o espírito, a alma e o corpo cooperavam harmoniosamente, as doenças eram desconhecidas. Os corpos terrenos eram obras miraculosas funcionando perfeitamente, que refletiam a perfeição do Onipotente Criador”. (trecho do O Livro do Juízo Final, Roselis von Sass)

LÓGICA NA CRIAÇÃO

Lógica, segundo Aristóteles, tem como objeto de estudo o pensamento, assim como as leis e regras que o controlam, para que esse pensamento seja correto. Deriva do grego “logos” (logiké), uma palavra que pode ser traduzida como razão, discurso ou linguagem; é uma ferramenta em favor do exercício do pensamento e da linguagem, assim mostram diversos sites na Internet.

Carl Cohen, em “Introduction to Logic”, assim conceitua a lógica:
“Logic is the study of the method and principles used to distinguish good (correct) from bad (incorrect) reasoning.” Ou seja, “Lógica é o estudo do método e dos princípios usados para distinguir razões boas (corretas) das ruins (incorretas)”.

Podemos hoje afirmar que a Lógica é a base das Leis da Criação, que atuando de forma autônoma, criaram os diversos planos que a compõem. O ser humano como tal, também é resultado dessa Lógica, bem maior que a que foi conceituada pelos homens na matéria grosseira, portanto, falível e imperfeita. A imperfeição decorre não da lógica em si, mas dos conceitos do que é bom e do que é ruim, que varia entre os seres humanos de bem e os outros que não são tanto de bem. A Lógica Natural também é indissociável das ciências naturais, como a matemática, a física, a química, etc., e independente do ser humano.

O universo até agora visível, com seus bilhões de galáxias que por sua vez contem bilhões de estrelas, bilhões de quasares, bilhões de planetas, de buracos negros, de luas, de cometas, e muitos outros corpos celestes, não existe ao acaso, em sua grandeza incompreensível ao ser humano; teve um nascimento, um desenvolvimento e uma extinção para um novo renascimento, em suas partes individuais. Tudo na matéria é sujeito ao desgaste e renovação. E isso tudo, coordenado de modo perfeito pela Vontade do Criador, através de suas Perfeitas Leis, evidenciam em Lógica incontestável, a multiplicidade de funções de cada espécie da natureza material, na qual somente o ser humano terreno não quer se adaptar e assim progredir. O bater de asas de uma borboleta no Oriente, tem efeitos no Ocidente, pois toda a natureza é interligada.

A semente espiritual inconsciente do ser humano, somente pode se desenvolver, adentrando nas matérias e através das vivências, que durante suas diversas encarnações, propiciam o resultado das experiências vividas de volta à semente e assim esta semente vai crescendo até tornar-se pleno espiritual autoconsciente e retornar à sua Pátria.

Da mesma maneira o espírito traz ao corpo terreno seu comando, no sentido inverso. Mas, se o espírito é indolente, suas decisões ficam sob o comando do cérebro, que tem a limitação do espaço-tempo, que como tal é restrito. É lógico, que as decisões do espírito condicionam consequências, inclusive quando ele é indolente, o que também ele decidiu ser, pois cessou seu desenvolvimento, isolando-se das forças espirituais mais elevadas.

Quando o espírito se torna indolente, o cérebro restrito à matéria terrena toma a si as decisões que competem ao espírito, fazendo-o decair no seu desenvolvimento e regredir da altitude antes alcançada.

Mensagem do Graal, Na Luz da Verdade, de Abdruschin, Vol. I – pag. 104:
Só com a movimentação do próprio espirito podem as almas humanas servir ao seu Criador! E com isso em primeira linha e simultaneamente a si mesmas. Somente um espírito humano que se encontre lúcido e vigilante nesta Criação, consciente de suas Leis, inserindo-se nelas com os pensamentos e as ações, este é agradável a Deus, pois com isso está cumprindo a razão de ser de sua existência, conforme cabe a cada espirito humano nesta Criação!

As consequências das decisões espirituais serão sempre do agrado do espírito, se tomadas de acordo com as Leis da Criação. Caso não estejam de acordo com estas Leis, retornarão sofrimentos que o ser humano não pode evitar, a não ser pelo reconhecimento dos erros e de ações para repará-los. É a perfeita Lei da Reciprocidade, que dá exatamente aquilo que é merecido pelo ser humano. O tempo em que este circular de efeitos, após a decisão tomada, voltará ao ser humano, não importa, mas em um determinado dia eles virão e terão de ser sentidos e provados quer se goste ou não.

