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AS CONSEQUÊNCIAS ESTÃO CHEGANDO

Não é o fim, pois a história é contínua, mas o homem gosta de criar teorias. Para onde vai o Brasil? Para onde vão as nações? Depois de tantas décadas de abusivas interferências financeiras, a humanidade criou um mundo no qual os povos fracos ficam mais fracos, e as elites no poder olham para isso como se fosse algo sem importância.

Com inteligência e o dólar, os EUA assumiram o comando. Poderiam ter ido além, aprimorando a espécie humana. A cobiça por riquezas e poder reduziu as dimensões da humanidade. O sucesso econômico da China tem levado analistas a acharem que a solução é a centralização do poder com mãos de ferro. Quando o ser humano alcançar a evolução espiritual, tudo será mais simples, todos respeitarão as leis universais da Criação, haverá paz e progresso real.

A produção e veiculação de pornografia é o suicídio da sociedade. Meninos e meninas são incentivados para a atividade sexual antes de estarem prontos, o que lhes acarreta distúrbios e crises emocionais, trazendo como resultado o enfraquecimento pessoal e da nação. É uma situação difícil. Os pais foram contaminados por essa onda promíscua destrutiva. Nas cenas dos filmes também há muita exposição desses temas. Na China, isso não é permitido. Por que o ocidente se tornou o centro dessa produção degenerativa? EUA, França e Reino Unido querem acabar com essa situação, meio tarde demais.

O ser humano é espírito e, por natureza, isso deveria colocá-lo na senda do bem, mas com a liberdade que lhe é inerente, sempre está escolhendo algo, de forma consciente ou não, podendo optar pelo mal. Dessa forma, será responsabilizado e colherá as consequências, nesta vida ou em outra. O pensar cerebral pode ser manipulado de fora; a intuição espiritual não. A semente espiritual encarna na Terra para se fortalecer, desenvolver, evoluir, enfim, se tornar o verdadeiro ser humano, mas em muitas situações se mostra desumano por não ter dado ouvidos à manifestação do espírito.

Os acontecimentos com potencial de fazer estragos estão se sucedendo por todos os lados. As pessoas perguntam: por que isso está acontecendo? Será que não prezam a paz e criam situações para promover conflitos? Quem se beneficia com isso? O fato é que uma desordem geral está rondando pela Terra.

A falta de metas adequadas gerou o labirinto e a civilização áspera na qual estamos. A saída dos erros e falsos conceitos requer humildade e reconexão com as Leis da Criação, até hoje pouco estudadas; no entanto, através delas, os seres humanos podem colher harmonia e evolução, ou agir contra elas o que sempre atrairá miséria e destruição. Uma nova civilização depende dos propósitos e metas a serem perseguidos. Sem as metas condizentes com a natureza espiritual da espécie humana, a civilização se tornou áspera, desequilibrada e alienada de seu propósito maior.

Estamos diante das pesadas consequências das sementes lançadas pelas nossas ações que trazem o retorno de tudo e o impacto pode nos levar a uma busca por compreensão. Para as consequências serem boas e agradáveis devem ter a ver com a qualidade das ações e do querer íntimo, voltados para o bem.

De repente, os seres humanos estão percebendo que não estão conseguindo realizar o que querem. Isso vai minando o ambiente, gerando ansiedade e inquietação, e essa irritação vai transparecendo em escala global. Trata-se de um momento crítico. Cada um deve buscar serenidade e entender que ele mesmo deu origem a esta fase perigosa de insatisfação e descontentamento. O modernismo tem afastado a humanidade de sua finalidade principal, a qual se deixou levar pelo imediatismo sem se preocupar como o futuro, criando teorias vazias, distantes da realidade. Há muitos atrativos e falsos ensinamentos que nos afastam de um futuro melhor.

Abdruschin adverte na Mensagem do Graal: “Nisso não há exceção alguma na Criação inteira, nem para uma alma humana! Tem de submeter-se às leis da Criação, se seus efeitos devam ser benéficos para ela! E essa simples evidência até agora a criatura humana deixou totalmente de lado, da maneira a mais leviana.” Somente quando cada indivíduo fizer da busca da Luz da Verdade a prioridade da vida, é que poderá sair do labirinto de sofrimentos em nova construção, e alcançar a libertação do atual fardo pesado.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

AS CONSEQUÊNCIAS DA CULTURA DA COBIÇA

Benedicto Ismael Camargo Dutra*

A cultura da cobiça pelo poder tem estado presente ao longo da história da humanidade, mas foi após a invenção do dinheiro que ela adquiriu contornos desesperadores. Os países que são geridos desatentamente, com população indolente, mais cedo ou mais tarde acabam caindo nas garras dos oportunistas que vivem de tirar proveito das fraquezas alheias para ampliar seu poder e influência. O desequilibro é a nota dominante da economia global. Quem pode esperneia, outros se corrompem por dinheiro e se acomodam, permitindo que a decadência não tarde.

