A 80ª ASSEMBLEIA GERAL DA ONU EM 2025

Muitas pessoas pressentem algo especial no Brasil onde, naturalmente, deveriam respeitar as leis da Criação, a vontade de Deus. Até na Organização das Nações Unidas (ONU) o reconhecimento disso deu à nossa nação uma posição de destaque. Mas o povo do Brasil também tem de reconhecer isso amplamente.

Vale lembrar que a ONU foi criada em 1945, após o horror da Segunda Guerra Mundial, com o propósito de evitar novos conflitos globais, promover os direitos humanos e fomentar o desenvolvimento e a busca pela justiça universal. Passados 80 anos, o mundo ainda enfrenta guerras, fome, desigualdade e degradação ambiental. Bilhões foram investidos, mas os resultados são ambíguos: avanços em saúde e educação coexistem com crises humanitárias e colapsos éticos. A própria estrutura da ONU, com seus vetos e interesses geopolíticos, pode muitas vezes ser influenciada pela geoeconomia global.

A abertura da 80ª Assembleia Geral da ONU foi realizada em 23 de setembro de 2025, num momento em que permanecem as preocupações com a guerra na Ucrânia, conflitos no Oriente Médio, imigração descontrolada, políticos populistas que cativam os eleitores com promessas irrealizáveis, e a introdução de tarifas pelos Estados Unidos. Pela ordem falaram: António Guterres – Secretário-Geral da ONU; Annalena Baerbock – Presidente da Assembleia Geral; Luiz Inácio Lula da Silva – Presidente do Brasil; Donald Trump – Presidente dos Estados Unidos, além de representantes de outros países, como Indonésia, Turquia, Peru, Jordânia, Coreia do Sul, entre outros.

Guterres apresentou um panorama global dos desafios enfrentados pela humanidade, como guerras, mudanças climáticas e desigualdade, enquanto Annalena deu as boas-vindas aos representantes dos 193 países membros, comentando sobre o papel preponderante da ONU na busca pela paz e progresso.

A fala de Lula foi bem estruturada, a de Trump também, mas nela havia mais emoção. Uma guerra nuclear seria o fim. A ONU consumiu muito dinheiro, mas urge examinar em que nível a humanidade está, em comparação com o período entre a primeira e segunda guerra, se evoluiu ou retrocedeu. Criminalidade e narcotráfico estão se aproximando, inclusive infiltrando agentes no poder.

Os líderes discutem sobre a necessidade de evitar a guerra mediante pacotes financeiros para armas nucleares e intimidação, e eliminação da fome. A solução mais profunda está em algo que tem de fazer parte da pauta da ONU: educação para o espírito, ou seja, ensinar valores universais desde a infância e a reconexão com o propósito da vida. Cada indivíduo tem de assumir a responsabilidade por seus atos, visando sempre o bem e a melhora das condições gerais de vida como guardião da natureza que nos envolve. O verdadeiro progresso da humanidade requer a evolução espiritual, ética e moral.

A saúde é a grande riqueza. Ao lado dela é fundamental que a humanidade, a principal espécie no planeta, busque o aprimoramento, permanecendo voltada para o bem, para que a beleza, a harmonia e a paz sejam restabelecidas na Terra.

A indolência espiritual gera caos atraindo os males que afligem a humanidade tais como: cobiças, vaidade e sede de poder, que têm sido motores de guerras, exploração e destruição. Para satisfazer a própria cobiça por riqueza e poder, os seres humanos não vacilam em causar danos aos seus semelhantes.

A humanidade, ao ignorar a Lei da Criação da justiça e amor, de não causar danos ao próximo para benefício próprio, afastou-se da harmonia natural. O caos atual não é apenas político ou econômico, mas existencial: uma crise de sentido, de valores, de conexão com o que é essencial.

Na Luz da Verdade Mensagem, do Graal, escrito por Abdruschin, não é um livro de religião, porém mostra, de forma severa, como os seres humanos se desviaram da jornada que deles era esperada, mas acostumados com palavras acomodatícias, agora têm de se esforçar para reconhecer e se afastar da beira do abismo que criaram, buscando reconhecer as profundas verdades eternas.

Na Luz da Verdade é um chamado ao eu interior, à vivência das Leis da Criação, à coragem de romper com a comodidade e buscar lucidez sobre o significado da vida e as leis que a regem. Que esse chamado ecoe não só nas tribunas da ONU, mas nos corações de todos que ainda buscam sentido. Os líderes devem estar imbuídos de sua alta responsabilidade porque as suas ações influem no destino da humanidade.

Obs.: Escrito com base em pesquisa com COPILOT, a IA da Microsoft.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

HARMONIA E PAZ

A situação geral não é bonita de se ver. Vão dizer que tudo está piorando. Mas a cobiça por poder sempre foi assim. A diferença é que agora está mais visível. O Estado tende a absorver tudo, mas é ineficiente. As grandes corporações visam influência e ganhos. O ser humano é o condutor de tudo; se lhe falta ética e sobrarem cobiças, nada pode dar certo. A geopolítica está turbinada. Há muitas possibilidades, mas nenhuma certeza. Os ativos vão subindo, não se sabe até quando. A liquidez financeira é a chave. Se apertar, a esteira da valorização pode parar. Aí ninguém sabe o que poderá acontecer, isso gera temores. O Estado permanece gastador e endividado, enquanto as condições gerais de vida não estão evoluindo para melhor.

