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COMO AGIR NO SÉCULO 21?

No início do século 20, o Brasil já estava no regime republicano, com eleições para escolha do presidente e demais integrantes da gestão da nação. No geral, tivemos um período marcado por grandes guerras, lutas sociais e culturais, e uma grande mudança na percepção dos seres humanos sobre o significado da vida. O Brasil passou a contrair mais dívidas externas, e na medida em que ia pagando, mais dívidas foram surgindo. A população era calma. A economia era frágil, voltada para a agricultura de exportação, as pessoas e as famílias viviam influenciadas pela igreja, pelo rádio e, em menor escala, pelos jornais e revistas.

Terminada a primeira grande guerra mundial, a Europa tentava desenvolver um período de reconstrução, enquanto a Alemanha se arrastava diante da dívida de guerra. Nos Estados Unidos estavam se formando as condições para a grande crise de 1929 que abalou a insípida economia global. No Brasil e América do Sul, a situação também se arrastava.

E veio a segunda grande guerra mundial. Miséria para todos os lados. Alemanha e Japão vencidos. Inglaterra e Europa arrasadas. E surgia o dólar trazendo novas esperanças e ilusões. Na América Latina, o clima era de quintal dos outros, como até hoje. Argentina fornecia carne; Brasil, café e açúcar. No restante, minérios especiais como prata e cobre. Os poderosos querem as riquezas e mais poder. América Latina e África ainda são quintal dos outros com a colaboração de políticos e suas negociatas.

Com o fim da segunda grande guerra, novas esperanças acendiam nos corações aflitos. As pessoas eram sentimentais, criavam fantasias mentais, mas ainda havia um pequeno vestígio de intuição, ou seja, a voz do espírito, que dava um pouco de leveza. Isso foi até aos anos 1970. Poderia ter havido uma guinada qualitativa da humanidade voltada para a espiritualidade, pois tudo apelava para isso.

Eis que surgiu a televisão com sua força avassaladora sobre as mentes de adultos e crianças, e dependia de todos a direção que seria dada. Em vez de um incentivo ao aprimoramento mental e espiritual, venceu a manipulação. As pessoas queriam lazer, diversão, vida mansa. E tudo isso veio no pacote que incluía desinformação e consumismo. A venda de tudo foi crescendo, até dos cigarros, nocivos para a saúde. As novas gerações iam emburrecendo, o marketing político definia os candidatos vencedores.

No século 21, a humanidade se apresenta apática, sem força de vontade, desanimada, agindo como robô. Mas novas guerras estão se inserindo no cenário, roubando a paz, trazendo inquietação e sofrimentos. A queda moral e espiritual prossegue fazendo da vida na Terra um processo insustentável.

Quem se habilita a reconhecer os estragos promovidos pela própria humanidade? Falta coragem e humildade para que haja o reconhecimento dos erros e a escolha do caminho adequado à espécie humana. Sem esse reconhecimento, não pode haver transformação verdadeira. Reconhecer o erro, assumir responsabilidade e buscar o caminho certo sob a luz da verdade é algo que ultrapassa fronteiras, religiões e posições de poder. As tragédias e sofrimentos são o derradeiro chamado à consciência que qualquer ser humano pode compreender, se estiver disposto a olhar para dentro de si, e então optar conscientemente pelo rumo certo que eleva a própria espécie.

O século 21 está se caracterizando por um intenso avanço tecnológico, inversamente ao declínio moral e espiritual. A inquietação e a ansiedade são o denominador comum, e isso vai deixando os indivíduos estressados, incapazes para realizar reflexões intuitivas nos momentos de folga. Os seres humanos estão sendo arrastados pelo relógio acelerado do tempo, deveriam resistir e fazer pequenas pausas, sempre que puderem, para avaliarem a forma áspera como estão vivendo e perceberem que têm de buscar uma sadia mudança de rumo.

 

OLHE ATENTAMENTE À SUA VOLTA

Afastados da parte invisível da vida, os seres humanos vão em frente meio às cegas, sem perceber tudo o que se passa à sua volta. Pare, olhe atentamente, perceba que tudo está sendo tecido no campo invisível do qual fazemos parte e cuja ligação foi rompida. Escorregar no atoleiro é fácil; difícil é sair. Nesse jogo há muitos interesses, inclusive o de manter o desgaste dos EUA, que vão envolvendo as autoridades. São as consequências de décadas dedicadas ao acúmulo financeiro, deixando tudo o mais em segundo plano, inclusive o aprimoramento da espécie humana que permanece resvalando para os baixios, sem alvos enobrecedores. Quanto mais passa o tempo, mais afunda e mais difícil será retornar a um viver feliz com naturalidade.

As nações estão se voltando para autocracia ostensiva. No passado, pode ser que isso tenha sido maquiado, ocultado, mas sempre houve homens do estilo tirânico que impunham a sua vontade de forma leve ou pesada. Muitas coisas estão no limite do estresse. Até turbina de avião explode com o aumento da pressão. Com a necessidade de tomar decisões rápidas, muitas acabam surgindo de forma abrupta, pois não há tempo para consultas amplas. A IA tem respostas sensatas, mas quem quer ouvi-las?