Com o agigantamento do Estado tornou-se costume entre os governantes estabelecer peças orçamentarias com gastos superiores a receitas, gerando déficits que vão sendo financiados no mercado financeiro, mas com as alterações decorrentes da globalização econômica desequilibrada, as receitas tendem a decrescer, enquanto as despesas continuam crescendo, gerando agravamento da instabilidade.

Em 2004, a dívida brasileira estava em torno R$1,1 trilhão. Em 2015, aumentou aproximadamente 21% só de juros e swap. Hoje deve estar em R$ 3,4 trilhões. Em dez anos aumentou cerca de 30% do PIB, passando de 50% para 80%, nível previsto para 2018. A hemorragia é inevitável, a velocidade vai depender da taxa de juros. Nos anos 1980-1990, o Brasil já teve amarga experiência com o trato da dívida. Foram duas décadas perdidas; teremos a terceira? Tem que oferecer trabalho para os 13, 8 milhões de desempregados, aumentar o PIB e a arrecadação.

Com dívida de quase R$ 4 trilhões a 6% teremos, só de juros, o montante de R$ 232 bilhões por ano mantendo o país travado. Essa é a grande furada dos homens do governo. O problema não está só na taxa de juros, mas na insensatez de como se deixa uma dívida crescer, tolhendo a autonomia e o crescimento, mantendo o país atrasado sem chances de sair das condições sub-humanas em que se encontra. Paralelamente ao crescimento da dívida, aumentaram a miséria, a violência e a decadência.

O cenário é desanimador. Quantos anos mais de atraso para pagar dívidas mal constituídas e mal geridas? Os orçamentos e previsões financeiras são peças importantes para o equilíbrio de qualquer empreendimento, para a vida pessoal e das contas públicas, mas os gestores do dinheiro público se julgam acima de tudo e vão desequilibrando e cavando déficits para encanto do mercado financeiro, com liquidez saindo pelo ralo, até que chegue a hora da verdade com mais contas que receitas, e o país acaba entrando nas crises políticas e de corrupção. Falta equilíbrio nas relações entre os povos e a riqueza segue na direção da concentração.

O mercado aproveita e a dependência ao dólar funciona como uma guilhotina. Apesar da enorme liquidez mundial, o dinheiro busca oportunidades especulativas. Para onde vai o dinheiro? Emprestar para Estados deficitários, mal geridos, que são a maioria; aplicar em moedas com possibilidade de valorização; impulsionar bolhas? O que vai acontecer quando os gestores das contas públicas se pautarem para o equilíbrio nas contas, deixando de ser os maiores tomadores de recursos no mercado? O Brasil precisa estabelecer seu rumo de equilíbrio nas contas internas e externas e traçar um plano de bom preparo da população, aproveitamento da mão de obra existente e fortalecimento do mercado interno com melhores níveis de remuneração do trabalho.

Através da análise das mídias sociais já se consegue detectar o que cada pessoa quer e até mesmo orientar o desejo dos indivíduos para um fim específico, seja aceitar um novo conceito ou escolher um candidato ou produto. A força do Facebook foi comprovada pelo estrategista de Internet do presidente Trump. Seria bom se pudesse ser usada em 2018 para eleger no Brasil um estadista capaz de nos livrar do peso da decadência. Que candidato poderá resolver isso e dar o impulso que o Brasil precisa para sair da lama?

Muito já se falou que a era da cultura da cobiça está próxima ao ponto de ruptura, do qual a precarização global e a destruição de empregos são amostras das consequências das ações imediatistas sem uma visão ampla. A economia precisa de um gênio que encontre resposta para isso de forma que mesmo com mudança no padrão de renda, a humanidade não se embruteça. Tudo foi sendo empurrado com a barriga e as incoerências se tornam visíveis; não dá para resolver sem que haja sinceridade. Os homens sempre agem impondo a própria vontade, esquecendo-se de que o mais importante para a vida sadia e pacífica é valorizar e aprimorar a qualidade da humanidade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012…e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens”; “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin – Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7