A economia global está em desequilíbrio. Estamos num impasse diante dos povos e nações pouco afeitos à busca de progresso harmônico mundial. Em um mundo onde a interdependência é crescente, o dilema é claro: ou as nações aprendem a cooperar de forma mais eficaz, ou arriscam-se a mergulhar em ciclos de protecionismo e instabilidade que, no final, prejudicam a todos. É um impasse que a história moderna ainda não conseguiu superar.

A população continua crescendo beirando a oito bilhões e meio de almas encarnadas, ainda que haja uma tendência de reduzir o número de filhos. Gerar filhos requer amor e responsabilidade. Na medida em que a população mundial vai aumentando, surge a preocupação sobre onde as pessoas irão viver. Não é à toa que estão aumentando as moradias precárias e a pobreza, lembrando que mais de um bilhão da população habita nessas áreas inóspitas. O desmatamento desordenado nas áreas metropolitanas como, por exemplo, na Grande São Paulo, provoca a formação das chamadas ilhas de calor que dá para fritar ovos nas calçadas.

As leis da natureza são universais; urge respeitá-las. Está em andamento projeto de braço da Rodovia Raposo Tavares para a Regis Bittencourt BR116, atravessando áreas de preservação de florestas e mananciais, em Embu e Cotia. Há temores que isso possa representar um enorme risco para o já comprometido meio ambiente da região metropolitana de São Paulo.

Como os antigos relógios, o ser humano está se tornando um ser que precisa de corda para se movimentar. As transformações na produção e comercialização criam dificuldades para lojistas e shopping centers, e para fornecedores que precisam se desdobrarem para manter os custos e os salários baixos. Paralelamente ao Estado forte há um mercado sob controle. Os poderosos magnatas do comércio eletrônico facilitam a vida dos consumidores nesta fase na qual não sobra tempo para viver, mas eliminam as oportunidades de ganho do antigo livre mercado impulsionador das decisões. Assim as decisões ficam subordinadas aos manipuladores dos algoritmos. A causa é a indolência espiritual que mantém o ser humano preso às ninharias em vez de se dedicar à real finalidade da vida.

Tudo acelerado, turbulento, todos correm. Falta tempo para tudo. Falta tempo para viver. No contexto atual, destaca-se a decadência, a falta de propósitos nobres, as cobiças pelo poder obtidas com o direito da força e brutalidade que passa por cima de tudo, até das leis universais da Criação, mas isso atrairá danosas consequências.

Uma alma tem a oportunidade de encarnar para se aperfeiçoar. Cabe aos pais a tarefa de cuidar e preparar os filhos para a vida, o trabalho e para se tornarem seres humanos de valor. Deve haver a consciência de que o filho tem de se tornar um adulto apto a cuidar da própria vida para não ser um eterno dependente. Pais e filhos devem ser gratos pelo dom da vida, cumprindo a finalidade da existência de forma correta, beneficiando e contribuindo para melhorar as condições gerais de vida.

Nesta fase caótica e turbulenta, a Mensagem do Graal nos ensina que os seres humanos têm de se libertar do querer egoístico do querido eu, e da superavaliação de si mesmo, desenvolvendo o voluntário vibrar na harmonia necessária para estimular todo o bem, de conformidade com as leis primordiais da Criação. Quanto mais os seres humanos se dedicarem a isso, mais paz e harmonia surgirão ao seu redor.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

O BRASIL DEPENDENTE

O julgamento de Tiradentes resultou na sua condenação à morte por enforcamento e esquartejamento em 21 de abril de 1792, devido ao seu descontentamento com a obrigação de entregar um quinto da produção de ouro, o que foi considerado como traição à coroa portuguesa. Outros envolvidos na Inconfidência Mineira foram perdoados e condenados ao degredo (Delação Premiada?). A penalidade de Tiradentes foi mantida por ele ter assumido abertamente seu papel na conspiração, e por ter atuado como propagandista do movimento, o que o tornou um elemento perigoso para as autoridades.

Poderosos interesses interferem nos rumos das nações porque nesse meio há os políticos oportunistas que querem o poder, custe o que custar. Enquanto se digladiam entre si, a população vai perdendo o ânimo e o sentido da vida.

O cenário não é bom. Trafegando pelas estradas do Brasil e de São Paulo, passando por Peruíbe até Santos, observamos quantas coisas estão sucateadas nas cidades. No rodoanel e na BR116 o aglomerado de moradias precárias na Grande São Paulo é desolador. Os municípios não têm verba para solucionar esse problema pois as dívidas estão altas. Estudiosos dizem que isso faz parte da crise civilizatória. A população paga impostos, de até 40% do PIB, mas falta dinheiro para cobrir as despesas da máquina. Como poderão fazer reparos, manutenção e novos investimentos em infraestrutura? A grande alegria que caracteriza o povo brasileiro está perdendo a sua força.

A humanidade, que outrora ansiava pelo aprimoramento da própria espécie, está desaparecendo. Pessoas com discernimento, e que fazem perguntas oportunas, geralmente são afastadas ou deixadas onde não possam ser ouvidas. O governo americano introduziu o tarifaço. Certo ou errado? Mas a pergunta é: como sustentar os continuados déficits na balança comercial? Pode-se dizer que há um mal-estar geral da humanidade que, ao não reconhecer as leis universais da Criação e respeitá-las para construir um futuro sempre melhor, como era esperado dela, acabou se tornando um fardo pesado para o planeta, atraindo confusão, guerras e catástrofes. Algum dia chegaremos a um ponto de não retorno.