Tudo gira em torno do dinheiro. As dívidas também representam dinheiro. O Império Romano espalhou moedas de prata que fizeram sucesso. Mas as moedas sempre despertaram guerras, em vez de serem um meio apropriado para o progresso. Os EUA se debatem para manter o dólar. China faz oposição. E as nações, sem condições de produzir, se endividam. O petróleo e os alimentos permanecem como bens vitais. As alternativas da humanidade estão se estreitando, tanto quanto em Ormuz.

No passado, Leonardo Da Vinci não estava adivinhando o futuro de forma mística, mas sim observando a ambição humana e extrapolando as consequências de suas ações. Observando a natureza de forma continuada, acabou percebendo intuitivamente causas e efeitos, a lei da reciprocidade, ou seja, o ser humano colhe o que semeia. Os cientistas posteriores não tinham a visão especial para perceber a vida humana além do mundo material, e não se tornaram os construtores beneficiadores que deveriam ser. Da Vinci via o homem como um elemento que causaria grande desordem no planeta, correndo de “um hemisfério para outro” e desequilibrando os elementos da natureza.

Atualmente, o planeta está passando por uma poli crise. A decadência geral da humanidade está sendo fabricada por aqueles que se afastaram da real finalidade da vida e se apegaram, de forma crescente, ao dinheiro e à vaidade como as únicas prioridades da vida. A questão fundamental é que o futuro depende da direção que as novas gerações vão dar à própria vida, e do jeito como está indo, não é nada animador. Os jovens se sentem oprimidos diante da aspereza reinante, não aceitam mais a crença sem análise, algo que ficou complicado tanto na religião como na vida mundana.

O ser humano sente que precisa da lógica e coerência, mas o saber ficou restrito ao imediatismo. Perdeu-se o amplo saber sobre a vida e sua real finalidade. Muitas pessoas fazem o sinal da cruz dizendo “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, no entanto, não sabem exatamente o que estão dizendo. O Espírito Santo é o Filho do Homem, anunciado por Jesus, a atuação da Vontade Divina através das leis da Criação.

Oitenta anos depois da grande guerra, a humanidade se acha próxima do abismo, sente as dores, mas sem se esforçar na procura pela Luz, nada encontrará. A nova guerra tende a espalhar os seus efeitos sobre a economia desequilibrada piorando muitas coisas, agitando a mente, gerando inquietação. Para que haja paz entre os homens de boa vontade é fundamental o reconhecimento da realidade espiritual da vida e, para isso, o ser humano precisa sair do marasmo mental e espiritual e olhar atentamente à sua volta.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

PROBLEMAS COM AS DÍVIDAS

A circulação saudável do dinheiro deve permitir o giro para produzir bens, pagar custos, impostos e dívidas, e sobrar algum lucro. Fatores econômicos podem travar esse giro, como crises, concorrência de importados, queda na renda da população, taxa de juros, e quando isso acontece os consumidores reduzem as compras, inclusive de alimentos, aumentam as dívidas, dificultando a quitação. Pode ocorrer imperícia gerencial. Pode ocorrer desvios de dinheiro e fraudes. Se a população cair nas apostas, vai ver o seu dinheiro sendo sugado e perdido. Parece que todas essas coisas estão acontecendo simultaneamente e, com isso, a economia do Brasil se apresenta fragilizada.

Com o risco aumentado na região de Ormuz, as seguradoras deixaram de operar. O prêmio de seguro dos navios de petróleo ficou inviável. Pelo visto, não dá para prever quando as seguradoras irão voltar ao normal, o que vai requerer o fim da guerra, mas como e quando a guerra terá fim?

Ouvir as mulheres é essencial. Catherine Vautrin, ministra das Forças Armadas da França, e Yvette Cooper, ministra das Relações Exteriores britânica, usam de bom senso ao falarem da necessidade de retorno da paz por via diplomática. A humanidade tem vivido apegada ao crescimento para que os cidadãos tenham uma vida condigna, mas as incertezas geradas com a guerra estão afetando tudo, sem que surja uma luz nesse túnel escuro.

O que vai acontecer é a pergunta oculta que está no coração das pessoas. Mas não se ouvem respostas. Os pesquisadores lidam com uma enormidade de dados, transferindo o trabalho para as novas supermáquinas de IA. Evidentemente, um mercado que se estriba em apostas é algo que foge da naturalidade, podendo atrair resultados desagradáveis. No universo, a lei da atração da igual espécie atua em tudo. A espécie não é o que a coisa aparenta, mas a intenção oculta pela qual surgiu. É aí que reside a chave. A espécie predominante vai ditar o veredicto, bom ou mau, dependendo das intenções dos seres humanos, e a IA começa a aprender isso.

Essa tem sido a grande questão. Em épocas mais amenas, havia confiança e metas mais elevadas. Com desprendimento, as pessoas se auxiliavam no enfrentamento das adversidades e na busca de melhores condições gerais de vida. Mas isso é passado. As pessoas se calam para não revelar o que estão querendo e pensando. Adormecidas, com os olhos vendados, precisam despertar para a vida real. Elas se fecham em seus interesses pessoais, falta um propósito comum.