Nos tempos atuais, com a Lógica das Leis Naturais em que o curso do Juízo Final (Apocalipse) vai se encerrando, o retorno dos pensamentos, das palavras e das ações, vai sendo acelerado pelas Leis, a fim de que o ser humano tenha de pronto as consequências da sua vontade.

José Guimarães Duque Filho é Engenheiro Civil, Mestre em Edificações, Conselheiro do COMAM – Conselho Municipal de Meio Ambiente de Fortaleza, Ceará.

O SIGNIFICADO DA VIDA

Com o avanço da inteligência artificial, os humanos serão substituídos na maioria dos trabalhos que hoje existem. Novas profissões irão surgir, mas nem todos conseguirão se reinventar e se qualificar para essas funções. O que acontecerá com esses profissionais? Como eles serão ocupados? Yuval Noah Harari, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém e autor do livro Sapiens – Uma Breve História da Humanidade, pensa ter a resposta.

“Você realmente quer viver em um mundo no qual bilhões de pessoas estão imersas em fantasias, perseguindo alvos ilusórios e obedecendo leis imaginadas? Goste disso ou não, esse já é o mundo em que vivemos há centenas de anos”.
https://epocanegocios.globo.com/Vida/noticia/2018/01/uma-nova-classe-de-pessoas-deve-surgir-ate-2050-dos-inuteis.html

Vamos dar uma olhada no artigo do escritor Yuval Noah Harari, falando sobre religião e a indolência do ser humano, buscando entender o que ele nos diz.
https://www.theguardian.com/technology/2017/may/08/virtual-reality-religion-robots-sapiens-book

Outra versão do artigo:

O que é uma religião, se não um grande jogo de realidade virtual desempenhado por milhões de pessoas juntas? Religiões como o Islã e o Cristianismo inventam leis imaginárias, como “não comem carne de porco”, “repita as mesmas preces um número determinado de vezes por dia”, “não faça sexo com alguém do seu próprio gênero” e assim por diante. Essas leis existem apenas na imaginação humana. Nenhuma lei natural exige a repetição de fórmulas mágicas, e nenhuma lei natural proíbe a homossexualidade ou a ingestão de porco. Muçulmanos e cristãos atravessam a vida tentando ganhar pontos em seu jogo de realidade virtual favorito. Se você reza todos os dias, você obtém pontos. Se você esqueceu de orar, você perde pontos. Se, no final da sua vida, você ganhar pontos suficientes, depois de morrer, você vai ao próximo nível do jogo (também conhecido como o paraíso).

E quanto à verdade? E a realidade? Realmente queremos viver em um mundo no qual bilhões de pessoas estão imersas em fantasias, buscando objetivos criativos e obedecendo leis imaginárias? Bem, goste ou não, esse é o mundo em que vivemos há milhares de ano.
http://fernandessc.wixsite.com/blog/single-post/2017/06/23/O-significado-da-vida-em-um-mundo-sem-trabalho

Apagão espiritual

Em seu artigo, Yuval Harari aponta o apagão mental, que na verdade é precedido do apagão espiritual. Quando o espírito se enfraquece, ele vai apagando, dá para adivinhar o que sobra do ser humano. Mas por que isso vem acontecendo há milhares de anos? Como agir para atuar efetivamente como um ser humano consciente em cooperação com as leis da Criação? O problema é a indolência espiritual, a falta de vontade de se movimentar, em vez de aceitar e absorver conceitos impostos sem se esforçar para fazer uma pesquisa intuitiva de modo consciente.

Abdruschin esclarece na obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal que “É DEVER sagrado do espírito humano pesquisar por que se encontra na Terra, ou por que motivo vive nesta Criação, à qual se encontra ligado por milhares de fios. Nenhum ser humano se tem em conta de tão insignificante, para crer que sua existência fosse sem finalidade, se ele mesmo assim não a tornasse. A tal respeito considera-se ele em todo o caso demasiado importante. Entretanto, são apenas poucos os seres humanos que conseguem, penosamente, libertar-se a tal ponto da preguiça de seu espírito, para se ocupar sinceramente em pesquisar qual a sua finalidade na Terra”.