Qual é a causa dos males que afligem a humanidade? Uma iniciativa de governança global poderá trazer equilíbrio e melhorias? Bilhões de seres humanos com espíritos inativos atados às ninharias. Tudo seria maravilhoso caso se esforçassem para compreender o significado e finalidade da vida. A falta disso trará severas consequências. Se houve muitos sofrimentos, muitos mais ainda poderão surgir; talvez com isso muitos despertarão de sua dormência espiritual. Não se observam esforços no sentido de evitar uma Terceira Guerra. Historicamente, o sofrimento tem sido um catalisador de despertar. Guerras, pandemias, colapsos, todos trazem dor, mas também revelações.

O desequilíbrio econômico e financeiro tem sido o causador da estagnação e empobrecimento das nações atrasadas. A civilização seguia para o abismo. O surgimento da China como potência industrial também contribuiu para o desequilíbrio. O século 21 acelerou a velocidade da humanidade para o abismo. Uma multipolaridade que não restabeleça o equilíbrio econômico entre as nações e o aprimoramento da espécie humana como alvo de todos poderá ser apenas troca de leões, deixando-a distante da felicidade duradoura.

O que está acontecendo na Terra? Crianças estão perdendo a infância. Em vez de brincarem nos bosques e jardins, ao ar livre, ficam sentadas olhando para imagens do celular que estimulam a erotização. Pessoas que reconhecem a naturalidade da reencarnação dizem que foram atraídos para a Terra muitos espíritos maldosos para desencaminhar as novas gerações. Então, milhões de crianças e adolescentes se tornam seguidores, deixando de ouvir as recomendações dos pais, deixando de aproveitar a fase de aprendizado e desenvolvimento para a fase do ser humano pleno. Perdem os jovens, os pais, a sociedade. Amplia-se a decadência, decaem as condições de vida no planeta.

Tudo acelerado, turbulento, todos correm. Falta tempo para tudo. Falta tempo para viver. As coisas estão tomando um rumo sombrio também no Brasil. É a economia, as finanças, o dólar, o poder, a violência. No que isso vai dar?  O que pensam os brasileiros? O Brasil se tornou independente em 1822, mas faltaram homens idôneos. Permanece até hoje o sistema espoliativo das riquezas da nação. A falta de bom preparo e a ignorância permanecem. Os inimigos da Luz impedem o surgimento de uma pátria iluminada, abençoada.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

AS GUERRAS E A PRECARIZAÇÃO GERAL

O ano de 1929 assinalou uma crise de amplitude mundial que veio como consequência e alerta para a humanidade buscar caminhos estáveis. Mas passado um tempo, foi esquecida. Sem correção do rumo, adentramos no século 21, quando o Filho do Homem, prometido por Jesus, desencadeará o julgamento das decisões sobre os seres humanos, previsto por muitas pessoas, porém de forma obscura não despertando maiores atenções, pois o relógio do juízo final se aproxima da hora decisiva.

O cenário econômico e social dos anos 1930 acabou levando à grande conflagração. Crise econômica, desemprego, avanço das ideias comunistas. Apostas e cinema mantinham a população distraída. A Segunda Guerra Mundial, de 1939 a 1945, provocou transformação geral. O imperialismo inglês e francês perderam força, o nazismo foi eliminado, despontou o dólar. Atualmente, também há forte sedução pelas apostas e consumo de mídias sociais de baixo nível. Além disso, há focos e rumores de guerra. O PIB da China está encostando no PIB americano, líder até então, enquanto muitas nações estão em déficits, e a característica dominante é a boataria e as incertezas em meio à ameaça de crescimento da inflação e seus efeitos sobre a economia.

Passados 80 anos da Segunda Grande Guerra, somos levados a crer que há uma Terceira encomendada, mas se em 1939 havia a esperança para buscar algo melhor, em 2025 há muitas incertezas; pessoas de bom senso sabem como as guerras são cruéis, mas os acontecimentos se precipitam e vão empurrando a humanidade para o ponto sem volta, sem saber exatamente o que está buscando. Nesta era de turbulências, a cada dia surgem novas surpresas. As guerras têm custo elevado. A economia vai seguindo como pode, a precarização geral vai aumentando.

O ser humano é espírito dotado de livre resolução e raciocínio, faz seus planos de acordo com o seu querer, lamentavelmente voltado para mesquinhas cobiças. Muitas advertências foram emitidas pela Luz, mas a humanidade não buscou o rumo certo. Acima de tudo paira a atuação das leis universais da Criação, justas, severas, incorruptíveis, trazendo de volta tudo que o ser humano semear. Elas atuam de acordo com o tempo estipulado, mas agora, impulsionadas pela força da Luz, estão acelerando os efeitos, desorganizando os planos. A aceleração vai se tornando perceptível, surpreendendo a humanidade em sua impotência diante da força superior.

A educação infantil foi descuidada. Os olhos das crianças não estão sendo despertados para a vida. Perdem horas nos jogos eletrônicos, vício que rouba energia e disposição para conhecer a vida e o mundo. Fragilizaram o cérebro e a intuição. “Brain rot” é o termo usado na internet para descrever o efeito de conteúdos de baixa qualidade e excesso de mídia em redes sociais, que pode afetar a concentração, memória e raciocínio. Ele pode ser traduzido como “apodrecimento cerebral” ou “deterioração mental”.

Nas tomadas de resoluções, os seres humanos têm de ficar atentos sobre a interferência do ego que arrasta inveja, cobiça, ódio, vaidade, eliminando a pureza da intuição e dos pensamentos que deveriam estar voltados para o bem geral, mas que em vez disso atraem o mal. O ser humano se esforça para fazer algo bem-feito, tem de saber a causa real, se faz por si mesmo, para se engrandecer, aumentar a autoconfiança, ou se quer reconhecimento, algo difícil de esperar daqueles que espremem o limão e jogam a casca fora.