Antes as pessoas em geral percebiam os acontecimentos numa lógica simples. Hoje, o ego é mais pronunciado e grosseiro, individualista, mantendo-se na defensiva, criando uma camada protetora, quase como uma couraça. Em vez de dialogar, as pessoas se protegem apresentando justificativas sem querer reconhecer que algo tem de ser corrigido.

Se as pessoas ouvem o que não gostam, não respondem, seguem com outras questões. As preocupações se voltam exclusivamente para os aspectos materiais da vida. Em vez de argumentar, a pessoa muda de assunto, silencia ou se afasta. Tais atitudes podem significar medo de perder o controle. Elas não têm mais o entendimento comum sobre a vida o que possibilita diálogos sobre as questões essenciais.

As pessoas se comunicavam com o eu interior, a consciência, mas isso se tornou raro. Com o eu interior atuante, os diálogos eram produtivos. O que se passa hoje é o aumento geral da aspereza. Tudo frio, pesado, afetando as novas gerações. A pesquisa do IBGE sobre a crise emocional dos adolescentes mostra que há jovens que dizem que viver não vale a pena. O fato é que a real finalidade da vida se tornou desconhecida para a humanidade. Enquanto isso, tudo vai ficando como está, para ver como é que vai ficar.

A conclusão é de que a humanidade construiu uma antinatural realidade da vida, na qual tudo depende do dinheiro, o que acarreta frustrações e doenças. Os jovens têm de ser motivados a pesquisar a real finalidade da vida. Para que nascemos? Reconhecer a alegria de ser útil construtor, beneficiador, embelezador da vida.

Voltando à questão das dívidas, quem vai tomar empréstimos, seja pessoa ou empresa, tem de, simultaneamente, planejar como vai pagar. Se gastar tudo que recebe, vai faltar. Nas atuais condições de vida, é indispensável guardar um pouco, formar uma reserva. Como se dizia, quem guarda tem.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

PROFECIAS BÍBLICAS E A ECONOMIA

Apesar da redação confusa e pouco inteligível, as profecias do Apocalipse indicam: “choro e ranger de dentes”, ou seja, um período de dificuldades com miséria e sofrimentos. Mas a profecia nada mais é do que a severidade e justiça da Lei da Reciprocidade, da colheita obrigatória de todas as ações praticadas pelos seres humanos, que receberam a Terra como morada transitória para o fortalecimento do espírito e retorno à origem espiritual, mas em vez disso agarraram-se aos pendores da vida material criando as condições para um futuro de dificuldades, um futuro que está se tornando a realidade atual.

As nações acumularam dívidas enormes, como mostram as informações econômico-financeiras colhidas no link MSN.com. São fatos marcantes que dão prognósticos de um futuro apertado de dificuldades e aflições, oportunidade para que os seres humanos busquem a compreensão da finalidade da vida, conhecer a Luz da Verdade, para se libertarem dos conceitos errados que fazem da vida um vale de lágrimas, muito distante do paraíso terrestre que poderiam e deveriam ter construído sobre a Terra.

Vale lembrar que Abdruschin escreveu a Mensagem do Graal, obra que ele ansiava trazer à humanidade para esclarecer a atuação completa da Criação sem lacunas. Nela, os seres humanos reconhecem os caminhos que devem seguir, a fim de alcançarem a paz interior e, com isso, uma atividade alegre já aqui na Terra.

Segundo o site mns.com (https://www.msn.com/pt-br/dinheiro/economia-e-negocios/de-volta-aos-anos-1970-investidores-globais-se-preparam-para-retorno-da-estagfla%C3%A7%C3%A3o/ar-AA1XQYTg): A guerra afetou duramente os mercados globais de títulos, à medida que os investidores se desfazem de ativos de renda fixa, onde a inflação corrói os retornos futuros. O presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee, disse ao Wall Street Journal na sexta-feira que um “ambiente de estagflação tão desconfortável quanto qualquer outro pode estar se aproximando. Os investidores não gostam de estagflação, porque ela prejudica as ações, os títulos que não estão indexados à inflação, e até mesmo o ouro, potencialmente, visto que o metal não gera rendimento. O único porto seguro que realmente se manteve firme desde o início da guerra foi o dólar, que se valorizou em relação a quase todas as outras moedas de mercados desenvolvidos”.

Um dos trechos afirma o seguinte: “Se houver outra guerra prolongada, com os preços do petróleo subindo significativamente, o status de porto seguro dos títulos do governo estará em risco e, com isso, todos os ativos. A alta dos preços do petróleo contribuiu para as recessões nos EUA em 1973, 1980, 1990 e 2008”.

E Rainer Guntermann, estrategista de taxas do Commerzbank, argumentou: “Parece que apenas a queda dos preços do petróleo poderia reverter os temores de aumento das taxas de juros, mesmo com a postura mais cautelosa do BCE também enfatizando os riscos de queda no crescimento”.

A História mostra que, na Roma antiga, o Denário de prata era o dinheiro aceito por todos os lados. Mas com a perda do dinamismo das conquistas militares de riqueza e escravos, Roma passou a entregar moedas com cada vez menos metal precioso, o que foi abalando a credibilidade, gerando o aumento de preços e até recusa em aceitar as moedas desvalorizadas.