Assim agindo em busca incessante, escaparia do veneno paralisante da inércia, adquirindo conhecimento, e não se tornaria um robô manipulado de espírito adormecido. “Despertai ser humano” para não engrossar as fileiras das bilhões de pessoas imersas em fantasias, sem vontade própria forte. Ou seja, um viver sem autenticidade, afastado do significado da vida.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

MARIA MADALENA

O filme Maria Madalena, de Garth Davis, mostra um aspecto especial ao desmontar o conceito de Jesus como revolucionário. Mostra que Judas, sim, queria provocar um levante contra Herodes e contra Roma, o que não era a finalidade da vinda do Messias, que trazia Luz para afastar as trevas e alertava para a transitoriedade da vida destinada à evolução do espírito. Mas os seres humanos estavam apegados demais à vidinha material egocêntrica para despertar e buscar intensamente a compreensão do significado da existência, fato que ia ao encontro do Anticristo, o lutador contra a espiritualidade. Jesus foi severo com os vendilhões do templo que conspurcavam a Casa do Senhor com negócios e com a mentira de que, sacrificando animais, as pessoas poderiam viver como melhor lhes aprouvesse.

O restante do filme é eivado de aspectos confusos, longe da grandeza do evento universal. Após a morte na cruz, Jesus apareceu à Maria Madalena, espiritualmente, não em carne, pois o corpo material segue as leis da natureza estabelecidas pelo Criador de Todos os Mundos.

O “procurai e achareis” não surtiu o efeito esperado diante da crescente indolência espiritual. Jesus disse que voltaria para a sua origem, o Divinal. Mas quando anunciou a vinda do consolador da humanidade (o Filho do Homem), para apresentar a visão geral da Criação sem lacunas, sobre todos os tempos, desde o começo da humanidade até agora, interpretou-se indevidamente que ele voltaria. Para a exata compreensão desse fato, a obra Na Luz da Verdade, de Abdruschin, traz os esclarecimentos, desfazendo os equívocos desde a origem do ser humano, enquanto que grande parte das demais obras e filmes foca, preferencialmente, no terrível sofrimento infligido a um inocente. “Pai perdoai-lhes, pois não sabem o que fazem”.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

O DESALENTO DE UMA ERA

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Entramos num túnel escuro há tempos. Resultado: economia fraca, desemprego, despreparo, moradias precárias. Trava-se uma luta pelo poder com alguns querendo ter nas mãos um Estado forte interferindo em tudo. Melhor que o Estado não seja empresário porque os empresários se tornaram financistas, visando acúmulo de riqueza e poder, e descuidaram de promover progresso equitativo com liberdade e responsabilidade. Quando o planeta conseguirá alcançar o equilíbrio com todas as ações voltadas para a paz, progresso e elevação da espécie humana?

Na atual crise brasileira, alguns fatores foram terríveis: crédito caro e difícil, impostos em excesso, despreparo geral, e diante do quadro de globalização, o Brasil teve fragilizada a sua energia taurina, inclusive os empresários. É bom ter dólar barato para reduzir o custo dos importados, mas para quem tem dólares insuficientes a situação tende para a insustentabilidade. A política também influiu, dada a rejeição aos métodos do PT. São esses os fatores que devem ser solucionados com liberdade e responsabilidade para que o progresso ressurja.

O Brasil precisa destruir as travas que emperram o bom preparo das novas gerações. Os pais têm de acompanhar o que acontece na escola, ajudar a criança a superar dificuldades e eliminar o bullying. As escolas deveriam promover palestras realizadas por psicólogos para auxiliar e orientar os pais sobre questões ligadas à educação e preparo para a vida. O grande atraso surgiu como consequência de lutas pelo poder e interesses pessoais. Faltaram programas sérios de longo prazo para a construção de um país independente voltado para a melhora das condições de vida e qualidade humana. Os partidos não se ocuparam com isso nem seus líderes gananciosos. O Brasil precisa de homens dispostos a reconstruir o país com denodo sem se curvar aos interesses particulares e que são contrários ao progresso real.

O Brasil parece estar sem rumo; há muito tempo falta uma séria visão de futuro melhor, mas isso depende em grande parte da educação e preparo das novas gerações que precisam adquirir motivação para dar ao país uma conformação mais humana voltada para o progresso geral. O grande descuido tem sido a ausência de metas ousadas. Perdemos um tempo enorme que levou o país ao declínio em todos os setores essenciais, mormente no preparo das novas gerações. Com isso, estamos numa vala e com dificuldade para levantar a cabeça.

Em tudo que os homens têm feito observa-se a falta do equilíbrio, a palavra mágica da boa construção. O componente humano requer consideração e não pode agir como máquina; tem de por a sua vontade em movimento visando o bom aproveitamento do tempo e a busca continuada da excelência, e ser remunerado de forma adequada para uma existência condigna.