Os conteúdos de baixa qualidade e o consumo excessivo de mídia, especialmente em redes sociais, afetam a concentração, a memória e o raciocínio. Vagando a esmo em seus desejos e pensamentos voláteis, os seres humanos não estabelecem um rumo. Seguimos dando trombadas, falta-nos a decisão fundamental de colocar o aprimoramento da nossa espécie como principal meta, afastando-nos da precarização geral da vida. Sem isso, tudo o mais não passa de mero paliativo. O erro e a mentira dominam. Tudo fora do eixo. Aproxima-se a era da grande colheita, a grande tribulação. Só a Luz da Verdade poderá restaurar o equilíbrio geral.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

DA PRIMEIRA À QUARTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

É necessário olhar a história, observando que a Revolução Industrial foi um divisor, separando o passado, que era mais ligado à natureza, dando início a processos modernos e agressivos. Após as duas grandes guerras mundiais, chegou a ser esboçado um período dourado na obscura trajetória da humanidade, mas por não ter sustentação, pouco tempo durou. As mudanças não se aprofundaram, foram aparentes, mas a cobiça por riqueza e poder permaneceu. O resultado é o caos atual.

Depois de tantas tragédias e sofrimentos, a busca contínua da humanidade pelo lado do bem poderia ter se firmado após a Segunda Guerra, mas os homens do mercado queriam aproveitar a capacidade produtiva, precisavam de consumidores e foram seduzindo as massas para priorizar o conforto, os prazeres, a vaidade. Se uma Terceira Guerra acontecer a população da Terra poderá ser drasticamente reduzida, então talvez o ser humano se humanize de fato percebendo que a sua essência é espírito.

A realidade é dinâmica, nada fica parado, tanto pode perseguir o certo como o errado. Apesar dos inúmeros tropeços, a humanidade chegou à Quarta Revolução Industrial como resultado de uma longa jornada de transformações tecnológicas, sociais e econômicas que deveriam contribuir para o aprimoramento da própria espécie.

Relembrando a trajetória das quatro Revoluções Industriais, a primeira delas, ocorrida de 1760 a 1850, foi marcada pela utilização de máquinas a vapor, do carvão como energia e maior foco na indústria têxtil. A criação da eletricidade caracterizou a Segunda Revolução industrial, que durou de 1850 a 1950, possibilitando a fabricação em massa, a produção de aço e exploração do petróleo. A informática e a robótica, especificamente, permitiram o avanço da automação industrial e junto com a popularização da internet marcaram a Terceira Revolução (1950 a 2000). E finalmente de 2010 até hoje, a Quarta Revolução industrial permitiu a criação e emprego de tecnologias inovadoras como a Inteligência Artificial, a Internet das Coisas (IoT) e big data, entre outras, impulsionando a biotecnologia e demais segmentos produtivos.

Do vapor ao circuito integrado. Da força do vapor à lógica do silício. Mentes como as de Watt, Kilby e Noyce edificaram o salto entre eras — um percurso histórico e espiritual onde intuição virou estrutura, e estrutura se fez evolução e revolução. As novas tecnologias, incluindo a impressão 3D, nanotecnologia e neurotecnologia já começaram a se integrar e a transformar todos os setores. A partir dos anos 2000, o acesso à internet e aos smartphones criou uma base de dados gigantesca e conectividade global. Diferente da automação da Terceira Revolução, agora as máquinas aprendem, tomam decisões e se adaptam.

Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial, defende que a atual revolução não é apenas uma extensão da anterior, mas uma nova fase na qual o homem vai sendo conduzido para se integrar ao novo sistema, causando impactos profundos na forma como vivemos e trabalhamos. A Quarta Revolução Industrial não é só sobre tecnologia, pois está avançando e alterando o significado dado ao ser humano: como nos relacionamos, trabalhamos e até como pensamos. O desafio maior talvez seja a evolução ética e consciente da humanidade diante dessas ferramentas poderosas.

O grande diferencial atual é que o ser humano está sendo conduzido para dentro das engrenagens, ou seja, é ele que tem que se adaptar às coisas novas, e não o contrário. Isso sai da naturalidade. As novas gerações já mostram isso, parece que perderam algo. No futuro deverá surgir a Revolução que emparelhará o ser humano com a sua essência, o espírito; sem isso, poderá caminhar na direção oposta e se tornar apenas algo como uma máquina sem coração. É esse o grande dilema da nossa era: a desconexão entre progresso externo e a evolução interior do ser humano.

Aplicativos, algoritmos, rotinas automatizadas… tudo parece querer moldar o ser humano para ser mais eficiente, mais conectado, mais produtivo. Mas não se enxerga espaço para a espiritualidade e a atuação da intuição, que está sendo travada. Quando a atuação se divorcia da alma,  perde-se estatura, abrindo o caminho para a desumanização. Já tivemos situações terríveis por causa disso.

Estamos precisando de uma revolução interior que nos leve para a tecnologia com alma, criada para promover bem-estar, significado e reconexão com valores essenciais, e gerar lucros. O sistema educacional tem de se abrir para o cultivo da sabedoria, empatia e espiritualidade, além das habilidades técnicas. Neste mundo cheio de ruídos e conversas vazias de conteúdo, necessitamos criar espaços para o silêncio e para reaprender a escutar a nós mesmos, à nossa própria intuição.