Atualmente, como emissor do dólar, os Estados Unidos podem ser tolerantes com o crescimento da dívida porque ela é denominada em sua moeda. O dólar é a moeda global consolidada há mais de 80 anos, amplamente aceita, mas estão surgindo rumores de desdolarização. Se o dólar viesse a ser impactado por outra moeda bem aceita, isso traria severas consequências para os Estados Unidos que perderiam sua poderosa vantagem estratégica. A questão do dólar se constitui na grande contenda monetária da atualidade. Esperemos que os jogadores possam chegar a bom termo, e que a humanidade possa progredir e se aprimorar em paz e harmonia.

A pergunta que se faz é: estará a humanidade evoluída a ponto de, em meio a tantas dívidas e desequilíbrios entre as nações, alcançar uma situação de equilíbrio econômico-financeiro civilizado, com respeito aos indivíduos e à natureza e suas leis universais que, sendo respeitadas, doam aos seres humanos tudo que necessitam para uma sobrevivência condigna?

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

E SURGIU O ESTADO-NAÇÃO

Olhar a história é fundamental, pois ela contém muitas situações críticas que formaram a situação atual. Como dizem os cientistas atômicos: o relógio do juízo final está próximo das 12 horas. A humanidade se apegou ao dinheiro, gerando a concentração da riqueza. A desigualdade na participação da riqueza produzida e a polarização são o resultado. Cerca de 1,8 bilhão de jovens olham assustados para o futuro. A humanidade precisa de renovação e da busca pelo saber da finalidade da vida para se colocar no lugar que lhe cabe.

No passado, havia subordinação à igreja e ao rei. E surgiu o Estado-nação capacitado para criar dinheiro, mas os governos se tornaram entreguistas, gastadores vorazes, endividaram as nações, sempre sequiosos para elevar a carga tributária. Os governos gastam muito e vão criando dinheiro e dívidas. Os especuladores jogam e põem as finanças em risco. Para segurar o caos, os governos emitem mais e aumentam a dívida. Onde isso vai levar? O Estado-nação, em sua soberania, se tornou um ente pesado, difícil de governar, perturbando a economia. Supõem-se que ajustes estão sendo gerados. O que virá agora?

Há milênios os tiranos cobiçam riqueza e poder. No topo, os mandantes; abaixo, as massas dormentes sem direitos, só obediência às regras e vida rasteira. É a fatalidade da vida cômoda sem reflexões sobre o sentido da vida. É a sina das massas indolentes, a subordinação cega.

O novo Papa tem uma questão difícil para resolver sobre os déficits financeiros do Vaticano. Para sustentar os gastos é preciso que haja receitas. De onde vem e para onde vai o dinheiro? A crença numa vida única muitas vezes reforça comportamentos imediatistas, centrados no materialismo, no dinheiro e na satisfação pessoal. Sem uma perspectiva mais ampla, os princípios mais elevados, como responsabilidade, aprendizado contínuo e conexão espiritual, permanecerão abandonados, criando passivo espiritual ao lado do financeiro. Enquanto o ser humano continuar sendo direcionado para a crença de uma vida única, tudo permanecerá difícil, atendendo aos interesses egoísticos, o que dificulta o reconhecimento da realidade espiritual.

Os seres humanos têm uma existência limitada há alguns anos, isso deveria despertar o anseio pela busca do “Procurai e Achareis”; isso é fundamental para que não se percam no emaranhado das cobiças e vaidades. Como agirá o sucessor do Papa Francisco? O que fará com os tabus? Como agirá com as novas gerações? Esperemos que busque a renovação de teorias sem base nas leis universais da Criação, isto é, sem naturalidade. A finalidade da vida deve ser a elevação espiritual sem causar danos a outros devido às cobiças.

A questão fundamental é que o futuro da humanidade depende da direção que as novas gerações vão dar à própria vida, e do jeito como está indo não é nada animador. Atualmente, os jovens não aceitam mais a crença sem análise, algo que ficou complicado tanto na religião como na vida mundana. O ser humano sente que precisa da lógica e coerência, mas o saber ficou restrito a ponto de não saber mais o que é masculino e feminino, tendo perdido o saber da real finalidade da vida. Não há o que estranhar se os jovens se sentem perdidos e sem rumo.

A humanidade afundava na escuridão. Jesus, o Amor de Deus, veio para religá-la com a Luz da Verdade. O anticristo, através de seus asseclas, tem detonado tudo. Jesus prometeu para a época das atribulações a vinda do Filho do Homem, trazendo aumentada força da Luz. Oitenta anos depois da grande guerra mundial, a humanidade se acha mais próxima do abismo, sente as dores, mas sem se esforçar na procura pela Luz, nada encontrará. Para que haja paz entre os homens de boa vontade é fundamental o reconhecimento da realidade espiritual da vida e, para isso, o ser humano precisa sair do marasmo mental e espiritual.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

GUERRAS DE ÚLTIMA GERAÇÃO

Lembre-se, pensamento é ação. Se você desenvolve pensamentos voltados para o bem, isso irá contribuir para o bem geral. Por isso, não deixe que pensamentos maldosos se aproximem do foco dos pensamentos.