A inovação e o progresso estão relacionados com as metas do país e de sua população. O que querem as pessoas, a classe política, as empresas? Qual a meta dos brasileiros, adultos e jovens? Não sabem bem o que querem, vivem longe da realidade da vida. Tudo exige esforço, mas o hábito tem sido buscar molezas para ficar acomodado em berço esplêndido. O que tem prevalecido é o imediatismo geral sem visão de melhor futuro, com absoluto descuido e lutas pelos ganhos e poder. Não há uma estrutura de equilíbrio geral nas contas internas e externas, na produção, empregos, importações e exportações. É hora de definir metas adequadas e sérias e ações na conquista da evolução.

Em sua essência o impulso primário do homem era a busca de sua origem transcendental, que aos poucos foi sendo acomodada pela procura com prioridade para as coisas do perecível mundo material. Isso foi conveniente para aqueles que cobiçam poder terreno, levando às massas a indolência máxima. Os homens da Religião, do Capitalismo de Mercado e do Estado visavam o mesmo. Agora tudo está mais confuso com a invenção do Capitalismo de Estado. A indolência e robotização do ser humano tende a ser total aumentando o desalento. O homem precisa reconhecer as leis da natureza e segui-las para não criar situações anormais. Evidentemente a intervenção dos homens sempre produz consequências, boas ou más. É preciso estudar as leis naturais da Criação para não gerar situações desastrosas.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

ECONOMIA E ECOLOGIA TÊM DE ANDAR JUNTAS

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Como tirar proveito dos resultados da globalização sem comprometer o que já havia sido conquistado em termos de qualidade de vida? O mundo se defronta com temas preocupantes como a redução dos empregos, a ascensão de líderes populistas e nacionalistas, o progressivo avanço das alterações do clima e a disseminação de ódio entre os seres humanos.

O capitalismo e a economia de mercado criaram oportunidades possibilitando a saída de bilhões de pessoas da pobreza. No entanto, após a crise de 2008, a globalização passou a ser execrada, pois afetou a vida de muitas pessoas, tanto nos países desenvolvidos como nos emergentes que se defrontam com a concorrência internacional, reduzindo a esperança quanto à conquista de futuro melhor para os descendentes.

Nos séculos passados, a elite pensante estava atenta à trajetória da humanidade. Com o passar do tempo o foco foi mudando e hoje o planeta se apresenta com tumores e cicatrizes, e de novo os cientistas buscam fazer alertas sobre as ameaças que pairam sobre a nossa espécie.Também o economista Angus Deaton demonstrou sua preocupação nesse sentido no livro A grande saída.

O sistema asiático de gestão do Estado, com centralização do poder, conta com mão de obra farta e de baixo custo, possibilitando competitiva oferta massiva de bens. Enquanto os EUA guerreavam no Iraque, os asiáticos iam consolidando sua posição. Hoje, o presidente Trump encena mudanças, mas para reverter a situação teria de haver um esforço de equilíbrio global entre os países para estabelecer um ganha-ganha na produção, comércio, empregos e consumo, sem esquecer o bom preparo da população.

Em países como o Brasil, apesar de tudo que se exporta em commodities, ainda há déficit nas contas. Os homens e as nações se digladiam pelo poder e riqueza eissonão é de agora. A fase inicial do liberalismo caracterizava-se por sangrenta competição que considerava a economia como a grande selva que esparramou miséria pelo planeta. Tudo foi sendo conduzido de forma a camuflar a cobiça por riqueza e poder, mas na falta de uma visão responsável sobre o futuro surgiram consequências inconvenientes, abrindo-se espaço para os revoltados, fanáticos e para os populistas que cativam a massa indolente com disseminação de ódio e promessas irrealizáveis.

A elite governante não se ocupou com a ampliação da miséria e com a melhora das condições gerais. O poder estatal mostra a sua incapacidade e incoerência. A boa administração das nações depende de equipes coordenadas que visem à continuada melhora das condições de vida, em paz e com liberdade, agindo com seriedade e apoiadas por uma população bem preparada e imbuída dos mesmos propósitos.

O progresso depende do bom preparo das novas gerações para a vida de forma a possibilitar oaproveitamento de todos os talentos; sem isso, a estagnação será fatalmente alcançada. O grande laboratório para aprendizado está no contato com a natureza, sua beleza e sua lógica. Um vídeo pode mostrar as belezas, mas é necessário ver as coisas de perto, por a mão na massa, ver fazer, fazer de fato, tudo contribuindo para a boa assimilação, descortino, iniciativa, decisão. Com os novos processos tecnológicos, corre-se o risco de osindivíduos passarem a agir como máquinas, sem intuição própria, sem concentração, apenas executando comandos.