Unir espiritualidade, tecnologia e consciência deve ser a grandiosa e única tarefa apta a resgatar o ser humano de sua inércia perante a vida e sua finalidade. Um passo que requer coragem e força de vontade para sair do atual ambiente áspero e vazio, fortalecendo a saúde física, mental e da alma, alcançando a paz e o progresso real.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

A NATUREZA NÃO NEGOCIA: ADVERTE E REAGE

Um chamado à lucidez ecológica: a Terra levou bilhões de anos para se tornar um lar hospitaleiro aos seres humanos. De partículas cósmicas ao florescimento da vida, cada etapa foi cuidadosamente moldada pelas leis da natureza — leis que não foram escritas por mãos humanas, mas são universais e sustentam tudo o que somos. No entanto, em nome do progresso, temos ignorado esses imutáveis códigos ancestrais.

Grandes obras, como a barragem hidrelétrica de Motuo, projetada para ser a maior usina hidrelétrica do planeta no rio Yarlung Tsangpo, na Região Autônoma do Tibete, é um majestoso projeto que revela o poder da engenharia, o poder do homem e, ao mesmo tempo, a displicência que nos afasta do essencial: a preservação da natureza, o equilíbrio ecológico. Ao desviar o curso natural do rio Yarlung Tsangpo, que alimenta comunidades da Índia e Bangladesh, o ser humano interfere nos sistemas da natureza, sem conhecer exatamente que consequências poderão resultar disso.

Esse tipo de atitude da humanidade, sequiosa por ganhos e obras faraônicas para se evidenciar, se opõe à preservação das condições de sustentabilidade da natureza e seus automáticos sistemas. Um exemplo no Brasil é o da Nova Raposo, planejada para interligar as cidades paulistas de Cotia, Itapecerica da Serra e Embu das Artes, cujo projeto ameaça derrubar milhares de árvores nativas, fragmentar corredores ecológicos e comprometer mananciais vitais como o rio Embu-Mirim e o rio Cotia.

Evidencia-se a fragilidade da conexão entre o Rodoanel e a BR-116, que continua travando o acesso aos municípios de Embu das Artes e Itapecerica da Serra. Trata-se de um problema conhecido há anos, mas ainda sem solução eficiente. Uma das justificativas para o prolongamento da Nova Raposo seria aliviar essa pressão viária, criando nova rota justamente no coração de áreas de preservação, o que tende a induzir ocupações precárias e desordenadas, como já ocorreu nas bordas do próprio Rodoanel e da BR-116.

A falta de adequação, através de planejamento integrado com a natureza e em audiências públicas, revela um modelo de desenvolvimento que prioriza o fluxo de veículos, mas negligencia o direito à cidade, à natureza e à participação popular dos defensores da sustentação da vida. Essa obra também tem como proposta estratégica conectar diretamente a Rodovia Castelo Branco (SP-280) à Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), criando novo eixo de escoamento logístico que passaria por zonas de Mata Atlântica e áreas de preservação permanente.

Estima-se que mais de 350 nascentes e 50 km² de Mata Atlântica serão impactados, colocando em risco mais de 300 espécies da fauna local, incluindo onças-pardas, bugios e jaguatiricas. Na natureza nada é supérfluo. A estupidez humana, embriagada por objetivos econômicos e conquistas tecnológicas, tornou-se incapaz de ver o invisível: os segredos do salutar equilíbrio. Perdemos a reverência pelas coisas naturais criadas sem a participação do ser humano, as quais estão à disposição de todos como alimentos, o ar, o solo, a água, o sol, e esquecemos que conhecimento sem humildade se transforma em ferramenta insensata de destruição.

Esse cenário é consequência de um modelo histórico que trocou as ferrovias, menos poluentes e mais integradoras, pelas rodovias, consolidando o tráfego de carretas que consomem óleo diesel e emitem toneladas de CO₂ todos os dias. A lógica rodoviarista transformou a paisagem e a política pública, priorizando asfalto ao invés de mobilidade sustentável. Aquilo que deveria ser um país abençoado evoluindo em paz se apresenta caótico e desordenado nas ruas e rodovias estreitas.

Mas nem tudo está perdido. Ainda existem olhares atentos, mãos cuidadosas e vozes que insistem em lembrar que progresso sem respeito à natureza, que nutre nosso corpo, é retrocesso. Que restauração e preservação é tão valiosa quanto inovação. Que estudar a natureza e suas leis, absolutamente lógicas, é um dever, não para dominá-la, mas para aprender com ela e obter os frutos que oferece.

No entanto, em nome do progresso, temos ignorado esses códigos ancestrais. Grandes obras, como a barragem hidrelétrica de Motuo no Tibete, ou o projeto de prolongamento da Rodovia Nova Raposo em São Paulo, revelam a capacidade da engenharia e, ao mesmo tempo, a cegueira que nos afasta do essencial: o equilíbrio ecológico. Acontecimentos  graves estão mostrando que o humanismo estagnou desde longa data: mentiras, aspereza, arrogância, prepotência. Restaurar o humanismo e o equilíbrio econômico entre as nações é o único caminho que pode fortalecer a paz e o progresso.

Os problemas exigem soluções, mas a natureza e suas leis não negociam. Esta frase não é metáfora; é advertência. Quando violamos seus ritmos, ela reage e responde com secas, destruição do solo, enchentes, extinções, não por punição, mas por consequência.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

 

AS CONSEQUÊNCIAS ESTÃO CHEGANDO

Não é o fim, pois a história é contínua, mas o homem gosta de criar teorias. Para onde vai o Brasil? Para onde vão as nações? Depois de tantas décadas de abusivas interferências financeiras, a humanidade criou um mundo no qual os povos fracos ficam mais fracos, e as elites no poder olham para isso como se fosse algo sem importância.