O bom senso sempre está presente em pessoas que têm um mínimo de intuição; é ela que adverte quando a pessoa atravessa a linha protetora das leis naturais universais da Criação. Justamente por isso, muitos homens que querem alcançar seus interesses egocêntricos fogem delas, mas é um engano, nada escapa, a colheita sempre vem.

Em vez de ter como meta o aprimoramento da própria espécie, os homens se tornaram egocêntricos e criaram o maior desequilíbrio geral no planeta, na economia e finanças, na educação e cultura. A falência é moral. A destruição da paz é a consequência.

A humanidade desdenha da atuação da lei universal da reciprocidade. Quem semeia colhe, e isso faz com que todos nós sempre estaremos sujeitos a acontecimentos imprevistos que executam a desdenhada justiça superior. Em meio às crescentes turbulências, aguardemos confiantes a Justiça Divina.

Antes, as guerras eram travadas longe do conhecimento de grande parte das populações. Hoje chegam imagens de combates ao vivo. Isso pesa sobre a psique das pessoas, causando abalos fortes. No planeta com mais de oito bilhões de almas encarnadas, com o poder distribuído entre as nações, porém subordinado aos interesses econômicos globais, é difícil saber qual é o objetivo. Embora muitas coisas possam ser previstas, a realidade não é como um jogo de tabuleiro ou eletrônico onde as jogadas têm um limite. A melhor guerra é aquela que possa ser resolvida antes de ser iniciada, para que a humanidade possa se aprimorar de forma harmoniosa e pacífica.

Fora dos centros de decisão, pouco sabemos. Há quem diga que tudo está sob controle, e o que pode acontecer está previsto e precificado, mas parece que no mundo, onde deveria haver paz e progresso, tudo está fora do lugar, o desequilíbrio é geral. Os homens pensam que são senhores, mas desconhecem as forças que movem os fios do destino. Vamos aguardar com esperança de que tudo que vier será para o bem geral.

O homem egocêntrico é o lobo do homem. No feudalismo, já havia o objetivo de fazer o homem trabalhar e pagar por isso com parte do que produzisse. Com esse princípio, associado às teorias de Darwin, de que o mundo pertence aos mais aptos e fortes, homens que perderam a humildade espiritual, esquecidos de que a vida é um breve lapso de tempo no qual é dado à criatura humana a possibilidade de fortalecer o espírito, tornando-se autoconsciente, fizeram da busca da riqueza e poder a prioridade de sua vida.

Ao longo dos séculos, os egocêntricos buscaram um substituto para o domínio e controle do solo para extrair renda, evoluindo para a criação do dinheiro e seu controle, daí surgindo o rentismo egocêntrico, mais feroz ainda na escravização das massas e na produção de miséria, açambarcando toda riqueza, como se mostra visivelmente no generalizado desequilíbrio econômico-financeiro global, pelo qual a humanidade está passando.

Apesar da interdependência, as nações e os povos estão adentrando numa fase turbulenta. Com o afastamento das leis universais da Criação, por séculos vem sendo gerado um processo de desequilíbrio geral. As nações deveriam ter se preocupado com o progresso harmônico da humanidade. Os desequilíbrios estão provocando nova acomodação pacífica ou belicosa, com mútua consideração ou com uso da força. A miséria e a ignorância têm de ser extirpadas da humanidade, a mais importante espécie sobre o planeta, que não está ocupando a posição que lhe cabe.

O ser humano é espírito que encarna no mundo material por concessão do Amor de Deus, para adquirir autoconsciência e retornar à casa, o Paraíso, no mundo espiritual. Para quem pesquisa o sentido da vida, recomendo o livro Na Luz da Verdade, de Abdruschin, que foi aprisionado pelos nazistas, inimigos da Luz, com amplas explicações sobre Jesus, o Filho de Deus, e a Bíblia.

Abandonando a humildade espiritual, os homens destroem a harmonia e criam tragédias. Quem cobiça poder, inveja quem tem mais poder. Quem tem muito poder, teme que lhe possam tomar o poder. Por isso se digladiam. Falta paz, falta boa vontade. Os homens esquecem a sua origem espiritual e provocam desarmonias onde deveria haver mútua compreensão.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

REMATE FINAL

Em tudo que os seres humanos fazem o que sobressai é a geleia da inconsistência no bem. Nessa geleia há muito do ego, do individualismo, da falta de humildade de quem está vivo por aqui para conhecer a Criação e suas leis universais que visam o desenvolvimento do espírito.

No passado, o dinheiro era validado pelo ouro e, em seu processo evolutivo, foi perdendo a sua materialidade, tornando-se dígito. No entanto, seu poder dominante ainda permanece, por isso há uma luta pelo seu controle, e para definir câmbio e juros. Hoje, muito dinheiro se acha meio fora da economia real, mas sempre presente quando se depara com oportunidades de ser ampliado por ganhos. Nessas condições, o dinheiro pode provocar desarranjos perturbadores de difícil solução.

Nações devedoras estão consumindo mais do que estão produzindo. Mas a dependência do dinheiro para as atividades econômicas impõe que a moeda seja confiável. As nações atrasadas como o Brasil caem nas dívidas, mas o dinheiro some, e está feita a dependência. No país controlador do dólar, a dívida se acumula e o poder vai se mantendo.