Economia e ecologia deveriam andar juntas, mas a “financeirização” de tudo, que dá prioridade ao ganho financeiro especulativo, foi o grande divisor, retirando o olhar responsável pelo futuro. Cada pessoa que nasce tem o impulso para evoluir voltado para o bem e ao reconhecimento do significado da vida e das leis da natureza para trazer sua contribuição beneficiadora. No entanto, o impulso pode ser desviado para o mal, impondo decadência e destruição. O homem tem de se tornar ser humano de fato.

A Criação não surgiu por acaso; existem leis da natureza que regem a vida. O estudo sério e objetivo da ciência da natureza em sua beleza, coerência e lógica pode conduzir as novas gerações ao reconhecimento da finalidade da vida e ao autoaprimoramento para se tornarem beneficiadoras do mundo. Mas é necessário que cada indivíduo esteja atento e desperto para a consciente tomada de decisão.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

DECADÊNCIA DA HUMANIDADE

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

Após o julgamento arbitrário e crucificação de Jesus, formou-se em Roma um núcleo de pessoas que havia reconhecido a missão do Messias. Ele não criou nenhuma igreja ou religião, mas ofereceu em parábolas simples a explicação do funcionamento das leis naturais da Criação. Era uma mensagem para aqueles que, já naquela época, estavam sintonizados prioritariamente na vida material, com objetivo de que despertassem e buscassem a compreensão do significado espiritual da vida seguindo as leis naturais da Criação. As palavras de Jesus deveriam ter sido inseridas na vida dos seres humanos e permanecidas intactas; mas isso não ocorreu. As lembranças foram se imiscuindo com pensamentos próprios e por fim adaptadas conforme as conveniências do momento.

O filósofo francês Michel Onfray faz um histórico da Igreja, desde Constantino, o fundador, mas há o antes e o depois da trajetória da humanidade que ele não incluiu em sua obra. Em seu livro Décadance (Decadência, sem edição no Brasil), o autor desenvolve o conceito do “declinismo”, palavra recentemente incorporada ao dicionário Larousse. Trata-se da ideia de que o Ocidente vive seu inexorável declínio. Onfray argumenta que a fé cristã, toda amparada em uma figura fictícia – Jesus Cristo –, é a razão primeira dessa decadência e vê com igual reticência o seu possível substituto na Europa, o islamismo.

Na verdade, o que Onfray examina é a decadência da civilização judaico-cristã fundada pelo imperador Constantino 300 anos após a passagem de Jesus, e distante dos esclarecimentos dados por ele sobre a simplicidade e naturalidade da Criação. Mas, para isso, ele força a barra fazendo uso de sua imaginação negando a existência de Jesus, porém admitindo a existência do discípulo Paulo e de tantos outros participantes daquele episódio trágico da humanidade.

A decadência que Onfray está percebendo é nada menos que o anunciado apocalipse, a época em que a humanidade é chamada a prestar contas do tempo que lhe foi concedido para a evolução espiritual. É também a época da grande colheita anunciada por Jesus, dos frutos semeados pela civilização humana voltada para o materialismo e fundada num labirinto de mentiras acobertando interesses escusos de dominação, poder e também no desconhecimento da realidade espiritual da vida.

É tempo de o ser humano perceber que a vida é muito mais do que o curto intervalo entre o nascimento e a morte, e que cada um não é apenas o seu transitório corpo terreno. Tal conceito decorreu da imposição e acomodação à crença cega, ou seja, acreditar sem examinar nem refletir, exatamente o oposto do que Jesus exortava. Esse tipo de fé está morrendo, sendo impossível resgatá-la no século 21. Para promover o progresso da humanidade a crença cega deve ser substituída pela convicção que só advém após exames, análises irrestritas e reflexão intuitiva.

É preciso estar atento e desperto na maravilhosa Criação para aproveitar o tempo de permanência na Terra. A Luz da Verdade deve prevalecer sobre tudo o mais. Como escreveu Abdruschin:“No saber da Criação dado por mim em minha Mensagem do Graal e no esclarecimento a isso ligado sobre todas as Leis autônomas que atuam na Criação, podendo também ser denominadas Leis da Natureza, se mostra sem lacunas todo o tecer da Criação; este permite reconhecer claramente todos os processos, por conseguinte, a finalidade da vida inteira do homem, descrevendo também, numa coerência irrefutável, de onde vem e para onde vai, dando assim resposta a cada pergunta, desde que o ser humano a procure sinceramente.”

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7