Com inteligência e o dólar, os EUA assumiram o comando. Poderiam ter ido além, aprimorando a espécie humana. A cobiça por riquezas e poder reduziu as dimensões da humanidade. O sucesso econômico da China tem levado analistas a acharem que a solução é a centralização do poder com mãos de ferro. Quando o ser humano alcançar a evolução espiritual, tudo será mais simples, todos respeitarão as leis universais da Criação, haverá paz e progresso real.

A produção e veiculação de pornografia é o suicídio da sociedade. Meninos e meninas são incentivados para a atividade sexual antes de estarem prontos, o que lhes acarreta distúrbios e crises emocionais, trazendo como resultado o enfraquecimento pessoal e da nação. É uma situação difícil. Os pais foram contaminados por essa onda promíscua destrutiva. Nas cenas dos filmes também há muita exposição desses temas. Na China, isso não é permitido. Por que o ocidente se tornou o centro dessa produção degenerativa? EUA, França e Reino Unido querem acabar com essa situação, meio tarde demais.

O ser humano é espírito e, por natureza, isso deveria colocá-lo na senda do bem, mas com a liberdade que lhe é inerente, sempre está escolhendo algo, de forma consciente ou não, podendo optar pelo mal. Dessa forma, será responsabilizado e colherá as consequências, nesta vida ou em outra. O pensar cerebral pode ser manipulado de fora; a intuição espiritual não. A semente espiritual encarna na Terra para se fortalecer, desenvolver, evoluir, enfim, se tornar o verdadeiro ser humano, mas em muitas situações se mostra desumano por não ter dado ouvidos à manifestação do espírito.

Os acontecimentos com potencial de fazer estragos estão se sucedendo por todos os lados. As pessoas perguntam: por que isso está acontecendo? Será que não prezam a paz e criam situações para promover conflitos? Quem se beneficia com isso? O fato é que uma desordem geral está rondando pela Terra.

A falta de metas adequadas gerou o labirinto e a civilização áspera na qual estamos. A saída dos erros e falsos conceitos requer humildade e reconexão com as Leis da Criação, até hoje pouco estudadas; no entanto, através delas, os seres humanos podem colher harmonia e evolução, ou agir contra elas o que sempre atrairá miséria e destruição. Uma nova civilização depende dos propósitos e metas a serem perseguidos. Sem as metas condizentes com a natureza espiritual da espécie humana, a civilização se tornou áspera, desequilibrada e alienada de seu propósito maior.

Estamos diante das pesadas consequências das sementes lançadas pelas nossas ações que trazem o retorno de tudo e o impacto pode nos levar a uma busca por compreensão. Para as consequências serem boas e agradáveis devem ter a ver com a qualidade das ações e do querer íntimo, voltados para o bem.

De repente, os seres humanos estão percebendo que não estão conseguindo realizar o que querem. Isso vai minando o ambiente, gerando ansiedade e inquietação, e essa irritação vai transparecendo em escala global. Trata-se de um momento crítico. Cada um deve buscar serenidade e entender que ele mesmo deu origem a esta fase perigosa de insatisfação e descontentamento. O modernismo tem afastado a humanidade de sua finalidade principal, a qual se deixou levar pelo imediatismo sem se preocupar como o futuro, criando teorias vazias, distantes da realidade. Há muitos atrativos e falsos ensinamentos que nos afastam de um futuro melhor.

Abdruschin adverte na Mensagem do Graal: “Nisso não há exceção alguma na Criação inteira, nem para uma alma humana! Tem de submeter-se às leis da Criação, se seus efeitos devam ser benéficos para ela! E essa simples evidência até agora a criatura humana deixou totalmente de lado, da maneira a mais leviana.” Somente quando cada indivíduo fizer da busca da Luz da Verdade a prioridade da vida, é que poderá sair do labirinto de sofrimentos em nova construção, e alcançar a libertação do atual fardo pesado.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

GEOPOLÍTICA E TARIFAÇO

Países, fábricas e mão de obra sempre tiveram dificuldades para bom relacionamento. A grande indústria sempre buscou conter os custos. Nos anos 1980, a fabricação foi sendo deslocada para China que passou a produzir e a exportar de tudo com preços menores. O desequilíbrio econômico se ampliou. Com a reeleição de Donald Trump, começaram a surgir alterações profundas que implicam em mudanças radicais, uma das quais é a ruptura do sistema, que está criando clima de instabilidade geral para a produção e comércio globais.

Algo precisava ser feito para travar o desequilíbrio econômico global. Algumas nações estão achando natural que suas exportações tenham de suportar alguma tarifa nos EUA, porém muitas coisas estão acontecendo com risco de destruição pela ausência de um senso comum para o bem geral, aprimoramento da espécie humana, adaptação e equilíbrio com equidade. O caso do Brasil é diferente; tem a ver com a geopolítica, mas deveria ser buscada fórmula que não penalizasse pessoas e empresas.

Estamos numa situação de impasse pelo poder econômico-financeiro. Os EUA querem reduzir o déficit comercial, a dívida e a dependência. A China quer continuar avançando na tecnologia, nas exportações e na influência global. Assim vão convivendo. Nesse meio, o Brasil, que desde os anos 1980 perdeu o pique e, em vez de se dedicar ao fortalecimento da nação, fica jogando pedras na vidraça alheia. O impasse vai sendo negociado com diplomacia e dureza. Ou vão concordar com uma convivência pacífica, cada um com um pedaço do bolo, ou sabe-se lá o que poderá acontecer.

O relógio do tempo está funcionando com velocidade vertiginosa. O ser humano enclausurou o espírito. Não há tempo para pensar nem silêncio para intuir. Será que é isso que aumenta o faturamento e consumo das drogas? Envolvido pelas coisas do mundo material, o ser humano afastou-se da espiritualidade e, movido por cobiças, construiu tudo de forma intelectiva.