A substituição por outra moeda e outro controlador, aparentemente, não mudaria nada, só o nome da moeda. Para haver mudança real é preciso que haja mudança da mentalidade predadora do homem que quer tudo para si, renegando a finalidade espiritual da sua vinda para a Terra num corpo material perecível, para evoluir junto a outros, buscando o conhecimento sobre a atuação das leis universais da Criação e aplicá-las para um viver pacífico e harmonioso, com progresso para todos os povos.

Apesar da interdependência as nações, várias estão adentrando numa fase turbulenta. Por séculos vem sendo gerado um processo de desequilíbrio geral. As nações deveriam ter se preocupado com o progresso harmônico da humanidade. Os desequilíbrios estão provocando nova acomodação, e o tempo dirá se será pacífico ou belicoso, com mútua consideração ou com uso da força. A miséria e a ignorância têm de ser extirpadas da humanidade, a mais importante espécie sobre o planeta.

Os seres humanos criam as realidades artificiais, com a intenção de ocultarem o que realmente estão fazendo para interesses próprios. Assim, a massa vai sendo enganada e tomando decisões que são contra ela mesma, sem perceber as consequências com clareza. Quando surge alguém que quer estabelecer uma existência harmônica, é tido como um estranho no ninho, sujeito a represálias e à desmoralização, para que tudo possa continuar na mesma, sem que surjam reações. Então informações falsas e fictícias se tornam aceitas como verdadeiras. Assim tem sido a história da humanidade e do Brasil.

Estamos em ano eleitoral, a pergunta é: o que querem os eleitores hoje? O que vão querer daqui a dez meses? Quantos querem auxílios financeiros? Quantos querem oportunidades de bons empregos, boas escolas e saúde? Quantos estão revoltados com os abusos cometidos com o dinheiro que a população entrega ao governo?
Desde 1889, a nação não tomou o impulso esperado. A classe política tem se mostrado decadente. Falta esperança de que o Brasil alcance mais consistência e desfaça a imagem pejorativa de falta de seriedade. Quantos eleitores pensam dessa forma? Como votarão?

Muitas pessoas ficam abismadas ao verem a velocidade dos acontecimentos inesperados. O movimento circular da lei do retorno das ações dos seres humanos está acelerado pela atuação das leis da Criação, que impulsionam todos os fios do destino gerados pelas ações, palavras, pensamentos e sentimentos, para o remate final. Quer dizer, consequências que levariam séculos para retornar, terão que retornar num curto intervalo de tempo, o que provocará turbulência de magnitude jamais vista. Temos de estar preparados, pois os acontecimentos atingirão nações, organizações, famílias e indivíduos.

A característica da economia global tem sido o mercantilismo comercial e financeiro, isto é, levar vantagens. Um plano ousado e justo seria um sistema de equivalência no qual houvesse entre as nações o equilíbrio na balança comercial e financeira. Se houvesse o equilíbrio econômico, não haveria um trilhão de superávit da China e as nações estariam progredindo conjuntamente, eliminando a miséria e a ignorância que pesam sobre a humanidade.

Na vida tudo é passageiro, mas há uma finalidade essencial. Quem a conhece? A esperança que nos anima é a promessa de que procurando, e acolhendo a Luz da Verdade, ela libertará os seres humanos dos erros trevosos que a escravizam.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

MENSAGEM AOS PEQUENOS E MÉDIOS EMPRESÁRIOS

A situação econômica está complicada. Custos sobem, vendas caem. Está difícil selecionar colaboradores. O que se poderia dizer para pequenos e médios empresários? No Brasil, tudo foi ficando diferente. A partir dos anos 1980, o país entrou num processo de estagnação. A indústria deu um “cavalo de pau” e perdeu a força de reação. Atualmente, as dificuldades são maiores, as oportunidades estão se restringindo e a renda salarial, caindo.

Quem sobreviveu ao golpe precisa de muita atenção, porque a situação muda de forma rápida. Os pequenos e médios empresários, e os empreendedores, devem ficar atentos e bem-preparados para manter a clientela, não relaxando a qualidade e o atendimento. Não devem tomar dinheiro emprestado a descoberto, precisam conter os gastos para formar uma reserva e aumentar o capital de giro próprio.

A equipe precisa estar automotivada. Com frequência, grupos atuam com dinamismo por um tempo, mas é comum adentrar numa fase mais lenta, tipo zona de conforto. A atualidade exige renovada disposição diária para enfrentar as dificuldades buscando soluções prontamente, como no famoso “não deixar a peteca cair”.

Estamos vendo horrorosas ocorrências de inadimplência. Teve lojas Americanas, Braskem, Raizen, Master. Poderíamos ver nisso displicência com a finança, ou será que outros fatores foram a causa?

Durante anos, o mundo aceitou produtos baratos, importados de economias de Capitalismo de Estado porque ajudavam a conter a inflação. Permitiam consumo maior com renda estagnada. Reduziam custos industriais. Pareciam inofensivos. As nações aceitaram porque era conveniente. Agora pagam o preço. As ondas de choque começam a aparecer, como o equilíbrio global que está se rompendo. As consequências já estão visíveis com a desindustrialização acelerada em vários países, além da dependência estratégica de cadeias externas, tensões comerciais crescentes, perda de autonomia tecnológica e falta de preparo das novas gerações.

Os jovens precisam de oportunidades e cada nação não pode continuar da forma como se estivesse em desmanche. Isso tudo está gerando um ambiente insustentável. Com tantos recursos, o que falta para o Brasil ser uma nação com qualidade de vida decente? A riqueza é conquistada com trabalho e produção, e tem de ser partilhada com equilíbrio, mas tem se concentrado em poucas mãos que querem permanecer dominando tudo.

As novas gerações estão crescendo num mundo repleto de instabilidades. Está faltando a noção de pertencimento, confiança no futuro, motivação para construir, coragem para sonhar e se pôr em movimento para alcançar os sonhos. E uma sociedade sem sonho vira uma sociedade enrijecida, desmotivada. Diante disso, o futuro da humanidade está sob ameaça, pois está faltando propósito e coesão diante de alvos enobrecedores prejudicados pelo individualismo egocêntrico. Falta o anseio de humanizar a civilização. E a gravidade é que isso não está sendo discutido pela sociedade com a seriedade necessária. É preciso despertar nos jovens o anseio para conhecer a origem do ser humano e a finalidade da vida.

O dinheiro corre como rio, não dá para fugir. O oceano monetário cresce, quer juros, uma minoria tem o controle. Juros comem a receita tributária das nações, enquanto as condições de vida vão apertando. Mas não dá para ficar se lamentando. É preciso manter o ritmo do barco. Perceber as tormentas à distância e se resguardar. Tem de se manter firme, prosseguir, alcançar alguma estabilidade para não ser levado pela correnteza e para conquistar resultados.

Para dizer algo mais seria necessário conhecer melhor a situação do empreendimento para descobrir gargalos ocultos e os caminhos mais adequados. A verdade é simples e natural. Com perseverança, desenvolvendo um trabalho sério para atingir os objetivos, será possível ultrapassar as dificuldades e colher resultados positivos.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM AS NOVAS GERAÇÕES?

Preocupante é o futuro da humanidade e especialmente das novas gerações, algo que não está sendo olhado. Os jovens estão meio apartados do sistema; como conduzi-los para a busca do sentido da vida? O ser humano está se afastando da sua essência e ficando sem rumo. Uma alma perdida na escuridão criada pelos homens. Os jovens não estão perdidos por falta de capacidade. Eles estão desalinhados com um mundo que está mudando de forma acelerada devido à instabilidade do trabalho, excesso de informação, falta de propósito, pressão por performance, comparação constante nas redes, sensação de que “nada é suficiente”.

O mundo ficou super agitado com muitas informações, muitas coisas acontecendo, muitas dificuldades surgindo. O dinheiro, cada vez mais difícil e mais sujeito à perda de valor, está deixando de ser um papel na mão, disponível a qualquer momento, e se tornando dígito de aplicativo que fica sob o controle dos bancos. Diante desse maremoto, os jovens não conseguem prestar atenção na voz interior ditada pela essência humana.

Há um vazio interior. As novas gerações estão crescendo num mundo repleto de instabilidades. Está faltando a noção de pertencimento, confiança no futuro, motivação para construir, coragem para sonhar e se pôr em movimento para alcançar os sonhos. E uma sociedade sem sonho vira uma sociedade enrijecida. Diante disso, o futuro da humanidade está sob ameaça, pois está faltando propósito, coesão diante de alvos enobrecedores prejudicados pelo individualismo egocêntrico, e anseio de humanizar a civilização. E a gravidade é que isso não está sendo discutido pela sociedade com a seriedade necessária.

Como despertar nos jovens o desejo para conhecer a origem do ser humano e a finalidade da vida? A reconexão tem de sair do imaginário e se voltar para algo real e dinâmico como a natureza, com sua beleza e suas leis lógicas, e daí para a arte, para o cultivo do silêncio, a análise das relações, identificando as artificiais e as interesseiras, e as verdadeiramente sinceras. Desde cedo a criança tem de aprender a lei natural do equilíbrio, ou seja, retribuir por tudo que receber.

Como conduzir os jovens de volta ao sentido da vida? Não devem continuar afastados da essência humana e precisam de orientação sobre isso. No passado, eles tinham mais iniciativa e força de vontade. Conheciam pessoas inspiradoras, professores marcantes, buscavam livros esclarecedores. Ou seja, isso requer participação de todos, das famílias, dos responsáveis pelo sistema de educação, dos professores e, principalmente, dos jovens que precisam ter o anseio do saber.

No abandono da falta de sentido, falta o pertencimento, o acolhimento. É importante sentir-se parte de algo significativo, ter um objetivo construtivo na busca de melhores condições de vida, onde haja coesão com pessoas cuja vontade esteja dirigida para o bem geral, sem fantasias. Pessoas capazes de enxergar o que se passa ao seu redor, ansiosas para ampliar o saber sobre a vida, dispostas a dialogar e permutar saberes. Enfim, pessoas que querem criar beleza à sua volta, de serem criativas e de sentirem-se vivas e participantes da maravilhosa jornada do ser humano em busca do fortalecimento da individualidade do seu eu interior.