Desde 1822, sempre houve muitas pedras no caminho do Brasil e seu povo. O reinado de D. Pedro II foi destruído em 1889, mas com os novos governantes a situação foi piorando. No século 20, desde os tempos de JK o Brasil não trilhou o caminho do progresso real. Faltaram estadistas. Ficou travado com a dívida externa. Inflação. Plano Real com dólar por um super-real bancado pela taxa de juros. Declínio na educação e nas condições gerais de vida.  Tudo tem piorado. Surgiu a questão da abertura comercial, mas como sustentá-la? Como foi dito, o BRICS e seu banco podem ser úteis, mas seria certo colocar aí todas as fichas?

É a história da humanidade retratada também na ficção, como no filme “O Dia da Desforra” (1961), de Sergio Sollima, que fez o público torcer pelo mocinho que lutava pelo bem. Tudo na tela: pobreza, bebida, cigarro, prostituição, mentiras e a presença de corruptos na política, tudo no tempo do faroeste. Atualmente, os políticos eleitos se julgam donos do pedaço. Se forem propensos a encher os bolsos, vão fazer tudo para que isso se realize. Se forem de ideologia esquerdista, vão fazer tudo para inviabilizar o sistema capitalista de mercado, mesmo que para isso tenham que desviar dinheiro público para o próprio bolso.

O sistema se perpetua: retirar riquezas das colônias a preço de banana, empurrar produtos industrializados com preços bem superiores, impor déficit e dar financiamento com juros de mercado. Assim foi com a Inglaterra e Estados Unidos, como será com a China que precisa de matérias-primas e alimentos que favorecem o equilíbrio da balança, mas a indústria vai desaparecendo, predominando empregos de simples ajudantes com baixos salários? A dependência econômica muda de cara, mas a miséria permanece.

O Brasil nunca esteve bem, mas aos poucos foi perdendo tudo. A situação atual é grave na economia e finanças, na saúde, na alimentação, na educação, na moralidade, na violência urbana. Os interesses particulares interferem drasticamente. Afinal quem está se esforçando por um Brasil com melhores condições de vida? A gestão das nações informava que tudo ia bem, mas colocaram a escada para baixo e agora está nítido que houve uma descida para a armadilha financeira. Sem tantos gastos supérfluos e desnecessários, as nações poderiam estar em outro nível. As nações e a humanidade chegaram a um ponto crítico onde só há incertezas. Aumentam os impostos, a qualidade de vida se reduz, a dívida aumenta. O aprimoramento da espécie humana fica para depois.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

O ESPELHO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

“A alma que se afasta da natureza e da quietude perde a capacidade de lembrar quem é.”  Lao Tsé.

Com o abandono do espírito surgiu o sonho da tecnocracia, usando o intelecto para construir um sistema cujo objetivo é conquistar riqueza, poder e controle, tanto no Capitalismo de Mercado, como no Capitalismo de Estado, este último atuando com a força centralizadora do poder. Em épocas remotas, os povos mais fortes aprisionavam os mais fracos. Roma e Grécia faziam dos prisioneiros seus escravos. Inglaterra e Europa capturaram as tribos da África. Com os avanços da IA, o projeto da dominação poderá se estender sobre os pequenos negócios e empreendimentos, e sobre toda a humanidade de baixa renda.

A tecnologia por si só não é boa nem má; tudo depende de como e por quem ela é utilizada. Em mãos ambiciosas e com interesses concentrados em lucro e controle, a IA pode, sim, acentuar desigualdades. O problema não é a inteligência artificial; é o vazio espiritual que se instalou antes dela. A tecnocracia não brotou do silício, mas da ausência de sentido que levou o ser humano a um viver mecânico.

A ameaça não está nos algoritmos, mas na desconexão que já vinha corroendo o tecido espiritual da humanidade. A tecnocracia nasceu do vazio espiritual, do abandono da contemplação, da pressa de dominar o mundo sem antes compreendê-lo. Criamos máquinas sem ter entendido a vida, sem senti-la em sua amplitude.

Ao esquecer que o espírito retorna várias vezes em outro corpo para prosseguir o seu estágio evolutivo na Terra, valorizamos o intelecto sobre a intuição, a performance sobre o silêncio interior.  Ao perder contato com o invisível, criamos máquinas que refletem esse mesmo distanciamento. Não é a IA que ameaça a essência humana, mas sim a ausência de propósito maior que antecede essa revolução.

O afastamento da espiritualidade, entendida como a essência que busca a compreensão do significado e finalidade da vida, transformou o ser humano em engrenagem. A tecnocracia, quando descolada de princípios éticos e de valores humanos, traz como resultado o viver automatizado, onde decisões são tomadas por parâmetros de desempenho, e o tempo para introspecção se torna luxo. A IA, nesse cenário, é apenas o reflexo do enrijecimento já em curso devido à perda da naturalidade.

Os seres humanos estão ocupados com a sobrevivência na selva de pedra e com as ninharias da vida. IA não é apenas uma ferramenta de consulta, mas também é um espelho que devolve ao ser humano a profundidade com que ele decide olhar o mundo. Cada pesquisador enxergará a extensão do que lhe é apresentado até onde sua restrição pessoal lhe permitir. A inteligência artificial pode servir à superficialidade ou à sabedoria. A escolha está no modo como a utilizamos. Quando bem manejada, ela expande horizontes; quando usada como muleta, ela restringe a visão.