Olhar para a frente, ter visão de longo prazo. As coisas surgem no tempo com a perseverança no alvo. Os jovens precisam de orientação, inspiração, descortinar caminhos, firmeza e estabilidade emocional. Os adultos podem e devem auxiliar e orientá-los, sem imposição, sem exigências, pois eles são o futuro da humanidade.

Na adolescência, com o despertar da força sexual, os jovens querem o belo, mas se deparam com a aspereza da vida. E tudo conspira contra, visando arrastá-los para a sordidez que abafa o encantamento da juventude. Sufocado o encantamento pela vida, o jovem perde a força e se torna folha morta arrastada pelo vento da ignorância. O encantamento não pode ser destroçado, uma vez que, sem ele, o jovem perde o anseio do saber, e cai na massa inerte incapaz de refletir intuitivamente sobre a vida e sobre as causas do declínio geral da humanidade.

Devem lutar para sair da escuridão da ignorância buscando a Luz da Verdade para se libertarem dos conceitos errados sobre a vida. É na beleza da vida e da natureza e suas leis que o jovem deve reencontrar o encantamento sem o qual nenhuma criatura consegue alcançar o alvo de se tornar verdadeiro ser humano, participante da grande obra construtiva e beneficiadora do mundo.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

O ESTADO TECNOCRÁTICO E O DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL

O momento é revelador. O salve-se quem puder foi mantido velado por longo período e camuflado por arranjos, e vem à tona, revelando a sua crueza e aspereza. Cada nação precisa de governantes competentes, sábios e dispostos a defender seu território, seu povo e suas riquezas. Os feudos dentro de cada nação estão em vias de serem eliminados, ou isso ou a nação não passará de mera colônia a serviço de interesses externos.

A questão dos Estados-nação seria bem mais simples se os seres humanos buscassem o conhecimento da finalidade da vida e das leis universais que a regem. Na ausência disso, tudo foi tomando rumo artificial, segundo os interesses dos grupos que foram assumindo o domínio, tais como igreja, senhores feudais, reis e governantes. Raramente as gestões alcançaram a meta do desenvolvimento integral do ser humano. Faltava o alvo espiritual da vida.

Aqueles que são intuitivos querem a coesão das vontades voltadas para o bem geral. Os intelectivos cobiçam poder e riqueza, dividem para dominar. A atuação de oligarcas é sempre a mesma. Um grupo que entra no poder para se beneficiar e quer se manter por séculos. Às vezes chamam os tecnocratas para dar uma aparência de que a situação vai mudar para melhor, mas vai piorando, ou seja, o problema são os objetivos desses grupos. Se estivessem voltados para o bem geral e a melhora das condições de vida da população, o planeta teria feições humanas e belas.

As falhas e inoperância das gestões geraram as ideias do Estado Tecnocrático como meio de conduzir a humanidade a uma situação de vida equilibrada, eliminando a miséria. Esse tipo de gestão técnica e autoritária está levando o planeta ao descalabro pela desumanização da espécie humana. Muitas coisas já estão sob ameaça de ruir como a educação das novas gerações, a convivência pacífica, o sistema monetário. Urge dar um basta na mecanização da mente. O ser humano tem de se tornar um verdadeiro ser humano, algo que depende fundamentalmente do seu desenvolvimento espiritual ao lado do racional.

O espetáculo eleitoral mexe com a população. Já atraiu mais as atenções. Caiu um pouco em desprestígio e confiabilidade. Quando as pessoas tiverem excelente preparo para a vida haverá mais fidelidade. Definir quem vai dirigir os rumos de uma nação é extremamente importante. Há riquezas, há cidadãos, há qualidade de vida. Há recursos naturais e financeiros altamente cobiçados, por isso a eleição em nações como o Brasil é um acontecimento global. Quem vai ficar com o Brasil e com São Paulo? Se vacilar fica tudo com eles. Como promover mudanças na condução do Brasil atrasado e corrupto, com ênfase no fortalecimento da nação e seu povo?

As transformações estão em andamento sem que haja melhora geral. As nações estão endividadas. O superávit comercial da China vai aumentando. O ser humano está perdendo sua essência. As novas gerações perderam capacitações especiais, sem conquistar outras, e estão se tornando dependentes das postagens recebidas pelo smartphone. Perderam o dom de usar as palavras com ponderação e sabedoria.

Os jovens devem ir à escola para dar prosseguimento ao seu preparo para a vida e o trabalho. Estudar a Criação e suas leis para que esse conhecimento possa ser utilizado para o bem da humanidade. Se estão diante de um professor ao vivo, têm de estar atentos ao que está sendo ensinado. Sem bom preparo das novas gerações, o que fica comprometido é o futuro da humanidade. A convivência está difícil. O essencial é restabelecer a conexão com o eu interior, se esforçar para refletir de forma intuitiva, buscar o saber do significado e finalidade da vida e das leis universais que a regem para realmente se tornar ser humano.

O relógio implantado pelos cientistas apontando a hora do terror é mais uma fonte de advertência para a humanidade. Grandes transformações universais estão em andamento. Há um reboliço geral e muito desentendimento. É gritante o embate geoeconômico entre EUA e China, mas a agitação é geral. Em eras longínquas, foi concedido ao espírito humano a possibilidade de adquirir autoconsciência para se tornar útil e beneficiador, e agora terá de prestar contas.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br