Quando nos libertamos das tarefas mecânicas, cultivando a quietude, poderemos dedicar atenção ao essencial. Quando damos uma parada para apreciar a natureza em sua pujança, quando acessamos os saberes esquecidos da voz interior, poderemos despertar a nossa escuta. Quando cultivamos o silêncio poderemos, enfim, ouvir o murmúrio da alma esquecida.

A IA funciona como um espelho revelador. Reflete não apenas os dados que inserimos, mas os valores, intenções e profundidade com que decidimos enxergar o mundo. Por outro lado, essa nova tecnologia poderá reduzir a capacidade de discernir e de ampliar a visão dos indolentes, por isso deve ser utilizada de forma inteligente. Antes de fazer consultas, devemos nos inteirar dos aspectos da questão que queremos tratar; assim surgirão novos ângulos que não tinham sido percebidos.

A tecnologia não precisa ser oposição à espiritualidade; pode ser a ponte, o portal. Depende da intenção com que é usada, da lucidez intuitiva de quem a guia. Ademais, há uma chance rara e potente neste instante da história para usar a inteligência artificial não para nos automatizar, mas para nos lembrar que somos criaturas que têm de buscar o saber. Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? É indispensável procurar e encontrar as respostas para essas questões para que possamos nos tornar autênticos seres humanos.

Obs.: a elaboração deste artigo foi feita com consultas ao Copilot, a IA da Microsoft.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

BRASIL: IMPASSES E AMEAÇAS PARA 2026

O ambiente está repleto de notícias manipuladas para desinformar e desviar as atenções do público sobre o que é falso ou verdadeiro, assemelhando-se a nuvens escuras de mentiras e artimanhas. Há muitas inverdades para distrair as pessoas que pouco tempo dispõem para se inteirar dos fatos essenciais. Brasil, o grande país do futuro, ficou preso ao passado porque maus gestores vão entregando tudo, contanto que possam desfrutar dos prazeres e encher os bolsos.

A complexidade da economia está no trato do dinheiro. Qual é a semelhança entre elevar a taxa de juros ou criar tarifas sobre importações? O fato é que ambas as ações podem reduzir o consumo, influenciando a inflação, mas enquanto a elevação da taxa de juros cria encargos sobre a dívida, as tarifas carreiam dinheiro para o governo. Além disso há os inúmeros aspectos econômicos referentes à produção, empregos e preços.

O problema é que por longo período a economia global ficou ancorada nas importações baratas de tudo pelos EUA, que pagam com dólares, algo que criou dependência e fragilizou indústria e tecnologia. Charles de Gaulle, ex-presidente da França, queria ouro, sem depender da moeda de outra nação.

Em meio às decisões econômicas podem surgir mudanças bruscas. No Brasil, o regime militar, por exemplo, investiu fortemente em infraestrutura e crescimento, mas ao final da década de 1970 o país mergulhou numa crise de endividamento externo. Os juros internacionais, que chegaram a 20% ao ano, criaram uma dívida impagável e o esforço de resgate nos anos seguintes gerou hiperinflação, perda de renda e estagnação.

Hoje, em 2025, o país vive um ciclo de incertezas como a maioria das nações. Apesar de avanços em algumas áreas e de uma aparência de normalidade, os fundamentos da economia permanecem frágeis. Faltam alvos visando o bem geral. A dívida pública cresceu, o investimento está baixo, as novas gerações têm pouco preparo para a vida, e a dependência de exportações de commodities mantém o Brasil vulnerável às oscilações do mercado externo, especialmente em relação à China, como seu principal parceiro comercial.

A dependência tecnológica, eletrônica e digital é crescente, pois isso não recebeu a devida atenção dos chefes de Estado, e a nação continuou sendo puxada por carroças. A corrente ocidental controlava tudo. E surgiu a corrente oriental. Quase tudo está inadequado para a nação. Polarização? É luta pelo poder. O grande país do futuro ficou preso ao passado.

No plano interno, a estagnação econômica começa a mostrar seus efeitos. Os serviços públicos estão sobrecarregados, a violência urbana cresce em várias regiões, e o desemprego estrutural afeta principalmente os jovens. Tudo isso ocorre num ambiente de intensa polarização política, onde o debate racional perde espaço para narrativas simplificadas, paixões ideológicas e desinformação.

O Brasil e sua maravilhosa floresta amazônica requerem que os homens reconheçam e respeitem as leis universais da natureza em seus projetos para não atrair ruína. Houve um tempo no qual as pessoas aqui nascidas tinham esperança de um futuro melhor, percebiam o que acontecia, participavam. Atualmente, tudo mudou; o viver está difícil, as ruas e estradas estreitas estão lotadas de automóveis, ônibus e caminhões. O estresse é geral. O que era empatia virou algoritmo.  O que era consideração, agora é indiferença.

Com a aproximação das eleições de 2026, o país poderá repetir os erros do passado: a busca por salvadores da pátria, o apelo ao populismo e o desprezo pelas instituições democráticas. Sem reformas estruturais e uma liderança com visão de longo prazo, o Brasil não sairá da estagnação e atraso.

O ocidente do norte se serviu do ocidente do sul. A crescente influência chinesa na América Latina, com investimentos em infraestrutura, energia e tecnologia, coloca o Brasil diante de um impasse: manter uma posição neutra no cenário global ou alinhar-se claramente a um dos polos de poder. Essa decisão poderá influenciar profundamente o futuro da economia, da diplomacia e da soberania da nação.

Há incertezas sobre o futuro. Os sinais são claros: ou a nação encara suas fragilidades de frente e começa a se reconstruir com seriedade e autonomia, dando bom preparo para as novas gerações, ou seguirá oscilando nas mãos de gestores interesseiros, enquanto grande parte da população indolente permanece alheia à gravidade do momento.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br